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sexta-feira, 11 de março de 2016
Palácio Palmela, c. 1900 (autor desconhecido)
É já amanhã a visita guiada ao Palácio Palmela, na Rua da Escola Politécnica. Actividade organizada pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa numa parceria com a Procuradoria-Geral da República.
segunda-feira, 7 de março de 2016
Visita dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa ao Palácio Palmela: sábado 12 Março 11:30
VISITA GUIADA AO PALÁCIO PALMELA
DATA: 12 de MARÇO - 11H30M
GUIA DA VISITA: Sandra Belo
LOCAL DE ENCONTRO: Entrada da Rua da Escola Politécnica 201
ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa
LOTAÇÃO: Visita limitada a 30 participantes.
Inscrição obrigatória para: amigosdobotanico@gmail.com
Transportes públicos: Metro estação Rato e autocarros 758, 720
Palácio Palmela (actualmente Procuradoria-Geral da República)
Edifício de finais do século XVIII, foi projectado em 1792 pelo arquitecto Manuel Caetano de Sousa para sua residência pessoal. Adquirido em 1823 pelo primeiro conde da Póvoa, Henrique Teixeira de Sampaio, que encarrega a arquitecto Luigi Chiari de efectuar uma campanha de obras. Dessa fase, resulta o actual aspecto da construção, bem como a capela e a escadaria nobre. Em 1837, por ocasião do casamento de D. Maria de Sousa, irmã do proprietário, com o filho do duque de Palmela, D. Domingos de Sousa Holstein, é despoletada uma nova campanha de obras, centrada na consolidação do andar superior. O Pavilhão Escultórico no jardim, concebido pelo escultor francês A. Calmels, assumiu um papel importante na ambiência artistico-criativa da excelente escultora que foi D. Maria de Sousa Holstein, duquesa de Palmela. A fachada principal, virada a Oeste, compõe-se de um corpo único, onde uma cornija saliente marca a passagem para o último piso. Rasgam-se ao longo desta fachada, janelas de secção rectangular, que ao nivel do terceiro e quarto piso (ao centro) são percorridas por varandas com gradeamento em ferro forjado. A ladear a porta principal encontramos duas esculturas alegóricas, aludindo à Força Mental e ao Trabalho, da autoria de Calmels, sendo o remate da entrada coroado por um frontão curvo com as armas dos duques de Palmela (Sousas do Prado).
O imóvel foi adquirido pelo Estado Português em 1977 para aí ser instalada a Procuradoria Geral da República.
O comjunto formado pelo Palácio Palmela e seu Jardim-terraço está classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público.
Foto: Palácio Palmela por Joshua Benoliel em 1917 (Arquivo Municipal de Lisboa)
quarta-feira, 1 de julho de 2015
CAPITÓLIO: obras paradas no primeiro monumento modernista de Lisboa e do país...
O que se passará com o nosso estimado vizinho Capitólio, classificado Imóvel de Interesse Público? As obras estão novamente paradas há vários meses. Esta é a vista que temos dele, tirada do Arboreto do Jardim Botânico.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Visita da LAJB ao Palácio Vilalva a 25 Maio
Visita ao belo Palácio Vilalva em Lisboa, no passado dia 25 de Maio, que foi guiada pelo Coronel Geraldo (Director do Jornal do Exército) a quem agradecemos a disponibilidade e cuidado com que nos recebeu. As fotos são da autoria da nossa associada Cristina Girão.
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domingo, 18 de maio de 2014
Visita Guiada ao Palácio Vilalva em Lisboa
Visita Guiada ao Palácio Vilalva em Lisboa
DATA: 25 de Maio - 11H
LOCAL: Largo de São Sebastião da Pedreira, Lisboa
GUIA DA VISITA: Coronel Geraldo (Director do Jornal do Exército)
ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB)
INSCRIÇÃO: Visita limitada a 30 participantes. É necessário inscrição prévia para amigosdobotanico@gmail.com ou TM: 935 587 982.
O Palácio Vilalva, também conhecido como Palácio José Maria Eugénio ou Palácio de São Sebastião da Pedreira, foi a antiga residência da Família Eugénio de Almeida.
As origens do actual edifício remontam ao ano de 1730 quando o seu primeiro proprietário, o arquitecto francês Fernand Larre (Provedor dos Armazéns de D. João V), decidiu levantar neste local a sua residência. Este palácio, com vasta área arborizada anexa - a Quinta da Provedoura - passou depois para os herdeiros de Larre que o beneficiaram interiormente recorrendo ao famoso estucador milanês Giovanni Grossi e a outros artistas italianos como Félix Salla, Biel e Gomassa.
Em 1859 a propriedade passou para o grande capitalista José Maria Eugénio de Almeida (1811-1872), um dos sócios do «Real contrato do tabaco, sabão e pólvora», que logo iniciou a sua reedificação e ampliação, conforme hoje o vemos. O projecto foi da autoria do arquitecto francês Jean Colson. Os relevos escultóricos da fachada são do escultor francês Anatole Calmels (no tímpano do frontão uma composição representa as Artes e as Ciências numa alegoria "Estímulo para o Estudo"). O desenho e execução do parquet foi entregue ao famoso belga Joseph Godefroy e as serralharias artísticas vieram da oficina Parisiense de Alexandre Bertrand. Notável também é a grande Bibiloteca com estantes esculpidas em carvalho maciço. José Maria Eugénio teve um envolvimento muito activo em todas as fases do projecto, escrevendo cartas aos fornecedores e artistas estrangeiros. De facto, este palácio contém um conjunto notável de interiores oitocentistas, seguindo o gosto de Paris e Bruxelas:
No contexto da sociedade portuguesa do século XIX, a relevância e o estatuto alcançados pelos membros da elite social eram acompanhados por um trem de vida com sublinhados de conforto e de distinção que se manifestavam na exuberância dos palácios, nos rituais de sociabilidade, na elegância do vestir e, claro está, no requinte decorativo dos espaços de residência. Adquirido em 1859, o Palácio de São Sebastião da Pedreira foi a residência principal da família Eugénio de Almeida em Lisboa. A ornamentação dos interiores constituiu também um instrumento de afirmação do estatuto social dos seus promotores, agora pela via da estética e da arte, au goût de Paris e Bruxelas. (Isabel Mendonça, FCSH-UNL)
O parque fronteiro aos jardins do palácio - Parque de Santa Gertrudes - estendia-se então até à actual Avenida de Berna num total de 86000 m2 e era inteiramente rodeado de muro ameado. O parque, com projecto inicial de 1864 do arquitecto português Valentim Correia, teve a sua plantação iniciada em 1866 sob a direcção do jardineiro suiço Jacob Weifs. Em 1866 é entregue ao arquitecto italiano Giuseppe Cinatti o projecto da construção de luxuosas cocheiras e cavalariças num estilo que sugeria um castelo inglês (separadas do palácio pela Avenida Duque de Ávila). Em 1920 estas cocheiras seriam transformadas em habitação pelo Arquitecto Raul Lino, servindo de residência particular dos herdeiros até aos dias de hoje. No Parque de Santa Gertrudes esteve instalado o Jardim Zoológico de Lisboa entre 1890 a 1909.
