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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CONVITE: 19 Janeiro, 15:00, cerimónia de plantação de árvores no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta

Na próxima 5ª feira, dia 19 de Janeiro de 2017 às 15:00, terá lugar a cerimónia de plantação das Árvores Nº 21, Nº 22 e Nº 23 do Projecto «100 Anos 100 Árvores» no jardim do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta.
 
As tropas do CEP (Corpo Expedicionário Português) começaram a embarcar para França em 19 de Janeiro de 1917, exactamente há 1 século. Os quatro navios iniciais partiram nos dias 30 e 31 de Janeiro dos cais de Alcântara e Santa Apolónia, tendo os primeiros chegado a Brest no dia 2 de Fevereiro de 1917.
 
Na data do centenário da partida dos primeiros soldados portugueses para França iremos plantar 3 exemplares de Carvalho Cerquinho – Quercus faginea broteroi  – com a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Dra. Catarina Vaz Pinto, e a equipa do Palácio Pimenta.
 
Esta plantação é patrocinada pelos Viveiros SIGMETUM que generosamente ofereceu as árvores.


Organização: Projecto 100 Anos 100 Árvores - Centenário da Grande Guerra e Museu de Lisboa - Palácio Pimenta
Imagem: Imagem: Busto no Jardim do Palácio Pimenta. Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico (Vasco Gouveia de Figueiredo)

segunda-feira, 7 de março de 2016

CONVITE: 9 de Março, 15:00 - plantação de Sobreiros no Castelo de São Jorge em Lisboa

Na 4ª feira dia 9 de Março, às 15:00, terá lugar uma cerimónia de plantação de 3 árvores no Castelo de São Jorge em Lisboa. Numa parceria com a EGEAC iremos plantar 3 sobreiros - Quercus suber - 1 árvore por cada 1 dos anos em que Portugal esteve no conflito mundial. 
A Presidente da EGEAC, Dra. Joana Gomes Cardoso, o Arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e o Historiador Aniceto Afonso vão plantar as árvores Nº 8, Nº 9 e Nº 10 do Projecto «100 Anos 100 Árvores». 
No dia 9 de Março de 2016 fará exactamente 1 século que Portugal entrou oficialmente na Grande Guerra. Cabe a todos nós no presente prestar a devida homenagem a todas as vítimas num acto simbólico em nome da Paz. 
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa partilha a organização deste projecto com a Associação Lisboa Verde e a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas - APAP. Para saber mais consultar:  https://100anos100arvores.wordpress.com

sexta-feira, 17 de abril de 2015

«Lisboa planta 100 árvores, uma por cada milhar de portugueses na Grande Guerra»
















