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quarta-feira, 11 de julho de 2012

CRITICAL: LISBON. FALAR À CIDADE, FALAR COM A CIDADE (16 a 21 Julho)




Workshop coordenado por Lev Bratishenko, Frederico Duarte e Becky Quintal (inserido no programa Distância Crítica da Trienal de Arquitectura de Lisboa)

CRITICAL: Lisbon é um workshop de uma semana dedicado à expressão, discussão, escrita e publicação crítica sobre arquitetura. Concebido como um projeto editorial especulativo, este workshop confronta a noção de que o arquiteto e o público operam em universos ideologicamente díspares na sua procura e desejo comuns de melhorar a cidade.
 
Tomando a cidade de Lisboa como base de trabalho e inspiração, serão explorados os desafios e obstáculos que os críticos de arquitetura devem enfrentar, mas também as estratégias, táticas e ferramentas que utilizam para os ultrapassar.
 
No workshop serão analisados os muitos meios e mensagens disponíveis aos críticos de hoje: desde ensaios, vídeos, artigos de opinião, fotografias, entrevistas com arquitetos e outros agentes-chave da cidade até recensões descritivas de edifícios ou controvérsias atuais sobre espaços públicos. 
 
Este workshop destina-se a estudantes e jovens profissionais interessados em questões de design, arquitetura e assuntos urbanos. Os candidatos a participantes devem ter o desejo de exercitar e difundir as suas observações, análise e opinião junto de um determinado público, dos seus pares ao público em geral.
 
Aspetos práticos:
- O idioma de trabalho do workshop é o inglês. 
- Cada participante deve trazer o seu próprio caderno e material de escrita, computador portátil e máquina fotográfica ou câmara de vídeo digitais.
 
Horário do workshop: 09h30 - 18h00
Local do workshop: Sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, Campo de Santa Clara, 142-145, 1100-474 Lisboa


FOTO: demolição integral de imóvel na R. do Monte Olivete, em zona histórica consolidada.


terça-feira, 8 de maio de 2012

As Árvores e os Livros: Mary Hewitt

Yes, in the poor man's garden grow

Far more than herbs and flowers -

Kind thoughts, contentment, peace of mind,

And joy for weary hours.


Mary Elizabeth Hewitt (1807-1884) poeta americana nascida em Malden, Massachusetts.

Foto: quintal cultivado na Colina do Castelo em Lisboa

domingo, 25 de setembro de 2011

Avenidas Novas: «A sistemática destruição das árvores dos quintais»

«Os logradouros interiores dos quarteirões de Lisboa constituíram pulmões verdes e áreas de inflitracção das águas, de grande importância na sustentabilidade ecológica e estabilidade da cidade. A sistemática destruição das árvores dos quintais constitui um grave erro urbanístico.»

Arq. Gonçalo Ribeiro Telles

in A Árvore em Portugal

Foto: Parece que estas sábias observações têm caído, na maior parte das vezes, em saco roto... Logradouro 100% impermeabilizado para a construção de caves de estacionamento na Av. Duque de Loulé, 86-88-90.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Logradouro na Av. Duque de Loulé 86-96: 100% Impermeabilizado!

Av. Duque de Loulé 86-96 torneja R. Luciano Cordeiro 117

A imagem mostra mais um terrível exemplo de impermeabilização de logradouros em Lisboa. Até ao ano de 2010 existiu aqui um conjunto de três jardins, parte integrante de um dos mais notáveis conjuntos da Arquitectura do início do séc. XX em Lisboa. Os 3 prédios de habitação foram erguidos em 1908 e constituiram na altura o paradigma da habitação de luxo para a alta burguesia lisboeta. Apesar do seu elevado valor patrimonial, e dos pedidos por parte de cidadãos, o IGESPAR recusou em 2010 a sua classificação como "Imóvel de Interesse Público". Os imóveis ficaram deste modo sem protecção legal por parte do organismo estatal reponsável pela salvaguarda do património cultural. Apenas o PDM de Lisboa identifica este conjunto na carta do património da cidade. Mas isso não impediu que o Pelouro do Urbanismo aprovasse a destruição total dos 3 logradouros como se vê pela imagem (Fevereiro de 2011). Para se construir caves de estacionamento, a CML aprovou 100% de impermeabilização dos logradouros. É lamentável que a CML continue a premiar projectos que ainda assentam em estilos de vida insustentáveis. Assim Lisboa estará sempre na cauda da Europa.

