Mostrar mensagens com a etiqueta Protecção da Natureza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Protecção da Natureza. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

As Árvores e a Cidade: plátano decepado

Imagem de mais uma vítima de poda violenta e incorrecta: um plátano que dava sombra ao logradouro nas traseiras da Igreja de São Domingos foi recentemente decepado.
 
Este crime contra as árvores aconteceu bem no centro de Lisboa, na Baixa, no cruzamento da Rua de Barros Queiroz e Rua da Palma. Faz muita falta uma pedagogia de boas práticas de arboricultura. Não podemos continuar a fazer isto às nossas árvores!

domingo, 19 de agosto de 2012

RIO PAIVA: o mais limpo da Europa

Existe uma associação para a defesa e preservação do vale do Rio Paiva, considerado o mais limpo da Europa. Sem dúvida um dos mais belos e bem conservados de Portugal. Junte-se a esta causa na defesa do Vale do Paiva! Vamos lutar para que a EDP não de lembre de destruir este ecosistema e paisagem notáveis com a construção de uma barragem!

SOS RIO PAIVA - Associação de Defesa do Vale do Paiva
CASTELO DE PAIVA, AROUCA, CINFÃES, CASTRO DAIRE, S. PEDRO DO SUL, VILA NOVA DE PAIVA, SERNANCELHE, SÁTÃO, MOIMENTA DA BEIRA

terça-feira, 17 de julho de 2012

LAJB: «coluna dorsal» e «coragem para defender o património natural e cultural»

À Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico

Venho por este meio felicitar a Direcção actual da LAJB pela coragem, frontalidade e muitíssima competência com que tem defendido o Jardim Botânico!! Os meus sinceros parabéns!!

Num país onde, demasiadas vezes, as pessoas não defendem publicamente o que é correcto, por receio de represálias ou por qualquer outra razão, é um enorme prazer ver que ainda existem portugueses(as) com "coluna dorsal" que se levantam e apoiam o que é correcto, que têm a coragem para defender o património natural e cultural, i.e. a herança que os nossos antepassados, também com eles com visão e coragem, nos legaram!!

É para mim um enorme orgulho ser sócia de uma Liga que, simultaneamente, se preocupa com a biodiversidade - base da vida - e com o património cultural- base da memória social!

Lamento não poder ir à próxima Assembleia Geral, dado estar de férias, mas gostaria que esta minha mensagem fosse lida durante a mesma como forma de apoio à Direcção da Liga.

Os meus sinceros parabéns e o meu muito obrigada a todos os membros da Direcção!

Com os meus sinceros e respeitosos cumprimentos,

Cristina Girão Vieira (sócia nº 65 e madrinha de algumas plantas)

sábado, 12 de maio de 2012

«...numa sociedade que se deixou arrastar por um mercantilismo cego»


"De facto, estamos perante a superação de um entendimento já ultrapassado, segundo o qual as políticas de proteção, conservação e defesa do património se contrapunham às modernas políticas públicas da cultura, para as quais a economia e a coesão social têm tudo a ver com as ações dos criadores. A cultura não é um campo excêntrico no âmbito das políticas sociais. Está cada vez mais no centro da inovação e da criatividade. A crise financeira, cujos efeitos duramente sentimos, deve-se à especulação, à ilusão, ao imediatismo e à desvalorização da criação e da cultura. Compreendendo-se que aquilo que mais vale é o que não tem preço, numa sociedade que se deixou arrastar por um mercantilismo cego, pelo fundamentalismo do preço e pela lógica de casino, temos de entender que, longe de ser um luxo, a cultura (vista num sentido amplo, ligada à educação e à ciência) está no coração das políticas públicas contra a crise."
Guilherme de Oliveira Martins no Público de 18 Abril 2010
Foto: pintura a fresco no Palácio Pombal em Lisboa

sábado, 10 de dezembro de 2011

JARDIM BOTÂNICO: «protejamos o nosso jardim!»