Nos princípios de 1946 o Estado adquiriu o palácio ao bisneto Vasco Maria Eugénio de Almeida, 2º Conde de Vilalva, realizando-se durante os dois anos seguintes obras de beneficiação e de adaptação à nova função. Estes trabalhos foram dirigidos pelo arquitecto António Quirina e os engenheiros João de Deus Pimentel e Filipe Ribeiro. A 28 de Agosto de 1948 o edifício foi oficialmente inaugurado como Quartel-General do Governo Militar de Lisboa, no qual permaneceu até à sua extinção a 15 Julho de 2006. Desde 2007 o Palácio Vilalva alberga o Centro de Finanças Geral (CFG), a Inspecção Geral do Exército (IGE), o Conselho Superior de Disciplina do Exército (CSDE) e o Jornal do Exército (JE).
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Visita Guiada ao Antigo Convento de Nossa Senhora da Encarnação em Lisboa
DATA: 28 de Abril - 10H (Largo do Convento da Encarnação)
GUIA: Historiador Anísio Franco
ORGANIZAÇÂO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico
O Convento de Nossa Senhora da Encarnação foi construído no reinado de Filipe II de Portugal, na sequência da disposição testamentária da Infanta D. Maria (1521-1577), filha de D. Manuel I, em criar um Covento em Lisboa da Ordem de São Bento, sob a invocação de Nossa Senhora da Encarnação, «em sítio que melhor conviesse».
A Infanta D. Maria foi, segundo as crónicas, formosa, muito
culta, protectora das Artes e riquíssima - chegou a ser a mulher mais rica de
Portugal e uma das mais ricas da Europa graças à grande fortuna que a mãe lhe
deixou por via do seu segundo casamento com o monarca francês. Mas o
cumprimento do seu testamento só se realizou 40 anos mais tarde com a primeira
Prelada, ou Comendadeira Mestra, eleita pelo Rei, a prestar juramento a 5 de
Agosto de 1617. Foram comprados terrenos para edificar o novo convento a D.
Aleixo de Menezes, grande proprietário da encosta de Sant'Ana. O novo edifício
encostava-se à muralha da Cerca Fernandina, ficando uma das torres a servir de
mirante como hoje ainda. A inauguração foi no dia 15 de Setembro de 1630. Havia
25 freiras professas, comendadeiras de nomeação régia, sendo as restantes 37
religiosas «moças de côro». Também se recolhiam no convento viúvas de militares
ou senhoras cujos maridos andavam em guerra.
Um incêndio em 1734 queimou parte do edifício mas o Rei D. João
V ordenou logo obras de remodelação com certa largueza. O terramoto de 1755
castigou o conjunto mas em 1758 já estavam executadas as reparações necessárias
e as «nobilíssimas religiosas» voltaram a sua casa em coches que o Rei D. José
I pôs à disposição. Depois de 1834 foram realizadas algumas readaptações
funcionais dos espaços conventuais. A antiga igreja, cujo portal principal
ostenta ainda as pedras de armas da Infanta D. Maria, é a parte conventual onde
as reformas dos reinados de D. João V e de D. José I melhor se fazem sentir.
Datam da primeira metade do século XVIII os azulejos azuis e brancos
característicos do Ciclo dos Grandes Mestres lisboetas, o retábulo-mor, onde
interveio João Frederico Ludwig e as pinturas da capela-mor. Da campanha
pós-terramoto são as pinturas atribuídas a André Gonçalves ou oficina e parte
da nova estrutura arquitectonica do Convento.
O carácter de Recolhimento de Senhoras é o que ainda hoje
perdura na instituição, actualmente com gestão da Santa Casa da Misericórdia de
Lisboa. Na
visita da LAJB teremos o privilégio de ver a igreja, antigo lugar de cerimónias
religiosas de grande fausto realengo, com os belíssimos «Coro de Cima» e «Coro
de Baixo» e que constitui raro conjunto sobrevivente da Lisboa pré terramoto de
1755. Visitaremos a Portaria, escadaria nobre, corredores conventuais e o Claustro
com as suas formosas capelinhas e oratórios. Vamos ainda ver a antiga Cerca com
seu Laranjal, surpreendente espaço poético em pleno centro da cidade histórica.
Imóvel de Interesse Público (decreto nº 2/96, DR, I Série-B, nº 56, de 6-03-1996)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
«Lisboa – única, genuína, nossa!»
Lisboa – única, genuína, nossa!
Por todo o lado, num teimoso absurdo, crescem novos empreendimentos, sempre “de luxo” com nomes impantes com Príncipes e Duques à mistura com Palaces, Places, Residences e Terraces.
A Baixa deserta, as grandes avenidas dia-a-dia destruídas; as lojas antigas dão lugar a assépticas cadeias, sítios de comer-a-correr; Lounges e Chill Outs, com ambientes importados que se dizem sofisticados.
Lisboa abafa, roubam-lhe o ar, roubam-lhe a luz, roubam-lhe o rio, roubam-lhe a memória e a vida. E agoniza perante uma modernidade bruta e parola que a ignora, que lhe é imposta.
É urgente travar a destruição desta cidade assombrosa e milenar.
É urgente protege-la e proteger quem aqui vive.
É urgente amá-la e oferece-la como ela é, única, genuína, nossa!
Ana Alves de Sousa
Nota: opinião chegada por email da parte de uma cidadã com olhar crítico sobre a situação actual da nossa cidade - que bem se aplica ao nosso bairro aqui em redor do Jardim Botânico onde abundam cada vez mais os estrangeirismos. Novo riquismo? Complexo de inferioridade? Em Portugal uma "casa" é uma casa e não "home" ou "flat" (pior e mais perigoso ainda são os "luxury flats"!). Foto: Rua Rosa Araújo.
