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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Mais uma palmeira morta no Jardim Botânico: Brahea armata

















Mais uma palmeira morta pelo escaravelho-vermelho. Este exemplar era uma Brahea armata e estava na Classe, junto das estufas. Até à presente data o Jardim Botânico já perdeu 10 exemplares de palmeiras.

Mesmo atrás desta palmeira morta vemos uma grua de mais uma obra de demolição integral de interiores de um imóvel do séc. XIX - esta obra vai impermeabilizar uma grande parte do logradouro que confina directamente com a cerca do Jardim Botânico. A LAJB consultou o projecto e verificámos que o pedido que o proprietário fez à CML para avançar com o edifício sobre a área do jardim foi aprovada. Justificação? Para caberem mais uns carros na garagem... Este imóvel está localizado na Rua Nova de S. Mamede 62 a 68.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Já não existem Palmeiras das Canárias no Jardim da Estrela...

Já não existem Palmeiras das Canárias no Jardim da Estrela. Pelo que observámos, todos os exemplares foram atacados pelo "escaravelho" e morreram. A CML já procedeu ao abate de todas estas palmeiras. Desapareceu um elemento muito importante na caracterização deste jardim histórico da nossa cidade. 

sábado, 8 de novembro de 2014

4 palmeiras mortas no Jardim Botânico




Oficialmente já temos 4 palmeiras (Phoenix canariensis) mortas no Jardim Botânico. Logo que possível estes espiques serão abatidos e removidos. Neste momento há 7 palmeiras infectadas que correm o risco de morrer com a mesma praga do escaravelho vermelho. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

«Governo vai abater palmeiras da residência oficial do primeiro-ministro»

O Governo decidiu mandar abater as palmeiras do Palácio de São Bento, residência oficial do primeiro-ministro, por considerar que o tratamento à praga do escaravelho-das-palmeiras não está a dar resultado e é dispendioso, de acordo com o Observador. Segundo o site, as palmeiras da residência oficial do primeiro-ministro foram atacadas pelo escaravelho-das-palmeiras, que chegou a Portugal em 2007 e já destruiu grande parte das palmeiras-das-canárias – cerca de 500, incluindo as 13 do jardim do Palácio de São Bento. Quando as folhas começam a secar e a cair pode já ser tarde demais – quando se começam a notar os primeiros sinais de morte das folhas a infestação pode já estar numa fase avançada. Por outro lado, podem coexistir na mesma palmeira mais de mil indivíduos. Nestes casos a única solução é o abate e destruição dos restos vegetais. Para prevenir a infestação ou para tratar os casos em que as plantas estão pouco afectadas podem ser realizadas podas cuidadas e tratamentos fitossanitários (com químicos ou agentes biológicos). “Em Abril de 2013, foi feito um levantamento das espécies atacadas e efectuado um tratamento preventivo/curativo em 12 palmeiras durante três meses (instalação de tubos ao longo do tronco para injecção de produtos fitofármacos e nutrientes)”, explicou o gabinete de imprensa de São Bento ao Observador. No entanto, o tratamento não apresentou os resultados esperados. “Do resultado desta acção seria elaborado um plano de trabalho, porquanto este tipo de tratamento é bastante dispendioso. O resultado não se mostrou satisfatório pelo que foi decidido proceder ao abate por corte e incineração de, inicialmente de sete palmeiras e posteriormente de mais seis palmeiras”, acrescentou. in GreenSavers a 24 de Agosto de 2014 

http://greensavers.sapo.pt/2014/08/26/governo-vai-abater-palmeiras-da-residencia-oficial-do-primeiro-ministro/

Foto: Palmeiras das Canárias na Rua de S. Domingos (Estrela)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

PALMEIRAS do JARDIM BOTÂNICO



Apesar de todos os esforços, já há várias vítimas mortais na nossa colecção de palmeiras, conforme vai ilustrado neste post.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Operação Palmeiras: Informação aos associados
















Posicionamento do tubo para tratamentos no topo da palmeira















Duas palmeiras mortas para abate















Informação aos associados da LAJB

Entre os dias 5 e 19 de Maio decorreu no Jardim Botânico a “Operação Palmeiras”, com o objectivo de tentar recuperar palmeiras infectadas pelo escaravelho ­da palmeira e continuar a proteger as que ainda não estão infectadas.  

