quinta-feira, 18 de setembro de 2008
ÁRVORES EM PERIGO: Jacarandás na Rua Rodrigo da Fonseca
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Mário Soares pede à Câmara de Lisboa que não ceda aos "amigos do betão"
domingo, 14 de setembro de 2008
«VERTICAL IS THE WAY TO GO»: os Jardins Verticais de Patrick Blanc
But surely growing plants out of a wall is too heavy for the structure? Not according to Blanc, who takes his inspiration from years of research in the world's jungles and rainforests. "The weight of the Vertical Garden, including plants and metal frame, is less than 30kg per sq metre. A garden can be installed on any wall, without any size limitation."
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
CONCERTO a favor do Jardim Botânico: dia 14 de Setembro
Trio de Cordas do Moscow Piano Quartet
Maria Castro-Balbi: Violino
Alexandre Delgado: Violeta
Guenrikh Elessine: Violoncelo
Dia: 14 de Setembro de 2008 (domingo)
Hora: 11:30
Local: Anfiteatro Chimico dos Museus da Politécnica
Rua da Escola Politécnica, 56
1269-102 Lisboa
Organização: Liga dos Amigos do Jardim Botânico
Donativo: 5 euros p/ criança; 8 euros p/ adulto
Nota: O espaço é limitado, por favor confirme a sua presença através do telefone 934 576 821 (entre as 10:30 e as 17:00)
sábado, 6 de setembro de 2008
AS ÁRVORES E OS LIVROS: António Gedeão
domingo, 31 de agosto de 2008
TERRA À TERRA: um exemplo do Porto
HORTA NA ESCOLA: um exemplo do Porto
Já aderiram ao projecto 36 escolas da região do Grande Porto. A utilização do composto como fertilizante no cultivo de alimentos para consumo pessoal é uma maneira simples e directa de nos ligar com a terra e ao mesmo tempo contribui para a diminuição de resíduos orgânicos a enviar para tratamento, que correspondem a 40% do nosso saco do lixo doméstico. Para mais informações sobre o projecto visite: http://www.hortadaformiga.com/
sábado, 30 de agosto de 2008
HORTA À PORTA: um exemplo do Porto
O projecto Horta à Porta surgiu em Julho de 2003 devido à necessidade de articular a disponibilidade de várias entidades numa rede que viabilizasse uma estratégia para a Região do Grande Porto no domínio da Compostagem Caseira, na criação de Hortas e na promoção da Agricultura Biológica.
Horta de Rates - 10 Talhões
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O Futuro das Hortas Urbanas na Europa: Congresso Internacional na Polónia
Podendo assumir uma vertente comunitária, de lazer, ou mesmo de suporte ao rendimento familiar, a agricultura urbana difere em vários aspectos da tradicional/rural. Estas hortas são criadas em pequenas áreas, dentro dos centros urbanos ou nos seus arredores, predominando a diversidade de cultivos. A produção destina-se ao consumo próprio ou à venda em pequena escala, funcionando muitas vezes como uma ocupação dos tempos livres.
Rue de Bragance
L-1255 Luxembourg
http://www.jardins-familiaux.org/
FOTO: allotment garden (horta urbana) pedagógica instalada em St. James Park, Londres (2007).
domingo, 24 de agosto de 2008
Rua do Carmo: «plantem + árvores!»
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
HANS CHRISTIAN ANDERSEN em Lisboa: cinco dias na cidade ardente de sol
O escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875) é autor de uma centena e meia de contos para crianças e adultos. Poeta e artista, romancista, dramaturgo, pensador existencialista, jornalista, crítico, tradutor, narrador de viagens... Um rapaz que queria ser cantor, actor, bailarino. Hans Christian Andersen teve uma relação pessoal com Portugal, revelada no seu livro «Uma Viagem a Portugal em 1866». O autor entrou em Portugal por Elvas chegando a Lisboa no dia 6 de Maio. Após ter estado quase um mês na zona da capital, passeou depois por vários locais do país desde Setúbal a Coimbra e Aveiro. No seu livro há várias referências à flora que observou em Portugal. Mas nos seus últimos cinco dias na capital, enquanto aguardava pelo navio que o havia de levar de volta à Dinamarca, Hans Christian Andersen faz uma descrição da falta de conforto ambiental de Lisboa em Agosto. A falta de sombra, isto é, a falta de árvores na envolvência do hotel da zona da Baixa/Cais do Sodré onde estava hospedado, constituiu um tormento para o autor.
