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terça-feira, 23 de junho de 2015

Já não existem Palmeiras das Canárias no Jardim da Estrela...

Já não existem Palmeiras das Canárias no Jardim da Estrela. Pelo que observámos, todos os exemplares foram atacados pelo "escaravelho" e morreram. A CML já procedeu ao abate de todas estas palmeiras. Desapareceu um elemento muito importante na caracterização deste jardim histórico da nossa cidade. 

sábado, 8 de novembro de 2014

4 palmeiras mortas no Jardim Botânico




Oficialmente já temos 4 palmeiras (Phoenix canariensis) mortas no Jardim Botânico. Logo que possível estes espiques serão abatidos e removidos. Neste momento há 7 palmeiras infectadas que correm o risco de morrer com a mesma praga do escaravelho vermelho. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

«Governo vai abater palmeiras da residência oficial do primeiro-ministro»

O Governo decidiu mandar abater as palmeiras do Palácio de São Bento, residência oficial do primeiro-ministro, por considerar que o tratamento à praga do escaravelho-das-palmeiras não está a dar resultado e é dispendioso, de acordo com o Observador. Segundo o site, as palmeiras da residência oficial do primeiro-ministro foram atacadas pelo escaravelho-das-palmeiras, que chegou a Portugal em 2007 e já destruiu grande parte das palmeiras-das-canárias – cerca de 500, incluindo as 13 do jardim do Palácio de São Bento. Quando as folhas começam a secar e a cair pode já ser tarde demais – quando se começam a notar os primeiros sinais de morte das folhas a infestação pode já estar numa fase avançada. Por outro lado, podem coexistir na mesma palmeira mais de mil indivíduos. Nestes casos a única solução é o abate e destruição dos restos vegetais. Para prevenir a infestação ou para tratar os casos em que as plantas estão pouco afectadas podem ser realizadas podas cuidadas e tratamentos fitossanitários (com químicos ou agentes biológicos). “Em Abril de 2013, foi feito um levantamento das espécies atacadas e efectuado um tratamento preventivo/curativo em 12 palmeiras durante três meses (instalação de tubos ao longo do tronco para injecção de produtos fitofármacos e nutrientes)”, explicou o gabinete de imprensa de São Bento ao Observador. No entanto, o tratamento não apresentou os resultados esperados. “Do resultado desta acção seria elaborado um plano de trabalho, porquanto este tipo de tratamento é bastante dispendioso. O resultado não se mostrou satisfatório pelo que foi decidido proceder ao abate por corte e incineração de, inicialmente de sete palmeiras e posteriormente de mais seis palmeiras”, acrescentou. in GreenSavers a 24 de Agosto de 2014 

http://greensavers.sapo.pt/2014/08/26/governo-vai-abater-palmeiras-da-residencia-oficial-do-primeiro-ministro/

Foto: Palmeiras das Canárias na Rua de S. Domingos (Estrela)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Operação Palmeiras: Informação aos associados
















Posicionamento do tubo para tratamentos no topo da palmeira















Duas palmeiras mortas para abate















Informação aos associados da LAJB

Entre os dias 5 e 19 de Maio decorreu no Jardim Botânico a “Operação Palmeiras”, com o objectivo de tentar recuperar palmeiras infectadas pelo escaravelho ­da palmeira e continuar a proteger as que ainda não estão infectadas.  

A intervenção necessitou de uma plataforma elevatória de 23 metros e de um técnico ( contratado ) para a limpeza das palmeiras.  Esta limpeza teve três objectivos:   

a) ­ Verificar a presença do escaravelho e retirar as larvas e casulos dos exemplares infectados;  

b) – Reposicionar os tubos que transportam o tratamento até ao topo da palmeira e;  

c) – limpar o caule de todos os exemplares intervencionados dos restos de folhas velhas para permitir a escalada destes exemplares.   

Foram intervencionadas 18 palmeiras, das quais 4 estão mortas ( ver imagens em anexo ), tendo sido limpos os caules para mais tarde poderem ser abatidas ( por escalador ); 4 estavam infectadas pelo escaravelho, pelo que foram podadas, os tubos foram recolocados numa posição mais favorável para o tratamento e foram limpos os caules. Nas restantes, reposicionaram­-se os tubos e limparam­-se os caules. Uma vez que o crescimento das folhas altera a posição dos tubos, a posição destes deve ser corrigida a cada cerca de seis meses, para garantir a chegada do tratamento ao topo da palmeira.  

O custo total da operação foi de € 4000 (quatro mil euros) valor este comparticipado pela LAJB. 

