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sexta-feira, 1 de julho de 2016
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Serviço de aluguer de carros quer melhorar mobilidade em Lisboa
Mob Carsharing é o nome do serviço lançado pela Carris. Carros são levantados com o cartão Lisboa Viva, mas por agora são apenas 12 divididos por seis parques
A Carris lançou ontem um serviço inovador de partilha de veículos que irá disponibilizar automóveis de aluguer para curtos períodos de tempo - o Mob Carsharing. Este é um projecto que segundo o presidente da Carris, José Manuel Rodrigues, irá 'revolucionar a mobilidade na cidade de Lisboa', potenciando uma menor utilização dos veículos particulares.
A ligação entre este serviço e os transportes públicos será feita através do cartão Lisboa Viva. De acordo com o presidente da empresa, o sistema conduzirá a 'uma melhoria efectiva da qualidade de vida urbana' e a uma poupança para quem usa habitualmente o automóvel particular na cidade. O pagamento do serviço, que é debitado na conta bancária do cliente, será efectuado em função do tempo de utilização e do número de quilómetros percorridos. Depois de se registarem como clientes, os interessados terão apenas de reservar o veículo, por telefone ou Internet, podendo levantá-lo num dos seis parques da empresa. O utilizador colocará então o cartão Lisboa Viva junto ao dispositivo de leitura de cartões da viatura, ficando esta desbloqueada e pronta para arrancar. O registo dos clientes implica o pagamento de uma anuidade de 84 euros, custando o uso dos veículos citadinos (tipo Smart) 5,5 euros na primeira hora, a que se somam 0,33 cêntimos por quilómetro (os primeiros dez não são pagos).
A ligação entre este serviço e os transportes públicos será feita através do cartão Lisboa Viva. De acordo com o presidente da empresa, o sistema conduzirá a 'uma melhoria efectiva da qualidade de vida urbana' e a uma poupança para quem usa habitualmente o automóvel particular na cidade. O pagamento do serviço, que é debitado na conta bancária do cliente, será efectuado em função do tempo de utilização e do número de quilómetros percorridos. Depois de se registarem como clientes, os interessados terão apenas de reservar o veículo, por telefone ou Internet, podendo levantá-lo num dos seis parques da empresa. O utilizador colocará então o cartão Lisboa Viva junto ao dispositivo de leitura de cartões da viatura, ficando esta desbloqueada e pronta para arrancar. O registo dos clientes implica o pagamento de uma anuidade de 84 euros, custando o uso dos veículos citadinos (tipo Smart) 5,5 euros na primeira hora, a que se somam 0,33 cêntimos por quilómetro (os primeiros dez não são pagos).
A frota do Mob Carsharing será composta por uma dúzia de veículos de várias marcas nas categorias citadino, utilitário e familiar. Numa primeira fase haverá seis parques, o primeiro dos quais começa hoje a funcionar no Parque das Nações. Os restantes serão instalados no Campo Pequeno, Rua Alexandre Herculano, Saldanha, Campo de Ourique e Cais do Sodré.
O sistema, apesar de inovador em Portugal, é já utilizado em vários países europeus e foi lançado na Suíça em 1987. José Manuel Rodrigues sustenta que esta alternativa permite 'uma poupança real nos gastos inerentes à posse de viatura própria como manutenções, inspecções, seguro, parqueamento, impostos e combustível', evitando por vezes a 'compra do segundo ou terceiro veículo numa família'.
FOTO: Rua Alexandre Herculano, um dos arruamentos escolhidos para receber o Mob Carsharing.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Carta ao Presidente da C.M.L.: Demolição e Construção Nova no Largo do Rato

Exmo. Presidente Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa,
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) da Universidade de Lisboa vem por este meio manifestar a sua total oposição ao projecto de demolição e construção nova no gaveto formado pelo Largo do Rato / Rua do Salitre / Rua Alexandre Herculano.
A construção deste novo edifício vai implicar a demolição de dois imóveis que já existem no local e que fazem parte da memória colectiva da cidade. Chamamos atenção para o facto do novo edifício que se pretende erguer se situar numa zona de grande riqueza patrimonial. Assim, e para além da própria imagem urbana consolidada do Largo do Rato que importa preservar, na envolvência deste local já existem os seguintes imóveis classificados:
-Aqueduto das Águas Livres e Mãe de Água, incluindo o Chafariz do Rato (Monumento Nacional);
-Garagem Auto-Palace (Imóvel de Interesse Público);
-Edifício de Miguel Ventura Terra, na Rua Alexandre Herculano, 57 (Imóvel de Interesse Público);
-Sinagoga Portuguesa Shaaré Tikvah (Imóvel de Interesse Público);
-Palácio Palmela, incluindo o Jardim Terraço - Procuradoria Geral da República (Imóvel de Interesse Público);
Para além destes cinco imóveis já classificados, existem actualmente mais seis em vias de classificação. Recordamos, também, que a Carta Municipal do Património do PDM seleccionou para protecção várias dezenas de imóveis nesta zona, com destaque para o conjunto urbano da Rua do Salitre.
A LAJB também constata que a proposta arquitectónica do novo edifício é convencional apesar da sua aparente imagem de modernidade. A existência de sete caves para estacionamento constitui prova disso pois é um erro à luz dos actuais modelos de desenvolvimento urbano sustentável.
Verificamos, com grande preocupação, que o novo edifício não apresenta mais valias para esta zona histórica da cidade. A sua imagem e escala vão introduzir uma rotura desnecessária numa zona urbana consolidada como é o Largo do Rato / Rua do Salitre.
Assim, considerando que estamos perante um gaveto:
-com dois imóveis recuperáveis e perfeitamente integrados numa zona com grande valor patrimonial, com que fundamentos se propõe a sua demolição?
-com frentes urbanas sobre arruamentos onde se verifica intenso trâfego automóvel, com que fundamentos se pode aprovar um novo edifício de habitação com sete caves de estacionamento?
-localizado mesmo em frente a um acesso da estação do Rato da rede do Metropolitano de Lisboa, e numa zona servida por dezenas de autocarros da Carris, com que argumentos se defende a aprovação de um edifício de habitação que promove de uma maneira excessiva hábitos insustentáveis como o uso do transporte individual dentro da cidade?
-parcialmente ocupado por um tradicional logradouro, com que argumentos se defende uma proposta de nova construção que propõe a impermeabilização total do terreno e sem qualquer espaço verde de compensação?
-localizado numa área urbana com níveis elevados de poluição ambiental (do ar e sonora), com que argumentos se defende a construção de um edifício para habitação junto a arruamentos sem conforto ambiental adequado a esse uso?
Pelas razões expostas, a LAJB considera que o novo edifício proposto vai contra o modelo de desenvolvimento sustentável que deve marcar as intervenções nas zonas históricas urbanas. As suas características frustram expectativas que marcam a actualidade das cidades, como por exemplo, as mudanças climáticas, os estilos de vida sustentáveis e a preservação e reciclagem do património arquitectónico e urbano.
A LAJB vem assim solicitar à Câmara Municipal de Lisboa que não aprove este projecto. Os edifícios existentes no local não devem ser demolidos mas sim reabilitados dando corpo à urgente mudança de paradigma na gestão da cidade como é defendido pelo actual executivo municipal.
Lisboa ainda é uma das capitais europeias com menor investimento na reabilitação e conservação urbana. Por esta razão, a Câmara Municipal de Lisboa terá de assumir cada vez mais um papel orientador e pedagógico do sector imobiliário, emitindo juízos coerentes com a política de reabilitação urbana sustentável.
NOTA: A proposta de demolição e construção nova é votada hoje em reunião da CML. Para assinar a petição "Salvem o Largo do Rato", clique no título.
FOTO: Chafariz do Rato na década de 30 do século XX pelo fotógrafo Eduardo Portugal (1900-1958). Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal
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