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sábado, 23 de maio de 2015

VIAGEM DA LAJB A TIBÃES
















A Liga dos Amigos do Jardim Botânico vai realizar um passeio ao Mosteiro de São Martinho de Tibães em Braga no fim de semana de 6 e 7 de Junho de 2015. Este passeio conta com o apoio do Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães: http://amigosdetibaes.blogspot.pt/

Com fundação anterior à própria nacionalidade (recebeu Carta de Couto de D. Henrique e Dª Teresa em 1110), Tibães tornou-se em 1567 na Casa-Mãe da Congregação Beneditina de Portugal e do Brasil. No séc. XVII deu-se início a uma grande campanha de reedificação e ampliação que se prolongaria até ao final do séc. XVIII altura em que se viria a transformar num dos mais originais centros de produção artística do Barroco nacional. 
Propriedade do Estado desde 1986, tem recebido desde então profundas e diversas obras de restauro e reabilitação - foi objecto de 3 fases de Candidatura a Fundos Comunitários (FEDER) de 1994 a 2009. Em 1998 venceu o Prémio Internacional Carlo Scarpa per il Jiardino. Classificado, desde 1944, como Imóvel de Interesse Público, está actualmente em vista a sua reclassificação como Monumento Nacional.

Tibães é um antigo e maravilhoso conjunto patrimonial criado ao longo de quase 1 milénio pelo Homem e a Natureza:   http://www.mosteirodetibaes.org/

Nota: esta viagem já se encontra com todos os lugares reservados; em virtude do grande interesse e procura por parte dos nossos asociados estamos a considerar repeti-la em 2016. Até lá, muito obrigado a todos! 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Petição contra construção de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real
















«...Os abaixo assinados, moradores na zona do Príncipe Real, e demais cidadãos preocupados com a defesa e a preservação do património histórico, cultural e ambiental da cidade de Lisboa, alarmados pela notícia repentina e inquietante da retoma do projecto de construção de estacionamento subterrâneo no Jardim do Príncipe Real; Manifestam o seu repúdio pela construção de todo e qualquer parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real, e apelam à Senhora Presidente da Assembleia da República, ao Senhor Presidente da CML, à Senhora Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, ao Senhor Secretário de Estado da Cultura e aos Senhores Deputados da AR e da AML para que ARQUIVEM DEFINITIVAMENTE tal pretensão do promotor...»

http://www.gopetition.com/petitions/peti%C3%A7%C3%A3o-contra-a-constru%C3%A7%C3%A3o-do-parque-de-estacionamento-subterr%C3%A2neo-na-pra%C3%A7a-do-pr%C3%ADncipe-real.html

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O exemplo do Chesea Physic Garden, Londres

 Entrada, com edifício da bilheteira construído em madeira









O Chesea Physic Garden é um dos mais antigos Jardins Botânicos da Europa. Fundado em 1673 pela Worshipful Society of Apothecaries of London, este jardim tem sido durante séculos um lugar privilegiado para a apreciação e descoberta das plantas e dos seus usos pelo Homem. A sua coleção viva é extraordinariamente rica pela sua diversidade e história. A longa existência deste jardim  tem sido possível graças ao interesse e apoio dos visitantes. Aliás, por todo o jardim, nos seus mais variados aspectos, é notório um esforço e uma atenção muito focada na figura do visitante. A comunicação dos conteúdos é muito boa, assim como os serviços que se disponibilizam: uma bela loja e cafetaria/restaurante, exposições nas Estufas de Exibição, serviços pedagógicos para crianças. Nota máxima igualmente para os elevados padrões de conservação do património construído: todos os imóveis (estufas, etc.) e estruturas (muros, estatuária, etc.) estão devidamente restaurados. É também evidente que há um plano eficaz de manutenção para se evitar os proibitivos custos de reabilitação que estão sempre associados à falta de manutenção periódica como acontece em Portugal - de que o nosso jardim é um perfeito e triste paradigma. Não é pois de admirar que este jardim receba tantos visitantes! Sem dúvida alguma que o Chelsea Physic Garden de Londres é um bom exemplo a todos os níveis - de boa gestão de um monumento, mas também de relação saudável com a sociedade civil/comunidade.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

WATCH DAY 2012 video já está disponível!