Por todo o lado, num teimoso absurdo, crescem novos empreendimentos, sempre “de luxo” com nomes impantes com Príncipes e Duques à mistura com Palaces, Places, Residences e Terraces.
A Baixa deserta, as grandes avenidas dia-a-dia destruídas; as lojas antigas dão lugar a assépticas cadeias, sítios de comer-a-correr; Lounges e Chill Outs, com ambientes importados que se dizem sofisticados.
Lisboa abafa, roubam-lhe o ar, roubam-lhe a luz, roubam-lhe o rio, roubam-lhe a memória e a vida. E agoniza perante uma modernidade bruta e parola que a ignora, que lhe é imposta.
É urgente travar a destruição desta cidade assombrosa e milenar.
É urgente protege-la e proteger quem aqui vive.
É urgente amá-la e oferece-la como ela é, única, genuína, nossa!
Ana Alves de Sousa
Nota: opinião chegada por email da parte de uma cidadã com olhar crítico sobre a situação actual da nossa cidade - que bem se aplica ao nosso bairro aqui em redor do Jardim Botânico onde abundam cada vez mais os estrangeirismos. Novo riquismo? Complexo de inferioridade? Em Portugal uma "casa" é uma casa e não "home" ou "flat" (pior e mais perigoso ainda são os "luxury flats"!). Foto: Rua Rosa Araújo.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
CRITICAL: LISBON. FALAR À CIDADE, FALAR COM A CIDADE (16 a 21 Julho)
Workshop coordenado por Lev Bratishenko, Frederico Duarte e Becky
Quintal (inserido no programa Distância Crítica da Trienal de Arquitectura de
Lisboa)
CRITICAL: Lisbon é um workshop de uma semana
dedicado à expressão, discussão, escrita e publicação crítica sobre arquitetura.
Concebido como um projeto editorial especulativo, este workshop confronta a
noção de que o arquiteto e o público operam em universos ideologicamente
díspares na sua procura e desejo comuns de melhorar a cidade.
Tomando a cidade de Lisboa como base de trabalho e inspiração,
serão explorados os desafios e obstáculos que os críticos de arquitetura devem
enfrentar, mas também as estratégias, táticas e ferramentas que utilizam para os
ultrapassar.
No workshop serão analisados os muitos meios e mensagens
disponíveis aos críticos de hoje: desde ensaios, vídeos, artigos de opinião,
fotografias, entrevistas com arquitetos e outros agentes-chave da cidade até
recensões descritivas de edifícios ou controvérsias atuais sobre espaços
públicos.
Este workshop destina-se a estudantes e jovens profissionais
interessados em questões de design, arquitetura e assuntos urbanos. Os
candidatos a participantes devem ter o desejo de exercitar e difundir as suas
observações, análise e opinião junto de um determinado público, dos seus pares
ao público em geral.
Aspetos práticos:
- O idioma de trabalho do workshop é o inglês.
- Cada participante deve trazer o seu próprio caderno e material
de escrita, computador portátil e máquina fotográfica ou câmara de vídeo
digitais.
Horário do workshop: 09h30 - 18h00
Local do workshop: Sede da Trienal de
Arquitectura de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, Campo de Santa Clara, 142-145,
1100-474 Lisboa
Inscrições: trienal@trienaldelisboa.com
FOTO: demolição integral de imóvel na R. do Monte Olivete, em zona histórica consolidada.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Cipreste em risco no Palácio Silva Amado na Travessa do Torel?
Lisboa, 12 de Março de 2012
Exmo. Sr. Vereador,
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem por este meio chamar atenção para uma notável árvore que poderá estar em risco no pátio do antigo Palácio Silva Amado na Travessa do Torel, Freguesia da Pena.
Recentemente deu-se início a uma grande operação urbanística neste palácio e, porque já é quase regra nestas situações, receamos que o dono da obra não tenha acautelado a protecção desta árvore. Estará este cipreste fisicamente protegido contra as actividades agressivas de uma obra desta natureza (grandes demolições em curso)?
Por último, receamos que a árvore seja abatida - atitude cada vez mais corrente, como infelizmente temos observado, em tantos outros logradouros de Lisboa quando o seu coberto vegetal é destruído para impermeabilização e abertura de caves de estacionamento.
Solicitamos assim que nos esclareça se os nossos receios são infundados e se este cipreste está protegido pelo PDM, sendo cuidadosamente integrado no projecto arquitectonico em desenvolvimento.
Enviamos em anexo imagens que mostram como esta árvore é um marco naquela zona urbana antiga de Lisboa.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
CC: Assembleia Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia da Pena, Associação Lisboa Verde, Quercus Lisboa, Fórum Cidadania Lx
Exmo. Sr. Vereador,
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem por este meio chamar atenção para uma notável árvore que poderá estar em risco no pátio do antigo Palácio Silva Amado na Travessa do Torel, Freguesia da Pena.
Recentemente deu-se início a uma grande operação urbanística neste palácio e, porque já é quase regra nestas situações, receamos que o dono da obra não tenha acautelado a protecção desta árvore. Estará este cipreste fisicamente protegido contra as actividades agressivas de uma obra desta natureza (grandes demolições em curso)?
Por último, receamos que a árvore seja abatida - atitude cada vez mais corrente, como infelizmente temos observado, em tantos outros logradouros de Lisboa quando o seu coberto vegetal é destruído para impermeabilização e abertura de caves de estacionamento.
Solicitamos assim que nos esclareça se os nossos receios são infundados e se este cipreste está protegido pelo PDM, sendo cuidadosamente integrado no projecto arquitectonico em desenvolvimento.
Enviamos em anexo imagens que mostram como esta árvore é um marco naquela zona urbana antiga de Lisboa.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
CC: Assembleia Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia da Pena, Associação Lisboa Verde, Quercus Lisboa, Fórum Cidadania Lx
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
HORTUS CONCLUSUS: Peter Zumthor
'A garden is the most intimate landscape ensemble I know of. It is close to us. There we cultivate the plants we need. A garden requires care and protection. And so we encircle it, we defend it and fend for it. We give it shelter. The garden turns into a place. Enclosed gardens fascinate me. A forerunner of this fascination is my love of the fenced vegetable gardens on farms in the Alps, where farmers’ wives often planted flowers as well. I love the image of these small rectangles cut out of vast alpine meadows, the fence keeping the animals out. There is something else that strikes me in this image of a garden fenced off within the larger landscape around it: something small has found sanctuary within something big. The hortus conclusus that I dream of is enclosed all around and open to the sky. Every time I imagine a garden in an architectural setting, it turns into a magical place. I think of gardens that I have seen, that I believe I have seen, that I long to see, surrounded by simple walls, columns, arcades or the façades of buildings – sheltered places of great intimacy where I want to stay for a long time.'
