Mostrar mensagens com a etiqueta UL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta UL. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lago de Baixo: Hoje, 2 anos depois das "obras"...


















Aspecto do Lago de Baixo do Jardim Botânico, no Arboreto. Está assim, hoje em dia, passados 2 anos e meio após "obras" que tiveram direito a cerimónia de "reabertura" do Jardim Botânico, no dia 14 de Junho de 2012. Estamos perante mais um exemplo do dinheiro dos contribuintes deitados ao lixo.

sábado, 18 de outubro de 2014

AML: Recomendação nº 4/40 “Jardim Botânico da Universidade de Lisboa”
















À Exmª Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico     

Levo ao conhecimento de Vª Exª que a Assembleia Municipal de Lisboa, na sua Sessão realizadas em 9 e Setembro p.p., aprovou a Recomendação que abaixo se discrimina.  

Mais se informa que para consultar o documento, na integra, deverá aceder ao site da Assembleia, no link indicado abaixo da parte deliberativa.     

Recomendação nº 4/40 “Jardim Botânico da Universidade de Lisboa” (PEV)  

Aprovada por Maioria ponto por ponto                   

Teor da Deliberação:  A Assembleia deliberou [recomendar à CML]:  

“1. Prepare, calendarize e apresente os estudos e verbas previstos no âmbito do Orçamento Participativo para o projecto “Jardim Botânico de Lisboa, Proteger, Valorizar e Promover”.  

2. Recolha os elementos e execute o levantamento topográfico necessários para a implementação do projecto, designadamente, para as previstas renovação de caminhos e sistema de circulação de água, a criação de um jardim mediterrânico e de uma zona de relvado para lazer, bem como a abertura do portão que dá acesso à Praça da Alegria.  

3. Estabeleça uma parceria entre a Universidade de Lisboa e a Escola de Jardineiros e Calceteiros, no sentido de obviar a necessidades pontuais de pessoal que se têm verificado para a manutenção do Jardim, designadamente de jardineiros.  

4. Promova as diligências imprescindíveis à elaboração do Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico. 

5. Mais delibera a AML dar conhecimento da presente recomendação à direcção do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa e à Liga de Amigos do Jardim Botânico.”  

Encaminhamento externo:  

CML – Ver. José Sá Fernandes 
Gov   
AR 
Outros – Direcção do Jardim Botânico e Liga de Amigos do Jardim Botânico
Com Social – Lusa 

http://www.am-lisboa.pt/302000/1/000773,000072/index.htm        

Melhores Cumprimentos  

Helena Roseta

sábado, 31 de agosto de 2013

«Memórias do Museu e do Jardim Botânico»

A iniciativa Memórias do Museu e do Jardim Botânico pretende recolher, guardar e partilhar memórias com interesse para a história do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Esta campanha, a nível nacional, procura recolher testemunhos visuais e orais dos espaços e vivências do Museu, imprescindíveis à recuperação da sua história e passado.

As vivências académicas e pessoais das múltiplas gerações de estudantes, professores e visitantes do Museu e do Jardim Botânico são contribuições essenciais para a preservação da identidade da nossa instituição.

Para isso, o Museu precisa da sua ajuda. Envie-nos as suas fotografias, postais, notícias, testemunhos e recordações.

Participe na certeza de que as suas recordações ficam bem entregues e tenha o orgulho de contribuir na construção de uma memória colectiva.

 Contacte-nos para: memorias@museus.ul.pt

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Alexandra Escudeiro, aluna da FCUL

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) publicou um artigo de homenagem à Dra. Alexandra Escudeiro, sua antiga aluna. O artigo está disponível na página inicial da FCUL, facebook e twitter e será também um dos destaques da próxima newsletter info-FCUL:
 
Nota da redação: Alexandra Escudeiro, bióloga, associada da Liga dos Amigos do Jardim Botânico e antiga aluna da FCUL faleceu no dia 15 de agosto. O velório realiza-se dia 19 de agosto, a partir das 18h00, na Igreja Santa Joana Princesa, em Lisboa. A missa de corpo presente realiza-se dia 20 de agosto, pelas 11h30, seguindo-se a cremação, pelas 13h00, no Cemitério dos Olivais.

 A FCUL lamenta o triste acontecimento apresentando as condolências aos familiares, amigos e colegas de Alexandra Escudeiro, bem como a homenagem expressa em “Altas Flores Luminosas”, um artigo de opinião publicado no
blogue da Liga dos Amigos do Jardim Botânico e amavelmente cedido por aquela associação.
 
O artigo completo aqui:
 
https://www.fc.ul.pt/pt/noticia/19-08-2013/%E2%80%9Caltas-flores-luminosas%E2%80%9D

Foto: Alexandra Escudeiro no Jardim Botânico no dia 17 de Março de 2012 no âmbito de uma visita guiada para alunos do British Council, um evento organizado pela LAJB. A Alexandra foi sempre uma grande entusiasta do envolvimento, real e efectivo, da comunidade de vizinhos do Jardim Botânico e sempre apoiou as iniciativas deste género da LAJB.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Inauguração de jardim numa escola em Chelas


Dia 5 de Junho, Dia do Ambiente, às 10H na EB 2-3 Damião de Góis                 
Jardim planeado e plantado no âmbito de um projeto conjunto, de combate ao insucesso e abandono escolares, entre o Jardim Botânico (Universidade de Lisboa) e a Escola E. B. 2,3 Damião de Góis, situada na Freguesia de Marvila, Rua Cassiano Branco, considerada em Território Educativo de Intervenção Prioritária. Intitulado “Vamos Construir o Nosso Jardim Botânico”, o projeto engloba crianças do Jardim de Infância, alunos dos 2º e 3º ciclos e alunos dos Cursos de Educação e Formação de Jardinagem e de Produção Agrícola.
Com a presença da Directora do Agrupamento de Escolas, Dra. Esmeralda Gonçalves, entidades oficiais, técnicos do Jardim Botânico, os professores e os alunos envolvidos, será dinamizada uma actividade a ter início com uma palestra pela Dra. Alexandra Escudeiro, bióloga, apresentados pequenos filmes realizados pelo coordenador do projeto, Dr. Pedro Matos e inaugurado o Jardim.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Jardim Botânico de Zurique: Zona Especial de Protecção

