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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CONTRA A BARRAGEM DE FOZ TUA

PROTESTO CONTRA A BARRAGEM DE FOZ TUA - Marquês de Pombal junto à EDP 6 de Dezembro Terça, ás 10 horas. NÃO VAMOS PERDER ESTA OPORTUNIDADE DE RECLAMAR PELA PROTECÇÃO DOS INTERESSES DO NOSSO PAÍS!!

Sabes que:

- Se o Programa Nacional de Barragens avançar, isso irá implicar um acréscimo de pelo menos 10% na factura da electricidade, sem qualquer benefício para a generalidade dos cidadãos;

- Se o Programa Nacional de Barragens avançar, irá custar aos consumidores e ao... Estado (ou seja a todos nós) entre 16 000 e 20 000 milhões de euros (perto de 2000€ por português);

- O que iríamos ganhar em termos energéticos com novas barragens é quase nada (0,5% da energia do País com todo o Programa, correspondendo Foz Tua a uns míseros 0,1%);

- A construção da barragem de Foz Tua terá consequências sociais graves e contribuirá para o despovoamento da região, já empobrecida, do Vale do Tua;

- Vão ser destruídos valores com um potencial turístico e patrimonial inestimável, nomeadamente o Vale e a linha do Tua;

- O impacte ambiental destas novas grandes barragens é impossível de compensar e irreversível, pela degradação da qualidade da água, destruição de solos agrícolas, de paisagens únicas e de ecossistemas raros;

- O investimento em projectos de eficiência energética custa 10 (dez) vezes menos por kWh produzido do que o investimento em novas barragens;- Parar a barragem de Foz Tua agora é 30 (trinta) vezes mais barato do que deixá-la avançar e pagar a posteriori os custos de uma electricidade inútil e caríssima;

- Sendo certo que a hidroelectricidade é uma parte importante do mix energético nacional, já temos hoje 67 grandes centrais hidroeléctricas, 10 das quais equipadas com sistemas de bombagem; muitas barragens existentes estão a ser ou podem vir a ser reequipadas para maior produção;

NÃO PRECISAMOS DE BARRAGENS NOVAS. Vamos dizer à EDP que não permitimos a DESTRUIÇÃO DO NOSSO PATRIMÓNIO E DA NOSSA IDENTIDADE através da construção de mais uma barragem inútil , sem quaisquer beneficios energéticos, sociais, ambientais ou financeiros para o país! Não queremos matar a centenária Linha Ferroviária do Tua, quer pelo seu valor patrimonial, quer pela importância para a mobilidade local, quer pelo excelente potencial de desenvolvimento turístico que representa. Junta-te a nós no dia 6 de Dezembro, pelas 10h, junto à EDP no Marquês de Pombal, para protestar ruidosamente contra o Plano Nacional de Barragens e contra a destruição de mais um rio e um vale que pertence a todos. NÃO VAMOS PERDER ESTA OPORTUNIDADE DE RECLAMAR PELA PROTECÇÃO DOS INTERESSES DO NOSSO PAÍS!!

Um protesto: GEOTA, QUERCUS, LPN e COAGRET

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

«NOVAS BARRAGENS = CRIMES»

O JN trazia esta semana dois artigos que se interligam profundamente. Num, o Norte como região turística preferida dos portugueses, sobretudo pela natureza e paisagem. No outro, o retrato da futura barragem do Tua.

Questão: é possível destruir um rio como o Tua e manter-se a ficção de que o turismo é o maior activo do país? As barragens foram propagandeadas por Salazar como o milagre da energia barata e são hoje responsáveis por uma parte da produção de electricidade nacional, além de terem melhorado o controlo do caudal dos rios. Foi assim por todo o Mundo. Mas já se evoluiu muito desde então e hoje percebe-se melhor que elas têm um custo implícito, porque os ecossistemas vão sendo profundamente alterados e a nossa saúde paga todos os dias a factura... Infelizmente, para a maioria das pessoas, isto é conversa. O que importa é se a conta da luz é mais barata.

