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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

"WORKSHOP" ADAPTAÇÕES CLIMÁTICAS LISBOA: 3 de Novembro de 2015 - 14:30

















Exmos. Senhores,   
Vimos por este meio apresentar o projeto ClimAdaPT.Local, na sua fase atual, bem como convidá-lo(a) para participar numworkshop de debate sobre a adaptação deste município às Alterações Climáticas.     
A Câmara Municipal de Lisboa é parceira do Projeto ClimAdaPT.Local, coordenado pela Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (MFEEE/EEA-Grants) e pelo Fundo Português de Carbono.     
O projeto, de acordo com a Estratégia Europeia de Adaptação às Alterações Climáticas (AC) e a Estratégia Nacional de Adaptação às AC, tem cinco grandes objetivos:  
1-Promoção e disponibilização do conhecimento local sobre AC;  
2-Criação de uma comunidade de agentes municipais sensibilizados para o tema e capacitados para utilizar ferramentas de apoio à decisão em adaptação;  
3-Redução de barreiras e constrangimentos ao envolvimento de agentes locais em processos de adaptação às AC;  
4-Integração da adaptação nos processos de planeamento e decisão dos agentes municipais e sectoriais; 
5-Definição de medidas de adaptação às AC a nível local.     
O ICS ULisboa - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, enquanto parceiro do projeto, ficou responsável pelo envolvimento dos atores-chave (sob a coordenação do Prof. João Ferrão e da Profª Luísa Schmidt). Nesse âmbito, tem vindo a colaborar com a autarquia na identificação de atores-chave locais, cujos contributos possam ser utilizados na elaboração de uma estratégia municipal especificamente dedicada à adaptação às AC.     
É nesse sentido que o(a) contactamos para o(a) convidar a participar num workshop dedicado à apresentação e debate das Opções de Adaptação do município. Nesta sessão serão também recolhidos contributos para a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC).     
As EMAAC constituirão um significativo avanço no processo de adaptação local às alterações climáticas, nas suas vertentes ambientais, sociais e económicas, tendo impacte nos sectores da Energia e Indústria, Biodiversidade, Agricultura e Florestas, Segurança de pessoas e bens, Ordenamento do território, Recursos hídricos, Saúde humana, Turismo e Zonas costeiras.     Assim, consideramos muito importante a sua participação.     
O workshop contará com a participação dos técnicos autárquicos responsáveis pela identificação das vulnerabilidades locais às Alterações Climáticas, bem como de decisores políticos da autarquia, para além de outras entidades parceiras do projeto, estando a sua moderação sob a responsabilidade da equipa ClimAdaPT.Local.     
Este evento realizar-se-á no dia 3 de Novembro de 2015, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, entre as 14h30 e as 19h30, e incluirá apresentações e mesas de debate. Será servido um lanche. 
Em breve será contactado(a) pela equipa do ICS-ULisboa via email (climadapt.local.workshops@ics.ulisboa.pt) ou telefone (21 780 47 97), para lhe fornecer os detalhes logísticos necessários.        
Agradecendo a sua disponibilidade para participar no workshop,     
Com os melhores cumprimentos,           
José Sá Fernandes

domingo, 16 de junho de 2013

EM FLORAÇÃO: METROSIDEROS EXCELSA


Uma Metrosiderus excelsa em floração no mês de Junho - consequência das alterações climáticas ou simples consequência da Primavera atípica deste ano?

sexta-feira, 25 de março de 2011

26 de Março, 20:30H: "Hora do Planeta"

No próximo sábado, 26 de Março, entre as 20h30 e as 21h30, cidadãos e empresas em todo o mundo apagarão as suas luzes durante uma hora, a "Hora do Planeta", para mostrar como unidos podemos fazer a diferença na luta contra alterações climáticas. O evento, simbólico, pretende estimular indivíduos, empresas e comunidades a tomarem medidas para reduzir as suas emissões de carbono numa base contínua e diária. Promovida pela WWF, a organização global de conservação, a "Hora do Planeta" é a maior iniciativa de luta mundial contra as alterações climáticas. Adere à Hora do Planeta da WWF!

