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domingo, 31 de janeiro de 2016

Conferência: EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS – ENTRE O JARDIM E A PAISAGEM URBANA











EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS – ENTRE O JARDIM E A PAISAGEM URBANA: Do Palácio de Cristal do Porto (1865) à Exposição de Paris (1937) | 1 e 2 de Fevereiro 2016

Com esta Conferência pretende-se abordar o contributo das Exposições Internacionais para o desenho e construção do espaço exterior, da escala do jardim à escala da cidade, tomando como ponto de partida os jardins do Palácio de Cristal do Porto. Inaugurados há 150 anos para receber a Exposição Internacional de 1865, são, ainda hoje, um dos espaços de referência da cidade. 
A abordagem termina com a Exposição Internacional de Paris de 1937, planeada por Jacques Gréber, autor do projeto para o Parque de Serralves, espaço de incontornável interesse paisagístico e de importância central na vida contemporânea do Porto e do país.  Se os jardins do Palácio de Cristal representam o primeiro, grande e moderno, espaço de recreio na cidade, o Parque de Serralves constitui a última grande quinta de recreio construída no Porto. 
Por razões distintas, as suas histórias cruzam-se com as das Exposições Internacionais, sobre cujo significado e representações importa refletir. 
Entre 1865 e 1937 várias Exposições se foram realizando, revelando inquietações e convicções de cada tempo e lugar, com efeitos mais ou menos significativos do ponto de vista artístico, cultural e social. Nesta Conferência interessa olhar para aquelas que, dentro deste período, direta ou indiretamente mais contribuem para o entendimento dos jardins do Palácio de Cristal e dos espaços verdes públicos que, no Porto, se construíram nas décadas seguintes, influenciados pela novidade e dinâmica gerada pela construção daqueles jardins. 
Por outro lado, a história de Serralves está intimamente ligada às Exposições de Paris de 1925 – determinante nas opções estéticas presentes na construção da propriedade – e de 1937, na qual Gréber assumiu o papel de arquiteto-chefe. 
Pretende-se, assim, contribuir para aprofundar o conhecimento sobre esta personagem fundamental para o entendimento de Serralves em todas as suas dimensões, seguindo uma linha de investigação cedo iniciada pela Fundação de Serralves.  
A Conferência dirige-se a profissionais, investigadores e estudantes ligados ao desenho das cidades e dos jardins e ao público em geral, interessado na história do Porto e de Serralves.  
Comissária: Teresa Marques   http://www.serralves.pt/pt

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Curso "Planeamento em permacultura" 3ª edição na Fundação de Serralves

Permacultura significa "cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, ciclos de nutrientes, solo, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes. Este termo conhece a sua origem com Bill Mollison e David Holmgren, e tem inspirado diversos movimentos sociais na direção de vidas socialmente mais justas e ecologicamente sustentáveis, como é o caso das «cidades em transição», liderado pela primeira vez pelo permacultor Rob Hopkins.

Depois das boas experiências com os cursos organizados em 2012 e 2013, onde se transformaram espaços e mentalidades, lançaram-se sementes à terra e germinaram novos projetos.


O Serviço Educativo de Serralves, em parceria com a Quercus, quer dar continuidade a esta aprendizagem e partilha de experiências. Este curso oferece uma viagem de seis fins de semana alternados pelo mundo da Permacultura, será ministrado em português e os participantes que cumprirem todas as horas de formação obterão um certificado oficial da «British Permaculture Association» de realização de um "PDC – Permaculture Design Course” – o curso de 72 horas criado por Bill Mollison.
 
Objetivos do curso
-Ensinar e difundir a Permacultura.
-Orientar os participantes num caminho de transformação para uma vida mais ecológica, sustentável e natural. - Oferecer um curso completo de Permacultura no Porto, em horário acessível a quem trabalha.

-Ensinar a Permacultura na cidade, proporcionando ainda experiências no campo.