A intervenção necessitou de uma plataforma elevatória de 23 metros e de um técnico ( contratado ) para a limpeza das palmeiras.  Esta limpeza teve três objectivos:   

a) ­ Verificar a presença do escaravelho e retirar as larvas e casulos dos exemplares infectados;  

b) – Reposicionar os tubos que transportam o tratamento até ao topo da palmeira e;  

c) – limpar o caule de todos os exemplares intervencionados dos restos de folhas velhas para permitir a escalada destes exemplares.   

Foram intervencionadas 18 palmeiras, das quais 4 estão mortas ( ver imagens em anexo ), tendo sido limpos os caules para mais tarde poderem ser abatidas ( por escalador ); 4 estavam infectadas pelo escaravelho, pelo que foram podadas, os tubos foram recolocados numa posição mais favorável para o tratamento e foram limpos os caules. Nas restantes, reposicionaram­-se os tubos e limparam­-se os caules. Uma vez que o crescimento das folhas altera a posição dos tubos, a posição destes deve ser corrigida a cada cerca de seis meses, para garantir a chegada do tratamento ao topo da palmeira.  

O custo total da operação foi de € 4000 (quatro mil euros) valor este comparticipado pela LAJB. 

Esta foi a segunda vez que a LAJB colaborou com a Direcção do Jardim Botânico patrocinando tratamentos preventivos e curativos da nossa rica colecção de palmeiras.  

Saudações Botânicas,  

A Direcção da LAJ

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tratamentos preventivos e curativos na colecção de palmeiras do Jardim Botânico

Imagem do Arboreto com a grua de apoio aos trabalhos de limpeza integrados nos tratamentos preventivos e curativos na colecção de palmeiras do Jardim Botânico. A LAJB está a patrocinar esta nova fase de tratamentos para tentarmos controlar a presença do esacravelho vermelho dentro do jardim. 

Praga do Escaravelho já terá destruído 6 palmeiras do Jardim Botânico


Imagens de duas palmeiras do nosso Jardim Botânico que morreram vítimas da praga do "escaravelho vermelho". Infelizmente há já mais viítimas mortais, num total que poderá chegar à meia dúzia. Decorrem desde a semana passada tratamentos preventivos e curativos na colecção de palmeiras do jardim. A LAJB está a patrocinar também esta nova fase de tratamentos. 

O que é a praga do "escaravelho-das-palmeiras"?

O insecto causador é o Rhynchophorus ferrugineus, vernáculo "escaravelho-das-palmeiras", um escaravelho do grupo dos curculionídeos (gorgulhos), originário da Ásia oriental e Polinésia, tendo-se expandindo para outras regiões ocidentais, Norte de África e mais recentemente também para o sul da Europa. É um insecto de grandes dimensões em adulto, 2-5cm, e também na forma larvar. Foi sinalizado no Algarve na segunda metade da década de 2000 onde já provocou avultadas perdas e prejuízos em espaços públicos e privados. Em 2010 foi sinalizado na cidade de Lisboa. Actualmente está a devastar palmeiras em todo o país. 

Esta praga está presente no Jardim Botânico desde pelo menos 2011 e em finais de 2012 foram identificadas 5 palmeiras da espécie Phoenix canariensis Chabaud seriamente afectadas. Actualmente já há vítimas mortais num total que poderá chegar aos 6 exemplares todos no Arboreto e "Jardim do México". 

As bem conhecidas "Palmeiras das Canárias", tão características da paisagem urbana de Lisboa, são particularmente vulneráveis ao escaravelho.

domingo, 20 de abril de 2014

Palmeiras de Lisboa continuam a morrer...

Exemplar de Palmeira das Canárias visivelmente infectada pelo "escaravelho vermelho" nos jardins do Tribunal Constitucional na Rua de O Século.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Plameiras de Lisboa a morrer: Rua do Salitre

Palmeira das Canárias morta pelo "escaravelho vermelho" num logradouro da Rua do Salitre, confinante com o nosso Jardim Botânico. 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Continuam a morrer as Palmeiras de Lisboa!

É com grande tristeza que reportamos a morte de todas as palmeiras das canárias que adornavam os belos jardins da Embaixada de França em Santos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Continuam a morrer as Palmeiras de Lisboa!

