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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Visita guiada ao Jardim Botânico | 13 de dez.

















No próximo domingo o MUHNAC realiza, às 15h00, uma visita guiada ao Jardim Botânico.  
Junte a família e participe! Venha conhecer os segredos do Jardim Botânico.  
Atividade sem marcação prévia  Preço: 2€ (valor de entrada no Jardim Botânico)  
Mais informações em www.museus.ulisboa.pt

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SEMINÁRIO: Investigação recente sobre a história do MUHNAC e as suas coleções


















Seminário Permanente MUHNAC
Investigação recente sobre a história do MUHNAC e as suas coleções
Dia 5 de Novembro de 2015, às 14h15
Anfiteatro Manuel Valadares
Entrada Livre

Foto: Estante livreira na Sala do Conselho

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Alexandra Escudeiro: Concerto de Homenagem no Jardim Botânico dia 22 Setembro 16:30

No âmbito das Jornadas Europeias do Património, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico organiza, em conjunto com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, algumas actividades, entre elas um concerto com o Grupo CONCERTUS ANTIQUUS, no dia 22 de Setembro às 16:30 no Jardim, ao fundo da Escadaria monumental (entre a Classe e o Arboreto). Com este concerto a LAJB irá homenagear a nossa querida Dra. Alexandra Escudeiro, sócia fundadora e ex-presidente da associação. Participe nesta homenagem e celebração do nosso Jardim Botânico.

ERRATA: onde se lê «Concerto de Homenagem» ler «Concerto Dedicado». 

sábado, 14 de setembro de 2013

«FEIRAS NO BOTÂNICO» 2013

Seis Sábados | Seis Feiras

21 DE SETEMBRO – 26 DE OUTUBRO 2013
 
JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

Todos os Sábados, entre as 11H00 e 18H00
 
Em Setembro, o Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) abre-se à cidade de Lisboa para assinalar o fim do Verão e dar as boas vindas ao Outono. Assim, entre 21 de Setembro e 26 de Outubro, o Jardim Botânico receberá, todos os Sábados, o programa ‘Feiras no Botânico 2013’. Os mercados organizados pretendem chamar a atenção para temas que orientam as preocupações e atividades do Museu e do Jardim, tais como a botânica, a biodiversidade e a sustentabilidade.
 
Para mais visitar: http://www.mnhnc.ul.PT
 
 

sábado, 31 de agosto de 2013

«Memórias do Museu e do Jardim Botânico»

A iniciativa Memórias do Museu e do Jardim Botânico pretende recolher, guardar e partilhar memórias com interesse para a história do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Esta campanha, a nível nacional, procura recolher testemunhos visuais e orais dos espaços e vivências do Museu, imprescindíveis à recuperação da sua história e passado.

As vivências académicas e pessoais das múltiplas gerações de estudantes, professores e visitantes do Museu e do Jardim Botânico são contribuições essenciais para a preservação da identidade da nossa instituição.

Para isso, o Museu precisa da sua ajuda. Envie-nos as suas fotografias, postais, notícias, testemunhos e recordações.

Participe na certeza de que as suas recordações ficam bem entregues e tenha o orgulho de contribuir na construção de uma memória colectiva.

 Contacte-nos para: memorias@museus.ul.pt

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Jardim Botânico, novo blog: «MAIS BOTÂNICO»

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa dá as boas vindas a este novo blog lançado pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência (primeiro post datado de 20 de Julho passado) MAIS BOTÂNICO

 «Página dedicada a melhorar o Jardim Botânico de Lisboa, virando-o para a cidade, seus habitantes e visitantes, sem perder nada do caráter e ambiente que o tornam um espaço único.»

«Lisboa merece que o Jardim Botânico seja objeto de uma intervenção que melhore as suas condições, para ser usado e vivido por todos, ao mesmo tempo que se preserva o seu património natural e histórico, se aprofunda a sua missão científica e ambiental e se promove a sua sustentabilidade.»

Sugestões da LAJB: contribuir para uma genuína aproximação dos cidadãos ao jardim e ao mundo da Botânica; promover boas práticas na relação do jardim com a sociedade civil; criar uma efectiva participação dos cidadãos para que as decisões com impacto no futuro do jardim reúnam consenso e apoio; incluir uma coluna com links úteis, tal como fazemos no nosso blog;
 
Foto: Rosa multiflora na Classe

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

«Memória da Politécnica»: Quatro Séculos de Educação, Ciência e Cultura

Memória da Politécnica: Quatro Séculos de Educação, Ciência e Cultura

Nesta exposição introduz-se o “Espírito do Lugar” e apresentam-se as quatro instituições que nos precederam, todas ligadas à educação, à ciência e à cultura.

Onde estamos hoje, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência continuamos a missão de quatro séculos ininterruptamente dedicados a despertar o gosto pelo conhecimento, a ciência e a aprendizagem.