                                                                                   
Organização: Serviço Educativo de Serralves em parceria com a Quercus
Formadores: Yassine Benderra, Joana Costa

sábado, 1 de outubro de 2011

O exemplo do Jardim Botânico do Porto II

No ano das comemorações dos 100 anos da fundação da Universidade do Porto, o Jardim Botânico está assim como mostram as imagens (Julho 2011): limpo, restaurado, com boa manutenção e em funcionamento. Os caminhos foram devidamente reabilitados, as estufas, fontes e lagos restaurados, os bebedouros oferecem água e a sinalética foi repensada e refeita. Está disponível e ao serviço da comunidade. Sabe bem qual é a sua missão no séc. XXI. Entretanto o nosso Jardim Botânico em Lisboa está não só em mau estado de conservação (algumas partes em completa ruína) como também ameaçado por um "Plano de Pormenor" mais preocupado em disciplinar e oferecer oportunidades para a ocupação dos solos na zona de protecção do monumento do que promover uma defesa efectiva e genuína a longo prazo. Será que o Porto aceitaria um anel de 30 mil m2 de construção na zona de protecção do seu Jardim Botânico? Pois é isso que quer fazer a CML com a capa diáfama de «coberturas verdes» em cima de lajes de betão armado como propõe o Plano de Pormenor.

sábado, 11 de julho de 2009

O exemplo do PARQUE DE SERRALVES - III

PAISAGEM DO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (DESDE 1986)

O nascimento do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, em 1996 veio representar outro momento fundamental na história do Parque através de nova intervenção na paisagem. Esta aconteceu numa parcela lateral ocupada por uma horta e um laranjal e foi dirigida por João Gomes da Silva (com a colaboração de Erika Skabar), arquitecto paisagista convidado por Álvaro Siza Vieira. A história do lugar, a sustentabilidade do espaço e a topografia foram os aspectos estruturadores do projecto que tinha em conta não só a presença do novo edifício, como o seu programa e usos.

Uma nova paisagem foi então redefinida tendo em conta os espaços envolventes e a sua relação com o novo edifício. Criaram-se maciços vegetais nas orlas existentes (jardim de Gréber, a Mata e o muro da Quinta) delimitando-se a sua localização face aos jardins, a Mata e o exterior. Junto às orlas definem-se, então, três clareiras. Uma, a Norte, envolvida por três pequenos bosquetes de bétulas e azevinhos assinala a entrada do Museu. Outra, localizada entre o Roseiral e a Mata está salpicada de Teixos que, em contraluz ao fim do dia, contrastam com o museu exposto ao sol. Finalmente, no espaço onde o muro e a Mata se cruzam deparamos com a terceira clareira caracterizada pela presença de quatro maciços paralelos de Azinheiras, delimitada por uma longa sebe de Pilriteiro.

Esta paisagem é também caracterizada pelas espécies que a constituem. Ao contrário da flora exótica que Gréber introduziu, optou-se pelo trabalho sobre a vegetação autóctone do Norte de Portugal, incluindo espécies como a Bétula, o Azevinho, os Carvalhos, o Teixo, o Pilriteiro e as Urzes, procurando-se assim permitir ao público um outro conhecimento desta natureza. Serve também de suporte de exposições e obras de arte em regime temporário ou permanente e de percurso dirigido aos visitantes. Modelado pelas condições que o edifício do Museu coloca, trata-se de um espaço que é definido topologicamente como extremidade de uma bacia aberta, separada dos outros jardins. Fluindo em direcção à Mata através de um declive na encosta permite-nos entrever a silhueta do Museu cuja relação com a luz adquire especial importância pois ao longo do ano a sua imagem transfigura-se perante os contrastes e variações da luminosidade.

RECUPERAÇÃO

A alteração da função original – de espaço de habitar, privado e exclusivo, a espaço de produção e difusão de cultura, público e inclusivo –, associada ao estado de conservação que caracterizava os sistemas e os lugares que constroem a paisagem de Serralves, prescreveu a necessidade de implementar um Projecto de Recuperação.

Esta intervenção permitiu, de modo integrado e antecipativo, requalificar e valorizar esta paisagem, sendo um instrumento operativo para analisar e actuar no Parque de Serralves, de forma total, sistematizada e integrada, no espaço e no tempo, tempo este que ultrapassará significativamente o decurso das obras.

O Projecto de Recuperação para o Parque Serralves, cujos estudos se iniciaram em 2001, teve como filosofia geral de intervenção a Reabilitação. Esta consiste na adaptação dos espaços e/ou dos elementos estruturantes e de composição através de várias intervenções, as quais permitem solucionar os problemas que afectam o uso, a função e a aptidão actuais e futuras. A Reabilitação é um processo de intervenção através do qual a integridade do património é salvaguardada.