Peter Zumthor
May 2011
Serpentine Gallery Pavilion 2011
Designed by Peter Zumthor
1 July – 16 October 2011
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
«LIVE AND LET LIVE»
But the idea is being championed by conservationists, who warn that biological diversity is in peril. The United Nations has launched its decade of biodiversity and, in March, the second Integrated Habitats Design Competition will be launched at the Ecobuild exhibition in London.
In Britain, some bat species have declined by 95 per cent and birds such as swifts have fared similarly. The biggest threat to biodiversity worldwide is habitat loss, often as a result of building development. When, for instance, a tumbledown barn is converted into a home it could mean that bats, barn owls, swallows and swifts all lose theirs. Edward Mayer of Swift Conservation says that recent “progress” in Europe has harmed the birds. “Grants for the renovation of the EU countries’ historic towns have led to wholesale removal of swift (and bat) breeding sites as an unforeseen consequence,” he says.
Old buildings can provide homes for all sorts of wildlife, which could be your worst nightmare or an added bonus. In his book Wildwood, the late writer and environmentalist Roger Deakin described how he “welcomed the sparrows and starlings fidgeting in the thatch” of his “ruin” of a home, and how he was torn between wanting to repair the walls and “foster the passepartout menagerie” with which he lived.
However, it is today’s new buildings that offer the latest challenge. In temperate climates, houses are being built to be airtight to prevent heat loss (good for the environment) but this means they lack the nooks and crannies of older buildings, so there are fewer habitats for wildlife (bad for the environment).
That architects are designing houses where birds, bats and insects are made to feel at home with Homo sapiens may give some the shivers. However, instead of throwing brickbats, we should welcome this new thinking and install bat bricks, enthusiasts say.
It’s now cheap and easy to provide homes for bats, birds and more without impairing the longevity or beauty of the house. The German company Schwegler Natur manufactures hollow bricks designed as bat roosts and bird-nesting sites. They also make homes for solitary-nesting bees to be built into walls. Interiors are designed for the animals’ comfort – think textured walls and open-plan living areas with hanging space to suit all sizes. The prefab roosts can be built into walls or roofs to encourage bats (there are approximately 1,000 species worldwide of which 17 are in the UK). There is also a range of bird nesting boxes. The company has sold over 5m units in Europe.
“The idea is that from inside your house, you wouldn’t know that you share your home with other animals,” says Dr Carol Williams, author of Biodiversity for Low and Zero Carbon Buildings (Riba Publishing). The book contains detailed architectural plans showing how birds and bats of many species can be accommodated in our homes without impinging on human residents. “These species have evolved to live with humans,” says Williams. “Now, because of the real need to lower the carbon footprint of buildings, we risk endangering biodiversity by concentrating on reducing emissions,” she says. “If we do everything for nature except make a home for wildlife, we’re not helping.”
Encouraging biodiversity in your home can also aid mental health, says Williams. “It’s very enjoyable to sit outside with a glass of wine and watch bats flying out at night or hear swifts screaming in summer,” she says. “And being in the middle of a healthy ecosystem increases a property’s value.” Others may worry about droppings, tales of vampires or the possibility of a bat getting caught in the curtains but such concerns are “folklore”, she says. Well, she would. Her passion for wildlife may seem, ahem, batty. She even asked her builders to make holes in the new fascia and soffits she had fitted to her Cornwall home, in the hope that bats would roost there. They did.
Britain’s most common bat, the pipistrelle, only requires a 15mm by 20mm space through which to enter and roost in a cavity. Once roosting, they, like all British bat species, are protected legally. Professor Brian Edwards, of the Royal Institute of British Architects’ Sustainable Futures Group, says that in Britain the legislation has “considerable teeth”. “The regulations introduce new offences which could inadvertently be committed by architects engaged in restoration projects,” he says. Edwards advises anyone thinking of restoring to seek advice from groups such as the Bat Conservation Trust (http://www.bats.org.uk/).
Protecting our wildlife by maintaining or building structures that encourage animals to live with us is something we have done for centuries. In 15th-century Italy, many households built towers for swifts to nest in. Admittedly, the reason was to provide a harvest of young birds for the dining table. In the UK, many homes had dovecotes that provided the larder with meat and eggs, and “bee boles” in the walls – recesses where woven beehives were protected from the elements. The early 20th-century architect Edwin Lutyens built homes with owl boxes in them and wrote whimsically of “the dear big white fluffy thing” he’d seen nesting.
Owls control rodents while peregrine falcons feed on feral pigeons. Bats, house martins and swifts, meanwhile, all eat thousands of insects a day, many of them pests such as aphids and midges.
Few can deny that “nature” enhances urban spaces. In the 1970s, Malaysian architect Ken Yeang was one of the first to involve greenery in urban building designs, with his “bioclimatic skyscrapers”. Today, walls and roofs composed of living plants that provide habitats for insects – the base of the ecological pyramid – are increasingly popular. The living walls of the Musée du Quai Branly in Paris, designed by Patrick Blanc, and the living roof of native plants on the California Academy of Sciences, by Renzo Piano, are two recent examples.
Blanc’s lush living walls – which adorn buildings worldwide, including London’s Athenaeum Hotel – “bring a smile” to all who see them, says landscape gardener Daniel Bell, responsible for maintaining them. It’s not just our species they please. “The walls are absolutely alive with animals,” he says. “There are countless spiders and insects – stink bugs, flies and bees, snails. Birds feed on them; there are even blackbirds nesting in the walls.”
Living roofs and walls can also insulate buildings and reduce noise. In an era of climate change and fast urban lifestyles, we need more of them, says horticulturalist and broadcaster Professor Chris Baines. “Every extra living green surface will help to moderate the urban heat island effect, slow down the rate of rainwater runoff and help to lift the spirits,” he says.
“It’s unusual for architects, ecologists and engineers to work together to create a built environment that takes biodiversity and ecosystem services into account,” says Blanche Cameron, joint organiser of a new annual competition for such projects. The first Integrated Habitats Design Competition, supported by the government body Natural England, attracted 40 entries from architectural practices, ecologists and engineers in six countries. The winner, with a plan for converting a disused railway depot into student accommodation, including bat roosts, bird nesting, living roofs, solar panels and more, was a first-year architecture student from Liverpool University.
