Mostrar mensagens com a etiqueta História da Ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História da Ciência. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 9 de setembro de 2014
sábado, 15 de agosto de 2009
300 anos da «passarola» de Gusmão
Bartolomeu de Gusmão - Nasceu em Santos, S. Paulo, no Brasil, e fez estudos no Seminário jesuíta de Belém, na freguesia de Cachoeira, Capitania da Baía, onde se ordenou. Desde muito cedo se interessou pelo estudo da Física, tendo concebido uma máquina de elevação de água a 100 metros de altura, no Seminário de Belém. Em 1701 veio para Portugal, tendo regressado ao Brasil pouco depois, para voltar a Portugal em 1708 a fim de fazer o curso de Cânones da Universidade de Coimbra. Aqui desenvolveu os seus estudos de Física e Matemática. Em 1709 dirigiu uma petição a D. João V anunciando que tinha descoberto "um instrumento para se andar pelo ar da mesma sorte que pela terra e pelo mar". O rei concedeu-lhe privilégio para o seu instrumento por alvará de 19 de Abril de 1709. Fez várias experiências com balões de ar aquecido, algumas delas na presença de D. João V e da corte. Em 1713 partiu para a Holanda onde pretendia desenvolver as suas experiências. Voltou em 1716 e concluiu em 1720 o curso universitário que tinha interrompido. Fundada a Academia Real de História em 1720, foi nomeado académico e D. João V colocou-o na Secretaria de Estado tendo-o nomeado fidalgo-capelão da casa real e concedeu-lhe rendimentos no Brasil. Foi encarregado pela Academia de escrever em português a História do Bispado do Porto. Pouco antes de morrer converteu-se ao judaísmo e em 1724 fugiu para Espanha evitando as perseguições da Inquisição de que era alvo. Faleceu num hospital de Toledo, Espanha, durante a fuga, em 1724.
Principais contributos científicos
Cognominado o "padre voador", é considerado um percursor da aeronáutica sendo dos primeiros a provar a possibilidade de criar engenhos com capacidade para voar. O projecto que apresentou a D. João V previa a possibilidade de criar um instrumento que permitisse mandar avisos a territórios longínquos, transportar produtos ultramarinos, socorrer praças sitiadas, descobrir as regiões próximas dos pólos, e resolver o problema das longitudes.
Após ter recebido do rei D. João V, em 19 de Abril de 1709, apoio e um privilégio que lhe permitiria ter o exclusivo na construção de máquinas voadoras, dedicou-se a esta tarefa. A 5 de Agosto de 1709 fez uma primeira experiência pública, na sala do Paço e na presença do rei, tentando fazer subir um globo de papel que tinha sob a abertura uma pequena barquinha com fogo, mas o balão ardeu sem voar. A segunda experiência, a 7 ou 8 de Agosto resultou. No dia 8 de Agosto de 1709, na sala dos embaixadores da Casa da Índia, diante de D. João V, da Rainha, do Núncio Apostólico, Cardeal Conti (depois papa Inocêncio XIII), do Corpo Diplomático e demais membros da corte, Gusmão fez elevar a uns 4 metros de altura um pequeno balão de papel pardo grosso, cheio de ar quente, produzido pelo "fogo material contido numa tigela de barro incrustada na base de um tabuleiro de madeira encerada". Com receio que pegasse fogo aos cortinados, dois criados destruíram o balão, mas a experiência tinha sido coroada de êxito e impressionado vivamente a Coroa. A 3 de Outubro um outro "instrumento de voar", lançado da Casa da Índia, elevou-se a grande altura.
Durante a segunda metade do século XVIII difundiu-se a ideia de que o próprio Bartolomeu de Gusmão teria efectuado um voo num aeróstato por ele construído, entre o Castelo de S. Jorge e o Terreiro do Paço, mas trata-se de uma lenda, não há documentos que registem esse acontecimento e as suas experiências teriam avivado a imaginação popular a tal ponto que ele seria alvo de chacota.
Não se conhecem outras experiências para além das que praticou na corte, sendo muito famosa a gravura que fez da "passarola", que não terá passado de um artifício de Gusmão para desviar a atenção dos seus detractores e dos curiosos.
As experiências com aeróstatos foram desenvolvidas na segunda metade do século XVIII pelos irmãos Montgolfier, Joseph Michel (1740-1810) e Étienne (1745-1799). Após várias experiências, em Setembro de 1783 fizeram subir um balão de ar aquecido que transportou três animais e em Novembro um outro balão transportou duas pessoas e sobrevoou Paris.
in Instituto Camões
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Programa de estímulo ao desenvolvimento da História da Ciência
Caro investigador:
No âmbito do programa de estímulo ao desenvolvimento da História da Ciência em Portugal promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia vai abrir em 2009 concursos para financiamento de projectos de investigação e de bolsas individuais no domínio da História da Ciência.
O programa tem como objectivos promover o desenvolvimento e reforço de competências no domínio da História da Ciência em Portugal, concorrer para a valorização do património cultural e científico do País e apoiar a especialização da comunidade científica nesta área, tornando-a mais competitiva no contexto nacional e internacional.
Este programa integra uma componente específica dedicada à História da Ciência nos últimos cem anos coincidindo com a preparação da celebração do Centenário da República, 100 anos de República, 100 anos de Ciência.
Estas iniciativas dirigem-se aos investigadores, instituições científicas e universidades, assim como a todas as outras entidades relevantes e pretende estimular a constituição e reforços de redes nacionais e internacionais de cooperação em História da Ciência.
João Sentieiro
Presidente
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
FOTO:
segunda-feira, 30 de março de 2009
I Encontro Nacional de História da Ciência
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lançou em 31 de Janeiro p.p. um programa de estímulo ao desenvolvimento da História da Ciência em Portugal e de valorização do património cultural e científico do País, compreendendo a formação avançada, em Portugal e em instituições estrangeiras, assim como o reforço e articulação em rede de grupos e instituições científicas e o desenvolvimento de programas de investigação e o apoio à preservação, classificação e estudo de acervos documentais e de arquivos de Ciência em Portugal. Estas iniciativas serão promovidas através da Fundação para a Ciência e Tecnologia, FCT.O programa História da Ciência em Portugal inclui ainda, entre outros objectivos, o estímulo a uma rede efectiva de cooperação temática em História das Ciências através da organização sistemática de um encontro anual de História da Ciência em Portugal que permita, através do diálogo especializado e plural, traçar o estado da questão e fundar redes e parcerias para a definição de estratégias prioritárias e alianças internacionais.
O encontro será promovido pela FCT e pelo Centro Científico e Cultural de Macau, CCCM, através de uma Comissão Organizadora para a qual aceitámos contribuir. É nesse sentido, que, como Comissão Organizadora, vimos convidá-lo a participar no primeiro Encontro Nacional de História da Ciência em Portugal que decorrerá, ao longo de dois dias, em data a acordar entre 21 e 24 de Julho no Centro Científico e Cultural de Macau, Lisboa, R. da Junqueira, 30.
O encontro, aberto a todos os interessados nesta área, será organizado em várias sessões de trabalho, visando caracterizar e debater o estado da questão, as vias e as prioridades de desenvolvimento da investigação em História da Ciência em Portugal.
Contamos com a sua participação, desde já através de sugestões e contributos que queira enviar para a organização do Encontro. Pedimos também o seu apoio para a divulgação e o debate desta iniciativa junto de outros investigadores de História da Ciência em Portugal, podendo contar com a nossa total disponibilidade para reuniões preparatórias do Encontro Nacional que considere necessárias.
As inscrições realizam-se através do acesso a http://historiaciencia.fct.mctes.pt/ ou por email para inscrever@historiaciencia.fct.mctes.pt.
Com os melhores cumprimentos,
Fernanda Rollo, Instituto de História Contemporânea - FCSH da UNL
Luís Filipe Barreto, Centro Científico e Cultural de Macau
Luís Filipe Barreto, Centro Científico e Cultural de Macau
Lisboa, 20 de Março de 2009
FOTO: Sala do MNHN fotografada por Augusto Bobone (1852-1910), Arquivo Fotográfico Municipal
quarta-feira, 25 de março de 2009
«Just Before Darwin: the question of species during the 1850's»
Hoje, dia 25 de Março, às 18 horas no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, uma conferência imperdível com o Professor Pietro Corsi da Universidade de Oxford: “Just Before Darwin: the question of species during the 1850's".Professor Catedrático de Históra de Ciências na Universidade de Oxford, Pietro Corsi é dos maiores especialistas mundiais da história da Ciência e Tecnologia do séc. XVIII, e particularmente do período pré-Darwin. Entre dezenas de trabalhos académicos, Pietro Corsi foi também inovador na utilização da Internet como ferramenta de difusão dos documentos e legados históricos, tendo sido o autor e responsável científico pelos sites oficiais de biólogos eminentes desta época, mormente de Buffon (www.buffon.cnrs.fr/) ou de Lamarck (www.lamarck.cnrs.fr/).
A questão da espécie foi determinante em toda a discussão científica do séc. XVIII e por ela passaram grande número de influências sociais e culturais pós-iluministas, nomeadamente a visão religiosa, a revolução francesa, etc.. Entre os seus créditos mais firmados, está a sua grande capacidade de comunicação e de tornar simples e interessantes para o grande públicos as questões históricas que estiveram por detrás de algumas dos mais importantes avanços científicos desta altura, mormente de toda a revolução darwinista do séc. XIX. Um ângulo novo para cientistas, uma grande conferência para historiadores, uma visão fascinante dos contextos históricos em que a Ciência nasce para o público em geral. A não perder.
FOTO: «The Origin of Species» publicada por Darwin em 1859
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
00:28
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
conferência,
Darwin,
Evolução das Espécies,
Fundação Calouste Gulbenkian,
História da Ciência
Subscrever:
Mensagens (Atom)
