terça-feira, 28 de julho de 2015

Em Floração: YUCCA ELEPHANTIPES





As espectaculares florações da Yucca elephantipes gigante do nosso Jardim Botânico! Venham vê-la no "Jardim do México"!

Hoje: Dia do Fundador do Jardim Botânico

CONDE DE FICALHO - Botânico português, Francisco Manuel de Melo Breyner nasceu a 27 de Julho de 1837, em Serpa, e faleceu a 19 de Abril de 1903, em Lisboa. Além dos diversos cargos que exerceu como Par do Reino e Mordomo da Casa Real, distinguiu-se como escritor e professor catedrático da Escola Politécnica de Lisboa, onde estimulou o estabelecimento de museus anexos. Apaixonado pela Botânica, foi director do Instituto Agrícola e fomentou o desenvolvimento e apetrecho do Jardim Botânico de Lisboa.  Como homem de letras, notabilizou-se como escritor, foi amigo de Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins e pertenceu ao famoso grupo dos Vencidos da Vida.  As suas obras versaram não só sobre a botânica como também temas ligados à História de Portugal, como é o caso das Viagens de Pêro da Covilhã, publicadas em 1898, onde Ficalho relata a viagem do emissário de D. João II. Da obra ligada à sua especialidade maior, a botânica (num contexto histórico), destacam-se: a Flora dos Lusíadas, de 1880; Memória da Malagueta de 1883, que deveria ser o primeiro de muitos títulos da colecção Plantas Úteis da África Portuguesa, que infelizmente não continuaram; Garcia de Orta e o seu Tempo de 1886, que serviu de preparação aos dois volumes de Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, editados em 1891 e 1895.  Deixou uma única obra de ficção, Uma eleição perdida (1888), conjunto de uma novela e cinco contos integrável na tendência realista do conto regional.  

Bibliografia do Conde de Ficalho: Flora dos Lusíadas, 1880; Memória da Malagueta, 1883; Plantas úteis da África portuguesa, 1884; Garcia da Orta e o seu tempo, biografia, 1886; Uma eleição perdida, novela e contos, 1888; Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, 2 vol., 1891 e 1895; As viagens de Pêro da Covilhã, 1898; As rosáceas de Portugal, 1899  

No dia do nascimento do Conde de Ficalho, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico  de Lisboa prestam homenagem ao fundador.

sábado, 25 de julho de 2015

«Contestação na apresentação do projecto de reabilitação do Jardim Botânico»

A recuperação do espaço verde criado em 1873, a arrancar em meados do próximo ano, será feita com recurso ao meio-milhão de euros ganhos pela proposta vencedora do Orçamento Participativo 2013/2014. Mas a sessão de apresentação do plano ficou marcada por duríssimas críticas dos membros da Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Dizem que o projecto foi feito a pensar nos turistas e criticam a alegada insustentabilidade ambiental do sistema de rega. Os responsáveis pelo projecto refutam as acusações.     

