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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

HORTUS BOTANICUS AMSTERDAM



O Hortus Botanicus Amsterdam é um dos mais antigos jardins botânicos do mundo. Este museu vivo data de 1638 tendo sido fundado pela cidade-estado enquanto "Hortus Medicus", ou seja, um jardim de plantas medicinais para servir a farmacopeia da época. Em 1682 foi deslocado para o presente local, na periferia do centro histórico, na Plantage Middenlaan.

O JARDIM

A colecção actual contém mais de 6000 plantas diferentes. Como qualquer outro museu, o Hortus Botanicus está sempre preocupado em enriquecer a sua colecção com novas espécies de todo o mundo. Os jardins botânicos são cada vez mais refúgios para plantas em risco de extincção.

Uma parte considerável do jardim está ocupado com plantas cujo habitat natural é Temperado ou Ártico. De destacar é a colecção de plantas medicinais que se podiam encontrar no "Hortus Medicus" do séc. XVII. A maior parte das belas árvores de grande porte foram plantadas em 1895. O jardim dispõe ainda de um lago, roseiral e de cinco estufas temáticas.

As Estufas do Hortus Botanicus

PALM HOUSE - erguida em 1912, esta é a mais antiga estufa do jardim. Foi construída para abrigar uma colecção de palmeiras como o próprio nome indica. Mas esta estufa contém também uma colecção de Cycads, sendo de destacar um exemplar com mais de 300 anos.

MEXICAN/CALIFORNIAN DESERT HOUSE - uma estrutura mais recente e pequena que alberga uma pequena colecção de plantas das regiões desérticas do México e Califórnia. Junto a esta estufa existem mais duas estruturas idênticas, uma delas é um viveiro de orquídeas e a outra uma estufa de borboletas.

THREE-CLIMATE GLASSHOUSE - erguida em 1993, é uma das mais modernas estruturas desta natureza na Holanda. Com 1250 m2 de área, o edifício foi desenhado pelos arquitectos Zwarts e Jansma. A arquitectura paisagista é do arquitecto Kuitert.

Logo à entrada, deparamo-nos com uma "floresta subtropical" com plantas da Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. A segunda sala contém plantas dos desertos da África do Sul e da América do Sul. Uma das maiores atracções nesta secção é a espectacular Welwitschia mirabilis, uma das mais raras plantas de clima desértico e que foi descoberta no séc. XIX por um botânico ao serviço da Coroa Portuguesa no deserto da Namíbia. A última sala recria a vegetação da Floresta Tropical da América do Sul. Num ambiente de humidade elevada, as plantas epífetas (como orquídeas e bromélias), os musgos, os fetos, as trepadeiras e as palmeiras criam uma vegetação luxuriante de grande imapcto. O visitante é assim alertado para a urgência de salvaguardar a biodiversidade das regiões tropicais para as gerações futuras.

Acolhimento aos visitantes
Os visitantes dispõem de uma bem equipada loja (junto da bilheteira) e de uma confortável cafetaria instalada na antiga Orangery (construída em 1875 para abrigar a colecção de citrinos durante os invernos rigorosos de Amesterdão). Existe também, naturalmente, uma Biblioteca de Botânica e um Herbário.

Para mais informações consulte http://www.dehortus.nl/

FOTOS: bilheteira (instalada numa antiga casa de guarda), cafetaria (antiga Orangery) e uma vista da Palm House com Cycads e palmeiras.

sábado, 19 de setembro de 2009

Threat to European biodiversity 'as serious as climate change'

The natural world across Europe is suffering a crisis as serious as the threat of climate change, Europe's environment chiefs are to warn this week.

A report from the European Environment Agency (EEA) to be published next month sounds the alarm that most species and habitats across the continent are in poor condition and the risk of extinction continues to rise.

New figures for the UK also show that even the most important and rare plants and animals are suffering: eight out of 10 habitats and half of species given the highest level of European protection are in an "unfavourable" condition.

Species at risk in the UK range from insects like the honeybee and swallowtail butterfly, to mammals and birds at the top of the food chain such as the otter and the golden eagle, said the Centre for Ecology & Hydrology (CEH).