Iniciativa lançada pela Associação Lisboa Verde prolonga-se até 2018, marcando os anos do centenário do conflito.  Em vez de mais placas evocativas ou monumentos em pedra, três associações juntaram-se para fazer uma homenagem diferente aos soldados enviados para a I Guerra Mundial. Desde o final do ano passado e até 2018, durante os anos do centenário da Grande Guerra, serão plantadas em Lisboa 100 árvores, evocando os mais de 100 mil portugueses envolvidos no conflito.  
“Cem Anos, Cem Árvores” é o nome do projecto organizado pela Associação Lisboa Verde (ALV), com o apoio da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e da Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa. O objectivo é recordar os cidadãos anónimos, soldados e enfermeiras que arriscaram a vida na I Guerra Mundial, utilizando as árvores como “símbolos de vida e renovação”, explica João Pinto Soares, presidente da Associação Lisboa Verde.  
A primeira árvore, uma oliveira, foi plantada a 11 de Novembro do ano passado na Embaixada de França, um dos países que foi palco do conflito no qual morreram cerca de dez milhões de pessoas, entre Julho de 1914 e Novembro de 1918. A 16 de Dezembro foi plantado um loureiro no Jardim do Instituto Goethe, pelo embaixador da Alemanha, Ulrich Brandenburg.  
Nesta sexta-feira será plantada a terceira árvore, na residência da embaixadora britânica, Kirsty Hayes. “Gostávamos que tivesse sido a 9 de Abril, para assinalar o aniversário da Batalha de La Lys [na Flandres, Bélgica], mas não foi possível”, afirma Pinto Soares. Porém ainda há tempo para cumprir a data, uma vez que o centenário desta batalha, da qual resultaram cerca de 600 soldados portugueses mortos e mais de 6000 prisioneiros, comemora-se a 9 de Abril de 2018.  
Segundo Pinto Soares, o objectivo é plantar árvores em espaços privados, como os cedidos pelas embaixadas, e públicos, como cemitérios, jardins ou ruas cuja toponímia esteja associada ao conflito, sempre que possível em datas simbólicas. Por exemplo, a 9 de Março de 2016 será plantada uma árvore para assinalar o centenário da entrada de Portugal na guerra.  
“Através da plantação de árvores no espaço público cumprimos a nossa missão cívica da homenagem de forma simbólica mas actual porque contribui para a qualidade de vida de todos os habitantes e visitantes de Lisboa”, lê-se no site do projecto. Para já as árvores (como oliveiras, zambujeiros, loureiros, freixos e ciprestes) são oferecidas pelas embaixadas mas Pinto Soares explica que qualquer pessoa poderá, numa segunda fase, oferecer e até plantar um exemplar.  
A iniciativa tem o apoio de entidades como a Liga dos Combatentes, as juntas de freguesia e a Câmara de Lisboa, entre outros organismos. Tem também o Alto Patrocínio da Presidência da República e inclui na Comissão de Honra nomes como o do general Ramalho Eanes e do antigo Presidente da República Jorge Sampaio. A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, apoia o projecto: no próximo dia 21 será plantada uma árvore no Jardim Fernando Pessa, ao lado do edifício da Assembleia. 
Marisa Soares, in PÚBLICO, 17/04/2015

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abate de Árvores na Ribeira das Naus em Lisboa





É com grande indignação que publicamos aqui estas imagens do horrendo crime perpetrado pela Câmara Municipal de Lisboa na Ribeira das Naus. Trata-se de uma visão horrenda, imprópria de uma capital da Europa do séc. XXI - imagens que deveriam correr todos os países do Mundo onde exista respeito e amor pela Natureza. Fotos: cortesia da Associação Lisboa Verde.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Orçamento Participativo 2011: VOTE na proposta da LAJB!

No dia em que celebramos o Centenário da República, sugerimos que aproveite o simbolismo da data para votar no projecto apresentado pela LAJB, e Associação Lisboa Verde, para o Orçamento Participativo 2011: Arborização da Rua Borges Carneiro

Área: Espaço Público e Espaço Verde
Título: Reperfilamento da Borges carneiro incluindo arvoredo de alinhamento.
Prazo de execução: 24 meses
Local: Freguesia da Lapa
Custo: 1.000.000 €
Nº de Propostas: 1
Proposta(s): (795) Arborização da Rua Borges Carneiro

Para votar visite o sítio oficial do OP: www.cm-lisboa.pt/op


Foto: A nossa visão? Jacarandás na Rua Borges Carneiro!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa: a opinião da LAJB e da ALV

Exmo. Sr. Presidente da CML,

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) e a Associação Lisboa Verde (ALV)

Vem apresentar junto de V. Exa., ao abrigo do artigo 77.º n.º3 do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, no âmbito do período de Participação Pública do Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina, as seguintes observações, reclamações e sugestões:

1-Introdução:

Embora a intenção deste Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina (PPSBP) seja a de promover e garantir uma reabilitação integrada, qualificada e sustentável desta zona histórica central da cidade, a redacção do texto está demasiado centrada nas questões de regulamento e licenciamento de operações urbanísticas. É notória a grande desproporção entre os capítulos e artigos dedicados às operações urbanísticas em imóveis privados e aqueles que dizem respeito ao bem comum, como por exemplo, Espaço Público, Espaços Verdes, Espaços Culturais, Transporte Colectivo e Sustentabilidade Ambiental. Na opinião da LAJB e da ALV o Plano de Pormenor deve desenvolver melhor o seguinte:

2-Medidas de salvaguarda das especificidades patrimoniais da Baixa pombalina

Em vários pontos o texto do PPSBP assemelha-se demasiado aos regulamentos para as operações urbanísticas convencionais. Por exemplo, nos imóveis que já não possuem a sua estrutura de gaiola ou esta não é recuperável, é proposto que não seja obrigatório a reconstrução de nova estrutura em gaiola ainda que numa versão devidamente actualizada. Esta hipótese afigura-se demasiado perigosa considerando que Lisboa não tem ainda uma cultura de reabilitação e conservação do património arquitectónico. O sector imobiliário português é muito insustentável pois prefere claramente a construção nova à reabilitação como provam as estatísticas. A Baixa corre o risco de ficar vítima da promoção imobiliária que apenas pretende desenvolver projectos de construção nova atrás de fachadas pombalinas. Este risco é real, bastando contabilizar a rápida perda de interiores pombalinos a que temos assistido nos últimos anos no Chiado. Na base das demolições integrais dos interiores do Chiado está uma cultura instalada de desprezo das técnicas de construção em madeira.

Falta ao texto deste PPSBP a valorização da madeira enquanto material de construção sustentável, de qualidade e apto a responder às expectativas de projectos imobiliários contemporâneos. Ao demitir-se de exigir a reconstrução estrutural em madeira, a CML corre o risco de, indirectamente, apoiar a destruição do rico património de engenharia de estruturas contido na Baixa pombalina. Porque para cumprir objectivos estritamente lucrativos bastará aos proprietários aguardar pela degradação irreversível da gaiola pombalina para erguerem mais construção nova com a redutora manutenção de fachada.

Ao possibilitar a reconstrução de imóveis em estrutura de betão armado a CML estará a contribuir para a progressiva erosão dos conteúdos patrimoniais que são a base de sustentação não só da Baixa enquanto Monumento Nacional como a futura candidatura a Património Mundial da Humanidade.

Na perspectiva de um planeamento urbano e de edificações sustentáveis, a manutenção e promoção de edifícios já construídos é a solução mais ecológica e sustentável. A demolição de uma gaiola pombalina e a sua substituição por uma estrutura em betão armado terá sempre uma pegada ecológica muito superior à do restauro. Uma construção já existente é sempre mais “verde” que uma construção nova.

3-Medidas para uma Estratégia Ambiental na Baixa Pombalina

Notamos uma grande desproporção entre os capítulos e artigos dedicados às regras de intervenção no edificado – o domínio privado - e aqueles que dizem respeito ao bem comum, como por exemplo o Espaço Público e o Ambiente.

Aplaudimos o artigo de protecção das espécies vegetais existentes na Baixa assim como o artigo onde se expressa a intenção de promover a mobilidade suave. Mas estes dois artigos são insuficientes para se poder afirmar que o Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina tem uma Estratégia Ambiental clara e definida. Compreendemos que a redacção do Plano de Pormenor tenta responder, acima de tudo, às expectativas do sector imobiliário pois é concebido como o grande motor da reabilitação da Baixa pombalina. Mas é com certeza justo que os cidadãos também vejam neste PPSBP a devida identificação de todos os elementos constituintes do Espaço Público da Baixa pombalina assim como as regras para futuras intervenções. Porque a Baixa não é só construção degradada a pedir reabilitação urgente. A Baixa incluiu outras realidades como arruamentos com baixos níveis de conforto ambiental e mobiliário urbano dissonante. É pois particularmente importante garantir que as regras de intervenção no Espaço Público estejam igualmente desenvolvidas e presentes na redacção final do PPSBP:

3.1-Estrutura Verde para a Baixa pombalina

Há factores diversos que contribuem para a falta de qualidade ambiental da Baixa, nomeadamente históricos e contemporâneos. Considerando que:

-Lisboa é uma das capitais da Europa com menos metros quadrados de espaços verdes por habitante e a Baixa é um dos bairros da capital com maior deficit de árvores e espaços verdes.

