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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Visita guiada às Coberturas-Jardim do Edifício Gulbenkian para os associados da LAJB

















Estimada/o associada/o  

A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico tem a honra de informar que irá realizar uma visita guiada às Coberturas-Jardim da Gulbenkian, em Lisboa.  

Nos últimos anos, temos feito várias visitas aos Jardins da Gulbenkian, mas este tema específico, importantíssimo para a compreensão da sustentabilidade ambiental nas cidades contemporâneas, bem como a sua abordagem  ética e estética em função das pessoas e da beleza, merece a nossa atenção e conhecimento.   

A visita será guiada por Carlos Carrilho no domingo, 26 de Junho, pelas 10 horas.

http://gulbenkian.pt/descobrir/atividade/as-coberturas-jardim-do-edificio-gulbenkian/   Saudações botânicas         
A DIRECÇÃO  da LAJB     

VISITA GUIADA ÀS COBERTURAS - JARDIM DO EDIFÍCIO DA GULBENKIAN   

Data - 26 de Junho - 10h00m (domingo)   
Tema da Visita  - As Coberturas - Jardim do Edifício Gulbenkian   
Guia da Visita - Carlos Carrilho   
Inscrições - amigosdobotanico@gmail.com   
Número de participantes - 25 pessoas   
Local do encontro - Entrada da Fundação, Avenida de Berna 45A
É necessário inscrição prévia: amigosdobotanico@gmail.com  

O edifício-sede e o jardim da Fundação Calouste Gulbenkian foram classificados Monumentos Nacionais, a 4 de Novembro de 2010. ( Decreto nº 18/ 2010 - Diário da República, 1.ª série — N.º 250 — 28 de Dezembro de 2010 ).  O edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, foi também distinguido com o Prémio Valmor, em 1975.     

NOTA 1: Número limitado de participantes - por favor responder a este email solicitando reserva de lugar. 
NOTA 2: Transportes públicos: Metro S. Sebastião (linhas Azul e Vermelha); Autocarros: 716, 718, 726, 742, 746, 756.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

«Cidadania Activa» na Fundação Gulbenkian

















Este ano, o GREENFEST - o maior evento de sustentabilidade de Portugal - apresenta a primeira Feira das ONG (organizações não governamentais) do País.  Durante o GREENFEST, de 8 a 11 de outubro, a feira vai mostrar a ação e os objetivos de mais de 150 ONG nacionais e internacionais (de 5 países participantes) previamente selecionadas.   A 8.º edição do GRENFEST tem como “fio condutor” da comunicação e dos conteúdos deste ano o tema da “Cidadania Activa” e a ideia de que cada um de nós tem o “Poder” de contribuir para fazer a diferença.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

«RISCAR O MUNDO»

O MUHNAC dispõe de uma coleção fantástica de desenhos científicos, ainda pouco conhecida do grande público.  Nesse lote, encontram-se desenhos resultantes de expedições naturalistas efetuadas ao Brasil e a Africa durante os séculos XVIII e XIX. O MUHNAC recebeu recentemente um subsídio da Fundação Calouste Gulbenkian para os digitalizar, conservar, catalogar e tornar acessíveis a todos. Trata-se do Projecto RISCAR O MUNDO (2015-2016), que conta com cerca de 30 especialistas em história da ciência, conservação, ilustração científica e biologia, de várias instituições portuguesas e brasileiras.  
CIÊNCIA CIDADÃ  
Muitos dos desenhos possuem espécies ainda por identificar e o projecto RISCAR O MUNDO pretende que todos possam colaborar nessa identificação.  Foi assim criada uma conta de Instagram interactiva - @muhnac_illustrations - onde serão publicados os desenhos com espécies não identificadas - plantas, flores, borboletas, aves, peixes, entre tantos outros.  

Contamos com a sua colaboração. Siga-nos em @muhnac_illustrations e vá acompanhando o desenvolvimento do projecto RISCAR O MUNDO.

sábado, 16 de maio de 2015

23 de Maio: Visita guiada ao JARDIM DA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
















DATA: 23 de MAIO - 10H30M   
GUIA DA VISITA: Carlos Carrilho   
TEMA: "Jardim Gulbenkian – um jardim de jardins"   
LOCAL DE ENCONTRO: Entrada da Fundação (Av. de Berna, 45 A). 
ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB).
INSCRIÇÃO: Visita limitada a 20 participantes.   

É necessário inscrição prévia para o email: amigosdobotanico@gmail.com; TM: 962 112 171     

O conjunto formado pelo edifício-sede, museu e jardim da Fundação Calouste Gulbenkian foi classificado Monumento Nacional a 4 de Novembro de 2010 (Decreto nº 18/ 2010 - Diário da República, 1.ª série - N.º 250 - 28 de Dezembro de 2010). O edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, foi também distinguido com o Prémio Valmor em 1975.  

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"A origem dos jardins nas civilizações do Livro"
















A Fundação Calouste Gulbenkian, na sequência do ciclo de conversas sobre "A origem dos jardins nas civilizações do Livro", vai organizar, aos sábados, o ciclo " A origem do jardim - mito ou realidade", com o preço de 5€ por sessão de cerca de 90 minutos, para maiores de 16 anos. O ponto de encontro será no hall da Fundação. 

Datas: 
    
4 Out. 2014 - sáb. -  17:30 - O jardim nas culturas ameríndias  

18 Out - 16:45 - O jardim nas culturas orientais  

8 Nov. - 16:45 - O jardim nas culturas africanas   

Foto:  Sri Lanka, Jardim Botânico de Kandy

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Visita da Liga dos Amigos do Jardim Botânico ao Jardim da Gulbenkian

A LAJB irá realizar com os seus associados uma visita guiada ao Jardim da Gulbenkian no dia 26 de Outubro. O guia será o nosso associado Carlos Carrilho, do Projecto da Fundação Calouste Gulbenkian - DESCOBRIR. O tema da visita é «O Jardim da Gulbenkian: uma obra-prima».
NOTA: as inscrições para esta visita já se encontram esgotadas.
FOTO: LAJB visita o Jardim da Gulbenkian guiada pelo Arq. Gonçalo Ribeiro Telles no dia 12 de Maio de 2013.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

HOJE: Inauguração do Centro Intrepretativo Arq. Ribeiro Telles no Jardim Gulbenkian

Esta sexta-feira - após a sessão de entrega do Prémio Calouste Gulbenkian 2013 às 18h- realiza-se também uma homenagem ao Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, por ocasião da inauguração no Jardim Gulbenkian de um centro interpretativo com o nome do arquiteto, onde será possível conhecer a origem, a flora e a fauna do Jardim Gulbenkian.
 
Nota: Faz todo o sentido, particularmente após a classificação da Fundação Calouste Gulbenkian como Monumento Nacional (MN), que seja agora inaugurado um Centro  de Interpretação daquele extraordinário bem cultural do séc. XX português. Infelizmente o nosso Jardim Botânico - também ele classificado como MN e  exactamente pelo mesmo Decreto Lei - ainda não tem nenhum espaço que ajude o visitante a perceber a enorme importância patrimonial do nosso Monumento Nacional.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

LUZ E SOMBRA: VISITA GUIADA AO JARDIM DA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN







VISITA GUIADA AO JARDIM DA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN 

" O Jardim da Gulbenkian como Imagem da Paisagem Camoniana"

GUIA DA VISITA: ARQUITECTO GONÇALO RIBEIRO TELLES

DATA: 12 de Maio de 2013 às 10:30H

ORGANIZAÇÃO: LAJB

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Visita Guiada ao Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian para associados da LAJB

Visita Guiada ao Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian para associados da LAJB:

«O Jardim da Gulbenkian como Imagem da Paisagem Camoniana»

Guia: Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles
Data: dia 12 de Maio às 10H30
Encontro: entrada da sede da Fundação, Av. de Berna 45-A
Organização: Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB)

Nota: inscrição obrigatória ( amigosdobotanico@gmail.com ); visita limitada a 30 participantes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

«Um novo papel para os jardins botânicos»


Cinco jardins botânicos espalhados pelo Reino Unido integram a segunda fase de “Growing the Social Role of Botanic Gardens”, um projeto que tem como objetivo redefinir a missão social destes jardins. A iniciativa da Botanic Gardens Conservation International (BGCI), apoiada pela delegação londrina da Fundação Gulbenkian, foi desenvolvida pela primeira vez entre o outono de 2010 e o verão de 2011, período em que esteve associada a três jardins. A sua origem remonta ao relatório da BGCI Towards a New Social Purpose: Redefining the Role of Botanic Gardens, também apoiado pela Fundação, que recomendava aos jardins botânicos que cumprissem o seu papel social dentro de um quadro moderno de valores, missão e visão, de modo a manterem a sua relevância.

Os cinco jardins selecionados para integrar a segunda fase do projeto são os Bristol Zoo Gardens, o Royal Botanic Garden Edinburgh, os Royal Botanic Gardens, Kew, o University of Leicester Botanic Garden e Westonbirt, the National Arboretum, e a sua diversidade em termos de localização, escala e projetos é considerada importante para o desenvolvimento da iniciativa. Durante os próximos seis meses, através de workshops e apoio personalizado, o BGCI irá monitorizar a implantação de projetos-piloto que reformem a relação dos jardins com as comunidades locais e reforcem o seu compromisso para com a sociedade. Numa lógica de aperfeiçoamento de um modelo aplicável globalmente, o BGCI desenvolverá um handbook que documente o projeto e possa ser consultado por outros jardins que desejem rever o seu papel social.

Os três jardins abrangidos na primeira fase do programa foram a Winterbourne House and Gardens, o National Botanic Garden of Wales, e o Ness Botanic Garden. O caso da Winterbourne House and Gardens é o de um jardim convidado a associar-se a este projeto com a condição de trabalhar com a comunidade islâmica local, um setor pouco envolvido com as questões ambientais. O que se pretendia era fomentar não só a educação ambiental dos participantes, mas também a integração destes na sociedade britânica. O National Botanic Garden of Wales, um esforço do governo galês para a investigação e para a conservação, tem revelado dificuldades em passar a mensagem à comunidade rural e envelhecida em que está inserido. A sua proposta de integração social, baseada num projeto artístico, foi entendida pelo BGCI como desfasada do programa e, depois de algumas iniciativas, o NBGW abandonou o projeto. Já no programa Engaging Secondary Schools, alunos de algumas das zonas mais pobres de Liverpool integraram atividades relacionadas com a agricultura, a ecologia e a conservação no Ness Botanic Garden. Esta experiência foi considerada pelos participantes como motivadora, atribuindo-lhes responsabilidades e contribuindo para a sua negligenciada educação ambiental.

Este projeto desempenha um importante papel na educação das comunidades para as práticas agrícolas sustentáveis, promovendo uma relação mais saudável e consciente da sociedade com o ambiente.

Leonor Vaz
Serviço de Comunicação

Fundação Calouste Gulbenkian

in Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian, nº 130, Fevereiro 2012

Foto: Planting out seedlings and seed sowing. Winterbourne Gardens, Reino Unido

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quando um homem cria paraísos devemos chamar-lhe "jardineiro de Deus"

Gulbenkian e Centro Nacional de Cultura celebraram ontem o paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. Colegas do ensino e da política, alunos e amigos quiseram honrar o mestre e, sobretudo, o homemGonçalo Ribeiro Telles falou no fim, como compete ao homenageado. Com o auditório 2 da Gulbenkian cheio, com muitas pessoas de pé, o arquitecto paisagista a quem muitos chamam "mestre" admitiu o desconforto: "Nunca estive tão envergonhado para falar." Deram-lhe a palavra depois de um dia de testemunhos de alunos, discípulos, amigos e companheiros de vida política, uns monárquicos, como ele, outros não. "Conhecemo-nos no combate à ditadura e é curioso que, sendo ele um monárquico e eu um republicano dos sete costados, a nossa empatia tenha sido imediata", lembrou Mário Soares já na recta final do encontro Gonçalo Ribeiro Telles - Um Homem de Serviço, que a Gulbenkian e o Centro Nacional de Cultura (CNC) organizaram ontem em Lisboa. Pensador e político com um sentido cívico inultrapassável, defensor da liberdade e do direito à originalidade de ideias, disseram muitos dos oradores, Ribeiro Telles é, sobretudo, "uma pessoa extraordinária", sublinhou Soares: "Quando se fala do Gonçalo, há o problema dos afectos. Admiramo-lo pela sua verticalidade, pela sua obra, pela sua coragem, mas, mais do que isso, temos-lhe um afecto enorme pela pessoa que ele é.

"Aos 89 anos, o político que foi membro da Aliança Democrática (AD), governante e deputado, fundador do Partido Popular Monárquico (PPM) e do Movimento Partido da Terra, ou o arquitecto paisagista a quem devemos as reservas agrícola e ecológica nacionais, os jardins da Gulbenkian (com António Viana Barreto) e o Amália Rodrigues, sente que tem ainda uma palavra a dizer. "Quero ser útil ao momento presente", dissera ao PÚBLICO antes da intervenção final. E ser útil hoje é falar do despovoamento do mundo rural, da morte lenta das cidades, da "paisagem que é ainda um problema", porque os políticos, desinformados, continuam a dizer que querem defender os ecossistemas e a achar, ao mesmo tempo, que um eucaliptal é uma floresta: "Eles não sabem que nos eucaliptais não cantam os passarinhos e na floresta sim." O que é que lhes falta para saber olhar para o território? "Andar a pé, conhecer o país inteiro, as pessoas", responde este homem para quem "é mais fácil deixar marcas na paisagem do que nas pessoas".

Saber falar com as pessoas é uma das qualidades deste paisagista afável e atento, garantiu o comentador político Luís Coimbra. E, para o provar, contou uma história dos tempos da AD. Andavam na estrada em campanha eleitoral quando Ribeiro Telles desapareceu. Como todos estavam já à espera para entrar nos carros, Coimbra decidiu ir procurá-lo.

Mais bosques e mais hortas

"Chovia muito e eu fui dar com ele à porta de uma vacaria, a explicar aos agricultores que era melhor deixar os animais à solta no pasto do que alimentá-los com rações", lembrou Coimbra, com quem o arquitecto paisagista se cruzou pela primeira vez em meados dos anos 60. Para ele, Ribeiro Telles é um "político falhado" a quem reconhece "convicções firmes" e uma liberdade de pensamento inegociável. Porquê um político falhado? Coimbra esclarece: porque, apesar de ter razão, "as suas ideias para um desenvolvimento sustentado de Portugal ficaram para trás", por falta de inteligência de governos e governantes. É precisamente a inteligência que falta a muitos que António Barreto, Guilherme d"Oliveira Martins e Eduardo Lourenço elogiaram neste homem de família, professor e cidadão que tem formado gerações através do exemplo e defendendo sempre "o ambiente como uma causa total", disse Augusto Ferreira do Amaral, dirigente do PPM.

Avesso aos jogos partidários, o paisagista tem sido essencialmente, segundo Freitas do Amaral, "um homem bom", que encarou a política como acto de cidadania e "a ecologia como a causa de uma democracia reformista". Se Portugal cumprisse a "excelente legislação" que Ribeiro Telles ajudou a fazer, defendeu o professor de Direito, "sem violações e sem excepções superiores à regra, seria incomparavelmente melhor".Teria, certamente, mais "lugares de paz e sossego, mais bosques e hortas", garantiu o sociólogo António Barreto, que foi seu colega de Governo, numa comunicação intensa, em que não se cansou de falar da independência de Ribeiro Telles e da sua paixão pela cidade. "Homem generoso e doce, mas firme", disse-o várias vezes Barreto, vê em cada espaço verde desperdiçado e em cada ribeira destruída uma derrota. Voz activa na sociedade portuguesa há mais de 50 anos, Ribeiro Telles foi muitas vezes ignorado, acrescentou o sociólogo, mas o tempo deu-lhe razão. E teve um raro privilégio, concluiu Barreto: "Realizou um dos grandes sonhos dos homens cultos - fez jardins.

"Jardins que são tentativas de paraíso, lembrou Eduardo Lourenço, defendendo que o paisagista é um "poeta da relação com a Terra", um "utopista novo": "Gonçalo Ribeiro Telles é uma mistura do ecologista-mor que foi Francisco de Assis com o botanista maravilhoso e romancista fantástico que foi Jean-Jacques Rousseau." Para que não restassem dúvidas, o ensaísta fez questão de explorar este paraíso que o arquitecto foi trabalhando e falou da paisagem como se ela fosse a cara humana que a natureza nos reenvia. "Sempre tentámos criar com as nossas próprias mãos o paraíso", insistiu o ensaísta. Ribeiro Telles tentou tanto e tão bem que merece um título especial - Lourenço chamou-lhe "o jardineiro de Deus". Por Lucinda Canelas in Público

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Homenagem ao Arquitecto Ribeiro Telles

Justa homenagem ao Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Uma iniciativa da Fundação Gulbenkian e do Centro Nacional de Cultura

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

JARDIM BOTÂNICO é MONUMENTO NACIONAL!

Igreja do Sagrado Coração de Jesus também integra a lista

Gulbenkian, Jardim Botânico e Campo da Batalha de Aljubarrota são novos monumentos nacionais

O edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o Jardim Botânico de Lisboa e Campo da Batalha de Aljubarrota e área envolvente foram classificados como monumentos nacionais. O decreto que procede à classificação destes espaços foi hoje avançado em conselho de ministros. O Governo indica que estes locais são "património que representa um valor cultural de significado para o país e que deve ser objecto de especial protecção e valorização, no quadro da obrigação do Estado de proteger e valorizar o património cultural".

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, obra dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, foi Prémio Valmor de Arquitectura de 1975. É descrita pelo Governo como local "que inova decisivamente no plano da concepção do espaço litúrgico, e que se enquadra numa estética neo-brutalista". Já o edifício da fundação Gulbenkian, também Prémio Valmor em 1975, é da autoria de Ruy Athouguia, Alberto Pessoa, Pedro Cid, Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto.

O Jardim Botânico, que começou a ser plantado em 1858 no Jardim da Faculdade de Ciências, foi inaugurado em 1878. Quanto ao campo de Batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385) é local de campanhas arqueológicas desde 1958. in Público, 4 Novembro 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles: para uma Lisboa «mais centrada no ser do que no ter»

Gonçalo Ribeiro Telles recebeu Medalha de Mérito Municipal, grau ouro, pelos 60 anos de carreira

O arquitecto paisagista, pioneiro do pensamento ecológico em Portugal, recebeu a distinção das mãos do presidente da Câmara, António Costa, na ocasião da inauguração de uma exposição sobre o Plano Verde, de que Ribeiro Telles foi precursor.

Para José Sá Fernandes, vereador responsável pelo Pelouro dos Espaços Verdes, a entrega desta medalha constitui "uma homenagem a um dos nomes mais notáveis da cidade". Entre as qualidades de Gonçalo Ribeiro Telles, o autarca salientou a sua "modernidade, perseverança e noção do serviço público". Sá Fernandes recordou o momento, anos atrás, em que o homenageado o incentivou para as "andanças da política", enquanto tributo ao serviço público.

Ao responsável pela introdução em Portugal dos conceitos de Reserva Ecológica, de Reserva Agrícola e de Sistemas de Vistas, e por obras tão emblemáticas como os Jardins do Castelo de São Jorge e da Fundação Caloute Gulbenkian, o vereador prometeu para muito breve "a melhor homenagem que se lhe pode prestar: a conclusão do Corredor Verde, ligando Monsanto ao Vale de Chelas, incluindo já a Quinta de José Pinto". "Gonçalo Ribeiro Telles é um sábio, obrigado", concluíu José Sá Fernandes.

Na cerimónia, que decorreu no dia 27 de Setembro, em pleno Jardim Botto Machado (Campo de Santa Clara), o presidente da Câmara, António Costa, entregou a Medalha de Mérito Municipal, grau ouro, ao homenageado, dando cumprimento a uma deliberação camarária tomada por unanimidade. Para o autarca, foi "uma enorme honra entregar esta medalha" ao homem que, "para além da obra, deixou uma escola e um pensamento". António Costa sublinhou o facto de "o que em tempos foi considerado bizarrias e utopias" estar hoje "concretizado em obra". Por isso, "a melhor homenagem a Gonçalo Ribeiro Teles não é porventura esta medalha mas sabermos honrar os seus valores", concluíu o edil lisboeta.

Agradecendo a distinção que lhe foi entregue, o arquitecto tornou extensível a homenagem ao "trabalho de muita gente e muita conversa de café". Gonçalo Ribeiro Teles explicou a origem da sua obra em duas causas simples: "porque não sabia fazer outra coisa e por amor à cidade".

Mostrando-se agradado com o facto de as questões que vem suscitando desde há décadas serem agora compreendidas, o paisagista expressou votos para "que a vida na cidade se desenvolva em harmonia, mais centrada no ser do que no ter".

Depois da cerimónia, procedeu-se à inauguração da exposição "Plano Verde de Lisboa - Estrutura Ecológica Municipal", o Mercado de Santa Clara, baseada em estudos, desenhos, projectos e obras de Gonçalo Ribeiro Teles e nas concretizações que, neste domínio, a Câmara Municipal vem desenvolvendo. A exposição estará patente até ao dia 14 de Novembro, com entrada livre. in http://www.cm-lisboa.pt/

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Biodiversidade e Sociedade: Ilka Henski

Ciclo de Conferências Biodiversidade e Sociedade

29 Setembro - 18h - Anfiteatro Chimico
Museus da Politécnica, Rua da Escola Politécnica, 58

Ilka Henski, Professor na Universidade de Helsínquia, tem estudado o impacto da deflorestação e fragmentação de habitat em termos de conservação da biodiversidade. Uma das suas contribuições científicas mais decisivas é o estudo a longo prazo da borboleta Melitaea cinxia uma espécie ameaçada na Finlândia. A sua área de investigação relaciona-se com a regulação populacional e com os mecanismos de coexistência em comunidades.


O ciclo de conferências "Biodiversidade e Sociedade" destina-se ao público em geral, incluindo a comunidade científica, e pretende transmitir uma visão alargada do papel da Biodiversidade na nossa Sociedade, através da visão de cientistas de renome internacional. O ciclo é organizado pelos Bioeventos 2010, um conjunto de iniciativas que pretende celebrar o Ano Internacional da Biodiversidade, organizado pelo Museu Nacional e História Natural e pelo Centro de Biologia Ambiental, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Encontro Património Natural e Cultural: Construção e Sustentabilidade

Quercus - GECoRPA - ICOMOS

18 Outubro - Fundação Calouste Gulbenkian

Na sequência da apresentação à imprensa do projecto, a Quercus, o Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico (GECoRPA) e a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) disponibilizam mais informação sobre o "Encontro Património Natural e Cultural: Construção e Sustentabilidade", que se realizará a 18 de Outubro de 2010, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Nesta sessão introdutória, procurou-se também sensibilizar para a degradação do nosso património construído e natural desde o início do século XX, apresentando-se três exemplos que vão ser percorridos numa viagem de fotografias e outros elementos: Forte de Santa Apolónia, Praia de Algés e Serra da Arrábida, e ainda um excelente exemplo reconhecido de reabilitação, que é o próprio Laboratório Chimico onde teve lugar esta conferência de imprensa. Em anexo, pode ser consultada a apresentação feita sobre estes três locais.

O “Encontro Património Natural e Cultural: Construção e Sustentabilidade” tem o Alto Patrocínio de S. Exª. o Presidente da República e decorrerá a 18 de Outubro de 2010 na Fundação Calouste Gulbenkian, numa parceria com o Programa Gulbenkian Ambiente, onde participarão diversos convidados nacionais e internacionais.

Programa e Inscrições


Contactos

GECoRPA Tel: 213542336 Fax: 213157996

Foto: Que melhor exemplo do par «Património Natural e Cultural» do que o nosso Jardim Botânico?