The losses threaten to undermine vital ecosystem services like clean water and fertile soils, which underpin both quality of life and the economy, said Jacqueline McGlade, the EEA's executive director.

"Much of our economy in Europe relies on the fact we have natural resources underpinning everything," McGlade told the Guardian. The losses of wildlife and habitat are a threat to being able to live sustainably within the enviroment in the future, she said. "Some of the losses are irreversible."

McGlade will present findings from the agency report at a major conference next week called by the European environment commissioner Stavros Dimas. He is worried that the European commission has failed to meet a pledge to halt biodiversity loss by 2010, and recently warned "the loss of biodiversity is a global threat that is every bit as serious as climate change".

"The reasons that we are losing biodiversity are well known: destruction of habitats, pollution, over-exploitation, invasive species and, most recently, climate change," Dimas will tell the conference in Athens. "The compound effect of these forces is terrifying."

At another high-level conference in London on Wednesday, organised by the CEH, leaders from business, government, academics and NGOs will warn that ecosystems underpin human lifestyles from air, water and food to resources for industry.

Professor Lord May of Oxford, a former government chief scientific adviser and president of the Royal Society, said: "Our massive and unintended experiment on the planet's reaction to unsustainable levels of human impacts is approaching crisis point. The future is not yet beyond rescue, provided we take appropriate action with due urgency."

The EEA report says although there have been some conservation successes, including halting the decline of common songbirds, the "overall status and trends of most species and habitats give rise to concern".

Figures for the habitats and species awarded special protection under the EU habitats directive reveal that across 40 countries of Europe and the former Soviet Union, 50-85% of habitats and 40-70% of species were in an "unfavourable" condition, and many more could not be assessed because of a lack of information.

Across Europe, the biggest declines from 1990 to 2000 had been for bogs and fenland, heathland and coastal habitats. Woodland, forests and lakes had grown, but these increases were dwarfed by the biggest habitat expansion, which was "constructed, industrial, artificial habitats".

Populations of some European common birds stopped falling in the 1990s, but all groups of birds had fallen in numbers since 1980, and other species groups like butterflies, amphibians and pollinating insects had declined dramatically, said the report.

The report notes that habitats and species in the habitats directive were chosen because they were under threat, and so were harder to conserve.

"Ecosystems generally show a fair amount of resilience," it adds. "Beyond certain thresholds, however, ecosystems may collapse and transform into distinctly different states, potentially with considerable impacts on humans."

Reforms to be put to the conference in Athens include better management of protected areas, which now make up more than 17% of the European Union territory; targets for economic sectors, such as transport, to ensure they do not have a negative impact on the environment; and more work on putting a "value" on ecosystem services so conservationists can argue their case against developers, said McGlade.

"This is not about putting a price on everything, it's a value. This will transform the discussion because somebody can say 'you're eating away at our capital - grassland', or whatever the landscape or species is."

In a statement, Defra, the UK environment department, said the government fully supported strong international targets, but said many conservation schemes were working.

"For example, England's Sites of Special Scientific Interest are in better condition than ever at 88.4% in favourable or recovering condition compared with 57% in 2003," it added.

Globally, last year's annual "red list" of endangered species from the IUCN conservation organisation warned that the world's mammals face an extinction crisis, with almost one in four of 5,487 known species at risk of disappearing forever.

in The Guardian, 24 de Abril de 2009

FOTO: Ilha das Berlengas

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Lisboa compromete-se a reduzir emissões CO2 em 20 por cento até 2020

Lisboa aderiu hoje ao 'Pacto dos Autarcas', um compromisso assumido por 400 cidades para redução das emissões de CO2 em mais de 20 por cento até 2020, anunciou a autarquia.

O documento foi assinado em Bruxelas e em representação da cidade de Lisboa estiveram o presidente da Câmara Municipal, António Costa, e o vereador do Ambiente, José Sá Fernandes. As metas do 'Pacto dos Autarcas', uma iniciativa da Comissão Europeia, serão atingidas através de planos de acção para as energias sustentáveis e renováveis.

