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quarta-feira, 4 de maio de 2016

PRIMAVERA em Lisboa: Monsanto

















Moinho do Penedo, Parque Florestal de Monsanto, Lisboa

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

APAP: 40 ANOS, 40 ÁRVORES!

















Caro Sócios e amigos,   

A APAP celebra este ano 40 anos e a abertura oficial do ano comemorativo terá lugar no próximo dia 27 de Fevereiro, Sábado, às 10h30 da manhã. A cerimónia pública consiste na plantação, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, de 40 árvores e arbustos junto à ponte “Gonçalo Ribeiro Telles”, no corredor verde de Monsanto, em Lisboa.   

Segue em anexo o convite geral da cerimónia e esperamos poder contar com a sua presença.   

Será servido um porto de honra aos sócios e amigos que queiram estar presentes. A todos os participantes será ainda oferecida uma das publicações da APAP.   

Agradecemos a confirmação da V. disponibilidade até ao dia 19 de Fevereiro.   

Acompanhe o programa das comemorações em

http://apapeventos.wix.com/40anos.   

Com amizade,     

A Direcção     

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS ARQUITECTOS PAISAGISTAS  PORTUGUESE ASSOCIATION OF LANDSCAPE ARCHITECTS 

Calçada Marquês de Abrantes nº 45, 2º Dto | 1200-718 Lisboa 
apoio.tecnico@apap.pt | www.apap.pt

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Arq. Gonçalo Ribeiro Telles na MONOCLE

«Speculative urbanization was the worst thing that happened. Urban farming makes it easier to undestand what's importante.»
 
As sempre sábias palavras do nosso associado Arq. Gonçalo Ribeiro Telles em entrevista para a revista Monocle de Agosto 2013.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais um atentado no Parque Florestal de Monsanto


Este magnífico exemplar, certamente da época de constituição do Parque Florestal de Monsanto (1934), ou mesmo anterior a ela, será provavelmente um dos muitos sobreiros que serão abatidos, não obstante pertencerem a uma espécie autóctone protegida pelos Artigos 43 a 51 da Secção I, do Capítulo II, do Decreto-Lei nº. 254/2009, se vier a concretizar-se mais um atentado perpetrado pela Câmara Municipal de Lisboa sobre o Monte Santo.
De facto, a Assembleia Municipal de Lisboa, no passado dia 31 de Julho de 2012, votou favoravelmente a proposta da Câmara Municipal de Lisboa, n.º 406/2012 permitindo a um privado a construção de mais um campo de Rugby dentro dos limites do Parque Florestal de Monsanto,que vem acrescer aos quatro já aí existentes.
O terreno para a construção, situado na Avenida dos Bombeiros, freguesia da Ajuda, com uma área de 18.378,20 m2, apesar de estar integrado no Parque Florestal de Monsanto, foi desafectado do regime florestal total pelo Governo, através do artigo 4º do Decreto-Lei nº 278/95 de 25 de Novembro, a pedido da Câmara Municipal de Lisboa, ficando destinado à construção de um estabelecimento de ensino que nunca foi construído. Seria agora uma boa altura para corrigir o erro então cometido, solicitando, a CML, a sua reafectação ao PFM, uma vez que cessaram os pressupostos que levaram à sua desafectação.
Assim não o entendeu a CML, que pretende agora ceder, em regime de direito de superfície, esta parcela de terreno à Federação Portuguesa de Rugby que por sua vez irá realizar uma parceria com a Associação XV – Associação dos Amigos do Rugby de Belém.
O Parque Florestal de Monsanto foi criado em 1934, pelo Decreto-Lei nº 24625 de 1 de Novembro, ocupando uma área de 1.000 hectares de mata com grande variedade vegetal, com os usos regulados pelo PDM de Lisboa e pelo Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto.
Entretanto, uma vasta área do Parque Florestal de Monsanto, tem vindo a ser alienada e construída, muitas vezes sob o pretexto de utilidade pública, através de meros despachos, ou mesmo suspensão do próprio Plano Director Municipal, acções estas que têm contribuído para que o parque entretanto tenha perdido cerca de 20% da sua área inicial.
A área em questão, classificada segundo o PDM em vigor “Área Verde de Protecção ” a qual nos termos do artº. 80 do seu Regulamento “são áreas sensíveis sob os pontos de vista bio-físico ou de enquadramento paisagístico e ambiental de áreas edificadas ou de infra-estruturas” e por isso são áreas “non aedificandi”.
Também a riqueza da flora que tal espaço alberga, não só sobreiros como também cedros, pinheiros, etc., exige um processo de salvaguarda por parte dos Serviços da Autoridade Florestal Nacional.
A reafectação deste terreno ao PFM significaria, pela primeira vez nos últimos 30 anos, um processo de inversão da constante diminuição da área do Parque Florestal de Monsanto, um recurso cuja importância não se restringe aos habitantes de Lisboa.
Mas, conhecedores da política da Câmara Municipal de Lisboa em relação aos terrenos do Parque Florestal de Monsanto ( banco de terrenos baratos disponíveis para negócios ), temos muito poucas esperanças que tal processo de inversão possa vir a concretizar-se.
A Câmara Municipal de Lisboa é, presentemente, o maior inimigo da integridade do Parque Florestal de Monsanto, embora hipocritamente afirme o contrário: “Novas construções em Monsanto, jamais; Isso é obra do passado; Tolerância zero para novas impermeabilizações em Monsanto”. Haverá ainda quem acredite neste discurso?
Outras agressões se seguirão.
Conhecedores da posição da Câmara Municipal de Lisboa em relação ao Parque Florestal de Monsanto, gostaríamos agora de saber qual a posição da população de Lisboa quanto ao futuro do PULMÃO VERDE DA SUA CIDADE.
João Pinto Soares

