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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Digo «Lisboa»

Digo
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade-
Digo para ver.

«Lisboa», de Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Percurso pedestre inaugurado hoje convida a conhecer biodiversidade de Lisboa

«O caminho circular com cerca de 14 quilómetros une 18 pontos de interesse, da frente ribeirinha a Monsanto, nos quais podem ser observadas várias espécies de fauna e de flora

Conselhos da CML

O Jardim de Vasco da Gama (em Belém), com as suas laranjeiras-azedas, araucárias, melros-pretos e abelhas-melíferas, é o ponto de partida da Rota da Biodiversidade, que hoje é inaugurada pela Câmara de Lisboa. Trata-se de um percurso com cerca de 14 quilómetros, entre a zona ribeirinha e o Parque de Monsanto, que pretende contribuir para dar a conhecer a biodiversidade da capital.

Este trajecto circular, que pode ser feito a pé ou de bicicleta e ao longo do qual foi instalada sinalética para apoio aos utilizadores (indicando os caminhos certos e errados e as mudanças de direcção), integra 18 pontos de interesse. Em cada um, há espécies de fauna e de flora que podem ser observadas, conforme os interessados poderão constatar nos painéis informativos colocados no local. Essa e outras informações estão também patentes no Guia de Campo, que está disponível para ser descarregado no site da Câmara de Lisboa, tal como um conjunto de fichas das aves, dos mamíferos, dos répteis anfíbios e da flora. José Sá Fernandes, vereador do Ambiente e Espaços Verdes, caracteriza esta rota como um "percurso "ilustrado" que ligará o Tejo a Monsanto, local que é o maior repositório de biodiversidade do município, habitat de centenas de espécies animais e vegetais". Com a inauguração deste caminho, a autarquia pretende, como explica o vereador no Guia de Campo, "transmitir mais conhecimento, mas também dar aos lisboetas um novo caminho, ou melhor, uma nova forma de passear em Lisboa".

Já Maria da Luz Mathias, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fala do projecto como "uma valiosa contribuição para a divulgação da riqueza natural de Lisboa, associada ao não menos rico património cultural e histórico da cidade".

A professora acrescenta que, "considerando a diversificada malha urbana de Lisboa, espera-se que a Rota da Biodiversidade venha a ser reproduzida num futuro próximo noutras áreas da cidade, contribuindo para a divulgação da até agora tão pouco conhecida biodiversidade de Lisboa". Segundo Sá Fernandes, na cidade existem 100 espécies de aves, seis de peixes, quatro de anfíbios, 12 de répteis e 18 de mamíferos, além de várias espécies de artrópodes (grupo que inclui insectos e aranhas). Quanto à flora, são 123 as espécies de árvores, arbustos e herbáceas identificadas.» In Público 2/12/2010

Foto: O estuário do Tejo visto do Cais das Colunas

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Carta da LAJB à Sociedade Frente Tejo

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB), no âmbito do projecto de remodelação e restauro do espaço público no Cais do Sodré vem por este meio solicitar a abertura de caldeiras no passeio nascente, junto aos edifícios das futuras Agências Europeias.

Fazem muita falta árvores de alinhamento neste passeio onde existem paragens de autocarros. Os utentes da Carris sofrem muito com as altas temperaturas que se fazem sentir nas paragens durante o verão. Alertamos para o facto de o passeio simétrico, junto à estação de comboios, apresentar um alinhamento de árvores em caldeira (Jacarandás). Portanto, e até pela lei da simetria da praça, seria aconselhável plantar igual número de árvores no passeio nascente.

Fazemos também um apelo para que o projecto que está a ser desenvolvido inclua a redução do espaço ocupado pelos veiculos automóveis em volta do jardim da placa central. Actualmente aquele espaço verde está reduzido a uma pequena ilha, apertada por um excesso de faixas de rodagem e de lugares de estacionamento à superfície.

Por último, solicitamos a vossa maior atenção para a necessidade de se arborizar ao máximo a Frente Ribeirinha. A Sociedade Frente Tejo tem um papel muito decisivo neste assunto.