-O desenho pombalino dos quarteirões da Baixa tem saguões insalubres, muito pequenos e estreitos onde não é praticamente possível criar jardins convencionais;

-A impermeabilização maciça que foi feita nos últimos anos em praças através da abertura de caves para estacionamento inviabilizou a arborização de espaços públicos de referência como a Praça da Figueira e a Praça dos Restauradores (onde são registadas temperaturas muito elevadas que comprometem os objectivos de uma reabilitação urbana sustentável).

-O sucesso da requalificação do Rossio depende em grande parte do plano coerente de arborização implementado em 2000. Dez anos passados o Rossio apresenta passeios largos e consistentemente arborizados, onde é confortável a estadia.

-O fracasso da remodelação da Praça da Figueira está relacionado com a impossibilidade de se implementar um plano de arborização coerente devido à remoção maciça de solo para a construção do estacionamento subterrâneo. Parte da decadência desta praça é fruto do baixo nível de Conforto Ambiental, uma consequência do grande deficit de árvores.

-A circulação do ar na Baixa é dificultada pela sua malha urbana apertada e localização num vale cercado por três colinas;

-A Baixa regista um atravessamento significativo de viaturas automóveis com consequente acumular de emissões poluentes e temperatura;

A LAJB e a ALV propõem:

-Que se dê particular importância aos pavimentos das zonas públicas, como arruamentos e o interior de saguões. Para compensar a grande área de solos impermeabilizada, resultante do próprio plano de reconstrução pombalino que por natureza apresenta uma elevada densidade de construção, deve ser obrigatório o uso de materiais permeáveis na pavimentação de arruamentos e saguões, para facilitar a infiltração e retenção de águas pluviais essenciais à própria sobrevivência do edificado pombalino;

-Que faça parte deste PP um plano geral de arborização que identifique os arruamentos onde é viável e aconselhável a implementação de alinhamentos de árvores. Os arruamentos arborizados são importantíssimos pois asseguram e reforçam a continuidade da estrutura ecológica existente. Há ruas onde é possível a plantação de árvores de copa pequena para não comprometer a leitura dos alçados pombalinos da Baixa. Um dos arruamentos que reúne condições ideais é a Rua do Comércio que por ser mais larga e por constituir uma ligação directa entre dois espaços públicos de referência – Praça do Município e Campo das Cebolas – tem grande potencial para ser transformada em corredor verde de atravessamento pedonal na Baixa. E como de acordo com o mapa do novo plano de circulação viária este arruamento passará a receber mais tráfego automóvel é essencial pensar na sua arborização para mitigar o novo acréscimo de poluição;

-Apesar das dificuldades impostas pela impermeabilização provocada pelo estacionamento subterrâneo, poder-se-ia dotar as praças dos Restauradores, da Figueira e do Município de áreas ajardinadas, recorrendo à plantação de espécies xerofíticas, nomeadamente da flora autóctone. A flora autóctone em zonas áridas é habitualmente de pequeno porte, necessitando de pouca água e resistente ao calor e exposição solar. A estratégia ambiental a implementar deve procurar soluções adaptativas, ou seja, se os arruamentos não contemplam árvores devido à sua impermeabilização, devem ser implementadas soluções "verdes” para mitigar esta realidade urbana que herdámos.