Ano Internacional das Florestas - 2011


Foto: o nosso Jardim Botânico à noite...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ciclo de Palestras Jardins e Sociedade: Alterações Climáticas e Jardins Botânicos

O Ciclo de Palestras "Jardins e Sociedade" que prossegue no próximo sábado, dia 13 de Novembro de 2010, com a presença da Professora Maria João Alcoforado (Universidade de Lisboa, Instituto Geográfico e Ordenamento do Território), às 15 horas, na Quinta da Memória – Paços do Concelho, Odivelas:

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E JARDINS BOTÂNICOS

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Copenhaga: a conferência “depositária das esperanças da Humanidade”

A conferência climática de Copenhaga será a “depositária das esperanças da Humanidade” durante as duas próximas semanas, declarou esta manhã o primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen na abertura dos trabalhos, perante 1200 delegados vindos de 192 países.

"O mundo está a depositar as suas esperanças em vocês", disse Rasmussen, cujo país vai presidir a conferência até 18 de Dezembro, dirigindo-se aos delegados presentes na sala Tycho Brahe do Bella Center. Dela deverá sair um novo acordo mundial para combater o aquecimento global.

A cerimónia de abertura da conferência, com 45 minuros de atraso, começou com a projecção de um filme sobre os povos do mundo confrontados com as alterações climáticas, especialmente os "refugiados do clima".“As alterações climáticas não conhecem fronteiras. Nada discriminam. Afectam-nos a todos. E se hoje estamos aqui é porque estamos todos determinados em agir”, salientou. “Estou dolorosamente consciente de que vocês têm perspectivas diferentes sobre o âmbito e conteúdo deste acordo”, acrescentou, apelando a um consenso “justo, equilibrado, aceitável para todos”, mas também “eficaz e operacional”. “Este acordo que convidamos todos os dirigentes a assinar afectará todas as nossas sociedades em todos os seus aspectos”, notou. E, segundo Rasmussen, a missão "está ao nosso alcance". O chefe do Governo dinamarquês precisou ainda que 110 chefes de Estado e de Governo, incluindo o Presidente norte-americano Barack Obama, anunciaram já a sua presença em Copenhaga para o encerramento da conferência, a 17 e 18 de Dezembro. No encontro, estes líderes vão tentar chegar a acordo sobre as reduções das emissões de gases com efeito de estufa para os países desenvolvidos até 2020 e recolher financiamento para ajudar os mais pobres.

A presença de tantos líderes mundiais "reflecte uma mobilização sem precedentes da determinação política para combater as alterações climáticas. Representa uma enorme oportunidade. Uma oportunidade que o mundo não se pode dar ao luxo de perder", disse ainda o primeiro-ministro dinamarquês.

Mas "a responsabilidade maior continua a ser dos cidadãos do mundo que, se falharmos, serão aqueles a sentir as consequências fatais".
ONU lembra que o tempo das declarações já acabou
Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, apelou aos delegados de 192 países para se concentrarem "nas propostas práticas e sólidas, que permitam lançar uma acção rápida" contra as alterações climáticas. "Os países em desenvolvimento esperam, desesperadamente, uma acção concreta e imediata", contra as emissões de gases com efeito de estufa e para adaptar as suas nações ao novo cenário climático, lembrou.

De Boer leu o testemunho de Nyi Lay, uma criança asiática de seis anos, vítima de um ciclone devastador que causou a morte aos seus pais e irmão. "O tempo das declarações e de esgrimir posições já acabou: utilizem o trabalho já feito e transformem-no em actos", lançou.

À porta do edifício da conferência, activistas pediram aos delegados que iam chegando que escolhessem passar por um de dois portões: um verde onde se lia "Vote pela Terra" ou um vermelho "Aquecimento Global". Outros entregavam aos delegados panfletos sobre o aquecimento global.

