sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Visitas guiadas: LAÇOS DE FAMÍLIA

LAÇOS DE FAMÍLIA NO JARDIM BOTÂNICO

Das rosas às palmeiras: a evolução de dez grupos aparentados de plantas
De 9 de Setembro de 2009 a 23 de Maio de 2010
Que laços unem as plantas de uma família? Como evoluem e adaptam plantas aparentadas para sobreviver no mundo natural? O que as une? O que as diferencia? É a seiva mais viscosa que a água? Em dez visitas guiadas às colecções do Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural, convidamo-lo a descobrir a fabulosa história natural de plantas da mesma família. Próximas visitas:

Agaves: 11 de Outubro - 10h00 (inglês) e 11h30 (português)

Palmeiras: 21 de Outubro (15h) e 25 de Outubro (11h30)

Valor de inscrição: 4 €/pax

Assinatura de 5 sessões: 16 €/pax

Mais informações: http://www.jb.ul.pt/

FOTO: Dragoeiro

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Jardim Gulbenkian: queremos ser assim!

Um aspecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian. Nos últimos anos a CML tem feito um esforço no sentido de reabilitar os jardins municipais. Mas, infelizmente, grande parte dos parques, jardins, ou muito simplesmente as árvores das nossas ruas, ainda estão em mau estado de conservação. E ainda há muitos bairros e arruamentos sem árvores. E é para nós particularmente triste reconhecer que o Jardim Botânico está incluído neste deprimente conjunto. No dia em que todos os espaços verdes da nossa cidade receberem o mesmo nível de cuidados que vemos no parque da Gulbenkian, Lisboa poderá levantar-se do chão e dizer: «Eu sou uma cidade civilizada, europeia!». Só depende de todos nós conquistar essa realidade.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CBS - CORK BLOCK SHELTER!



O Museu Guggenheim de Nova Iorque lançou um concurso internacional de Design a que chama "Shelter Competition". Foram admitidos cerca de 600 projectos de 68 países. Dos 600 projectos foram seleccionados 10 finalistas, entre os quais está o projecto do arquitecto português David Mares. A cortiça é o elemento do qual é feito o abrigo do arquitecto lusitano. O "CBS - CORK BLOCK SHELTER " é um abrigo construído na versátil cortiça. Mas para além da já honrosa posição de pertencer ao Top 10 deste concurso, o abrigo de cortiça está em 1º lugar na votação do público. Para quem desejar participar neste concurso votando, por favor acedam ao site do concurso em http://www.guggenheim.org/

A votação decorre até às 23:00h de 10 de Outubro de 2009. Além do prémio do público, este concurso contempla também um prémio atribuído por um Júri, que será divulgado na Guggenheim Museum's 50th Anniversary Celebration.

CBS is located at Vale dos Barris. It was designed to be an ecological and living block. In a microclimate that ranges from the dry heat to damp cold, the application of cork is a good way of thermally isolating the shelter and also providing acoustic insulation for study/sleep. The dynamic facade gives visual interaction when in living-studying mode; in rest-sleep mode it closes to provide privacy for its occupant.

FOTOS: projecto do CBS, "Abrigo de Blocos de Cortiça"

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O PEÃO EM LISBOA: pelo Prof. Costa Lobo

Divulgamos aqui um contributo do Professor Costa Lobo, a propósito do debate sobre o lugar do peão na nossa cidade. Os nossos agradecimentos ao movimento "Passeio Livre".

O Peão em Lisboa

I - Mal tratado

Carros a passar em grandes quantidades nas artérias principais da capital, com uma paisagem extensa de parqueamento automóvel, com carros onde é proibido estacionar e nos próprios passeios

Com poucos percursos verdes e azuis [água] para uso dos peões e bicicletas da cidade

Com vias de pavimentos degradados, nomeadamente nos passeios

Com obras em muitos lados mas nem sempre respeitosas para quem vai a passar na rua

Com uma sinalética insuficiente, e pouca informação fácil de consultar nomeadamente na sinalização de percursos pedonais de interesse

Com tráfegos de veículos que ocasionam elevados graus de poluição em certas áreas da cidade

Com muitas situações de risco de acidentes de tráfego para os peões e tempos de travessia pedonal curtos e raramente desnivelados

II - Mesmo assim feliz, em Lisboa

Temos que concluir que o peão não parece ainda ser bem-vindo a esta cidade, cidade que nos atrai pela sua luminosidade, pelos seus bairros variados, pelas vistas sobre o estuário do Tejo e pela atracção dos seus espaços próximos: das praias da linha do Estoril, da Arrábida, de Sintra (Património da Humanidade), de Mafra e da Costa Atlântica, das margens de Vila Franca e do Ribatejo, da Reserva Natural do Estuário do Tejo.

III - Super-pé

Nestas circunstâncias parece-me de insistir na adopção da metodologia "Super-pé", que seria um grande passo em frente para a qualificação da vida em Lisboa. Este método trata cinco frentes:

A educação cívica da população de todas as idades

A saúde pública e respectivas medidas

A organização do tráfego, de modo a restringir os caudais de carros poluentes e a concentração do parque automóvel em parques próprios, periféricos às Áreas Centrais, estas com prioridade para os peões e os transportes públicos não poluentes

Campanhas de condução respeitadora, policiamento e procura de soluções alternativas amigas do ambiente

Construção de percursos de peões, bons pavimentos nos passeios e arborização/tratamento paisagístico de caminhos pedonais e de bicicletas, tornando atractivos esses modos de deslocação.

IV - Que bom seria!...

Se o peão voltar a ser senhor da Cidade de Lisboa e nela pudesse viver, sonhar, divertir-se, encontrar-se, usufruir do seu clima, etc, etc... que bom seria!

Manuel da Costa Lobo Professor Catedrático Jubilado do IST, ex-provedor do Ambiente e da Qualidade de Vida da CML

FOTO: A Rua da Escola Politécnica c.1900, antes do "assalto" dos automóveis... que acabou por transformar este arruamento num dos mais anti-peão da capital. Augusto Bobone (1852-1910)Arquivo Municipal.

domingo, 4 de outubro de 2009

Visita à Tapada de Mafra e Centro do Lobo

Estimado(a) associado(a),

No próximo dia 25 de Outubro (Domingo) terá lugar o passeio à Tapada de Mafra e ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.

Início: 8h30 - partida de Sete Rios (frente à entrada do Zoo)

Duração: dia inteiro

Almoço: possibilidade de piquenicar em Mafra ou em alternativa vários restaurantes à escolha
Custo: 25 € (transporte em autocarro, e entradas na Tapada e Centro Lobo)

Importante: levar água, chapéu e calçado confortável

Inscrições: ldbotanico@fc.ul.pt

Com os nossos agradecimentos, enviamos saudações botânicas,

A DIRECÇÃO da LAJB

NOTA: pode preparar a visita em http://www.tapadademafra.pt/ e http://lobo.fc.ul.pt/

sábado, 3 de outubro de 2009

Conferência: A História do Clima da Terra

A Aventura da Terra - Um planeta em evolução
Ciclo de Conferências

A História do Clima da Terra

Filipe Duarte Santos
SIAM-IDL, Universidade de Lisboa

O clima da Terra, desde a sua formação há cerca de 4500 milhões de anos, tem variado de modo significativo, frequentemente de forma cíclica comperíodos que vão desde as dezenas de milhões de anos até aos milhares de anos. Contudo, manteve-se alguma estabilidade que foi essencial para o desenvolvimento, manutenção e evolução da vida na Terra. Será apresentada uma breve história do clima da Terra e feita uma análise sucinta das causas principais da sua variabilidade.

Este ciclo de conferências está integrado no âmbito da exposição A Aventura da Terra que inaugurará, a 19 de Novembro, no Museu Nacional de História Natural.

DIA: 8 de Outubro de 2009, 18h00

LOCAL: Museu Nacional de História Natural, Auditório Manuel Valadares, Rua da Escola Politécnica, 56/58 - Lisboa

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Carta da LAJB à Sociedade Frente Tejo

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB), no âmbito do projecto de remodelação e restauro do espaço público no Cais do Sodré vem por este meio solicitar a abertura de caldeiras no passeio nascente, junto aos edifícios das futuras Agências Europeias.

Fazem muita falta árvores de alinhamento neste passeio onde existem paragens de autocarros. Os utentes da Carris sofrem muito com as altas temperaturas que se fazem sentir nas paragens durante o verão. Alertamos para o facto de o passeio simétrico, junto à estação de comboios, apresentar um alinhamento de árvores em caldeira (Jacarandás). Portanto, e até pela lei da simetria da praça, seria aconselhável plantar igual número de árvores no passeio nascente.

Fazemos também um apelo para que o projecto que está a ser desenvolvido inclua a redução do espaço ocupado pelos veiculos automóveis em volta do jardim da placa central. Actualmente aquele espaço verde está reduzido a uma pequena ilha, apertada por um excesso de faixas de rodagem e de lugares de estacionamento à superfície.

Por último, solicitamos a vossa maior atenção para a necessidade de se arborizar ao máximo a Frente Ribeirinha. A Sociedade Frente Tejo tem um papel muito decisivo neste assunto.

Lamentamos que em muitos casos de remodelação de praças e largos não haja preocupação de incluir árvores de sombra como via de qualificação do espaço urbano. As praças da Figueira e dos Restauradores são exemplos paradigmáticos de espaços urbanos sem conforto ambiental. Devido à opção de se construir um parque de estacionamento subterrâneo já não é possível arborizar aquelas duas praças centrais da capital. Pedimos à Sociedade Frente Tejo que não repita este erro, impermeabilizando espaços como o Largo do Corpo Santo ou o Campo das Cebolas para a construção de mais estacionamento em caves.

A LAJB aguarda atentamente pela evolução dos projectos para a Frente Ribeirinha de Lisboa. O abandono e desqualificação de décadas penalizaram muito o usufruto deste simbólico espaço público da nossa cidade.

Mostramo-nos desde já inteiramente disponíveis para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica que julgarem necessário.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Liga dos Amigos do Jardim Botânico

FOTO: Cais do Sodré c.1928 por J. Benoliel. Arquivo Municipal

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AFTER THE CAR

Dois docentes da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, publicaram em Maio este interessante estudo sobre o fim da sociedade centrada no carro. Um livro que aconselhamos a todos os autarcas do nosso país!

It is difficult to imagine a world without the car, and yet that is exactly what Dennis and Urry set out to do in this provocative new book. They argue that the days of the car are numbered: powerful forces around the world are undermining the car system and will usher in a new transport system sometime in the next few decades. Specifically, the book examines how several major processes are shaping the future of how we travel, including:

• Global warming and its many global consequences
• Peaking of oil supplies
• Increased digitisation of many aspects of economic and social life
• Massive global population increases

The authors look at changes in technology, policy, economy and society, and make a convincing argument for a future where, by necessity, the present car system will be re-designed and re-engineered.

Yet the book also suggests that there are some hugely bleak dilemmas facing the twenty first century. The authors lay out what they consider to be possible 'post-car' future scenarios. These they describe as 'local sustainability', 'regional warlordism' and 'digital networks of control'.

After The Car will be of great interest to planners, policy makers, social scientists, futurologists, those working in industry, as well as general readers.

Some have described the 20th Century as the century of the car. Now that century has come to a close - and things are about to change.


Reviews

"One of the toughest things to do is to anticipate discontinuity, to envisage a world - a life - beyond the car. The authors practice this art of the impossible in a fascinating way, opening up the social and sociological imagination for alternative paths of modernization." Ulrich Beck, University of Munich

"A persuasive and readable summary of why motoring as we know it is doomed. The authors systematically chart the new technologies, oil shortages, environmental and other pressures changing the way we travel and the world we live in. If you want to know what the future might look like, this book is for you. Jeremy Clarkson is an endangered species!" Steven Joseph, Executive Director, Campaign for Better Transport

"After the Car is a useful contribution to the debate about the role of the car which poses some interesting questions about its future." Tony Bosworth, Friends of the Earth

in www.polity.co.uk

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

AS 4 ESTAÇÕES NO JARDIM BOTÂNICO

Todas as quintas-feiras (2009-2010), entre as 13h00-14h00

Visita animada para todas as idades!

Preço: 3 euros

Marcação prévia:


Tel. 210 170 159

FOTO: Flores de Murta, Myrtus communis L.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

«Wild side of the law»

It may sound far-fetched, but a powerful tool to combat climate change is giving nature legal rights

If societies express their values through the laws they make, one single legal change would completely transform our understanding of the ­relationship between nature and humankind: giving nature rights. And that change would be our best weapon in fighting climate change because it would give nature a voice on how we regulate the earth.

The idea of "wild law" has been around since the 1960s, when writers questioned whether trees should have standing. But now enacting those ideas is a matter of our survival on this planet.

Laws that recognise the world as a legal person with rights and remedies that can be enforced nationally and internationally would create a duty of care towards the environment. It is strange that we have a duty of care towards our "neighbour", but that in law nature is not considered our neighbour. If we value the natural world we need for life, we can prove it by giving it and its components – rivers, forests, species, habitats, ecosystems – sufficient standing in law to enable proceedings to be brought on their behalf. Our legal system already does this for "non-­persons" such as companies, charities, clubs and others.

Give the sea rights, and overfishing would not be a matter of quotas set by governments but of balancing the rights of fish and humans. If the atmosphere could be a legal entity, its representative would have a say in carbon trading. A river with a right to flow continually being harmed by damming would require the courts to intervene in deciding whether the human need is greater than that of the river to subsist. This is not as far fetched as it sounds. It is entirely consistent with the 1982 UN World Charter for Nature, ratified by more than 150 UN members but lacking enforcement mechanisms to give it real teeth. It is the logical outcome of its 2002 successor, the Earth Charter.

Practically, how do we do this? Our courts could expand the definition of who our neighbour is to include nature and thus create a legal duty of care toward the earth. At EU level we then pass a declaration of nature's rights, which would, like the declaration of human rights, be implemented by each of the member states in an Earth Rights Act like our Human Rights Act. This would be enforced by our national courts and influence the regulators' decision-making.

Internationally, we need to refocus what is contained in the World Charter for Nature, which sets out "human duties towards the earth", and create "earth rights". Any declaration needs to be coupled with giving enforcement powers to our international institutions, otherwise the declaration will create positive debate but not be effective.

Language is a powerful tool, and we want to stop talking about the planet as a "resource". There has to be a better understanding of how humans affect the planet – so teach people where their plastic water bottle ends up and where their food comes from. We can also redefine the "public interest" to include the interest of nature.

Some would argue granting rights is only part of the solution, but it will cause the shift in thinking we require to decarbonise our society. As Wangari Maathai, winner of the 2004 Nobel peace prize, said: "The need to forge a new and healthier relationship between the human race and the planet that sustains us could not be more urgent." Let's not be known as the "age of stupid" but as the age that walked on the wild side of the law and brought radical change to the way we think about law and about nature to stave off the perfect storm.

in The Guardian, 4 de Maio de 2009

FOTO: Baleal, Portugal

domingo, 27 de setembro de 2009

«FOREVER WILD»

Central Park, Nova Iorque, Maio de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

AS ÁRVORES e os LIVROS: Andrew Lang

I'd leave all the hurry, the noise, and the fray,
For a house full of books, and a garden of flowers.

Andrew Lang

Nota: Andrew Lang (1844-1912) foi um escritor escocês que ficou conhecido pela sua poesia, critica literária e trabalho na área da antropologia.

FOTO: Jardins do Kensington Palace, Londres.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

NOITES DE SÃO BENTO: 24, 25 e 26 Setembro

NOITES DE SÃO BENTO

animação de rua até às 24 horas
dias 24, 25 e 26 de Setembro


FOTO: Rua de São Bento, início do séc. XX. Arquivo Municipal.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Outono em Portugal, Primavera na Austrália!

Hoje é o primeiro dia de Outono. Mas na outra face do nosso Planeta é o primeiro dia de Primavera!

FOTO: Crimson Rosella a comer flores na capital da Austrália. Fotografia de Mark Kolbe/Getty Images.

domingo, 20 de setembro de 2009

Mais árvores e passeios para o Bairro Azul!

Mais árvores, passadeiras bem identificadas, passeios mais largos e apenas uma faixa de rodagem em cada sentido na Rua Ramalho Ortigão marcam a nova imagem de uma das principais artérias do Bairro Azul, em Lisboa.

"Parecia que estávamos perto de uma auto-estrada. Era muito difícil atravessar e os carros circulavam a uma velocidade impressionante. Espero que a situação se altere, já que havia muitos atropelamentos", sublinhou Ana Luísa Bolsa, da Comissão de Moradores do Bairro Azul, junto à Rua Ramalho Ortigão, onde já começaram as obras para criar a primeira das cinco "Zonas 30" que a Câmara pretende colocar em marcha, destinadas a "acalmar" o tráfego e dar mais espaço e segurança aos peões, mas que integram também a valorização do espaço público.

No Bairro Azul, essencialmente residencial, o projecto não podia ter melhor acolhimento. Há anos que os moradores clamavam por medidas que acabassem com o intenso tráfego de atravessamento criado pela proximidade do El Corte Inglés, Universidade Nova ou Mesquita. No Bairro Azul, as medidas de acalmia de tráfego estendem-se até 2012. Para a semana, serão cridas passadeiras sobrelevadas em mais duas ruas. A requalificação do espaço público junto à Rua Marquês da Fronteira, pelo do Metropolitano de Lisboa, poderá arrancar ainda este ano.

Nos próximos dois, será criado um desenho urbano de acalmia de trânsito na Rua Ressano Garcia e uma ligação directa da Avenida José Malhoa à Praça de Espanha, bem como um espaço público franco em frente à Mesquita.

Os bairros do Alvito, da Madre Deus, Boavista e de São Miguel, também vão ter "Zonas 30" para criar uma coabitação mais harmoniosa entre peões, bicicletas e automóveis nos arruamentos interiores dos bairros.

