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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Telões do Museu da Ciência estão a ser retirados


















Estruturas tinham sido montadas em 2012 apesar de um parecer desfavorável e vinculativo. Nova solução contempla oito telas tipo pendão.

As duas telas de quase 200 m2 cada uma que a Universidade de Lisboa instalou ilegalmente, em 2012, na fachada do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, na Rua da Escola Politécnica, estão a ser retiradas por ordem da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC).  
Simultaneamente serão removidas as estruturas metálicas de suporte das telas usadas para divulgação das actividades do museu, bem como do Jardim Botânico, e será instalada uma nova solução com o mesmo objectivo.   
Esta solução, composta por oito telas verticais e perpendiculares à fachada, foi aprovada pela DGPC, que considerou menos grave o seu impacto visual e patrimonial para o imóvel da antiga Faculdade de Ciências, classificado como monumento de interesse público.   
A polémica relativa à chamada “instalação informativa” do museu foi desencadeada logo em 2012 devido não só às dimensões das telas (17,90 por 10,40 metros), mas também ao facto de a pesada estrutura de suporte estar cravada nas paredes e ser saliente em relação ao plano da fachada.  
Numa primeira fase, em 2012, o Igespar — organismo cujas competências passaram depois para a DGPC e tinha antes emitido parecer desfavorável ao projecto da universidade — considerou a instalação das telas como provisória e promoveu, sem sucesso, várias diligências com vista à sua substituição. Dois anos depois, em Abril de 2014, a DGPC  determinou, sem indicação de prazo limite, a retirada dos telões e a “revisão da ‘instalação informativa’ por forma a reduzir o seu impacto visual”.  
Mais tarde, o museu apresentou um novo projecto à DGPC, o qual foi parcialmente aprovado em Abril deste ano. Nessa altura os responsáveis pelo património deram um prazo de dois meses para que os telões ilegais fossem removidos. O projecto aprovado contempla oito telas de face dupla, subdivididas em dois grupos de quatro, cada um dos quais fixado perpendicularmente à fachada, de um e do outro lado da escadaria principal.  Para lá destas telas de um metro de largura e perto de seis metros de altura, o projecto apresentado previa também a afixação de elementos informativos nas colunas e pilastras da frente do monumento. De acordo com a DGPC, esta última proposta não foi aprovada, considerando-se que “dada a profusão de telões previstos para o local, deverá haver o máximo cuidado no preenchimento de novas áreas da fachada principal do museu com qualquer outra informação”.  
O director do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, José Sousa Dias, disse ao PÚBLICO que a remoção das telas e da estrutura só agora foi concretizada por duas razões: a instituição não tinha orçamento disponível para o fazer e aguardava a aprovação da solução entretanto proposta. A possibilidade de retirar as telas deixando a estrutura metálica foi afastada por se considerar que isso seria pior no aspecto visual, pelo que foi decidido remover a totalidade da instalação ao mesmo tempo que serão montados os suportes das novas oito telas. Em princípio, acrescentou, as novas telas deverão estar no seu lugar definitivo no fim da próxima semana. in Jornal PÚBLICO, 7 Outubro de 2015

Fotos: Aspecto da complexa estrutura metálica de suporte e um dos telões agora retirados e que continha uma fotografia do Jardim Botânico.

sábado, 25 de julho de 2015

«Contestação na apresentação do projecto de reabilitação do Jardim Botânico»

A recuperação do espaço verde criado em 1873, a arrancar em meados do próximo ano, será feita com recurso ao meio-milhão de euros ganhos pela proposta vencedora do Orçamento Participativo 2013/2014. Mas a sessão de apresentação do plano ficou marcada por duríssimas críticas dos membros da Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Dizem que o projecto foi feito a pensar nos turistas e criticam a alegada insustentabilidade ambiental do sistema de rega. Os responsáveis pelo projecto refutam as acusações.     