O Protocolo de Quioto vincula os países industrializados a reduzir as suas emissões até 2012, a uma média de 5,2 por cento, em relação aos níveis de 1990. Mas mesmo os seus apoiantes reconhecem a insuficiência da meta para travar o aumento das temperaturas, especialmente se nos lembrarmos que os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo.

Desta vez, a ideia é envolver todos os grandes emissores, incluindo a China e a Índia, para evitar mais secas, desertificação, incêndios florestais, extinção de espécies e aumento do nível dos mares. O encontro vai testar até que ponto as nações em desenvolvimento vão insistir nas suas posições, nomeadamente a exigência de os países ricos reduzirem as emissões em, pelo menos, 40 por cento até 2020. Uma meta superior àquelas que estão em cima da mesa. in Público

FOTO: Rio Nam Xong no norte do Laos

terça-feira, 29 de setembro de 2009

«Wild side of the law»

It may sound far-fetched, but a powerful tool to combat climate change is giving nature legal rights

If societies express their values through the laws they make, one single legal change would completely transform our understanding of the ­relationship between nature and humankind: giving nature rights. And that change would be our best weapon in fighting climate change because it would give nature a voice on how we regulate the earth.

The idea of "wild law" has been around since the 1960s, when writers questioned whether trees should have standing. But now enacting those ideas is a matter of our survival on this planet.

Laws that recognise the world as a legal person with rights and remedies that can be enforced nationally and internationally would create a duty of care towards the environment. It is strange that we have a duty of care towards our "neighbour", but that in law nature is not considered our neighbour. If we value the natural world we need for life, we can prove it by giving it and its components – rivers, forests, species, habitats, ecosystems – sufficient standing in law to enable proceedings to be brought on their behalf. Our legal system already does this for "non-­persons" such as companies, charities, clubs and others.

Give the sea rights, and overfishing would not be a matter of quotas set by governments but of balancing the rights of fish and humans. If the atmosphere could be a legal entity, its representative would have a say in carbon trading. A river with a right to flow continually being harmed by damming would require the courts to intervene in deciding whether the human need is greater than that of the river to subsist. This is not as far fetched as it sounds. It is entirely consistent with the 1982 UN World Charter for Nature, ratified by more than 150 UN members but lacking enforcement mechanisms to give it real teeth. It is the logical outcome of its 2002 successor, the Earth Charter.

Practically, how do we do this? Our courts could expand the definition of who our neighbour is to include nature and thus create a legal duty of care toward the earth. At EU level we then pass a declaration of nature's rights, which would, like the declaration of human rights, be implemented by each of the member states in an Earth Rights Act like our Human Rights Act. This would be enforced by our national courts and influence the regulators' decision-making.

Internationally, we need to refocus what is contained in the World Charter for Nature, which sets out "human duties towards the earth", and create "earth rights". Any declaration needs to be coupled with giving enforcement powers to our international institutions, otherwise the declaration will create positive debate but not be effective.

Language is a powerful tool, and we want to stop talking about the planet as a "resource". There has to be a better understanding of how humans affect the planet – so teach people where their plastic water bottle ends up and where their food comes from. We can also redefine the "public interest" to include the interest of nature.

Some would argue granting rights is only part of the solution, but it will cause the shift in thinking we require to decarbonise our society. As Wangari Maathai, winner of the 2004 Nobel peace prize, said: "The need to forge a new and healthier relationship between the human race and the planet that sustains us could not be more urgent." Let's not be known as the "age of stupid" but as the age that walked on the wild side of the law and brought radical change to the way we think about law and about nature to stave off the perfect storm.

in The Guardian, 4 de Maio de 2009

FOTO: Baleal, Portugal

sábado, 19 de setembro de 2009

Threat to European biodiversity 'as serious as climate change'

The natural world across Europe is suffering a crisis as serious as the threat of climate change, Europe's environment chiefs are to warn this week.