Texto: Samuel Alemão     

A reabilitação do Jardim Botânico de Lisboa deverá arrancar no próximo ano, mas a contestação e a polémica em torno do projecto começaram logo na sessão de apresentação pública, ocorrida ao princípio da noite desta quinta-feira (23 de Julho), no palmário ali existente. Tudo porque a Liga dos Amigos do Jardim Botânico contestou no local, e de forma veemente, a forma como se materializará a obra de recuperação daquele espeço verde, que será levada a cabo com recurso a um financiamento camarário de meio-milhão de euros resultante da proposta 121 ter sido a mais votada no Orçamento Participativo de Lisboa 2013/2014. “Este é um projecto virado para os turistas, que desvirtua a essência do jardim”, acusam os membros da liga.     
Estava-se quase no fim de uma sessão de detalhada apresentação, mas também de autêntica celebração e elogio mútuo por parte dos intervenientes na elaboração do projecto – que foi esmiuçado tanto por José Pedro Sousa Dias, diretor do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MNHNC) da Universidade de Lisboa, entidade responsável pelo espaço, como por João Castro, arquitecto paisagista que liderou a equipa da Câmara Municipal de Lisboa responsável pelo plano de recuperação do jardim nascido em 1873. E quando chegou a vez de serem feitas perguntas, vieram também as fortes críticas dos membros da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, sobretudo da sua presidente Manuel Correia, para quem “o projecto não resolve o problema de base do Jardim Botânico”.     
O projecto ontem apresentado contempla a reabilitação do jardim, a recuperação dos edifícios de apoio, a implementação de um sistema informativo e de comunicação e ainda a remodelação das redes de infra-estruturas de apoio ao jardim e edifícios. Será realizado em duas fases, privilegiando na primeira fase um plano de recuperação do jardim na zona do Arboreto, isto é, a zona inferior daquele espaço verde, onde se concentram espécies de estratos arbóreos, arbustivos e herbáceos. Aí serão privilegiadas infra-estruturas como os caminhos, os sistemas de rega e também da rede de escoamento de águas pluviais. Nessa zona será também construído um pequeno anfiteatro ao ar livre, que será utilizado para espectáculos.     
“Nesta fase, reduziremos drasticamente a intervenção na Classe” – parte superior do Jardim Botânico, onde se concentram as famílias das dicotiledóneas e gimnospérmicas, mas no qual se concentra sobretudo “património edificado a necessitar de cuidados especiais” -, explicou o director do MNHNC. Antes, já havia dito que “estes 500 mil euros parecem muito dinheiro, mas, quando se trata de um jardim de cinco hectares e com o valor histórico e natural deste, haveria sempre que fazer-se opções”. Daí o facto de o responsável esperar que, numa fase posterior, se venha a conseguir captar mais dinheiro para recuperar outras partes do jardim que está classificado como Monumento Nacional.     
Atento a esse estatuto, o arquitecto João Castro, da Direcção Municipal de Ambiente Urbano da CML, frisou que a principal preocupação do projecto desenvolvido pela equipa por si liderada era o de manter quase intacta a imagem do jardim, “ que mudou muito pouco desde a sua criação”. “Há áreas onde não vamos mexer, porque possuem características tão identitárias que qualquer intervenção as descaracterizaria”. “Não estamos a tratar este jardim como outro jardim qualquer. Tivemos esse cuidado”, sublinhou.     
Uma apreciação que não se revelou suficiente para travar as críticas contundentes, que viriam logo depois – e quando o vereador José Sá Fernandes ainda estava na sala. Falando em nome individual, Jorge Teixeira Pinto confessou não perceber o destaque dado na apresentação aos arranjos das infraestruturas, “quando diversas árvores do jardim estão doentes e a morrer”. Mas foi Manuela Correia, presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, quem mais criticou, e com maior intensidade, o projecto ali revelado ao público. “Este não é um jardim como os outros e neste projecto de reabilitação privilegia-se o visitante, o turista, e não a faceta de botânica, que é a principal deste Monumento Nacional”.     
A dirigente da associação foi mais longe e criticou também José Pedro Sousa Dias por não ter convidado a Liga a dar a sua opinião sobre o plano que ali se apresentava. O director do museu respondeu-lhe que havia sido “uma opção”, fundada no facto de as relações entre as duas partes estarem longe de ser amistosas. Na contra-resposta, Manuela Correia recordou “obras ilegais” realizadas no Jardim Botânico, em 2012, e “denunciadas pela Liga” à Direcção-Geral do Património Cultural. Além disso, apontou ainda a existência de “três painéis ilegais na fachada do edifício do museu” – situação que deixou visivelmente incomodado José Pedro Sousa Dias e outros elementos presentes na assistência.     
Mas Manuela Correia e outros elementos da referida associação criticaram também o facto de, alegadamente, o projecto de reabilitação não garantir a sustentabilidade total do sistema de rega. Actualmente, quase toda a rega é feita com recurso à água da rede pública. “É um crime ambiental”, acusou a presidente da Liga. Uma afirmação contestada tanto por José Pedro Sousa Dias e João Castro, que apesar de admitirem a impossibilidade em garantir um aproveitamento integral da água proveniente das chuvas, rejeitaram a ideia de que pouco foi feito para alterar tal situação.     
“A água da EPAL vai continuar a ser utilizada, a alimentar o jardim, porque este não tem água suficiente”, admitiu João Castro, o arquitecto paisagista camarário. Por seu lado, o director do museu disse ter sido “com muita tristeza que se assumiu que o Jardim Botânico não tem capacidade de armazenamento da água e que o nível freático é quase nenhum”. Ainda assim, o técnico responsável pela elaboração do projecto de rega, Francisco Manso, disse que aquele que irá ser implementado no Jardim Botânico “está ao nível do melhor que se faz no mundo” e tentará aproveitar ao máximo a água que puder ser aproveitada.     
No final da sessão, Manuela Correira reiterou ao Corvo tudo o que havia dito. “Tenho sérias dúvidas que, com a implementação do projecto que foi apresentado, isto continue a ser um jardim botânico. O que se quer é trazer para aqui turistas”, afirmou. 
in O CORVO, 24 Julho 2015