Texto: Samuel Alemão     

A reabilitação do Jardim Botânico de Lisboa deverá arrancar no próximo ano, mas a contestação e a polémica em torno do projecto começaram logo na sessão de apresentação pública, ocorrida ao princípio da noite desta quinta-feira (23 de Julho), no palmário ali existente. Tudo porque a Liga dos Amigos do Jardim Botânico contestou no local, e de forma veemente, a forma como se materializará a obra de recuperação daquele espeço verde, que será levada a cabo com recurso a um financiamento camarário de meio-milhão de euros resultante da proposta 121 ter sido a mais votada no Orçamento Participativo de Lisboa 2013/2014. “Este é um projecto virado para os turistas, que desvirtua a essência do jardim”, acusam os membros da liga.     
Estava-se quase no fim de uma sessão de detalhada apresentação, mas também de autêntica celebração e elogio mútuo por parte dos intervenientes na elaboração do projecto – que foi esmiuçado tanto por José Pedro Sousa Dias, diretor do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MNHNC) da Universidade de Lisboa, entidade responsável pelo espaço, como por João Castro, arquitecto paisagista que liderou a equipa da Câmara Municipal de Lisboa responsável pelo plano de recuperação do jardim nascido em 1873. E quando chegou a vez de serem feitas perguntas, vieram também as fortes críticas dos membros da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, sobretudo da sua presidente Manuel Correia, para quem “o projecto não resolve o problema de base do Jardim Botânico”.     
O projecto ontem apresentado contempla a reabilitação do jardim, a recuperação dos edifícios de apoio, a implementação de um sistema informativo e de comunicação e ainda a remodelação das redes de infra-estruturas de apoio ao jardim e edifícios. Será realizado em duas fases, privilegiando na primeira fase um plano de recuperação do jardim na zona do Arboreto, isto é, a zona inferior daquele espaço verde, onde se concentram espécies de estratos arbóreos, arbustivos e herbáceos. Aí serão privilegiadas infra-estruturas como os caminhos, os sistemas de rega e também da rede de escoamento de águas pluviais. Nessa zona será também construído um pequeno anfiteatro ao ar livre, que será utilizado para espectáculos.     
“Nesta fase, reduziremos drasticamente a intervenção na Classe” – parte superior do Jardim Botânico, onde se concentram as famílias das dicotiledóneas e gimnospérmicas, mas no qual se concentra sobretudo “património edificado a necessitar de cuidados especiais” -, explicou o director do MNHNC. Antes, já havia dito que “estes 500 mil euros parecem muito dinheiro, mas, quando se trata de um jardim de cinco hectares e com o valor histórico e natural deste, haveria sempre que fazer-se opções”. Daí o facto de o responsável esperar que, numa fase posterior, se venha a conseguir captar mais dinheiro para recuperar outras partes do jardim que está classificado como Monumento Nacional.     
Atento a esse estatuto, o arquitecto João Castro, da Direcção Municipal de Ambiente Urbano da CML, frisou que a principal preocupação do projecto desenvolvido pela equipa por si liderada era o de manter quase intacta a imagem do jardim, “ que mudou muito pouco desde a sua criação”. “Há áreas onde não vamos mexer, porque possuem características tão identitárias que qualquer intervenção as descaracterizaria”. “Não estamos a tratar este jardim como outro jardim qualquer. Tivemos esse cuidado”, sublinhou.     
Uma apreciação que não se revelou suficiente para travar as críticas contundentes, que viriam logo depois – e quando o vereador José Sá Fernandes ainda estava na sala. Falando em nome individual, Jorge Teixeira Pinto confessou não perceber o destaque dado na apresentação aos arranjos das infraestruturas, “quando diversas árvores do jardim estão doentes e a morrer”. Mas foi Manuela Correia, presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, quem mais criticou, e com maior intensidade, o projecto ali revelado ao público. “Este não é um jardim como os outros e neste projecto de reabilitação privilegia-se o visitante, o turista, e não a faceta de botânica, que é a principal deste Monumento Nacional”.     
A dirigente da associação foi mais longe e criticou também José Pedro Sousa Dias por não ter convidado a Liga a dar a sua opinião sobre o plano que ali se apresentava. O director do museu respondeu-lhe que havia sido “uma opção”, fundada no facto de as relações entre as duas partes estarem longe de ser amistosas. Na contra-resposta, Manuela Correia recordou “obras ilegais” realizadas no Jardim Botânico, em 2012, e “denunciadas pela Liga” à Direcção-Geral do Património Cultural. Além disso, apontou ainda a existência de “três painéis ilegais na fachada do edifício do museu” – situação que deixou visivelmente incomodado José Pedro Sousa Dias e outros elementos presentes na assistência.     
Mas Manuela Correia e outros elementos da referida associação criticaram também o facto de, alegadamente, o projecto de reabilitação não garantir a sustentabilidade total do sistema de rega. Actualmente, quase toda a rega é feita com recurso à água da rede pública. “É um crime ambiental”, acusou a presidente da Liga. Uma afirmação contestada tanto por José Pedro Sousa Dias e João Castro, que apesar de admitirem a impossibilidade em garantir um aproveitamento integral da água proveniente das chuvas, rejeitaram a ideia de que pouco foi feito para alterar tal situação.     
“A água da EPAL vai continuar a ser utilizada, a alimentar o jardim, porque este não tem água suficiente”, admitiu João Castro, o arquitecto paisagista camarário. Por seu lado, o director do museu disse ter sido “com muita tristeza que se assumiu que o Jardim Botânico não tem capacidade de armazenamento da água e que o nível freático é quase nenhum”. Ainda assim, o técnico responsável pela elaboração do projecto de rega, Francisco Manso, disse que aquele que irá ser implementado no Jardim Botânico “está ao nível do melhor que se faz no mundo” e tentará aproveitar ao máximo a água que puder ser aproveitada.     
No final da sessão, Manuela Correira reiterou ao Corvo tudo o que havia dito. “Tenho sérias dúvidas que, com a implementação do projecto que foi apresentado, isto continue a ser um jardim botânico. O que se quer é trazer para aqui turistas”, afirmou. 
in O CORVO, 24 Julho 2015

Foto: Há árvores em mau estado, ou mortas, que ficam durante anos, por vezes décadas, sem serem removidas e/ou substituídas; Haverá água nos lagos e regatos, wifi e iluminação mas parece que continuará a faltar um plano estratégico de replantações no Jardim Botânico...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