sexta-feira, 16 de março de 2012

Lisboa: apenas 10m2 de espaços verdes por lisboeta...

Só Monsanto dá a Lisboa uma área verde que permite à cidade atingir o valor recomendado

Lisboa terá perto de 600 mil árvores de 200 espécies, tidas como fundamentais para a promoção de condições bioclimáticas favoráveis, tal como o arrefecimento. Nesse sentido, os espaços verdes urbanos deveriam ser de 30m2 por habitante, entre as estrutura verde principal e secundária, o que não seria possível, em Lisboa, sem o contributo do perímetro florestal de Monsanto. Segundo dados camarários de 2003, com aquela mancha de 900 hectares Lisboa disporia de 26,8m2/h. Se não fosse considerada, a cidade teria apenas 10,8m2/h. A câmara tem em curso um plano de reflorestação e revitalização vegetal da cidade, através da plantação de 1120 árvores em arruamentos, acção que deverá estar concluída até Abril. C. F.
in Público, 15 de Março de 2012

Foto: Rua de Santa Justa, uma das raras presenças de árvores na Baixa, zona urbana ainda sem plano de plantações de árvores de alinhamento.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Passeio no Parque Florestal de Monsanto

O CAAL - Clube de Actividades ao Ar Livre - convida os seus sócios e a população de Lisboa a virem passear em Monsanto! A 20 de Março comemora-se o Dia Mundial da Poesia e, a 21, o Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore.

A 20 de Março faz também um ano que se realizou o Projecto Limpar Portugal. O CAAL empenhou-se na organização deste evento no Parque Florestal de Monsanto, onde participaram mais de 400 voluntários, a maioria jovens, que nesse dia removeram toneladas de lixo, depositado de forma negligente ou mesmo criminosa num espaço público que a todos pertence.

No último trimestre de 2010 foi inaugurada a Rota da Biodiversidade, um percurso sinalizado pela Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental da CML e que liga o Parque Florestal de Monsanto ao Rio Tejo. Estão assim criadas as condições para que, no próximo dia 20 de Março, a actividade mensal do CAAL em Monsanto, que consistirá numa parte deste percurso, venha a ser mais uma actividade emblemática, plena de surpresas. Será uma oportunidade para os sócios reafirmarem a opção do Clube como Organização Não Governamental de Ambiente, glosando nesta data os valores naturais e humanos que orientam a actividade associativa e cimentam a amizade entre os participantes.

Companheiros, compareçam em Monsanto para conhecerem e desfrutarem o magnífico Parque onde o nosso clube se encontra sedeado. Concentração, na Cruz das Oliveiras, junto aos Bombeiros, às 09h30 de Domingo.

Venha conhecer Monsanto para melhor mantermos o Parque limpo e o defendermos de todos os ataques!