Sabia que o paraíso cabe entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade? Um Éden de 4,2 hectares com uma vegetação luxuriante, com 1493 espécies e a primeira estufa de criação de borboletas da fauna ibérica? Um refúgio na cidade, um transformador de CO2, um espaço idílico para piqueniques, leituras demoradas e sestas deliciosas? e se lhe disséssemos que o nosso Jardim Botânico foi seleccionado para a World Monuments Watch, uma organização dedicada à preservação de lugares da herança cultural de todo o mundo? Um aplauso! Protejamos o nosso jardim.


in Guia CONVIDA, Bairro Alto & Príncipe Real, Nov. 2011 - Maio 2012, pág. 25

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

UNESCO: barragem do Tua tem "impacto irreversível" no Património Mundial

Relatório de missão consultiva realizada em Abril deste ano já foi remetido ao Governo de Passos Coelho em Agosto, mas permanece no silêncio dos gabinetes

O Comité do Património Mundial da UNESCO considera que a construção da barragem de Foz Tua tem um "impacto irreversível e ameaça os valores" que estão na base da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial. Esta é uma das conclusões do relatório da missão consultiva que, a solicitação do Governo português, visitou o local no início de Abril e que aponta ainda para outros impactos negativos e graves do empreendimento. O documento foi produzido pelo Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património que é o órgão consultivo daquele comité da UNESCO.

O relatório, a que o PÚBLICO teve acesso, foi concluído em finais de Junho e remetido ao comité, que o enviou depois para as autoridades portuguesas já em Agosto, por protocolo diplomático, via Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas permanece ainda no segredo os gabinetes, não sendo conhecida qualquer reacção ou resposta do Governo. Além de analisar os impactos e as consequências do avanço da obra para a área de paisagem classificada como património da humanidade, o relatório critica também duramente o comportamento das autoridades portuguesas. A este propósito sublinha que, durante todo o processo de análise e aprovação do projecto da barragem, o Estado português não adoptou os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no âmbito da classificação obtida há dez anos, que se cumprem já no dia 14 deste mês.

"Cremos que as orientações da UNESCO, recomendando "relatórios específicos e estudos de impacto de cada vez que ocorram circunstâncias especiais", não foram seguidas, já que "toda a informação deve ser fornecida o mais rapidamente possível e antes da tomada de decisões que se possam tornar difíceis de reverter", para que o comité possa participar na procura de soluções que assegurem a completa preservação dos valores protegidos", lê-se no documento.

Quanto às conclusões, o relatório não deixa também margem para dúvidas: "Tendo em conta a proposta do Estado com vista ao desenvolvimento da barragem de Foz Tua localizada na paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, não podemos deixar de concluir que terá um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO].

"Apesar dos esforços das autoridades portuguesas e da EDP (a dona da obra) para minimizar os impactos, através de várias alterações ao projecto, o relatório nota que nunca os estudos de avaliação "levaram em conta os impactos nos bens culturais protegidos". Por isso, conclui, "não se pode considerar que a revisão dos planos respeite a paisagem do Alto Douro que foi inscrita na lista do Património Mundial". O relatório socorre-se do próprio projecto da obra para referir que o vale do Tua "tem um alto valor ecológico e cenográfico" associado aos parâmetros culturais e biofísicos que caracterizam a estrutura dinâmica da região, o que leva irremediavelmente à conclusão de que "tudo isto contribui para que o avanço do projecto tenha um impacto adverso e irreversível nos valores de autenticidade e integridade e interesse universal" da região.

Classificação em risco

O pedido para a vinda de uma missão consultiva por parte do Estado português insere-se no âmbito das suas obrigações perante a UNESCO, deduzindo-se do teor do relatório que terão sido invocados vários argumentos a favor da ideia de não violação dos valores da classificação como Património Mundial. Um deles seria o de que o efeito da intervenção seria idêntico ao da construção das outras barragens já existentes ao longo do Douro. Um argumento que é liminarmente rejeitado, já que "o passado não é um meio adequado para justificar acções presentes". Já quanto à invocação de que a obra está já fora da área classificada - fica no limite -, a conclusão é de que "afecta inteiramente os valores Património Mundial".

Outro argumento era o do reduzido impacto visual face às características daquela zona do vale do Tua, mas o relatório considera que, mesmo concordando com a ideia, o conjunto da barragem e das restantes estruturas, incluindo as linhas para o transporte de energia, representam um impacto fortemente negativo. Quanto ao facto de o projecto ter sofrido várias alterações e incluir uma série de medidas para mitigar e compensar os impactos ambientais, a conclusão é a de que essa não é a questão que importa analisar: "O que é preciso saber é antes se a barragem deve ser construída.

"Outro dos argumentos utilizados pelo Estado português terá sido o de que a barragem será uma construção "elegante e de escala monumental" - a EDP divulgou recentemente que encomendou ao arquitecto Souto Moura o projecto da central hidroeléctrica -, mas a conclusão é a de que "representa um forte impacto para a Região do Alto Douro Vinhateiro, que pode implicar a perda do seu valor excepcional universal e uma séria ameaça para a sua autenticidade e integridade".

A este respeito refira-se que nos últimos anos se registaram dois casos em que a UNESCO retirou a classificação de Património Mundial. O mais recente foi o centro histórico da cidade alemã de Dresden, em 2009, devido à construção de um viaduto. Cerca de um ano antes, também a foi retirada a classificação a um sítio natural do emirado de Omã. Aqui foi o próprio Estado árabe a pedir a saída por causa da exploração de petróleo no local.

No caso do Tua, tudo indica que o relatório que está agora na posse do Governo será analisado durante a próxima reunião anual do Comité do Património Mundial da UNESCO, que costuma realizar-se em Junho ou Julho. Isto, se até lá não forem adoptadas medidas para alterar a situação. Por José Augusto Moreira in Público

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CONTRA A BARRAGEM DE FOZ TUA

PROTESTO CONTRA A BARRAGEM DE FOZ TUA - Marquês de Pombal junto à EDP 6 de Dezembro Terça, ás 10 horas. NÃO VAMOS PERDER ESTA OPORTUNIDADE DE RECLAMAR PELA PROTECÇÃO DOS INTERESSES DO NOSSO PAÍS!!

Sabes que:

- Se o Programa Nacional de Barragens avançar, isso irá implicar um acréscimo de pelo menos 10% na factura da electricidade, sem qualquer benefício para a generalidade dos cidadãos;

- Se o Programa Nacional de Barragens avançar, irá custar aos consumidores e ao... Estado (ou seja a todos nós) entre 16 000 e 20 000 milhões de euros (perto de 2000€ por português);

- O que iríamos ganhar em termos energéticos com novas barragens é quase nada (0,5% da energia do País com todo o Programa, correspondendo Foz Tua a uns míseros 0,1%);

- A construção da barragem de Foz Tua terá consequências sociais graves e contribuirá para o despovoamento da região, já empobrecida, do Vale do Tua;

- Vão ser destruídos valores com um potencial turístico e patrimonial inestimável, nomeadamente o Vale e a linha do Tua;

- O impacte ambiental destas novas grandes barragens é impossível de compensar e irreversível, pela degradação da qualidade da água, destruição de solos agrícolas, de paisagens únicas e de ecossistemas raros;

- O investimento em projectos de eficiência energética custa 10 (dez) vezes menos por kWh produzido do que o investimento em novas barragens;- Parar a barragem de Foz Tua agora é 30 (trinta) vezes mais barato do que deixá-la avançar e pagar a posteriori os custos de uma electricidade inútil e caríssima;