 Rua de São Bento e Torel
Continuam a morrer as palmeiras das canárias em Lisboa.
Alguns exemplares emblemáticas da nossa cidade estão a desaparecer da nossa paisagem, como a belíssima, alta, palmeira no Miradouro das Portas do Sol - não sobrevieu e morreu este verão. Agora é importante unirmos esforços para que pelo menos as palmeiras que morrerem em jardins municipais sejam substituídas por outras plantas para que a perda não seja tão grave para Lisboa.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Operação de Tratamento nas Palmeiras do Jardim Botânico: 6 Dezembro de 2012




Mais algumas imagens dos trabalhos de tratamento contra a chamada "Praga das Palmeiras", em exemplares no nosso Jardim Botânico em Dezembro passado. Infelizmente tudo indica que 3 das palmeiras, incluíndo a que se vê nas imagens, não sobreviveram ao ataque. 

Operação de Tratamento nas Palmeiras do Jardim Botânico de Lisboa




Informação aos associados da LAJB

Operação de tratamento nas palmeiras do Jardim Botânico de Lisboa

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) está a colaborar com a Direcção do Jardim Botânico patrocinando tratamentos preventivos e curativos da nossa rica colecção de palmeiras.

O que é a praga do "escaravelho-das-palmeiras"?

O insecto causador é o Rhynchophorus ferrugineus, vernáculo "escaravelho-das-palmeiras", um escaravelho do grupo dos curculionídeos (gorgulhos), originário da Ásia oriental e Polinésia, tendo-se expandindo para outras regiões ocidentais, Norte de África e mais recentemente também para o sul da Europa. É um insecto de grandes dimensões em adulto, 2-5cm, e também na forma larvar. Foi sinalizado no Algarve na segunda metade da década de 2000 onde já provocou avultadas perdas e prejuízos em espaços públicos e privados. Em 2010 foi sinalizado na cidade de Lisboa. Actualmente está a devastar palmeiras em todo o país.

Infelizmente esta praga está presente no Jardim Botânico desde pelo menos 2011 e actualmente há 5 palmeiras da espécie Phoenix canariensis Chabaud seriamente afectadas. As bem conhecidas "Palmeiras das Canárias", tão características da paisagem urbana de Lisboa, são particularmente vulneráveis ao escaravelho.

O que se está a fazer para prevenir a morte de palmeiras no Jardim Botânico?

Quando uma palmeira está infectada é necessário proceder-se à poda terapêutica, isto é, são cortadas as folhas e a parte do meristema (tecido vivo responsável pelo crescimento da palmeira - formação de folhas e flores) onde há larvas do escaravelho. Depois procede-se à limpeza do material cortado para que não fiquem tecidos mortos, nem escaravelhos, principalmente no estado adulto. Em seguida é instalado um tubo de plástico ao longo do espique da palmeira até alcançar o seu topo. Por este tubo se conduz, periodicamente, produtos de tratamento químico ou biológico. Em Dezembro de 2011 foram instaladas estas tubagens de plástico em 18 palmeiras mas no início do verão foi verificado que a maior parte das tubagens tinha sido destruída por roedores. A LAJB está também a patrocinar a substituição dos tubos roídos por novas tubagens mais resistentes. Esta nova fase de trabalhos nas palmeiras decorreu entre os dias 3 e 12 de Dezembro de 2012. A comparticipação da LAJB foi de 1256.81 euros.

O que podemos fazer enquanto cidadãos?

O Jardim Botânico produziu um folheto sobre esta questão(http://www.mnhn.ul.pt/pls/portal/docs/1/332082.PDF) que sugere diversas medidas que visam o controle e erradicação desta praga, e que devem ser tomadas com carácter de urgência em todas as plantas e áreas afectadas. Se conhece alguma palmeira com sintomas de estar infectada, informe o proprietário das medidas que deve tomar.

A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico

Manuela Correia

segunda-feira, 1 de abril de 2013

«O murchar das palmeiras»

Por Helena Freitas 06/02/2013 - Público

Controlar e assegurar a sanidade dos materiais de propagação e monitorizar e erradicar as doenças não é possível sem recursos técnicos adequados.
Nos últimos tempos, em especial quem vive nas cidades tem sido surpreendido com a mortalidade de muitas palmeiras, que subitamente desaparecem das praças e das ruas da cidade, ou dos jardins de algum vizinho.