Começo então por aqui: o plano de barragens posto em marcha pelo Governo Sócrates inclui uma engenharia financeira tipo "scut" cujo custo só vamos sentir daqui a uns anos de forma brutal - e aí já será tarde. Uma plataforma de organizações ambientais entregou esta semana à troika um documento que explica onde nos leva o plano da outra "troika" (Sócrates-Manuel Pinho-António Mexia). As 12 obras previstas que incluem novas barragens e reforço de outras já existentes produzem apenas o equivalente a três por cento de energia eléctrica do país, mas vão custar ao Orçamento do Estado e aos consumidores 16 mil milhões de euros... O documento avisa que a conta da electricidade vai, a prazo, incluir um agravamento de 10% para suportar mais este negócio falsamente "verde". A EDP, a Iberdrola, etc., receberão um subsídio equivalente a 30% da capacidade de produção, haja ou não água para produzir. Mesmo paradas, recebem. A troika importa-se com isto? Os especialistas das organizações ambientais dizem, desde o princípio, que as novas barragens poderiam ser evitadas se houvesse aumento de capacidade das barragens existentes. Era mais barato e a natureza agradecia.

Infelizmente a EDP apostou milhões para conseguir novas barragens, e isso incluiu antecipação de pagamentos de licenças que ajudaram o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos a cobrir uma parte do défice de 2009, além da mais demagógica e milionária campanha publicitária da década, em que se fazia sonhar com barragens como se fossem os melhores locais do Mundo para celebrar a natureza... Estes monstros de betão vão agora destruir dois rios da região do Douro, desnecessariamente.

O Sabor, por exemplo, é uma jóia de natureza ainda selvagem. À medida que o turismo ambiental cresce globalmente, mais Portugal teria a ganhar com um Parque Natural do Douro Internacional ainda inóspito, genuíno. Já não será assim. A barragem em construção inclui uma albufeira de 40 quilómetros onde se manipula o rio de trás para a frente, com desníveis súbitos, acabando com a vida fluvial endógena e o habitat das espécies em redor.

Não menos grave é a destruição do rio Tua e da centenária linha do comboio. Uma vez mais o argumento é "progresso" - os autarcas e as populações acreditam que os trabalhadores da construção civil, que por ali vão andar por uns anos a comer e a dormir nas pensões locais, garantem a reanimação da economia... Infelizmente, não vêem o fim definitivo daquela paisagem e da mais bela história ferroviária de Portugal. Uma linha erigida a sangue, suor e lágrimas. Única. E que deveria ali ficar, mesmo que não fosse usada ou rentável, até ao dia em fosse entendida como um extraordinário monumento da engenharia humana e massivamente visitada enquanto tal. Ao deixarmos cometer mais estes crimes, em troca de um mau negócio energético, não percebemos mesmo qual o nosso papel no Mundo. Esquecemos que a Natureza nos cobra uma factura muito pesada quando destruímos a fauna e a flora. Estamos a comprometer a qualidade da água e das colheitas de que precisamos para viver, com consequências para a nossa saúde e a das gerações vindouras. Se ainda não sabemos isto, sabemos zero. E ainda por cima vamos pagar milhões. É triste.

in JN 8 Setembro 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Exposição: TUA

Inauguração na Sala Azul (MNHN)
Inaugura no dia 25, na Sala Azul, a exposição TUA, de Ricardo Rodrigues da Silva. A exposição mostra uma série de fotografias tiradas ao longo da linha do Tua. No dia 2 de Outubro de 2010, um grupo de pessoas (desde Engenheiros do Ambiente a Designers Gráficos), propôs-se caminhar ao longo desta linha ferroviária, tornando-se naqueles que poderão vir a ser os últimos viajantes da linha do Tua. Cinquenta e três quilómetros desta beleza e diversidade natural estão à beira de desaparecer devido ao projecto para a construção de uma barragem. Nesta exposição, o artista dá a conhecer imagens representativas desta zona transmontana, uma das mais belas paisagens ribeirinhas de Portugal.


Foto: Cortiços, na Linha do Tua

quarta-feira, 14 de julho de 2010

«Sim ou Não às barragens do Tua e Sabor?»

Exmos(as) Senhores(as),

No próximo sábado, dia 17 de Julho, pelas 10 horas no Museu do Douro, Régua, o blog Nortadas marca a agenda da actualidade com um importante debate à volta da questão das barragens do Tua e do Sabor. De acordo com informação constante no blog "Nortadas", haverá intervenções a favor da solução das barragens e do plano nacional de barragens e intervenções contra a solução proposta das barragens.

A EDP far-se-á representar e os demais palestrantes, já confirmados, são:

Professor Doutor Rui Cortes (UTAD),

Professsor Alvaro Domingues (FAUP);

Professor Doutor Joanaz de Melo (UNL)

Professor Doutor Sampaio Nunes;

Dr. Francisco Sousa Fialho;

Dr. João Anacoreta Correia.

Para mais informações http://nortadas.blogspot.com/

Cumprimentos,

Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua