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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

VILLA SASSETTI: canaletos restaurados





Os jardins da antiga Villa Sassetti em Sintra foram restaurados e já estão abertos ao público. A entrada é gratuita até terminarem as obras de restauro dos interiores desta antiga casa de veraneio implantada em plena Serra de Sintra. Ao olharmos para a forma cuidada como foram reabilitados os jardins e os canaletos artificiais não podíamos deixar de pensar nas obras descuidadas (para além de ilegais e seguidas de abandono) a que foram sujeitos os canaletos e lagos do séc. XIX no Jardim Botânico ainda há bem poucos anos. Resta esperar que desta vez, no âmbito do Orçamento Participativo, os canaletos sejam intervencionados segundo os padrões de restauro que os Monumentos Nacionais exigem. Para que a água corra de novo nos canaletos do Jardim Botânico de Lisboa.  

quinta-feira, 3 de março de 2016

FETEIRA enriquecida com plantação de Fetos!

  Cyathea oferecida pelo Parque de Monserrate, Sintra
  Exemplares de Feto Real oferta do Mosteiro de Tibães
 Exemplares de Feto Real do Mosteiro de Tibães
Pormenor de Feto Real oriundo de Tibães, Braga

FETEIRA enriquecida com plantação de Fetos!

 Cyathea oferecida pelo Parque de Monserrate, Sintra
  Exemplares de Feto Real oferecidos pelo Mosteiro de Tibães, Braga
  Cyathea oferecida pelo Parque de Monserrate, Sintra
  Cyathea oferecida pelo Parque de Monserrate, Sintra
Os verdadeiros heróis da Feteira: os novos jardineiros do Jardim Botânico [da esquerda para a direita]: Paulo Gaspar, Pedro Morais e Daniel Crespo; e à direita o nosso já bem conhecido encarregado Carlos Fazendeiro. Muito obrigado a todos - jardineiros e voluntários da LAJB - pelos trabalhos preparativos que permitiram concluir com sucesso esta 1ª fase de plantações na Feteira do Jardim Botânico.

terça-feira, 1 de março de 2016

FETEIRA do Jardim Botânico: Amanhã, início da reposição da colecção de Fetos!






















Imagens da Feteira no dia 22 de Fevereiro de 2016 - Após os trabalhos de limpeza desenvolvidos pelos voluntários da Liga dos Amigos do Jardim Botânico e pelos novos jardineiros - Daniel Crespo, Paulo Gaspar e Pedro Morais - a Feteira está quase pronta para receber os exemplares de Fetos oferecidos pelo Mosteiro de São Martinho de Tibães em Braga e pelo Parque de Monserrate em Sintra. Como se pode constatar pelas imagens, a nossa colecção de Fetos estava muito empobrecida porque reduzida a poucos exemplares e até o único feto arbóreo morreu em 2015. Mas amanhã começa um novo ciclo de vida na Feteira do Jardim Botânico de Lisboa!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CONVITE: 2 Março - 17H: cerimónia de plantação de fetos na Feteira do Jardim Botânico

 Feto Real no Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga
Fetos arbóreos na Estufa & Viveiro do Parque de Monserrate, Sintra

CONVITE a todos os associados e amigos do Jardim Botânico:
  
Na 4ª feira dia 2 de Março às 17H irá decorrer uma cerimónia de plantação de fetos na Feteira do Jardim Botânico.  

Desde de 2015 que a Liga dos Amigos do Jardim Botânico colabora na reabilitação da Feteira:  

1- Organizando trabalhos de manutenção recorrendo à generosidade de voluntários;  

2- Adquirindo substrato - um saco de 2,3 m3 de mistura Siro para fetos (196.26 euros);  

3- Solicitando exemplares de fetos a instituições nacionais com as quais a LAJB tem desenvolvido parcerias. Até ao momento a LAJB conseguiu as seguintes ofertas:  

- Cinco espécies de fetos, cortesia do Mosteiro de São Martinho de Tibães / DGPC-Direcção-Regional do Norte:         

- Osmunda regalis L. (feto real)         
- Blechnum spicant (L,) Sm. (feto-pente)          
- Woodwardia radicans (L.) Sm. (feto-do-botão)  

- Três espécies de fetos, cortesia do Parque de Monserrate / Monte da Lua - Parques de Sintra:       

- Woodwardia radicans (L.) Sm. (feto-do-botão)         
- Davallia canariensis (L.) Sm. (feto-dos-carvalhos, cabrinha)         
- Cyathea sp. (feto arbóreo)  

Os amigos do Jardim Botânico estão convidados para aparecer e participar nesta cerimónia simples, mas de grande simbolismo, na Feteira do Jardim Botânico.  

