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sábado, 23 de novembro de 2013

HOJE: Dia da Floresta Autóctone!

Dois exemplares de pinheiro manso ( Pinus pinea ) no Castelo de São Jorge em Lisboa. Por todo o país decorrem acções de plantação de árvores da nossa flora. Participe! Em 2014 a LAJB tentará organizar novamente mais uma plantação de árvores - continuem a enviar sugestões de locais em Lisboa. Obrigado.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Arboricídio na cidade: Abate de um Lodão centenário no Bairro do Castelo

Mais uma perda perfeitamente evitável numa zona urbana carenciada de espaços verdes como são os bairros do Castelo, Alfama e Mouraria. Desta vez o crime aconteceu no Largo de Santa Cruz do Castelo:
http://cidadanialx.blogspot.pt/2012/05/abate-de-arvore-centenaria-no-bairro-do.html

terça-feira, 8 de maio de 2012

As Árvores e os Livros: Mary Hewitt

Yes, in the poor man's garden grow

Far more than herbs and flowers -

Kind thoughts, contentment, peace of mind,

And joy for weary hours.


Mary Elizabeth Hewitt (1807-1884) poeta americana nascida em Malden, Massachusetts.

Foto: quintal cultivado na Colina do Castelo em Lisboa

sexta-feira, 1 de julho de 2011

IGREJA DO MENINO DEUS: 1711-2011

300 ANOS da IGREJA DO MENINO DEUS: 1711-2011
A Igreja do Menino Deus é uma obra de grande importância histórica e patrimonial. Localizada no Largo do Menino Deus, meio escondida na encosta nascente da Colina do Castelo, este templo é praticamente desconhecido da maior parte dos lisboetas. Mas a sua notável qualidade e originalidade arquitectónica, aliada ao facto de ser uma das raras igrejas que escapou intacta ao grande terramoto de 1755, fazem dela um verdadeiro marco da Arquitectura Barroca nacional. A concepção da obra está atribuída ao Arquitecto Real João Antunes (1642-1712), autor de obras de referência como a Igreja de Santa Engrácia em Lisboa.

Foi no dia 4 de Julho de 1711, que o Rei D. João V, acompanhado dos Infantes, seus irmãos, D. António e D. Manuel, conjuntamente com vários membros da Casa Real, lançou a primeira pedra da igreja. A construção prolongou-se durante 26 anos tendo ficado concluída em 1737, data em que foi sagrada. No dia 25 de Março, o mesmo Rei D. João V, transferiu a imagem “milagrosa” do Menino Deus da Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco de Xabregas. Na cerimónia da inauguração, o Rei foi acompanhado em procissão nocturna, com tochas acesas, pela população da capital e pelo jovem Príncipe D. José, seu filho, e os irmãos Infantes D. António e D. Manuel. Depois de colocada a imagem na capela-mor, se cantou o Te Deum “com excelente música de instrumentos e vozes” como nos descreve a Gazeta de Lisboa.

Ao observarmos a frontaria da igreja vemos que não está concluída, faltando-lhe o remate de frontão e as torres campanário. Mas o interior é um perfeito e completíssimo exemplo da Arquitectura portuguesa do início do séc. XVIII. Espera-nos um verdadeiro espectáculo da obra total do Barroco. O espaço é amplo, à maneira de grande salão, com cantos cortados o que confere à igreja uma peculiar forma oitavada. As paredes são integralmente revestidas de pedra e com magníficos embutidos de pedraria de várias cores. Nesta igreja a talha dourada está limitada aos retábulos dos oito altares laterais onde se integra um conjunto de boas pinturas de André Gonçalves (1685-1762) e do pintor espanhol André Ruvira executadas por volta de 1730. O retábulo da capela-mor, em mármore, é do italiano João António Bellini, de Pádua; ao centro, em pequeno nicho, vemos a imagem do Menino Jesus, devota dos populares e que, segundo a tradição, já existia no local sendo conhecida por Menino Deus. A Capela-mor é ainda adornada com duas belas telas trilobadas: um “São Francisco Despojado dos Hábitos Seculares” de Vieira Lusitano (1699-1783) da década de 1730, e um “Trânsito de São Francisco” atribuído ao italiano Francesco Pavona. A arte da pintura do Menino Deus fica completa com o esplêndido tecto pintado, obra de parceria entre Vitorino Manuel Serra, João Nunes Abreu, Jerónimo da Silva e André Gonçalves, representando arquitecturas em tromp-l’oeil e, ao centro, painel com a “Ascensão de São Francisco com as Virtudes”.

As obras foram erguidas com esmolas públicas e ajuda do Rei. O edifício conventual ficou destinado a recolhimento das Franciscanas Mantelatas da Ordem Terceira de S. Francisco de Xabregas.