Vistas da envolvente urbana do Jardim Botânico de Zurique - ou seja, a Zona de Protecção do Jardim Botânico. Pode não parecer mas o jardim está mesmo no meio da cidade. Chama-se a isto «Planeamento Urbano». Chama-se a isto uma «Zona Especial de Protecção». Alguém imaginaria um Plano de Pormenor para construir 30 mil m2 de construção na zona de protecção deste Jardim Botânico? Impensável em Zurique. Mas já aprovado em Lisboa. Pior ainda: em Lisboa fizemos tudo às avessas, isto é, primeiro foi aprovado um Plano de Pormenor e só depois se elaborou uma Zona Especial de Protecção (ZEP) do Jardim Botânico na sequência da sua classificação como Monumento Nacional. Como se pode fazer uma ZEP já condicionada pelos indíces de construção aprovados no Plano de Pormenor? É um absurdo que tem de ser denunciado e desmontado. Há que começar do zero e fazer as coisas bem feitas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

«Perder Jardim Botânico põe em causa zona da Baixa»

O que se passa no Jardim Botânico? A pergunta deu nome a uma tertúlia que decorreu ontem no Centro Nacional de Cultura em Lisboa. Para os intervenientes a questão é fulcral, pois nem todos sabem bem para que serve ou o que se está a passar nesta zona verde da capital. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico acha que merece ser esclarecido que alterações no local podem trazer consequências físicas ao vale da Avenida da Liberdade e Baixa Pombalina.

«Se o plano de requalificação do Parque Mayer avançar no futuro podemos assistir a cheias mais frequentes na baixa. Isto porque a Avenida da Liberdade está situada num vale e na colina da Cotovia a água é escoada pelo jardim. Da mesma forma, o jardim condiciona as brisas que escoam a poluição do vale da avenida», explicou Margarida Cancela D’Abreu, Presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas.

A opinião foi corroborada por Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto e antigo ministro e secretário de Estado do Ambiente. Ele que já em 1967, aquando das cheias de Lisboa, impôs-se publicamente contra as políticas de urbanização vigentes. «Com a construção nos terrenos do Parque Mayer, sendo que os novos edifícios costumam ser feitos com vários metros subterrâneos, vai haver um problema de drenagem subterrânea das águas que vão para o rio Tejo. As construções impedem a circulação de água e ar», acrescentou dando como exemplo o vale da Ribeira de Alcântara, onde há uns anos houve afundamento de estrada.

Plano do Parque Mayer ilegal?

Durante o debate, numa sala repleta de interessados, criou-se alguma polémica com a declaração de Ana Paula Amendoeira, representante da secção portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, o ICOMOS, devido ao facto de o Jardim Botânico ter recebido em 2010 a distinção como Monumento Nacional.

«O Plano de Pormenor do Parque Mayer é ilegal porque não respeitou a distinção do Jardim como Monumento Nacional. A partir do momento em que se soube que o jardim poderia integrar essa zona, a lei indica que o Plano se Salvaguarda se impõe ao Plano de Reabilitação urbana. A Câmara Municipal não cumpriu a lei, por isso o plano está repleto de ilegalidades», disse Ana Paula Amendoeira.

A declaração motivou resposta por parte de um arquiteto paisagista que estava na audiência e que fez parte do projeto do plano de pormenor. «Não houve nenhuma ilegalidade no plano. Há estudos desde os anos 40 para se pedir classificação como monumento nacional e se esta distinção tivesse sido dada há tanto tempo provavelmente agora já não a tinha. É preciso responsabilidade para manter o jardim. O plano procura fazer com que o jardim participe na revigoração da cidade», argumentou.

«Como foi possível que não tivessem tido em atenção o plano de salvaguarda? Este só termina a oito de agosto de 2012. Tudo o que se fez até lá foi contra a lei», disse a representante do ICOMOS.

À procura de uma solução

O reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, entidade responsável pelo jardim, fez-se representar na sessão transmitindo um apelo: «Se alguém tiver uma solução para o financiamento do jardim, o meu gabinete está aberto para o receber. Queremos construir um caminho para o jardim que possa ser trilhado e encontrar uma solução». in Jornal A Bola, 16 de Janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Praga das Palmeiras no jardim do British Council de Lisboa

Assunto: Palmeira infectada no jardim do British Council (Rua Luís Fernandes, 1-3)

O Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, está muito preocupado com o rápido alastramento da praga das palmeiras no centro de Lisboa.

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem alertar para o facto de um exemplar de "Palmeira das Canárias" no jardim do British Council mostrar sinais claros de estar infectada.

A LAJB apela ao British Council para que se tomem medidas preventivas e de tratamento urgentes para evitar o alastramemnto desta praga às dezenas de palmeiras que existem nas imediações do vosso jardim - e o sério risco de alastramento para o Jardim Botânico.

O Jardim Botânico produziu um folheto sobre esta questão (http://www.mnhn.ul.pt/pls/portal/docs/1/332082.PDF) que sugere diversas medidas que visam o controle e erradicação desta parga, e que devem ser tomadas com carácter de urgência em todas as plantas e áreas afectadas.