Alguns terão mesmo respondido com mágoa a um mandado irrefutável, sendo obrigados a abater palmeiras agonizantes que ornamentavam há muitos anos os seus jardins.

De uma forma ou de outra, percebemos que há um problema grave com as palmeiras, e a própria imprensa tem feito divulgação das ocorrências e da doença que as afecta. Neste caso, o flagelo fica a dever-se à voracidade de um insecto não originário da Europa (Rhynchophorus ferrugineus), que ataca um vasto leque de palmeiras, as quais tipicamente usamos para ornamentar as avenidas e jardins de muitas cidades do país.

Este insecto já está presente em todos os países mediterrânicos e ameaça condenar a esmagadora maioria das palmeiras nesta região. A gravidade e o potencial de expansão desta doença determina que as palmeiras importadas de países terceiros afectados devem ficar em quarentena, para que as autoridades possam actuar, detectando eventuais sinais precoces da doença.

Este é um procedimento normal na prevenção da disseminação de doenças e está naturalmente previsto para as plantas. Todavia, controlar e assegurar a sanidade dos materiais de propagação e monitorizar e erradicar as doenças não é possível sem recursos técnicos adequados.

Tendo em conta a escassez de meios de que dispomos, pode admitir-se que se trata de uma situação de algum modo fora de controle.
Sendo a eficácia da praga quase garantida, e tendo em conta a escassez de meios de que dispomos, pode admitir-se que se trata de uma situação de algum modo fora de controle, pois está muito dependente do conhecimento e vigilância das pessoas e da pronta actuação das autoridades com responsabilidade nestas áreas.

Embora de natureza distinta, destaco uma outra praga que se disseminou recentemente no país, com grave impacto económico, e que a maioria dos portugueses acompanhou: a do nemátode-da-madeira-do-pinheiro ou murchidão-dos-pinheiros. Esta última deve-se à actuação da espécie Bursaphelenchus xylophilus, levando à morte do pinheiro num intervalo de poucas semanas ou meses. Os sintomas traduzem-se no rápido amarelecimento das agulhas, até atingirem uma cor vermelho-acastanhada, bem como uma súbita redução da produção de resina. A propagação do nemátode e a infecção de novas árvores depende de um insecto-vector.

Recordo estas duas situações de calamidade associadas à mortalidade de espécies vegetais, sendo uma espécie de interesse ornamental e uma espécie florestal com forte impacto económico, mas podia citar muitas outras, em particular as doenças que nunca deixam de ameaçar sectores vitais da nossa economia, como a fruticultura nacional ou mesmo o importante sector do vinho.

Ao fazê-lo, tenho dois propósitos: por um lado, manifestar a preocupação que tenho com a perda de recursos e competências do Estado para monitorizar e resolver situações fitossanitárias que são cada vez mais complexas, entre outras coisas, porque as causas também o são, e, por outro, chamar a atenção para a necessidade de pensar os ecossistemas e as espécies seleccionadas em meio urbano, não apenas pela sua expressão estética ou por conveniência de momento, mas também na perspectiva de se evitarem espécies mais susceptíveis às pragas, o que acontecerá mais facilmente quando a escolha se sustenta numa importação pouco cuidadosa de espécies exóticas, tantas vezes desadequadas aos espaços que as acolhem.

Foto: palmeira morta no Largo da Graça em Lisboa

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Palmeiras de Lisboa continuam a morrer!

Um pouco por toda a cidade, da Avenida da Liberdade ao Jardim Botânico Tropical em Belém, dos jardins da Embaixada de França em Santos ao Jardim do Príncipe Real, centenas de Palmeiras das Canárias estão infectadas pela chamada "praga do escaravelho", e a morrer. Na imagem, um exemplar centenário, já  morto, no Quartel da Graça (instalado no antigo Convento da Graça). A paisagem urbana de Lisboa nunca mais voltará a ser a mesma...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Palmeiras a morrer no Bairro da Estefânia

Jardins do Hospital da Estefânia. Dezenas de Palmeiras das Canárias estão a morrer. É um desastre paisagistico. A paisagem urbana de Lisboa está a ficar mais pobre. Porque não fomos capazes de prevenir este desastre? Talvez poruqe as plantas ainda não são vistas como uma prioridade nas cidades.