sábado, 29 de janeiro de 2011

CCDR preocupada com logradouros de Lisboa

«A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo considera que a proposta de Plano Director Municipal da capital não assegura na totalidade os objectivos de salvaguarda dos logradouros e sugere que a autarquia clarifique algumas situações.

A CCDR aponta sobretudo as excepções previstas na proposta de Plano Director Municipal (PDM), que permitem a "ocupação significativa" dos logradouros, considerando que, em certa medida, "contradizem os princípios de salvaguarda das áreas permeáveis" e "interferem com a concretização da Estrutura Ecológica Municipal".

O parecer final da comissão de acompanhamento da revisão do PDM de Lisboa, da qual fazem parte mais de 30 entidades, entre elas a CCDR, foi elaborado na semana passada. O parecer foi globalmente favorável, condicionado a um conjunto de correcções e rectificações, tendo a comissão de acompanhamento recomendado à câmara que realize "reuniões de concertação com as entidades que formularam objecções".

Uma dessas entidades foi a CCDR, que alertou para o facto de a proposta de PDM permitir "novas intervenções" ao nível dos logradouros, sublinhando que não é evidente "se se encontram ou não permitidas novas construções, ampliação das existentes ou novas impermeabilizações". "Considera-se ser de dissuadir qualquer aumento de impermeabilização dos logradouros, em particular quando coincidente com a área identificada na planta da Estrutura Ecológica Municipal, devendo a regulamentação ser clara quanto a estes aspectos e não ficar-se por uma mera menção à sua salvaguarda", refere o parecer. Chama-se ainda a atenção para a necessidade de garantir a salvaguarda dos logradouros "nos espaços consolidados e a consolidar", realçando que "a respectiva regulamentação nada refere quanto à sua salvaguarda e requalificação".

Outra das matérias destacadas pela CCDR é o Regulamento Geral do Ruído, dizendo-se que o PDM deverá contemplar "disposições relativas a condicionamentos à construção de edifícios habitacionais e de alguns equipamentos em zonas de conflito".» In Público, 29/1/2011

Foto: logradouro do Palacete Ribeiro da Cunha, ameaçado com construção nova.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

«Ribeiro Telles indignado com proposta que abre caminho à construção em logradouros»

«Proposta socialista de revisão do PDM de Lisboa contraria acordo pré-eleitoral do PS com José Sá Fernandes, selado há um ano para as últimas autárquicas

O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles mostrou-se ontem indignado com a medida do PS para autorizar a construção em logradouros, proposta na revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa. "É uma anedota em termos de planeamento", reagiu Ribeiro Telles na entrevista a publicar na edição do PÚBLICO do próximo domingo. A proposta socialista foi detalhada na última reunião de câmara, anteontem, e a questão dos logradouros foi um dos alvos de toda a oposição representada no executivo liderado por António Costa - e até o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, se mostrou preocupado.

Lançar uma campanha de recuperação dos logradouros - via associações de proprietários, com incentivos financeiros de apoio técnico dado pelo município -, foi precisamente uma das condições do acordo pré-eleitoral de Sá Fernandes com os socialistas que governam Lisboa, e cujas listas acabou por integrar, na qualidade de independente. Além disso, Ribeiro Telles é a principal figura da associação de apoiantes de Sá Fernandes, a Lisboa é Muita Gente. Recentemente homenageado com a Medalha de Mérito Municipal, grau ouro, o arquitecto paisagista não assistiu à discussão camarária sobre a revisão do PDM, mas disse, depois de informado sobre a proposta, tratar-se de uma "medida gratuita, a favor da especulação urbana".