O insecto causador é o Rhynchophorus ferrugineus, vernáculo Escaravelho-das-palmeiras, um escaravelho do grupo dos curculionídeos (gorgulhos), originário da Ásia oriental e Polinésia, tendo-se expandindo para outras regiões ocidentais, Norte de África e mais recentemente também para o sul da Europa. É um insecto de grandes dimensões em adulto, 2-5cm, e também na forma larvar. Foi sinalizado no Algarve na segunda metade da década de 2000 onde já provocou avultadas perdas e prejuízos em espaços públicos e privados. Em 2010 foi sinalizado na parte norte da cidade de Lisboa. Actualmente está a devastar palmeiras nos concelhos de Cascais, Oeiras, Moita, Seixal, Palmela e Setúbal.

A Direcção da LAJB

Nota: carta enviada hoje ao British Council de Lisboa

domingo, 4 de dezembro de 2011

«Nove razões para chumbar este plano do Parque Mayer»

Nove razões para chumbar este plano do Parque Mayer

Opinião

4 Dezembro 2011 Edição Público Lisboa

O Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente está para aprovação na Assembleia Municipal de Lisboa. Um plano de pormenor para esta zona é uma oportunidade única de inverter a tendência negativa e de abandono de algumas das áreas abrangidas pelo plano. Infelizmente muita da oportunidade do plano não foi ainda aproveitada. Assim importa chumbar esta versão na assembleia municipal e devolvêlo à câmara para que esta o reformule.

1. O Plano de Pormenor do Parque Mayer tem pouca qualidade, sendo que algumas das lacunas (quer ao nível dos elementos em falta, quer ao nível do conteúdo dos mesmos) só foram colmatadas após chamadas de atenção da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, outras entidades e de algumas das participações em sede de discussão pública;

2. Alguns dos estudos que acompanham o plano de pormenor são vagos, algo aliás reconhecido por diversas entidades em sede da conferência de serviços. O estudo hidrogeológico só foi feito posteriormente à discussão pública, e após diversas críticas de associações profissionais, associações cívicas e cidadãos terem questionado a ausência deste estudo;

3. A Câmara de Lisboa assumiu que áreas que hoje estão impermeabilizadas com parques de estacionamento e ocupações legais e ilegais de logradouros devem continuar a ser impermeabilizadas, desenhando e propondo novos arruamentos (um arruamento paralelo à Rua do Salitre e outro à Rua da Alegria). O plano opta por não aumentar a permeabilização de parte da sua área, e continuar a permitir mais impermeabilização, como são exemplos os edifícios recentes na Rua do Salitre. O aumento de impermeabilização é claramente contrário às ideias e valores de referência de impermeabilização de logradouros definido no actual e no futuro plano director municipal;

4. Crê-se que a criação de novos arruamentos no interior do quarteirão pouco deve trazer de novo e essencial à zona, dada a sua pouca atractibilidade e grandes diferenças de declive. Seria preferível melhorar as ruas existentes que fazem a ligação entre a parte baixa (Parque Mayer) e a parte alta (Rua da Escola Politécnica);

5. O plano propõe novas edificações praticamente encostadas ao muro do Jardim Botânico. O plano não possui normas de protecção a este recém-classificado monumento nacional, nomeadamente através da criação de uma zona de desafogo e protecção ao mesmo;

6. A versão final do plano abdica, positivamente, dos dois novos edifícios que anteriormente propunha para o Jardim. No entanto, não propõe alternativa, evitando reorganizar e repensar os usos e funções do edificado existente;

7. O plano de pormenor não tem nem um programa de execução, nem um plano de financiamento. Apenas existe uma estimativa dos custos por metro quadrado. Não sendo claro como e quando será executado o que consta do plano;

8. Também não constam quaisquer mecanismos de perequação compensatória de benefícios e encargos, entre os diversos proprietários na área do plano de pormenor. Disto resulta que o elo mais fraco ( Jardim Botânico) continuará num estado de declínio, principalmente por falta de fundos para obras, seja de recuperação, seja simplesmente de manutenção. Não consta da proposta do plano qualquer vínculo com receitas de impostos ou outras receitas que contribuam para um fundo de recuperação do Jardim (que urge ser criado), nem existência de uma estimativa global dos valores que o referido fundo deve ter em conta no seu dimensionamento;

9. Conforme admitido nos debates da discussão pública, o modelo actual de financiamento/ gestão do Jardim Botânico não funciona. A Universidade de Lisboa não tem conseguido inverter o declínio do jardim, e a Câmara de Lisboa não quis ser mais que um actor secundário no Plano de Pormenor do Parque Mayer, não aproveitando as potencialidade de fazer um plano de pormenor para esta área.

João Belard Correia

Engenheiro do Território

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

«Câmara afirma que projecto do Parque Mayer prevê salvaguarda do Jardim Botânico»

O vice-presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje que o Plano de Pormenor do Parque Mayer (PPPM) prevê a salvaguarda e valorização do Jardim Botânico, uma das principais preocupações de vários movimentos cívicos na concretização daquele documento.

Na Assembleia Municipal da semana passada, a Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas (APAP) apelou à suspensão daquele plano, por considerar que não salvaguarda o Jardim Botânico e que pode «acentuar as cheias» na cidade.

O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, afirma hoje, num comunicado em resposta à APAP, que a «salvaguarda e a valorização do Jardim Botânico, inscritos nos Termos de Referência do Plano, sempre foram objectivos fundamentais e evidenciados ao longo do percurso da elaboração» do plano.

Manuel Salgado recorda que este documento foi «elaborado em estreita colaboração com a Universidade de Lisboa» e que as «alterações introduzidas nas diversas fases do processo procuraram ir ao encontro das preocupações expressas por alguns dos atores envolvidos», propostas que «sempre foram entendidas como mais-valias».

Quanto à possibilidade de cheias, o também vereador de Planeamento e Política de Solos admite que «se antes da elaboração do estudo de caracterização hidrogeológica e do estudo de monitorização do muro de suporte do Jardim Botânico podia restar dúvidas quanto à circulação da água superficial e subterrânea [um problema apontado pela APAP]», agora com estes documentos as dúvidas foram «claramente dissipadas pelas suas conclusões».Os documentos foram «promovidos e acompanhados» pelo Departamento de Geofísica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, indica Manuel Salgado.

Além destes estudos, o vice-presidente recorda que «nos termos de a câmara solicitou a realização de um Estudo de Avaliação Ambiental Estratégica» e consultou entidades como a Agência Portuguesa do Ambiente, o Turismo de Portugal, o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, a Universidade de Lisboa, o Instituto da Água, o IGESPAR, a Inspecção Geral das Actividades Culturais, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), tendo as seis primeiras respondido ao solicitado.

«O resultado final desta avaliação - o Relatório Ambiental, documento que faz parte integrante do Plano - foi apreciado e mereceu concordância das entidades envolvidas, nomeadamente através dos pareceres emitidos no âmbito da Conferência de Serviços, convocada pela CCDR-LVT», lembra.

Manuel Salgado considera «surpreendentes as reacções que têm vindo a lume, porque revelam desconhecimento de todo o processo do Plano» de Pormenor do Parque Mayer.«Foi demonstrado que não há qualquer interferência das novas áreas a construir, tanto no Parque Mayer, onde nenhuma construção ultrapassa em altura a cota do muro do Jardim, nem do edifício do Capitólio», afirma, respondendo às críticas.

Também a Plataforma «Em Defesa da Missão do Jardim Botânico», que junta 14 associações e movimentos, incluindo a APAP, defendeu a «revisão imediata do plano de pormenor», na última assembleia municipal. in http://sol.sapo.pt/, 16-11-2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Assembleia da República: projecto de resolução chumbado

Bloco de Esquerda - Grupo Parlamentar
PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º /XII/1.ª
RECOMENDA A PROTECÇÃO DO MONUMENTO NACIONAL JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

O Jardim Botânico da Faculdade de Ciência de Lisboa, inaugurado em 1878, é um património de inegável interesse do ponto de vista histórico, cultural e científico no coração da cidade de Lisboa, levando todos os anos cerca de 80 mil visitantes a conhecer as suas mais de 1.400 espécies vegetais.

Conta com um banco de sementes que desempenha uma função crucial na conservação de recursos genéticos, detém importantes colecções de herbário, totalizando mais de 235 mil espécies, o que torna este Jardim num local de eleição para o ensino e a sensibilização ambiental, e possui diversas espécies tropicais, oriundas da Nova Zelândia, da Austrália, da China, do Japão e da América do Sul, constituindo uma das mais valiosas colecções botânicas em Portugal.

Conforme descreve o Sistema de Informação para o Património Arquitectónico - SIPA, alojado no site do IHRU, o Jardim tem um “valor cénico e botânico indiscutível, num espaço onde recreio e o lazer se cruzam com o saber. A variedade de espécies demonstra os diferentes microclimas que ao longo do jardim se podem encontrar. Um dos mais importantes espaços verdes da cidade de Lisboa antiga”.

Esta importância está reconhecida desde os anos 70, aquando da homologação do Jardim Botânico como Monumento Nacional, um processo só recentemente finalizado através do Decreto n.º 18/2010, de 28 de Dezembro, do Ministério da Cultura. Neste diploma justifica-se a classificação do Jardim pela “sua relevância pedagógica, a diversidade de espécies, com grande variedade de espécies exóticas, e a qualidade arquitectónica do edifício confinante da antiga Escola Politécnica ou as estruturas de apoio subsistentes no perímetro do Jardim” que “fazem deste espaço monumental um dos mais representativos do património urbano da Lisboa romântica, justificando-se plenamente a sua integral salvaguarda.” O documento refere ainda que a “classificação do Jardim Botânico de Lisboa contribuirá para a preservação do microclima da área, o que constitui condição sine qua non da sua subsistência”.

No entanto, não só esta classificação como Monumento Nacional exclui dos seus limites a Cerca Pombalina, desconsiderando este valor patrimonial, como a proposta de Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente, elaborada pela Câmara Municipal de Lisboa e colocada em consulta pública entre 22 de Outubro e 23 de Novembro de 2010, ameaça a salvaguarda e valorização do património e das missões cientifica e pedagógica do Jardim Botânico.

Por exemplo, o Plano de Pormenor prevê:

- O Aumento da altura média dos prédios em redor do Jardim, tornando-o mais quente e seco no Verão, pondo em risco a sobrevivência de muitas espécies e diminuindo a riqueza biológica do Jardim;

- A criação de um percurso pedonal para fazer a ligação da Rua da Escola Politécnica à Rua do Salitre e a uma nova galeria comercial junto ao Parque Mayer, que irá ocupar o lugar de uma estufa, e a subtracção de um corredor do Jardim que tem espécies de elevado valor botânico;

Foram os próprios IGESPAR e Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRC-LVT), no âmbito da conferência de serviços, realizada a 22 de Julho de 2010, a colocar muitas dúvidas relativamente a estes projectos, sem que as mesmas tenham sido resolvidas no documento colocado em consulta pública.

Refere o parecer do IGESPAR, datado de 26 de Julho de 2010, que “o Jardim Botânico, construído na cerca de um antigo convento, possui valor estético, artístico, histórico e científico que importam conservar. Neste sentido, para conservar o carácter e valor culturais do espaço é necessário assegurar os seguintes factores:

1 - A manutenção das condições microclimáticas e de solo;

2 - A manutenção das condições hidrológicas e de drenagem dos solos;

3 - A manutenção das condições de ventilação e insolação;

4 - A manutenção dos elementos e materiais vivos e inertes que compõe o espaço;

5 - A manutenção da estrutura verde e do traçado do jardim, em conjunto com as edificações que o pontuam;

6 - A conservação de uma envolvente coerente com o carácter do espaço no que se refere aos factores ambientais e aos valores estéticos, históricos e artísticos.”. Ora, nenhuma destas condições está assegurada com esta proposta de Plano, nem são conhecidos os estudos que o IGESPAR refere serem necessários.

O parecer da DRC-LVT, de 23 de Julho, refere que as travessias devem ser preteridas ou devidamente fundamentadas porque podem “induzir a situações críticas decorrentes de um aumento de carga neste jardim”, ou que “a proposta de coberturas verdes de uso público condicionado (…) não pode envolver derrube de muros limítrofes, enquanto garantia da identidade deste imóvel”, ou que “a intervenção contempla alterações a nível de áreas e estruturas (…) as quais deverão ser preteridas” em caso de impactes negativos ainda não estudados, ou que a “proposta de estacionamento automóvel subterrâneo deverá ser preterida pelos impactes negativos sobre os valores patrimoniais em presença”. No entanto, estas preocupações não estão expressas na proposta actual.

O Bloco de Esquerda considera que a proposta do Plano de Pormenor desvaloriza o Jardim Botânico de Lisboa nas suas diversas funções e não o salvaguarda enquanto Monumento Nacional, em nada contrariando o abandono e degradação a que foi votado ao longo dos anos. É inaceitável que se pretenda reduzir a área e limites do Jardim, destruir estruturas fundamentais ou ignorar a sua importante missão científica e pedagógica. Aliás, sendo um Monumento Nacional, o Jardim deveria estar sujeito a um Plano de Pormenor de Salvaguarda, como determina a legislação, estabelecendo “normas que sirvam de base ao processo da regeneração das áreas, contrariando a deterioração progressiva destes locais, por forma a que se obtenha a reconstituição das características existentes à época”, o que não acontece no âmbito deste Plano que inclui uma zona territorial mais abrangente.

Acompanhamos, assim, a preocupação dos mais de 4.000 cidadãos que deram entrada na Assembleia da República de uma petição a exigir a revisão imediata deste Plano de Pormenor pela defesa da missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe à Assembleia da República que recomende ao Governo:

1. Assegure a adequada protecção e requalificação do Monumento Nacional Jardim Botânico de Lisboa, ameaçado pela proposta do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente, em fase de aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa;

2. Inclua a Cerca Pombalina como parte integrante do Monumento Nacional Jardim Botânico de Lisboa;

3. Promova, junto das entidades competentes, a elaboração de um Plano de Pormenor de Salvaguarda para o Monumento Nacional Jardim Botânico de Lisboa, articulado com o Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente, de modo a ordenar, requalificar e promover o cumprimento das missões científicas e pedagógicas do Jardim Botânico, prevendo inclusive garantias financeiras para o seu regular financiamento;

4. Garanta que na Zona Especial de Protecção do Jardim Botânico de Lisboa não sejam permitidas novas construções junto ao muro do Jardim e se mantenha a permeabilidade dos logradouros da zona envolvente (Rua da Escola Politécnica, Rua do Salitre, Rua da Alegria e Calçada Patriarcal).

Palácio de São Bento, 02 de Novembro de 2011
Os Deputados e as Deputadas do Bloco de Esquerda

NOTA: este projecto de resolução foi chumbado em sessão do dia 4 de Novembro de 2011

Aniversário do Jardim Botânico: 133 anos

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Antiga Cantina no Jardim Botânico é Teatro da Politécnica

Teatro da Politécnica. Amarelo, preto e de todas as artes

«Desfalcados, exaustos, mas orgulhosos. Podia ser um grito de guerra, próprio dos tempos que correm, mas os termos são de Jorge Silva Melo, fundador e director artístico dos Artistas Unidos, que hoje inauguram uma casa nova, no Teatro da Politécnica, junto ao Jardim Botânico de Lisboa. Será a casa da companhia nos próximos três anos, nos termos de um contrato renovável com a reitoria da Universidade de Lisboa.

A entrada é feita pelos portões do Museu de História Natural ou do Jardim Botânico. Entre as árvores, por detrás do edifício que agora está pintado de amarelo forte, está um escritório ao ar livre – uma mesa, cadeiras e computador – onde Jorge Silva Melo responde a e-mails e trata das papeladas próprias antes da abertura do novo espaço. “Nada mau, hã?”, recebe-nos de sorrisos e boa disposição, olhos no seu recanto de trabalho.

Dentro do edifício, o espaço é amplo: à esquerda, a bilheteira, que está a ser montada quando chegamos. Além dos ingressos, o pequeno balcão vai armazenar livros e DVD para vender. Ao fundo, atrás da bilheteira, a sala de grandes janelões de vidro que vai ser palco de algumas peças, mas hoje veste outra das roupas para a qual foi pensada: a exposição de Ângelo Sousa (entrada livre) também inaugura o espaço. Quadros de fundo brancos e pinceladas de cores sobre as paredes pretas; esculturas metálicas no chão, também negro. É do lado de lá desta sala, na rua, que Jorge Silva Melo montou o escritório (itinerante). “A instalação foi, e ainda está a ser, muito dolorosa. Houve alguns erros técnicos e falta de conversa, além de uma espécie de demissão da Direcção Geral das Artes, que apesar de anunciar esta abertura em quase tudo o que faz, não a mostra no seu site.”, diz Jorge Silva Melo. As obras de adaptação do edifício e o equipamento custaram 140 mil euros e a companhia contou com apoios da Câmara Municipal de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian e do extinto Ministério da Cultura, actual Secretaria Estado da Cultura. A Reitoria da Universidade de Lisboa encarregou-se da reabilitação estrutural do edifício.

Dentro dos tais “erros técnicos”, está a concepção da primeira bancada do teatro – recorda-se da entrada, onde fica a bilheteira? Para entrar na sala de teatro principal, com 80 lugares de assentos vermelhos, basta virar à direita. Enquanto conversávamos com Jorge Silva Melo, e como é natural nestas andanças de novos costumes, chegava a vistoria ao Teatro da Politécnica, que inspeccionou também a tal bancada da sala principal: “A equipa tem estado a trabalhar das 8h às 01h para ter as coisas prontas”. Enquanto lá estávamos, a inspecção olhou de lado, de frente e provavelmente por baixo dos assentos e, apesar de uns acertos de última hora, parecia estar tudo encaminhado – e seguro – para a estreia de hoje à noite.

Números: O director artístico está satisfeito com a abertura do espaço. Mas apesar de sublinhar o estímulo que sente ao poder abrir um teatro num momento pouco dados a estes acontecimentos, revela estar preocupado com o futuro imediato: “O Ministério [da Cultura, extinto] prometeu comprar material, mas isso ainda não se realizou e temos comprado com os nossos ordenados. E também sabemos que não vamos fazer mais convites: se por cada um que faço tenho de pagar 23% do IVA, por amor de Deus, não me peçam convites que me sai caríssimo!”

Apesar de todas as preocupações que lhe possam rondar a cabeça, Jorge Silva Melo solta as palavras como o faz com o riso. Sem largar os sorrisos da mão, tanto fala sobre o bom que é haver muita oferta cultural como salta para o medo que pode sentir volta e meia:“Tenho receio que os espectadores, neste momento, só encontrem as respostas às ambições culturais nas grandes instituições. Quando vou ao Teatro S. Luiz ou ao Nacional, as salas estão cheias. Mas há muitos que antigamente tinham muita gente e hoje não vejo quase ninguém”. A preocupação de Silva Melo é mais marcada, quando se recorda que pode haver “um cansaço da curiosidade”. O que quer dizer que os espectadores podem preferir sair de casa sabendo aquilo que vão encontrar, “confortavelmente sentados, vendo um espectáculo de qualidade ou não, mas compreensível e esperado. Sentem-se confortáveis com essa saída à noite”.

De uma forma ou de outra, o Teatro da Politécnica arrisca. Além das peças, exposições e livros, os Artistas Unidos querem promover conversas com a plateia:“No outro dia falava com a Paula Rego e dizia-lhe que não teria sido mal pensado chamar A Casa das Conversas a este teatro. Porque um teatro é isso: uma casa onde se pode conversar”. É por isso que depois das peças haverá conversas e encontros entre actores, encenador e público no Teatro da Rua da Escola Politécnica. “O que eu queria muito é que isto fosse não a casa dos Artistas Unidos, mas a casa dos espectadores dos Artistas Unidos”.

Por agora, a companhia pode estar desfalcada (“muitos dos apoios financeiros prometidos não chegaram”), exausta (“a batalha para conseguir o espaço foi longa”) e orgulhosa (“por conseguirmos um sítio tão bonito, tão próximo da vida de tanta gente e ao mesmo tempo tão recatado”). E talvez se não fossem tantas as estrangeiras, de idade avançada, a parar volta e meia na secretária ao ar livre do encenador, querendo saber “where is bor-bo-le-tário?”, Jorge Silva Melo não teria apontado nenhum dedo.

ESTREIA Abrir o novo espaço da companhia com uma peça de teatro clássico podedar a ideia que os Artistas Unidos querem deixar uma mensagem de teatro clássico. Mas “Não se Brinca com o Amor”, escrita em 1830 por Alfred Musset não traduz segundas intenções:“A programação deste ano estava delineada e tivemos a hipótese de abrir o Teatro da Politécnica”, conta Silva Melo. “Calhou que nem ginjas”. A graça que Silva Melo encontra é dele ser esperado outra tipo de apresentação:“Peças destroy sobre a juventude de agora, drogando-se, suicidando-se, a morrer de amor. Mas eu gosto de me contradizer”. A peça de Musset fala da juventude que não é a de hoje: “Mas é de uma inovação extraordinária para a época. Começa como uma farsa, depois é uma comédia e acaba com tragédia. Um volte face permanente das emoções e da análise”.»

In I Online (19/10/2011) por Maria Catarina Nunes

domingo, 16 de outubro de 2011

WATCH 2012: Press Release enviado à imprensa estrangeira

PRESS RELEASE - October 2011

Lisbon's Botanical Garden selected by World Monuments Fund for the World Monuments Watch 2012

Lisbon's Botanical Garden has been selected for inclusion in the World Monuments Watch list of 2012. The list was made public in New York on the 5th of October.

The World Monuments Fund (www.wmf.org) is the world's foremost private, non-profit organization dedicated to preserving important cultural-heritage sites around the world. Every two years since 1996, the World Monuments Watch has focused global attention on cultural heritage sites around the world that are endangered. Inclusion on the list helps to raise the funds needed for their rescue and often spurs local governments and communities to take an active role in protecting their cultural icons. The sites are selected from submitted applications by an international panel of leading experts in the field, including representatives from UNESCO and ICOMOS.

The Jardim Botânico da Universidade de Lisboa was established in 1873 and inaugurated in 1878. The Garden, which lies within the city centre, was set up to support teaching and research at the Faculty of Sciences of the university. Within the 4.2-hectare Garden are significant collections of mainly palms, ficus and cycas, as well as many endangered plant species. Furthermore, the luxuriant sub-tropical vegetation of the Garden plays an important role as a climate and pollution regulator for the city, and provides refuge for migratory fauna.

The Garden, the largest 19th-century Romantic garden in Lisbon, exhibits a great diversity of plants gathered from every part of the world. It is a living biodiversity bank of wild species. The Garden is a Grade 1-listed monument (Monumento Nacional).

The future of the Garden is now threatened by a proposed mixed-use development of surrounding and adjacent land parcels, which would have a severely negative impact on the Garden; the development will result in over 25,000 square meters of new built-up area in the garden’s buffer zone. The project was conceived by the City Council of Lisbon (a competition for the project was won by the architectural practice Aires Mateus) to enhance the Gardens’ neighbourhood. Other threats to the Garden include inadequate funding and staff, and the dilapidation of the Garden’s living collections and built heritage. In addition, the development of projects to engage Lisbon and Portuguese citizens with the mission of the Botanic Garden, and the campaigning for appropriate legal protection and respect of the integrity of the Garden’s heritage value need to be addressed urgently.