A área de intervenção definida pelo Projecto de Recuperação inclui o espaço do jardim projectado em 1932 por Jacques Gréber e outras áreas da propriedade da Fundação de Serralves, como sejam os limites Sul e Sudeste com características agrícolas, e a mata localizada a Oeste. Apenas o espaço envolvente do edifício do Museu de Arte Contemporânea, bem como a Colecção de Plantas Aromáticas, estão excluídos do Projecto de Recuperação. A empreitada de realização do projecto foi subdividida em 14 áreas de execução temporal e espacialmente faseada, tendo permitido manter o Parque de Serralves aberto ao público durante a obra, investindo o próprio processo de obra, acompanhado de um plano de comunicação in situ e in visu, de uma função pedagógica.

A autoria do Projecto é partilhada entre Claudia Taborda, à altura Directora do Parque, e que nessa qualidade definiu o seu conteúdo programático e orientou a sua produção, e João Mateus, arquitecto paisagista escolhido por concurso para a sua realização. A concepção do Projecto de Recuperação e Valorização do Parque de Serralves foi acompanhada por um Conselho Consultivo constituído pelos arquitectos paisagistas Aurora Carapinha, Teresa Andresen, Gonçalo Ribeiro Telles e Ilídio de Araújo.

Nota: texto retirado de http://www.serralves.pt/

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O exemplo do PARQUE DE SERRALVES - II

QUINTA DO LORDELO E QUINTA DO MATA-SETE (ATÉ 1925)

Provavelmente desenhado por um dos viveiristas da cidade, e inspirado nos modelos victorianos de final de oitocentos, o jardim da Quinta do Lordelo apresentava um primeiro núcleo que se desenvolvia nas traseiras da casa com canteiros de formas orgânicas enriquecidos por espécies ornamentais, ao gosto da época. Este jardim culminava, a Sul, numa balaustrada que olhava de cima o lago de contornos orgânicos onde uma ilha central, à qual se ligava uma ponte, e um pequeno pavilhão denotavam o gosto pelo exótico, característico do período. Com uma área significativamente menor do que a presente, a propriedade seria a sucessivamente ampliada pelo Conde de Vizela com a aquisição de terrenos adjacentes, num processo de compras que se prolongaria até aos anos 40, atingindo os actuais 18 hectares.

A Quinta do Mata-Sete, também propriedade da família e herdada pelo irmão do Conde de Vizela, é integrada nesta ampliação por permuta com propriedades urbanas. Na altura da sua inclusão era já caracterizada por estruturas edificadas – pavilhão de caça, celeiro, lagar e casa dos caseiros – informadas por uma idealização da vida rural.

O JARDIM DA CASA DE SERRALVES (1925 A 1950)

Após uma visita, em 1925, à Exposition Internationale de Arts Décoratifs et Industriels Modernes, em Paris, Carlos Alberto Cabral decide intervir na quinta, no âmbito da reformulação da residência, convidando o arquitecto Jacques Gréber a desenhar um novo jardim. O projecto, cujos desenhos conhecidos datam de Agosto de 1932, é caracterizado por um classicismo modernizado, suavemente Déco, influenciado pelos jardins franceses dos séculos XVI e XVII, integrando e adaptando alguns elementos do jardim original, nomeadamente o lago, bem como estruturas agrícolas e de rega das propriedades entretanto em aquisição. Caracterizado por uma estrutura formal geometrizada de composição simétrica e rectilínea, inclui lugares de traçado organicista igualmente geometrizado.

Considerado em Portugal um dos primeiros exemplos da arte do jardim da primeira metade século XX, o jardim de Serralves projectado por Jacques Gréber terá sido o único construído nesse período por um privado, em Portugal, a partir de um projecto de arquitectura de paisagem. Os desenhos de Gréber em posse da Fundação de Serralves não incluem a totalidade da propriedade que hoje conhecemos, e que estava ainda em expansão. Com efeito, terminam a Sul no actual Passeio da Levada e a Poente no Roseiral, pelo que a autoria, ou autorias, dos traçados para além destes limites não pode ser afirmada com precisão. No entanto, e em particular no desenho de um tanque e espaços envolventes na extremidade Sul, pode ser reconhecido um traço idêntico ao do restante projecto de Gréber.

Desenvolvido a partir da Casa, o novo jardim ordena-se a partir de dois eixos perpendiculares entre si. O eixo principal estrutura-se sensivelmente de Norte a Sul na direcção do Rio Douro, ao longo de 500 metros, e é caracterizado por um Parterre d'eau em vários níveis, com planos de água comunicantes, flanqueados por relvados e maciços arbustivos, que parte do grande terraço fronteiro à residência e se estende para além do lago, concluindo-se a Sul já na Quinta do Mata-Sete. No outro eixo, uma álea de Liquidâmbares liga a residência à Marechal Gomes da Costa desembocando perpendicularmente a esta artéria através de uma inflexão no seu percurso. Paralelo a este, a Norte, o parterre lateral constitui-se como extensão da sala de estar da residência. Numa cota inferior, a Sul da álea, encontra-se o Jardim do Relógio de Sol e o Roseiral (originalmente projectado como Jardin Potager) que se abrem sobre o Court de Ténis com pavilhão de apoio. Este último, uma estrutura que faz a sua aparição nos jardins desta época, em resultado do entendimento do desporto como factor de bem-estar bem como de oportunidade social.

A Mata alberga o Lago da Quinta do Lordelo, adaptado e acrescido de um grotto que serve simultaneamente de embarcadouro, bem como estruturas agrícolas de armazenamento e condução de água para a rega. Na Quinta do Mata-Sete encontram-se campos agrícolas com folhas de cultivo e pastoreio, atravessadas pela parte Sul do eixo desenhado a partir da Casa, que culmina num tanque. Esta parte Sul do percurso, bem como o próprio tanque, encontrava-se ladeada de Ciprestes e sebes topiadas.

Nota: texto retirado de http://www.serralves.pt/

sábado, 4 de julho de 2009

Proteger a nossa Floresta dos incêndios

Este ano, mesmo antes do início da Primavera, já houve fogos florestais no nosso país. Apesar das medidas de prevenção, cada vez mais do conhecimento público, lamentavelmente parte da cobertura florestal desaparece todos os anos. Reflorestar é uma forma de recuperar o património vegetal perdido. Mas o balanço, após um incêndio e novas plantações, é muito deficitiário em biomassa e biodiversidade. Porque não ardem apenas árvores, ardem também outras plantas, insectos e animais. Parte do Carbono contido na massa ardida é reemitido para a atmosfera, e o habitat de numerosas espécies desaparece. Um incêndio é particularmente destrutivo quando ocorre na Primavera pois a floresta é local de reprodução. Se observar actividades suspeitas e comportamentos de risco numa zona florestal, reporte imediatamente às autoridades.

FOTO: bosque nas margens do Rio Sousa no distrito do Porto.

domingo, 31 de agosto de 2008

TERRA À TERRA: um exemplo do Porto

Terra à Terra - Projecto de Compostagem Caseira

O Terra-à-Terra é um projecto criado pela Lipor que visa promover a redução dos resíduos orgânicos ao nível das habitações da área da sua intervenção.

Os Municípios associados da Lipor contribuem com mais de 500.000ton/ano de resíduos sólidos urbanos que precisam de recolha, transporte, tratamento e deposição. Todo este processo tem custos económicos e ambientais consideráveis. Cerca de 40% dos resíduos produzidos são resíduos orgânicos, que podem em parte ser valorizados através da compostagem caseira, facilmente praticada nas habitações, tendo igualmente como benefícios o exercício físico, o contacto com a natureza, a melhoria dos solos e claro, um ambiente melhor. Estima-se que o processo de compostagem caseira permite uma redução em mais de 300Kg/ano por compostor.

Com este projecto pretende-se fomentar a prevenção dos resíduos orgânicos recolhidos e tratados de forma centralizada, reduzindo assim, o impacte ambiental associado ao processo e melhorando a qualidade de vida da população afectada.

Para aderir ao projecto e receber gratuitamente um compostor, os interessados precisam apenas de preencher uma ficha de inscrição, ter idade superior a 18 anos e residir em habitação permanente com jardim na área de intervenção do projecto. Após frequentar gratuitamente uma Acção de Compostagem de 3 horas, receberão um compostor.

O projecto é dinamizado pela Lipor em parceria com os seus Municípios Associados e não tem custos para os participantes. Para saber mais: http://www.hortadaformiga.com/

HORTA NA ESCOLA: um exemplo do Porto

De modo a promover a redução de resíduos, a cidadania e a qualidade de vida nas escolas, a Lipor (Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto) iniciou em 2004 um projecto intitulado 'Horta na Escola'.