Já está disponível online o vídeo sobre o 2012 WATCH DAY:
 
 
Lembramos que o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa foi selecionado para a lista de 2012 do Observatório Mundial de Monumentos - WORLD MONUMENTS WATCH. Esta lista é publicada de 2 em 2 anos pela organização internacional World Monuments Fund, líder mundial na defesa e salvaguarda de sítios históricos. O projecto para celebrar o WATCH DAY no Jardim Botânico, apresentado pela LAJB, foi um dos 30 a quem se atribuíu um subsídio de 1000 dólares para implementar e organizar actividades. Foi com grande orgulho que a LAJB recebeu este financiamento pois apenas os melhores projectos apresentados tiveram esse privilégio. As imagens do WATCH DAY no Jardim Botânico, que foi celebrado a 13 de Outubro de 2012, aparecem por volta do minuto 4.
 
A página do WMF dedicada ao nosso Jardim Botânico pode ser consultada aqui:
 
 
«Through international awareness raising and local action, positive change is happening at Watch sites around the World.
 
From Argentina to Poland and Madagascar to Japan, communities came together in 2012 to preserve, protect, and celebrate treasured places and local cultures.
 
Communities at 2012 World Monuments Watch sites on five continents created their own Watch Day events to advocate for the heritage that is central to their lives. Vibrant public engagement and media attention have raised awareness and support—locally and worldwide—for the stewardship of these irreplaceable places
 
For Watch Day, the group Friends of the Botanic Gardens organized an exhibition about the 2012 World Monuments Watch. Visitors participated in guided tours of the garden, learning about different Watch sites and the plant species surrounding each panel of the exhibition.»

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PATRIMÓNIO: Um projecto que contempla a morte de uma Árvore


No dia 19 de Março de 2012 a Associação Lisboa Verde escreveu à Autoridade Florestal Nacional a pedir a classificação de uma árvore num logradouro de um palácio no Torel em Lisboa. Esta foi a resposta recebida (ver documento original em anexo) e que nos faz pensar no futuro incerto dos logradouros/jardins em volta do nosso Jardim Botânico. Com processos muitas vezes mal instruídos pela CML e IGESPAR, os interesses dos promotores imobiliários acabam, facilmente, por se sobrepor ao interesse público. Parece que em Lisboa as árvores, o nosso património natural, é que se tem de «adaptar» aos projectos imobiliários e não o contrário. A leitura atenta desta carta dispensa mais comentários:


Ministério da Agricultura, Mar Ambiente e Ordenamento do Território
Autoridade Florestal Nacional

Data: 25 de Julho de 2012

Assunto: Indeferimento de pedido de classificação de Interesse Público de um Cipreste

Local: Palácio Silva Amado
Freguesia: Pena
Concelho: Lisboa

No seguimento do pedido de classificação de interesse público de uma árvore da espécie Cupressus sempervirens L., vulgarmente conhecida por cipreste, existente no local acima indicado, a após vista ao local constatou-se:

- O edifício é um antigo Chalet que está devoluto e completamente fechado, existindo no pátio um cipreste que, lamentamos informar, não vamos proceder à respectiva classificação de Interesse Público, uma vez que estão a decorrer obras de requalificação do espaço, cuja operação urbanística foi já aprovada pela CML e pelo IGESPAR.

- Qualquer plano para a salvaguarda desta árvore teria que passar por uma alteração ao projecto (já aprovado) o que traria consequências judiciais e monetárias muito elevadas a pagar ao promotor da obra.

- Foi constatado ainda que no decorrer das obras foi injectado betão no subsolo junto à árvore encontrando-se esta a viver com dificuldade. Foi-nos referido que a obra contempla o arranjo paisagístico do exterior com a colocação de outras árvores que se vão adaptar melhor ao espaço.

Os nossos cumprimentos,

O Director da Unidade de Defesa da Floresta

quinta-feira, 14 de junho de 2012

«Concluída a primeira fase das obras de recuperação do Jardim Botânico»



Espaço, que é monumento nacional, tem a partir de hoje melhores condições para receber visitantes, diz a reitoria da universidade

As entradas no Jardim Botânico de Lisboa vão ser gratuitas até ao fim do mês. Para assinalar o termo da primeira fase das obras que ali foram efectuadas pela Universidade de Lisboa, realiza-se hoje, pelas 19h, uma cerimónia presidida pelo reitor António Sampaio da Nóvoa. Quem chega à Rua da Escola Politécnica, entre o Rato e o Príncipe Real, sabe que está prestes a encontrar um sítio que foge ao bulício da cidade de Lisboa. "Cria-se uma espécie de bolha neste jardim", diz Ireneia Melo, investigadora principal do Jardim Botânico de Lisboa. E essa bolha surge não só pela descida de temperatura que se faz sentir, mas também pelo ar idílico que se respira. Nos seus quatro hectares, o jardim acolhe plantas e árvores de todo o mundo."As pessoas vêm aqui para ver alguma coisa de exótico. Vêm ver como as plantas se adaptam aos vários ecossistemas. E depois vêm ouvir o silêncio", salienta.
E é essa calma que acaba por atrair os visitantes. Por ano recebe cerca de 75 mil pessoas. "Somos sobretudo visitados por grupos de crianças, alunos de Belas Artes e turistas. Os portugueses não visitam tanto, mas são os que mais criticam", comenta a investigadora, referindo-se às polémicas sobre as obras efectuadas.
Durante os últimos anos, o jardim foi alvo de muitas críticas, uma vez que a falta de financiamento se reflectia na deficiente manutenção e vigilância. O espaço estava cada vez mais degradado, pondo em causa a sua própria identidade. Mas, segundo Ireneia Melo, as mudanças foram poucas. "As coisas estão conservadas e mais limpas. Os arruamentos principais foram nivelados, colocou-se areão, taparam-se buracos, pintaram-se os bancos e arranjaram-se as pontes. Agora até se pode de ouvir a água a correr, o que não acontecia há mais de dez anos."
Jacinto Leite, responsável pelas obras, diz que "a base de saibro [areia argilosa] estava destruída e só se encontravam pedras". Fez-se uma limpeza e recuperou-se o aspecto original com saibro enriquecido com argamassas. "Não fizemos uma mudança significativa", garante. "Reabilitámos os regatos com materiais recentes e que lhes deram um suporte melhor para que a pressão da água não perfurasse". De forma a monitorizar a humidade do solo, Catarina Silva e Albino Medeiros, ambos professores na Faculdade de Ciências, desenvolveram um estudo hidrogeológico que levou à instalação de piezómetros para medir a água do terreno.
Segundo um comunicado da reitoria da universidade, as obras feitas foram "o primeiro passo para uma recuperação mais profunda". A partir do próximo ano haverá uma reabilitação das cisternas, um novo sistema de rega, a reabilitação da estufa, a reposição dos viveiros e ainda a construção de infra-estruturas de apoio ao jardim e aos visitantes.
"As pessoas têm de pensar que um jardim botânico não é um jardim de um hotel, onde só tem que ter flores bonitas, onde não pode haver uma ervinha fora do canteiro. No jardim botânico tem de haver tudo", conclui Ireneia Melo. in Público

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

«Jardim Botânico de Lisboa em perigo»

O incêndio que atingiu, na semana passada, um edifício devoluto, contíguo ao Jardim Botânico, em Lisboa, foi um sério aviso. O alerta é da Liga dos Amigos do local, presidida por Manuela Correia.«A Liga e a Plataforma em Defesa dos Amigos do Jardim Botânico irá fazer tudo, dentro daquilo que são as instituições democráticas nacionais, para que o Plano Pormenor do Parque Mayer (PPPM), no caso de ser aprovado, seja revisto e conceptualmente diferente. Não podem ser coisas pontuais. É um conceito, é um plano integrado e de salvaguarda do Jardim Botânico», afirmou a Presidente e porta-voz da Liga, Manuela Correia.

Importa frisar que o PPPM vai ser apresentado a votação ainda esta tarde, numa sessão ordinária da Associação de Moradores de Lisboa.A escolha do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa pelo Observatório do Fundo Mundial dos Monumentos é, na opinião de Manuela Correia, um motivo de grande orgulho e esperança para a sociedade e para o País:

«Com esta nomeação há uma nova esperança para o Jardim Botânico. A Universidade de Lisboa tem agora a oportunidade de se aliar a um conjunto de organizações que são detentoras do saber técnico científico para fazer uma candidatura para a recuperação do jardim.»

Das mais de 500 candidaturas, o Jardim Botânico de Lisboa foi um dos 67 locais escolhidos a serem preservados pelo Observatório do Fundo Mundial dos Monumentos. Segundo incêndio da história do Jardim Botânico

O incêndio da passada quarta-feira, dia 5, foi o segundo que atingiu as instalações do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. O primeiro, de maiores proporções, ocorreu em 1978 e destruiu as bibliotecas e o Museu de História Natural. Decorria, na altura, o mandato presidencial do General Ramalho Eanes. in A BOLA, 11 de Outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ICOMOS na Plataforma Em Defesa do Jardim Botânico

Depois da solidariedade da Associação de Arqueólogos Portugueses - AAP, o ICOMOS - PORTUGAL, associa-se oficialmente à "Plataforma Em Defesa da Missão do Jardim Botânico". Já somos 14 organizações a pedir o chumbo deste PPPM/JB, na Assembleia Municipal de Lisboa. Cada vez mais a sociedade civil levanta a sua voz a pedir verdadeira protecção, requalificação e sustentabilidade a longo prazo deste jardim Monumento Nacional. Basta de especulação. Basta de imaginados benefícios. Basta de grandes planos que mais não serão do que uma pesada herança para as gerações futuras.

ICOMOS - PORTUGAL

COMISSÃO NACIONAL PORTUGUESA DO CONSELHO INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E DOS SÍTIOS (ICOMOS)


Obrigado ICOMOS - PORTUGAL!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Jardim Botânico de Lisboa EM CHAMAS!

Hoje, dia 5 de Outubro, enquanto o país, Lisboa, celebravam os 101 anos da República, o Jardim Botânico ardia. O fogo começou num prédio devoluto junto ao Portão da Praça da Alegria e rápidamente as chamas passaram o muro, devoraram algumas árvores e plameiras do Arboreto. A situação não piorou graças à intervenção irrepreensível dos bombeiros. Bem hajam. O Jardim agradece. Quem paga os prejuízos no Jardim Botânico? O proprietário do imóvel abandonado onde se iniciou o fogo (Eastbanc)? Portugal não parecem merecer o Jardim Botânico de Lisboa. Este incêndio é a prova que construções não respeitando os 50m de protecção deste Monumento Nacional podem revelar-se fatídicas. Mais uma vez fica provado que a Liga dos Amigos do Jardim Botânico não pode dormir descansada. O Sr. Presidente António Costa pode? O Sr. Vereador Manuela Salgado pode? E contrariamente àquilo que foi referido pelo Sr. Vereador da Protecção Civil, Manuel Brito, o Jardim Botânico não ficou protegido e não está protegido. O Jardim agradece que venham visitá-lo e avaliar os graves danos. O Jardim Botânico, esteve, está, e, se o Plano de Pprmenor do PM fôr aprovado, vai continuar a estar ameaçado. Pela salvaguarda do nosso Património os portugueses, não podem nem devem dormir descansados. VAMOS DEFENDER O NOSSO PATRIMÓNIO CULTURAL!

sábado, 1 de outubro de 2011

O exemplo do Jardim Botânico do Porto II

No ano das comemorações dos 100 anos da fundação da Universidade do Porto, o Jardim Botânico está assim como mostram as imagens (Julho 2011): limpo, restaurado, com boa manutenção e em funcionamento. Os caminhos foram devidamente reabilitados, as estufas, fontes e lagos restaurados, os bebedouros oferecem água e a sinalética foi repensada e refeita. Está disponível e ao serviço da comunidade. Sabe bem qual é a sua missão no séc. XXI. Entretanto o nosso Jardim Botânico em Lisboa está não só em mau estado de conservação (algumas partes em completa ruína) como também ameaçado por um "Plano de Pormenor" mais preocupado em disciplinar e oferecer oportunidades para a ocupação dos solos na zona de protecção do monumento do que promover uma defesa efectiva e genuína a longo prazo. Será que o Porto aceitaria um anel de 30 mil m2 de construção na zona de protecção do seu Jardim Botânico? Pois é isso que quer fazer a CML com a capa diáfama de «coberturas verdes» em cima de lajes de betão armado como propõe o Plano de Pormenor.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O exemplo de Portugal: O Jardim Botânico da Universidade do Porto ‏

O Jardim Botânico do Porto é uma das unidades de ligação da Universidade do Porto à comunidade, espaço histórico da Faculdade de Ciências, que assegura a sua gestão.

Com mais de 4 hectares, o Jardim Botânico apresenta espaços muito diversificados, dominados pela elegante forma da Casa Andresen, cujo nome evoca importantes vultos da literatura portuguesa do século XX: Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruben A.

Apesar de limitado no seu espaço, a beleza do Jardim Botânico do Porto não deixa o visitante indiferente. O jardim romântico – que mantém o traçado delineado nos finais do século XIX – envolve a Casa Andresen, estendendo-se desde os frondosos espaços fronteiros que protegem a propriedade do movimento automóvel da Rua do Campo Alegre até às altas sebes de japoneiras, a sul, que escondem no seu interior três delicados jardins, um dos quais perpetua no entrelaçado do buxo as iniciais dos seus antigos proprietários, Joana e João Andresen, avós de Sophia e Ruben A.: o Jardim dos Jota.