Friends of the Botanics is a non-governmental, non-profit organization established in 1986 for the safeguard, support and endowment of Lisbon’s Botanical Garden. The application for the Garden was submitted in March 2011 by Friends of the Botanics, supported by renowned Portuguese landscape architect, Dr. Prof. Ribeiro Telles.

With the help of WMF and a platform of 14 NGOs*, Friends of the Botanics will work towards reversing the threats facing Lisbon’s Botanical Garden. The group will call for the review of the current design of the urban Master Plan (Plano de Pormenor), and the implementation of projects that would respect the long-term needs of the Garden and which would help safeguard the Garden as a place of education, research and recreation for present and future generations.

For further information, contact the representatives of Friends of the Botanics:

LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO
+ 351 919256973 or +351 935587982
amigosdobotanico@gmail.com

*PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA:
Associação Árvores de Portugal
APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas
AAP - Associação dos Arqueólogos Portugueses.
Associação Portuguesa de Jardins e Sítios Históricos
Associação Lisboa Verde
Cidadãos pelo Capitólio
Fórum Cidadania Lx
GECoRPA - Grémio do Património
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
ICOMOS - Portugal
LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico
OPRURB - Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana
Quercus - Núcleo de Lisboa
LPN - Liga para a Protecção da Natureza

LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO
Rua da Escola Politécnica 58
1250-102 Lisboa
PORTUGAL

T: +351 919256973 / +351 935587982


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ICOMOS na Plataforma Em Defesa do Jardim Botânico

Depois da solidariedade da Associação de Arqueólogos Portugueses - AAP, o ICOMOS - PORTUGAL, associa-se oficialmente à "Plataforma Em Defesa da Missão do Jardim Botânico". Já somos 14 organizações a pedir o chumbo deste PPPM/JB, na Assembleia Municipal de Lisboa. Cada vez mais a sociedade civil levanta a sua voz a pedir verdadeira protecção, requalificação e sustentabilidade a longo prazo deste jardim Monumento Nacional. Basta de especulação. Basta de imaginados benefícios. Basta de grandes planos que mais não serão do que uma pesada herança para as gerações futuras.

ICOMOS - PORTUGAL

COMISSÃO NACIONAL PORTUGUESA DO CONSELHO INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E DOS SÍTIOS (ICOMOS)


Obrigado ICOMOS - PORTUGAL!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Comunicado da conferência de imprensa no Jardim Botânico:11 de Outubro de 2011

COMUNICADO DA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA - JARDIM BOTÂNICO
Lisboa, 11 de Outubro, 14h00 de 2011

Das mais de 500 candidaturas de todo o mundo, para o Observatório do Fundo Mundial de Monumentos, apenas 67 foram seleccionadas, incluindo o JB da Universidade de Lisboa. Isto significa que aquela organizaçãao vê como uma séria ameaça para o JB a execução do PPPM que a CML quer fazer aprovar e que a actual situação de degradação, desleixo, abandono e desprezo a que chegou o Jardim Botânico, classificado como Monumento Nacional, o colocam em risco, tendo a sua inclusão o objectivo de chamar a atenção da comunidade internacional para os perigos que ameaçam este Jardim.

No dia 5 de Outubro, ao mesmo tempo que este anúncio era feito para todo o mundo pela WMF, em Nova Yorque, um incêndio deflagrava num edifício devoluto,"colado" ao JB, na Rua da Alegria, tendo ao contrário do que foi afirmado pelo Sr. Vereador da Protecção Civil da CML, entrado no Jardim, na zona do Arboreto, como poderão constatar no local, destruindo e danificando espécimes de grande porte, como por exemplo a morte de uma Palmeira Washingtonea bem como várias herbáceas, e danificando resinosas como a Aurocária Columnaris, que é emblemática na paisagem de Lisboa, identificando o Jardim de longe. Foi graças às favoráveis condições climatéricas, como a ausência de vento, à hora em que deflagrou o incêndio e à pronta e eficaz resposta do corpo de bombeiros, que este inêndio não teve mais graves repercussões. Mas este incêndio veio pôr a nu as graves deficiências e abandono a que o Jardim Botânico tem sido votado: um insuficiente financiamento, a crónica falta de funcionários, e a falta de manutenção. A ausência de bocas de incêndio em toda a zona do Arboreto, que é anterior ao incêndio de 1978, vem reforçar o que afirmámos anteriormente - Primeiro, que o não cumprimento da zona natural de protecção de 50 metros do JB, que não está contemplado no PPPM, com um excesso de edficado à sua volta põem e irão continuar a pôr em perigo o JB. Segundo, que a actual degradação deste Monumento Nacional, mantêm a grave ameaça à sua preservação, como a Liga dos Amigos do Jardim Botânico e a Plataforma "Em Defesa da Missão do JB" têm incansavelmente vindo a alertar os decisores e os cidadãos em geral. Aguardamos relatório interno do rescaldo deste incêndio por parte da UL. Aguardamos informação por parte da CML, da responsabilidade civil deste incêndio.

Com esta nomeação para a WMF, fruto da candidatura efectuada pela Liga, há uma nova esperança para o JB. A Universidade de Lisboa tem agora a oportunidade de se aliar a um conjunto de organizações que são detentoras do saber técnico e científico para fazer uma candidatura para a recuperação do Jardim com entidades de reconhecido mérito internacional, aproveitando a abertura a financiamento que esta nomeação possibilita, com o apoio de especialistas mundialmente conhecidos e que obtêm resultados.