Com este projecto a Lipor pretende ajudar as escolas a instalar uma pequena horta na sua envolvente, para que os alunos, funcionários e professores possam desfrutar dos produtos que aí cultivarem.

Numa fase preparatória foi solicitádo o preenchimento e envio de um pequeno inquérito, de modo a se poder avaliar o que existia nas escolas, quais as suas necessidades e qual o interesse em desenvolver o projecto.

Em Novembro de 2004, deu-se o início às actividades nas escolas.

A 1ª sessão é uma visita à Horta da Formiga - Centro de Compostagem Caseira, um espaço criado pela Lipor para educar e sensibilizar os cidadãos, em especial a população escolar. Permite demonstrar o que é a compostagem, quais as suas vantagens e diferentes usos (tem uma horta e um pomar biológicos com espécies cuidadosamente seleccionadas, onde é utilizado o composto produzido).

A 2ª sessão é dedicada à compostagem caseira (como separar os resíduos orgânicos, como encher o compostor e como manter o compostor a funcionar).

A 3ª sessão destina-se à horta (o que semear, plantar, que utensílios usar, como utilizar o composto e como manter a horta durante o ano respeitando sempre os métodos de produção biológica).

A 4ª sessão é no final do ano lectivo, para verificar se está tudo a correr conforme previsto.

Já aderiram ao projecto 36 escolas da região do Grande Porto. A utilização do composto como fertilizante no cultivo de alimentos para consumo pessoal é uma maneira simples e directa de nos ligar com a terra e ao mesmo tempo contribui para a diminuição de resíduos orgânicos a enviar para tratamento, que correspondem a 40% do nosso saco do lixo doméstico. Para mais informações sobre o projecto visite: http://www.hortadaformiga.com/

FOTO: jovem figueira, Ficus carica, uma das árvores a crescer na 'Horta na Escola'.

sábado, 30 de agosto de 2008

HORTA À PORTA: um exemplo do Porto

Horta à Porta - hortas biológicas da região do Porto, é um projecto que visa promover a qualidade de vida da população, através de boas práticas agrícolas. Apesar de já existirem na região do Grande Porto alguns projectos de compostagem caseira, hortas pedagógicas e agricultura biológica, é ainda muito limitada a sua divulgação e acesso à população. O projecto é dinamizado pela Lipor (Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto) em parceria com as Juntas de Freguesia de S. Pedro de Rates, Aver-o-mar e Maia e os Municípios de Matosinhos, Póvoa de Varzim, Maia e Porto.

A criação de uma rede desta natureza reveste-se de enorme importância, pelo que a Lipor, na tentativa de optimizar os espaços, a informação e os meios existentes na Região, lançou o Projecto Horta à Porta. Esta iniciativa passa não só pela criação de espaços verdes dinâmicos mas também pela promoção do contacto com a Natureza e de hábitos saudáveis sem esquecer a redução de resíduos.

O projecto Horta à Porta surgiu em Julho de 2003 devido à necessidade de articular a disponibilidade de várias entidades numa rede que viabilizasse uma estratégia para a Região do Grande Porto no domínio da Compostagem Caseira, na criação de Hortas e na promoção da Agricultura Biológica.

Na prática, este projecto pretende disponibilizar talhões de aproximadamente 25 m2 a particulares interessados em praticar a agricultura biológica e a compostagem. Ao receber o talhão de terreno, os futuros agricultores recebem também formação em agricultura biológica (para amadores) e acompanhamento técnico ao longo do ano. É ainda disponibilizada água, um local para armazenar as ferramentas e um compostor comum.
Os munícipes têm a possibilidade de cultivarem a sua pequena horta, com a garantia de qualidade dos produtos, de melhor saúde e ambiente. Neste momento estão já a funcionar 10 hortas urbanas:

MAIA
Horta de Crestins – 74 talhões
Horta da Maia - 14 talhões
Horta da Quinta da Gruta - 66 talhões

PÓVOA DE VARZIM
Horta de Rates - 10 Talhões
Horta de Aver-o-mar - 29 talhões

PORTO
Horta Municipal de Aldoar - 13 Talhões
Horta Municipal da Condomínia - 25 Talhões
Horta de Aldoar - 12 Talhões

MATOSINHOS
Horta de Custóias - 32 talhões
Horta de Leça da Palmeira - 19 talhões