Nos diferentes núcleos expositivos - o fundador, o noviciado da Cotovia, o Colégio dos Nobres, a Escola Politécnica, a Faculdade de Ciências, a actualidade do Museu e o seu futuro são representados nas suas transversalidades, interdisciplinaridades, transdisciplinaridades, pessoas, colecções e aspirações.

O túmulo monumental e um filme da sua recuperação iniciam a narrativa, seguida de documentos e representações antigas de Lisboa e do lugar da Kutubia.

Do tempo dos Jesuítas mostram-se missais, alfaias religiosas, relíquias, quadros, livros e imagens de surpreedente verdade anatómica. Da Escola Politécnica e Faculdade de Ciências expõem-se documentos, mobiliário, instrumentos e imagens.

No percurso expositivo, o visitante é remetido para os diferentes espaços do museu pela representação do seu rico espólio de espécimes, modelos didácticos, instrumentos, ilustrações, onde a botânica, entre outros objectos, exibe um caule de Welwitschia mirabilis de invulgares dimensões.

Na última sala que evoca ainda algumas vicissitudes como a expulsão de professores e investigadores em 1947, o incêndio de 1978, mas também a solidariedade mundial que se manifestou e algumas associações científicas que neste espaço se sediaram, o epílogo é dado por uma frase do Reitor inspiradora para o futuro do museu. (texto compliado por Alexandra Escudeiro)

Visita à exposição «Memórias da Politécnica»

A nossa associada (e uma das fundadoras da LAJB), Dra. Alexandra Escudeiro, guiou os cerca de 30 associados da LAJB pela exposição «Memórias da Politécnica». A visita começou junto do monumento funerário do fundador da Casa do Noviciado da Cotovia e seguiu depois pela multifacetada - por diversas vezes violenta, atribulada e contraditória - história deste lugar dedicado ao conhecimento desde o séc. XVII. Não podiamos celebrar de melhor maneira o dia de hoje - Dia Mundial da Terra. Pois neste lugar há vários séculos, há várias gerações, que se estuda precisamente a Terra! No final, foi lançado o desafio de fazer uma nova visita mas com um olhar mais focado na Botânica. A Direcção da LAJB agradeçe, em nome de todos os associados, a generosidade desta oferta da Dra. Alexandra Escudeiro.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Visita à exposição «Memórias da Politécnica»

Estimado(a)s amigo(a)s associado(a)s,

A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) tem o prazer de informar que a visita em epígrafe terá lugar no dia 22 de Abril próximo (Domingo) às 11H00. A visita será guiada exclusivamente para os associados da LAJB. O ponto de encontro será na entrada dos Museus. Será necessária inscrição em virtude de haver limitação a 25 participantes, através de ldbotanico@fc.ul.pt ou em alternativa pelo 96 00 34 118 (Secretário-Páris).

A DIRECÇÃO DA LAJB

Foto: Portão do Jardim Botânico na Rua da Escola Politécnica nº 58. Imagem de João Brito Geraldes, 1967. Arquivo Fotográfico da CML. Este portão, tal como o gémeo a sul, foi alargado para permitir a entrada e estacionamneto de viaturas automóveis - um cenário lamentável que ainda hoje se mantém e que não é digno de um Monumento Nacional.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lançamento do portal FLORA-ON

A 25 de Fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Botânica lança o portal Flora-On, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. Para mais informações consultar o sítio na internet da Sociedade Portuguesa de Botânica: http://www.spbotanica.pt/

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Setembro: Lisboa Capital Mundial dos Museus

Lisboa, Capital Mundial dos Museus - Setembro de 2011

XVIª Reunião trianual do ICOM CC

(Conservação e Restauro)

Dias 19 a 23

Antiga FIL, Junqueira


XIª reunião do ICOM UMAC

(Museus Universitários)

Dias 21 a 25

Museu de Ciência

Rua da Escola Politécnica


VI Encontro ICOM CPLP

(Museus de Países e Comunidades de Língua Portuguesa)

Dias 26 e 27

Museu do Oriente, Alcântara


CONFERÊNCIA DE IMPRENSA CONJUNTA

Dia 13 de Setembro, às 11h

Sala do Conselho, Museus da Politécnica

Rua da Escola Politécnica, 59


Foto: Edifício da Sala do Conselho

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Últimas visitas guiadas ao túmulo de Fernão Telles de Menezes

O Museu Nacional de História Natural e da Ciência, oferece a todos os interessados a última oportunidade de efectuarem uma visita guiada ao túmulo de Fernão Telles de Menezes (sec XVII) no local onde ele foi redescoberto emparedado. Esta é a última oportunidade de visitarem o túmulo antes da sua musealização. Mais informações sobre o túmulo podem ser encontradas aqui: http://www.canalup.tv/?menu=vp&id_video=2727#default

As visitas guiadas acontecerão dias 1 e 15 de Setembro de 2011, à 17h. O ponto de encontro é a Avenida das Palmeiras (R. da Escola Politécnica, 58). A entrada é livre não sendo necessária qualquer inscrição.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE: 5 Junho

Actividades no Jardim Botânico no dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ciclo de Palestras Jardins e Sociedade: Alterações Climáticas e Jardins Botânicos

O Ciclo de Palestras "Jardins e Sociedade" que prossegue no próximo sábado, dia 13 de Novembro de 2010, com a presença da Professora Maria João Alcoforado (Universidade de Lisboa, Instituto Geográfico e Ordenamento do Território), às 15 horas, na Quinta da Memória – Paços do Concelho, Odivelas:

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E JARDINS BOTÂNICOS

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Viveiros Tropicais de Kew Gardens

Behind the scenes

The nursery provides facilities for propagating, establishing and growing on plants from various habitats within the world’s tropical and subtropical regions. There are over 45,000 plants held here at any one time. The plants are produced to support the public conservatories for educational purposes and may by used for scientific purposes by visiting and Kew scientists.

The nursery covers an area of 6,500m2 and is divided into 21 climatic environments that are separately controlled and monitored by a ‘climatic computer’. These zones are collected under four units: Cacti and Succulents, Moist Tropics, Orchids, plus Temperate and Conservation Collections. The large wide-span complex is heated by nine gas-fired boilers, although not all are used together. The nursery is supplied with water filtered by a process called ‘reverse osmosis’ for irrigation and misting. The water is stored in a large tank potentially holding 60,000 gallons. It passes through an ultra-violet filter before being used.

Fifteen permanent staff work in the Tropical Nursery, supported by up to ten students, apprentices, trainees and 28 horticultural volunteers. Daily maintenance of the collections involves watering, feeding, re-potting plants, and monitoring plant health throughout the year. Then there are regular seasonal jobs. The giant waterlilies start their life here, before being planted out in the Waterlily House for the public to see. And Kew’s specimens of Titan arum (Amorphophallus titanum) rest dormant in the Nursery until they flower and are put on display for visitors to see and smell.


Foto: Costus woodsonii

domingo, 10 de outubro de 2010

«Faltam 30 milhões de euros para um novo museu de ciência em Lisboa»

A Universidade de Lisboa vai fazer 100 anos em 2011 e quer recuperar a sua história e valorizar o património. O programa das comemorações é anunciado amanhãA Universidade de Lisboa (UL) quer criar um importante pólo museológico, reunindo grande parte das suas colecções científicas, no que são hoje os Museus da Politécnica. O centenário da universidade - que se assinala em 2011, mas cujo programa de comemorações é anunciado oficialmente amanhã, na abertura do ano académico - seria o momento ideal para lançar esse projecto. Para o concretizar falta essencialmente uma coisa, segundo o reitor António Sampaio da Nóvoa: trinta milhões de euros para o investimento inicial.

Cem anos é uma idade respeitável, e a UL quer aproveitá-la para recuperar muito da sua história e da sua memória na cidade. "Queremos mostrar como a Universidade esteve ligada à cidade desde o século XIII. Há um património vastíssimo do ponto de vista dos edifícios, que as pessoas conhecem mal", explica António Nóvoa. Neste momento está já a fazer-se o registo deste património e a planear-se percursos pela cidade para o quem quiser conhecer melhor.

Para além dos edifícios, existem as colecções, que também estão a ser inventariadas. "Gostaríamos de publicar um livro sobre elas e aproveitar este balanço para revalorizar a dimensão museológica da Universidade e conseguir construir pelo menos um grande pólo museológico nos actuais Museus da Politécnica, e um segundo pólo mais centrado nas questões da saúde no edifício histórico do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana", diz Nóvoa.

A discussão sobre o projecto já foi lançada - e tem estado rodeada de alguma polémica. O reitor pediu um parecer a um grupo internacional de peritos presidido por Rosalia Vargas, presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, e uma das recomendações foi a de fundir os dois principais museus da Politécnica, sob o nome de Museu Nacional de História Natural. Uma hipótese que implicaria o "desaparecimento" do actual Museu da Ciência com este nome e a integração das suas colecções no novo museu.

Apresentado no final de Junho numa sessão pública, o relatório foi alvo de muitas críticas por parte de pessoas ligadas à comunidade museológica e científica, que viam com preocupação essa diluição do Museu da Ciência. António Nóvoa prefere salientar os pontos mais consensuais. "O debate foi muito conclusivo em relação à necessidade de requalificação de todo aquele espaço." Até porque, sublinha, "a situação que se vive actualmente [nos Museus da Politécnica] é impensável, quase do domínio do degradante."

