segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Em Floração: MELALEUCA PREISSIANA


Plantas que não temos no nosso Jardim: THEOBROMA CACAO

 

Theobroma cacao significa "alimento dos deuses" e é o nome da planta que dá origem ao fruto que vulgarmente chamamos cacau. É da família Malvaceae e tem origem na América do Sul. Sem dúvida uma das plantas mais emblemáticas do mundo - e das mais importantes para todos aqueles que apreciam chocolate! Infelizmente não existe nenhum exemplar no nosso Jardim Botânico por falta de uma estufa de exibição com as condições adequadas ao crescimento desta planta. Foto: exemplar fotografado no Vietname.

quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

In memoriam

In memoriam

Primeiro aniversário da morte de Alexandra Escudeiro.
Dia 15 de Agosto, na Igreja de S. João de Deus, com missa às 19.00 horas.


Até sempre Alexandra!

segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

«Faltam jardineiros para limpar Jardim Botânico»

O jardineiro Carlos Fazendeiro, 64 anos, é um dos dois funcionários do quadro no Jardim Botânico do Príncipe Real. Há também uma funcionária que faz a coordenação, mas não efectua trabalho de jardinagem.
Conta-se ainda quatro colaboradores, que ali chegaram através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, por estarem desempregados, e que mudam todos os anos.
Porém, segundo o jardineiro e o diretor do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, que gere o jardim, não chegam para efetuar a manutenção de uma área de quatro hectares onde estão espécimes vegetais vindas de várias partes do mundo.
“O problema maior é que o jardim não tem o aspeto que eu e todos os colegas gostaríamos, mas não conseguimos porque somos poucos e fazemos o que podemos”, lamentou Carlos Fazendeiro, em declarações à Lusa.
“Normalmente faço uma ou duas horas por dia a mais, que não são pagas, mas não me queixo. Gosto do que faço e às vezes sinto-me frustrado por chegar ao fim do dia, estar cansado e olhar para trás e ver pouca coisa feita”, acrescentou.
A situação está a levar à “falta de limpeza” do espaço, que nalguns casos pode levar à morte das plantas: “Se as infestantes não forem limpas a tempo, podem matá-las”, alertou o diretor do Em causa está o “problema orçamental global” e a “dificuldade de contratação de pessoas desde que começou a crise”, assente na “falta de oferta de condições [de trabalho] e na dificuldade de abrir concursos”, explicou o diretor do museu, José Pedro Dias.
Feitas as contas, seriam necessários três jardineiros nos quadros, que trabalhassem na terra e não efetuassem apenas tarefas de coordenação, e mais três colaboradores, especificou, falando em números “comedidos”.
Para manter o jardim são gastos cerca de 15 mil euros por mês, sete mil em água e oito mil nos salários dos funcionários, apontou o responsável. Enquanto estes últimos são pagos pelo dinheiro que é atribuído ao museu, que inclui também o jardim, a água é paga através das receitas das entradas no jardim (cada uma custa dois euros), que costumam aumentar “fortemente no verão” no caso dos visitantes individuais, referiu.
Durante os restantes meses, há atividades do serviço educativo que, apesar de serem importantes para os rendimentos, têm vindo a cair.
A situação no Jardim Botânico da Ajuda, pertencente ao Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, é diferente. Numa resposta escrita enviada à Lusa, a direção do espaço indicou que “o jardim tem um número de jardineiros suficiente” para realizar a manutenção.
Nas alturas mais críticas, fazem falta “mais um a dois jardineiros”, acrescentou, explicando que as baixas são colmatas através da equipa de jardineiros da Tapada da Ajuda e de estagiários.
Já o Jardim Botânico Tropical de Belém “tem colmatado as suas necessidades de jardinagem, através de recursos próprios e da prestação de serviços por uma instituição particular de solidariedade social e isso é evidente no espaço”, referiu o Instituto de Investigação Científica Tropical, que gere o espaço, num esclarecimento solicitado pela Lusa, assegurando que “a manutenção do jardim não tem sido negligenciada”. in Lusa, 3 Agosto 2014

sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

As Árvores e a Cidade: "Bela Sombra" nos Anjos

A torre campanário da Igreja dos Anjos e uma Phytolacca dioica ("Bela Sombra") vista da Rua Luis Pinto Moitinho.