A report from the European Environment Agency (EEA) to be published next month sounds the alarm that most species and habitats across the continent are in poor condition and the risk of extinction continues to rise.

New figures for the UK also show that even the most important and rare plants and animals are suffering: eight out of 10 habitats and half of species given the highest level of European protection are in an "unfavourable" condition.

Species at risk in the UK range from insects like the honeybee and swallowtail butterfly, to mammals and birds at the top of the food chain such as the otter and the golden eagle, said the Centre for Ecology & Hydrology (CEH).

The losses threaten to undermine vital ecosystem services like clean water and fertile soils, which underpin both quality of life and the economy, said Jacqueline McGlade, the EEA's executive director.

"Much of our economy in Europe relies on the fact we have natural resources underpinning everything," McGlade told the Guardian. The losses of wildlife and habitat are a threat to being able to live sustainably within the enviroment in the future, she said. "Some of the losses are irreversible."

McGlade will present findings from the agency report at a major conference next week called by the European environment commissioner Stavros Dimas. He is worried that the European commission has failed to meet a pledge to halt biodiversity loss by 2010, and recently warned "the loss of biodiversity is a global threat that is every bit as serious as climate change".

"The reasons that we are losing biodiversity are well known: destruction of habitats, pollution, over-exploitation, invasive species and, most recently, climate change," Dimas will tell the conference in Athens. "The compound effect of these forces is terrifying."

At another high-level conference in London on Wednesday, organised by the CEH, leaders from business, government, academics and NGOs will warn that ecosystems underpin human lifestyles from air, water and food to resources for industry.

Professor Lord May of Oxford, a former government chief scientific adviser and president of the Royal Society, said: "Our massive and unintended experiment on the planet's reaction to unsustainable levels of human impacts is approaching crisis point. The future is not yet beyond rescue, provided we take appropriate action with due urgency."

The EEA report says although there have been some conservation successes, including halting the decline of common songbirds, the "overall status and trends of most species and habitats give rise to concern".

Figures for the habitats and species awarded special protection under the EU habitats directive reveal that across 40 countries of Europe and the former Soviet Union, 50-85% of habitats and 40-70% of species were in an "unfavourable" condition, and many more could not be assessed because of a lack of information.

Across Europe, the biggest declines from 1990 to 2000 had been for bogs and fenland, heathland and coastal habitats. Woodland, forests and lakes had grown, but these increases were dwarfed by the biggest habitat expansion, which was "constructed, industrial, artificial habitats".

Populations of some European common birds stopped falling in the 1990s, but all groups of birds had fallen in numbers since 1980, and other species groups like butterflies, amphibians and pollinating insects had declined dramatically, said the report.

The report notes that habitats and species in the habitats directive were chosen because they were under threat, and so were harder to conserve.

"Ecosystems generally show a fair amount of resilience," it adds. "Beyond certain thresholds, however, ecosystems may collapse and transform into distinctly different states, potentially with considerable impacts on humans."

Reforms to be put to the conference in Athens include better management of protected areas, which now make up more than 17% of the European Union territory; targets for economic sectors, such as transport, to ensure they do not have a negative impact on the environment; and more work on putting a "value" on ecosystem services so conservationists can argue their case against developers, said McGlade.

"This is not about putting a price on everything, it's a value. This will transform the discussion because somebody can say 'you're eating away at our capital - grassland', or whatever the landscape or species is."

In a statement, Defra, the UK environment department, said the government fully supported strong international targets, but said many conservation schemes were working.

"For example, England's Sites of Special Scientific Interest are in better condition than ever at 88.4% in favourable or recovering condition compared with 57% in 2003," it added.