One architect who is building green properties with greater ecological benefits is Justin Bere. His London home has roofs of hawthorn and hazel and a wildflower meadow. There is a beehive and bat roosting and bird nesting built into walls as well as all the low-carbon features that owners of a green home would expect, such as solar panels for hot water and electricity.
“If we put a building over nature we have an obligation to put nature back on top,” says Bere. “It doesn’t cost a lot but we can’t live without nature and we don’t have any right to try and do so.” He has created a space where house sparrows flock to eat aphids on the flowers of common vetch in his rooftop meadow. “I love watching everything – the change of seasons and the wildlife.” It must all be a welcome sensory feast for his human neighbours too. Previously the site, encircled by tall terraced houses, was home to a sausage factory. London’s (unwelcome) feral foxes probably miss that. in Financial Times, 21 de janeiro de 2011
Foto: pata residente no Jardim Botânico
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Arte Integrada nos Edifícios da Universidade de Lisboa
Em 2011 alguns dos Seminários de Cultura Material serão dedicados a estudos associados à Universidade de Lisboa, particularmente ao seu património. É uma forma do Museu de Ciência se associar às Comemorações do Centenário da Universidade e de divulgar o seu vasto património artístico, científico e arquitectónico.No próximo dia 10 de Fevereiro Ana Mehnert Pascoal falará sobre o programa decorativo associado ao projecto do Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro para o conjunto da Reitoria, Faculdade de Letras e Faculdadede Direito. A Ana Menhert, bolseira associada ao programa do Centenário, defendeu recentemente uma tese de mestrado sobre este assunto, com a máxima classificação.
"A Cidade do Saber: Património Artístico Integrado nos Edifícios projectados por Porfírio Pardal Monteiro para a Universidade de Lisboa (1934-1961)"
Ana Mehnert Pascoal
10 Fevereiro, 17 h
Seminários de Cultura Material
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Foto: detalhe de um dos painéis de Almada Negreiros na UL. Imagem de Nuno Barros Roque da Silveira, 1971, Arquivo Fotográfico Municipal
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terça-feira, 15 de junho de 2010
O Nosso Bairro: Rua Rosa Araújo 16
O processo 2028/EDI/2007, que consubstancia um projecto de ampliação ainda em apreciação pela CML, prevê a demolição integral do miolo, a ampliação de 2 andares e a construção de caves para estacionamento. A proposta prevê a instalação de 2 lojas no piso térreo, 29 fogos e 44 lugares de estacionamento em cave.
Mais um projecto que vai contra a ideia de uma cidade sustentável (44 lugares de estacionamento num arruamemto que já foi impermeabilizado para a construção de um parque de estacionamento público!). É também mais um atentado ao património arquitectónico do antigo Bairro Barata Salgueiro, nosso vizinho.
O promotor é a Imonormandia - Soc. Imobiliária, Lda.
Após Vistoria Patrimonial da CML (Outubro de 2007), o edifício foi dado como recuperável pelos técnicos. As conclusões do parecer apontavam no sentido de preservação do edifício. Era admitida a possibilidade de alterações pontuais do interior, desde que não fosse posta em causa a integridade construtiva, arquitectónica e decorativa do edifício. Também se equacionava uma ampliação controlada da volumetria, através de uma alteração do desenho da cobertura.
Lamentavelmente, um parecer anterior do IGESPAR (Julho de 2006), considerou os interiores do imóvel banais, aceitando a demolição dos interiores e a manutenção da sua fachada.
Após Vistoria Patrimonial da CML (Outubro de 2007), o edifício foi dado como recuperável pelos técnicos. As conclusões do parecer apontavam no sentido de preservação do edifício. Era admitida a possibilidade de alterações pontuais do interior, desde que não fosse posta em causa a integridade construtiva, arquitectónica e decorativa do edifício. Também se equacionava uma ampliação controlada da volumetria, através de uma alteração do desenho da cobertura.
Lamentavelmente, um parecer anterior do IGESPAR (Julho de 2006), considerou os interiores do imóvel banais, aceitando a demolição dos interiores e a manutenção da sua fachada.
Entretanto, o imóvel foi deliberadamente abandonado pelo promotor pelo que passados 3 anos é fácil de prever uma maior degradação dos elementos construtivos e decorativos interiores.
Após consulta ao PUALZE, verificamos que se classifica este edifício como "Bem Patrimonial de Referência" sendo permitida apenas obras de reabilitação e ampliação com a possibilidade de se aumentarem 2 pisos nos edifícios que possuem 4 ou 5 pisos acima do solo.
Após consulta ao PUALZE, verificamos que se classifica este edifício como "Bem Patrimonial de Referência" sendo permitida apenas obras de reabilitação e ampliação com a possibilidade de se aumentarem 2 pisos nos edifícios que possuem 4 ou 5 pisos acima do solo.
Em 2010 este belo prédio de rendimento faz 100 anos. Foi concluído em 1910, conforme se pode verificar num tímpano que remata a fachada (ver fotos). Seria uma lamentável coincidência ver a demolição deste imóvel precisamente no ano do seu centenário. A LAJB solicita a todos os vereadores da CML a salvaguarda desta notável obra de arquitectura da cidade.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
«O perigo é real. Lisboa está em risco de cair e é preciso uma intervenção urgente»
O alerta partiu da vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Helena Roseta, que pede ajuda ao governo. “A câmara e os privados sozinhos não conseguem arranjar todos os edifícios. O governo devia fazer um plano nacional de reabilitação urbana.” Acrescenta mesmo: “Não é possível fazê-lo sem um plano nacional.”
Ao todo são 1117 edifícios (municipais e não municipais) na capital do país que estão em grave risco de segurança. A estes acrescentam-se ainda todos aqueles que estão classificados como em mau estado de conservação, que ultrapassam os 6800.
Ao pedido da vereadora, em forma de repto, o executivo de José Sócrates, questionado pelo i, responde para já com as medidas que fazem parte do Orçamento do Estado para 2010, em que consta o arranque do Programa de Apoio à Reabilitação Urbana, que “tem como meta multiplicar por cinco a média anual de fogos reabilitados com apoio do Estado”.
Também José António Barros, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), defendeu ontem a reabilitação urbana como o “investimento mais rapidamente reprodutivo”, e que deve ser uma aposta do executivo.
Coração da cidade
O problema não se levanta apenas nas zonas históricas da cidade de Lisboa , mas também no centro.Segundo o levantamento feito pelos técnicos da CML para o Programa Local de Habitação, a freguesia do Coração de Jesus tem 341 edifícios em mau ou muito mau estado de conservação. Ou seja, 49% dos edifícios da freguesia não estão em condições. “Estamos a falar do coração da cidade, mesmo junto ao Marquês de Pombal. Está tudo a cair. É um sinal de alerta que não podemos ignorar”, acrescenta a vereadora. Nos últimos lugares da tabela, pelo bom estado dos edifícios, estão as freguesias de São Francisco Xavier, com apenas 32 prédios em mau ou muito mau estado, Benfica (com 91 em mais de 6 mil edifícios), São João de Brito (46) e Alvalade (25).
O problema não se levanta apenas nas zonas históricas da cidade de Lisboa , mas também no centro.Segundo o levantamento feito pelos técnicos da CML para o Programa Local de Habitação, a freguesia do Coração de Jesus tem 341 edifícios em mau ou muito mau estado de conservação. Ou seja, 49% dos edifícios da freguesia não estão em condições. “Estamos a falar do coração da cidade, mesmo junto ao Marquês de Pombal. Está tudo a cair. É um sinal de alerta que não podemos ignorar”, acrescenta a vereadora. Nos últimos lugares da tabela, pelo bom estado dos edifícios, estão as freguesias de São Francisco Xavier, com apenas 32 prédios em mau ou muito mau estado, Benfica (com 91 em mais de 6 mil edifícios), São João de Brito (46) e Alvalade (25).
O choque
A idade dos edifícios da cidade de Lisboa está acima da média nacional. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano de 2001, os edifícios lisboetas têm em média 53,8 anos de idade, quando a média nacional é de 33,9 anos. “Um parque envelhecido que precisa de reparação”, diz a vereadora, que acrescenta que a CML “já pediu um empréstimo para reabilitação urbana, mas não é suficiente. Fiquei muito preocupada com a dimensão dos números.” Só edifícios propriedade da CML em perigo de derrocada são 145, a juntar a mais 35 em mau estado. Na freguesia da Graça concentra-se a maioria dos edifícios camarários em risco de cair – 24 prédios. A Câmara diz estar a responder a esta situação: “Já estamos a fazer realojamentos nos casos mais urgentes, mas isto ultrapassa a capacidade da câmara”, explica Helena Roseta. A vereadora acrescenta que o plano de recuperação dos 145 edifícios em risco está a ser posto em marcha “um a um”.
A idade dos edifícios da cidade de Lisboa está acima da média nacional. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano de 2001, os edifícios lisboetas têm em média 53,8 anos de idade, quando a média nacional é de 33,9 anos. “Um parque envelhecido que precisa de reparação”, diz a vereadora, que acrescenta que a CML “já pediu um empréstimo para reabilitação urbana, mas não é suficiente. Fiquei muito preocupada com a dimensão dos números.” Só edifícios propriedade da CML em perigo de derrocada são 145, a juntar a mais 35 em mau estado. Na freguesia da Graça concentra-se a maioria dos edifícios camarários em risco de cair – 24 prédios. A Câmara diz estar a responder a esta situação: “Já estamos a fazer realojamentos nos casos mais urgentes, mas isto ultrapassa a capacidade da câmara”, explica Helena Roseta. A vereadora acrescenta que o plano de recuperação dos 145 edifícios em risco está a ser posto em marcha “um a um”.
O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário, Reis Campos, junta-se ao coro: a reabilitação deve ser “uma prioridade absoluta”. Na última semana caíram em Lisboa quatro edifícios, o que obrigou ao realojamento de 12 famílias. O último caiu em São Bento, depois de nos últimos dias ter caído um prédio de habitação em Alfama, o que afectou 11 famílias, e de dois prédios devolutos – um na Graça e outro na Mouraria.
in «i» Público, 26 de Fevereiro de 2010
Foto: imóvel abandonado na Av. da Liberdade
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
CBS - CORK BLOCK SHELTER!


O Museu Guggenheim de Nova Iorque lançou um concurso internacional de Design a que chama "Shelter Competition". Foram admitidos cerca de 600 projectos de 68 países. Dos 600 projectos foram seleccionados 10 finalistas, entre os quais está o projecto do arquitecto português David Mares. A cortiça é o elemento do qual é feito o abrigo do arquitecto lusitano. O "CBS - CORK BLOCK SHELTER " é um abrigo construído na versátil cortiça. Mas para além da já honrosa posição de pertencer ao Top 10 deste concurso, o abrigo de cortiça está em 1º lugar na votação do público. Para quem desejar participar neste concurso votando, por favor acedam ao site do concurso em http://www.guggenheim.org/A votação decorre até às 23:00h de 10 de Outubro de 2009. Além do prémio do público, este concurso contempla também um prémio atribuído por um Júri, que será divulgado na Guggenheim Museum's 50th Anniversary Celebration.
CBS is located at Vale dos Barris. It was designed to be an ecological and living block. In a microclimate that ranges from the dry heat to damp cold, the application of cork is a good way of thermally isolating the shelter and also providing acoustic insulation for study/sleep. The dynamic facade gives visual interaction when in living-studying mode; in rest-sleep mode it closes to provide privacy for its occupant.
FOTOS: projecto do CBS, "Abrigo de Blocos de Cortiça"
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sábado, 5 de setembro de 2009
Casas com Telhados de Algas e Flores
In Denmark, on the island of Læsø, off the east coast of North Jutland, are houses with seaweed roofs, some of which have survived for as long as 300 years.The seaweed, or eelgrass (Zostera marina), grows up to two metres or more long. It was collected from the seashore by horse and cart and, once dried, bundled and twisted into thick ropes that were then woven through a home’s rafters to form a roof a metre thick.
Over the centuries, the eelgrass roofs became misshapen and formed a habitat for wildflowers, with sedums and grasses sprouting on their surface. Today, only 20 of the houses survive.
A fungal disease wiped out much of the eelgrass in the 1920s and, perhaps due to changing sea currents, the beds have still not recovered around Laesø. The island’s residents have also started thatching their roofs with straw instead; it lasts only a few decades but is less labour intensive.
In its heyday, creating an eelgrass roof involved the labour of at least 40 women, while the men were out at sea. Henning Johansen, who is reviving the art of seaweed thatching, has estimated that it takes 300kg to thatch just 1 sq m of roof. Once complete, the roof’s ridge is covered with squares of turf to weigh it down. As rain permeates the layers of dried seaweed, it causes them to “glue together”, becoming watertight.
Johansen says that not only is a seaweed roof fire-resistant, it is also possible to walk on one without damaging it, which was important to the residents of the island centuries ago. They would regularly stand atop their homes with a telescope, looking out across the flat, then-treeless island for ships caught in storms. The main source of wood for the interiors of the houses came from shipwrecks.
Near the island’s main town of Byrum is Museumsgården, a fine, 350-year-old courtyard farmhouse that has been preserved. It has panelled walls from shipwrecks and recycled heavy oak timber flooring. The foundation is a layer of stones from the seashore, upon which timbers have been placed directly. Interior walls that aren’t made of salvaged wood are clay mixed with seaweed and covered with a lime wash.
Today, the island has been reforested and residents can no longer see the sea from their rooftops. Unfortunately, according to Johansen, reforestation might have been a factor in the demise of the seaweed roofs. In the 17th and 18th centuries, once the small island had been deforested, the air would have been full of sea salt, inhibiting the growth of plants on the roofs. Now, many houses are surrounded by trees, protecting them from salt-laden winds. Grass and other plants take root easily in the seaweed roofs, which eventually rot and have to be removed.
Over time, Johansen hopes to replace some of the existing roofs with new seaweed ones, rather than straw. He imports bales of dried eelgrass from 300km away in the southern Baltic and will soon start to make the first seaweed roof for over a century at a cost of £100,000 to its owner.
One tradition he will change, however, is the inclusion of a cow’s head or a cat inside the roof for good luck. “It was important for the cat to be alive when it was put there,” he says.
In Financial Times, 30-8-2008
http://www.museerne.dk/content/dk3
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
«Campanha anti-marquises em Setembro»
As marquises nas fachadas dos prédios são um dos alvos de uma campanha que arranca no mês que vem para sensibilizar a população para os aspectos estéticos do fenómeno. As caixas de ar condicionado e os estendais também vão estar na berlinda nesta iniciativa, que, apesar de ter o apoio do Ministério do Ambiente, partiu de um gestor privado.
Aos 56 anos, Luís Mesquita Dias, que é presidente do conselho de administração da Unilever-Jerónimo Martins, decidiu que era altura de chamar a atenção dos portugueses para um fenómeno que diz nunca ter visto em parte nenhuma da Europa desenvolvida senão aqui - apesar de ter morado vários anos em Barcelona e Bruxelas e também em Banguecoque: "Choca-me ver o meu país degradar-se. Estamos a hipotecar a nossa paisagem urbana". Depois de, há 12 anos, ter tentado - sem sucesso - sensibilizar todas as câmaras municipais e várias outras entidades para a necessidade de pôr cobro àquilo que designa por "desordem urbanística", resolveu agir.
Um spot televisivo, outro radiofónico e cartazes nas ruas de Lisboa são as armas de que se muniu para desafiar a "impunidade com que se intervém nas fachadas dos prédios" e "a falta de controlo das entidades" responsáveis pela fiscalização. Com apenas 30 segundos, o spot televisivo mostra algumas marquises dos milhares delas que têm sido fechadas clandestinamente, aparelhos de ar condicionado colocados de forma indiscriminada e estendais "com cuecas que teimam em pingar", como diz a voz off do vídeo. "A cidade que temos é a cidade que fazemos", lê-se no final.
Casado e com dois filhos, Luís Mesquita Dias está ciente das reacções negativas que esta campanha - à qual se associaram parceiros não só institucionais como também privados, que pagaram os custos das suas diferentes vertentes - vai desencadear. As famílias com muitos filhos vão dizer que não têm outra alternativa senão pôr uma das crianças a dormir na marquise, antevê. "Mas não há famílias nos países onde o fenómeno nunca atingiu proporções semelhantes às portuguesas?", questiona.
Realista, o gestor sabe que é impossível arrancar as centenas de milhares de marquises clandestinas espalhadas pelo país. Por isso, apresenta uma solução: a colocação de estores brancos nestas excrecências acrescentadas às varandas. Todos iguais, de forma a uniformizar as fachadas.
O bastonário dos arquitectos, João Rodeia, ignorava a campanha que aí vem. Mas congratula-se por um particular ter resolvido chamar a atenção para o problema. "Não conheço outro país europeu em que isto aconteça", confirma. "Em Espanha as varandas têm toldos e as pessoas usufruem delas sempre que o bom tempo o permite". Então o que se passa em Portugal? "É uma questão de educação cívica", responde o bastonário. "E cada varanda tem um sistema de fecho diferente, o que desfigura ainda mais os edifícios".
"Compreendo a necessidade de espaço das pessoas, mas todos têm o direito a que as cidades não fiquem desfiguradas", acrescenta, referindo os anos e anos de permissividade das autoridades. "O que é mais angustiante é que a maioria das pessoas habituou-se a estes fenómenos e não os acha estranhos". Embora arranque em Lisboa, a campanha deverá estender-se ao Porto e eventualmente a outras cidades. In Público 27/8/2009
FOTO: Edifício da década de 60 do séc. XX na Rua António Pedro, 8. As varandas são óptimos locais para crescer plantas e assim contribuir para uma cidade mais saudável e bela. Encerrar as varandas com envidraçados contribui para o aumento da temperatura do ar (funcionam como estufas) para além de desfigurar a arquitectura da cidade.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Pancho Guedes: «as cidades estão a perder as suas personalidades»
Museu Colecção Berardo [18 Maio 16 Agosto]
Centro Cultural de Belém
Aberto todos os dias, das 10h às 19h. Entrada gratuita
«Em toda a parte as cidades estão a perder as suas personalidades e começam a parecer-se umas com as outras, quase como os aeroportos. Não é através de regras, dogmas, ditames, piruetas ou assasinatos que a cidade será devolvida aos seus cidadãos. Só através do poder da imaginação a cidade se tornará maravilhosa.
Os passeios da minha infância - aqueles passeios portugueses em calçada preta e branca - deram-me a possibilidade de ver como uma cidade pode ser transformada numa cadeia de delícias.
Quando voltei a casa vindo de África pela primeira vez, aos seis anos, as ruas íngremes, os elevadores disfarçados de eléctricos horizontais, e os eléctricos propriamente ditos, barulhentos e com campainhas a tinir, os pátios e átrios de pastelarias e cafés, a Rossio movimentado, atafulhado com fontes, com a sua enorme coluna, os anúncios, os sinais de trânsito (cheios de pombos) e o enorme e plano Terreiro do Paço (uma imensidão a seguir à grelha apertada da Baixa pombalina) fizeram-me compreender Lisboa e viver nela como se fosse a minha casa.»