Esta foi a segunda vez que a LAJB colaborou com a Direcção do Jardim Botânico patrocinando tratamentos preventivos e curativos da nossa rica colecção de palmeiras.  

Saudações Botânicas,  

A Direcção da LAJ

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Praga do Escaravelho já terá destruído 6 palmeiras do Jardim Botânico


Imagens de duas palmeiras do nosso Jardim Botânico que morreram vítimas da praga do "escaravelho vermelho". Infelizmente há já mais viítimas mortais, num total que poderá chegar à meia dúzia. Decorrem desde a semana passada tratamentos preventivos e curativos na colecção de palmeiras do jardim. A LAJB está a patrocinar também esta nova fase de tratamentos. 

O que é a praga do "escaravelho-das-palmeiras"?

O insecto causador é o Rhynchophorus ferrugineus, vernáculo "escaravelho-das-palmeiras", um escaravelho do grupo dos curculionídeos (gorgulhos), originário da Ásia oriental e Polinésia, tendo-se expandindo para outras regiões ocidentais, Norte de África e mais recentemente também para o sul da Europa. É um insecto de grandes dimensões em adulto, 2-5cm, e também na forma larvar. Foi sinalizado no Algarve na segunda metade da década de 2000 onde já provocou avultadas perdas e prejuízos em espaços públicos e privados. Em 2010 foi sinalizado na cidade de Lisboa. Actualmente está a devastar palmeiras em todo o país. 

Esta praga está presente no Jardim Botânico desde pelo menos 2011 e em finais de 2012 foram identificadas 5 palmeiras da espécie Phoenix canariensis Chabaud seriamente afectadas. Actualmente já há vítimas mortais num total que poderá chegar aos 6 exemplares todos no Arboreto e "Jardim do México". 

As bem conhecidas "Palmeiras das Canárias", tão características da paisagem urbana de Lisboa, são particularmente vulneráveis ao escaravelho.

domingo, 20 de abril de 2014

Palmeiras de Lisboa continuam a morrer...

Exemplar de Palmeira das Canárias visivelmente infectada pelo "escaravelho vermelho" nos jardins do Tribunal Constitucional na Rua de O Século.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Plameiras de Lisboa a morrer: Rua do Salitre

Palmeira das Canárias morta pelo "escaravelho vermelho" num logradouro da Rua do Salitre, confinante com o nosso Jardim Botânico. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Continuam a morrer as Palmeiras de Lisboa!

 Rua de São Bento e Torel
Continuam a morrer as palmeiras das canárias em Lisboa.
Alguns exemplares emblemáticas da nossa cidade estão a desaparecer da nossa paisagem, como a belíssima, alta, palmeira no Miradouro das Portas do Sol - não sobrevieu e morreu este verão. Agora é importante unirmos esforços para que pelo menos as palmeiras que morrerem em jardins municipais sejam substituídas por outras plantas para que a perda não seja tão grave para Lisboa.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

«O murchar das palmeiras»

Por Helena Freitas 06/02/2013 - Público

Controlar e assegurar a sanidade dos materiais de propagação e monitorizar e erradicar as doenças não é possível sem recursos técnicos adequados.
Nos últimos tempos, em especial quem vive nas cidades tem sido surpreendido com a mortalidade de muitas palmeiras, que subitamente desaparecem das praças e das ruas da cidade, ou dos jardins de algum vizinho.

Alguns terão mesmo respondido com mágoa a um mandado irrefutável, sendo obrigados a abater palmeiras agonizantes que ornamentavam há muitos anos os seus jardins.

De uma forma ou de outra, percebemos que há um problema grave com as palmeiras, e a própria imprensa tem feito divulgação das ocorrências e da doença que as afecta. Neste caso, o flagelo fica a dever-se à voracidade de um insecto não originário da Europa (Rhynchophorus ferrugineus), que ataca um vasto leque de palmeiras, as quais tipicamente usamos para ornamentar as avenidas e jardins de muitas cidades do país.

Este insecto já está presente em todos os países mediterrânicos e ameaça condenar a esmagadora maioria das palmeiras nesta região. A gravidade e o potencial de expansão desta doença determina que as palmeiras importadas de países terceiros afectados devem ficar em quarentena, para que as autoridades possam actuar, detectando eventuais sinais precoces da doença.

Este é um procedimento normal na prevenção da disseminação de doenças e está naturalmente previsto para as plantas. Todavia, controlar e assegurar a sanidade dos materiais de propagação e monitorizar e erradicar as doenças não é possível sem recursos técnicos adequados.

