quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Jardim Botânico: «Monumento Nacional» ainda não foi à Assembleia da República
Lisboa é das pessoas. Mais contentores não!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
EM FLORAÇÃO: Euphorbia pulcherrima
Família: Euphorbiaceae
Nome vulgar: Manhãs-de-Páscoa, Poinsétia
terça-feira, 28 de outubro de 2008
THOMAS PITT em Lisboa: «But it wants trees and verdure, there being no green...»
[1] No original: «But it wants trees and verdure, there being no green in this country, but from a few scattered patches of barley, sewn instead of grass for cattle.»
As observações, ainda de certo modo actuais, do jovem inglês Thomas Pitt (1737-1793) registadas na sua obra Observations in a Tour to Portugal and Spain (1760) e publicada em 2006 pelo Ministério da Cultura / IPPAR.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Vamos usar o ECOOGLER em vez do GOOGLE
domingo, 26 de outubro de 2008
CML: conservação e ampliação de prédios deixam de pagar taxas
sábado, 25 de outubro de 2008
Orçamento Participativo - a LAJB propõe: Um novo Jardim no Largo Hintze Ribeiro
-Para o topo poente, junto da Rua de São Bento, a plantação de um alinhamento de árvores de modo a criar uma barreira vegetal que proteja o Largo Hintze Ribeiro do intenso tráfego automóvel daquele arruamento.
Com esta simples iniciativa o Município de Lisboa daria um bom exemplo de recuperação de um espaço público, ao criar um novo jardim, e de sustentabilidade ambiental, ao devolver solo vivo e permeável à cidade. Afinal, duas questões muito importantes para a qualidade de vida em Lisboa.
Orçamento Participativo - a LAJB propõe: Vamos arborizar as ruas de Lisboa!
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO para 2009 da CMLAs concentrações actuais de CO2 na atmosfera são 34% mais elevadas quando comparadas com os níveis do início da Revolução Industrial em 1750. Sabemos que estes valores elevados de CO2 na atmosfera estão na origem das alterações climáticas. Precisamos de agir. As árvores ajudam a minorar os problemas das alterações climáticas de três maneiras:
Orçamento Participativo - a LAJB propõe: Um Mercado de Agricultura Biológica
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO para 2009 da CMLquinta-feira, 23 de outubro de 2008
GREEN CORK: Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça
O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa "CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE", que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.
O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obter um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2! As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.
A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem. Comece já a juntar as suas rolhas de cortiça!
http://earth-condominium.com/port/green.html
FOTO: um belo exemplar de Quercus suber nos arredores de Évora
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Capitólio: aprovada proposta de reabilitação
A Câmara de Lisboa aprovou hoje, em reunião de Câmara, a proposta vencedora do concurso público lançado para reabilitar o edifício do Capitólio. O projecto do atelier do arquitecto Souza Oliveira foi o vencedor do concurso público para a reabilitação do edifício do Capitólio, no Parque Mayer. A proposta escolhida prevê a reposição de uma "grande sala" e uma grande praça ao lado do edifício.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
CML anuncia hortas citadinas e novos jardins para uma capital mais verde
AS ÁRVORES e os LIVROS: Miguel Torga
domingo, 19 de outubro de 2008
Aústria e Suiça: campeões da agricultura bio
As superfícies cultivadas segundo os princípios bio no mundo triplicaram entre 1999 e 2004. Os rendimentos são em média inferiores a 50% em relação à agricultura convencional, mas a agricultura bio apresenta a vantagem de emitir menos gases com efeito de estufa. Segundo um estudo publicado pela Federação Internacional do Movimento pela Agricultura Biológica, ela utiliza entre 30% e 70% menos de energia por parcela de terra. De facto, os agricultores bio recorrem menos a máquinas.
Na França, o Ministro da Agricultura, Michel Barnier, anunciou no passado dia 8 de Outubro uma ajuda suplementar anual de 12 milhões de euros para alcançar o objectivo fixado para 2012: aumentar as terras consagradas à agricultura bio de 2% para 6%.
Portugal está no grupo dos países europeus onde a agricultura bio ocupa entre 5, 1% a 10% da superfície agrícola total do país (Suécia, Finlândia, Dinamarca, Estónia, Lituânia, República Checa, Itália e Grécia). Nesta matéria, estamos à frente de países mais desenvolvidos como a França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Irlanda onde essa percentagem se situa entre 0.5% e 5%. Mas a Suiça e a Aústria são os modelos pois mais de 10% da superfície total agrícola do país já está convertida para o modo biológico.
Fonte: Le Monde, 14 de Outubro de 2008
FOTO: Marmelos
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Política para o património tem 'resultados catastróficos'
Sessão pública no São Luiz vai alertar para o 'risco de regressão significativa e irremediável' numa área que é de 'valor estratégico'
Os 'resultados catastróficos' da actual política para a protecção do património cultural levaram um conjunto de associações - pelo menos 17, até ontem - a juntar-se na Plataforma pelo Património Cultural, que será apresentada hoje às 15h no Teatro São Luiz, em Lisboa, numa sessão com entrada livre.
Numa declaração, que hoje será lida no São Luiz, a Plataforma denuncia 'a perda de horizonte político estratégico e a desqualificação operacional e técnica dos serviços do Estado na área do património', considerando que se atingiram 'extremos inimagináveis'. Por isso, alertam, 'corre-se o risco de regressão significativa e irremediável'.
'Não existem políticas para o património. É necessário despertar a sociedade para este problema', sublinha João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (Apom). 'Os turistas vêm a Lisboa não para ver as praias, mas para conhecer a História e o património' e, se não se fizer nada, 'está-se a pôr em risco um elo contínuo de herança, que pode um dia desaparecer completamente'.
A par destes problemas, Luís Raposo lamenta que 'a margem de intervenção dos cidadãos na definição das políticas tenha diminuído' e que 'até no interior do mesmo Governo cada ministro aplique o seu cunho pessoal, com políticas que por vezes são antagónicas em relação ao anterior'. Críticas que o texto da declaração repete: 'Promovem-se campanhas milionárias na promoção turística do país e anunciam-se projectos que mobilizam milhões de euros na criação de novos equipamentos culturais, inclusive patrimoniais, os quais na maior parte dos casos ninguém pediu nem considera prioritários e têm origem em políticas erráticas.' E avança com um exemplo: o novo Museu Nacional dos Coches, projecto que 'todos os especialistas e organismos técnicos representativos consideram não só dispensável como nefasto'.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Lançado ORÇAMENTO PARTICIPATIVO da CML
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
PDM vai contemplar "pulmão verde" nos terrenos do aeroporto
Lusa, 7 de Outubro de 2008"O novo PDM vai prever o pulmão verde na zona do aeroporto", disse Manuel Salgado aos jornalistas, à margem da Assembleia Municipal de Lisboa, onde hoje está a ser discutido o "Estado da Cidade".
O presidente da Câmara, António Costa (PS), anunciou que o novo PDM de Lisboa será apresentado em Março do próximo ano.
"A revisão prevê o tal parque verde na zona do aeroporto, mas não na totalidade porque há zonas edificadas", como as dos actuais escritórios da TAP, acrescentou o vereador do Urbanismo.
O presidente da Câmara anunciou também a construção de um "grande interceptor entre Alfama e o Cais do Sodré que vai permitir finalmente que a totalidade do esgoto da cidade de Lisboa tenha tratamento". "Este mandato ficará também a ser o mandato em que o Tejo deixará de ser poluído pelo esgoto de Lisboa", declarou.
No caderno de balanço da actividade distribuído aos jornalistas e aos deputados municipais, é apontada a data de Janeiro de 2009 para o início das obras do interceptor de esgotos entre o Largo do Chafariz de Dentro e o Cais do Sodré e a sua conclusão prevista para Setembro do mesmo ano.
Na sua intervenção, António Costa destacou também o "aumento de 125 por no licenciamento de obras e 365 por cento das licenças de utilização emitidas" alcançados este mandato, com a concretização do programa de simplificação administrativa Simplis.
O autarca referiu igualmente o licenciamento de 11 unidades hoteleiras e a aprovação de projectos de arquitectura para mais seis hotéis.
Costa anunciou ainda para "breve" a assinatura de um protocolo com a Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Universidade Técnica e ISCTE para a transformação da capital numa "cidade Erasmus". O objectivo é aumentar em dois anos de dois mil para cinco mil o número de estudantes estrangeiros a estudarem em Lisboa ao abrigo daquele programa de intercâmbio.
Para isso, a autarquia quer promover o aumento de "mais duas mil camas" para estudantes e investigadores, com a construção e reabilitação de edifícios para residências universitárias.
NOTA: A LAJB aplaude a decisão de criar um «pulmão verde» nos terrenos do aeroporto da Portela. São boas notícias para Lisboa. A capital precisa de um «pulmão direito» uma vez que o Parque Florestal de Monsanto é actualmente o seu único pulmão. Aguardamos ansiosamente pela plantação da primeira árvore do futuro Parque Florestal da Portela.
FOTO: Marechal Carmona planta a primeira árvore no Parque Florestal de Monsanto em 1938. Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal.
domingo, 5 de outubro de 2008
O Jardim Botânico há 40 anos
Hoje, este local apresenta-se parcialmente em ruínas. Os caminhos estão esburacados por falta de manutenção. Os relvados e a sebe já raramente vêm os seus amigos jardineiros. E o lago está seco. Apenas as árvores redimem este triste cenário com a sua beleza independente.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O NOSSO BAIRRO: Rua Rosa Araújo, 32
E quais são as razões da opção "nova construção" em vez da "conservação"? Porque se quer construir um novo prédio de habitação com lugares de estacionamento subterrâneo. E para cumprir este hábito insustentável, sacrificou-se mais um edifício e logradouro com interese patrimonial e ambiental. O antigo logradouro, permeável e vivo, é agora uma garagem em cave, impermeável e morta.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Reduzir gases com efeitos de estufa pode poupar 26 milhões de euros à UE
Reduzir 30 por cento dos gases com efeitos de estufa pode poupar até 26 mil milhões de euros à UE
A Europa poderia poupar até 26 mil milhões de euros por ano a partir de 2020 se reduzisse a emissão de gases com efeito de estufa em 30 por cento, segundo um estudo de três associações ambientais.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Serviço de aluguer de carros quer melhorar mobilidade em Lisboa
A ligação entre este serviço e os transportes públicos será feita através do cartão Lisboa Viva. De acordo com o presidente da empresa, o sistema conduzirá a 'uma melhoria efectiva da qualidade de vida urbana' e a uma poupança para quem usa habitualmente o automóvel particular na cidade. O pagamento do serviço, que é debitado na conta bancária do cliente, será efectuado em função do tempo de utilização e do número de quilómetros percorridos. Depois de se registarem como clientes, os interessados terão apenas de reservar o veículo, por telefone ou Internet, podendo levantá-lo num dos seis parques da empresa. O utilizador colocará então o cartão Lisboa Viva junto ao dispositivo de leitura de cartões da viatura, ficando esta desbloqueada e pronta para arrancar. O registo dos clientes implica o pagamento de uma anuidade de 84 euros, custando o uso dos veículos citadinos (tipo Smart) 5,5 euros na primeira hora, a que se somam 0,33 cêntimos por quilómetro (os primeiros dez não são pagos).
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Projecto de Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa (RMUEL)
A LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO
Vem apresentar junto de V. Exa., no âmbito do processo de Discussão Pública do Projecto de Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa (RMUEL), as seguintes sugestões:
-Considerando que os portugueses precisam de alterar os actuais comportamentos insustentáveis (são dos cidadãos da União Europeia com maior Pegada Ecológica);
-Considerando que Lisboa é uma das capitais da Europa com menos metros quadrados de espaços verdes por habitante;
-Considerando que Lisboa é uma das capitais europeias com menor investimento na reabilitação e conservação urbana, prova de um sector imobiliário muito insustentável;
-Considerando que a mobilidade em Lisboa é centrada nas viaturas de transporte individual (os transportes públicos estão a perder utentes);
-Considerando que os projectos de edifícios com estacionamento se traduzem num aumento significativo do número de viaturas de transporte individual (com consequente acumular de emissões poluentes e temperatura);
-Considerando que aprovação de projectos de edifícios com estacionamento incentiva o uso de viaturas de transporte individual nas deslocações dentro da capital;
-Considerando que a actual primazia das viaturas de transporte individual na maioria das deslocações dentro da capital penaliza gravemente a qualidade de vida de todos os lisboetas, resultando em parte, da oferta de transportes públicos ainda deficiente (a importância do transporte individual na região de Lisboa aumentou de 26% para 46% entre 1991 e 2001).
2. Comentários sobre estacionamento e logradouros
-Aplaudimos o facto de um dos grandes objectivos do presente regulamento ser o "desencorajar a demolição e substituição dos edifícios existentes e incentivar a respectiva conservação e reabilitação e a implementação de soluções de reciclagem, reutilização, racionalização de recursos e aproveitamento de energias alternativas".
-Aplaudimos também a decisão da Câmara Municipal de incluir no RMUEL um conjunto de medidas que visam garantir um futuro mais sustentável como "Eficiência, reutilização e reciclagem de águas" (Artigo 28), "Parqueamento de bicicletas" (Artigo 58), "Melhoria do desempenho energético dos edifícios e racionalização de recursos naturais e energéticos" (Artigo 59), "Eficiência energética" (Artigo 60), "Utilização de energias renováveis" (Artigo 63), entre outras.
-Gostaríamos que estas medidas, para um planeamento urbano e edificações sustentáveis, apresentassem uma ligação mais coerente com a política de reabilitação urbana. Na opinião da LAJB, o presente projecto do RMUEL apresenta algumas contradições, nomeadamente:
-Se por um lado "são incentivadas pelo Município as acções que visem a conservação e reabilitação dos espaços urbanos e do edificado onde a escala volumétrica dos edifícios, características dos elementos arquitectónicas, as tipologias construtivas, o desenho urbano e o ambiente social, lhes confiram uma forte identidade social, arquitectónica e urbana", por outro lado aparecem diversos artigos que, directamente ou indirectamente, incentivam a destruição de edifícios e logradouros.
-Existe uma preocupante tendência em Lisboa para demolir edifícios e conjuntos urbanos, em zonas consolidadas, para se construirem novos edifícios com estacionamento em cave. A intensificação dos pedidos de demolição de imóveis está directamente ligada ao insustentável modelo do "fogo com lugares de estacionamento subterrâneo" que domina o mercado imobiliário. O fraco investimento nacional em projectos de reabilitação e restauro deve-se, em grande parte, ao facto de em Portugal ainda se promover este modelo de mobilidade centrado no transporte individual.
-A enfâse que é dada ao estacionamento, à superfície ou em caves, acaba não só por encorajar a demolição e substituição dos edifícios existentes como também a mobilidade urbana assente no transporte individual. Como habitualmente a demolição de um edifício é acompanhada pela destruição do seu logarouro / jardim, os prejuízos ambientais são particularmente graves.
-No Artigo 40, "Logradouros", a Câmara Municipal considera, logo no ponto 2, a ocupação em cave sob os logradouros desde que tratado "com coberto vegetal e árvores". Chamamos atenção para o facto da cobertura de um edifício em cave não ter viabilidade para o crescimento de árvores. Quanto ao ponto seguinte, "Nos casos em que o logradouro seja parcialmente em terraço ajardinado, a altura entre a camada drenante e a superfície de terra viva não pode ser inferior a 0,80 m", alertamos para o facto de nesta espessura de solo ser viável apenas o desenvolvimento de espécies herbáceas e arbustivas.
3. Recomendações
-Com o objectivo de reduzir o número de veículos de transporte individual nos centros urbanos, várias cidades da Europa, como por exemplo Londres, oferecem incentivos fiscais aos projectos imobiliários que optem por não construir caves para estacionamento. O investimento em projectos imobiliários alternativos desta natureza, que promovem estilos de vida mais sustentáveis, devem ser fortemente apoiados. Propomos que a Câmara Municipal, mediante regulamento sobre a matéria, preveja também a redução das taxas urbanísticas aos requerentes que optem por projectos de edifícios sem caves para estacionamento.
-O incentivo referido no número anterior deverá assumir a forma de redução das taxas urbanísticas a estabelecer em regulamento municipal sobre a matéria.
-A Liga dos Amigos do Jardim Botânico vê este projecto de RMUEL como uma oportunidade para o urgente ordenamento das ocupações ilegais e impermeabilizações dos logradouros. Para garantir a sustentabilidade de Lisboa é importante libertar os solos impermeabilizados e ocupados com construções permanentes com consequências graves para os recursos hídricos.
-Que o novo RMUEL dê mais enfâse aos logradouros e preveja incentivos para a renaturalização de logradouros mediante, por exemplo, operações de emparcelamento de modo a criar novos espaços verdes no interior de quarteirões.
-Por forma a compensar a área impermeabilizada resultante da construção de novas edificações deve ser incentivado o uso de materiais impermeáveis nos arruamentos e outras zonas pavimentadas para infiltração e retenção de águas pluviais.
-Sempre que possível, as coberturas em terraço de novos edifícios devem ser pensadas como jardins (com espécies xerofíticas) de forma a melhorar o conforto bioclimático da cidade mas também para reduzir o impacto negativo das coberturas quando vistas de cotas mais altas, como por exemplo zonas históricas e miradouros.
4. Conclusão
Preocupa-nos que, de uma forma geral, a redacção do RMUEL apresente uma tendência para incentivar a construção de estacionamento subterrâneo através da impermeabilização e destruição de logradouros. A cidade de Lisboa está perante uma oportunidade de colocar o RMUEL mais em sintonia com as novas políticas governamentais e municipais de promoção dos transportes públicos.
Esperamos, com estas sugestões, ter dado o nosso contributo para a elaboração de um RMUEL que promova uma cidade mais sustentável. Mostramo-nos desde já inteiramente disponíveis para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica que julgar necessários.
domingo, 28 de setembro de 2008
Verão pode durar seis meses daqui a 50 anos
Câmara de Lisboa abre "guerra" aos cepos

in JN, 25 de Setembro de 2008quarta-feira, 24 de setembro de 2008
A Árvore das Palavras: exposição na Casa Fernando Pessoa
A exposição "A Árvore das Palavras", produzida pelo Atelier 004 com base na ideia de Sebastião Reis, será inaugurada hoje (dia 24 de Setembro) na Casa Fernando Pessoa, onde poderá ser vista até Dezembro. Uma árvore que dá frases e versos como se fossem frutos, e que terá num primeiro momento poemas de Ruy Belo e textos de José Cardoso Pires.
Na mesma data, pelas 18h30, terá lugar um debate sobre a vida e obra de Ruy Belo, com intervenções de Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Pedro Mexia. Luís Miguel Cintra fará a leitura de alguns poemas de Ruy Belo.
Casa Fernando Pessoa
Rua Coelho da Rocha, 16
1250-088 - Lisboa
Telf: 21 391 32 75
http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/
FOTO: Óculos de Fernando Pessoa pousados sobre a obra The Lost Empires of the Modern World. Fotógrafo não identificado. Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Planeta entrou em dívida ecológica: «Nature's budget 'has run out'»
The think-tank said humans were using up resources such as forests and fisheries faster than they can be regenerated and producing more waste, mainly carbon dioxide, than the planet can absorb.
As a result, we have been increasingly "overshooting" nature's budget each year since the 1980s, NEF said.
Last year, Ecological Debt Day, formulated by NEF based on data from the Global Footprint Network, was October 6 - although new data has been taken into account this year including emissions from slash and burn agriculture and biofuels.
Segundo os cálculos da pegada ecológica , seriam necessários 2,4 planetas Terra para sustentar os padrões de vida dos portugueses, caso fossem adoptados por toda a população mundial.
FOTO: o rio Tejo junto da Estação Fluvial de Belém
«As misteriosas caixas negras dos museus portugueses»
in Público, 23 de Setembro de 2008Entre as cerca de 15 mil peças que compõem a reserva do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, três centenas delas permaneciam por catalogar. Autênticas peças mistério que ninguém sabe o que são ou para que servem. Assim foi até à semana passada. Foi quando chegaram os cerca de 120 especialistas convidados do 27º simpósio da Scientific Instrument Comission. Conseguiram identificar 15 dos instrumentos mistério. E gostaram do que viram.
domingo, 21 de setembro de 2008
AVENIDA DA LIBERDADE: «Poluição do ar em Lisboa 'rouba' seis meses de vida»
in Jornal de Notícias, 20 de Setembro de 2008