-Que se equacionem regras que visem a melhoria ambiental dos saguões insalubres, nomeadamente através de soluções criativas como “Jardins Verticais” para os saguões muito estreitos e altos ou “Micro Jardins” para usufruto de moradores dos imóveis que definem saguões de dimensões mais generosas;

-Para além de declarar a intenção de proteger as árvores notáveis existentes na Baixa, é essencial identificar devidamente esses exemplares do património natural. Tal como foi feito um inventário das lojas da Baixa a preservar, apelamos para que seja feito um levantamento das espécies vegetais e que esse inventário faça parte da redacção final do PPSBP. Nunca é de mais sublinhar o importantíssimo papel das árvores em contexto urbano na melhoria do próprio desempenho energético dos edifícios. A presença efectiva de plantas no PPSBP deve ser entendido no contexto da racionalização de recursos naturais e energéticos.

3.2-Mobiliário Urbano (iluminação pública, Fontes e outros equipamentos)

Considerando que:

-A Baixa contém um conjunto de mobiliário urbano dos mais ricos e únicos da capital, onde se incluem peças desenhadas exclusivamente para os seus arruamentos (ex: consolas de iluminação);

-A grande maioria dos espaços públicos da Baixa são muito áridos e pouco atraentes devido à falta de árvores e de fontes, essenciais para arrefecer e humidificar o ar;

-A Baixa perdeu quase a totalidade dos quiosques históricos estando actualmente pontuada por quiosques de design moderno e banal que não se integram na paisagem urbana histórica;

-A perda do Mercado da Praça da Figueira, único que existia na Baixa, provocou um grande empobrecimento deste espaço público pois era um equipamento gerador de vida urbana;

A LAJB e a ALV propõem:

-À semelhança do inventário das lojas da Baixa a preservar, que seja feito um levantamento do mobiliário urbano a preservar e que esse inventário faça parte da redacção final do PPSBP;

-O desenvolvimento de um projecto de criação de pontos de água sob a forma de novas fontes e bebedouros para melhorar o Conforto Ambiental dos espaços públicos da Baixa. Actualmente é notória a diferença em termos qualitativos entre, por exemplo, o Rossio onde duas fontes humidificam o ar e árvores criam percursos sombreados e a inóspita Praça da Figueira.

-O estabelecimento de regras muito precisas para os quiosques a instalar na Baixa, não só para o design deste tipo de mobiliário como também para a sua implementação;

-Que se estude a ocupação parcial da placa central da Praça da Figueira com pequenos pavilhões de venda de hortícolas, flores, assim como cafés, padarias, tascas e gelatarias. Experiências destas muito bem sucedidas em praças secundárias de cidades da Europa, tanto do sul como do norte devem ser estudadas (imagens em anexo do Viktuallenmarkt em Munique). A recuperação da antiga função de mercado ajudaria a resolver o vazio e falta de orientação de que sofre a Praça da Figueira. É preciso actualizar a memória do antigo mercado.

4-Conclusão: Uma cidade gerida com os cidadãos e não para os cidadãos

Preocupa-nos que a redacção do PPSBP se concentre, quase exclusivamente, nas regras para as operações urbanísticas. Falta uma Estratégia Ambiental. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico e a Associação Lisboa Verde consideram que é vital a inclusão de uma Estratégia Ambiental no PPSBP. Para garantir a sustentabilidade de Lisboa o plano deve conter regras que contribuam para a melhoria geral do Ambiente Urbano. Só dessa forma a perspectiva de habitar na Baixa poderá ser opção atraente e viável para os cidadãos.

Tem que ser criado um novo paradigma para a estrutura ecológica da cidade de Lisboa e para uma Estratégia Ambiental que prepare o futuro: Sistema de vistas das colinas e dos vales; Sistema de sombras; Intervenções para retenção e infiltração das águas pluviais; Conservação e restauro do edificado; Cruzamento da cultura rural e urbana; Rede de Transportes Colectivos.

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico e a Associação Lisboa Verde esperam que o PPSBP se afirme pela mudança de paradigma na gestão do património arquitectónico, urbanístico e ambiental único que encontramos na Baixa pombalina. Esperamos ter contribuído para a elaboração de um PPSBP que promova uma Baixa ambientalmente mais confortável e sustentável. Mostramo-nos desde já inteiramente disponíveis para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica.