Nesta exposição, Pancho Guedes (n. 1925, Lisboa) reúne a sua prodigiosa e original produção de desenhos, quadros e esculturas e mostra como estes contribuíram para as formas, as ideias e o espírito das muitas arquitecturas diferentes e pessoais que criou. A sua ligação com África, sobretudo com Moçambique, permitiu que Pancho se libertasse dos constrangimentos mais restritos das ideias habituais sobre a arte. Uma exposição de um autor muito especial. A não perder!
FOTO: Rua Rosa Araújo, 32 (demolido em Junho de 2008). Lisboa perde personalidade sempre que ocorre a demolição de património arquitectónico.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
O nosso Bairro: Rua Vale do Pereiro, 7-9
A Rua do Vale do Pereiro é um arruamento anterior à abertura do Bairro Barata Salgueiro nos finais do séc. XIX. Este esquecido edifício do séc. XVIII sobreviveu às transformações urbanas dos últimos dois séculos, apresentando ainda as coberturas em mansarda segundo o desenho criado por Carlos Mardel para os prédios pombalinos da Baixa.
Em 2006 foi entregue na CML um pedido de licenciamento para construção nova (Processo Camarário nº 1564/EDI/2006). A LAJB discorda e defende a reabilitação deste imóvel que é contemporâneo do antigo Colégio dos Nobres. Acresce ainda o facto das traseiras deste imóvel confinarem com um logradouro onde existe um exemplar monumental de Ficus macrophylla. No início de 2009 a LAJB, no seu documento de participação na consulta pública do PUALZE, protestou contra a eventual demolição deste imóvel. Perguntamos: o PUALZE vai conseguir estancar a demolição do nosso património arquitectónico, como é o caso do mais antigo testemunho da Rua do Vale do Pereiro?
sábado, 11 de julho de 2009
O exemplo do PARQUE DE SERRALVES - III
O nascimento do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, em 1996 veio representar outro momento fundamental na história do Parque através de nova intervenção na paisagem. Esta aconteceu numa parcela lateral ocupada por uma horta e um laranjal e foi dirigida por João Gomes da Silva (com a colaboração de Erika Skabar), arquitecto paisagista convidado por Álvaro Siza Vieira. A história do lugar, a sustentabilidade do espaço e a topografia foram os aspectos estruturadores do projecto que tinha em conta não só a presença do novo edifício, como o seu programa e usos.
Uma nova paisagem foi então redefinida tendo em conta os espaços envolventes e a sua relação com o novo edifício. Criaram-se maciços vegetais nas orlas existentes (jardim de Gréber, a Mata e o muro da Quinta) delimitando-se a sua localização face aos jardins, a Mata e o exterior. Junto às orlas definem-se, então, três clareiras. Uma, a Norte, envolvida por três pequenos bosquetes de bétulas e azevinhos assinala a entrada do Museu. Outra, localizada entre o Roseiral e a Mata está salpicada de Teixos que, em contraluz ao fim do dia, contrastam com o museu exposto ao sol. Finalmente, no espaço onde o muro e a Mata se cruzam deparamos com a terceira clareira caracterizada pela presença de quatro maciços paralelos de Azinheiras, delimitada por uma longa sebe de Pilriteiro.
Esta paisagem é também caracterizada pelas espécies que a constituem. Ao contrário da flora exótica que Gréber introduziu, optou-se pelo trabalho sobre a vegetação autóctone do Norte de Portugal, incluindo espécies como a Bétula, o Azevinho, os Carvalhos, o Teixo, o Pilriteiro e as Urzes, procurando-se assim permitir ao público um outro conhecimento desta natureza. Serve também de suporte de exposições e obras de arte em regime temporário ou permanente e de percurso dirigido aos visitantes. Modelado pelas condições que o edifício do Museu coloca, trata-se de um espaço que é definido topologicamente como extremidade de uma bacia aberta, separada dos outros jardins. Fluindo em direcção à Mata através de um declive na encosta permite-nos entrever a silhueta do Museu cuja relação com a luz adquire especial importância pois ao longo do ano a sua imagem transfigura-se perante os contrastes e variações da luminosidade.
RECUPERAÇÃO
RECUPERAÇÃO
A alteração da função original – de espaço de habitar, privado e exclusivo, a espaço de produção e difusão de cultura, público e inclusivo –, associada ao estado de conservação que caracterizava os sistemas e os lugares que constroem a paisagem de Serralves, prescreveu a necessidade de implementar um Projecto de Recuperação.
Esta intervenção permitiu, de modo integrado e antecipativo, requalificar e valorizar esta paisagem, sendo um instrumento operativo para analisar e actuar no Parque de Serralves, de forma total, sistematizada e integrada, no espaço e no tempo, tempo este que ultrapassará significativamente o decurso das obras.
O Projecto de Recuperação para o Parque Serralves, cujos estudos se iniciaram em 2001, teve como filosofia geral de intervenção a Reabilitação. Esta consiste na adaptação dos espaços e/ou dos elementos estruturantes e de composição através de várias intervenções, as quais permitem solucionar os problemas que afectam o uso, a função e a aptidão actuais e futuras. A Reabilitação é um processo de intervenção através do qual a integridade do património é salvaguardada.
A área de intervenção definida pelo Projecto de Recuperação inclui o espaço do jardim projectado em 1932 por Jacques Gréber e outras áreas da propriedade da Fundação de Serralves, como sejam os limites Sul e Sudeste com características agrícolas, e a mata localizada a Oeste. Apenas o espaço envolvente do edifício do Museu de Arte Contemporânea, bem como a Colecção de Plantas Aromáticas, estão excluídos do Projecto de Recuperação. A empreitada de realização do projecto foi subdividida em 14 áreas de execução temporal e espacialmente faseada, tendo permitido manter o Parque de Serralves aberto ao público durante a obra, investindo o próprio processo de obra, acompanhado de um plano de comunicação in situ e in visu, de uma função pedagógica.
A autoria do Projecto é partilhada entre Claudia Taborda, à altura Directora do Parque, e que nessa qualidade definiu o seu conteúdo programático e orientou a sua produção, e João Mateus, arquitecto paisagista escolhido por concurso para a sua realização. A concepção do Projecto de Recuperação e Valorização do Parque de Serralves foi acompanhada por um Conselho Consultivo constituído pelos arquitectos paisagistas Aurora Carapinha, Teresa Andresen, Gonçalo Ribeiro Telles e Ilídio de Araújo.
Nota: texto retirado de http://www.serralves.pt/
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