Foto: Marechal Carmona plantando uma árvore na serra de Monsanto, 1938. Arquivo Municipal

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Monsanto após Festival DeltaTejo

Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa

Exma. Sra. Presidente da AML, Dra. Simoneta Luz Afonso

Exmo. Sr. Presidente da Comissão Municipal de Ambiente

Exmos. Srs. Vereadores da CML

Exmos. Srs. Deputados Municipais

Assunto: Festival Delta Tejo em Monsanto

Como é do conhecimento geral, decorreu em Monsanto, há praticamente 1 mês , o Festival de música DeltaTejo. O mínimo que seria de esperar, visto não ser possível deixar tudo como estava, devido às alterações feitas e já publicamente denunciadas por esta Plataforma, era que, pelo menos, tudo ficasse limpo, e se tentasse ao máximo minimizar os impactos altamente negativos que aquele tem no local.

Há praticamente 2 semanas que não existe qualquer movimentação de pessoal no local, foram retiradas todas as máquinas, pelo que tudo indica que os trabalhos de limpeza e reparação do local, estão concluídos.

Na realidade assim parece, para quem se limita a ver de longe, mas entrando no terreno, o que se constata, é que as terras e pisos colocados aleatoriamente e sem nexo, nada têm a ver com o local, que o lixo abunda, e que nas últimas duas semanas, o grande protagonista da limpeza do terreno tem sido… o vento. Este tem transportado o lixo para o interior da mata, área classificada, contribuindo assim para a sua danificação e como combustível, no caso de deflagrar um incêndio. Porque, na verdade, a limpeza feita foi superficial, ineficiente e de um desleixo altamente irresponsável, por parte de quem tinha obrigação de a fazer.

A plataforma por Monsanto, exige às entidades responsáveis, uma limpeza urgente e eficiente do local, por quem tem a responsabilidade contratual de o fazer, e, que se termine de uma vez por todas, com a irresponsabilidade e com a leviandade com que tem sido conduzido todo este processo desde o inicio.

Em anexo, enviamos fotografias do estado actual do terreno e mata envolvente.

A Plataforma por Monsanto

Lisboa, 29 de Julho de 2010

sábado, 14 de novembro de 2009

LISBOA: «PLANTAR 1 ÁRVORE»

Um grupo de cidadãos está a organizar uma notável iniciativa de plantação de 1000 árvores num só dia em Lisboa. As árvores serão plantadas numa zona limítrofe de Monsanto:

Dia 21 de NOVEMBRO de 2009 às 10h

As árvores serão adquiridas aos viveiros florestais de Monsanto e as espécies a plantar serão autóctones, essencialmente sobreiros e azinheiras. A CML apoia a iniciativa, através da disponibilização e preparação do terreno, e também fornecendo apoio logístico e técnico no dia da plantação. As árvores serão oferecidas pela CML.

Cada participante poderá plantar uma ou mais árvores. Idealmente em média pretende-se que cada pessoa plante 3 árvores de forma a atingirmos as 1000 árvores com cerca de 300 participantes.


Esta inovadora iniciativa está a ser encarada como projecto piloto. Se funcionar bem poderá ser replicado noutra escala. Os participantes nesta iniciativa serão portanto os pioneiros.

FOTO: Sobreiro na zona de Mafra

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CML aprova modelo urbano para o Parque Mayer e Jardim Botânico

«A Câmara de Lisboa aprovou ontem, com os votos contra do movimento Lisboa com Carmona e do PSD, "o modelo urbano desenvolvido no âmbito da elaboração do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente". Vários vereadores, incluindo do PS, questionaram a viabilidade da construção do auditório com dois mil lugares previsto no plano, mas António Costa garantiu que há "mais do que uma entidade" interessada no investimento.

Na prática, a aprovação da proposta significa, como explicou o vereador Manuel Salgado, que o instrumento de planeamento desenvolvido pelo gabinete Aires Mateus & Associados será agora enviado para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, para que esta proceda à audição das entidades competentes e elabore um parecer. A constituição de direitos para os proprietários dos terrenos, frisou o vice-presidente da autarquia, só ocorrerá numa fase posterior do processo, quando o plano for aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa e publicado em Diário da República.

A explicação destinava-se aos eleitos pelo PSD, que no início da reunião camarária tinham ameaçado abandonar a sala por se dizerem "indisponíveis para participar na discussão e na votação de elementos de planeamento numa câmara que está a um mês de eleições". "Não achamos ético nem sequer sério", acusou a vereadora Margarida Saavedra, afirmando que a aprovação de algumas das propostas seria "meramente campanha eleitoral" porque, em seu entender, teriam que voltar a ser votadas pelo próximo executivo antes de irem à assembleia municipal. A ameaça do PSD, que foi apelidada de eleitoralista e muito criticada por todas as outras forças políticas, acabou por não se concretizar. Quanto ao facto de a titularidade do Parque Mayer estar a ser discutida em tribunal, também levantada por Margarida Saavedra, António Costa explicou que a sua opção foi fazer aquilo que podia enquanto não havia uma decisão judicial.

"Elaborar o plano de pormenor é uma competência municipal em qualquer parte da cidade", disse o presidente, acrescentando que a definição dos usos e edificabilidades dará à autarquia "uma base sólida e indiscutível para calcular o valor" do Parque Mayer se um dia decidir avançar com a expropriação do terreno ou com a sua aquisição.

A construção prevista de um auditório com dois mil lugares foi questionada por vários vereadores (incluindo os eleitos pelo PS Cardoso da Silva e Manuel Salgado), que lembraram a existência de equipamentos culturais próximos, como o São Jorge, o Tivoli e outros na Rua das Portas de Santo Antão e na Praça da Alegria. Carmona Rodrigues frisou aliás que a oportunidade deste investimento foi questionada pelos próprios serviços camarários.

Vários interessados
António Costa respondeu que "mais do que uma entidade demonstrou interesse e vontade em construir e explorar um equipamento com esta dimensão", admitindo no entanto que "ninguém pode garantir que essas intenções no momento certo se concretizem". O presidente afirmou que o equipamento não será construído com verbas municipais, defendendo ainda que se trata apenas de uma possibilidade, já que o plano de pormenor vive sem o auditório.

Na reunião de ontem, o vereador Ruben de Carvalho distribuiu um parecer dos serviços jurídicos da autarquia, no qual se conclui que, com a anunciada construção de uma subestação eléctrica em Monsanto "o Governo e a REN [Redes Energéticas Nacionais] violam clara e ostensivamente" a Lei de Bases da Política Florestal. No documento diz-se ainda que a obra "está obrigatoriamente sujeita" a avaliação de impacte ambiental, acrescentando-se que "continua a não ser claro" se tal aconteceu, "tudo parecendo apontar para que não o tenha sido". Apesar disso, os serviços jurídicos concluíram que a Câmara de Lisboa não tem bases para avançar com uma providência cautelar para travar a subestação eléctrica porque os serviços camarários ouvidos, incluindo a Divisão de Matas, "pronunciaram-se favoravelmente", pelo que "não é possível provar em juízo que a construção irá causar lesão ao Parque Florestal de Monsanto". No parecer recomenda-se assim que ao executivo camarário "desencadeie junto do Governo as medidas de carácter administrativo que entender necessárias para impedir que se construa a subestação".» In Público 10/9/2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Biologia no Verão 2009

Sexta-feira, 4 Setembro, 17h00 no Jardim Botânico:

"Para além do nome das plantas: o papel de um Jardim Botânico no ecossistema urbano"

Sábado, 5 Setembro, 10h00-13h00 Jardim Botânico:

"A vegetação do Parque Florestal de Monsanto: funcionamento ecológico"

Sábado, 5 Setembro, 16h30-18h30 na Praia do Abano:

"As crostas biológicas do solo e sua importância na paisagem"

Mais informações: http://www.cienciaviva.com/

FOTO: Praia do Abano (2006) por Joel Santos

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Plataforma por Monsanto foi distinguida com Menção Honrosa

A Plataforma por Monsanto foi distinguida, com uma Menção Honrosa, no Prémio Nacional de Ambiente atribuído anualmente, desde 1999, pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente.

A Plataforma , cujo objectivo principal é a defesa do Parque Florestal de Monsanto em Lisboa, foi distinguida " pela forma persistente e continuada na defesa do Parque Florestal de Monsanto, nos últimos anos, no âmbito da defesa dos interesses dos cidadãos e do meio ambiente."

«O Parque Florestal de Monsanto é uma estrutura fundamental para toda a área metropolitana de Lisboa. É essencial para a qualidade de vida da nossa cidade e para o nosso futuro. Cada um de nós tem o direito dele usufruir mas também o dever de o defender e ajudar a preservar.» in http://arvoresaopoder.blogspot.com/

Os nossos parabéns à Plataforma de Defesa do Parque Florestal de Monsanto!

FOTO: Casa de guarda florestal rodeada de jovens pinheiros mansos (c.1952). Imagem de Salvador de Almeida Fernandes, Arquivo Municipal de Lisboa.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Guia conta a história dos geomonumentos e desvenda os jardins escondidos de Lisboa

«No livro da autarquia, as principais espécies arbóreas surgem assinaladas no mapa de cada espaço verde

A Câmara de Lisboa vai lançar amanhã um Guia dos Parques, Jardins e Geomonumentos, que, além de apresentar mapas e informações úteis sobre 51 espaços da cidade, localiza mais de 120 espécies de plantas e propõe quatro percursos pedestres no "imenso" Parque Florestal de Monsanto e na "por vezes esquecida" Tapada da Ajuda.

O livro, com uma tiragem de quatro mil exemplares, vai estar à venda na Fnac a partir de amanhã e na Livraria Municipal a partir de segunda-feira, por 15 euros. Segundo o vereador do Ambiente e Espaços Verdes, está a ser produzida uma versão em inglês do guia, que tem quase 400 páginas e identifica "todos" os jardins de Lisboa, embora alguns deles apenas com uma fotografia e a morada.

Dividindo a cidade em cinco zonas - Ocidental, Ribeirinha, Norte, Central e Oriental -, o livro apresenta com algum detalhe e várias fotografias 51 parques, jardins e geomonumentos, incluindo a sua história e informações úteis, como o horário de funcionamento, o acesso a pessoas com mobilidade reduzida, a existência de equipamentos como parques infantis, cafés, restaurantes, esplanadas e parques de merendas, a dinamização de actividades lúdicas e o acesso por transportes públicos. O coordenador editorial considera na introdução do guia que este "é um convite a uma viagem ao rico património de parques e jardins de Lisboa", dando por exemplo a conhecer "notáveis árvores de espécies oriundas de todos os continentes". Para quem quiser ver de perto esses exemplares, alguns dos quais David Travassos sublinha serem "autênticos monumentos vivos", o livro indica num mapa a sua localização exacta. O coordenador acrescenta que o guia "é também uma viagem pela história de Portugal e de Lisboa", apresentando parques e jardins de diferentes tipologias e épocas, além de proporcionar "um encontro com inúmeros monumentos da cidade".

Já o vereador Sá Fernandes destaca que esta publicação, destinada a quem vive em Lisboa e a quem a visita, desvenda "jardins que ninguém conhece, como o Jardim do Seminário da Luz e a Tapada das Necessidades" e mostra a "história bestial" por trás de seis geomonumentos, provando que são mais do que "uma parede". Amanhã, por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, a Câmara de Lisboa vai também assinar um protocolo com a Valorsul com vista à arborização da encosta do Casal Ventoso.» In Público

FOTO: Jardim Botânico da Ajuda

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

CML anuncia hortas citadinas e novos jardins para uma capital mais verde

in http://www.rtp.pt/

Passear a pé pela Avenida Duque de Ávila, cultivar uma horta urbana ou desfrutar de dez novos parques de Lisboa serão realidades possíveis até 2011, a concretizarem-se as expectativas do vereador Sá Fernandes que promete transformar a capital numa cidade verde."Lisboa tem todas as possibilidades de ser uma cidade verde, mas não é neste momento", afirmou o vereador com o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes, em entrevista à Agência Lusa.

Nos próximos anos, o autarca espera desenvolver a estrutura verde da cidade, criando corredores que vão ligar os vários parques da cidade, incluindo dez novos espaços: Quinta da Granja de Baixo (Benfica), Parque Periférico (Monsanto-Paço do Lumiar), Ameixoeira, Vale Fundão e Quinta das Flores (Marvila), Parque Hortícola de Chelas, Vale de Santo António (Penha de França), Museu da Água (Santa Apolónia), Jardim Mahatma Ghandi (Lumiar) e Casal Vistoso (Areeiro). No total serão mais 103 hectares verdes.