Globally, last year's annual "red list" of endangered species from the IUCN conservation organisation warned that the world's mammals face an extinction crisis, with almost one in four of 5,487 known species at risk of disappearing forever.

in The Guardian, 24 de Abril de 2009

FOTO: Ilha das Berlengas

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Líquenes e Musgos no Jardim Botânico

Dia 9, quarta-feira, das 10h00 às 13h00:

"Líquenes - um mundo a descobrir!"

Dia 10, quinta-feira, das 10h00 às 13h00:

"Será possível avaliar Alterações Climáticas com base em indicadores biológicos? Um exemplo com musgos no Jardim Botânico"

Dia 14, segunda-feira, das 9h30 às 13h00:

"As comunidades de musgos hepáticos no tronco das árvores do Jardim Botânico. Aspectos ecológicos e taxonómicos"

Mais informações: http://www.cienciaviva.com/

Foto: musgos no Jardim das Cebolas, Jardim Botânico

domingo, 26 de julho de 2009

Alfaces numa antiga caixa-forte de banco!

GARDEN CITY - TOKYO

Once the domain of rural backwaters, farming in Japan is undergoing an urban makeover. From sweet potatoes on skyscraper rooftops to rice fields in office basements, a growing number of urban farms are taking root in Tokyo.

Businesses are transforming empty spaces into green havens in a bid to reduce global warming while revitalising an ailing farming industry. Long working hours, the recession and food safety concerns following a string of scandals further boost the appeal of urban farming.

Meanwhile, Tokyo governor Shintaro Ishihara is encouraging companies across the capital to introduce plant and vegetable gardens on top of skyscrapers in a effort to reduce overheating in the capital city. In the financial district, Otemachi, six urban farmers toil among potatoes and pumpkins in a futuristic basement space operated by the human resources company Pasona (pictured). this urban farm - which used to be the vault of a major bank - is maintained using computer-controled artificial light and temperature management.

«Our mission is 'to solve society's problems'," says a spokeswoman. «The farming population is declining in Japan. Our goal is to create job opportunities in the agriculture section." The company's workers eat the produce.

in MONOCLE, Fevereiro 2009

FOTO: Alfaces a crescer numa antiga caixa-forte de banco em Tóquio!

domingo, 12 de abril de 2009

«Solar cooker wins climate contest»

«A solar-powered cardboard cooker will on Thursday be announced the winner of a $75,000 competition to tackle climate change.

The Kyoto Box uses the sun’s rays to cook food and boil water. It is targeted at the 3bn people who currently use firewood. The box costs just $5 (£3.40) to make and will be given away free.

Jon Bøhmer, the cooker’s inventor, said: “It’s a great feeling. The prize is just what’s needed to get this project off the ground. There’s only so much I can do on my own.” The FT Climate Change Challenge sought to find and publicise the most innovative and scalable solution to the effects of climate change.

Sponsored by Hewlett Packard, the technology company, the competition was organised by Forum for the Future, a sustainable development charity, and the Financial Times. Sir Richard Branson and Dr Rajendra Pachauri, a Nobel prize winner, were among the judges, who chose the winner in conjunction with a public vote.

That public support helped the Kyoto Box beat nearly 300 entries to win the competition. The cooker consists of two cardboard boxes, one inside the other, with a clear acrylic cover on top that lets in and traps heat from the sun, and acts as a hob. Black paint, foil and insulation work together to raise the temperature high enough to boil water. The box is appealing because of its sheer simplicity. “There are too few people looking at simple research,” said Mr Bøhmer. “We need the basic stuff too.” The box is so easy to make that it can be produced in existing cardboard factories. A more robust version has been developed in corrugated plastic, which costs the same and is ready for testing across 10 countries.

By replacing firewood, the cooker could save up to two tonnes of carbon emissions per family per year. Mr Bøhmer hopes the box will be eligible for carbon credits, hence the name Kyoto box, making a yearly profit of €20-€30 (£18-£27) per stove, which would enable further expansion and easily cover the cost of replacing the cooker after five years.