Foto: Há árvores em mau estado, ou mortas, que ficam durante anos, por vezes décadas, sem serem removidas e/ou substituídas; Haverá água nos lagos e regatos, wifi e iluminação mas parece que continuará a faltar um plano estratégico de replantações no Jardim Botânico...

quarta-feira, 22 de julho de 2015

«Jardim Botânico de Lisboa com anfiteatro e espaços reabilitados em 2016»
















O Jardim Botânico da Faculdade de Ciências, em Lisboa, vai ganhar um pequeno anfiteatro e ter espaços renovados no âmbito do projecto de reabilitação, cujas obras deverão iniciar-se no final deste ano e durar entre seis e nove meses. 
O jardim, classificado como monumento nacional, encontra-se degradado devido à insuficiente manutenção originada pela “temporária falta de pessoal”, explicou à agência Lusa José Pedro Dias, director do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) da Universidade de Lisboa, que gere o espaço.  Por isso, vai ser agora reabilitado, no seguimento de uma candidatura vencedora ao Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa, em 2013, que garantiu um financiamento de 500 mil euros.  Apesar ter passado já algum tempo, “as coisas nunca estiveram paradas”, assegurou José Pedro Dias, indicando que desde essa altura o museu está em contacto com o município para definir as intervenções.  As obras incidem só sobre a zona do arboreto, que ocupa três dos quatro hectares do jardim com árvores de maior dimensão, e assentam na “recuperação das infra-estruturas” como caminhos, sistema de rega e rede de escoamento das águas pluviais e ainda na instalação de electricidade e internet, apontou o responsável.  “Vai também ser recuperado o lago de baixo, que está, neste momento, seco porque está fracturado”, referiu.  
De acordo com José Pedro Dias, “a única coisa nova que vai surgir no jardim” é um pequeno anfiteatro, na parte central do arboreto, que será usado para espectáculos.  Acresce que, além da entrada pela Rua da Escola Politécnica, onde vai ser recuperada a zona da esplanada, o projecto prevê a “semiabertura” da ligação à Praça da Alegria, por onde os visitantes apenas poderão sair.  
O director admitiu temer que o jardim não esteja pronto no prazo previsto e tenha de encerrar no verão do próximo ano, quando há mais visitantes no jardim e, consequentemente, mais receita (ascendendo aos 100 mil euros).  
Quando as obras acabarem, o museu vai captar financiamento para a renovação da sinalética das plantas, comprometendo-se ainda a criar duas zonas de relvado.  Paralelamente, vai ser recuperado o observatório astronómico – situado junto à zona do jardim que era usada para o ensino da botânica, denominada classe –, uma obra de 200 mil euros financiados pela Universidade de Lisboa, que deve começar entretanto, segundo José Pedro Dias.  
O responsável espera que as obras renovem o Jardim Botânico, até porque coincidem com a chegada de três jardineiros, até ao final deste ano, para auxiliar o único existente.  Sem data prevista nem financiamento garantido está a recuperação dos caminhos, dos túneis subterrâneos e dos edifícios na zona da classe, enquadradas na segunda fase de reabilitação.  José Pedro Dias exemplificou, como possível forma de financiamento, a concessão dos espaços ali existentes para loja e cafetaria.  
O vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, congratulou-se com a iniciativa: “É mais um jardim de Lisboa arranjado e é isso que interessa à cidade”.  O autarca afirmou à Lusa que este é o “melhor projecto possível para a primeira fase”, deixando em aberto a hipótese de a autarquia financiar a segunda fase da reabilitação.  Porém, salientou que “o Estado também tem aqui obrigações”.  A apresentação pública do projecto de reabilitação do Jardim Botânico realiza-se na quinta-feira, às 19h00, no palmário do jardim. in Público, 21 Julho 2015

Fotos: O Lago de Baixo no Arboreto conforme ficou poucos meses após as obras de 2012 e um exemplo das muitas placas degradadas que identificavam as plantas da colecção viva do Jardim Botânico.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Padrão dos Descobrimentos - «O mundo das plantas: valor terapêutico e circulação»