"Ter um olhar nacional"

É preciso melhorar, portanto. "Criou-se um movimento genuíno para a requalificação daquele espaço e isso é muito importante porque havia gente, dentro e fora da universidade, com uma atitude muito conservadora. O discurso de que é preciso proteger é muito importante, mas a protecção sem alternativas leva à decadência. Se não se fizer nada as coisas vão desaparecendo e um dia alguém fecha a porta porque já não há nada para proteger."

Mas, como reitor da UL, é sensível às preocupações manifestadas em relação ao futuro do Museu da Ciência? "Sou extraordinariamente sensível a isso, mas julgo que temos que ser inteligentes e audazes. Todos reconhecemos que Portugal tem museus a mais. Acho que a Universidade não deve reproduzir essa lógica. Temos que perceber como é que se consegue preservar o trabalho de grande qualidade que se faz no Museu da Ciência. Mas sabemos que há outras universidades que também têm planos para fazer museus da Ciência e da Técnica. Temos que olhar para isto do ponto de vista do país e não dos interesses locais. Um dos problemas de Portugal - e isto é verdade para os museus como para as universidades - é que temos um olhar muito local." Aponta para uma cadeira vazia à sua frente. "Achamos que esta cadeira é muito importante e que temos que a preservar e depois desconhecemos que há duas mil cadeiras destas espalhadas pelo país. A preservação e divulgação das colecções têm que ter um contexto nacional."

Uma segunda conclusão do debate, na leitura do reitor, foi a de que "é preciso haver um projecto integrado para aquele espaço". Ou seja, "a ideia de que há um Museu de História Natural e um Museu da Ciência e um Jardim Botânico e mais um museu disto e daquilo, é impensável. A certa altura é uma coisa completamente balcanizada, que não tem leitura para o visitante, não tem capacidade de gestão integrada e sobretudo não tem nenhuma contemporaneidade do ponto de vista do que é um projecto museológico."

Por fim, parece ser pacífica a ideia de que é importante que aquele espaço se abra à cidade. A Câmara Municipal de Lisboa lançou um concurso de ideias para a zona que vai do Parque Mayer, junto à Avenida da Liberdade, até à Rua da Escola Politécnica, e a proposta vencedora foi do arquitecto Manuel Aires Mateus. Até que ponto os planos para o pólo museológico da UL estão dependentes de este projecto avançar ou não?

O projecto "não intervém" directamente sobre o património da Universidade (Museus da Politécnica e vários outros edifícios que os rodeiam), explica o reitor. Com duas pequenas excepções: "a requalificação das casotas que existem à volta do Picadeiro, mas que correspondem a um espaço mínimo", e "a possibilidade de, no prolongamento da alameda das palmeiras, fazer um edifício que crie uma ligação com o parque de estacionamento em baixo". Esta última solução ajudaria a resolver aquele que é um dos principais problemas dos Museus da Politécnica: os acessos.

Mas se para todas estas questões em aberto - e que deverão ser resolvidas por uma comissão instaladora a criar em breve - António Nóvoa acredita que serão encontradas soluções relativamente consensuais, há um outro problema que o reitor considera o mais complicado: a falta de dinheiro. "O grande problema vai ser arranjar os fundos para investir a sério naquele espaço."

Para manter os museus a funcionar como estão actualmente - num "estado de sobrevivência" - a UL gasta anualmente três milhões de euros. "É uma verba que, para um orçamento como o nosso, é muito significativa. Retiramos um bocadinho a Direito, outro a Medicina, outro a Letras... Não temos tido apoio de ninguém. O Jardim Botânico custa fortunas em água e nunca tivemos qualquer apoio. Estamos sozinhos nesta batalha."

Apesar disso, Nóvoa acredita que a UL poderá continuar a dispor dessa soma todos os anos e que ela será suficiente para assegurar o funcionamento do novo museu, juntamente com algumas receitas próprias que este viesse a gerar e uma ou outra loja que abrisse no local. Mas deixa uma crítica: "Há uma forma de financiamento das universidades em Portugal que não considera o património nem os museus, contrariamente ao que acontece em países como o Reino Unido. E isso obviamente penaliza as universidades mais antigas, em primeiro lugar Coimbra, com todo o património histórico que tem que cuidar, mas também a UL."

Quanto aos trinta milhões, a Universidade põe a hipótese de "recorrer a empréstimos, associar outras entidades, fundações, a câmara municipal, o Governo, e ir buscar alguns fundos europeus, embora isso seja muito difícil no caso de Lisboa". Mas "tudo isto é curto", lamenta o reitor. "O plano de sustentabilidade de um museu a sério consegue-se. O nosso grande problema é onde vamos encontrar os trinta milhões." in Público, 10-10-2010