- Sendo certo que a hidroelectricidade é uma parte importante do mix energético nacional, já temos hoje 67 grandes centrais hidroeléctricas, 10 das quais equipadas com sistemas de bombagem; muitas barragens existentes estão a ser ou podem vir a ser reequipadas para maior produção;

NÃO PRECISAMOS DE BARRAGENS NOVAS. Vamos dizer à EDP que não permitimos a DESTRUIÇÃO DO NOSSO PATRIMÓNIO E DA NOSSA IDENTIDADE através da construção de mais uma barragem inútil , sem quaisquer beneficios energéticos, sociais, ambientais ou financeiros para o país! Não queremos matar a centenária Linha Ferroviária do Tua, quer pelo seu valor patrimonial, quer pela importância para a mobilidade local, quer pelo excelente potencial de desenvolvimento turístico que representa. Junta-te a nós no dia 6 de Dezembro, pelas 10h, junto à EDP no Marquês de Pombal, para protestar ruidosamente contra o Plano Nacional de Barragens e contra a destruição de mais um rio e um vale que pertence a todos. NÃO VAMOS PERDER ESTA OPORTUNIDADE DE RECLAMAR PELA PROTECÇÃO DOS INTERESSES DO NOSSO PAÍS!!

Um protesto: GEOTA, QUERCUS, LPN e COAGRET

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Regulamento Municipal de Proteção de Espécimes Arbóreos e Arbustivos

Na última reunião da Assembleia Municipal de Lisboa foi aprovada por maioria a proposta n.º 257/2011 relativa ao “Regulamento Municipal de Proteção de Espécimes Arbóreos e Arbustivos”.

REGULAMENTO MUNICIPAL DE PROTECÇÃO DE ESPÉCIMES ARBÓREOS E ARBUSTIVOS, INDIVIDUALMENTE OU EM CONJUNTOS

O presente regulamento surge da necessidade de proteger as plantas na cidade, uma vez que estas contribuem para a manutenção da qualidade do ambiente urbano em particular mas também do ambiente global e enquadra-se na necessidade de regulamentar uma área que vem carecendo de atenção, não se encontrando plasmados em outros Regulamentos Municipais, inclusive o PDM. A necessidade de salvaguarda da Biodiversidade em meio urbano, revelada através da Convenção da Biodiversidade e do Ano Internacional da Biodiversidade que decorreu em 2010 apontou para a necessidade de proteger alguns ecossistemas (plantas e conjuntos de plantas) cuja importância biológica ou ecológica seja rara, notável no contexto, ou pedagogicamente importante. Com efeito os vários espécimes arbóreos, arbustivos ou de outros elementos vegetais, de espécies autóctones ou alóctones, raras, ou que pelo seu porte, idade, conformação, ou localização, constituem referências culturais e paisagísticas existentes na cidade, não dispõem de qualquer critério sistematizado que permita equacionar o grau de protecção a que devam estar sujeitos. Esses espécimenes podem encontrar-se isolados ou em conjuntos (designadamente em alinhamentos, alamedas ou maciços). Até hoje a protecção dos espécimes arbóreos foi largamente dependente do articulado do Decreto-Lei n.º 28 468/1938, de 15 Fevereiro, não tendo o Município procedido à regulamentação de outras medidas de protecção.

A Norma de Granada apenas procede à valoração de danos em espécimes. Neste sentido procura-se com o presente Regulamento criar mecanismos capazes de dificultar a diminuição da biomassa vegetal na cidade o que indirectamente a faz perder qualidade de ambiente, criando critérios sistematizados que sirvam como ferramenta aos serviços municipais nas tarefas que se prendem com a tomada de decisão referente a acções de classificação e protecção de especímenes arbóreos, arbustivos ou de outros elementos vegetais.

O Município tem atribuições em matéria de classificação e protecção de património natural a nível local nos termos do disposto no artigo 29/3 da Lei n.º 11/87 - Lei de Bases do Ambiente, e n.º 2 do artigo 14.º, n.º 6 do artigo 15.º e n.º 2 do artigo 44.º da Lei n.º 107/2001 - Lei do Património Cultural.