«La nuestra es una cultura poco permeada por las ciencias naturales»

«MUNDOS BOTÁNICOS» por ANTONIO MUÑOZ MOLINA 

Para las personas de imaginación aventurera pero de carácter perezoso el mejor sustituto de las expediciones novelescas que no llegarán a hacer nunca son las visitas a los jardines botánicos, más que los libros de viajes. Sin duda hay un placer extraordinario en leer las aventuras de Shackleton en la Antártida, o el diario del capitán Franklin en los hielos del Ártico, o seguir en una buena biografía los itinerarios del capitán Cook, que llegó a Tahití cuando parecía el paraíso terrenal y avanzó mucho más al sur de lo que se había atrevido nadie, vislumbrando entre nieblas de tormenta los acantilados antárticos, o caminar por las  soledades de la Patagonia o de los desiertos de Australia en las páginas de Bruce Chatwin. Pero el contraste entre el nomadismo esforzado de los relatos y el confort de la lectura es demasiado grande como para dejarle a uno la conciencia tranquila, y después de todo leer es una tarea demasiado sedentaria y demasiado intelectual, que debe ser compensada de inmediato con el ejercicio físico, para evitar ese peligro de desequilibrio entre la vida real y los mundos de los libros del que fue tan consciente Cervantes.  

Un buen jardín botánico es la solución perfecta. Los árboles de los trópicos o los del Himalaya o los de las islas del Pacífico se ofrecen a la mirada y al tacto de uno y le regalan su exotismo, sin la penosa servidumbre de los animales en las jaulas tristísimas de los zoológicos, y desde luego sin los padecimientos pavorosos del explorador que se abre paso entre los pantanos y los mosquitos de una jungla, o el que se juega la vida escalando una montaña. En un botánico, a diferencia de en la naturaleza, cada árbol y cada planta tienen un letrero con su nombre científico y su nombre vulgar, lo cual es un placer para quien disfruta de la sonoridad de los bellos nombres latinos y un alivio para el aficionado ansioso que no sabe ver de verdad una planta o un pájaro si no puede nombrarlos. El problema es más grave en la literatura en español, y quizás más todavía la española, en la que la naturaleza, con raras excepciones, tiene una presencia vaga y general o directamente no existe. Nosotros no hemos tenido un Wordsworth, un Thoreau, un Robert Frost, un William Carlos Williams que celebren con precisión de naturalistas la riqueza botánica del mundo. Tenemos, desde luego, a Antonio Machado, a Miguel Delibes, a José Antonio Muñoz Rojas, pero la nuestra es en general una cultura poco permeada por las ciencias naturales, en la que cualquier referencia no alegórica o despectiva al campo, a los paisajes, a los jardines, queda cancelada por el miedo a la cursilería, o peor aún, al costumbrismo rural.  

Hablo por experiencia propia. Yo creo que no me fijé de verdad en una planta hasta pasados los cuarenta años. Por miedo a parecer paletos, los fugitivos del campo cultivábamos con vehemencia el esnobismo de lo urbano. Era parte de esa negación algo neurótica del pasado que suele afectar a sociedades que se modernizan tardía y atolondradamente, y destruyen y malvenden a cambio de baratijas lo más valioso de su patrimonio popular. Por fortuna, los jardines botánicos, como algunas obras maestras de la literatura, no se dejan afectar por las tonterías de las modas culturales, y esperan con paciencia a que uno llegue a la madurez necesaria para disfrutarlos. El tiempo de los árboles es más lento y mucho más largo que el de las vidas humanas. Los científicos y los jardineros que los cuidan están menos sujetos a las veleidades del gusto que los artistas o los literatos, menos ansiosos por halagar al público. Los jardines botánicos tienen el mismo origen ilustrado que los museos nacionales, que las bibliotecas públicas y que las instituciones públicas de enseñanza. Como nacieron en la época en la que el conocimiento formaba parte del impulso general de la emancipación humana, y en el que la curiosidad científica era uno de los placeres de la imaginación, los jardines botánicos son simultáneamente lugares de investigación y de recreo, parques públicos y laboratorios, espacios de retiro y centros de enseñanza. En un país tan arboricida y tan poco hospitalario para el saber como España, cada vez que uno entra a un jardín botánico le dan ganas de pedir asilo político.

En el Botánico de Madrid hay una armonía geométrica de parque francés del siglo XVIII. La primera vez que entra al de Lisboa el visitante novelero siente enseguida que se sumerge en un bosque, en una selva tupida pero también apacible, con dragos de Madeira y araucarias y casuarinas gigantes de Australia y Nueva Zelanda, con palmeras altísimas que oscilan como mecidas por un viento del Pacífico. El Botánico de Madrid es plano y de ángulos rectos: el de Lisboa está en cuesta, y sus senderos son sinuosos, de manera que las perspectivas están cambiando siempre, y hay momentos en los que uno se encuentra completamente rodeado por una vegetación tan densa como la que atravesaban a machetazos los exploradores de los antiguos libros de viajes. En el Botánico de Lisboa, cuando el viento ha arreciado, el rumor poderoso de los árboles borra por completo los ruidos de la ciudad. Salgo de él al cabo de una visita de una hora y es como si volviera de un retiro en una montaña y de una expedición.  

