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terça-feira, 22 de abril de 2014
quinta-feira, 5 de julho de 2012
O Nosso Bairro: R. do Monte Olivete 55-57
O edifício na Rua do Monte Olivete 55-57 foi totalmente DEMOLIDO no mês de Junho. Lisboa continua a destruir, de forma irresponsável, o seu património arquitectónico. Receamos também que neste caso o logradouro seja impermeabilizado com a construção de uma cave para estacionamento como é cada vez mais habitual. De ano para ano cresce a área impermeabilizada na envolvência urbana do Jardim Botânico. O novo PDM de Lisboa vai incentivar este tipo de intervenções, insustentáveis, com efeitos muito negativos para o futuro da nossa cidade. Porque razão continuamos a rejeitar a reabilitação e restauro em favor da construção nova? Nesta área o atraso de Portugal no contexto europeu é muito preocupante.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O nosso Bairro: Rua Rosa Araújo 49
Apesar de nunca ter sido colocado o "Aviso" na fachada, como a lei obriga, sabemos que deu entrada a 9 de Abril de 2007 um "pedido de ampliação". Afinal a "ampliação" queria dizer a demolição integral do miolo do edifício para não só aumentar a cércea mas também para abrir as habituais caves de estacionamento. Pela análise de outras obras de Nicola Bigaglia, os interiores deste arquitecto são sempre de grande qualidade e com certeza estes não seriam excepção. Não percebemos porque razão os técnicos da CML aprovam a demolição de obras com interiores notáveis e recuperáveis. O proprietário deste prédio é o BES e o autor do projecto é o Atelier Aires Mateus.
Este imóvel tinha ainda a particularidade de ter sido alvo, em 1943, de um projecto de alterações (entrada, por exemplo) do não menos notável arquitecto Luís Cristino da Silva.
Este imóvel tinha ainda a particularidade de ter sido alvo, em 1943, de um projecto de alterações (entrada, por exemplo) do não menos notável arquitecto Luís Cristino da Silva.
Concluíndo, este era um imóvel a preservar na sua integridade patrimonial.
A LAJB lamenta mais este mau exemplo de delapidação do património cultural do antigo Bairro Barata Salgueiro. Lisboa ficou mais pobre.
A LAJB lamenta mais este mau exemplo de delapidação do património cultural do antigo Bairro Barata Salgueiro. Lisboa ficou mais pobre.
sábado, 26 de dezembro de 2009
«Por uma cidade que se respeite»
Uma câmara municipal digna desse nome multa, castiga, reprime o desleixo e negligência de quem for dono de um prédio nessas condições. Se não tiver instrumentos legais robustos para o fazer, exige-os ao Governo da República. Se não o conseguir, tem que se fazer porta-voz da indignação dos munícipes.
O Governo do país tem a obrigação de impedir que os centros das nossas cidades estejam sujos, ocos e cariados. Tem o dever de tornar muitíssimo dispendioso este mau hábito de quem não cuida da sua propriedade urbana. Tem o interesse - num país antigo, peculiar e turístico como o nosso - de garantir que os nossos centros históricos estejam impecáveis.
Não existe o direito de ter um prédio a cair. Tal como não existe o direito de guiar um carro sem travões ou poluente. Não interessa se o compraram ou herdaram. O carro tem de passar na inspecção periódica. O mesmo deveria valer para o prédio: tem de estar em boas condições, ou o proprietário terá de pagar pelo dano e risco que provoca a outrem. Um prédio decadente faz reverberar o desleixo. Baixa o valor da sua rua ou do seu bairro, incluindo o daqueles prédios cujos proprietários, mais conscienciosos, trataram de cuidar e manter em boas condições. Um prédio a cair representa um risco de segurança para quem ali passa, para o solitário inquilino que às vezes lá resta, para os vizinhos.
A propriedade de um prédio não é coisa que venha sem obrigações. Esse é um equívoco que engendra outros equívocos de todas as partes envolvidas, sem excepção: a ideia de que os exemplos de prédios integralmente ocupados com rendas baixas (cada vez menos) podem servir de desculpa para situações de incúria em prédios praticamente vazios; a ideia de que o Estado pode ser o primeiro proprietário negligente; a ideia de que às autoridades públicas cabe, sempre, pagar toda a factura do rearranjo dos prédios. O Rossio de Lisboa foi recuperado com dinheiros públicos há uma década. Hoje tem prédios com telhados cobertos de folha de alumínio. Lamento, mas isto não é cidade que se respeite.
O presente de Natal para toda a gente que gosta da cidade, da cultura e de música aí está: ardeu o prédio onde ficava o Hot Clube de Lisboa, um dos mais antigos clubes de jazz da Europa. Perguntava um leitor do PÚBLICO ao saber da notícia: será que vale a pena fazer TGV e novos aeroportos para mostrar uma cidade vazia? Sob o impacto do momento, o exagero é desculpável, porque toca na ferida. As pessoas não vão apanhar o TGV para Madrid para ficar a olhar para a estação ferroviária. Vão para ver o Museu do Prado.
Aquilo que Portugal e Lisboa esquecem - com o novo-riquismo desculpável de quem se encontra em algumas rotas da moda - é isto: ninguém volta ao hotel de charme para olhar de novo para o mesmo prédio esburacado em frente.
Andámos anos a discutir um ridículo projecto para o Parque Mayer e deixámos o Hot Clube ao abandono. O salão do Conservatório está em ruína. O Pavilhão Carlos Lopes também. Não temos um lugar no centro da cidade para receber exposições internacionais que atraiam centenas de milhares de visitantes. Achamos natural que o candidato evidente para essa função - a Praça do Comércio - sirva para a burocracia do Estado. Ou então, que se faça lá um hotel de charme. Temos, não o nego, muito charme no abandono. Rui Tavares in Público, 23-12-2009
FOTO: Igreja de São Vicente de Fora (MN) fechada ao público no início deste ano devido ao mau estado de conservação.
sábado, 1 de agosto de 2009
INVASÃO DO JARDIM BOTÂNICO
BASTA! Andam a vandalizar o Jardim Botânico.
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico, exige que a Câmara Municipal de Lisboa, nos informe sobre a vandalização iniciada ontem, da cerca pombalina do JB, bem como, dos terrenos no seu interior.
O famigerado Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, sofreu ontem mais um atentado à sua integridade e preservação, que receamos se venha a continuar nos próximos dias. Abertura de buracos na cerca pombalina do JB, contígua ao Parque Mayer e esventramentro dos terrenos do JB, o que perfaz uma violação grave do nosso património e de um legado que pertence a toda a cidade de Lisboa e a todo o país.
Património Nacional, num processo que se arrasta desde os anos 70, e, que ainda não foi inexplicavelmente concluído - falta a homologação na Assembleia da República - igualmente adiada, desde o início da actual legislatura, em 20 de Fevereiro de 2005.
Queremos saber quem ordenou o referido atentado para podermos actuar rapidamente.
Pedimos também a divulgação deste atentado por todos os meios de comunicação social, bem como, por todos os cidadãos.
Informamos também que iremos contactar as entidades, que, neste caso, terão responsabilidades directas ou indirectas nesta situação. A saber: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa, Ministro da Cultura, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Vereador do Ambiente, Espaços Verdes, Plano Verde, Higiene Urbana e Espaço Público, Director do IGESPAR.
Exigiremos responsabilidades junto das Autoridades competentes, nacionais, europeias e internacionais.
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico, exige que a Câmara Municipal de Lisboa, nos informe sobre a vandalização iniciada ontem, da cerca pombalina do JB, bem como, dos terrenos no seu interior.
O famigerado Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, sofreu ontem mais um atentado à sua integridade e preservação, que receamos se venha a continuar nos próximos dias. Abertura de buracos na cerca pombalina do JB, contígua ao Parque Mayer e esventramentro dos terrenos do JB, o que perfaz uma violação grave do nosso património e de um legado que pertence a toda a cidade de Lisboa e a todo o país.
Património Nacional, num processo que se arrasta desde os anos 70, e, que ainda não foi inexplicavelmente concluído - falta a homologação na Assembleia da República - igualmente adiada, desde o início da actual legislatura, em 20 de Fevereiro de 2005.
Queremos saber quem ordenou o referido atentado para podermos actuar rapidamente.
Pedimos também a divulgação deste atentado por todos os meios de comunicação social, bem como, por todos os cidadãos.
Informamos também que iremos contactar as entidades, que, neste caso, terão responsabilidades directas ou indirectas nesta situação. A saber: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa, Ministro da Cultura, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Vereador do Ambiente, Espaços Verdes, Plano Verde, Higiene Urbana e Espaço Público, Director do IGESPAR.
Exigiremos responsabilidades junto das Autoridades competentes, nacionais, europeias e internacionais.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O NOSSO BAIRRO: Rua Rosa Araújo, 32
E quais são as razões da opção "nova construção" em vez da "conservação"? Porque se quer construir um novo prédio de habitação com lugares de estacionamento subterrâneo. E para cumprir este hábito insustentável, sacrificou-se mais um edifício e logradouro com interese patrimonial e ambiental. O antigo logradouro, permeável e vivo, é agora uma garagem em cave, impermeável e morta.
As cidades sempre se construiram sobre as ruínas do passado. Mas o Homem de hoje já não pode repetir esse ciclo milenar. Vivemos numa época de crise ambiental. Estamos a consumir os recursos naturais do Planeta de forma insustentável. É urgente mudar. Reciclar os edifícios que já existem e assim evitar construções novas.
Página a página, estamos a desfazer o grande livro da história da arquitectura e do urbanismo da capital. Uma história única mas em rápido processo de erosão. Cada demolição e impermeabilização de logradouro contribui para a degradação do Ambiente da capital.
A LAJB lamenta a morte deste vizinho do Jardim Botânico. Lisboa ficou culturalmente e ambientalmente mais pobre com o desaparecimento deste testemunho do Bairro Barata Salgueiro.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O INCÊNDIO NA AVENIDA DA LIBERDADE, 23
O belíssimo prédio dos finais do século XIX ficou destruído. Resta apenas a fachada, outrora cenário elegante para acolher a vida mas agora reduzida a cenário dantesco.
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico viveu com angústia o incêndio e lamenta mais esta perda patrimonial para a nossa cidade. Lisboa está mais pobre.
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
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23:56
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