Lamentamos que em muitos casos de remodelação de praças e largos não haja preocupação de incluir árvores de sombra como via de qualificação do espaço urbano. As praças da Figueira e dos Restauradores são exemplos paradigmáticos de espaços urbanos sem conforto ambiental. Devido à opção de se construir um parque de estacionamento subterrâneo já não é possível arborizar aquelas duas praças centrais da capital. Pedimos à Sociedade Frente Tejo que não repita este erro, impermeabilizando espaços como o Largo do Corpo Santo ou o Campo das Cebolas para a construção de mais estacionamento em caves.

A LAJB aguarda atentamente pela evolução dos projectos para a Frente Ribeirinha de Lisboa. O abandono e desqualificação de décadas penalizaram muito o usufruto deste simbólico espaço público da nossa cidade.

Mostramo-nos desde já inteiramente disponíveis para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica que julgarem necessário.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Liga dos Amigos do Jardim Botânico

FOTO: Cais do Sodré c.1928 por J. Benoliel. Arquivo Municipal

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amigos do Botânico visitam os Mouchões




No passado dia 17 de Maio decorreu o nosso passeio «Rota dos Mouchões». O dia esteve de feição para nos proporcionar uma maravilhosa experiência a bordo do barco típico "varino" Vala Real. Esta curta selecção de imagens, da autoria da nossa amiga Lilia Esteves, é bem reveladora da beleza dos Mouchões. Um mundo de água, plantas e animais cheio de serenidade mas às portas da grande Lisboa. Estamos já a planear uma visita idêntica mas desta vez pelo rio Sado, a bordo de um antigo Galeão do Sal restaurado pela Câmara Municipal de Alcácer do Sal...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

VISITA GUIADA: Rota dos Mouchões

Estimado(a) associado(a),

No próximo dia 17 de Maio (Domingo) terá lugar o passeio Rota dos Mouchões

Partida: 8h00 - Sete Rios (em frente à porta de entrada do Zoo)

Duração do Passeio: dia inteiro

Almoço: piquenicar à beira rio ou restaurante na aldeia avieira de Escaroupim

Inscrições: limitadas a 22 pessoas (lotação do barco típico "varino" Vala Real)

Nota importante: Levar chapéu e protector solar, considerando que o barco típico "varino" não dispõe de cobertura e também não tem W.C.

Com os nossos agradecimentos, enviamos saudações botânicas!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Terceira Travessia do Tejo: Quercus formaliza queixa junto da Comissão Europeia

Quercus formaliza queixa junto da Comissão Europeia sobre ponte Chelas-Barreiro

A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza enviou hoje, dia 20 de Abril, à Comissão Europeia uma queixa formal por considerar que o Governo Português estará a incorrer em situação de incumprimento de diversa legislação comunitária na área do ambiente, a respeito da construção da Terceira Travessia do Tejo.

A Quercus entende que "o projecto agora em causa, sendo que apenas será efectivado após 2012, não deixa de colocar em causa o cumprimento de futuras metas de emissão de gases com efeitos de estufa, face às dificuldades já identificadas por agora e dada a insistência na construção de mais rodovias e defendem que “a Comissão Europeia deve equacionar desde já medidas imediatas e cautelares para corrigir as deficiências identificada."

Nota: para ler o texto da queixa na integra, click no título.

domingo, 29 de março de 2009

LISBOA e o TEJO: «Fado dos Contentores»

Já ninguém parte do Tejo
Para dobrar bojadores
Agora olho e só vejo
Contentores contentores.

E do Martinho Pessoa
Já não veria o vapor
Veria a sua Lisboa
Fechada num contentor.

Por mais que busques defronte
Nem ilhas praias ou flores
Não há mar nem horizonte
Só contentores contentores.

Lisboa não tem paisagem
Já não há navegadores
Nem sol nem sul nem viagem
Só contentores contentores.

Entre o passado e o futuro
Em Lisboa de mil cores
O sonho bate num muro
De contentores contentores.

Por isso vamos cantar
O fado das nossas dores
E com ele derrubar
O muro dos contentores.

Manuel Alegre

FOTO: o Tejo visto da Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos; esta vista irá desaparecer com a construção de um novo terminal de contentores em frente deste edifício (classificado de «Imóvel de Interese Público»).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Terceira Travessia do Tejo: Quercus avança com queixa para a Comissão Europeia

A Quercus anunciou hoje que vai apresentar queixa à Comissão Europeia devido à decisão de avançar com a Terceira Travessia do Tejo

Lisboa, 25 Fev (Lusa) - A Quercus anunciou hoje que vai apresentar queixa à Comissão Europeia devido à decisão de avançar com a Terceira Travessia sobre o Tejo e criticou o Governo por "insistir num erro" ao estimular a entrada de carros em Lisboa. A Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada, emitida pelo ministério do Ambiente, dá "luz verde" ao projecto, mas os ambientalistas não poupam críticas à decisão que "implica o incumprimento de legislação comunitária".

A Quercus alega que ao incluir a componente rodoviária, a Terceira Travessia vai violar as regras comunitárias a nível do ruído e qualidade do ar e põe em causa os objectivos de redução de emissões de gases com efeito de estufa.

"Ao decidir incluir a componente rodoviária o Governo demonstra uma total incoerência e falta de visão estratégica, agindo de forma desconcertada em termos de políticas públicas", questionam os ambientalistas em comunicado, acrescentando que a aposta na rodovia é "um investimento público mal pensado".

A associação ecologista contesta a abertura em simultâneo da componente ferroviária e rodoviária que considera não estimular o uso dos transportes públicos e colocar em risco a viabilidade da exploração da ferrovia e de outros modos de transportes colectivo, como a ligação fluvial ao Barreiro.

Por outro lado, os ambientalistas questionam uma decisão que parece "tomada à partida", já que o Estudo de Impacte Ambiental não contemplou sequer alternativas, e apontam um "acumular de processos de avaliação de impacte ambiental que não respeitam os objectivos da legislação que os enquadra (com particular destaque para os associados a grandes obras públicas)". A Quercus defende que a Terceira Travessia, que ligará Chelas (Lisboa) ao Barreiro, deve ser construída de forma faseada e dando prioridade à componente ferroviária, admitindo o acesso rodoviário apenas a partir de 2018.

FOTO: o transporte público fluvial perderá viabilidade com a TTT.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lisboa: câmara exige garantias para dar aval à expansão do terminal de contentores

in Lusa, 9 de Dezembro de 2008

O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje aos deputados da Comissão de Obras Públicas, que a expansão do terminal de contentores em Alcântara só vai para a frente se garantir a libertação de espaço público, a salvaguarda de um sistema de vistas e outras condições que estão a ser negociadas com a Liscont.

António Costa explicou que a câmara exige determinadas garantias para dar o seu aval ao projecto. Entre as quais a de que o escoamento dos contentores não se fará por via rodoviária e a de que o "lay-out" (desenho) salvaguarda o sistema de vistas sobre o rio Tejo. A câmara reclama também a libertação de espaço público e melhoria do acesso da população ao rio no cais situado em frente à gare marítima. Outra das garantias é de que a execução do nó rodo-ferroviário é uma obra viável do ponto de vista técnico e será acompanhada de todas as medidas necessárias para minimizar os impactos ambientais."Se estas condições forem satisfeitas, damos um parecer favorável", declarou o autarca aos jornalistas, à saída da comissão parlamentar.

A Liscont, concessionária do terminal de Alcântara, já apresentou uma proposta, mas foi considerada insuficiente. "Fizemos uma contra-proposta", disse o presidente da câmara, sem querer adiantar quais os pontos que estão a ser renegociados.

Na passada sexta-feira, o PS chumbou a proposta da oposição para suspender a concessão do terminal de contentores de Alcântara. Na votação, todas as bancadas da oposição votaram a favor do primeiro projecto de resolução, do PSD, a que se juntou o deputado Manuel Alegre. Os restantes dois projectos, do BE e do PCP, já não foram votados devido à primeira votação.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Lisboa é das pessoas. Mais contentores não!

Na sequência do anúncio do Governo em querer alargar a concessão do terminal de contentores em Alcântara por mais 27 anos à Liscont, e da vontade de triplicar a actual actividade portuária de 350.000 contentores/ano para 1 milhão, foi lançada no dia 27 de Outubro a petição: LISBOA É DAS PESSOAS. MAIS CONTENTORES NÃO!


Esta petição é uma iniciativa de um grupo de cidadãos ao qual a LAJB se associa, por estar preocupada com os impactos visuais e ambientais na frente ribeirinha. Por favor, subscreva e divulgue.

FOTO: a magnífica vista da Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, obra de referência da arquitectura modernista nacional (1943, arquitecto Pardal Monteiro). Se o projecto de ampliação do terminal de contentores de Alcântara avançar, esta vista ficará tapada com um muro de contentores.