O investimento vai ser faseado - dois milhões de euros até 2009, mais 2,1 no ano seguinte e 2,5 em 2001 - mas as obras devem avançar em breve. "Para o ano será fácil ir a pé ou de bicicleta de Monsanto ao Palácio da Justiça, de Telheiras ao Campo Grande e à Avenida Gago Coutinho ou do Cais do Sodré a Belém. São coisas inacessíveis hoje", exemplificou José Sá Fernandes.

O projecto da Câmara não passa só pela criação de novas áreas, mas também pela revitalização das já existentes. "Hoje em dia, ninguém passeia no Vale Fundão. A Quinta das Flores é um viveiro abandonado, com três pessoas a trabalhar, que se pode transformar num parque extraordinário e situa-se numa zona carente deste tipo de espaços". A instalação de equipamentos, como casas de banho e esplanadas, é uma prioridade para o próximo ano. "Estas infra-estruturas podem trazer mais frequentadores para os jardins, aumentando a segurança. Por outro lado, as ligações através de pistas cicláveis vão permitir também distribuir a carga de uns jardins para os outros. E queremos que os concessionários garantam alguma vigilância", sublinhou o advogado. Parte do investimento de um milhão de euros que se destina a melhorar estas áreas será recuperado através destas concessões.

Outro "exemplo flagrante da mudança" será poder ir a pé de Monsanto até ao Instituto Superior Técnico, atravessando a Avenida Duque de Ávila "que, durante décadas, só teve carros e vai ser parcialmente pedonalizada e dotada de esplanadas".

Sá Fernandes quer também que os lisboetas tenham a possibilidade de cultivar uma horta e, até mesmo, de criar um pequeno negócio em torno dessa actividade. O primeiro parque hortícola, com 14 hectares, vai surgir em Chelas, "numa zona onde já existe alguma agricultura". A equipa de Sá Fernandes está a estudar a melhor forma de concretizar as infra-estruturas (distribuição de água, caminhos e mobiliário urbano) e a maneira como integrar as pessoas na produção de bens agrícolas. "A ideia é diferenciar os parques hortícolas: uns serão como o de Chelas, apostando na envolvência das pessoas em termos comunitários. Noutros, serão arrendados talhões. Queremos organizar locais onde já existem hortas, como a Quinta da Granja, Vale Fundão ou Carnide".

Para o vereador, os parques não servirão apenas para o lazer ou para a auto-suficiência. "Acreditamos que se pode desenvolver algum empreendedorismo e até criar uma marca para estes produtos que seriam escoados através de cadeias de supermercados interessadas em apoiar esta iniciativa", explicou.

Outra ideia, já em curso, é abrir alguns jardins privados ao público. As visitas estão a decorrer na Quinta da Granja de Cima, no Seminário da Luz e na Quinta do Frade, e poderão vir igualmente a ser feitas na Quinta da Buraca, do Bom Pastor e do Patriarcado, caso as negociações cheguem a bom termo.

Vários miradouros vão ser também alvo de intervenção. Torel, Santa Luzia, Botto Machado, Monte Agudo, Penha de França, Alto do Parque Eduardo VII e Senhora do Monte mostram-se com nova cara aos apreciadores das vistas panorâmicas no próximo ano.

FOTO: a surpreendente vista do Jardim do Torel...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

PDM vai contemplar "pulmão verde" nos terrenos do aeroporto

Lusa, 7 de Outubro de 2008

O vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, afirmou hoje que o novo Plano Director Municipal (PDM) vai contemplar a zona do aeroporto da Portela como futuro "pulmão verde" da cidade, depois da desactivação da infra-estrutura.

"O novo PDM vai prever o pulmão verde na zona do aeroporto", disse Manuel Salgado aos jornalistas, à margem da Assembleia Municipal de Lisboa, onde hoje está a ser discutido o "Estado da Cidade".

O presidente da Câmara, António Costa (PS), anunciou que o novo PDM de Lisboa será apresentado em Março do próximo ano.

"A revisão prevê o tal parque verde na zona do aeroporto, mas não na totalidade porque há zonas edificadas", como as dos actuais escritórios da TAP, acrescentou o vereador do Urbanismo.