O dia seguinte foi quente como o anterior. O navio não chegou na data esperada e, em vez de dois, tive de ficar cinco dias na cidade ardente de sol.»
in "Uma Visita a Portugal em 1866" de Hans Cristian Andersen (Tradução de Silva Duarte, Gailivro, 2003)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
TREES FOR CITIES: um exemplo de Londres
In 2003, on our tenth anniversary, we changed our name to Trees for Cities, largely in response to requests for support and advice from cities around the world. In addition to tree planting, the charity is now involved in a wide range of activities that include educational work with schools and community groups, vocational training in arboriculture, horticulture and woodland management, re-landscaping the public realm, campaigning, and yes, we're still partying!»
FOTO: alameda de plátanos no Green Park, Londres
domingo, 17 de agosto de 2008
Escolas de Lisboa produzem Energia Verde
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Instalação de agências europeias nove meses atrasada
in Público, 13 de Agosto de 2008, por Ana Henriques«Administração portuária não dá explicações, câmara diz que edifícios do Cais do Sodré deverão poder ser ocupados em breve
Está nove meses atrasada a instalação da Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência no Cais do Sodré, apesar de os novos edifícios que vão receber as duas instituições aparentarem estar prontos há vários meses.
A Administração do Porto de Lisboa, que é a dona da obra, escusa-se a explicar por que razão não foi ainda possível as agências mudarem para a sua sede definitiva. Refere apenas que "está a ultimar tudo para que possam finalmente instalar-se" no Cais do Sodré - algo que estava previsto para Novembro passado, na recta final da presidência portuguesa da União Europeia.
As duas instituições não escondem o desagrado que a demora lhes provoca. O porta-voz da Agência Europeia de Segurança Marítima, Andy Stimpson, fala da dificuldade de programar as actividades da agência a longo prazo com a mudança sempre iminente. "Não sabemos quando vai ser preciso estarem em Lisboa para a mudança os funcionários da agência que fazem inspecções Europa fora", explica, acrescentando que não faz bem nenhum à imagem da instituição a situação indefinida em que se encontra. Acresce que, ao contrário do que tinha sido anunciado, a agência está a pagar grande parte dos custos das suas instalações provisórias, o edifício de nove andares Mar Vermelho, no Parque das Nações. Andy Stimpson escusa-se a falar em montantes, mas diz que se trata de uma soma significativa.
Certificação a decorrer
Questionado também sobre que prejuízos acarreta o atraso na transferência, o Observatório da Droga e Toxicodependência diz que o principal problema se relaciona com o facto de continuar "a funcionar em dois edifícios distintos, um em Santa Apolónia e outro na Av. Almirante Reis, com todas as dificuldades inerentes de funcionamento e transporte - mais do que prejuízos financeiros, embora também existam". As novas instalações "parecem adequadas aos padrões de exigência comunitários, embora esse processo de certificação, que é feito com a ajuda especializada do serviço da Comissão Europeia responsável pela gestão de infra-estruturas, esteja ainda a decorrer", informa ainda o observatório.
O que correu então mal?
Em primeiro lugar, o facto de a administração portuária não ter tratado do licenciamento dos edifícios desenhados pelo arquitecto Manuel Tainha a tempo e horas, alegando que já tinha as autorizações necessárias por parte da câmara. Uma situação que vem do anterior mandato autárquico e que o actual vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, classifica como caricata. Segundo o director municipal do Urbanismo, Gabriel Cordeiro, nesta fase do processo compete à administração portuária apresentar documentação como o livro de obra e a vistoria dos bombeiros, para que a câmara possa emitir a licença de utilização que permitirá ocupar os edifícios. O que pode acontecer até ao final do mês.
Arquitecto Manuel Salgado, eleito nas listas do PS nas autárquicas intercalares, tentou travar o projecto
Da autoria do arquitecto Manuel Tainha, o projecto para albergar no Cais do Sodré as agências europeias foi desde sempre mal-amado. Há um ano, durante a campanha eleitoral, o agora vereador do Urbanismo Manuel Salgado contava que ainda tentou impedir que as construções fossem por diante quando estava no grupo que elaborou o plano de reabilitação da Baixa, mas sem sucesso. Na mesma ocasião representantes da comunidade portuária garantiram que o projecto foi imposto à Administração do Porto de Lisboa pelo Governo. O Fórum Cidadania Lisboa fala no "atropelo ao usufruto pelo público da zona ribeirinha da antiga ribeira das Naus, acessível há seis décadas, desde a abertura da Av. Ribeira das Naus". O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda José Sá Fernandes foi outro dos críticos do projecto. Tal como a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, que se queixa de as novas construções ignorarem "preocupações ambientais como a preservação da biodiversidade, a poupança de água e os desafios colocados pelas mudanças climáticas", além de terem obrigado ao abate de "dezenas de árvores e arbustos".
Em Abril passado, a Câmara de Lisboa voltou atrás na decisão de deixar construir um terceiro edifício novo além dos dois que já ali foram erguidos para as instituições europeias. A proximidade dos edifícios do rio obrigou a criar durante a obra um sistema de drenagem e de rebaixamento do nível freático constituído por poços interiores e exteriores com bombas submersíveis. A proximidade do túnel do metropolitano foi outro problema que a empreitada do Cais do Sodré, a cargo do consórcio constituído pela Somague e pela Teixeira Duarte, teve de enfrentar.»
FOTO: Jardim entre a Ribeira das Naus e o rio Tejo, parte do qual foi destruído para a construção das agências europeias. Imagem de Artur Goulart datada de 1961. Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal
domingo, 10 de agosto de 2008
AS ÁRVORES E OS LIVROS: Octávio Paz
Suas raízes são veias,
na noite do corpo.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Quem chega a Lisboa sozinho de carro vai ter de pagar portagens mais altas
In Público, 7 de Agosto de 2008, por Ana Henriques«Portaria publicada ontem manda executar medidas previstas em estudo para reduzir poluição. Aumento do número de faixas Bus é considerado prioritário.
Quem chega a Lisboa sozinho de carro vai ter de pagar portagens mais altas do que aqueles que viajam acompanhados. A introdução de portagens diferenciadas nos acessos à cidade que já são taxados é uma das principais medidas propostas num estudo sobre a melhoria da qualidade do ar na região de Lisboa e Vale do Tejo. O plano que visa o cumprimento das directivas comunitárias em matéria de poluição atmosférica foi ontem publicado em Diário da República, em anexo a uma portaria que ordena a execução das medidas nele apresentadas. O aumento das portagens dos carros que circulam só com o condutor deve, segundo o documento, ser feito apenas nos dias úteis e a certas horas. Em Roma, por exemplo, a penalização tem lugar das 9h00 às 12h00 e das 15h00 às 17h00. Mas esta é apenas a segunda medida considerada prioritária para reduzir para níveis aceitáveis as partículas que sujam o oxigénio que todos respiram.
Os autores do trabalho dizem que a medida mais relevante de todas é o aumento do número de corredores Bus, que permitiria aumentar a velocidade média de circulação dos autocarros dos actuais 14,9 quilómetros/hora para 25. A criação de cada um destes corredores é alvo de negociações entre a Carris e a Câmara de Lisboa, mas o processo parece padecer de doença grave. Senão, veja-se: em 2005, e de acordo com a newsletter da Carris, a autarquia considerou que poderia abrir corredores na Rua dos Fanqueiros e na Morais Soares, entre outras artérias. Hoje nenhuma delas tem ainda uma faixa exclusiva para os transportes públicos.