Tendo em conta a escassez de meios de que dispomos, pode admitir-se que se trata de uma situação de algum modo fora de controle.
Sendo a eficácia da praga quase garantida, e tendo em conta a escassez de meios de que dispomos, pode admitir-se que se trata de uma situação de algum modo fora de controle, pois está muito dependente do conhecimento e vigilância das pessoas e da pronta actuação das autoridades com responsabilidade nestas áreas.

Embora de natureza distinta, destaco uma outra praga que se disseminou recentemente no país, com grave impacto económico, e que a maioria dos portugueses acompanhou: a do nemátode-da-madeira-do-pinheiro ou murchidão-dos-pinheiros. Esta última deve-se à actuação da espécie Bursaphelenchus xylophilus, levando à morte do pinheiro num intervalo de poucas semanas ou meses. Os sintomas traduzem-se no rápido amarelecimento das agulhas, até atingirem uma cor vermelho-acastanhada, bem como uma súbita redução da produção de resina. A propagação do nemátode e a infecção de novas árvores depende de um insecto-vector.

Recordo estas duas situações de calamidade associadas à mortalidade de espécies vegetais, sendo uma espécie de interesse ornamental e uma espécie florestal com forte impacto económico, mas podia citar muitas outras, em particular as doenças que nunca deixam de ameaçar sectores vitais da nossa economia, como a fruticultura nacional ou mesmo o importante sector do vinho.

Ao fazê-lo, tenho dois propósitos: por um lado, manifestar a preocupação que tenho com a perda de recursos e competências do Estado para monitorizar e resolver situações fitossanitárias que são cada vez mais complexas, entre outras coisas, porque as causas também o são, e, por outro, chamar a atenção para a necessidade de pensar os ecossistemas e as espécies seleccionadas em meio urbano, não apenas pela sua expressão estética ou por conveniência de momento, mas também na perspectiva de se evitarem espécies mais susceptíveis às pragas, o que acontecerá mais facilmente quando a escolha se sustenta numa importação pouco cuidadosa de espécies exóticas, tantas vezes desadequadas aos espaços que as acolhem.

Foto: palmeira morta no Largo da Graça em Lisboa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Palmeira morta no logradouro da Rua de São Mamede nº 19 (Propriedade Municipal)

A chamada "Praga das Palmeiras" continua a destruir belíssimos exemplares por toda a Lisboa, como é o caso desta centenária Palmeira das Canárias num jardim de um imóvel municipal sito na Rua de São Mamede nº 19. A LAJB já informou a CML desta nova vítima no centro histórico da nossa capital, na Freguesia da Sé. A paisagem verde de Lisboa está a ficar mais pobre...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Palmeiras de Lisboa continuam a morrer!

Um pouco por toda a cidade, da Avenida da Liberdade ao Jardim Botânico Tropical em Belém, dos jardins da Embaixada de França em Santos ao Jardim do Príncipe Real, centenas de Palmeiras das Canárias estão infectadas pela chamada "praga do escaravelho", e a morrer. Na imagem, um exemplar centenário, já  morto, no Quartel da Graça (instalado no antigo Convento da Graça). A paisagem urbana de Lisboa nunca mais voltará a ser a mesma...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

«Escaravelho já começou a matar palmeiras do Jardim Tropical»

O Botânico Tropical, em Belém, é o primeiro jardim histórico de Lisboa afectado pela praga do escaravelho- -da-palmeira. No final de Março os responsáveis do espaço verde foram obrigados a mandar abater um dos exemplares de palmeira-das-canárias infectados e a proceder ao tratamento de outros. "Com mais de duas centenas de exemplares pertencentes a mais de 20 espécies, a colecção de palmeiras do Jardim Botânico Tropical destaca-se pela sua diversidade e riqueza, sendo alguns exemplares de espécies raras ou ameaçadas", explica a instituição num comunicado sobre o problema. Acresce que parte destes exemplares - é o caso de uma palmeira-das- caraíbas plantada pelo primeiro Presidente da República em 1913 - são susceptíveis à praga.
Por enquanto aparentemente ainda a salvo, o Jardim Botânico da Rua da Escola Politécnica vê, no entanto, o perigo aproximar-se a passos largos. Uma palmeira de um quintal que confina com o recinto, na Rua Nova de S. Mamede, está a sucumbir ao escaravelho, que praticamente não tem predadores naturais nesta região do globo e cujas larvas são particularmente vorazes a alimentar-se do coração da planta. "Lisboa está a perder as suas palmeiras centenárias. Não soubemos prevenir este problema que sabíamos muito bem que iria atingir a capital", avisa a Liga dos Amigos do Jardim Botânico.
Há muitos meses a trabalhar quer para a Câmara de Lisboa, quer para vários particulares no combate à praga, um responsável da empresa Biostasia, Carlos Gabirro, explica que a cidade "está toda afectada, de uma ponta à outra". Quando a parte superior da copa cai e a palmeira fica com ar de guarda-chuva, sintoma inequívoco da presença do escaravelho, é demasiado tarde para a salvar. "Por enquanto, estamos numa altura do ano assintomática", descreve o especialista. "A partir de Agosto/Setembro vai ser o descalabro total", com a revelação dos estragos. Até Janeiro passado tinham sido abatidos 57 exemplares e planeava-se eliminar mais 65. in Público
Foto: exemplar monumental de palmeira das canárias já morta no miradouro do Campo de Santa Clara

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Praga das Palmeiras na R. Nova de S. Mamede 62-68



Mais um exemplar de "Palmeira das Canárias" atacada pelo escaravelho vermelho. Este é sem dúvida o exemplar infectado mais próximo do Jardim Botânico uma vez que se localiza num logradouro confinante com o Jardim Botânico (Classe, mesmo junto das antigas estufas). As tentativas por parte do Jardim Botânico para informar o proprietário foram até à data infrutíferas. A CML já foi alertada assim como a Junta de Freguesia de S. Mamede. Foi solicitado ao Vereador José Sá Fernandes ajuda para se resolver a tempo este perigoso foco de infecção. Lisboa está a perder as suas palmeiras centenárias. Não soubemos antecipar este problema que sabiamos muito bem iria atingir a capital. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Praga das Palmeiras no Campo de Santa Clara

Exmo. Sr. Vereador José Sá Fernandes

Assunto: Praga das Palmeiras no Miradouro do Campo de Santa Clara

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) verificou que um exemplar de "Palmeira das Canárias" no Miradouro do Campo de Santa Clara morreu, vítima da "Praga das Palmeiras". Para além dos sinais exteriores evidentes, podemos ver muitos casulos junto da base da palmeira (ver imagens em anexo). Ainda há cerca de 3 semanas podiam ser vistos os próprios escaravelhos segundo fomos informados pelos funcionários do quiosque de bebidas "Clara Clara".

A LAJB vem por este meio saber se a CML já tem conhecimento deste caso e em caso afirmativo, se já tem planeada uma intervenção para evitar o alastramento da praga às restantes palmeiras centenárias do jardim.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A Praga das Palmeiras no Jardim do Torel

Mais uma vítima do "escaravelho das palmeiras", desta vez uma Palmeira das Canárias no Jardim do Torel. A CML já fez o abate deste exemplar. Lisboa está a peder as suas emblemáticas palmeiras!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Escaravelho ameaça três centenas de palmeiras no Jardim Botânico

Balanço mais recente dá conta do abate de 57 exemplares e da necessidade de eliminação de mais 65 só na cidade de Lisboa

O escaravelho da palmeira está a ameaçar as três centenas de exemplares desta planta existentes no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, que não tem dinheiro para proteger todas as plantas em risco.

Oriunda da Ásia, a praga espalhouse pelos países do Mediterrâneo e já dizimou muitas centenas de palmeiras no Algarve, tendo alastrado a vários pontos do território português. “O Jardim Botânico está ameaçado e de que maneira”, diz a responsável pela colecção viva da instituição, Teresa Antunes. “Estamos muito assustados porque o escaravelho anda aqui à nossa volta. O Instituto Britânico tem uma planta morta desde Dezembro e no jardim do Príncipe Real também já foram detectadas duas infectadas”. Das três centenas de exemplares, o Jardim Botânico decidiu mandar aplicar um tratamento preventivo a 23, que correspondem às espécies mais apetecíveis para a enorme e voraz larva do escaravelho. Mas nada garante que o insecto não ataque as restantes espécies – como acabou, aliás, por fazer no Algarve. “Não temos dinheiro para tratar mais palmeiras”, admite Teresa Antunes, explicando que não é fácil aceder à parte superior das copas das enormes plantas, única forma de saber se existe ou não infecção.

O balanço mais recente do avanço da praga em Lisboa data de meados de Janeiro e dá conta do abate de 57 exemplares e da necessidade de eliminar mais 65, entre espaços públicos e jardins particulares. “E ainda a procissão vai no adro”, observa a chefe de divisão da inspecção fito-sanitária do Ministério da Agricultura, Clara Serra. Só a Câmara de Lisboa tem espalhadas pela cidade mais de três mil palmeiras. Quando os efeitos da praga se tornam visíveis, como aconteceu com vários exemplares no Campo das Cebolas, muitas vezes já é tarde de mais para salvar a planta. Só muito depois de ser invadida pelas larvas, que se alimentam das palmas e do coração da planta, a palmeira começa a dar sinais. Primeiro fica ligeiramente despenteada. A seguir cai-lhe a parte superior da copa.