O presidente da Câmara anunciou também a construção de um "grande interceptor entre Alfama e o Cais do Sodré que vai permitir finalmente que a totalidade do esgoto da cidade de Lisboa tenha tratamento". "Este mandato ficará também a ser o mandato em que o Tejo deixará de ser poluído pelo esgoto de Lisboa", declarou.

No caderno de balanço da actividade distribuído aos jornalistas e aos deputados municipais, é apontada a data de Janeiro de 2009 para o início das obras do interceptor de esgotos entre o Largo do Chafariz de Dentro e o Cais do Sodré e a sua conclusão prevista para Setembro do mesmo ano.

Na sua intervenção, António Costa destacou também o "aumento de 125 por no licenciamento de obras e 365 por cento das licenças de utilização emitidas" alcançados este mandato, com a concretização do programa de simplificação administrativa Simplis.

O autarca referiu igualmente o licenciamento de 11 unidades hoteleiras e a aprovação de projectos de arquitectura para mais seis hotéis.

Costa anunciou ainda para "breve" a assinatura de um protocolo com a Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Universidade Técnica e ISCTE para a transformação da capital numa "cidade Erasmus". O objectivo é aumentar em dois anos de dois mil para cinco mil o número de estudantes estrangeiros a estudarem em Lisboa ao abrigo daquele programa de intercâmbio.

Para isso, a autarquia quer promover o aumento de "mais duas mil camas" para estudantes e investigadores, com a construção e reabilitação de edifícios para residências universitárias.

NOTA: A LAJB aplaude a decisão de criar um «pulmão verde» nos terrenos do aeroporto da Portela. São boas notícias para Lisboa. A capital precisa de um «pulmão direito» uma vez que o Parque Florestal de Monsanto é actualmente o seu único pulmão. Aguardamos ansiosamente pela plantação da primeira árvore do futuro Parque Florestal da Portela.

FOTO: Marechal Carmona planta a primeira árvore no Parque Florestal de Monsanto em 1938. Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Plataforma por Monsanto preocupada com impactos negativos do Festival Deltatejo


«Plataforma por Monsanto manifesta preocupação pela realização do festival DELTATEJO no Parque Florestal de Monsanto em Lisboa.

O Parque Florestal de Monsanto é uma zona ecologicamente muito sensível e de grande importância para a cidade. É um local que oferece já uma quantidade muito razoável de actividades aos visitantes e é um espaço que deveria ser preservado e protegido. É um local público cada vez mais procurado para uma fruição livre e saudável pelos cidadãos.

Devido à sua beleza e centralidade está sujeito a grandes pressões de ocupação e tem sido ao longo dos tempos alvo de tentativas (algumas concretizadas) de construção e colocação de diversos equipamentos. As tentativas mais recentes foram, entre outras, a colocação no parque da feira popular e do hipódromo do campo grande ou a renovação do contrato com o Campo de tiro a chumbo. Felizmente, e devido à pressão de uma opinião publica cada vez mais atenta e da Plataforma por Monsanto estas pretensões não foram concretizadas.

As actividades realizadas em Monsanto devem reger-se pelo estrito respeito pela natureza e pelos ecossistemas existentes não devendo a CML permitir ou promover actividades causadoras de profundos impactos negativos na fauna e flora do parque e causando inconvenientes aos cidadãos que diariamente frequentam aquele espaço público. As actividades promovidas no parque devem ter em conta sempre a fragilidade e extremo interesse ecológico do local e não devem ser autorizadas actividades que de alguma forma o possam destruir ou fragilizar.

Dentro deste contexto é com enorme preocupação que a Plataforma por Monsanto vê a realização do Festival DELTATEJO neste parque florestal da cidade de Lisboa, ocupando o espaço público com actividades com objectivos puramente económicos, de grande envergadura, com todos os impactos negativos que daí advêm e pelo facto de este festival abrir o precedente para que outros, similares ou de ainda maior dimensão, aí possam vir a realizar-se.»

Lisboa, 11 de Junho de 2008

A Plataforma por Monsanto

FOTO: Pérgola e lago no Miradouro de Montes Claros. Parque Florestal de Monsanto, c.1950. Fotógrafo não identificado.

Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal