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terça-feira, 11 de novembro de 2014

"AS ÁRVORES QUE FORAM À GUERRA" - Visita guiada ao Jardim Botânico a 16 Novembro, 10H















Estimadas/os associadas/os   

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico vai organizar uma visita guiada para os seus associados no dia 16 de Novembro (domingo) às 10H, no âmbito do aniversário do Jardim Botânico que este ano comemora 136 anos.  

A visita será guiada por Susana Neves que este mês celebra 9 anos a investigar e a escrever sobre árvores em Portugal e no Mundo. O tema da visita guiada é: "AS ÁRVORES QUE FORAM À GUERRA". Desta forma prestamos a nossa homenagem aos milhões de soldados que perderam a vida na Grande Guerra e cujo centenário se comemora este ano. 

Saudações Botânicas   

A Direcção    

VISITA GUIADA AO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA:
   
Data - 16 de Novembro - 10h00m   
Tema da Visita  "As árvores que foram à guerra"   
Guia da Visita - Susana Neves   
Inscrições - amigosdobotanico@gmail.com; TM: 962112171   
Número de participantes - 30 pessoas   
Local do encontro - Bilheteira da entrada do Jardim Botânico.

"AS ÁRVORES QUE FORAM À GUERRA" 

Evocando o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, Susana Neves, autora do livro "Histórias que Fugiram das Árvores – Um arboretum português", numa visita especial ao Jardim Botânico de Lisboa, recorda algumas das espécies arbóreas que fizeram parte de vários cenários de guerra, serviram à espionagem, à invenção de novas armas e medicamentos, ao progresso da marinha e da aviação, a práticas de tortura e à esperança dos que as viram renascer. Susana Neves

Foto: Preparativos para o embarque das tropas que vão combater na Primeira Guerra Mundial 1916, Joshua Benoliel. Arquivo Fotográfico Municipal/CML. Ao centro da imagem podemos observar o que parece ser um jovem lodão com tutor.

sábado, 27 de julho de 2013

Dia do Fundador do Jardim Botânico: Conde de Ficalho nasceu a 27 de Julho de 1837


CONDE DE FICALHO - Botânico português, Francisco Manuel de Melo Breyner nasceu a 27 de Julho de 1837, em Serpa, e faleceu a 19 de Abril de 1903, em Lisboa. Além dos diversos cargos que exerceu como Par do Reino e Mordomo da Casa Real, distinguiu-se como escritor e professor catedrático da Escola Politécnica de Lisboa, onde estimulou o estabelecimento de museus anexos. Apaixonado pela Botânica, foi director do Instituto Agrícola e fomentou o desenvolvimento e apetrecho do Jardim Botânico de Lisboa.
 
The man who has planted a garden feels that he has done something for the good of the world.

Charles Dudley Warner (1829-1900)
No dia dos 176 anos do nascimento do Conde de Ficalho, os Amigos do Jardim Botânico prestam homenagem ao fundador.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dia do Fundador do Jardim Botânico: Conde de Ficalho nasceu a 27 de Julho de 1837


CONDE DE FICALHO - Botânico português, Francisco Manuel de Melo Breyner nasceu a 27 de Julho de 1837, em Serpa, e faleceu a 19 de Abril de 1903, em Lisboa. Além dos diversos cargos que exerceu como Par do Reino e Mordomo da Casa Real, distinguiu-se como escritor e professor catedrático da Escola Politécnica de Lisboa, onde estimulou o estabelecimento de museus anexos. Apaixonado pela Botânica, foi director do Instituto Agrícola e fomentou o desenvolvimento e apetrecho do Jardim Botânico de Lisboa.

Como homem de letras, notabilizou-se como escritor, foi amigo de Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins e pertenceu ao famoso grupo dos Vencidos da Vida.