The stove also aims to save lives: it can boil 10 litres of water in two hours, destroying the germs that kill millions of children each year.» in Financial Times, 8-4-2009

sábado, 13 de dezembro de 2008

Portugal entre os seis piores gestores da água

Cada português gasta em média 2,26 milhões de litros de água por ano. Um resultado muito mais elevado do que a média mundial – 1,24 milhões de litros anuais por pessoa – e que coloca Portugal no sexto lugar dos que pior gestão fazem deste recurso vital.

A pegada da água foi um índice novo introduzido neste relatório e que alerta para a forma insustentável como se consome água. Os países mediterrâneos são os que ocupam os primeiros lugares da tabela e aqueles em que os problemas de escassez se colocarão com maior gravidade.

Na origem do consumo desmesurado de água pelos portugueses está a agricultura de regadio, altamente utilizadora de água, e a degradação das infra-estruturas de rega que permitem grandes perdas, considera Luís Silva, da WWF Portugal. Por isso, é urgente alterar os padrões de consumo agrícola, ainda mais tendo em conta que a falta de água será agravada, no futuro, pelas alterações climáticas.

Outro resultado interessante desta análise é a contabilização, para a pegada nacional de cada país, da quantidade de água consumida na produção de produtos importados. Ou seja, contabiliza-se a água consumida internamente mas também a gasta nos países de origem dos quais importamos produtos. Em Portugal este consumo reparte-se em 50% para cada tipo.

O relatório da pegada da água mostra ainda que 50% países estão a enfrentar uma situação de stress hídrico moderado ou elevado e que o número de pessoas afectadas pela escassez tenderá a aumentar devido às mudanças climáticas.
in DN, 29-10-2008

FOTO: Lisboa, Cais das Colunas. Tejo continua a receber esgotos sem tratamento.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Reduzir gases com efeitos de estufa pode poupar 26 milhões de euros à UE

in Lusa, 2 de Outubro de 2008

Reduzir 30 por cento dos gases com efeitos de estufa pode poupar até 26 mil milhões de euros à UE

A Europa poderia poupar até 26 mil milhões de euros por ano a partir de 2020 se reduzisse a emissão de gases com efeito de estufa em 30 por cento, segundo um estudo de três associações ambientais.

Apoiado pelas organizações Aliança Saúde e Ambiente (HEAL, sigla em inglês), Rede de Acção Climática (CAN, sigla em Inglês) e Fundo Mundial para a Natureza europeia (WWF Europe, sigla em inglês) o estudo pretende demonstrar aos deputados europeus a importância desta dos benefícios para a saúde de uma politica europeia forte relativamente às alterações climáticas. As organizações pretendem que os deputados europeus passem a apoiar uma redução da 30 por cento na emissão de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020, em comparação com o actual objectivo de 20 por cento.

Os valores calculados com base na redução da perda de vida e de saúde devido à poluição atmosférica apontam para reduções entre seis e 26 mil milhões de euros em gastos na área da Saúde nos países da União Europeia, uma redução de 105 mil anos de vida perdidos, menos 5.300 casos de bronquite crónica e menos 2.800 admissões nos hospitais, em comparação com o objectivo actual de reduzir em 20 por cento.

O estudo afirma ainda que esta revisão do objectivo poderia ainda poupar vários milhões de dias de trabalho perdidos devido a problemas respiratórios.

São ainda apontados benefícios para o meio ambiente, não quantificados no estudo, como na preservação das florestas e do meio ambiente, dos cursos de água e da biodiversidade, que poderão também eles indirectamente influir nos custos económicos relacionados com a poluição. Os métodos utilizados para calcular estes resultados foram desenvolvidos pelo programa para o Ar Limpo para a Europa, da directoria-geral para o Ambiente da Comissão Europeia e foram analisados por várias organizações, como a Organização Mundial de Saúde.