Actualmente na parte conventual funciona o Centro Social do Menino Deus, gerido por uma Congregação de São José de Cluny, frequentado diariamente por cerca de 170 crianças. A igreja já foi alvo de restauro.

Para quem ainda não conhece este deslumbrante e raro monumento de Lisboa, aconselhamos que o venha descobrir no ano em que celebra 300 anos.

HORÁRIO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO: 2, 3 e 4 de Julho das 10:30h às 19h (encerrado 13-14h).

VISITAS GUIADAS: domingo dia 3 às 15h (Dra. Adélia Caldas) 2ª feira dia 4 às 18h (Dr. Ricardo Branco)

MISSA DO ANIVERSÁRIO: 2ª feira dia 4 de Julho às 11:30h.

IGREJA DO MENINO DEUS - Largo do Menino de Deus - LISBOA
Telefone: 21 8885650 - E-mail: idalinabernardo@gmail.com
Monumento Nacional (Decreto n.º 5 046, DG n.º 268, de 11-12-1918)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A vida do jardim do Castelo de São Jorge recomeça aos 50

Hoje é dia de festa para o jardim do Castelo de São Jorge, que comemora este ano meio século de existência. A data do aniversário é simbólica - nesta segunda-feira assinala-se o Dia da Floresta Autóctone, o que serve como uma luva aos jardins que Gonçalo Ribeiro Telles e Pulido Garcia desenharam em 1959.

Para Ribeiro Telles, o que se vê hoje respeita, em grande parte, o projecto inicial

Aniversário é também sinónimo de prendas. Para o jardim, e para quem o visita. Ao primeiro serão acrescentadas hoje algumas árvores. Para quem procura aquele espaço, há projectos que prometem melhorar a visita. Teresa Oliveira, responsável da Em-presa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC) e gestora do castelo, adianta que esta empresa municipal está a desenvolver um projecto com o Jardim Botânico de Lisboa para realizar "visitas conjuntas". A ideia é levar os visitantes do castelo até ao jardim botânico, onde se encontram espécies diferentes das dos jardins do monumento.

Para o castelo lisboeta e para os seus jardins, é importante agora "repor coisas que, com o tempo, se foram alterando". Teresa Oliveira dá a entender que se está a repensar todo o jardim. E o fio condutor dessa reflexão resume-se num regresso às origens. Pretende-se "ir de encontro àquilo que foi o projecto" inicial, concebido há meio século. E "melhorar algumas coisas que se foram perdendo". Esta reflexão, acrescenta Teresa Oliveira, será feita com quem concebeu o próprio espaço.

Um milhão de visitantes
"Este jardim do castelo tem também uma importância como ponto de referência de toda a cidade", reforça Ribeiro Telles, lamentando que a construção desenfreada de edifícios de grande altura estejam a tapar gradualmente este conjunto de património arquitectónico e natural.

Entre pinheiros-mansos, sobreiros, alfarrobeiras, ciprestes, loureiros e medronheiros, para além das oliveiras milenares, o castelo situado na mais alta colina de Lisboa tem por companhia centenas de árvores, arbustos e ervas da flora nacional. Daí que, quando se pensou em celebrar o 50.º aniversário, se escolheu o Dia da Floresta Autóctone. Por ano, este monumento nacional recebe um milhão de visitantes e ninguém ficará indiferente aos espaços ajardinados que foram pensados de forma a enquadrar o monumento, mas também para oferecer aos visitantes zonas de lazer de elevado conforto ambiental, explica Ribeiro Telles, que se reencontrou com este "filho" a convite do PÚBLICO. Meio século de vida justifica um balanço e a tal reflexão sobre o futuro. E foi precisamente isso que o PÚBLICO propôs a Ribeiro Telles. O outro projectista, Pulido Garcia, engenheiro agrónomo e silvicultor da Câmara Municipal de Lisboa, faleceu em 1983.

O jardim do castelo é um dos primeiros trabalhos de arquitectura paisagista feitos em Portugal. Aquela profissão surgiu no país no início da década de 1940. "Foi uma inovação no mundo mediterrâneo", assinala Ribeiro Telles, salientando que este espaço verde é contemporâneo de outros, como os jardins de Belém, a paisagem do Alto da Capela de São Jerónimo e a mata de Alvalade. Foram "das primeiras intervenções contra todo um modelo instalado de jardim", sublinha o arquitecto, lembrando que não se quis fazer "um jardim no castelo", mas sim "integrar o jardim numa paisagem", de forma harmoniosa. Dada a grande ligação do castelo à própria cidade de Lisboa, era importante que houvesse "harmonia com o que está de fora", prossegue. O desenho posto em prática foi fruto de uma causa: "criar uma paisagem" que se pudesse observar de diversos pontos da cidade, desde o Bairro Alto ao Parque Eduardo VII.