As suas obras versaram não só sobre a botânica como também temas ligados à História de Portugal, como é o caso das Viagens de Pêro da Covilhã, publicadas em 1898, onde Ficalho relata a viagem do emissário de D. João II. Da obra ligada à sua especialidade maior, a botânica (num contexto histórico), destacam-se: a Flora dos Lusíadas, de 1880; Memória da Malagueta de 1883, que deveria ser o primeiro de muitos títulos da colecção Plantas Úteis da África Portuguesa, que infelizmente não continuaram; Garcia de Orta e o seu Tempo de 1886, que serviu de preparação aos dois volumes de Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, editados em 1891 e 1895.

Deixou uma única obra de ficção, Uma eleição perdida (1888), conjunto de uma novela e cinco contos integrável na tendência realista do conto regional.

Bibliografia do Conde de Ficalho: Flora dos Lusíadas, 1880; Memória da Malagueta, 1883; Plantas úteis da África portuguesa, 1884; Garcia da Orta e o seu tempo, biografia, 1886; Uma eleição perdida, novela e contos, 1888; Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, 2 vol., 1891 e 1895; As viagens de Pêro da Covilhã, 1898; As rosáceas de Portugal, 1899

No dia dos 175 anos do nascimento do Conde de Ficalho, os Amigos do Jardim Botânico prestam homenagem ao fundador.

FOTO: monumento na Classe do Jardim Botânico

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Visita Guiada: “Tempos de crise: enganos e alianças económicas nas plantas”




ALgumas imagens da visita guiada por Ivo Meco (30 de Maio com início às 18H) no dia do aniversário da Fundação da LAJB:

“Tempos de crise: enganos e alianças económicas nas plantas” 

Sob este lema, o nosso guia Ivo Meco (Prémio Brotero do Curso de Guias do Jardim Botânico)  falou de cerca de 12 plantas, nomeadamente: Ficus macrophylla, Aquilegia, Euphorbiaceae, Cactaceae, Homalocladium platycladum, Rosmarinus officinalis, Calceolaria pavonii, Ruscus sp., Pinus sp., Casuarina sp., Arecaceae, Cycadaceae.

Pelos canteiros da Classe e do início do Arboreto, Ivo Meco desvendou-nos maravilhosos segredos que mais uma vez nos confirmam que as plantas são de uma inteligência assombrosa! 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Estimado(a) amigo(a) associado(a),
A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico tem o prazer de informar que se vai realizar uma visita ao nosso Jardim no próximo dia 30 de Maio, 4ª feira ( dia do Aniversário da Fundação da LAJB ) às 18H, com concentração à entrada do mesmo (junto da bilheteira). Informamos ainda, que esta visita será guiada por um dos nossos guias premiados com o Prémio “BROTERO” do Curso de Guias.  A DIRECÇÃO DA LAJB

Arq. Gonçalo Ribeiro Telles: 90 anos de vida!

A LAJB felicita o Arq. Gonçalo Ribeiro Telles pelos seus 90 anos de vida. Parabéns!

 “Talvez os governantes queiram destruir o país”

Gonçalo Ribeiro Telles

sábado, 24 de setembro de 2011

Tempo, Ciência e Sociedade: os 150 anos do Observatório Astronómico de Lisboa

No próximo dia 6 de Outubro, o Observatório Astronómico de Lisboa abre as portas ao público para uma sessão comemorativa dos 150 anos deste espaço emblemático, não apenas em Portugal mas no panorama científico internacio­nal. A prová-lo, uma lista de oradores vindos expressamente de vários países para participar nesta sessão que tem a forma de workshop subordinado ao tema Tempo, Ciência e Sociedade.

O programa terá início pela manhã, às 9h30, com uma sessão de abertura inti­tulada Sociedade, cultura e o Observatório, da responsabilidade de Henri­que Leitão (CIUHCT-UL).

A segunda sessão, Património do Observatório e seus usos, tem início às 14h30 e será apresentada por Rui Agostinho e Marta Lourenço. Às 17h30, está programada uma visita guiada ao Observatório e à exposição O Espaço em Paralaxe (um projecto site specific do Tempos de Vista Artist Collective).