FOTO: Jardim Botânico, junto do Jardim das Cebolas

domingo, 28 de setembro de 2008

Verão pode durar seis meses daqui a 50 anos

in Expresso, 28 de Setembro de 2008

Especialistas analisam mudanças climáticas

A tradição já não é o que era. Em Portugal, o calor está a chegar antes e permanece depois da estação acabar. Mas as boas novas para os veraneantes constituem um perigo para as economias e para a saúde pública.

Os amantes do bom tempo vão bater palmas, mas as consequências não são de aplaudir. A Primavera em Portugal já tem mais dez dias e o Verão prepara-se para durar cinco ou seis meses daqui por 50 anos.

O período legal de época balnear, que começa a 1 de Junho e termina terça-feira, pode ser forçado a uma revisão por causa do aumento da temperatura e da diminuição da chuva, que atraem cada vez mais banhistas à costa portuguesa fora das épocas tradicionais.

"Com o aumento da temperatura média, o que nós chamamos o tempo de Verão vai prolongar-se. Daqui a 50 anos, em vez de dois ou três meses de Verão, vamos ter cinco ou seis", afirma o especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos, em declarações à Lusa.

Em Portugal, o calor está a chegar antes do Verão e permanece depois da estação acabar: "A temperatura de conforto para ir à praia, que é de 21 ou 22 graus, está a registar-se em mais dias do ano", diz o coordenador científico dos centros de investigação do Instituto de Meteorologia, Pedro Viterbo.

As estatísticas dos últimos 20 anos indicam que o aumento de temperatura é da ordem dos 0,47 graus por década e que a temperatura máxima tem subido durante o Verão (21 de Junho a 21 de Setembro).

Recuando até 1931, verifica-se que os seis anos mais quentes até 2000 ocorreram nos últimos 12 anos do século XX, sendo 1997 o que registou mais calor.

A subida dos termómetros chega assim cada vez mais cedo. Começa a ser em Maio, e já não em Junho, que os veraneantes visitam a praia pela primeira vez no ano.

"Como a variação entre Maio e Junho é de um grau a um grau e meio, pode dizer-se que a temperatura de conforto para ir à praia está a ser antecipada", explica o investigador do Instituto de Meteorologia.

Também na chuva se registam alterações, que os investigadores estimam agravar-se nas próximas décadas, prevendo-se que se concentre mais no Inverno e deixe de ser tão distribuída ao longo do ano.

É com base nas alterações de precipitação e temperatura, também características de cada estação do ano, que Pedro Viterbo revela que nem na meteorologia a tradição é o que era.

"A transição do Inverno para a Primavera [a 21 Março] tem acontecido mais cedo, cerca de dez dias a meio mês", afirma o investigador de meteorologia. Portugal tem registado uma quebra nos níveis de precipitação da ordem dos 80 milímetros por ano e é sobretudo em Março que a diminuição tem sido mais notada.

"Uma das diferenças entre o Inverno e a Primavera é precisamente a precipitação. O final do Inverno tem registado menos chuva, logo pode dizer-se que há uma antecipação da Primavera em uma ou duas semanas", explica Pedro Viterbo.

Esta alteração das estações do ano é apenas meteorológica, pois o que as caracteriza é a duração dos dias e noites, que aumentam ou diminuem ao longo do ano consoante a inclinação do eixo da Terra face ao Sol.

A mudança do clima verifica-se em todo o mundo, estando os cientistas convictos de que é uma consequência da acção poluidora do Homem, nomeadamente no sector dos transportes.

As últimas previsões da comunidade científica apontam para um aumento da temperatura entre os 1,9 e 4,6 graus nas próximas décadas, uma maior frequência das ondas de calor e uma subida do nível do mar agravada pelo derretimento de gelo do Pólo Norte.

Os governos começam agora a estudar estratégias de adaptação às alterações climáticas, reconhecendo que as boas novas para os veraneantes constituem um perigo para as economias e para a saúde pública.

FOTO: Montado de Quercus suber (Sobreiro) no Alentejo.