Hoje, dia 11 de Outubro, o PPPM irá ser apresentado a votação, na sessão ordinária da AML que se vai iniciar às 15 horas. Se este Plano fôr aprovado tal como está, ele irá ser combatido através da Plataforma "Em Defesa da Missão do JB" à luz dos compromissos europeus a que Portugal se veinculou, nomeadamente: a Convenção para a salvaguarda do património arquitectónico da Europa (1985); a Convenção Europeia da Paisagem (2000); e, a Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro - Lei do Património Cultural.O PPPM que vai hoje ser sujeito a aprovação está praticamente inalterado desde a última revisão após consulta pública, não havendo consenso com as opiniões expressas por várias organizações credíveis nacionais e respectivos contributos no âmbito do período da discussão pública. Foram apenas introduzidas pequenas mudanças Como exemplo: foi feito o estudo hidrogeológico, e tiraramm os dois novos equipamentos dentro do JB (sendo um deles a "torre" de entrada pela Rua do Salitre).

Mais - O PPPM continua com deficiências várias:

1. A ocupação definida juntamente com a área de construção prevista induzem um afluxo de pessoas (não só trabalhadores mas também utilizadores) muito superior ao actual, sobrecarregando uma área que já tem as suas infra-estruturas a funcionar bastante acima da capacidade (isto acontecerá mesmo que sejam impostas restrições ao estacionamento);

2. Da ocupação essencialmente de comércio e serviços poderá resultar a criação de uma área sem ocupação nocturna significativa, com os consequentes problemas de insegurança (o que ainda é acentuado pela forma construtiva “semi-enterrada”;

3. O valor arquitectónico e urbanístico dos edifícios da Rua da Escola Politécnica, que não se reduz às suas fachadas, não parece estar devidamente salvaguardado;

4. Mantem-se o incentivo a uma crescente impermeabilização dos logradouros;

5. Continua a não ser respeitada a protecção associada a um Monumento Nacional ( zona de 50 metros );

6. Mantem-se a ausência de estudos completos e fidedignos para o todo da área do Plano, nomeadamente o impacte no sistema de vistas e o impacte na circulação do ar;

7. O Plano continua a não garantir as condições microclimáticas do solo, ventilação e insolação, assim como a sua estrutura verde, edificações e traçado.

Nada é proposto como alternativa ou como "rearrumar" os espaços existentes no JB. O vereador Manuel Salgado diz que vai usar parte da verba do IMI que resulte da reavaliação patrimonial dos prédios da zona envolvente, que será utilizado para financiar a recuperação do mesmo, mas não é dito nem como, nem quando, nem qual o valor estimado para isto. Por outro lado esta ideia não consta do PP, pelo que se ele for aprovado, nada garante que isso vá para a frente. Para além de todas as criticas que já constam de outros documentos da Liga/Plataforma. Perguntamos: quando e com que dinheiro irá a CML e a UL realizar a reabilitação/recuperação do JB? A resposta concreta a esta pergunta deverá constar no PP a aprovar.

A Plataforma "em Defesa da Missão do Jardim Botânico" faz daqui um apelo aos Srs. Vereadores da AML, para que este PPPM, não seja aprovado, propondo antes uma real revisão do mesmo, com a inclusão de um Plano de Salvaguarda para a área a proteger, como vem consignado no artº 53 da Lei do Património Cultural. ( Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro ).

A PLATAFORMA " EM DEFESA DA MISSÃO DO JARDIM BOTÂNICO
LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa
QUERCUS-Lisboa
APAP - Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas
AAP - Associação dos Arqueólogos Portugueses
Associação Árvores de Portugal
Associação Lisboa Verde
APSJH - Associação Portuguesa dos Sítios e Jardins Históricos
LPN - Liga para a Protecção da Natureza
OPRURB - Associação de Ofícios do Património e Reabilitação Urbana
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
GECoRPA - Grémio do Património
Fórum Cidadania Lisboa
Cidadãos pelo Capitólio

quinta-feira, 21 de julho de 2011

«CML aprova Plano de Pormenor do Parque Mayer»

«A câmara lisboeta aprovou hoje, com as abstenções do PSD e CDS-PP, o Plano de Pormenor do Parque Mayer, que após passar por discussão pública respondeu, segundo a maioria PS e o PCP, a dúvidas sobre impactos no Jardim Botânico. Depois de ter estado em discussão pública, este plano voltou hoje à câmara acompanhado por um estudo hidrogeológico encomendado pela Universidade de Lisboa e pela autarquia para toda a sua área que conclui que as construções previstas para a zona não vão afectar o equilíbrio ecológico do Jardim Botânico. O estudo permite ainda a construção de um parque de estacionamento para usufruto daquela universidade junto à Rua da Escola Politécnica. Além disso, o vice-presidente da câmara, Manuel Salgado, indicou que 30 por cento do acréscimo de imposto municipal sobre imóveis (IMI) que resulte da reavaliação patrimonial dos prédios na zona envolvente será canalizado para a manutenção do Jardim Botânico.

O vereador do CDS-PP, António Carlos Monteiro, manifestou "grandes dúvidas" quanto "ao aumento de construção nesta área" e disse temer que "os lugares de estacionamento não sejam suficientes", sob o risco de se agravar a "situação já de si de grande deficiência de estacionamento", uma reserva que apresenta desde o início da discussão. Já o líder de bancada do PSD, Pedro Santana Lopes, afirmou que "este não é o sonho" que tem para aquela zona. "Quanto à versão final temos uma apreciação positiva, pensamos que os estudos que foram feitos esclarecem algumas das dúvidas que podiam surgir quanto à estabilidade do aterro [junto do Jardim Botânico]", disse, por sua vez, o comunista Rúben de Carvalho.

Também a vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, eleita pelo PS, elogiou o plano. O vereador independente eleito pelo PS José Sá Fernandes não votou a proposta, porque tem pendente uma acção judicial contra a permuta de terrenos entre o Parque Mayer e a Feira Popular.»

In Diário de Notícias (21/7/2011) por Lusa