Fernando Pessoa escribió que se bajaba del tranvía después de un breve trayecto con el mareo de un viaje al otro lado del mundo. El viaje más exótico de mi vida, y también uno de los más confortables, lo he hecho yo en poco más de un cuarto de hora, en el tranvía número 15, entre la parada de la Praça do Comércio y la de Belém, que me ha dejado a unos pasos del Jardim Tropical, una mañana de domingo entre soleada y nubosa, en este clima que es lo bastante húmedo y lo bastante templado para que prosperen en él plantas que no resistirían los inviernos de Madrid. En el Jardim Tropical hay ficus australianos de cortezas como lomos de paquidermos, de extrañas ramas que cuelgan como estalactitas, de sistemas de raíces que se hunden en la tierra como vastas copas invertidas; hay pavos reales y grandes gallos portugueses de porte arrogante y cresta roja; hay invernaderos abandonados que parecen ruinas de puestos coloniales devoradas por la selva; hay pérgolas con azulejos de tigres, de leones, de elefantes y de gacelas; hay pórticos con tejadillos chinos que dan paso a jardines secretos en los que crecen árboles de Macao y de Goa; hay palmeras decapitadas como columnas de templos emergiendo en la jungla; hay un palacio de amplias estancias sucesivas donde se guardan tesoros cartográficos de la época colonial, anaqueles con muestras de semillas, láminas de plantas disecadas, estanterías de una xiloteca en la que en vez de libros se guardan ordenadas más de tres mil muestras de maderas. En la luz cambiante, en el sol y el nublado, el bosque era unas veces umbrío y otras luminoso. De vez en cuando me cruzaba con alguien tan hechizado como yo. De un botánico así se salen con ganas de escribir un libro de viajes. in El País, 20 Novembro 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Arq. Gonçalo Ribeiro Telles na MONOCLE

«Speculative urbanization was the worst thing that happened. Urban farming makes it easier to undestand what's importante.»
 
As sempre sábias palavras do nosso associado Arq. Gonçalo Ribeiro Telles em entrevista para a revista Monocle de Agosto 2013.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

«Quercus considera "preocupante" predomínio do eucalipto nas florestas»

Associação considera que área será ainda superior à revelada por dados preliminares do inventário florestal.
A associação ambientalista Quercus considerou preocupante que o eucalipto se tenha tornado na espécie que mais espaço ocupa na floresta nacional, principalmente devido ao risco de propagação de incêndios florestais.
“No caso do eucalipto, é preocupante, sobretudo ao nível da propagação dos incêndios florestais. É uma situação que nós vemos com alguma apreensão”, afirmou, em declarações à agência Lusa, Domingos Patacho, da Quercus.
O PÚBLICO avança nesta quarta-feira que o eucalipto “já se tornou a primeira espécie da floresta nacional”. Domingos Patacho referiu que, para a Quercus, “não é novidade que o eucalipto seja a primeira espécie em termos de ocupação de área em Portugal”. “Há mais de dez anos que dizíamos que o eucalipto ia avançar para áreas na ordem de já quase um milhão de hectares, e não andará muito longe disso”, disse.
O ambientalista referiu ter “algumas dúvidas sobre a fiabilidade dos dados [revelados]”, porque “há povoamentos mistos que não são contabilizados como área de eucaliptal”. Por isso, Domingos Patacho calcula que “os valores serão ainda superiores em relação aos que foram anunciados”.
De acordo com a Quercus, as plantações de eucalipto acarretam impactes ambientais consideráveis sobre o território, nomeadamente uma maior erosão do solo, a alteração do regime hídrico, a perda de biodiversidade e a alteração da paisagem, para além de facilitarem a propagação dos incêndios florestais de forma muito mais significativa do que as florestas constituídas por espécies autóctones. LUSA / Público 30-8-2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Jardim Botânico: «Um dos Melhores de Lisboa»

Foi com muito prazer que lemos o artigo especial na passada semana na revista Time Out e verificar que, e apesar dos probelmas que afectam o nosso Jardim Botânico, ele ainda é considerado um dos melhores e mais belos de Lisboa. Muito obrigada Time Out!

Ficou talvez por referir que neste local nasceu a primeira, e portanto a mais antiga, associação de defesa de um Jardim Botânico em Portugal. A pioneira "Liga dos Amigos" foi fundada em 1986 e está perto de celebrar 30 anos de existência. Por último também faltou referir o importante facto de que o Jardim foi seleccionado para o Observatório Mundial de Monumentos (WATCH) da World Monuments Fund. Para saber mais sobre esta distinção e oportunidade oferecida ao nosso Jardim Botânico, bastará consultar o nosso blogue ou a página daquela organização internacional de defesa do património em www.wmf.org

Saudações Botânicas da LAJB

«(...) Este jardim é o segundo jardim botânico português classificado como Monumento Nacional e tem quase cerca de 1500 espécies distintas que preenchem os seus quatro hectares. Isto sem esquecer o Observatório Astronómico da Escola Politécnica (1898), único observatório de ensino existente em Portugal (que está em remodelação), a primeira estação meteorológica portuguesa (1853), que ainda se encontra operacional, e o Borboletário, que está aberto desde 2005.»

in Time Out Lisboa, de 3 a 9 de Abril de 2013, nº 288, pp. 21

domingo, 23 de setembro de 2012

INSUSTENTABILIDADE: 4,5 milhões de carros em Portugal

(...) a utilização do transporte individual continua no topo dos hábitos dos portugueses, representando 84,1% das deslocações efectuadas. A média da União Europeia é 80,8%.

Em alternativa, 10,6% dos portugueses deslocaram-se de autocarro, 4,1% de comboio e 1,1% de metro ou eléctrico. A utilização do autocarro, que vinha a cair desde 2000, aumentou 1,3% para 10,6 milhões de passageiros-quilómetro.

Os dados divulgados por Bruxelas demonstram que Portugal é o país da União Europeia a 27 onde a extensão das auto-estradas mais cresceu nos últimos 20 anos. No final de 2009 existiam 2.705 quilómetros de auto-estradas, um valor 860% superior ao registado em 1990 (316 quilómetros).

Apenas Espanha, Alemanha, França, Itália e Reino Unido possuem uma extensão de auto-estradas maior do que Portugal. Itália tem cerca do dobro dos quilómetros de auto-estradas, mas tem seis vezes mais habitantes. O Reino Unido tem três vezes mais habitantes do que Portugal e apenas mais 1.000 quilómetros de auto-estrada.

Assim, não é de espantar que os portugueses sejam dos povos que mais carros possuem. Para percorrerem as auto-estradas, estão registados 4,5 milhões de carros, uma subida de 2,1 milhões de viaturas em vinte anos. (...)

Segundo os dados da Associação Automóvel de Portugal, divulgados esta semana, no primeiro semestre de 2012 foram vendidos 61.212 automóveis, menos 43,9% do que no mesmo período de 2011. No ano passado as vendas de automóveis já tinha caído 31,3%. in SOL 6 Julho 2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Where the Grass is Greener: Jardim Botânico da Universidade de Lisboa

«For those who want to know more about the Poncirus trifoliat, or just wish to take a nap on the city's most exotic lawn.»

in Guia Le Cool, 2008, pág. 227

quinta-feira, 14 de junho de 2012

«Concluída a primeira fase das obras de recuperação do Jardim Botânico»



Espaço, que é monumento nacional, tem a partir de hoje melhores condições para receber visitantes, diz a reitoria da universidade

As entradas no Jardim Botânico de Lisboa vão ser gratuitas até ao fim do mês. Para assinalar o termo da primeira fase das obras que ali foram efectuadas pela Universidade de Lisboa, realiza-se hoje, pelas 19h, uma cerimónia presidida pelo reitor António Sampaio da Nóvoa. Quem chega à Rua da Escola Politécnica, entre o Rato e o Príncipe Real, sabe que está prestes a encontrar um sítio que foge ao bulício da cidade de Lisboa. "Cria-se uma espécie de bolha neste jardim", diz Ireneia Melo, investigadora principal do Jardim Botânico de Lisboa. E essa bolha surge não só pela descida de temperatura que se faz sentir, mas também pelo ar idílico que se respira. Nos seus quatro hectares, o jardim acolhe plantas e árvores de todo o mundo."As pessoas vêm aqui para ver alguma coisa de exótico. Vêm ver como as plantas se adaptam aos vários ecossistemas. E depois vêm ouvir o silêncio", salienta.
E é essa calma que acaba por atrair os visitantes. Por ano recebe cerca de 75 mil pessoas. "Somos sobretudo visitados por grupos de crianças, alunos de Belas Artes e turistas. Os portugueses não visitam tanto, mas são os que mais criticam", comenta a investigadora, referindo-se às polémicas sobre as obras efectuadas.
Durante os últimos anos, o jardim foi alvo de muitas críticas, uma vez que a falta de financiamento se reflectia na deficiente manutenção e vigilância. O espaço estava cada vez mais degradado, pondo em causa a sua própria identidade. Mas, segundo Ireneia Melo, as mudanças foram poucas. "As coisas estão conservadas e mais limpas. Os arruamentos principais foram nivelados, colocou-se areão, taparam-se buracos, pintaram-se os bancos e arranjaram-se as pontes. Agora até se pode de ouvir a água a correr, o que não acontecia há mais de dez anos."
Jacinto Leite, responsável pelas obras, diz que "a base de saibro [areia argilosa] estava destruída e só se encontravam pedras". Fez-se uma limpeza e recuperou-se o aspecto original com saibro enriquecido com argamassas. "Não fizemos uma mudança significativa", garante. "Reabilitámos os regatos com materiais recentes e que lhes deram um suporte melhor para que a pressão da água não perfurasse". De forma a monitorizar a humidade do solo, Catarina Silva e Albino Medeiros, ambos professores na Faculdade de Ciências, desenvolveram um estudo hidrogeológico que levou à instalação de piezómetros para medir a água do terreno.
Segundo um comunicado da reitoria da universidade, as obras feitas foram "o primeiro passo para uma recuperação mais profunda". A partir do próximo ano haverá uma reabilitação das cisternas, um novo sistema de rega, a reabilitação da estufa, a reposição dos viveiros e ainda a construção de infra-estruturas de apoio ao jardim e aos visitantes.
"As pessoas têm de pensar que um jardim botânico não é um jardim de um hotel, onde só tem que ter flores bonitas, onde não pode haver uma ervinha fora do canteiro. No jardim botânico tem de haver tudo", conclui Ireneia Melo. in Público

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jardim Botânico: «cada vez mais degradado» (SIC)


Entrada livre no Jardim Botânico de Lisboa até ao fim do mês. Até ao fim do mês, não se paga para entrar no Jardim Botânico de Lisboa. É uma forma de atrair os visitantes a um dos mais imponentes jardins da Europa mas que está cada vez mais degradado. in SIC Notícias, 8 Junho 2012

http://sicnoticias.sapo.pt/vida/article1601779.ece

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

«100 coisas que tem de ver antes de morrer»

Na revista Time Out Lisboa da última semana (nº 229, página 20) a figueira da Austrália Ficus macrophylla, na entrada do nosso Jardim Botânico, aparece como uma das «100 coisas que tem de ver antes de morrer» em Lisboa!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

«Perder Jardim Botânico põe em causa zona da Baixa»

O que se passa no Jardim Botânico? A pergunta deu nome a uma tertúlia que decorreu ontem no Centro Nacional de Cultura em Lisboa. Para os intervenientes a questão é fulcral, pois nem todos sabem bem para que serve ou o que se está a passar nesta zona verde da capital. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico acha que merece ser esclarecido que alterações no local podem trazer consequências físicas ao vale da Avenida da Liberdade e Baixa Pombalina.

«Se o plano de requalificação do Parque Mayer avançar no futuro podemos assistir a cheias mais frequentes na baixa. Isto porque a Avenida da Liberdade está situada num vale e na colina da Cotovia a água é escoada pelo jardim. Da mesma forma, o jardim condiciona as brisas que escoam a poluição do vale da avenida», explicou Margarida Cancela D’Abreu, Presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas.

A opinião foi corroborada por Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto e antigo ministro e secretário de Estado do Ambiente. Ele que já em 1967, aquando das cheias de Lisboa, impôs-se publicamente contra as políticas de urbanização vigentes. «Com a construção nos terrenos do Parque Mayer, sendo que os novos edifícios costumam ser feitos com vários metros subterrâneos, vai haver um problema de drenagem subterrânea das águas que vão para o rio Tejo. As construções impedem a circulação de água e ar», acrescentou dando como exemplo o vale da Ribeira de Alcântara, onde há uns anos houve afundamento de estrada.

Plano do Parque Mayer ilegal?

Durante o debate, numa sala repleta de interessados, criou-se alguma polémica com a declaração de Ana Paula Amendoeira, representante da secção portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, o ICOMOS, devido ao facto de o Jardim Botânico ter recebido em 2010 a distinção como Monumento Nacional.

«O Plano de Pormenor do Parque Mayer é ilegal porque não respeitou a distinção do Jardim como Monumento Nacional. A partir do momento em que se soube que o jardim poderia integrar essa zona, a lei indica que o Plano se Salvaguarda se impõe ao Plano de Reabilitação urbana. A Câmara Municipal não cumpriu a lei, por isso o plano está repleto de ilegalidades», disse Ana Paula Amendoeira.

A declaração motivou resposta por parte de um arquiteto paisagista que estava na audiência e que fez parte do projeto do plano de pormenor. «Não houve nenhuma ilegalidade no plano. Há estudos desde os anos 40 para se pedir classificação como monumento nacional e se esta distinção tivesse sido dada há tanto tempo provavelmente agora já não a tinha. É preciso responsabilidade para manter o jardim. O plano procura fazer com que o jardim participe na revigoração da cidade», argumentou.

«Como foi possível que não tivessem tido em atenção o plano de salvaguarda? Este só termina a oito de agosto de 2012. Tudo o que se fez até lá foi contra a lei», disse a representante do ICOMOS.

À procura de uma solução

O reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, entidade responsável pelo jardim, fez-se representar na sessão transmitindo um apelo: «Se alguém tiver uma solução para o financiamento do jardim, o meu gabinete está aberto para o receber. Queremos construir um caminho para o jardim que possa ser trilhado e encontrar uma solução». in Jornal A Bola, 16 de Janeiro de 2012

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico aponta "ilegalidades" do Plano de Pormenor do Parque Mayer

http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2012/01/16/lisboa-plataforma-em-defesa-do-jardim-botanico-aponta-ilegalidades-do-plano-de-pormenor-do-parque-mayer

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

«Plano "tem Ilegalidades"»

Plano "tem Ilegalidades"- A Plataforma quer salvaguarda do Jardim Botânico
Não têm faltado críticas desde o início da discussão.

In Jornal Metro" 18 Janeiro

A classificação do Jardim Botânico como monumento nacional obriga a um documento de salvaguarda do seu espaço. Quem o diz são os representantes da Plataforma en Defesa do Jardim Botânico de Lisboa, que assim apontam ilegalidades no Plano de Pormenor do Parque Mayer (PPPM), já aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa.

"Há coisas que saltam à vista e tornam o PPPM ilegal", defende a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios. Por sua vez, a Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas diz não estar "contra a proposta" mas sim "à procura de uma melhor proposta" para o Parque Mayer e o Jardim Botânico.

CRÍTICAS

A Assembleia Municipal aprovou o plano com a abstenção do PSD, que recomendou à CML a elaboração de um documento de salvaguarda do jardim.

NOTA LAJB: a impermeabilização dos logradouros e novas construções, num total de 30 mil m2, vai ser permitida na zona normal de protecção do Jardim Botânico (50 metros). Foto: logradouro na Rua do Salitre 143-147, confinante com o Jardim Botânico, em plena Zona de Protecção.

«Grupo aponta ilegalidades no Parque Mayer»

Grupo aponta ilegalidades no Parque Mayer

In Jornal "DESTAK"18/01/2012

"Representantes da Plataforma em Defesa do Jardim Botânico, Lisboa, continuam a apontar ilegalidades no Plano de Pormenor do Parque Mayer, considerando que a clasificação do jardim como monumento nacional obriga a um documento de salvaguarda do espaço. Num debate organizado pelo Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, membros da Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios e da Associação Portuguesa de de Arquitectos Paisagistas, que integram a Plataforma, discutiram o Plano de Pormenor aprovado terça-feira pela Assembleia Municipal.

Nota: O PPPM prevê construções que distam apenas 1,20 metros da cerca pombalina que delimita o Jardim Botânico, desrespeitando a Lei do Património. Também esta contemplada a impermeabilização de alguns logradouros (ex: Rua da Alegria) com a construção de caves para estacionamento "coladas" à cerca pombalina do Jardim Botânico.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

«Defesa e gestão do Jardim Botânico discutidos com World Monuments Watch»

As estratégias de salvaguarda e a gestão do Jardim Botânico, em Lisboa, vão ser abordadas na terça-feira numa reunião entre uma representante do World Monuments Watch e a Plataforma em Defesa do Jardim Botânico.

No âmbito da selecção do local para o Observatório Mundial de Monumentos (WATCH 2012), a plataforma irá reunir-se com Norma Barbacci, directora de Programas para a América Latina, Espanha e Portugal da organização World Monuments Watch (WMF).
Numa lista anunciada publicamente em Outubro, em Nova Iorque, o Jardim Botânico foi seleccionado para poder integrar a mais importante organização privada dedicada à preservação de lugares culturais de todo o mundo.

Através da sua lista bienal World Monuments Watch, a WMF (www.wmf.org) indica quais os perigos que ameaçam os lugares com significado histórico, artístico e arquitectónico e ajuda a angariar fundos para a salvaguarda dos monumentos.

Os locais são seleccionados, entre várias candidaturas apresentadas, por peritos mundiais, incluindo representantes da UNESCO e do ICOMOS (Internacional Council on Monuments and Sites).

O mais recente membro da Plataforma em Defesa do Jardim Botânico é o GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente -, que assim faz elevar para 15 as organizações não governamentais que pedem o chumbo do Plano de Pormenor do Parque Mayer na Assembleia Municipal de Lisboa.

Para a plataforma, “cada vez mais a sociedade civil levanta a sua voz a pedir genuína proteção, requalificação e sustentabilidade a longo prazo deste jardim classificado Monumento Nacional”.
O Jardim Botânico da Universidade de Lisboa foi fundado em 1873 e inaugurado em 1878 e nos seus 4,2 hectares tem coleções de várias plantas em perigo.

in Lusa / Destak 21 11 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

«Houve sinais de fogo no Jardim Botânico»

Houve sinais de fogo no Jardim Botânico
Durante horas o perigo foi aquilo que os jornalistas mais gostam que o perigo seja: iminente. Um incêndio que deflagrou num edifício devoluto em risco de ruína, na Rua da Alegria, na última quarta-feira, ameaçou a mancha vegetal do Jardim Botânico. A causa do incêndio ainda não é conhecida. O que se sabe é que os bombeiros sapadores fizeram os possíveis para que o jardim fosse protegido das chamas mas não conseguiram evitar que uma palmeira ardesse por completo. Coincidentemente, no mesmo dia em que correu risco de incêndio, o Jardim Botânico entrou para a lista de 2012 do Observatório criado pelo Fundo Mundial de Monumentos, instituição privada norte-americana, sem fins lucrativos, que tem como objectivo preservar lugares da herança cultural em todo o mundo.

In Time Out Lisboa, 18 outubro de 2011, pág. 9.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

«When a tree falls in the city»

THE TREE falling in a forest with no one to hear may or may not make a sound. But the tree that falls in the city has a big impact. It happened in last week’s blizzard: one of the twin trunks of our big old mulberry tree toppled over into our neighbors’ backyard, its 50 feet of soaring height suddenly transformed into 50 feet of problematic length.

Whether it is standing or, eerily, lying across someone else’s backyard, a city tree is a more social organism than a forest tree. It may grow on one piece of property, but it has relationships and it crosses boundaries. It hangs over other people’s yards. It does favors and creates nuisances. It can give rise to disputes and feuds but it can also foster diplomacy and compromise.

For us, the mulberry was a beautiful old shade tree; it gave definition and shape to a yard that was otherwise bald when we bought the house. It also gave us privacy, its leafy branches screening our view of the brick four-story apartment building just beyond our back fence. To the residents of that building, the tree was an annoyance, dropping pulpy mulberries onto their narrow back patio. (I imagined those apartment-dwellers applauding behind their frosty windows when the tree fell down.)

To our next-door neighbors the mulberry was a neutral presence, but now, lying across their yard with its massive tangled crown only inches from their kitchen door, it was harder to ignore. Not all of the tree’s neighbors and stakeholders are human. To squirrels, it has been a very successful gym and pick-up spot, and it’s a rowdy pub for robins and cedar waxwings who spend July getting snockered on fermented mulberries.

Loved or hated or simply tolerated, a city tree matters. It’s part of an ecosystem, often part of the history of a house and a family. I know my trees, in a way that I might not if I lived in the country and owned scads of them. Besides the mulberry, we have a linden, which I planted for the scent of the flowers and because it reminds me of my father, who spent his early childhood in Berlin.

Our other backyard trees aren’t in our yard at all — they belong to the neighbors, and hang their heads over our fence like shaggy, friendly ponies. If they could talk, they’d gossip. The apple trees on one side of us were planted by that house’s previous owner, who loved rare old fruit-tree cultivars and also planted the Porter apple tree in our front yard for the family named Porter who lived here before us. On the other side, our neighbors have put in crabapples (one, planted in their old yard to mark the birth of a daughter, was carefully dug up and transplanted when they moved here) and a delicate, deep bronze Japanese maple, which our mulberry narrowly missed hitting on its way down.

So whose problem is it, this no-longer-charming mulberry tree sprawled massively across our neighbors’ garden? Before we go there, let me just throw in another, not so idyllic, memory of different neighbors in a different neighborhood. Somehow we got into a dispute with them — one of those inexplicable, touchy disagreements about who had the right to do what on the boundary between our properties. It got angry and unpleasant, and what we learned was that being right wasn’t worth it.

Our reaction to last week’s fallen mulberry was to get on the phone and call a tree company to talk about removal. Meanwhile our neighbor, who is much more handy, was thinking he might just cut the tree up himself. On both sides of the (smashed) fence, we were seeing the fallen tree as something to pitch in on, rather than argue about. Both families were asking, “What can we do to help solve this problem?’’

Living in the city, we are all abutters. Our trees and our lives hang over the fences, shading, shadowing, dropping welcome and unwelcome fruit. We’ll fix the fence and cut up the mulberry for firewood (thank you, neighbors). And when the time comes we will plant another tree, one that doesn’t have berries (you’re welcome, apartment dwellers; sorry, cedar waxwings).

in IHT, 22-23 de Janeiro de 2011

Foto: Restos de "Bela Sombra" que caiu na Rua do Limoeiro em 1964. Imagem de Armando Seródio, Arquivo Fotográfico Municipal.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Agência Europeia de Ambiente: Lisboa entre as piores capitais europeias a cuidar do solo

Um relatório da Agência Europeia de Ambiente mostra que a capital portuguesa tem dos solos mais impermeáveis das capitais europeias. Pior do que Lisboa só mesmo as antigas capitais satélites do regime soviético: Bucareste, Tirana e Varsóvia.

Em comparação, Londres (Reino Unido) tem uma área impermeabilizada de 42,5 por cento e Estocolmo (Suécia), a capital melhor colocada no ranking, de 22,90 por cento.

No relatório, a Agência Europeia do Ambiente recorda que o solo é um dos recursos mais importantes do planeta, porque nos proporciona não só serviços fundamentais, como a produção de comida ou o armazenamento de água subterrânea, mas também protecção contra cheias e regulação microclimática, entre outros. in TSF

Esta notícia, mais uma vez, põe a nú a grave situação de Lisboa em matéria de política de solos. E é por a LAJB ter plena consciência deste facto que se tem batido sempre pela defesa dos solos permeáveis que ainda sobrevivem em Lisboa. Daí o não aceitarmos a iniciativa da CML, por via da actual proposta do Plano de Pormenor para o Parque Mayer, de construir mais de 22 mil m2 de novas construções que irão impermeabilizar cerca de 50% da área do plano - se excluirmos a área permeável do Jardim Botânico. A continuar assim, Lisboa será no futuro próximo a capital que mais despreza solos permeáveis.

Foto: logradouro na Rua das Portas de Santo Antão

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Jardim Botânico no «Tubo de Ensaio‏»

No passado dia 29 de Novembro o programa da TSF, «Tubo de Ensaio» fez uma peça sobre o Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico em «Sugestões para um fim-de-semana que passou». Os textos são de Bruno Nogueira e João Quadros. Esta é mais uma evidência de que a sociedade civil não vai aceitar a versão actual do Plano de Pormenor. Obrigado!