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

"Historietas do Jardim" por Cristina Girão



Obrigada amiga Cristina Girão não só pela visita guiada mas também pela oferta à LAJB do livro "Plantas Aromáticas de Portugal" que irá enriquecer a nossa humilde Biblioteca. 

"Historietas do Jardim" por Cristina Girão











Algumas imagens da interessantíssima visita guiada que a nossa associada Cristina Girão tão generosamente nos ofereceu. A visita decorreu na manhã de domingo, dia do aniversário do fundador do Jardim Botãnico, o Conde de Ficalho. A Cristina Girão é bióloga e tem o curso de guia do Jardim Botânico. Obrigada Cristina e até à próxima viagem!

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

LX GARDENS: apresentação dos resultados
















Apresentação dos Resultados do Projeto LX GARDENS - Jardins e Parques Históricos de Lisboa:

Estudo e inventário do património paisagístico.

Research Project funded by FCT PTDC/EAT-EAT/110826/2009   

29 de Julho de 2014 às 14h00 na Sala de Atos  
Instituto Superior de Agronomia  - Tapada da Ajuda - Lisboa

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Dia do Fundador: Visita guiada ao Jardim Botânico no dia 27 de Julho às 10H30
















Estimadas/os associadas/os   

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico vai organizar uma visita guiada para os seus associados no dia 27 de Julho (domingo) às 10H30M, data do nascimento do Conde de Ficalho, fundador do Jardim Botânico que nasceu a 27 de Julho de 1837.  

A visita será guiada pela nossa associada, a bióloga Cristina Girão.    
O tema da visita guiada: "Historietas do Jardim"   

Saudações botânicas   

P' Direcção  

Manuela Correia     

VISITA GUIADA AO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA   

Data - 27 de Julho - 10h30m   
Tema da Visita - "Historietas do Jardim"   
Guia da Visita - Cristina Girão   
Inscrições - amigosdobotanico@gmail.com; TM: 962112171   
Número de participantes - 30 pessoas   
Local do encontro - Bilheteira do Jardim Botânico. 

Foto: Acacia karroo em floração na Classe

domingo, 20 de Julho de 2014

Amigos do Jardim Botânico: Os voluntários!





Os canteiros 30-B, 25-B e 18-B livres de infestantes e limpos graças aos nossos 11 voluntários: Fátima Moura, Isabel Pereira, Catarina Abrantes, Margarida Bom, Graça Lopes, Gustavo Baptista, Carlos Carrilho, Luís Leitão, Fernando Jorge, Manuela Correia e a curadora do Jardim Botânico, Teresa Antunes. A todos muito obrigado pela generosa oferta da manhã de domingo para cuidar do Jardim Botânico!

Amigos do Jardim Botânico: Dia de Voluntariado!


























Amigos do Jardim Botânico: Dia de voluntariado!



















Entre as 10H e as 14H de hoje decorreu com sucesso mais uma acção de voluntariado da LAJB no Jardim Botânico. Uma equipa de 11 voluntários exaustivamente arrancou, removeu e armazenou em contentores os rebentos de Choupo Branco, entre outras plantas infestantes, que estavam nos canteiros 18-B e 25-B do Arboreto. A companhia mágica das plantas, o tempo fresco, a banda sonora dos pássaros e dos sinos das igrejas que se ouvia ao longe, tudo contribuiu para a experiência especial e única que é estar a cuidar fisicamente do Jardim Botânico. Todos ficaram satisfeitos por humildemente ajudarem na manutenção do Jardim. Se também está interessado em ajudar, consulte o nosso blogue & facebook porque em breve anunciaremos novas acções de voluntariado. Com a recente perda do último jardineiro do quadro, o Jardim Botânico precisa mais do que nunca de amigos para travar a degradação do seu estado de conservação.

Nota: o trabalho voluntário não pode substituir as obrigações do Estado face à manutenção de um Monumento Nacional como é este espaço verde de Lisboa.

Fotos: Canteiros 18-B e 25-B antes do início dos trabalhos

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Cinco grupos de cidadãos uniram-se contra a construção de mais um parque subterrâneo



















Cinco grupos de cidadãos uniram-se contra a construção de mais um parque subterrâneo no centro de Lisboa e prometem não baixar os braços.  Por Marisa Soares, Público de 18 Julho 2014  

A Plataforma contra o Parque Automóvel, que junta cinco grupos de cidadãos de Lisboa, manifestou-se nesta quinta-feira contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real, pedindo à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que reprove o projecto. Caso contrário, avisam, será como enfiar “um elefante numa loja de porcelana”, com consequências “fatais” para aquela zona. 

“A DGPC tem todos os instrumentos legais para dizer não a este parque, e se não o fizer vai ceder ao interesse privado em detrimento do interesse público”, afirmou Jorge Pinto, do Grupo dos Amigos do Príncipe Real, numa conferência de imprensa realizada à sombra dos enormes “braços” do cedro-do-Buçaco, um dos ex-libris do centenário jardim. 

Em causa está a construção de um parque subterrâneo com formato em “U” a contornar a estrutura do jardim, com 300 lugares distribuídos por quatro pisos – mais um do que o previsto na versão inicial do projecto apresentado em 2001, ainda durante a presidência de João Soares na Câmara de Lisboa. Na altura, o projecto foi chumbado pelo ex-Instituto Português do Património Arquitectónico (actual DGPC) e esbarrou no protesto de moradores e ambientalistas. Mais tarde, em 2006, o instituto acabou por emitir um parecer favorável condicionado, mas a obra nunca avançou. 

O presidente da câmara, António Costa, disse em Junho que é "negativo" construir ali um parque subterrâneo mas acrescentou que ele poderá ser “uma mais-valia” caso resolva o problema do estacionamento de residentes e não ponha em risco o jardim. Esta resposta “vaga” não satisfez os membros da plataforma – a qual reúne, além dos Amigos do Príncipe Real, o Fórum Cidadania Lx, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, a Associação Lisboa Verde e a Associação Árvores de Portugal – que prometem não baixar os braços. 

Ambientalistas, urbanistas e arquitectos antecipam "impactos desastrosos" na estrutura dos edifícios da zona. Receiam, sobretudo, que a obra ponha em causa o Reservatório da Patriarcal, um núcleo do Aqueduto das Águas Livres (classificado como Monumento Nacional) que existe no subsolo do jardim. “Há muitos anos desejamos que seja apresentada a candidatura do Aqueduto a Património da Humanidade da UNESCO, se o parque avançar será mais um obstáculo”, afirmou Margarida Ruas, ex-directora do Museu da Água. 

A discreta porta de entrada no Reservatório fica no centro do jardim e dá acesso a uma cisterna octogonal subterrânea, com capacidade para 880 metros cúbicos, sustentada por dezenas de pilares em pedra com cerca de dez metros de altura, com arcos de cantaria no topo. Dali partem as galerias que, no século XIX, levavam água até aos chafarizes da Baixa e do Bairro Alto. O Reservatório foi desactivado na década de 1940 e actualmente pode ser visitado em alguns dias da semana. 

Os cidadãos consideram que a construção do parque “a um metro" das galerias terá “efeitos irreversíveis e imprevisíveis”. A DGPC também tem dúvidas sobre o impacto da construção no aqueduto - foi por isso que chumbou os dois pedidos de alteração para acrescentar o quarto piso, submetidos pelo promotor a 3 de Agosto de 2012 e a 14 de Janeiro de 2014. Na sequência do chumbo, a empresa encomendou um estudo hidrogeológico do local, sobre o qual a DGPC ainda não se pronunciou. “Está, assim, em vigor a aprovação condicionada de 23/11/2006 pelo ex-IPPAR”, esclarece este organismo ao PÚBLICO. 

A plataforma destaca também os impactos do empreendimento no jardim, onde existem sete árvores classificadas. Em Maio, o responsável da Empark em Portugal, Paulo Nabais, disse ao PÚBLICO que “a obra não tem interferência com o jardim”, mas não convenceu os opositores. "O parque não vai ficar só sob o alcatrão, vai ficar sob os passeios e a orla do jardim", diz Jorge Pinto. 

“Em qualquer cidade da Europa, este jardim seria considerado um monumento”, considera Margarida Cancela d’Abreu, presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas, avisando que a construção de uma “cofragem de betão” em torno daquela área verde vai alterar o sistema de drenagem e levar à morte das árvores - muitas já fragilizadas com obras de requalificação do jardim realizadas pela câmara em 2009. 

A plataforma considera também que o parque não vai resolver o congestionamento de tráfego e a falta de estacionamento naquela zona central da cidade, defendendo em alternativa a reposição do eléctrico 24, que ligava o Largo do Carmo a Campolide. Existe já uma petição online contra o projecto, que tem quase três mil assinaturas.