Sem referir datas, António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, prometeu para breve o início das intervenções nestes bairros, referindo que as alterações no Bairro Azul estão a servir para "testar a metodologia". Não descarta ainda a hipótese de levar o projecto a outras áreas da cidade. A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados já veio defender que as "Zonas 30" deveriam chegar às Avenidas Novas. in Jornal de Notícias, 20-9-09

FOTO: Av. Ressano Garcia, na década de 60 do séc. XX, já sobrecarregada de carros. Imagem de Artur Goulart, Aquivo Municipal. Estas são boas notícias para a nossa cidade. Esperemos que a CML implemente brevemente o projecto de arborização da Rua Borges Carneiro, uma iniciativa dos moradores apoiada pela LAJB e a Associação Lisboa Verde.

MÚSICA PELO JARDIM: 29 de Setembro

Campanha de reabilitação do Jardim Botânico
Retrospect Ensemble, Aula Magna, 29 de Setembro às 21h30

Com o objectivo de angariação de fundos para a reabilitação do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, o Retrospect Ensemble (outrora denominados de King’s Consort) dirigido por Matthew Halls estará em Lisboa para um concerto único, dia 29 de Setembro, às 21h30, na Aula Magna (Lisboa). Uma iniciativa Sunbridge. Para mais esclarecimentos contactar:

Ana Duarte Carmo (962631446)
Marisa Dias Antunes (962763188)

FOTO: Datura candida (pers.) Stafford. Flores da trombeteira, Angel's trompet, no Jardim das Cebolas, um dos sectores do Jardim Botânico a necessitar de obras de conservação urgentes.

sábado, 19 de setembro de 2009

Threat to European biodiversity 'as serious as climate change'

The natural world across Europe is suffering a crisis as serious as the threat of climate change, Europe's environment chiefs are to warn this week.

A report from the European Environment Agency (EEA) to be published next month sounds the alarm that most species and habitats across the continent are in poor condition and the risk of extinction continues to rise.

New figures for the UK also show that even the most important and rare plants and animals are suffering: eight out of 10 habitats and half of species given the highest level of European protection are in an "unfavourable" condition.

Species at risk in the UK range from insects like the honeybee and swallowtail butterfly, to mammals and birds at the top of the food chain such as the otter and the golden eagle, said the Centre for Ecology & Hydrology (CEH).

The losses threaten to undermine vital ecosystem services like clean water and fertile soils, which underpin both quality of life and the economy, said Jacqueline McGlade, the EEA's executive director.

"Much of our economy in Europe relies on the fact we have natural resources underpinning everything," McGlade told the Guardian. The losses of wildlife and habitat are a threat to being able to live sustainably within the enviroment in the future, she said. "Some of the losses are irreversible."

McGlade will present findings from the agency report at a major conference next week called by the European environment commissioner Stavros Dimas. He is worried that the European commission has failed to meet a pledge to halt biodiversity loss by 2010, and recently warned "the loss of biodiversity is a global threat that is every bit as serious as climate change".

"The reasons that we are losing biodiversity are well known: destruction of habitats, pollution, over-exploitation, invasive species and, most recently, climate change," Dimas will tell the conference in Athens. "The compound effect of these forces is terrifying."

At another high-level conference in London on Wednesday, organised by the CEH, leaders from business, government, academics and NGOs will warn that ecosystems underpin human lifestyles from air, water and food to resources for industry.

Professor Lord May of Oxford, a former government chief scientific adviser and president of the Royal Society, said: "Our massive and unintended experiment on the planet's reaction to unsustainable levels of human impacts is approaching crisis point. The future is not yet beyond rescue, provided we take appropriate action with due urgency."

The EEA report says although there have been some conservation successes, including halting the decline of common songbirds, the "overall status and trends of most species and habitats give rise to concern".

Figures for the habitats and species awarded special protection under the EU habitats directive reveal that across 40 countries of Europe and the former Soviet Union, 50-85% of habitats and 40-70% of species were in an "unfavourable" condition, and many more could not be assessed because of a lack of information.

Across Europe, the biggest declines from 1990 to 2000 had been for bogs and fenland, heathland and coastal habitats. Woodland, forests and lakes had grown, but these increases were dwarfed by the biggest habitat expansion, which was "constructed, industrial, artificial habitats".

Populations of some European common birds stopped falling in the 1990s, but all groups of birds had fallen in numbers since 1980, and other species groups like butterflies, amphibians and pollinating insects had declined dramatically, said the report.

The report notes that habitats and species in the habitats directive were chosen because they were under threat, and so were harder to conserve.

"Ecosystems generally show a fair amount of resilience," it adds. "Beyond certain thresholds, however, ecosystems may collapse and transform into distinctly different states, potentially with considerable impacts on humans."

Reforms to be put to the conference in Athens include better management of protected areas, which now make up more than 17% of the European Union territory; targets for economic sectors, such as transport, to ensure they do not have a negative impact on the environment; and more work on putting a "value" on ecosystem services so conservationists can argue their case against developers, said McGlade.

"This is not about putting a price on everything, it's a value. This will transform the discussion because somebody can say 'you're eating away at our capital - grassland', or whatever the landscape or species is."

In a statement, Defra, the UK environment department, said the government fully supported strong international targets, but said many conservation schemes were working.

"For example, England's Sites of Special Scientific Interest are in better condition than ever at 88.4% in favourable or recovering condition compared with 57% in 2003," it added.

Globally, last year's annual "red list" of endangered species from the IUCN conservation organisation warned that the world's mammals face an extinction crisis, with almost one in four of 5,487 known species at risk of disappearing forever.

in The Guardian, 24 de Abril de 2009

FOTO: Ilha das Berlengas

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

AS ÁRVORES e os LIVROS: Sophia de Mello Breyner Andresen


PRAIA

Os pinheiros gemem quando passa o vento
O sol bate no chão e as pedras ardem.

Longe caminham os deuses fantásticos do mar
Brancos de sal e brilhantes como peixes.

Pássaros selvagens de repente,
Atirados contra a luz como pedradas
Sobem e morrem no céu verticalmente
E o seu corpo é tomado nos espaços.

As ondas marram quebrando contra a luz
A sua fronte ornada de colunas.

E uma antiquíssima nostalgia de ser mastro
Baloiça nos pinheiros.

Sophia de Mello Breyner Andersen

FOTO: Pinus canariensis no Arboreto

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conferência: SEGURANÇA DO PATRIMÓNIO

Os responsáveis por edifícios, colecções e instituições de interesse cultural e artístico vêem-se confrontados com a necessidade e obrigação legal de garantir a sua protecção e segurança face a um cada vez mais difícil e complexo somatório de riscos e imponderáveis. Esta tarefa é ainda mais problemática quando se tratam de equipamentos abertos ao público, tanto pela maior dificuldade de controlo como, e especialmente, porque a segurança dos próprios visitantes passa também a ser um imperativo da instituição e uma obrigação dos seus responsáveis. Fenómenos como incêndios, inundações, roubos, furtos, vandalismo ou catástrofes naturais são ameaças cada vez mais reais, para os nossos museus, palácios, bibliotecas, arquivos e outros equipamentos onde são salvaguardados bens culturais. Recentemente a legislação portuguesa, reflectindo exigências europeias comuns, foi consideravelmente alterada, existindo agora um enquadramento específico para um vasto conjunto de actividades culturais, o que traduz, acrescidas responsabilidades para as instituições e seus responsáveis no campo da responsabilidade civil e criminal. Se esta nova era implica, assim, um acréscimo de ameaças ao nosso património cultural, também nos fornece novas possibilidades, novos modos e modelos de as combater, quer ao nível da prevenção quer ao nível da resposta.

OBJECTIVOS
Fornecer e sistematizar informação e conhecimentos sobre a temática da prevenção e protecção de riscos no património cultural, nomeadamente:

- Prevenção de riscos naturais
- Prevenção de riscos humanos e sociais
- Respostas a ocorrências: sistemas, recursos humanos e metodologias
- Os planos de segurança e os planos de emergência
- Enquadramento legal e institucional existente em Portugal
- Projectos nacionais e internacionais relevantes

DESTINATÁRIOS
Responsáveis e técnicos interessados nas questões de prevenção e protecção de bens e pessoas em instituições artísticas e culturais, entre outras, museus, palácios, monumentos, igrejas, conventos, bibliotecas, arquivos, salas de exposições, teatros, auditórios e complexos multi-usos. Responsáveis e técnicos dos pelouros da cultura e segurança das autarquias. Proprietários de bens culturais e coleccionadores. Outros profissionais da cultura com competência e necessidade de obter conhecimentos mais completos e actuais sobre estas problemáticas.

PROGRAMA
9.00-9.30 - Recepção dos participantes

9.30-9.45 - Início dos trabalhos: apresentação da Conferência

9.45-11.00 - Segurança Contra Intrusão, Furto e Terrorismo. Enquadramento Legal e Institucional. A Prevenção de Riscos. Moderador: Nuno Andrade - Guarda Nacional Republicana/Arquivo Histórico, Biblioteca e Museu, Orador: João Oliveira. Secção de Obras de Arte da PJ, Orador: Nelson Santos Ribeiro - Divisão de Investigação Criminal da PSP

11.00-11.30 - Pausa para café

11.30-13.00 - Segurança Contra Incêndios. Enquadramento Legal e Institucional. Nova Legislação. A Elaboração de Planos de Emergência e Contingência. Moderadora: Cristina Castro Lopo - MC/IGESPAR, Orador: Alberto Silveira - ISLA, Oradora: Filomena Ferreira - Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa - RSB

13.00-14.30 - Pausa para almoço

14.30-16.00 - Projectos e Organizações - Prevenção e Protecção de Riscos no Património Nacional e Internacional. Moderadora: Silvana Bessone - Museu Nacional dos Coches, Oradora: Leonor Sá - Museu e Arquivos Históricos da PJ, Oradora: Isabel Raposo Magalhães - MC/IMC

16.00-16.30 - Pausa para café

16.30-18.00 - Debate: A Realidade da Prevenção e Protecção de Riscos em Portugal. Moderador: Henrique Vicêncio - Unidade de Riscos e Alerta Autoridade Nacional da Protecção Civil. Oradores: Alfredo Esberard - Unidade Nacional Contra o Terrorismo PJ, António Francisco Carvalho Paixão - GIPS GNR, Ricardo Garcia - Instituto de Seguros de Portugal - ISP, Representante da Associação Nacional de Empresas de Roubo e Fogo - AESIRF

DATA E LOCAL: 29 de Setembro, das 9:30 às 18:00, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, Lisboa.

INSCRIÇÕES: o preço por participante é € 50,00. Para os Membros da Rede CultDigest o preço é € 40,00. As inscrições estão limitadas à capacidade da sala. O pagamento poderá ser realizado por transferência bancária para a conta com o NIB 00 350 651 00531 241 130 57 ou por cheque emitido à ordem de Agência INOVA. Em qualquer das opções de pagamento, a inscrição deverá ser paga até ao início da conferência.

INFORMAÇÕES: contactar Susana Ataíde Mendes pelo telefone 222 085 228, por fax 222 085 274, ou por e-mail smendes@cultdigest.pt

FOTO: Azulejos, um património ameaçado. Azulejos da Fábrica Viúva Lamego num imóvel da Freguesia de Santa Isabel.

domingo, 13 de setembro de 2009

Ciclo CINEMA & AMBIENTE - 2009

Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, o Programa Gulbenkian Ambiente vai apresentar no dia 15 de Setembro, terça-feira, às 21h30, na Cinemateca, a primeira sessão do ciclo Cinema & Ambiente, com o filme Safe, de Todd Haynes.

O objectivo deste ciclo de cinema é motivar uma discussão alargada com o público sobre a temática ambiental, contando para isso com o contributo de personalidades públicas de áreas diversas, convidadas para comentar os filmes.

Realizado em 1995, Safe conta a história de Carol White, que desenvolve uma doença ambiental inexplicável, criando alergias a todo o tipo de químicos do quotidiano. Acaba por lhe ser diagnosticada a “doença do século XX”. Após a projecção, Teresa Gouveia irá lançar o debate a partir deste filme, que questiona o ambiente artificial em que vivemos.

A segunda sessão do ciclo, comentada por Inês Pedrosa, realiza-se a 13 de Outubro com o filme alemão Die Wolke (“A Nuvem”), de Gregor Schnitzler, 2006, em que dois jovens vivem uma relação amorosa no contexto de um acidente nuclear perto de Frankfurt que lança o pânico no país.

Nos meses seguintes serão apresentados os filmes: Medicine Man (“Os Últimos Dias do Paraíso”), de John McTiernan, 1992; The Trigger Effect (“Efeitos na Escuridão”), de David Koepp, 1996; Five, de Arch Oboler, 1951; Soylent Green (“À Beira do Fim”), de Richard Fleischer, 1973; Into the Wild (“O Lado Selvagem”), de Sean Penn, 2007; Les Glaneurs et la Glaneuse (“Os Respigadores e a Respigadora”), de Agnès Varda, 2001; Wind across the Everglades (“A Floresta Interdita”), de Nicholas Ray, 1958; Le Monde du Silence, de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle, 1956.

O ciclo Cinema & Ambiente termina em Julho de 2010 com o filme The Happening (“O Acontecimento”), realizado por M. Night Shyamalan em 2008, numa sessão comentada por Viriato Soromenho-Marques, Coordenador Científico do Programa Gulbenkian Ambiente.

As sessões do ciclo Cinema & Ambiente são todas de entrada livre e realizam-se mensalmente na Cinemateca.


FOTO: Rã num lago em Ubud, Ilha de Bali, Indonésia

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ANIMA VEGETALIS - Imaginário Botânico do Mosteiro de Tibães

Anima Vegetalis - Imaginário Botânico do Mosteiro de Tibães
Exposição de fotografias de Paulo Gaspar Ferreira
Inauguração: dia 12 de Setembro ás 18h
Local: Mosteiro de S. Martinho de Tibães, Braga

«São fotografias que ao longo de 2 anos foram sendo engendradas numa pequena cela monástica do Mosteiro de Tibães. Nasceu de uma cumplicidade desde logo criada entre mim e a cerca. Nasceu da continuidade de um outro trabalho que acabava de apresentar no Museu Amadeo de Souza Cardoso: "Espíritos Elementares - 23 simulacros". Com algas do mar de Vila Chã (Mindelo - Vila do Conde) tinha construído uma exposição e um livro para onde chamei o Casimiro de Brito e depois o Albano Martins, a Ana Hatherly, o Ramos Rosa, o Melo e Castro o Fernando Guimarães, a Teresa Horta e tantos outros que escreveram para aquelas algas que tinha feito para eles.

"Anima Vegetalis" é a continuidade de um projecto que cativa património natural criando património artístico para o transformar em património sensorial. É composto por 70 imagens fotográficas e constituirá uma exposição e um "livro" de folhas soltas acompanhadas por textos (também soltos) da autoria de Theodoro d'Almeida, um dos mais importantes iluministas portugueses. Os pequenos excertos, retirados do ambiente pedagogo da sua "Recreação Filosófica" de 1786, aproximam-se, aqui, de uma linguagem de quase poesia. Aproximam-se das imagens que, retiradas do chão daquela floresta, facilmente se transfiguram em quase poemas.
As fotografias são essencialmente feitas com "peças" encontradas no chão de Tibães. Preferi, sempre que possível, receber a dádiva daquela floresta do que roubar-lhe o que lhe pertencia.

Da direcção do Mosteiro de Tibães recebi a hospitalidade (tão cara aos seus "criadores", os beneditinos): uma antiga cela monástica albergou durante cerca de dois anos o meu "atelier de campanha" onde cuidava das "minhas" Animas, organizando, olhando, deixando-nos maturar (elas e eu) até nos encontrarmos no que são hoje estas imagens.

A publicação de um "livro" (na verdade não se trata bem de um livro, é antes o conjunto das folhas de papel impressas e preservadas numa "caixa de bombons". Queria que fossem "comidas" como iguarias para os olhos) representa a vontade de que fique o registo.

Dois anos de comunhão e aprendizagem com esta "floresta" criaram uma relação de cumplicidade que permitiu fecundar outros seres. Que sejam agora embriões. Que sejam agora o que temos dentro.

Que sejam hoje aquilo que já fomos e voltaremos a ser. Olhemos para eles como quem os come. Assim os saberemos assimilar, nos saberemos assimilar... vegetais. Este projecto não faria sentido se não fosse para mostrar.»

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CML aprova modelo urbano para o Parque Mayer e Jardim Botânico

«A Câmara de Lisboa aprovou ontem, com os votos contra do movimento Lisboa com Carmona e do PSD, "o modelo urbano desenvolvido no âmbito da elaboração do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente". Vários vereadores, incluindo do PS, questionaram a viabilidade da construção do auditório com dois mil lugares previsto no plano, mas António Costa garantiu que há "mais do que uma entidade" interessada no investimento.

Na prática, a aprovação da proposta significa, como explicou o vereador Manuel Salgado, que o instrumento de planeamento desenvolvido pelo gabinete Aires Mateus & Associados será agora enviado para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, para que esta proceda à audição das entidades competentes e elabore um parecer. A constituição de direitos para os proprietários dos terrenos, frisou o vice-presidente da autarquia, só ocorrerá numa fase posterior do processo, quando o plano for aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa e publicado em Diário da República.

A explicação destinava-se aos eleitos pelo PSD, que no início da reunião camarária tinham ameaçado abandonar a sala por se dizerem "indisponíveis para participar na discussão e na votação de elementos de planeamento numa câmara que está a um mês de eleições". "Não achamos ético nem sequer sério", acusou a vereadora Margarida Saavedra, afirmando que a aprovação de algumas das propostas seria "meramente campanha eleitoral" porque, em seu entender, teriam que voltar a ser votadas pelo próximo executivo antes de irem à assembleia municipal. A ameaça do PSD, que foi apelidada de eleitoralista e muito criticada por todas as outras forças políticas, acabou por não se concretizar. Quanto ao facto de a titularidade do Parque Mayer estar a ser discutida em tribunal, também levantada por Margarida Saavedra, António Costa explicou que a sua opção foi fazer aquilo que podia enquanto não havia uma decisão judicial.

"Elaborar o plano de pormenor é uma competência municipal em qualquer parte da cidade", disse o presidente, acrescentando que a definição dos usos e edificabilidades dará à autarquia "uma base sólida e indiscutível para calcular o valor" do Parque Mayer se um dia decidir avançar com a expropriação do terreno ou com a sua aquisição.

A construção prevista de um auditório com dois mil lugares foi questionada por vários vereadores (incluindo os eleitos pelo PS Cardoso da Silva e Manuel Salgado), que lembraram a existência de equipamentos culturais próximos, como o São Jorge, o Tivoli e outros na Rua das Portas de Santo Antão e na Praça da Alegria. Carmona Rodrigues frisou aliás que a oportunidade deste investimento foi questionada pelos próprios serviços camarários.

Vários interessados
António Costa respondeu que "mais do que uma entidade demonstrou interesse e vontade em construir e explorar um equipamento com esta dimensão", admitindo no entanto que "ninguém pode garantir que essas intenções no momento certo se concretizem". O presidente afirmou que o equipamento não será construído com verbas municipais, defendendo ainda que se trata apenas de uma possibilidade, já que o plano de pormenor vive sem o auditório.

Na reunião de ontem, o vereador Ruben de Carvalho distribuiu um parecer dos serviços jurídicos da autarquia, no qual se conclui que, com a anunciada construção de uma subestação eléctrica em Monsanto "o Governo e a REN [Redes Energéticas Nacionais] violam clara e ostensivamente" a Lei de Bases da Política Florestal. No documento diz-se ainda que a obra "está obrigatoriamente sujeita" a avaliação de impacte ambiental, acrescentando-se que "continua a não ser claro" se tal aconteceu, "tudo parecendo apontar para que não o tenha sido". Apesar disso, os serviços jurídicos concluíram que a Câmara de Lisboa não tem bases para avançar com uma providência cautelar para travar a subestação eléctrica porque os serviços camarários ouvidos, incluindo a Divisão de Matas, "pronunciaram-se favoravelmente", pelo que "não é possível provar em juízo que a construção irá causar lesão ao Parque Florestal de Monsanto". No parecer recomenda-se assim que ao executivo camarário "desencadeie junto do Governo as medidas de carácter administrativo que entender necessárias para impedir que se construa a subestação".» In Público 10/9/2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Líquenes e Musgos no Jardim Botânico

Dia 9, quarta-feira, das 10h00 às 13h00:

"Líquenes - um mundo a descobrir!"

Dia 10, quinta-feira, das 10h00 às 13h00:

"Será possível avaliar Alterações Climáticas com base em indicadores biológicos? Um exemplo com musgos no Jardim Botânico"

Dia 14, segunda-feira, das 9h30 às 13h00:

"As comunidades de musgos hepáticos no tronco das árvores do Jardim Botânico. Aspectos ecológicos e taxonómicos"

Mais informações: http://www.cienciaviva.com/

Foto: musgos no Jardim das Cebolas, Jardim Botânico

Seis anos do Serviço de Extensão Pedagógica do Jardim Botânico



O Serviço de Extensão Pedagógica (SEP) do Jardim Botânico foi fundado em Setembro de 2003 com o intuito de organizar propostas extra-curriculares no âmbito da educação para a sustentabilidade, dar relevo às questões relacionadas com a conservação da biodiversidade e garantir a divulgação destas temáticas junto de todos. As acções pedagógicas e de divulgação da ciência desde então programadas e realizadas são destinadas a grupos escolares, a famílias e ao público em geral.

Objectivos
Dinamizar o Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e a sua envolvente institucional.

Sensibilizar e motivar a população escolar, educadores, professores e famílias, à participação activa dentro do espaço Museológico e área envolvente.

Complementar e consolidar a aprendizagem de conceitos e práticas no âmbito da educação para a sustentabilidade no sentido da conservação dos recursos e da biodiversidade.

Valorizar e divulgar o património natural, através de acções de formação, cursos de curta duração e actividades pedagógicas, dirigidas ao público em geral.

Proporcionar um atendimento personalizado aos públicos do MNHN.

Proporcionar formação contínua, na área da Museologia e da Pedagogia, aos funcionários da instituição.

A Equipa
O Serviço de Extensão Pedagógica do Jardim Botânico – MNHN é constituída pelas biólogas Alexandra Escudeiro (coordenadora), Maria Teresa Antunes que é também curadora do Jardim e por Ana Raquel Barata. Na execução do seu plano de actividades conta com a preciosa colaboração de guias e monitores do Jardim Botânico e com a muito agradecida e essencial ajuda dos voluntários.

FOTOS: Aprender a fazer um Herbário de folhas do Jardim

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

JARDIM DE SANTOS: ameaçado pelo design?

«Poderia ser interessante a ExperimentaDesign fazer uma performance neste Jardim Histórico mas condicioná-lo à visão de um grupo de designers parece muito redutor.

Não se trata de um jardim particular mas público e, portanto, deveria manter-se como um espaço que permitisse as mais diversas formas de fruição.

Pessoalmente não procuro num Jardim o mesmo que procuro num Centro Cultural ou Comercial.A ideia de ver inscrições nos troncos das árvores aparece-me como uma ocultação da escrita natural que os mesmos encerram, para quem tenha vontade e capacidade de os ler.

O mesmo poderia dizer das propostas auditivas que se desenham para este Jardim como se os pássaros que o habitam tivessem sido de súbito atacados por uma doença que os silenciasse.

Em Lisboa, existem poucos espaços onde uma pessoa possa descansar, meditar, conversar, ler, desenhar sem ruídos, nem artíficios ou estímulos.

Não é verdade que o jardim esteja "ensonado" ou seja "velhinho", as árvores, como se sabe, já vivem neste planeta há muito mais tempo do que o ser humano, e por isso não é possível entender a sua idade nem a sua postura com os mesmos parâmetros (preconceitos) com que nos avaliamos.

O Jardim de Santos está cheio de vida, tem vida própria, e a presença humana é muitas vezes prejudicial à sua centenária alegria.A insistência em animar os jardins supõe uma terrível realidade: a de que os seus visitantes não têm capacidade de se descobrirem e descobrirem o espaço livremente.Um grande desafio para quem tem jardim interior.» 7-8-2009

Susana Neves, autora das crónicas "A Casa na Árvore" (TL)

Nota: Lamentamos que a manutenção, ou recuperação, do espaço público na nossa cidade esteja cada vez mais refém de patrocinadores ou "eventos especiais". Tal como muitos outros antigos espaços verdes lisboetas, o Jardim de Santos precisa é que substituam o pavimento em alcatrão e o mantenham limpo. Problemas para resolver são os resíduos deixados pelos frequentadores dos bares (copos de plásticos e garrafas de cerveja são mais comuns que as flores!), o excesso de estacionamento nos passeios circundantes e o ruído do trânsito da Av. 24 de Julho.

FOTO: Jardim de Santos e o Tejo. Finais do séc. XIX. Fotógrafo não identificado (Arquivo Municipal).

sábado, 5 de setembro de 2009

Casas com Telhados de Algas e Flores

In Denmark, on the island of Læsø, off the east coast of North Jutland, are houses with seaweed roofs, some of which have survived for as long as 300 years.

The seaweed, or eelgrass (Zostera marina), grows up to two metres or more long. It was collected from the seashore by horse and cart and, once dried, bundled and twisted into thick ropes that were then woven through a home’s rafters to form a roof a metre thick.

Over the centuries, the eelgrass roofs became misshapen and formed a habitat for wildflowers, with sedums and grasses sprouting on their surface. Today, only 20 of the houses survive.

A fungal disease wiped out much of the eelgrass in the 1920s and, perhaps due to changing sea currents, the beds have still not recovered around Laesø. The island’s residents have also started thatching their roofs with straw instead; it lasts only a few decades but is less labour intensive.

In its heyday, creating an eelgrass roof involved the labour of at least 40 women, while the men were out at sea. Henning Johansen, who is reviving the art of seaweed thatching, has estimated that it takes 300kg to thatch just 1 sq m of roof. Once complete, the roof’s ridge is covered with squares of turf to weigh it down. As rain permeates the layers of dried seaweed, it causes them to “glue together”, becoming watertight.

Johansen says that not only is a seaweed roof fire-resistant, it is also possible to walk on one without damaging it, which was important to the residents of the island centuries ago. They would regularly stand atop their homes with a telescope, looking out across the flat, then-treeless island for ships caught in storms. The main source of wood for the interiors of the houses came from shipwrecks.

Near the island’s main town of Byrum is Museumsgården, a fine, 350-year-old courtyard farmhouse that has been preserved. It has panelled walls from shipwrecks and recycled heavy oak timber flooring. The foundation is a layer of stones from the seashore, upon which timbers have been placed directly. Interior walls that aren’t made of salvaged wood are clay mixed with seaweed and covered with a lime wash.

Today, the island has been reforested and residents can no longer see the sea from their rooftops. Unfortunately, according to Johansen, reforestation might have been a factor in the demise of the seaweed roofs. In the 17th and 18th centuries, once the small island had been deforested, the air would have been full of sea salt, inhibiting the growth of plants on the roofs. Now, many houses are surrounded by trees, protecting them from salt-laden winds. Grass and other plants take root easily in the seaweed roofs, which eventually rot and have to be removed.

Over time, Johansen hopes to replace some of the existing roofs with new seaweed ones, rather than straw. He imports bales of dried eelgrass from 300km away in the southern Baltic and will soon start to make the first seaweed roof for over a century at a cost of £100,000 to its owner.

One tradition he will change, however, is the inclusion of a cow’s head or a cat inside the roof for good luck. “It was important for the cat to be alive when it was put there,” he says.

In Financial Times, 30-8-2008

http://www.museerne.dk/content/dk3

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vender um livro raro ou uma parte do jardim para pagar pessoal ou despesas correntes?

Vender uma escultura ou uma pintura para pagar pessoal ou despesas correntes? Quem diz uma pintura diz um Mosasaurus, um astrolábio ou o jardim botânico.

Tentador, sobretudo numa época de cortes nos museus... E infelizmente já aconteceu muitas vezes (até vender edifícios, veja-se o caso chocante em curso do Museu de Zoologia da Universidade de Amsterdão).

Porém, é proibido por todos os códigos deontológicos. E, a partir desta semana, é CRIME nos museus do estado de Nova Iorque - em todos os museus, incluindo universitários.

A lei vem na sequência da venda recente de colecções de arte para cobrir despesas, nomeadamente recuperar os 'endowments' das universidades largamente diminuídos com a crise financeira (e.g. Rose Museum da Brandeis University, há dois meses).

"These collections were not created as reservoirs of capital to be used for the benefits of the institution," said Mr. Brodsky, a Westchester County Democrat and a sponsor of the bill. "You keep selling paintings to keep the doors open and eventually you have open doors and no paintings."

Ler mais em:

http://www.nytimes.com/2009/03/18/arts/design/18rege.html

Faz falta uma lei destas em Portugal. Está nos códigos, é verdade, mas:

a) não tem força de lei;

b) muita gente desconhece os códigos, sobretudo nas universidades;

c) muitas colecções públicas estão fora da alçada dos museus. Quem as protege?

Marta Lourenço

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Biologia no Verão 2009

Sexta-feira, 4 Setembro, 17h00 no Jardim Botânico:

"Para além do nome das plantas: o papel de um Jardim Botânico no ecossistema urbano"

Sábado, 5 Setembro, 10h00-13h00 Jardim Botânico:

"A vegetação do Parque Florestal de Monsanto: funcionamento ecológico"

Sábado, 5 Setembro, 16h30-18h30 na Praia do Abano:

"As crostas biológicas do solo e sua importância na paisagem"

Mais informações: http://www.cienciaviva.com/

FOTO: Praia do Abano (2006) por Joel Santos