A Estratégia Energético-Ambiental de Lisboa, aprovada em reunião de câmara em Dezembro de 2008, define como metas a redução do consumo anual de energia em 1,85 por cento no concelho e conseguir uma redução global de 8,9 por cento até 2013.

Elaborada pela Agência Municipal de Energia e Ambiente Lisboa E-Nova, a estratégia baseia-se nas matrizes energética, da água e dos materiais datadas de 2005.

Segundo estas referências, Lisboa representa sete por cento do consumo nacional de energia e cada lisboeta consome mais do que a média nacional - 3,1 tep (tonelada equivalente de petróleo) quando a média nacional é 2,5 per capita. A redução do consumo energético proposto na estratégia deverá recair principalmente sobre os edifícios residenciais e de serviços, que representam a maior fatia do bolo energético (50,5 por cento do consumo total) e sobre os transportes rodoviários.

No que respeita aos próprios serviços, a Câmara definiu objectivos ainda mais exigentes, visando uma taxa média anual de redução do consumo energético de 1,95 por cento, o que se traduz numa diminuição global que rondará os 9,4 por cento em 2013.

Foi ainda definido como meta uma redução da procura de água potável (menos 7,8 por cento em 2013) e das perdas na rede pública de distribuição (menos 15,6 por cento), assim como a reutilização de águas residuais tratadas, que actualmente não existe.

Na área dos resíduos, a estratégia define uma redução (10 por cento até 2013) na procura de materiais não recicláveis e um aumento na ordem dos 29 por cento da recolha selectiva.

A Estratégia Energético-Ambiental de Lisboa engloba projectos de intervenção nas áreas do planeamento urbano, construção de infra-estruturas, gestão urbana e mobilidade. in RTP, 10-2-2009

FOTO: Praça do Comércio. Mais transportes públicos, principalmente eléctricos, são precisos em Lisboa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Reduzir gases com efeitos de estufa pode poupar 26 milhões de euros à UE

in Lusa, 2 de Outubro de 2008

Reduzir 30 por cento dos gases com efeitos de estufa pode poupar até 26 mil milhões de euros à UE

A Europa poderia poupar até 26 mil milhões de euros por ano a partir de 2020 se reduzisse a emissão de gases com efeito de estufa em 30 por cento, segundo um estudo de três associações ambientais.

Apoiado pelas organizações Aliança Saúde e Ambiente (HEAL, sigla em inglês), Rede de Acção Climática (CAN, sigla em Inglês) e Fundo Mundial para a Natureza europeia (WWF Europe, sigla em inglês) o estudo pretende demonstrar aos deputados europeus a importância desta dos benefícios para a saúde de uma politica europeia forte relativamente às alterações climáticas. As organizações pretendem que os deputados europeus passem a apoiar uma redução da 30 por cento na emissão de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020, em comparação com o actual objectivo de 20 por cento.

Os valores calculados com base na redução da perda de vida e de saúde devido à poluição atmosférica apontam para reduções entre seis e 26 mil milhões de euros em gastos na área da Saúde nos países da União Europeia, uma redução de 105 mil anos de vida perdidos, menos 5.300 casos de bronquite crónica e menos 2.800 admissões nos hospitais, em comparação com o objectivo actual de reduzir em 20 por cento.

O estudo afirma ainda que esta revisão do objectivo poderia ainda poupar vários milhões de dias de trabalho perdidos devido a problemas respiratórios.

São ainda apontados benefícios para o meio ambiente, não quantificados no estudo, como na preservação das florestas e do meio ambiente, dos cursos de água e da biodiversidade, que poderão também eles indirectamente influir nos custos económicos relacionados com a poluição. Os métodos utilizados para calcular estes resultados foram desenvolvidos pelo programa para o Ar Limpo para a Europa, da directoria-geral para o Ambiente da Comissão Europeia e foram analisados por várias organizações, como a Organização Mundial de Saúde.

FOTO: Jardim Botânico, junto do Jardim das Cebolas