Lavar Av. da Liberdade
"Da parte da câmara nem sempre há uma resposta imediata", admite um adjunto do secretário-geral da Carris, Nuno Correia, acrescentando que em 2007 a transportadora abriu mais 710 metros de corredores Bus. "Vamos anunciar em Setembro uma melhoria das condições de circulação dos transportes públicos", diz o vereador que na autarquia tem o pelouro da Mobilidade, Marcos Perestrello, escusando-se, no entanto, a adiantar quais. Também no que à redução da poluição do ar diz respeito, a Câmara de Lisboa vai passar a lavar a Av. da Liberdade, que é uma das artérias mais preocupantes da cidade a este nível, "duas vezes por dia em vez de uma, para que as partículas poluentes não fiquem em suspensão no ar".
O aumento da fiscalização do estacionamento na cidade é outra medida considerada útil pelos autores do estudo. Aqui Marcos Perestrello declara que a câmara "tem de conseguir fazer melhor", embora a situação esteja, do seu ponto de vista, "infinitamente melhor do que há um ano". O autarca espera que o sistema de aluguer de bicicletas que vai lançar tire muitos automóveis das ruas. Já o plano de melhoria da qualidade do ar fala na renovação das frotas de autocarros e de táxis. Dos 745 veículos que a Carris tem ao seu serviço apenas 37 são movidos a gás natural, embora os restantes respeitem, segundo Nuno Correia, as directivas que obrigam a baixas emissões de dióxido de carbono. O trabalho ontem publicado fala em 50 novos veículos a gás natural para a Carris, mas a transportadora acabou de lançar concurso para comprar apenas mais 20. "Ainda não são tão eficientes como os que usam gasóleo, mas têm vindo a melhorar", observa o responsável. A criação de corredores especiais de circulação para viaturas com maior número de ocupantes é mais uma medida a ter em conta. A ideia é para aplicar nas vias estruturantes, sobretudo nos principais acessos a Lisboa. Outra ideia, embora não prioritária, passa pela cobrança de uma taxa de circulação na Baixa nos dias úteis, aplicável a não residentes.»
FOTO: Praça dos Restauradores no início do séc. XX antes do abate dos jardins para facilitar a crescente circulação rodoviária. Imagem de Paulo Guedes (1886-1947). Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Carta ao Presidente da C.M.L.: Demolição e Construção Nova no Largo do Rato

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) da Universidade de Lisboa vem por este meio manifestar a sua total oposição ao projecto de demolição e construção nova no gaveto formado pelo Largo do Rato / Rua do Salitre / Rua Alexandre Herculano.
A construção deste novo edifício vai implicar a demolição de dois imóveis que já existem no local e que fazem parte da memória colectiva da cidade. Chamamos atenção para o facto do novo edifício que se pretende erguer se situar numa zona de grande riqueza patrimonial. Assim, e para além da própria imagem urbana consolidada do Largo do Rato que importa preservar, na envolvência deste local já existem os seguintes imóveis classificados:
-Aqueduto das Águas Livres e Mãe de Água, incluindo o Chafariz do Rato (Monumento Nacional);
-Garagem Auto-Palace (Imóvel de Interesse Público);
-Edifício de Miguel Ventura Terra, na Rua Alexandre Herculano, 57 (Imóvel de Interesse Público);
-Sinagoga Portuguesa Shaaré Tikvah (Imóvel de Interesse Público);
-Palácio Palmela, incluindo o Jardim Terraço - Procuradoria Geral da República (Imóvel de Interesse Público);
Para além destes cinco imóveis já classificados, existem actualmente mais seis em vias de classificação. Recordamos, também, que a Carta Municipal do Património do PDM seleccionou para protecção várias dezenas de imóveis nesta zona, com destaque para o conjunto urbano da Rua do Salitre.
A LAJB também constata que a proposta arquitectónica do novo edifício é convencional apesar da sua aparente imagem de modernidade. A existência de sete caves para estacionamento constitui prova disso pois é um erro à luz dos actuais modelos de desenvolvimento urbano sustentável.
Verificamos, com grande preocupação, que o novo edifício não apresenta mais valias para esta zona histórica da cidade. A sua imagem e escala vão introduzir uma rotura desnecessária numa zona urbana consolidada como é o Largo do Rato / Rua do Salitre.
Assim, considerando que estamos perante um gaveto:
-com dois imóveis recuperáveis e perfeitamente integrados numa zona com grande valor patrimonial, com que fundamentos se propõe a sua demolição?
-com frentes urbanas sobre arruamentos onde se verifica intenso trâfego automóvel, com que fundamentos se pode aprovar um novo edifício de habitação com sete caves de estacionamento?
-localizado mesmo em frente a um acesso da estação do Rato da rede do Metropolitano de Lisboa, e numa zona servida por dezenas de autocarros da Carris, com que argumentos se defende a aprovação de um edifício de habitação que promove de uma maneira excessiva hábitos insustentáveis como o uso do transporte individual dentro da cidade?
-parcialmente ocupado por um tradicional logradouro, com que argumentos se defende uma proposta de nova construção que propõe a impermeabilização total do terreno e sem qualquer espaço verde de compensação?
-localizado numa área urbana com níveis elevados de poluição ambiental (do ar e sonora), com que argumentos se defende a construção de um edifício para habitação junto a arruamentos sem conforto ambiental adequado a esse uso?
Pelas razões expostas, a LAJB considera que o novo edifício proposto vai contra o modelo de desenvolvimento sustentável que deve marcar as intervenções nas zonas históricas urbanas. As suas características frustram expectativas que marcam a actualidade das cidades, como por exemplo, as mudanças climáticas, os estilos de vida sustentáveis e a preservação e reciclagem do património arquitectónico e urbano.
A LAJB vem assim solicitar à Câmara Municipal de Lisboa que não aprove este projecto. Os edifícios existentes no local não devem ser demolidos mas sim reabilitados dando corpo à urgente mudança de paradigma na gestão da cidade como é defendido pelo actual executivo municipal.
Lisboa ainda é uma das capitais europeias com menor investimento na reabilitação e conservação urbana. Por esta razão, a Câmara Municipal de Lisboa terá de assumir cada vez mais um papel orientador e pedagógico do sector imobiliário, emitindo juízos coerentes com a política de reabilitação urbana sustentável.
NOTA: A proposta de demolição e construção nova é votada hoje em reunião da CML. Para assinar a petição "Salvem o Largo do Rato", clique no título.
FOTO: Chafariz do Rato na década de 30 do século XX pelo fotógrafo Eduardo Portugal (1900-1958). Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal
domingo, 27 de julho de 2008
CONDE DE FICALHO: fundador do Jardim Botânico nasceu a 27 de Julho de 1837
quarta-feira, 23 de julho de 2008
AS ÁRVORES E A CIDADE: Vitis vinifera na Rua Andrade Corvo
A inesperada poesia de Lisboa. Cachos de uvas, banhados de sol escaldante, no portão de um antigo palacete urbano. Vitis vinifera na Rua Andrade Corvo.
Espécie: Vitis vinifera
Local: Logradouro de palacete na Rua Andrade Corvo, torneja Avenida Fontes Pereira de Melo, 38. Um projecto de 1911 do arquitecto Norte Júnior (Prémio Valmor de 1914) e actual sede do Metropolitano de Lisboa.
domingo, 20 de julho de 2008
AS ÁRVORES E OS LIVROS: Ramos Rosa
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Carta à Junta de Freguesia de São Mamede: Casa e Jardim Daupiás
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Alerta para falhas nas agências europeias
«Segundo a LAJB, a construção dos imóveis, com cerca de 16 mil m2 de área, acarretou "o abate de dezenas de árvores e arbustos" que existiam no local, os quais não foram ainda repostos. "A LAJB constata com grande preocupação que os novos espaços verdes se reduzem a relvados muito exigentes em água e a quatro pinheiros mansos plantados junto do passeio marítimo", veicula a carta endereçada ao presidente do conselho de administração do Porto de Lisboa, Manuel Frasquilho. Os Amigos do Botânico consideram preocupante a existência de "uma grande área com pavimentos impermeáveis" e lamentam que as coberturas dos edifícios não tenham sido pensadas como espaços verdes.»
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O CARRO DO LIXO JÁ NÃO VAI A KAMIKATSU
O carro do lixo já não vai a Kamikatsu, um município na ilha de Shikoku no sul do Japão. As autoridades locais decidiram ser "Zero Waste". Os cidadãos têm de fazer a compostagem de todos os desperdícios de comida e separar todo o lixo em 34 contentores diferentes localizados no Centro de Reciclagem "Zero Waste". O governo local já não faz a convencional recolha de lixo porta a porta desde Setembro de 2003, data do início do projecto. Esta decisão em fazer de Shikoku uma comunidade "Zero Waste" é justificada como sendo uma solução mais amiga do ambiente e mais barata do que a opção de construir um incinerador ou um aterro sanitário. Desta forma os cidadãos tornam-se também mais conscientes da quantidade de lixo que produzem. A 16 de Junho de 2008 o Ministério do Ambiente do Japão seleccionou o caso pioneiro de Kamikatsu como um "projecto de reciclagem exemplar para a Economia e o Ambiente". Este modelo de desenvolvimento comunitário para uma boa gestão dos desperdícios será implementado noutros municípios do Japão.Será isto o futuro? A resolução dos desperdícios criados pelo Homem terá de passar necessariamente pela responsabilização de quem os produz. No Jardim Botânico já existem vários locais de compostagem mas no futuro será recuperado o antigo poço de compostagem.
A notável história de Kamikatsu despertou atenção mundial depois de uma reportagem da BBC transmitida no passado dia 12 de Julho:
FOTO: os famosos terraços para o cultivo de arroz em Kamikatsu (Fonte: www.utsukushii-mura.jp)
sábado, 12 de julho de 2008
EM FLORAÇÃO: Eucalyptus ficifolia
Nome: Eucalyptus ficifolia F. Muell.
Família: Myrtaceae
Derivação do nome do género/espécie: Eucalyptus, do grego eu + καλύπτω ("verdadeira cobertura") / fici do latin figo, folium em referência à forma das folhas. O nome científico desta espécie passou a ser referido nos livros da especialidade por Corymbia ficifolia.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O INCÊNDIO NA AVENIDA DA LIBERDADE, 23
O belíssimo prédio dos finais do século XIX ficou destruído. Resta apenas a fachada, outrora cenário elegante para acolher a vida mas agora reduzida a cenário dantesco.
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico viveu com angústia o incêndio e lamenta mais esta perda patrimonial para a nossa cidade. Lisboa está mais pobre.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
CARTA AO PORTO DE LISBOA: desilusão com os novos «espaços verdes» no Cais do Sodré
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) da Universidade de Lisboa vem por este meio manifestar a sua preocupação com os espaços verdes na envolvência dos novos edifícios para a Agência Europeia de Segurança Marítima e o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.
A construção destes edifícios, em terrenos tutelados pela administração do Porto de Lisboa, implicou o abate de dezenas de árvores e arbustos que já existiam no local. Até à presente data, altura em que a obra se encontra terminada, a LAJB esteve na expectativa de ver os novos espaços verdes criados na envolvência dos edifícios.
Assim, a LAJB constata com grande preocupação que os novos espaços verdes se reduzem a relvados muito exigentes em água e a quatro pinheiros mansos plantados junto do passeio marítimo. É igualmente motivo de grande preocupação para a LAJB a existência de uma grande área com pavimentos impermeáveis. Também o facto das coberturas em terraço dos edifícios não terem sido pensadas como jardins constitui uma lamentável oportunidade perdida.
Para a LAJB, os espaços verdes da futura Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, desiludem face às necessidades e expectativas dos cidadãos de uma cidade contemporânea. As suas características frustram expectativas ambientais que marcam a actualidade, como por exemplo, as mudanças climáticas, a preservação da biodiversidade e a poupança da água.
A LAJB vem assim solicitar à Administração do Porto de Lisboa que considere a revisão do projecto dos espaços verdes de modo a melhorar a qualidade do Ambiente Urbano, tendo em consideração os seguintes factores:
- plantação de mais árvores e arbustos para melhorar não só o conforto bioclimático da zona como também para reduzir o impacto negativo dos novos edifícios naquela zona histórica muito sensível;
- dar prioridade à plantação de espécies xerofíticas, nomeadamente da flora autóctone que estão naturalmente adaptadas aos verões quentes e secos do sul de Portugal;
- plantar árvores de alinhamento no novo passeio virado para o Jardim Roque Gameiro, que deverão ser exemplares de Jacaranda mimosifolia de modo a completar a simetria do projecto de arborização da Praça Duque da Terceira / Cais do Sodré.
A LAJB gostaria de contribuir para a melhoria deste espaço verde da nossa cidade disponibilizando-se para aconselhamento botânico e ecológico.
Lembramos que Lisboa é uma das capitais europeias com uma relação de espaços verdes por habitante das mais desfavoráveis. Por essa razão, aumentar a capitação de espaços verdes por habitante é uma das prioridades do actual executivo do Governo e da Câmara Municipal de Lisboa. Mas cabe a todos nós, sociedade civil, participar na construção de um melhor Ambiente.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
AS ÁRVORES E OS LIVROS: Nicolau Saião
do mar, se eu tivesse uma casa a sotavento das dunas
como as que se adivinham em certos quadros de Cézanne
se a luz é muito clara e permanece
com velhos nomes gregos que não sei.
Nespereiras, limoeiros, uma que outra ameixoeira
parecendo, vistas de longe, ser
de uma substância estranha e desconhecida.
Não me importava, até, de em tardes de calor
ter dentro do meu quarto um abrunheiro donde pendesse
um decente e fraternal cadáver.
e tenho confiança no reino vegetal.
os mais exactos filhos do mundo.
- essas árvores turvas da esperança -
e quando digo rodear sei o que digo, pois
queria que se enrolassem nos meus rins, nas espáduas
me descessem pelas pernas e lançassem
perto do meu sexo folhas novas
e que, ao lusco-fusco, enquanto no céu passam
os pequenos satélites mortais e luminosos que o desespero
do Homem lá coloca, por surpresa se transformassem
em plantas de gesso de frutos impensáveis.
uma árvore junto a um hospital
Não sei porquê creio que me lembro mais
ou sinto mais
agudamente os níveis dolorosos das origens
do cristal, da carne
os esponjosos tecidos da sombra e da frescura
das cores da morte pronta para o grande tumulto.
de noite uma árvore
obscuro da nossa vida, principalmente da nossa vida
que não houve. Mas mesmo assim
dentro das ruas, dentro das casas
as árvores têm um outro entendimento
um mistério muito delas
- e não completamente inventados -
pois não desprezam a agonia dos homens, o choro dos homens
o seu riso, a sua fome, os sinais todos
que o Homem podia e devia ter.
e sem ódio.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
OS AMIGOS DAS ÁRVORES: « LISBOA VERDE »
«Dentro desta filosofia, e tendo em conta também a defesa da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida das populações humanas que habitam a cidade de Lisboa, apelamos a todos aqueles que verdadeiramente amam esta cidade para que entrem em contacto connosco, denunciando situações que possam comprometer os nossos espaços verdes e que gostariam de ver resolvidas.»
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico já colaborou com a Lisboa Verde, nomeadamente na proposta de criação de um novo espaço verde no Largo Hintze Ribeiro que foi apresentada ao Pelouro do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa no dia 21 de Março de 2008 (Dia Mundial da Árvore).
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico agradece à Lisboa Verde tudo o que tem feito pelas árvores e jardins da nossa cidade.
Para saber mais sobre a Lisboa Verde visite: www.lisboaverde.org
FOTO: Lago do Jardim França Borges na Praça do Príncipe Real