“A disseminação está a acontecer a uma velocidade assustadora”, diz Filomena Caetano, do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo d’almeida. Aqui estudam-se os fungos que podem ser usados para matar o Rhynchophorus ferrugineus, nome que os cientistas escolheram para designar este escaravelho.

Carlos Gabirro, sócio- gerente da Biostasia, firma que o município de Lisboa contratou para tratar e monitorizar 300 palmeiras, explica que enquanto no Algarve o escaravelho levou mais de cinco anos a causar grandes danos, na Grande Lisboa isso está a suceder em apenas dois anos. Porquê? “O insecto dá-se melhor com este clima”, deduz. Seja com for, uma fêmea pode dar origem a cem ou mais indivíduos por semana. “E torna-se fértil uma semana depois de ter saído do casulo”, acrescenta. Para agravar as coisas, um escaravelho consegue voar cinco a dez quilómetros.

“Estamos a agir, mas se o Estado não actua e se os privados não abatem as palmeiras infectadas é complicado”, refere por seu turno o vereador dos Espaços Verdes de Lisboa, José Sá Fernandes. “Batemos sempre no mesmo problema: a câmara quer dinheiro para aguentar as despesas de tratamento. Mas o Ministério da Agricultura não o tem. O município vai ter de seleccionar as palmeiras com valor histórico que quer preservar”, contrapõe Clara Serra.

Na Av. da Liberdade já foi necessário proceder a um abate, tendo o problema sido identificado em locais tão distintos como a Quinta das Conchas, no Lumiar, o Jardim do Torel ou a Feira da Ladra. Carlos Gabirro insiste em que a lentidão com que as diferentes entidades estão a agir pode deitar tudo a perder.
in Público 10/FEV 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"Praga das Palmeiras" já chegou ao Jardim do Princípe Real

Exmo. Sr. Vereador José Sá Fernandes

Assunto: sinais da Praga das Palmeiras no Jardim do Princípe Real
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) verificou que um exemplar de "Palmeira das Canárias" no Jardim do Príncipe Real mostra sinais de estar infectada pela "praga das palmeiras" (imagens em anexo).

A LAJB vem por este meio perguntar se a CML já tem conhecimento deste exemplar e em caso afirmativo, se já tem planeada uma intervenção para evitar o alastramento às palmeiras que existem na vizinhança desta, onde se incluem as da colecção do Jardim Botânico.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da LAJB

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Praga das Palmeiras no jardim do British Council de Lisboa

Assunto: Palmeira infectada no jardim do British Council (Rua Luís Fernandes, 1-3)

O Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, está muito preocupado com o rápido alastramento da praga das palmeiras no centro de Lisboa.

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem alertar para o facto de um exemplar de "Palmeira das Canárias" no jardim do British Council mostrar sinais claros de estar infectada.

A LAJB apela ao British Council para que se tomem medidas preventivas e de tratamento urgentes para evitar o alastramemnto desta praga às dezenas de palmeiras que existem nas imediações do vosso jardim - e o sério risco de alastramento para o Jardim Botânico.

O Jardim Botânico produziu um folheto sobre esta questão (http://www.mnhn.ul.pt/pls/portal/docs/1/332082.PDF) que sugere diversas medidas que visam o controle e erradicação desta parga, e que devem ser tomadas com carácter de urgência em todas as plantas e áreas afectadas.

O insecto causador é o Rhynchophorus ferrugineus, vernáculo Escaravelho-das-palmeiras, um escaravelho do grupo dos curculionídeos (gorgulhos), originário da Ásia oriental e Polinésia, tendo-se expandindo para outras regiões ocidentais, Norte de África e mais recentemente também para o sul da Europa. É um insecto de grandes dimensões em adulto, 2-5cm, e também na forma larvar. Foi sinalizado no Algarve na segunda metade da década de 2000 onde já provocou avultadas perdas e prejuízos em espaços públicos e privados. Em 2010 foi sinalizado na parte norte da cidade de Lisboa. Actualmente está a devastar palmeiras nos concelhos de Cascais, Oeiras, Moita, Seixal, Palmela e Setúbal.

A Direcção da LAJB

Nota: carta enviada hoje ao British Council de Lisboa