No Padrão dos Descobrimentos:

O mundo das plantas: valor terapêutico e circulação O Hospital de Todos os Santos, exemplo particular da assistência médica no século XVI, continha no seu espaço um jardim onde aglomerava as plantas necessárias à terapêutica dos seus doentes. Com o avançar do século e com a descoberta e estudo de novas espécies, o jardim torna-se rico em exemplos da flora exótica que vinha desde a Índia ao Brasil: o guaiaco e a raiz-da-china – plantas milagrosas que se acreditava curarem a sífilis – a galanga e a erva-santa, o sândalo e o dragoeiro. As plantas eram, e ainda são hoje, o maior recurso da medicina; a descoberta de novos mundos naturais vai enriquecer os saberes europeus, questionar dogmas e rigores, criar métodos e trazer nova esperança num período onde doença e saúde compunham um delicado equilíbrio. A ciência moderna conhece assim o seu prelúdio. 

Visita guiada dia 26 de Julho de 2015 às 11h.
Avenida Brasília, 1400-038 Lisboa
Telefone: 213031950 
info@padraodosdescobrimentos.pt

sábado, 18 de julho de 2015

Jardim Botânico de Singapura: Património Mundial da UNESCO!















No passado dia 4 de Julho na 39ª sessão do Comité Mundial do Património em Bona, o Jardim Botânico de Singapura foi classificado Património Mundial da Humanidade. Parabéns!

Para saber mais sobre este Jardim Botânico visite: www.sbg.org.sg

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Apresentação Projecto OP 2013 para o Jardim Botânico, Orçamento Participativo da CML
















O projeto de reabilitação do Jardim Botânico de Lisboa, vencedor do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em 2013, encontra-se concluído e vai ser apresentado ao público no dia 23 de julho de 2015, às 19h00, no Palmário do Jardim, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC, Rua da Escola Politécnica, 54), com a presença do vereador da Estrutura Verde, Ambiente e Energia da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes.   

Este projeto é o resultado de uma intensa e cuidada colaboração entre a Câmara Municipal, os Museus da Universidade de Lisboa e a Direção Geral do Património Cultural. Na sessão do próximo dia 23 serão tornadas públicas as intervenções a executar no futuro próximo, no âmbito específico do projeto de execução e obra no Orçamento Participativo da CML, assim como o projeto base de reabilitação do Jardim, incluindo intervenções remetidas para uma fase posterior e que obrigarão à captação de outros financiamentos.  
Convidamos todos os interessados na reabilitação do Jardim Botânico a estarem presentes nesta apresentação pública do projeto, conduzida pelas equipas do Museu e da CML responsáveis por esta proposta.

 www.museus.ulisboa.pt

sexta-feira, 10 de julho de 2015

«RISCAR O MUNDO»

O MUHNAC dispõe de uma coleção fantástica de desenhos científicos, ainda pouco conhecida do grande público.  Nesse lote, encontram-se desenhos resultantes de expedições naturalistas efetuadas ao Brasil e a Africa durante os séculos XVIII e XIX. O MUHNAC recebeu recentemente um subsídio da Fundação Calouste Gulbenkian para os digitalizar, conservar, catalogar e tornar acessíveis a todos. Trata-se do Projecto RISCAR O MUNDO (2015-2016), que conta com cerca de 30 especialistas em história da ciência, conservação, ilustração científica e biologia, de várias instituições portuguesas e brasileiras.  
CIÊNCIA CIDADÃ  
Muitos dos desenhos possuem espécies ainda por identificar e o projecto RISCAR O MUNDO pretende que todos possam colaborar nessa identificação.  Foi assim criada uma conta de Instagram interactiva - @muhnac_illustrations - onde serão publicados os desenhos com espécies não identificadas - plantas, flores, borboletas, aves, peixes, entre tantos outros.  

Contamos com a sua colaboração. Siga-nos em @muhnac_illustrations e vá acompanhando o desenvolvimento do projecto RISCAR O MUNDO.

As grandes árvores do Arboreto...


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Voluntariado no Jardim: dia 4 Julho às 9:30























Estimada/o associada/o   

A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) tem o prazer de informar que se realizará no próximo sábado, dia 4 de Julho às 9:30, uma acção de voluntariado, para manutenção do Jardim Botânico, através da oferta de trabalho voluntário dos associados da Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Iremos terminar a limpeza do canteiro 30-B no Arboreto.    

