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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Mais uma palmeira morta no Jardim Botânico: Brahea armata

















Mais uma palmeira morta pelo escaravelho-vermelho. Este exemplar era uma Brahea armata e estava na Classe, junto das estufas. Até à presente data o Jardim Botânico já perdeu 10 exemplares de palmeiras.

Mesmo atrás desta palmeira morta vemos uma grua de mais uma obra de demolição integral de interiores de um imóvel do séc. XIX - esta obra vai impermeabilizar uma grande parte do logradouro que confina directamente com a cerca do Jardim Botânico. A LAJB consultou o projecto e verificámos que o pedido que o proprietário fez à CML para avançar com o edifício sobre a área do jardim foi aprovada. Justificação? Para caberem mais uns carros na garagem... Este imóvel está localizado na Rua Nova de S. Mamede 62 a 68.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O Jardim Botânico visto do Castelo

Lisboa vista do Castelo de São Jorge no início da década de 70 do século passado. Fotografia de Horácio de Novais (Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa). No canto superior esquerdo podemos observar a mancha verde do nosso Jardim Botânico e a Avenida da Liberdade ainda sem as demolições e o aumento de cérceas que se seguiu durante as décadas de 80 e 90 do século XX.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Nosso Bairro: Cinema Odéon faz 85 anos

O Cinema Odéon, na Rua dos Condes, inaugurou há exactamente 85 anos, no dia 21 de Setembro de 1927 com o filme "The Merry Widow" (1925). Este raro e belíssimo edifício está fechado há várias décadas. Recentemente um projecto de demolição do interior foi aprovado pela CML e IGESPAR. Lisboa merecia melhor. Lisboa merecia receber o Odéon restaurado! Ninguém se levanta pela defesa do património cultural da nossa cidade?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

CRITICAL: LISBON. FALAR À CIDADE, FALAR COM A CIDADE (16 a 21 Julho)




Workshop coordenado por Lev Bratishenko, Frederico Duarte e Becky Quintal (inserido no programa Distância Crítica da Trienal de Arquitectura de Lisboa)

CRITICAL: Lisbon é um workshop de uma semana dedicado à expressão, discussão, escrita e publicação crítica sobre arquitetura. Concebido como um projeto editorial especulativo, este workshop confronta a noção de que o arquiteto e o público operam em universos ideologicamente díspares na sua procura e desejo comuns de melhorar a cidade.
 
Tomando a cidade de Lisboa como base de trabalho e inspiração, serão explorados os desafios e obstáculos que os críticos de arquitetura devem enfrentar, mas também as estratégias, táticas e ferramentas que utilizam para os ultrapassar.
 
No workshop serão analisados os muitos meios e mensagens disponíveis aos críticos de hoje: desde ensaios, vídeos, artigos de opinião, fotografias, entrevistas com arquitetos e outros agentes-chave da cidade até recensões descritivas de edifícios ou controvérsias atuais sobre espaços públicos. 
 
Este workshop destina-se a estudantes e jovens profissionais interessados em questões de design, arquitetura e assuntos urbanos. Os candidatos a participantes devem ter o desejo de exercitar e difundir as suas observações, análise e opinião junto de um determinado público, dos seus pares ao público em geral.
 
Aspetos práticos:
- O idioma de trabalho do workshop é o inglês. 
- Cada participante deve trazer o seu próprio caderno e material de escrita, computador portátil e máquina fotográfica ou câmara de vídeo digitais.
 
Horário do workshop: 09h30 - 18h00
Local do workshop: Sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, Campo de Santa Clara, 142-145, 1100-474 Lisboa


FOTO: demolição integral de imóvel na R. do Monte Olivete, em zona histórica consolidada.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Nosso Bairro: R. do Monte Olivete 55-57

O edifício na Rua do Monte Olivete 55-57 foi totalmente DEMOLIDO no mês de Junho. Lisboa continua a destruir, de forma irresponsável, o seu património arquitectónico. Receamos também que neste caso o logradouro seja impermeabilizado com a construção de uma cave para estacionamento como é cada vez mais habitual. De ano para ano cresce a área impermeabilizada na envolvência urbana do Jardim Botânico. O novo PDM de Lisboa vai incentivar este tipo de intervenções, insustentáveis, com efeitos muito negativos para o futuro da nossa cidade. Porque razão continuamos a rejeitar a reabilitação e restauro em favor da construção nova? Nesta área o atraso de Portugal no contexto europeu é muito preocupante. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