A comemoração dos 150 anos do Observatório Astronómico de Lisboa é uma iniciativa conjunta do Centro Interuniversitário de História da Ciência e Tecnolo­gia—ramo da Universidade de Lisboa CIUHCT-UL) com o próprio Observatório e tem o apoio do Instituto Francês de Portugal.

Foto: Observatório Astronómico, Tapada da Ajuda, Abril de 1912. Fotografia de J.Benoliel (CML).

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Observatório Astronómico de Lisboa: 150 anos

Astrofesta

O ano de 2011 é de comemorações. Além da celebração dos 100 anos da FCUL e da UL, comemoram-se os 150 anos do Observatório Astronómico de Lisboa. Para assinalar a data, irá ser organizada uma ASTROFESTA, a decorrer no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de Agosto, quando a Lua está em quarto-crescente.

Além das observações no céu de Lisboa, estão previstas palestras e vários workshops relacionados com a utilização de telescópios e a astrofotografia. O local escolhido para a Astrofesta foi, naturalmente, o Observatório Astronómico de Lisboa, localizado no Campus do Instituto Superior de Agronomia, na Tapada da Ajuda.

A organização está a cargo do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Constância, o Observatório Astronómico de Lisboa e a Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores.

Foto: Observatório Astronómico, Tapada da Ajuda, Abril de 1912, J. Benoliel (Arquivo Fotográfico de Lisboa)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

JARDIM BOTÂNICO: 132 anos

Parabéns Jardim Botânico! E obrigado! Que nos 132 anos seguintes Lisboa te dê a atenção que mereces. E que o país esteja à altura da tua importância. Nós estamos contigo!

domingo, 7 de novembro de 2010

Festa do 132º aniversário do Jardim Botânico: 11 de Novembro

10:30 - "As Plantas lá de casa"

Vamos conhecer plantas úteis no Jardim Botânico e fazer sabonetes artesanais com plantas aromáticas. Duração: 1:30h.

14:00 - "Os Bastidores do Lagartagis"

Vamos acompanhar a equipa do Lagartagis e conhecer algumas tarefas cruciais para manter este espaço ao longo de todo o ano. Duração: 1:00h.
O Dia termina no Palmário com um lanche, onde se terá a ocasião de celebrar a classificação do Jardim Botânico como MONUMENTO NACIONAL.

Preço: entrada no Jardim Botãnico / Lagartagis

Informações: geral@museus.ul.pt, 213 921 808

Nota: O Lagartagis celebra 4 anos de vida dentro do Jardim Botânico.

Foto: Agave attenuata no Jardim do México

domingo, 13 de dezembro de 2009

Conferência: 150 anos depois da descoberta da Welwitschia

The Mirabilis Experience
150 anos depois da descoberta da Welwitschia

por SARA ALBUQUERQUE

Anfiteatro Aurélio Quintanilha

Dia 17 de Dezembro de 2009 às 18 h

O botânico Austríaco, Friedrich Welwitsch (1806-1872), começou a trabalhar em Portugal em 1839. Só mais tarde, em 1853, seria enviado numa expedição a Angola pelo governo Português. Durante esta expedição efectou cerca de 8000 colheitas botânicas correspondendo a 5000 espécies, das quais 1000 não tinham ainda sido descritas. Isto representa, provavelmente, a colecção mais significativa feita desde sempre na África Tropical. Foi igualmente nesta viagem a Angola que Welwitsch, descobriu Tomboa, no dia 3 de Setembro de 1859, a famosa planta do deserto do Namibe, que mais tarde foi denominada de Welwitschia por Hooker em honra de Welwitsch.

Depois do seu regresso à Europa, Welwitsch decidiu estudar as suas colecções em Londres, dado que estas não poderiam ser identificadas em Portugal. Depois da sua morte, em 1872, seguiu-se um processo em tribunal que durou 3 anos, onde se decidiu quem ficaria com as colecções, envolvendo conflitos entre Kew e o Natural History Museum... mas isto foi só o início da história....

Onde estão agora as colecções?
Porque tinha Livingstone inveja de Welwitsch?
E porque fora Welwitsch enviado a Angola pelo Governo Português?
O que disse Hooker quando viu Welwitschia pela primeira vez?

Nesta apresentação, para além de se desvendarem estas questões, pretende-se explicar os detalhes do projecto sobre as colecções africanas e revelar a história que não foi contada…

No ano de 2009, em que se celebra Darwin e a publicação da Origem das espécies, também se celebra o aniversário da descoberta da Welwitschia e se relembra quem foi Friedrich Welwitsch.
Este aniversário, foi comemorado no dia 3 de Setembro deste ano com uma palestra na Linnean Society of London, palestra esta, que se irá repetir no Jardim Botânico – MNHN no dia 17 de Dezembro 2009.

Actualmente, Sara Albuquerque é bolseira da FCT e encontra-se a desenvolver o seu Projecto de Doutoramento “Cross-cultural histories of Tropical Botany in Latin America”, em Royal Botanic Gardens – Kew e no Birkbeck College (University of London).

Sara Albuquerque iniciou a sua ligação ao Jardim Botânico – MNHN em 2004, como voluntária no Serviço de Extensão Pedagógica e, pouco tempo depois, como Guia do Jardim. Realizou o seu Estágio de Fim de Curso de Biologia (Universidade de Évora) no Herbário LISU. Neste trabalho, iniciado em Outubro de 2005, estudou parte das colecções africanas de Welwitsch em LISU (Iter Angolense 1853 – 1860.). O contacto com a obra deste botânico, abriu portas para novos projectos “Welwitschianos” envolvendo, para além do JB-MNHN, outras instituições, tais como RBG – Kew e Natural History Museum (Londres), de que resultaram algumas publicações, nomeadamente nas revistas Taxon e Strelitzia (em colaboração com R.K. Brummitt) e palestras (Royal Botanic Gardens-Kew e The Linnean Society of London).

Foto: Welwitschia mirabilis Hook.f. (Fonte: www.biolib.cz)

sábado, 21 de novembro de 2009

50 anos dos Jardins do Castelo de S. Jorge

Estão todos convidados a participar nesta dupla celebração! Apareçam! NOTA: Na segunda-feira, dia 23 de Novembro, todos os associados da LAJB têm entrada gratuita no Castelo de S. Jorge (mediante a apresentação do cartão de associado).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Jardim Botânico e Lagartagis: aniversário

O Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e o Lagartagis celebram o seu aniversário a 11 de Novembro, com diversas actividades para toda a família.

COMPONENTE CIENTÍFICA
O Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa irá comemorar no dia 11 de Novembro, 131 anos de existência. Para registar a data vai realizar-se uma pequena jornada de reflexão sobre os avanços do estado deconhecimento sobre a diversidade biológica no país e se são conhecidos e suficientemente divulgados os resultados dos diversos projectos desenvolvidos ou em curso que se enquadrem na Estratégia Global para a Conservação de Plantas: http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/

Embora em Portugal alguns grupos taxonómicos estejam relativamente bem estudados, outros estão insuficientemente conhecidos para existir dados realísticos sobre a diversidade da nossa flora. Temos consciência de que áreas naturais e não só podem alojar espécies ainda não inventariadas que correm o risco de se perder para sempre.

Apesar de assistirmos a algum avanço no conhecimento da nossa biodiversidade devido à implementação mecanismos de financiamento e programas a nível nacional, o mesmo é muitas vezes contrariado pelo deficit de conhecimento científico e de investigação básica. 2010 será o momento de avaliar o desempenho no progresso na redução e perda da biodiversidade vegetal a nível global (Estratégia Global para a Conservação das Plantas (Global Strategy for Plant) e da concepção de um Plano Estratégico renovado para a Convenção sobre a Diversidade Biológica.

Este Plano Estratégico de Implementação enquadra as actividades de comemoração e celebração doano escolhido pela Assembleia Geral das Nações Unidas como Ano Internacional da Biodiversidade.

Aproveitando esta oportunidade, irá ser apresentada uma listagem de projectos, acordos, etc., credenciados em diversas instituições portuguesas. Far-se-á ainda uma reflexão sobre a falta de estudos de alguns grupos taxonómicos, habitats ou áreas geográficas.