"Segundo percebi - prossegue, referindo-se ao documento a que depois teve acesso e ao que lhe foi transmitido -, logradouros são as tapadas, são os quintais, são as cercas conventuais e são as quintas de recreio - aquelas todas do Paço do Lumiar que são do século XVI e XVII. Se isso tudo é logradouro, evidentemente que é um desastre para a cidade de Lisboa. Quer cultural quer ambiental." Criticou ainda a imprecisão de vários conceitos usados na proposta de revisão, como o de superfície verde: "Ervas sobre betão são superfícies verdes." " [Isso] não é de uma cidade do século XXI e do sistema natural de uma cidade do século XXI", acrescentou. "É encapotar para as pessoas não perceberem bem o que é. Uma árvore vai buscar água às camadas inferiores e as raízes são a forma que tem de se sustentar. Acho bem que, depois de todas as árvores caírem em cima de automóveis e de pessoas, a câmara seja responsabilizada."

Às dúvidas colocadas em relação à proposta de autorizar mais construção nos logradouros - algo que actualmente se faz com muitas restrições (no máximo, 20 por cento da área total) -, respondeu na reunião o vereador Manuel Salgado, vice-presidente do executivo, responsável pelo Urbanismo e coordenador da revisão do PDM. Invocou a necessidade de criar mais estacionamento em Lisboa - nomeadamente nos logradouros -, sob pena de os promotores imobiliários desistirem de reabilitar os prédios antigos. E referiu também o facto de parte dos logradouros já estar ocupada com construção clandestina, que viola a regra dos 20 por cento da área total, actualmente em vigor.

O programa eleitoral do presidente, António Costa, não menciona os logradouros. Diz, no entanto, que Lisboa necessita de aumentar a quantidade de solo permeável e o coberto vegetal. Nesse sentido, promete, entre outras coisas, "promover um programa de fomento de agricultura urbana".

Ribeiro Telles destaca as mesmas necessidades. "Lisboa precisa de locais permeáveis. Diminuir essa área na cidade - potencialmente, uma estrutura verde consistente - é mau em qualquer logradouro", afirma o homem que coordenou o Plano Verde para Lisboa, que está, aliás, em exposição no antigo Mercado de Santa Clara.» in Público, 8 de Outubro de 2010

Nota: Também nós na LAJB estamos indignados!

Foto: Rua Nova de S. Mamede. Atrás destes prédios de habitação existem logradouros arborizados que confinam directamnete com o Jardim Botânico. O que o novo PDM propõe é um crime urbanístico e uma chocante cedência aos maus hábitos de mobilidade instalados em Lisboa. A CML não deve planear a cidade em função do que os promotores - e especuladores - imobiliários desejam mas sim defender o bem comum, salvaguardar um ambiente melhor para as futuras gerações!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

«Oposição teme que novo PDM retire protecção à Lisboa antiga»

Mais construção e demolições nas zonas históricas alvo de críticas. "Se formos muito exigentes não reabilitamos nada", responde Salgado

Efectuar demolições ou construir prédios mais altos na zona antiga de Lisboa ficará mais fácil com o novo Plano Director Municipal (PDM), alertam vários vereadores da oposição que ontem ficaram a conhecer a proposta de revisão do PDM da maioria socialista liderada por António Costa. "A proposta de novo plano director apresenta como um dos critérios válidos para demolição de um edifício o facto de ele ser economicamente inviável", explica o vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro. "Com as rendas baixas que existem nas zonas históricas, isto constitui um autêntico terramoto."Em causa está a o conceito de zona histórica que existe no PDM ainda em vigor para os bairros antigos, restringindo o aumento do volume de construção e as demolições. No documento ontem apresentado e discutido na câmara, esta designação é alargada a toda a cidade, mas as restrições são em parte banidas. Nalguns casos passa a ser possível subir a altura dos prédios existentes em obras de reabilitação e também aumentar profundidade das empenas (distância entre a fachada e a parede das traseiras) dos actuais 15 para 17 metros.