O projecto do presente Regulamento foi submetido a apreciação pública, nos termos do disposto no artigo 118º, do Código do Procedimento Administrativo.


Foto: Dragoeiro no logradouro de um imóvel na Rua do Salitre. O levantamento de espécimes notáveis nos quintais e jardins dos bairros históricos está ainda por fazer - e não é possível proteger aquilo que não se conhece.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

«LIVE AND LET LIVE»

For those who live in homes where mice nibble through wires, where pigeons make a mess of eaves, where insects reduce woodwork to dust or, at the most extreme, where foxes enter bedrooms and maul babies or drunken baboons ransack the kitchen (instances reported this year in London and Cape Town), the idea of encouraging wildlife to share our living space seems, well, harebrained.

But the idea is being championed by conservationists, who warn that biological diversity is in peril. The United Nations has launched its decade of biodiversity and, in March, the second Integrated Habitats Design Competition will be launched at the Ecobuild exhibition in London.

In Britain, some bat species have declined by 95 per cent and birds such as swifts have fared similarly. The biggest threat to biodiversity worldwide is habitat loss, often as a result of building development. When, for instance, a tumbledown barn is converted into a home it could mean that bats, barn owls, swallows and swifts all lose theirs. Edward Mayer of Swift Conservation says that recent “progress” in Europe has harmed the birds. “Grants for the renovation of the EU countries’ historic towns have led to wholesale removal of swift (and bat) breeding sites as an unforeseen consequence,” he says.

Old buildings can provide homes for all sorts of wildlife, which could be your worst nightmare or an added bonus. In his book Wildwood, the late writer and environmentalist Roger Deakin described how he “welcomed the sparrows and starlings fidgeting in the thatch” of his “ruin” of a home, and how he was torn between wanting to repair the walls and “foster the passepartout menagerie” with which he lived.

However, it is today’s new buildings that offer the latest challenge. In temperate climates, houses are being built to be airtight to prevent heat loss (good for the environment) but this means they lack the nooks and crannies of older buildings, so there are fewer habitats for wildlife (bad for the environment).

That architects are designing houses where birds, bats and insects are made to feel at home with Homo sapiens may give some the shivers. However, instead of throwing brickbats, we should welcome this new thinking and install bat bricks, enthusiasts say.

It’s now cheap and easy to provide homes for bats, birds and more without impairing the longevity or beauty of the house. The German company Schwegler Natur manufactures hollow bricks designed as bat roosts and bird-nesting sites. They also make homes for solitary-nesting bees to be built into walls. Interiors are designed for the animals’ comfort – think textured walls and open-plan living areas with hanging space to suit all sizes. The prefab roosts can be built into walls or roofs to encourage bats (there are approximately 1,000 species worldwide of which 17 are in the UK). There is also a range of bird nesting boxes. The company has sold over 5m units in Europe.

“The idea is that from inside your house, you wouldn’t know that you share your home with other animals,” says Dr Carol Williams, author of Biodiversity for Low and Zero Carbon Buildings (Riba Publishing). The book contains detailed architectural plans showing how birds and bats of many species can be accommodated in our homes without impinging on human residents. “These species have evolved to live with humans,” says Williams. “Now, because of the real need to lower the carbon footprint of buildings, we risk endangering biodiversity by concentrating on reducing emissions,” she says. “If we do everything for nature except make a home for wildlife, we’re not helping.”

Encouraging biodiversity in your home can also aid mental health, says Williams. “It’s very enjoyable to sit outside with a glass of wine and watch bats flying out at night or hear swifts screaming in summer,” she says. “And being in the middle of a healthy ecosystem increases a property’s value.” Others may worry about droppings, tales of vampires or the possibility of a bat getting caught in the curtains but such concerns are “folklore”, she says. Well, she would. Her passion for wildlife may seem, ahem, batty. She even asked her builders to make holes in the new fascia and soffits she had fitted to her Cornwall home, in the hope that bats would roost there. They did.

Britain’s most common bat, the pipistrelle, only requires a 15mm by 20mm space through which to enter and roost in a cavity. Once roosting, they, like all British bat species, are protected legally. Professor Brian Edwards, of the Royal Institute of British Architects’ Sustainable Futures Group, says that in Britain the legislation has “considerable teeth”. “The regulations introduce new offences which could inadvertently be committed by architects engaged in restoration projects,” he says. Edwards advises anyone thinking of restoring to seek advice from groups such as the Bat Conservation Trust (http://www.bats.org.uk/).

Protecting our wildlife by maintaining or building structures that encourage animals to live with us is something we have done for centuries. In 15th-century Italy, many households built towers for swifts to nest in. Admittedly, the reason was to provide a harvest of young birds for the dining table. In the UK, many homes had dovecotes that provided the larder with meat and eggs, and “bee boles” in the walls – recesses where woven beehives were protected from the elements. The early 20th-century architect Edwin Lutyens built homes with owl boxes in them and wrote whimsically of “the dear big white fluffy thing” he’d seen nesting.

Owls control rodents while peregrine falcons feed on feral pigeons. Bats, house martins and swifts, meanwhile, all eat thousands of insects a day, many of them pests such as aphids and midges.

Few can deny that “nature” enhances urban spaces. In the 1970s, Malaysian architect Ken Yeang was one of the first to involve greenery in urban building designs, with his “bioclimatic skyscrapers”. Today, walls and roofs composed of living plants that provide habitats for insects – the base of the ecological pyramid – are increasingly popular. The living walls of the Musée du Quai Branly in Paris, designed by Patrick Blanc, and the living roof of native plants on the California Academy of Sciences, by Renzo Piano, are two recent examples.

Blanc’s lush living walls – which adorn buildings worldwide, including London’s Athenaeum Hotel – “bring a smile” to all who see them, says landscape gardener Daniel Bell, responsible for maintaining them. It’s not just our species they please. “The walls are absolutely alive with animals,” he says. “There are countless spiders and insects – stink bugs, flies and bees, snails. Birds feed on them; there are even blackbirds nesting in the walls.”

Living roofs and walls can also insulate buildings and reduce noise. In an era of climate change and fast urban lifestyles, we need more of them, says horticulturalist and broadcaster Professor Chris Baines. “Every extra living green surface will help to moderate the urban heat island effect, slow down the rate of rainwater runoff and help to lift the spirits,” he says.

“It’s unusual for architects, ecologists and engineers to work together to create a built environment that takes biodiversity and ecosystem services into account,” says Blanche Cameron, joint organiser of a new annual competition for such projects. The first Integrated Habitats Design Competition, supported by the government body Natural England, attracted 40 entries from architectural practices, ecologists and engineers in six countries. The winner, with a plan for converting a disused railway depot into student accommodation, including bat roosts, bird nesting, living roofs, solar panels and more, was a first-year architecture student from Liverpool University.

One architect who is building green properties with greater ecological benefits is Justin Bere. His London home has roofs of hawthorn and hazel and a wildflower meadow. There is a beehive and bat roosting and bird nesting built into walls as well as all the low-carbon features that owners of a green home would expect, such as solar panels for hot water and electricity.

“If we put a building over nature we have an obligation to put nature back on top,” says Bere. “It doesn’t cost a lot but we can’t live without nature and we don’t have any right to try and do so.” He has created a space where house sparrows flock to eat aphids on the flowers of common vetch in his rooftop meadow. “I love watching everything – the change of seasons and the wildlife.” It must all be a welcome sensory feast for his human neighbours too. Previously the site, encircled by tall terraced houses, was home to a sausage factory. London’s (unwelcome) feral foxes probably miss that. in Financial Times, 21 de janeiro de 2011


Foto: pata residente no Jardim Botânico

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ambiente: Autorizada a criação de áreas protegidas privadas

Lisboa, 7 de Outubro de 2009 (Lusa) - A criação de áreas protegidas privadas vai ser possível a partir de quinta-feira, com a entrada em vigor de uma nova lei que atribui ao Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) a aprovação das candidaturas.