Há que acarinhar o diálogo frutuoso entre a comunidade científica e os organismos que se debruçam sobre questões do ambiente e biodiversidade. Há que apostar na taxonomia e na formação de jovens cientistas vocacionados para esta árdua disciplina. Se não acreditarmos na nossa comunidade científica, estaremos condenados a ocupar um lugar mediano entre as nações do futuro.

Entre as acções e projectos desenvolvidos pela equipa do MNHN-Jardim Botânico/CBA, ICNB, investigadores da Universidade do Porto, Coimbra, entre outros são seleccionados alguns casos de estudo. A jornada irá decorrer no Anfiteatro Aurélio Quintanilha do MNHN-JB.

COMPONENTE PEDAGÓGICA
No dia 11 de Novembro venha celebrar o aniversário do Jardim Botânico - MNHN e (re) conhecer asnossas plantas e borboletas! Considerando que se aproxima 2010, Ano Internacional da Biodiversidade no contexto da Estratégia Global para a Conservação das Plantas, são propostas duas visitas ao Jardim Botânico destinadas ao público em geral sobre a biodiversidade autóctone e principais ameaças à sua conservação, com destaque para espécies de plantas ameaçadas em Portugal. Também no Lagartagis, um jardim dedicado a borboletas e a plantas ibéricas, se comemora esteaniversário tão especial. A todos os visitantes do Jardim Botânico e do Lagartagis vai ser servido um Bolo de Aniversário cheio de velas e chá de ervas do jardim do Lagartagis. A entrada é livre. Consulte o programa em http://www.jb.ul.pt/ ou click no título.

FOTO: A grande Chorisia do Arboreto.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Seis anos do Serviço de Extensão Pedagógica do Jardim Botânico



O Serviço de Extensão Pedagógica (SEP) do Jardim Botânico foi fundado em Setembro de 2003 com o intuito de organizar propostas extra-curriculares no âmbito da educação para a sustentabilidade, dar relevo às questões relacionadas com a conservação da biodiversidade e garantir a divulgação destas temáticas junto de todos. As acções pedagógicas e de divulgação da ciência desde então programadas e realizadas são destinadas a grupos escolares, a famílias e ao público em geral.

Objectivos
Dinamizar o Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e a sua envolvente institucional.

Sensibilizar e motivar a população escolar, educadores, professores e famílias, à participação activa dentro do espaço Museológico e área envolvente.

Complementar e consolidar a aprendizagem de conceitos e práticas no âmbito da educação para a sustentabilidade no sentido da conservação dos recursos e da biodiversidade.

Valorizar e divulgar o património natural, através de acções de formação, cursos de curta duração e actividades pedagógicas, dirigidas ao público em geral.

Proporcionar um atendimento personalizado aos públicos do MNHN.

Proporcionar formação contínua, na área da Museologia e da Pedagogia, aos funcionários da instituição.

A Equipa
O Serviço de Extensão Pedagógica do Jardim Botânico – MNHN é constituída pelas biólogas Alexandra Escudeiro (coordenadora), Maria Teresa Antunes que é também curadora do Jardim e por Ana Raquel Barata. Na execução do seu plano de actividades conta com a preciosa colaboração de guias e monitores do Jardim Botânico e com a muito agradecida e essencial ajuda dos voluntários.

FOTOS: Aprender a fazer um Herbário de folhas do Jardim

sábado, 15 de agosto de 2009

300 anos da «passarola» de Gusmão

Bartolomeu de Gusmão - Nasceu em Santos, S. Paulo, no Brasil, e fez estudos no Seminário jesuíta de Belém, na freguesia de Cachoeira, Capitania da Baía, onde se ordenou. Desde muito cedo se interessou pelo estudo da Física, tendo concebido uma máquina de elevação de água a 100 metros de altura, no Seminário de Belém. Em 1701 veio para Portugal, tendo regressado ao Brasil pouco depois, para voltar a Portugal em 1708 a fim de fazer o curso de Cânones da Universidade de Coimbra. Aqui desenvolveu os seus estudos de Física e Matemática. Em 1709 dirigiu uma petição a D. João V anunciando que tinha descoberto "um instrumento para se andar pelo ar da mesma sorte que pela terra e pelo mar". O rei concedeu-lhe privilégio para o seu instrumento por alvará de 19 de Abril de 1709. Fez várias experiências com balões de ar aquecido, algumas delas na presença de D. João V e da corte.

Em 1713 partiu para a Holanda onde pretendia desenvolver as suas experiências. Voltou em 1716 e concluiu em 1720 o curso universitário que tinha interrompido. Fundada a Academia Real de História em 1720, foi nomeado académico e D. João V colocou-o na Secretaria de Estado tendo-o nomeado fidalgo-capelão da casa real e concedeu-lhe rendimentos no Brasil. Foi encarregado pela Academia de escrever em português a História do Bispado do Porto. Pouco antes de morrer converteu-se ao judaísmo e em 1724 fugiu para Espanha evitando as perseguições da Inquisição de que era alvo. Faleceu num hospital de Toledo, Espanha, durante a fuga, em 1724.

Principais contributos científicos
Cognominado o "padre voador", é considerado um percursor da aeronáutica sendo dos primeiros a provar a possibilidade de criar engenhos com capacidade para voar. O projecto que apresentou a D. João V previa a possibilidade de criar um instrumento que permitisse mandar avisos a territórios longínquos, transportar produtos ultramarinos, socorrer praças sitiadas, descobrir as regiões próximas dos pólos, e resolver o problema das longitudes.

Após ter recebido do rei D. João V, em 19 de Abril de 1709, apoio e um privilégio que lhe permitiria ter o exclusivo na construção de máquinas voadoras, dedicou-se a esta tarefa. A 5 de Agosto de 1709 fez uma primeira experiência pública, na sala do Paço e na presença do rei, tentando fazer subir um globo de papel que tinha sob a abertura uma pequena barquinha com fogo, mas o balão ardeu sem voar. A segunda experiência, a 7 ou 8 de Agosto resultou. No dia 8 de Agosto de 1709, na sala dos embaixadores da Casa da Índia, diante de D. João V, da Rainha, do Núncio Apostólico, Cardeal Conti (depois papa Inocêncio XIII), do Corpo Diplomático e demais membros da corte, Gusmão fez elevar a uns 4 metros de altura um pequeno balão de papel pardo grosso, cheio de ar quente, produzido pelo "fogo material contido numa tigela de barro incrustada na base de um tabuleiro de madeira encerada". Com receio que pegasse fogo aos cortinados, dois criados destruíram o balão, mas a experiência tinha sido coroada de êxito e impressionado vivamente a Coroa. A 3 de Outubro um outro "instrumento de voar", lançado da Casa da Índia, elevou-se a grande altura.

Durante a segunda metade do século XVIII difundiu-se a ideia de que o próprio Bartolomeu de Gusmão teria efectuado um voo num aeróstato por ele construído, entre o Castelo de S. Jorge e o Terreiro do Paço, mas trata-se de uma lenda, não há documentos que registem esse acontecimento e as suas experiências teriam avivado a imaginação popular a tal ponto que ele seria alvo de chacota.

Não se conhecem outras experiências para além das que praticou na corte, sendo muito famosa a gravura que fez da "passarola", que não terá passado de um artifício de Gusmão para desviar a atenção dos seus detractores e dos curiosos.

As experiências com aeróstatos foram desenvolvidas na segunda metade do século XVIII pelos irmãos Montgolfier, Joseph Michel (1740-1810) e Étienne (1745-1799). Após várias experiências, em Setembro de 1783 fizeram subir um balão de ar aquecido que transportou três animais e em Novembro um outro balão transportou duas pessoas e sobrevoou Paris.

in Instituto Camões

sábado, 13 de junho de 2009

FERNANDO PESSOA nasceu a 13 de Junho

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)

FOTO: Largo de São Carlos, onde Fernando Pessoa nasceu.