Saudações botânicas,     

A Direcção da LAJB    

VOLUNTARIADO NO JARDIM BOTÂNICO       

DATA: 4 de Julho - 9:30 ( sábado )     
PONTO DE ENCONTRO - Junto da bilheteira do Jardim    
ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico     
INSCRIÇÃO: Obrigatória e limitada a 10 participantes.       

Os participantes deverão trazer roupa e calçado confortáveis, chapéu/boné e luvas de jardinagem. Quem desejar poderá trazer a sua própria tesoura de poda. A LAJB disponibilizará água e fruta para todos os voluntários.

CAPITÓLIO: obras paradas no primeiro monumento modernista de Lisboa e do país...


















O que se passará com o nosso estimado vizinho Capitólio, classificado Imóvel de Interesse Público? As obras estão novamente paradas há vários meses. Esta é a vista que temos dele, tirada do Arboreto do Jardim Botânico. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Em Floração: Thevetia peruviana




É preciso salvar o Jardim de Santos


Exmos. Senhores


Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Vereador dos Espaços Verdes
Presidente da Junta de Freguesia da Estrela
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP
DGACPPF / DPFVAP – Programa de Árvores de Interesse Público


Como é do conhecimento de V. Exas., o Jardim Nun’ Álvares, vulgarmente conhecido como Jardim de Santos, é um excepcional representante dos pequenos jardins românticos da Lisboa de ‘900.
 
Estes jardins tinham, entre outros, o objectivo de se constituírem como alternativa aos Jardins Botânicos mais associados às Academias, tornando mais universal e acessível o conhecimento e a riqueza botânicas numa capital que, em virtude da sua privilegiada situação geográfica, permite que no seu solo se desenvolvam espécies que têm a sua área de origem a muitos quilómetros de Lisboa.

Poderemos dizer, sem exageros, que estes jardins românticos são uma verdadeira biblioteca da história e da diversidade botânica, marca insubstituível de Lisboa.

Assim, foram plantados um pouco por toda a parte, autênticos “gabinetes de curiosidades” botânicos que fazem de Lisboa uma referência incontornável no mapa dos jardins românticos da Europa.

O jardim de Santos não é excepção e nele podemos encontrar várias espécies exóticas que no seu conjunto deveriam ser suficientes para fazer desta área verde um exemplo de gestão e de classificação do património vegetal da cidade.

Aqui podemos encontrar uma galeria colossal de 8 (oito) tipuanas -Tipuana tipu (Benth.) Kuntze-, felizmente classificadas, um numeroso e monumental grupo de belas-sombras -Phytolacca dioica L. - e uma quantidade assinalável de grandes jacarandás -Jacaranda mimosifolia D. Don- , presentes no interior e nas franjas leste e norte do jardim. Para além deste notável grupo de árvores, poderíamos, ainda, acrescentar, uma estrelícia-gigante - Strelitzia nicolai - e um grupo de olaias -Cercis siliquastrum L.- no qual uma se salienta pela sua dimensão e idade centenária.

Este jardim é a referência emblemática do bairro de Santos e os moradores têm nele um espaço de lazer e de contemplação.

Apesar desta invulgar riqueza botânica, o jardim mantém-se num estado de degradação e incúria alarmante e escandaloso, o que é incompatível com a imagem de Lisboa cidade-capital empenhada em promover-se nos mercados turísticos mundiais. E o seu estado de ruína entra em arrepiante contradição com o que se espera dos nossos órgãos autárquicos: instâncias modernas, democráticas e legítimas.

A degradação, a incúria e o desleixo a que o jardim tem sido votado, encontram-se espelhados nos seguintes factos:

  • A intervenção camarária de 2013 resultou num completo fracasso, uma vez que toda a zona é agora área de divertimento nocturno, sem qualquer tipo de controlo, perdendo-se assim verbas consideráveis do erário camarário, no que se configura num acto de gestão irresponsável;
  • O arvoredo mantém-se alvo de toda a espécie de vandalismo (graffiti nas cascas, pernadas arrancadas, o coberto sub-arbóreo e as flores então plantadas foram eliminados pelo excesso de pisoteio). Não há um único canteiro ocupado;
  • O interior do jardim é utilizado como parque de estacionamento nocturno;
  •  As caldeiras das árvores nunca são tratadas. A propagação de infestantes é norma. O solo nunca é arejado, a rega nunca é feita;
  • As 4 (quatro) palmeiras centenárias foram eliminadas como resposta à praga do escaravelho-vermelho, em mais uma prova do total desinvestimento no combate a esta praga, que tem dizimado as palmeiras de Lisboa;
  •  A Junta de Freguesia protagonizou, recentemente, um dos casos mais infelizes ao permitir que se podasse selvaticamente a mais monumental bela-sombra do jardim.
Resumindo, TODO o jardim é utilizado como lixeira e casa de banho a céu aberto, com óbvias consequências para o seu pleno usufruto por parte dos moradores e para as condições edáficas, cuja qualidade é essencial para o vigor do coberto vegetal.

