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domingo, 5 de junho de 2016

5 de Junho - Dia Mundial do Ambiente

Tocamo-nos todos como as árvores de uma floresta
 no interior da terra


Herberto Helder

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Visita "Adaptações Botânicas": Dra. Ireneia Melo




O nosso agradecimento à Dra. Ireneia Melo que nos guiou numa visita pelo Jardim Botãnico à hora do almoço do dia de ontem. Com início na Classe, junto à monumental Ficus macrophylla da Austrália, partimos à descoberta das "ADAPTAÇÕES BOTÂNICAS" pela mão da nossa guia que conhece intimamente a Flora deste jardim. Fizemos paragens na Estufa, para admirar as "plantas carnivoras", no Lago de Cima, nas oliveiras, reliquias do antigo Colégio dos Jesuítas, na ceiba "barriguda"... A despedida foi junto dos coloridos Aloés já em floração.

domingo, 20 de maio de 2012

As Árvores e a Cidade: Ficus macrophylla

Um belo exemplar de Ficus macrophylla na Calçada da Cruz da Pedra em Lisboa (junto do Mosteiro de Santos-o-Novo).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

«100 coisas que tem de ver antes de morrer»

Na revista Time Out Lisboa da última semana (nº 229, página 20) a figueira da Austrália Ficus macrophylla, na entrada do nosso Jardim Botânico, aparece como uma das «100 coisas que tem de ver antes de morrer» em Lisboa!

segunda-feira, 21 de março de 2011

As Árvores e os Livros: Ruy Belo

COMPREENSÃO DA ÁRVORE

A tua voz edifica-me sílaba a sílaba ...

e é árvore desde as raízes aos ramos

Cantas em mim a primavera breve tempo

e depois os pássaros irão

povoar de ti novas solidões

E eu sentirei na fronte permanentemente

o sudário levemente branco do teu grande silêncio

ó canção ó país ó cidade sonhada

dominicalmente aberta ao mar que por fim pousas

na fímbria desta tua superfície.


Ruy Belo

Foto: Ficus macrophylla, na Classe

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Jardim Botânico no «Portugal em Directo»

As ameaças que pairam sobre o Jardim Botânico e zona envolvente em destaque no programa da RTP 1 «Portugal em Directo» de hoje. Pode ver o programa completo aqui:


Foto: Ficus macrophylla

sexta-feira, 16 de abril de 2010

UL em debate: relatório de avaliação da EUA

Na sequência do processo de avaliação institucional da Universidade de Lisboa, a European University Association (EUA) entregou em Fevereiro de 2010 o seu Evaluation Report (http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/269271.PDF). É muito importante agora, para toda a comunidade académica, conhecer e divulgar o seu conteúdo, discutir resultados e recomendações. Assim se vai construindo na UL um caminho para melhorar.

Em nome do Conselho de Garantia da Qualidade, tenho o prazer de o/a convidar a participar nas Jornadas "A UL em debate: o relatório de avaliação da EUA", que organizaremos na Reitoria no próximo dia 19 de Abril. A ideia é promover uma discussão participada do Relatório, em 3 sessões envolvendo estudantes, pessoal não docente e docentes. Contaremos com a presença do Reitor.

Saudações académicas

Ana Nunes de Almeida

Pró-Reitora

Reitoria Salão Nobre ENTRADA LIVRE

Programa

09h30-10h00 Sessão de abertura: António Sampaio da Nóvoa, Reitor

10h00-11h30 O ponto de vista dos estudantes: João Ascenso (AAUL) e Filipa Calisto (AEFF)

11h45-13h30 O ponto de vista do pessoal não-docente: António Martinho (ICS) e Célia Figueira (FP)

15h00 – 16h30 O ponto de vista dos docentes e dos investigadores: Paula Vaz Freire (FD) e Miguel Oliveira e Silva (FM)

16h30 – 17h00 Sessão de encerramento: Ana Nunes de Almeida, Pró-Reitora

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O nosso Bairro: Rua Vale do Pereiro, 7-9

Este raro imóvel pombalino do nosso bairro não vem referenciado na Carta Municipal do Património anexa ao PDM, o que revela que o levantamento do património na área do PUALZE precisa de ser revisto.