A todos os que ofereceram ao Jardim Botânico de Lisboa horas de trabalho e fetos, o nosso muito obrigado!  

Saudações Botânicas,  
A Direcção da LAJB

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Exposição de Camélias e Orquídeas em Sintra

















No fim de semana de 21 e 22 de Fevereiro irá decorrer no Terreiro do Palácio Nacional de Sintra uma Exposição de Camélias e Orquídeas.

A Parques de Sintra promove a exposição “Camélias e Orquídeas em Sintra”, em parceria com a Associação Portuguesa de Camélias (APC) e o Clube dos Orquidófilos de Portugal (COP). A exposição tem como objetivo promover o valor botânico associado às Camélias e Orquídeas em Sintra.

-A Exposição integra Orquídeas pela 1ª vez;
-Expositores nacionais e estrageiros;
-Entrada gratuita na exposição e nas palestras sobre orquídeas
-Workshop “Camellia Sinensis – Origem e Sabor do Chá”, com degustação
-Camélias e Orquídeas à venda no local.

Para mais informações e Programa completo consulte a Parques de Sintra; comercial@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dedaleira na Serra de Sintra


Digitalis purpurea no Convento dos Capuchos, Serra de Sintra.

Jardim da Condessa d'Edla: água e morcegos


Das intervenções de restauro realizadas no jardim (2008), grande importância foi dada  ao sistema original de captação, distribuição e armazenamento de águas que envolveu pôr a descoberto lagos, canais e condutas. Neste aspecto do seu design o Jardim da Condessa d'Edla apresenta grandes semelhanças com a rede de regatos artificiais que vemos no nosso Jardim Botânico - afinal ambos datm do séc. XIX. 
Foram tiradas amostras das argamassas de cal que revestiam os regatos - em canaletos - para com rigor efectuar o restauro nos sectores onde era necessário. Também os materiais de construção dos lagos foram minuciosamente estudados: foi descoberto, com alguma surpresa, que eram impermeabilizados com asfalto, uma novidade para a época. Este asfalto original do séc. XIX foi recolhido e derretido para assim se proceder à sua nova aplicação como impermeabilizante dos lagos. Nos casos onde já não existia quantidade suficiente de material para o fazer, foi aplicado um asfalto novo mas com propriedades semelhantes.  
Nota final para a reabilitação das dezenas de minas de captação de água existentes no jardim. Como se pode observar na imagem, as portas que em muitos casos eram de madeira forma substituídas por novas de ferro com barras horizomntais dimensionadas de maneira a permitir a entrada de morcegos. Esta alteração, por respeito destes animais que habitam a Serra de Sintra, contou com a colaboração de uma sociedade internacional dedicada ao estudo e defesa de morcegos. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Futuro Restauro: Estufas de Exibição da Condessa

A próxima fase do restauro dos Jardins da Condessa d'Edla vai incluir a Estufa de Exibição, estrutura do séc. XIX, actualmente em ruínas. Sabemos que estava compartimentada em 3 sectores para exposição de plantas de climas diversos: Estufa Quente, Fria e Temperada. Ainda é possível ver a caldeira de aquecimento original in situ. A LAJB irá com certeza voltar para ver esta belíssima estrutura restaurada em toda a sua glória. 