Assim, EXORTAMOS a Junta de Freguesia da Estrela e a Câmara Municipal de Lisboa para que em conjunto levem a cabo as seguintes sugestões:

• Elaboração de um plano de renaturalização do Jardim de Santos.
• Replantio urgente de todos canteiros.
• Trabalhos de manutenção e de enriquecimento do solo e das caldeiras.
• Levantamento exaustivo do estado fitossanitário de todas as árvores, recorrendo a métodos para lá do “método à vista”.
• Elaboração de um guia do Jardim de Santos para que o seu evidente valor botânico seja conhecido e
salvaguardado.
• Abertura de procedimento de classificação de Interesse Municipal dos seguintes conjuntos: a) belas-sombras; b) exemplar centenário de olaia; c) todos os jacarandás;
• Manutenção e (re)colocação do mobiliário urbano de época, que tão bem caracteriza/caracterizava este jardim (bebedouros, lanternas das colunas de iluminação, bancos).

É nossa firme convicção que só com uma acção robusta e célere poderemos, ainda, salvar o jardim de Santos.


Com os melhores cumprimentos


A Plataforma em Defesa das Árvores tem como seus signatários vários cidadãos em nome individual e as seguintes organizações: Árvores de Portugal, Associação Lisboa Verde, Fórum Cidadania Lx, GEOTA, Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades, Grupo de Amigos do Príncipe Real, Grupo Ecológico de Cascais, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Plataforma por Monsanto, Plantar Uma Árvore e Quercus
 





terça-feira, 23 de junho de 2015

Já não existem Palmeiras das Canárias no Jardim da Estrela...

Já não existem Palmeiras das Canárias no Jardim da Estrela. Pelo que observámos, todos os exemplares foram atacados pelo "escaravelho" e morreram. A CML já procedeu ao abate de todas estas palmeiras. Desapareceu um elemento muito importante na caracterização deste jardim histórico da nossa cidade. 

domingo, 21 de junho de 2015

Canteiro 30-B: depois dos trabalhos de limpeza



















Imagens do sector nascente do Canteiro 30-B no Arboreto depois dos trabalhos de limpeza no dia 20 de Junho de 2015. Conseguimos remover 80% da mancha de "erva-da-fortuna" que cobria uma grande área do canteiro assim como parte do canaleto que o atravessa. Ficou apenas por limpar uma zona a nascente do canaleto que ficará para outra oportunidade muito em breve. O nosso muito obrigado à equipa de voluntários que tão generosamente ofereceu ao Jardim Botânico a sua manhã de sábado. Até breve!

Canteiro 30-B: antes dos trabalhos de limpeza


















O sector nascente do canteiro 30-B no Arboreto antes do início dos trabalhos de limpeza. Apresentava uma grande mancha da infestante "erva-da-fortuna" para além da presença de outras infestantes. 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dia de Voluntariado no Jardim Botânico: sábado dia 20 de Junho no canteiro 30-B do Arboreto
















No próximo sábado dia 20 de Junho a Liga dos Amigos do Jardim Botânico irá voltar ao Jardim para terminar os trabalhos de manutenção e limpeza do canteiro 30-B iniciados no passado sábado. 

Desta vez faremos 2 turnos para permitir uma escolha mais conveniente aos voluntários:  

I- Manhã das 9:30 às 13:00  

II- Tarde das 15:00 às 18:30  

O ponto de encontro será junto da bilheteira do Jardim.  
Quem desejar poderá trazer as suas próprias tesouras de poda e luvas.  A LAJB disponibiliza água e fruta a todos os participantes.
A inscrição é obrigatória: amigosdobotanico@gmail.com

Obrigado e até sábado!

Saudações Botânicas da LAJB