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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Tratamentos preventivos e curativos na colecção de palmeiras do Jardim Botânico
Imagem do Arboreto com a grua de apoio aos trabalhos de limpeza integrados nos tratamentos preventivos e curativos na colecção de palmeiras do Jardim Botânico. A LAJB está a patrocinar esta nova fase de tratamentos para tentarmos controlar a presença do esacravelho vermelho dentro do jardim.
Praga do Escaravelho já terá destruído 6 palmeiras do Jardim Botânico
Imagens de duas palmeiras do nosso Jardim Botânico que morreram vítimas da praga do "escaravelho vermelho". Infelizmente há já mais viítimas mortais, num total que poderá chegar à meia dúzia. Decorrem desde a semana passada tratamentos preventivos e curativos na colecção de palmeiras do jardim. A LAJB está a patrocinar também esta nova fase de tratamentos.
O que é a praga do "escaravelho-das-palmeiras"?
O insecto causador é o Rhynchophorus ferrugineus, vernáculo "escaravelho-das-palmeiras", um escaravelho do grupo dos curculionídeos (gorgulhos), originário da Ásia oriental e Polinésia, tendo-se expandindo para outras regiões ocidentais, Norte de África e mais recentemente também para o sul da Europa. É um insecto de grandes dimensões em adulto, 2-5cm, e também na forma larvar. Foi sinalizado no Algarve na segunda metade da década de 2000 onde já provocou avultadas perdas e prejuízos em espaços públicos e privados. Em 2010 foi sinalizado na cidade de Lisboa. Actualmente está a devastar palmeiras em todo o país.
Esta praga está presente no Jardim Botânico desde pelo menos 2011 e em finais de 2012 foram identificadas 5 palmeiras da espécie Phoenix canariensis Chabaud seriamente afectadas. Actualmente já há vítimas mortais num total que poderá chegar aos 6 exemplares todos no Arboreto e "Jardim do México".
As bem conhecidas "Palmeiras das Canárias", tão características da paisagem urbana de Lisboa, são particularmente vulneráveis ao escaravelho.
sábado, 22 de junho de 2013
Entrada do Jardim Botânico, 1925
Recebemos da nossa associada, senhora Carmo Barreto, esta bela fotografia de família tirada na entrada norte do Jardim Botânico no ano de 1925. Podemos observar o alinhamento de palmeiras, Washingtonia robusta, que tinham sido plantadas poucos anos antes em substituição de plátanos que existiam anteriormente neste local. É uma bela imagem da nossa Rua das Palmeiras ainda na fase jovem.
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sábado, 18 de maio de 2013
Rua das Palmeiras: 1 século a crescer!
Washingtonia robusta H. A. Wendland. Estas palmeiras foram plantadas no início do sédc. XX, há quase 1 século! Vieram substituir alinhamentos de grandes plátanos que estavam a ensombrar as salas de aula da Escola Politécnica.
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sábado, 30 de junho de 2012
O Jardim Botânico visto por Joshua Benoliel
Título: Entrada da rua das Palmeiras
Imagem integrada na reportagem "Os jardins de Lisboa: na Escola Politécnica".
Ilustração Portuguesa. Lisboa: Empresa do Jornal O Século. N.º 88 (28/10/1907), p. 558.
Autor: Joshua Benoliel. Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Nota: os nossos agradecimentos à Maria João Torgal pela descoberta e envio desta imagem de 1907.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Jardim Botânico destacado no Mapa de Arquitectura de Lisboa
Publicado em 2003 em Lisboa, pela Argumentum, este guia destaca as 150 obras (edifícios ou sítios) de referência da capital. O pequeno mas denso mapa de bolso contém tanto os óbvios monumentos como também alguns imóveis do século XX que os lisboetas ainda não vêm como património mas que serão os monumentos nacionais do futuro. Algumas destas obras já foram, entretanto, classificadas como Monumento Nacional de que é exemplo a Sede, Museu e Parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
A selecção, documentação e organização de conteúdos é da responsabilidade dos historiadores Ana Tostões, Filipe Jorge e Teresa Nunes da Ponte.
Na parte dedicada ao periodo “Séc. XVI a 1880” o nosso Jardim Botânico aparece com o número 64:
«Jardim Botânico - 1873 - Conde de Ficalho - MN»
Ainda dentro do área do jardim é destacado o elegante edifício modernista da Botânica:
«Edifício do Museu da Botânica - 1940 - Adelino Nunes»
Também o edifício da antiga Escola Politécnica, actual Museu Nacional de História Natural (1878 - Pedro J. Pezerat) e o antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres (séc. XVII-XVIII) aparecem na lista do número 64. Infelizmente, todo este conjunto monumental está a precisar de obras urgentes de restauro.
FOTO: Palmeiras no Arboreto do Jardim Botânico
sexta-feira, 13 de junho de 2008
FERNANDO PESSOA: nasceu há 120 anos
NÃO SEI SE É SONHO
Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri.
Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter.
Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.
Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar,
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar.
Ah, nessa terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.
Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali
Que a vida é jovem e o amor sorri.
Fernando Pessoa (1888-1935)
Com este poema os Amigos do Jardim Botânico associam-se às comemorações dos 120 anos do nascimento do poeta. Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888 no 4º andar do nº 5 do Largo de São Carlos em Lisboa. Tal como nós, também ele amava as árvores e os jardins. Numa das suas obras o poeta descreveu o Jardim Botânico como "conjunto de uma magnificiência edénica" (Lisbon: what a tourist should see).
FOTO: Rua das Palmeiras do Jardim Botânico vista da Classe
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