A transformação em 1952 da Quinta do Campo Alegre em Instituto de Botânica Dr. Gonçalo Sampaio: Laboratório e Jardim Botânico – liderada pelo multifacetado professor Américo Pires de Lima (médico, antropólogo, botânico, explorador…) – proporcionou, para além do grande enriquecimento em espécies botânicas, a criação de espaços ajardinados modernos durante as décadas de 50 e 60, entre os quais se destaca o belo Jardim do Xisto, da autoria de Franz Koepp, com as suas plantas aquáticas. Mas muitos outros espaços foram implantados nesta época: nos antigos terrenos de cultivo da parte baixa da quinta desenvolveu-se a área de bosque, criou-se o lago grande e, a poente, surgiram as novas estufas e o viveiro.

Durante muitas décadas, a Casa Andresen foi a sede do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências, que continuou a promover o acréscimo das espécies botânicas do jardim, cuja diversidade se pode verificar nesta página. Aos estudantes de biologia vegetal, juntaram-se posteriormente os de arquitectura paisagista até à contrução de instalações modernas em edifícios vizinhos.

A vocação do Jardim Botânico do Porto, de apoio ao trabalho científico, por um lado, e de divulgação do conhecimento, de sensibilização ambiental e fruição estética, por outro, foi acentuando estes últimos aspectos de ligação à comunidade, potenciados pela renovação das infra-estruturas do jardim. Esta extensa obra, sob orientação de Teresa Andresen (actual directora do Jardim) e projecto de execução da autoria de Manuel Ferreira, permitiu uma maior adequação a espaço público, visitável de forma livre ou guiada.

O Jardim Botânico do Porto está aberto, nos dias úteis, das 9h00 às 16h00, sendo a entrada livre. A Universidade do Porto mantém um programa de visitas guiadas pagas – para grupos escolares ou outros grupos organizados –, enquadrando os aspectos históricos, botânicos e literários do mais belo espaço universitário do Porto. in http://jardimbotanico.up.pt/

quarta-feira, 14 de julho de 2010

«Sim ou Não às barragens do Tua e Sabor?»

Exmos(as) Senhores(as),

No próximo sábado, dia 17 de Julho, pelas 10 horas no Museu do Douro, Régua, o blog Nortadas marca a agenda da actualidade com um importante debate à volta da questão das barragens do Tua e do Sabor. De acordo com informação constante no blog "Nortadas", haverá intervenções a favor da solução das barragens e do plano nacional de barragens e intervenções contra a solução proposta das barragens.

A EDP far-se-á representar e os demais palestrantes, já confirmados, são:

Professor Doutor Rui Cortes (UTAD),

Professsor Alvaro Domingues (FAUP);

Professor Doutor Joanaz de Melo (UNL)

Professor Doutor Sampaio Nunes;

Dr. Francisco Sousa Fialho;

Dr. João Anacoreta Correia.

Para mais informações http://nortadas.blogspot.com/

Cumprimentos,

Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Carta da LAJB ao Grémio Literário


Exmo. Sr. Presidente do Grémio Literário

Dr. José do Egipto da Silva Macedo e Cunha

Assunto: Corte dos Plátanos no Jardim do Grémio Literário

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) da Universidade de Lisboa vem por este meio manifestar a sua preocupação pelo modo como foram tratadas duas árvores no Jardim do Grémio Literário na Rua Ivens.

Na manhã do dia 13 de Abril assistimos à destruição das copas de dois Plátanos. O corte foi incorrecto porque privou a árvore de todos os ramos que estavam já cobertos de folhas (ver levantamento fotográfico). Mesmo se houvesse uma necessidade, sempre pontual, de poda, a Primavera não é a estação do ano indicada para o fazer. A intervenção realizada nos dois Plátanos evidência uma preocupante falta de conhecimentos na área da Arboricultura.

Esperavamos, de uma notável instituição como o Grémio Literário, maior profissionalismo na gestão de um espaço verde da autoria do Prof. Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

Um dos objectivos da LAJB é colaborar com o Jardim Botânico estimulando o interesse pela cultura botânica assim como chamar atenção para o papel vital das árvores na melhoria do Ambiente Urbano.

Assim, gostariamos de oferecer a nossa colaboração para que no futuro as intervenções no Jardim do Grémio Literário sejam orientadas por boas práticas. Para já, é muito importante reflectir sobre o futuro dos dois Plátanos que foram severamente mutilados. Muito obrigado.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Liga dos Amigos do Jardim Botânico