Liga dos Amigos do Jardim Botânico

Associação Lisboa Verde

Lisboa, 15 de Setembro de 2010

Foto: Praça do Comércio em 1950, por Sena da Silva

quinta-feira, 19 de março de 2009

Árvore do Jardim Botânico será plantada na Tapada das Necessidades a 23 de Março

A Associação Lisboa Verde, o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades e a LAJB irão plantar uma Araucária do Jardim Botânico na Tapada das Necessidades no dia 23 de Março, 2ªfeira.

O evento terá início às 9:30 e contará com a participação de alunos da Escola E.B.1 Fernanda de Castro sediada dentro da própria Tapada.

A Associação Lisboa Verde, num gesto de agradecimento pela nossa colaboração, ofereceu à LAJB uma Oliveira, um Sobreiro e um Pinheiro Manso dos seus viveiros.

Comemoração do Dia Mundial da Árvore
TAPADA DAS NECESSIDADES
23 de Março de 2009

9h30 - Apresentação na Escola E. B.1 Fernanda de Castro

10h - Plantação de árvore cedida pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico, em local indicado pelos Espaços Verdes da CM Lisboa na Tapada das Necessidades, com a colaboração de funcionários daquele organismo e a participação activa dos alunos da Escola E.B.1 Fernanda de Castro, contando ainda com a colaboração de elementos do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, que falarão sobre a árvore e o seu papel nas cidades.

10h30 - Concentração na Escola E.B.1 Fernanda de Castro para distribuição de material informativo e educativo pelos alunos e professores envolvidos na acção, sobre a necessidade de proteger e valorizar a árvore e a floresta.

12h - Encerramento

FOTO: Entrada da Tapada das Necessidades, 1911, Joshua Benoliel. Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal

terça-feira, 3 de março de 2009

Ventiladouro do Metro na Av. da Liberdade


Carta enviada pela Associação Lisboa Verde ao Presidente da CML, Dr. António Costa:

Assunto: Anomalia verificada na Av. da Liberdade, em Lisboa

Exmo. Sr. Presidente,


A Associação Lisboa Verde, tal como vexa., continua a pugnar por uma Lisboa cada vez mais equilibrada onde apeteça viver.

Procuramos, assim, contribuir para a eliminação de situações menos correctas que nos vão sendo diariamente apresentadas por lisboetas preocupados com a sua cidade.

Referimo-nos aqui ao ventiladouro do Metro na Avenida da Liberdade (frente ao nº 249), situação anómala da qual enviamos fotos, solicitando desde já a intervenção de Vexa. Para que tal situação seja corrigida a bem da melhoria das condições estéticas e funcionais da Avenida da Liberdade.

Desde já gratos pela atenção de Vª. Exª., ficamos aguardando uma resposta.

Com os nossos melhores cumprimentos.

Pela Associação Lisboa Verde,

João Pinto Soares

Lisboa, 26 de Fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Amigos do Jardim Botânico unidos pela Arborização da Rua Borges Carneiro

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB), em colaboração com a Associação Lisboa Verde (ALV), tem vindo a defender junto da Câmara Municipal de Lisboa (CML) a arborização de arruamentos da cidade. A ausência de árvores numa rua tem impactos negativos no conforto ambiental e na saúde dos seus moradores.

Neste âmbito, o Departamento de Ambiente Urbano da CML agendou para hoje, às 16h, uma reunião de trabalho para se estudar a arborização da Rua Borges Carneiro e outros arruamentos adjacentes. Este é, na voz dos residentes presentes, um sonho antigo. A moradora, e sócia da LAJB, Senhora Maria Natália Lima de Faria está à espera das árvores desde que para ali foi morar há mais de 41 anos: «Como eu e o meu marido temos a paixão dos Jacarandás, gostava muito de ver a rua plantada com jacarandás! Espero não morrer com a rua ainda "careca"!»