"Os proprietários podem identificar que têm um terreno com valores naturais, paisagísticos ou geológicos que consideram especiais e submeter a candidatura ao ICNB", afirmou à Lusa a vice-presidente do instituto, Anabela Trindade.

No preâmbulo da portaria 1181/2009, hoje publicada, o ministério do Ambiente esclarece que o novo regime se destina a áreas do território nacional não incluídas na Rede Nacional de Áreas Protegidas onde se regista a ocorrência de "valores naturais que apresentem, pela sua raridade, valor cientifico, ecológico, social ou cénico, uma relevância especial que exija medidas especificas de conservação e gestão".

FOTO: Paisagem rural em Monsaraz (2008)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

«Wild side of the law»

It may sound far-fetched, but a powerful tool to combat climate change is giving nature legal rights

If societies express their values through the laws they make, one single legal change would completely transform our understanding of the ­relationship between nature and humankind: giving nature rights. And that change would be our best weapon in fighting climate change because it would give nature a voice on how we regulate the earth.

The idea of "wild law" has been around since the 1960s, when writers questioned whether trees should have standing. But now enacting those ideas is a matter of our survival on this planet.

Laws that recognise the world as a legal person with rights and remedies that can be enforced nationally and internationally would create a duty of care towards the environment. It is strange that we have a duty of care towards our "neighbour", but that in law nature is not considered our neighbour. If we value the natural world we need for life, we can prove it by giving it and its components – rivers, forests, species, habitats, ecosystems – sufficient standing in law to enable proceedings to be brought on their behalf. Our legal system already does this for "non-­persons" such as companies, charities, clubs and others.

Give the sea rights, and overfishing would not be a matter of quotas set by governments but of balancing the rights of fish and humans. If the atmosphere could be a legal entity, its representative would have a say in carbon trading. A river with a right to flow continually being harmed by damming would require the courts to intervene in deciding whether the human need is greater than that of the river to subsist. This is not as far fetched as it sounds. It is entirely consistent with the 1982 UN World Charter for Nature, ratified by more than 150 UN members but lacking enforcement mechanisms to give it real teeth. It is the logical outcome of its 2002 successor, the Earth Charter.

Practically, how do we do this? Our courts could expand the definition of who our neighbour is to include nature and thus create a legal duty of care toward the earth. At EU level we then pass a declaration of nature's rights, which would, like the declaration of human rights, be implemented by each of the member states in an Earth Rights Act like our Human Rights Act. This would be enforced by our national courts and influence the regulators' decision-making.

Internationally, we need to refocus what is contained in the World Charter for Nature, which sets out "human duties towards the earth", and create "earth rights". Any declaration needs to be coupled with giving enforcement powers to our international institutions, otherwise the declaration will create positive debate but not be effective.

Language is a powerful tool, and we want to stop talking about the planet as a "resource". There has to be a better understanding of how humans affect the planet – so teach people where their plastic water bottle ends up and where their food comes from. We can also redefine the "public interest" to include the interest of nature.

Some would argue granting rights is only part of the solution, but it will cause the shift in thinking we require to decarbonise our society. As Wangari Maathai, winner of the 2004 Nobel peace prize, said: "The need to forge a new and healthier relationship between the human race and the planet that sustains us could not be more urgent." Let's not be known as the "age of stupid" but as the age that walked on the wild side of the law and brought radical change to the way we think about law and about nature to stave off the perfect storm.

in The Guardian, 4 de Maio de 2009

FOTO: Baleal, Portugal