Igualmente criticada, quer pelo CDS-PP quer pelo vereador José Sá Fernandes, independente da lista de António Costa, é a possibilidade de construção nos logradouros - quintais e outros terrenos habitualmente situados nas traseiras dos prédios. O actual PDM limita a construção nestes locais a 20 por cento da área total, de forma a permitir a infiltração das águas da chuva no solo. A maioria que governa a autarquia defende a compactação da cidade mas esta "tem de ser mais regulamentada e bem pensada", alertou o comunista Ruben de Carvalho. "Senão, pode ter efeitos dramáticos." António Carlos Monteiro diz que existe o risco de acabar com os quintais e de impermeabilizar por completo a cidade.

As críticas relativas ao aumento de construção estendem-se ao sistema de créditos engendrado pelo executivo para promover a reabilitação urbana. Quem reabilitar um prédio e nele incluir habitação a custos controlados fica com créditos de edificabilidade para construir naquele ou noutra zona da cidade - créditos de construção que pode usar ou mesmo vender. Para Ruben de Carvalho, trata-se de uma medida que "apenas tem no horizonte o grande construtor". A vereadora do PSD Mafalda Magalhães de Barros, tem opinião idêntica: "Os incentivos preconizados são incompreensíveis ou nulos para o pequeno proprietário urbano que queira recuperar o seu edificado, embora favoreçam os grandes promotores imobiliários com projectos de construção nas zonas a consolidar." "De que servem os mencionados bónus de edificabilidade a um pequeno proprietário descapitalizado da Mouraria, de Alfama ou de outro qualquer bairro histórico?", questionou. Manuel Salgado, subscritor da proposta, respondeu: "O sistema pode fazer baixar as rendas.

"Quanto ao aumento da construção e à ocupação de logradouros, Salgado falou da necessidade de conciliar interesses divergentes: "Já ninguém quer fazer habitação sem estacionamento. E se formos muito exigentes com a pedrinha e com o azulejo não conseguimos reabilitar nada." Daí a possibilidade, também prevista nesta revisão do PDM, de mudar os velhos chafarizes de local. Uma ideia que deixou atónita Mafalda Magalhães de Barros, mas cujos efeitos Manuel Salgado desvalorizou. António Carlos Monteiro acredita que os socialistas vão ainda negociar alterações ao documento com as restantes forças políticas: "O plano só passa na assembleia municipal se tiver a maioria dos votos. E eles sabem disso."

in Público com Lusa

Foto: Logradouro arborizado no Chiado. Interiores de época e quintais serão espécies ameaçadas se esta visão mercantilista para o novo PDM for aprovada.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

BUZZ of the City: apicultura nas cidades

Forget country meadows, the window boxes and flowerbeds of major cities are where French bees are happiest – and most productive. As the number of bees in France has dropped, the ­national union of apiculturists has encouraged people to start keeping bees in cities. Hives are now kept on the roofs of government buildings, cultural institutions and company headquarters in Paris, Marseille, Montpellier and Lille.

"it's a paradox but we realised by bringing them into the city, bees thrived," says Félix Gil, an apiculturist and president of the Paris section of the national beekeeping organisation. "In the countryside they were hindered by pesticides and genetically modified crops."

Cities, however, have fewer pesticides and more flowers. According to Gil, the trend is having an unforeseen effect on the age-old profession. "All our apiculture schools are full with two-year waiting list to get in." But for most city-dewellers it's just made "miel béton" (concrete honey) the hotest thing to have in the larder.

The bee list:

1-Urban production: A country beehive can produce up to 25kg of honey a year. In the city, production can be up to 80kg.

2-Gimme hive: There are approximately 300 registered beehives in Paris. The most expensive honey (15 euros for 125kg) is from the hives on the roof of the Paris Opéra.

3-Keepers of the faith: Between 1995 and 2008, the number of beekeeepers in France fell from 85,000 to fewer than 70,000.

4-The buzziest: Turkey is the largest producer of honey in Europe. Germany eats the most.

in MONOCLE, Fevereiro 2010, pág 46.

Foto: logradouro no Chiado com citrinos, cujas flores são muito apreciadas pelas abelhas e outros insectos nectaríferos numa altura de fracos recursos.