Foi com muita satisfação que participámos nesta primeira reunião de trabalho com moradores (todos eles sócios da LAJB). A primeira constatação foi a de que os actuais passeios não têm largura suficiente para receberem árvores. O técnico da CML, Miguel Carrelo, explicou que é necessário um mínimo de 2 metros a contar do limite dos edifícios até ao início das caldeiras. Constatou-se também que a rua (com dois sentidos) apresenta duas faixas de rodagem demasiado largas sendo essa uma das razões para o problema do estacionamento em segunda fila. Concluíndo, para arborizar correctamente a rua será necessário proceder ao estreitamento das faixas de rodagem e consequente alargamento dos passeios.

A Rua Borges Carneiro é um dos raros locais na Freguesia da Lapa que possui largura suficiente para receber árvores de alinhamento. Numa área urbana como a Lapa, de ruas estreitas, esta mais valia deve ser aproveitada para bem da comunidade. Com a plantação de árvores, a CML melhoráva substancialmente a qualidade de vida de moradores e visitantes.

Acreditamos portanto que os benefícios justificam os estudos e as alterações que será necessário efectuar no espaço público. Um projecto destes não se esgota no presente, prolonga-se no futuro, pois irá benefíciar as gerações que virão depois de todos nós.

Apesar da maior atenção que se tem dado à Rua Borges Carneiro, a LAJB tem recebido pedidos de apoio dos seus sócios que residem na Lapa para que sejam também consideradas outras ruas para arborização:

-Rua da Lapa
-Rua das Trinas
-Rua do Quelhas (passeio do nº 16 ao 18)
-Rua da Imprensa à Estrela (troço junto à Calçada da Estrela)
-Rua Miguel Lupi (passeio norte)
-Rua de São Bernardo
-Rua de São João da Mata
-Rua das Praças (passeio do nº 100)
-Rua de Buenos Aires (passeio do nº 26 ao 30)
-Travessa do Pinheiro (passeio do nº 21 ao 23)

O técnico Miguel Carrelo ficou de solicitar ao Departamento de Tráfego da CML um parecer sobre a viabilidade do projecto enquanto que a Associação Lisboa Verde e LAJB ficaram de agendar uma reunião com a Junta de Freguesia da Lapa. Na reunião a ter com o presidente da Junta de Freguesia iremos falar da importância de planear estes locais para um futuro mais sustentável, numa perspectiva mais pedonal do espaço público.

FOTO: Rua Borges Carneiro, já "careca", numa fotografia de Armando Serôdio de 1975 (Fonte: Arquivo Municipal)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

OS AMIGOS DAS ÁRVORES: « LISBOA VERDE »

Constituída a 28 de Maio de 2002, Lisboa Verde - Associação para a Defesa dos Espaços Verdes, é uma associação cívica, sem fins lucrativos, que tem como objectivo, segundo os seus estatutos, «defender, divulgar, promover, conservar e valorizar as áreas verdes da cidade de Lisboa, bem como propor junto das entidades competentes o seu alargamento e tratamento».

«Dentro desta filosofia, e tendo em conta também a defesa da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida das populações humanas que habitam a cidade de Lisboa, apelamos a todos aqueles que verdadeiramente amam esta cidade para que entrem em contacto connosco, denunciando situações que possam comprometer os nossos espaços verdes e que gostariam de ver resolvidas.»

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico já colaborou com a Lisboa Verde, nomeadamente na proposta de criação de um novo espaço verde no Largo Hintze Ribeiro que foi apresentada ao Pelouro do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa no dia 21 de Março de 2008 (Dia Mundial da Árvore).

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico agradece à Lisboa Verde tudo o que tem feito pelas árvores e jardins da nossa cidade.

Para saber mais sobre a Lisboa Verde visite: www.lisboaverde.org

FOTO: Lago do Jardim França Borges na Praça do Príncipe Real