Rever o que existe
O arquitecto considera que aquilo que hoje em dia se vê respeita, em grande parte, a ideia original. Todavia, adverte para a necessidade de uma revisão, pedindo que haja um maior acompanhamento da flora, "até para que não se destrua a ideia" inicial.

Há árvores com 50 anos e deve pensar-se "no que vem a seguir", observa o arquitecto. É preciso ver que ali há "vida que se regenera, que a paisagem não é estática". "Não é uma obra que tenha fim", explica. "A vegetação precisava de ser vista, os arbustos cresceram e foram mal podados", continua, alertando para a necessidade de se plantarem novos pinheiros, mais baixos, para garantir a substituição dos mais antigos, que daqui a alguns anos estarão mortos.

Ribeiro Telles não gosta de alguns canteiros de pedra que, entretanto, foram construídos. Considera que não têm qualquer utilidade, nem embelezam o monumento.

Já no interior do castelo, existe um grande espaço que está igual ao projecto inicial. Não se vê nenhum canteiro dos que tanto desagradam ao arquitecto, e os próprios bancos de pedra que ali se encontram fazem parte do desenho original. E esses, ao contrário dos canteiros, têm utilidade.

Sustentabilidade
Perto da zona dos bancos de pedra, pode observar-se no chão uma pequena porção de relva que parece ter crescido ali de forma espontânea. Ribeiro Telles conta que "estava previsto que aparecesse sempre aquele relvado", de grande simplicidade, característica muito importante no desenho destes jardins.

Junto ao poço do monumento, encontram-se algumas árvores de fruto. Estão ali como "memória" da antiga horta do castelo, explica Ribeiro Telles, que só a custo gosta que se trate o espaço como um jardim. Prefere e insiste em utilizar o termo paisagem. O que se pretendeu criar ali são "cenários, que lembrem o que isto foi no passado e, ao mesmo tempo, que sirvam para algo hoje", explica o arquitecto. No caso do castelo e dos seus jardins, o desenho "não tem de ser forte", continua. Deve ser simples, relembrando a função que passou e, ao mesmo tempo, tirando "proveito das estruturas em termos estéticos".Além disso, toda a vegetação envolvente exerce uma outra função. "À volta do castelo é tudo jardins" e estes "são fundamentais para a sustentabilidade do castelo", explica Ribeiro Telles, assinalando que "a chuva cai aqui e é absorvida graças à vegetação". "Caso contrário, criar-se-iam "enormes caudais" de água que poderiam ser um perigo para a própria colina.Antigamente, não existiam árvores nem dentro nem fora das muralhas. Quando o castelo era uma fortaleza à espera de ser conquistada, não convinha nada ajudar o inimigo disponibilizando-lhe algo que lhe permitisse trepar, facilitando-lhe a invasão. "Só quando o castelo deixou de ter função e passou a ter a função de memória é que apareceu a vegetação", recorda.

Quando se percorre o corredor junto às muralhas, onde estão muitas espécies da flora tradicional da região, eis que se chega à parte "principal" do que o arquitecto projectou. São uma série de plataformas, que funcionam como uma espécie de degraus. "O objectivo é descer em direcção à vista que se tem sobre o Tejo."

Acompanhe o reencontro do arquitecto Ribeiro Telles com a sua obra do jardim do Castelo de São Jorge no canal de vídeos do PÚBLICO. in Público

FOTO: o Jardim Botânico visto do Castelo de São Jorge

Amigos do Jardim Botânico plantam oliveiras!




Mais imagens da plantação das três Oliveiras para comemorar os 50 Anos dos Jardins do Castelo de S. Jorge. Para além do Arq. Ribeiro Telles, da Dra. Teresa Oliveira (gestora do Castelo) e da Dra. Manuela Correia (Presidente da LAJB), muitos dos associados presentes da LAJB deram uma ajuda na plantação das jovens Oliveiras.

Agradecemos a todos que colaboraram na organização desta cerimónia, em particular à EGEAC pelo interesse e hospitalidade. Ficamos também muito gratos aos jardineiros Pedro e António que abriram as covas e nos ajudaram a preparar o solo para receber as jovens Oliveiras. Um obrigado também à Teresa Antunes (curadora do Jardim Botânico) pelos conselhos e ajuda na preparação dos locais de plantação.

Um agradecimento aos nossos amigos da Associação Lisboa Verde, especialmente ao João Pinto Soares que entusiasticamente ajudou a encher as covas como podem ver pelas fotografias!