RESTAURO: Jardins da Condessa d'Edla






Para a recuperação do Jardim da Condessa e da Quinta da Pena, foi reunida uma equipa multidisciplinar apoiada por vários consultores e empresas especializadas em restauro de Jardins Históricos. A metodologia adoptada ao longo do processo de restauro valorizou aspectos históricos, ecológicos, estéticos e funcionais, em rigorosa observância das recomendações das cartas internacionais para o restauro, protecção e valorização do património.
Em primeiro lugar foi realizado um trabalho prévio de pesquisa histórica aprofundada, por sondagens  no local assim como em arquivos e bibliotecas (listas de compras de plantas datadas da época de construção do jardim, nos arquivos da fundação da Casa de Bragança, por exemplo). Os trabalhos de preparação envolveram ainda a caracterização dos solos, limpeza de vegetação, a execução de levantamentos topográficos rigorosos e o mapeamento e classificação botânica de toda a vegetação. 
Também foi levado a cabo uma inventariação exaustiva dos elementos de composição do jardim. A título de exemplo é de referir o restauro dos regatos, em canaletos de alvenaria e reboco de argamassas de cal: após análise da composição exacta das argamassas, estas forma rigorosamente replicadas - assim se evitou o erro muito comum que é o de reconstruir ou reparar estruturas antigas recorrendo a argamasas á base de cimento. O cimento, material recente, não só é incompatível com estruturas antigas, o que provoca muitas vezes patologias precoces, mas contribui também para a desvalorização da autenticidade dos imóveis património).
Desta forma metódica e bem planeada, foi possível restaurar o Jardim da Condessa a um estado muito próximo do original, isto é, com elevado grau de autenticidade - afinal o objectivo maior de qualquer intervenção de restauro.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A LAJB no Convento dos Capuchos em Sintra






Após uma pausa para almoço, a visita da LAJB seguiu para o Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra, também conhecido como Convento dos Capuchos ou Convento da Cortiça. Este lugar mágico foi erguido em 1560. Notável pela extrema simplicidade da sua construção, mas de complexa espiritualidade, materializa de forma poética o ideal de fraternidade e irmandade universal dos frades franciscanos que a habitaram até 1834, data da extinção das ordens religiosas em Portugal.

O restauro deste imóvel (classificado de Interesse Público) está ainda em fase de estudo. Fazemos votos para que a intervenção respeite a poética simplicidade que ainda lá está, e que não se caia na tentação de introduzir, em demasia, todas aquelas infraestuturas dos nossos dias. Por exemplo, será mesmo essencial electrificar os interiores? Iluminar os interiores com focos, por mais discretos que sejam, não irá destruir, por banalização, a experiência forte e intensa que os espaços nos proporcionam actualmente? Será benéfico ou nefasto para a comunicação singular que o monumento deve estabelecer com o visitante? Porque nos parece que qualquer simples interruptor, lâmpada ou torneira serão inevitavelmente intrusivos num espaço tão puro e arcaico como este.

Também esta visita foi guiada pela Susana Morais e Nuno Oliveira da Parques de Sintra. Para mais informações consultar o www.parquesdesintra.pt

A LAJB no Chalet e Jardim da Condessa d'Edla









No Chalet da Condessa d'Edla vemos uma utilização muito curiosa e bem conseguida da cortiça. Fica claro que tanto o Rei D. Fernando II como a Condessa d'Edla estavam, de certa forma, fascinados com este material, tão comum em Portugal mas visto como "exótico" pelos nórdicos. Porque apesar do imóvel tirar inspiração dos modelos de Chalets Alpinos, a utilização sistemática da cortiça para guarnecer vãos, cornijas e até paredes interiores é verdadeiramente português - de que é exemplo paradigmático o Convento dos Capuchos na mesma Serra de Sintra. Os maravilhosos paineis com embutidos de cortiça, que decoravam as paredes da sala de jantar, ainda esperam reconstrução - mas lá estavam dois pedaços originais para os visitantes observarem. 

Visita da LAJB ao Chalet da Condessa d'Edla




Visita da LAJB ao Chalet e Jardim da Condessa d'Edla em Sintra. O Chalet foi construído pelo Rei D. Fernando II e sua segunda esposa, Elise Hensler, Condessa d'Edla, enttre 1864 e 1869, na zona ocidental do Parque da pena, segundo o modelo dos Chalets Alpinos então em voga na europa.

O restauro deste imóvel (classificado de Interese Público desde 1993) foi iniciado em 2007 estando ainda a decorrer as intervenções de reabilitação dos estuques e outros acabamentos decorativos nos interiores. A LAJB teve como guias a Susana Morais e o Nuno Oliveira da Parques de Sintra - aos dois o nosso sincero agradecimento pela informativa e esclarecedora visita que nos proporcionaram. Para mais informações sobre a história e o processo de restauro, consultar o www.parquesdesintra.pt