A Rua do Vale do Pereiro é um arruamento anterior à abertura do Bairro Barata Salgueiro nos finais do séc. XIX. Este esquecido edifício do séc. XVIII sobreviveu às transformações urbanas dos últimos dois séculos, apresentando ainda as coberturas em mansarda segundo o desenho criado por Carlos Mardel para os prédios pombalinos da Baixa.

Em 2006 foi entregue na CML um pedido de licenciamento para construção nova (Processo Camarário nº 1564/EDI/2006). A LAJB discorda e defende a reabilitação deste imóvel que é contemporâneo do antigo Colégio dos Nobres. Acresce ainda o facto das traseiras deste imóvel confinarem com um logradouro onde existe um exemplar monumental de Ficus macrophylla. No início de 2009 a LAJB, no seu documento de participação na consulta pública do PUALZE, protestou contra a eventual demolição deste imóvel. Perguntamos: o PUALZE vai conseguir estancar a demolição do nosso património arquitectónico, como é o caso do mais antigo testemunho da Rua do Vale do Pereiro?

terça-feira, 24 de março de 2009

Jardim Botânico: “Moldar com a Natureza”

Atelier “Moldar com a Natureza”

Execução de formas naturais usando a técnica de moldagem em gessosob a orientação da escultora Lucília Ventura. A Natureza multiplicada! Vamos descobrir o mundo dos moldes!Pesquisa e recolha de elementos naturais caídos no chão do Jardim (folhas, raízes, ramos, frutos, sementes). Depois vamos multiplicá-los numa divertida oficina onde vais trabalhar com barro ecom gesso. Dirigido a crianças dos 6 aos 12 anos.

Data: domingo, 29 de Março, às 15 horas
Duração: 2 horas.
Preço: 4 euros
Inscrições: geral@museus.ul.pt
Local: Jardim Botânico – Museu Nacional de História Natural
Rua da Escola Politécnica, 58

FOTO: Ficus macrophylla na Classe

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Mercado dos Museus e o Ensino Superior

Encontro ICOM - Formação para os Museus

O MERCADO DOS MUSEUS E O ENSINO SUPERIOR
Formação Académica e Integração Profissional

Dia 6 de Fevereiro de 2009

Centro de Congressos da EXPONOR - Auditório B4

Programa, Call for Papers, informações: www.icom-portugal.org

FOTO: pormenor da Ficus Macrophylla na Classe do Jardim Botânico

sábado, 6 de dezembro de 2008

AS ÁRVORES E OS LIVROS: Ana Hatherly

ó árvore que inrrompes da tua secura
suportando o penoso desdobrar dos teus ramos
amaldiçoada
ofereces ainda a doçura dos teus frutos
a sombra das tuas folhas
a firmeza do teu apego à terra.

FOTO: Ficus macrophylla na Classe do Jardim Botânico

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mário Soares pede à Câmara de Lisboa que não ceda aos "amigos do betão"

in Público, 17 de Setembro de 2008

«O ex-presidente da República Mário Soares pediu ontem à Câmara Municipal de Lisboa que não ceda aos "amigos do betão" e que defenda o património e os espaços históricos afectos ao Museu da Ciência e Jardim Botânico, no centro de Lisboa.

"Esta área, de seis hectares no centro de Lisboa, que era o Colégio dos Nobres, desperta hoje grandes apetites aos especuladores amigos do betão. É preciso, pois, defender este património e chamar a atenção das autoridades camarárias para o que seria a sua mutilação", afirmou Mário Soares.