3 Oliveiras plantadas no Castelo de S. Jorge!



Imagens da plantação das três Oliveiras para comemorar os 50 Anos dos Jardins do Castelo de S. Jorge. Para além do Arq. Ribeiro Telles, da Dra. Teresa Oliveira (gestora do Castelo) e da Dra. Manuela Correia (Presidente da LAJB), muitos dos associados presentes da LAJB deram uma ajuda na plantação das jovens Oliveiras.

Agradecemos a todos que colaboraram na organização desta cerimónia, em particular à EGEAC pelo interesse e hospitalidade. Ficamos também muito gratos aos jardineiros Pedro e António que abriram as covas e nos ajudaram a preparar o solo para receber as jovens Oliveiras. Um obrigado também à Teresa Antunes (curadora do Jardim Botânico) pelos conselhos e ajuda na preparação dos locais de plantação.

Um agradecimento aos nossos amigos da Associação Lisboa Verde, especialmente ao João Pinto Soares que entusiasticamente ajudou a encher as covas como podem ver pelas fotografias!

Para o ano o Castelo de São Jorge tem mais uma data para celebrar: o Centenário da classificação como Monumento Nacional. Vamos plantar uma "Árvore do Centenário"?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

50 anos dos Jardins do Castelo de S. Jorge

Celebração dos 50 Anos dos Jardins do Castelo de S. Jorge
Dia 23 de Novembro de 2009 às 11:00h no Castelo de S. Jorge

Uma iniciativa da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) em parceria com a EGEAC - Castelo de São Jorge

Os jardins do Castelo de São Jorge foram desenhados em 1959 pelo Arq. Ribeiro Telles, em parceria com o Eng. Pulido Garcia (1904-1983), seguindo uma filosofia de plantação de espécies da flora portuguesa.

Para marcar os 50 anos dos jardins criados para um dos monumentos mais amados pelos lisboetas, a LAJB e a EGEAC convidaram o Arq. Ribeiro Telles para uma cerimónia de plantação de árvores.

Em respeito pela filosofia que orientou o projecto original, o Arq. Ribeiro Telles, a Gestora do Castelo de São Jorge, Dra. Teresa Oliveira, e a Presidente da LAJB, Dra. Manuela Correia, vão plantar três oliveiras no miradouro da Porta de São Lourenço. Foi escolhida a data simbólica de 23 de Novembro, Dia da Floresta Autóctone.

O Dia da Floresta Autóctone
Foi estabelecido para promover a importância da conservação das florestas naturais, apresentando-se simultaneamente como um dia mais adaptado às condições climatéricas portuguesas para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta, 21 de Março, que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa.

Assinalaremos adequadamente o Dia da Floresta Autóctone de 2009 com a plantação das três Oliveiras no miradouro da porta de São Lourenço. Com a arborização deste sector do monumento, Lisboa ganha três árvores e o Castelo de São Jorge vê reforçada a sua rica colecção de árvores autóctones.

Os jardins do Castelo de São Jorge
Centenas de árvores, arbustos e ervas da flora nacional, naturalmente adaptadas ao clima quente e seco de Lisboa, entraram na composição dos jardins. Os espaços verdes foram pensados como enquadramento do monumento mas também para oferecer aos visitantes zonas de estar de elevado conforto ambiental.

Para além da plantação de pinheiros mansos, sobreiros, alfarrobeiras, ciprestes, loureiros e medronheiros, foram transplantadas para o Castelo oliveiras milenares que ainda hoje podem ser admiradas.

As características originais dos jardins continuam muito actuais pois respondem aos nossos desafios ambientais como as mudanças climáticas, a preservação da biodiversidade e a poupança da água.

O património botânico do Castelo de São Jorge constitui uma mais valia de grande valor ecológico e pedagógico para toda a cidade. Passados 50 anos sobre a criação dos jardins, faz todo o sentido que Lisboa invista num projecto global de restauro, e de actualização, da componente verde deste monumento nacional.

FOTO: detalhe de oliveira centenária no Castelo de S. Jorge

segunda-feira, 8 de junho de 2009

1º aniversário do blog Amigos do Botânico

Hoje faz exactamente um ano que inaugurámos o nosso blog «AMIGOS DO BOTÂNICO»! Podem rever o pioneiro post, de boas vindas, aqui:


Queremos agradecer a todos os que nos têm visitado. Obrigado também pelos comentários. As vossas críticas, sugestões e elogios ajudam-nos a melhorar este blog que quer ser um espaço de comunicação da LAJB com a cidade de Lisboa e o país. Obrigado e continuem a vir cá!

FOTO: A colina do Castelo vista através do Arboreto do Jardim Botânico