"Casas de Função" do Jardim Botânico: demolidas





As antigas "Casas de Função" do Jardim Botânico (MN) foram demolidas nas últimas semanas de Abril passado. Estes imóveis, de periodos diversos e de diferentes arquitecturas, estavam localizados junto à fachada norte do antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres. Durante mais de um século abrigaram várias "funções", incluíndo a de terem servido de habitação de jardineiros e outros funcionários. Faziam parte da história deste lugar. Será que foi realizado um levantamento arquitectónico (e fotográfico) exaustivo deste conjunto antes do iníco das demolições? Será que foi levado a cabo uma pesquisa preliminar nos arquivos sobre estas "Casas de Função"? Será que as demolições foram acompanhadas de um técnico da área de arqueologia? Fotos: 22 de Abril de 2012

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O nosso Bairro: Rua Camilo Castelo Branco 25

Mais um imóvel Arte Nova (1908) ameaçado de demolição integral. Mais um logradouro ameaçado de impermeabilização total. A CML não está a executar aquilo que anda a pregar. Aprovar a demolição deste património cultural é «Reabilitação Urbana»? Não nos parece! Isto é pura e simples destruição da Memória da nossa cidade! Esta moradia é perfeitamente recuperável. Porquê arrancar mais esta página do livro LISBOA?!

Rua Camilo Castelo Branco 25
Processo: 621/EDI/2009
Freguesia: Coração de Jesus

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sá Fernandes confronta Câmara de Lisboa e universidade com opções para Jardim Botânico

«O vereador dos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, apanhou toda a gente de surpresa ao confrontar um colega seu de vereação e também o reitor da Universidade de Lisboa com as opções tomadas por estes para o Jardim Botânico.

Tudo aconteceu durante uma sessão de esclarecimento sobre o plano de pormenor do Parque Mayer que teve lugar no Teatro Maria Vitória nesta terça-feira. Sentado na plateia reservada ao público, o autarca disparou uma série de perguntas em direcção à mesa onde se sentavam o presidente da câmara, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, o reitor e por fim o autor do plano em causa, o arquitecto Aires Mateus.

Quis garantias de que nenhuma zona do Jardim Botânico será impermeabilizada e de que a circulação das águas subterrâneas se continuará a fazer como até aqui, apesar dos novo edifícios que vão ser construídos – tudo preocupações na linha das que têm sido manifestadas pelas associações cívicas que puseram a correr um abaixo-assinado exigindo a reformulação do plano de pormenor. “Não haverá impermeabilização”, garantiu-lhe o arquitecto Aires Mateus.»

In Público Online 17/11/2010

Foto: São cenários como este que cada vez mais vemos à volta do Jardim Botânico. Impermeabilização, em muito mais de que o máximo de 20% permitido pelo actual PDM, da área do logradouro do edifício da Rua do Salitre 151 a 157. Isto acontece em plena zona de protecção do Jardim Botânico. PORQUÊ?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O nosso Bairro: Rua Rosa Araújo 49


Este raro imóvel Arte Nova de Lisboa, datado de 1905, e uma das últimas obras do famoso arquitecto italiano Nicola Bigaglia (morreu em 1908) teve o seu interior integralmente demolido durante o verão.

Apesar de nunca ter sido colocado o "Aviso" na fachada, como a lei obriga, sabemos que deu entrada a 9 de Abril de 2007 um "pedido de ampliação". Afinal a "ampliação" queria dizer a demolição integral do miolo do edifício para não só aumentar a cércea mas também para abrir as habituais caves de estacionamento. Pela análise de outras obras de Nicola Bigaglia, os interiores deste arquitecto são sempre de grande qualidade e com certeza estes não seriam excepção. Não percebemos porque razão os técnicos da CML aprovam a demolição de obras com interiores notáveis e recuperáveis. O proprietário deste prédio é o BES e o autor do projecto é o Atelier Aires Mateus.

Este imóvel tinha ainda a particularidade de ter sido alvo, em 1943, de um projecto de alterações (entrada, por exemplo) do não menos notável arquitecto Luís Cristino da Silva.

Concluíndo, este era um imóvel a preservar na sua integridade patrimonial.

A LAJB lamenta mais este mau exemplo de delapidação do património cultural do antigo Bairro Barata Salgueiro. Lisboa ficou mais pobre.