O ex-chefe do Estado falava na abertura do XXVII Symposium of the Scientific Instrument Comission, que decorre no Museu da Ciência, em Lisboa, até ao próximo dia 21. Numa breve intervenção de "boas-vindas" aos cientistas reunidos no Anfiteatro de Química, recuperado e recriando o ambiente original do século XIX, Soares lamentou o estado "um pouco descuidado" do Jardim Botânico, junto ao museu.

Apesar de ser um "homem de letras", Mário Soares disse reconhecer o "valor inestimável do estudo dos instrumentos" [usados quer na química, quer na física e outras áreas da ciência] para os que "estudam e criam ciência", que considerou "o motor para o conhecimento do mundo de hoje". Na abertura do simpósio, o presidente da Scientific Instrument Comission, Paolo Brenni, enalteceu a "herança científica portuguesa" como uma "das mais extraordinárias do mundo".

FOTO: Janelas da antiga Escola Politécnica e tronco de Ficus macrophylla na Classe do Jardim Botânico

domingo, 10 de agosto de 2008

AS ÁRVORES E OS LIVROS: Octávio Paz

Árvore Adentro

Cresceu uma árvore à minha frente.
Cresceu para dentro.
Suas raízes são veias,
nervos, seus ramos,
Suas confusas folhas, pensamentos.
Teus olhares incendeiam-na,
e seus frutos sombras
são laranjas de sangue,
romãs feitas de lume.

Amanhece

na noite do corpo.
Ali dentro, à minha frente,
a árvore fala.

Acerca-te. Ouve-la já tu?

Octávio Paz

FOTO: Ficus macrophylla na Classe do Jardim Botânico

segunda-feira, 7 de julho de 2008

AS ÁRVORES E OS LIVROS: Nicolau Saião

Gostava de ter árvores como alguns têm flores.
Árvores, muitas árvores: laranjeiras, pinheiros, uma oliveira ao pé
do mar, se eu tivesse uma casa a sotavento das dunas
como as que se adivinham em certos quadros de Cézanne
se a luz é muito clara e permanece
com velhos nomes gregos que não sei.
Nespereiras, limoeiros, uma que outra ameixoeira
parecendo, vistas de longe, ser
de uma substância estranha e desconhecida.
Não me importava, até, de em tardes de calor
ter dentro do meu quarto um abrunheiro donde pendesse
um decente e fraternal cadáver.

A verdade é que não me assusto facilmente
e tenho confiança no reino vegetal.

Malus sieboldi, catoneaster dielsiana, vós sois
os mais exactos filhos do mundo.

Gostaria de me rodear, um dia, de videiras
- essas árvores turvas da esperança -
e quando digo rodear sei o que digo, pois
queria que se enrolassem nos meus rins, nas espáduas
me descessem pelas pernas e lançassem
perto do meu sexo folhas novas
e que, ao lusco-fusco, enquanto no céu passam
os pequenos satélites mortais e luminosos que o desespero
do Homem lá coloca, por surpresa se transformassem
em plantas de gesso de frutos impensáveis.

Chego a perturbar-me por vezes se vejo
uma árvore junto a um hospital
Não sei porquê creio que me lembro mais
ou sinto mais
agudamente os níveis dolorosos das origens
do cristal, da carne
os esponjosos tecidos da sombra e da frescura
das cores da morte pronta para o grande tumulto.

Que medo, em certas noites, ver
de noite uma árvore

Sei perfeitamente que uma árvore é um símbolo
obscuro da nossa vida, principalmente da nossa vida
que não houve. Mas mesmo assim
dentro das ruas, dentro das casas
as árvores têm um outro entendimento
um mistério muito delas
- e não completamente inventados -
pois não desprezam a agonia dos homens, o choro dos homens
o seu riso, a sua fome, os sinais todos
que o Homem podia e devia ter.

As árvores começam e acabam sem amor
e sem ódio.

Nicolau Saião

FOTO: Ficus macrophylla na Classe do Jardim Botânico