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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CONVITE: 19 Janeiro, 15:00, cerimónia de plantação de árvores no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta

Na próxima 5ª feira, dia 19 de Janeiro de 2017 às 15:00, terá lugar a cerimónia de plantação das Árvores Nº 21, Nº 22 e Nº 23 do Projecto «100 Anos 100 Árvores» no jardim do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta.
 
As tropas do CEP (Corpo Expedicionário Português) começaram a embarcar para França em 19 de Janeiro de 1917, exactamente há 1 século. Os quatro navios iniciais partiram nos dias 30 e 31 de Janeiro dos cais de Alcântara e Santa Apolónia, tendo os primeiros chegado a Brest no dia 2 de Fevereiro de 1917.
 
Na data do centenário da partida dos primeiros soldados portugueses para França iremos plantar 3 exemplares de Carvalho Cerquinho – Quercus faginea broteroi  – com a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Dra. Catarina Vaz Pinto, e a equipa do Palácio Pimenta.
 
Esta plantação é patrocinada pelos Viveiros SIGMETUM que generosamente ofereceu as árvores.


Organização: Projecto 100 Anos 100 Árvores - Centenário da Grande Guerra e Museu de Lisboa - Palácio Pimenta
Imagem: Imagem: Busto no Jardim do Palácio Pimenta. Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico (Vasco Gouveia de Figueiredo)

domingo, 20 de novembro de 2016

Visita ao futuro Jardim Caracol da Penha III









Este pulmão verde nas freguesias de Arroios e Penha de França tem de abrir as portas para todos os cidadãos. Lisboa não pode perder este espaço verde com cerca de 10000 m2 numa área urbana com poucos espaços verdes! Vote no Projecto 180 do Orçamento Participativo da CML - envie um SMS para o número 4310 apenas com o texto: 180. Hoje, domingo dia 20 de Novembro, é o último dia para votar!

sábado, 19 de novembro de 2016

Visita ao futuro Jardim do Caracol da Penha II



 
No final da nossa visita tivemos uma bela surpresa, uma comovente dádiva da Natureza: meio escondida pela vegetação cerrada encontrámos uma bananeira com os seus frutos maduros! Todos os participantes da visita tiveram o raro privilégio de comer bananas de Lisboa, ali mesmo, em pleno centro da capital, no futuro Jardim do Caracol da Penha! Ajude a preservar este pulmão verde de Lisboa. Vote no Projecto 180 do Orçamento Participativo da CML - envie um SMS para o número 4310 apenas com o texto: 180. Amanhã, domingo dia 20 de Novembro, é o último dia de votação.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sábado 19 de Novembro: Uma visita à procura do Jardim do Caracol da Penha

Estimada/o associada/o

A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico tem a honra de informar que irá realizar uma visita guiada ao espaço do Caracol da Penha.

"Uma visita à procura do Jardim do Caracol da Penha", guiada por Rita Cruz do "Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha", sábado dia 19 de Novembro às 14:30.

Uma pesquisa do Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha apurou que Arroios e Penha de França estão entre as cinco freguesias de Lisboa com menos espaços verdes: são menos de 1 metro quadrado de jardim por habitante. Ver aqui a página do Movimento: http://www.caracoldapenha.info/
A LAJB é uma das organizações que apoia este Movimento: http://www.caracoldapenha.info/a-cidade-apoia
Visita da LAJB ao CARACOL DA PENHA:

Data:  19 de Novembro às 14:30 ( Sábado )

Guia da Visita: Rita Cruz

Ponto de encontro: entrada da Rua marques da Silva, 79 (portão da Escola Selecta) junto  da Av. Almirante Reis

Inscrições: amigosdobotanico@gmail.com

Número de participantes: 25 pessoas

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

OP: POR UM JARDIM NO CARACOL DA PENHA!

















A votação para o Orçamento Participativo de Lisboa já começou e decorre até 20 de Novembro. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa apoia a proposta nº 180 para a criação de um novo jardim no Caracol da Penha, em terrenos municipais. É muito fácil votar, não deixe de participar na concretização deste sonho! Agradecemos a divulgação! Precisamos de todos os votos possíveis! Lisboa vai ter mais um jardim público!
 

terça-feira, 12 de abril de 2016

Visita Guiada: Estufa Fria - 16 de Abril - 10:00

















Visita Guiada à Estufa Fria de Lisboa para associados da LAJB

Dia 16 de Abril - sábado - às 10:00

Número máximo de participantes: 20

Inscrição obrigatória para: amigosdobotanico@gmail.com

Ponto de Encontro: Entrada principal da Estufa Fria

Localização: Parque Eduardo VII

Organização: Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa e CML

A Estufa Fria de Lisboa é um dos mais importantes espaços verdes existentes na cidade. Autêntico museu vivo, constitui um dos ex libris de Lisboa, sendo um dos locais mais visitados por alunos e turistas. Inicialmente pensada como um abrigo para plantas, a Estufa Fria de Lisboa é um dos espaços verdes mais aprazíveis da capital, onde se pode desfrutar de agradáveis momentos por entre lagos, cascatas, regatos, obras de estatuária, e centenas de espécies de plantas diferentes oriundas de todo o mundo, que transmitem aos seus visitantes uma paz de espírito de excelência. Gerida pela Câmara Municipal de Lisboa, é constituída por três áreas: Estufa Fria, Estufa Quente e Estufa Doce.
http://estufafria.cm-lisboa.pt/

Foto: Estúdio Mário Novais, c.1952 - Arquivo Fotográfico Municipal

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

APAP: 40 ANOS, 40 ÁRVORES!

















Caro Sócios e amigos,   

A APAP celebra este ano 40 anos e a abertura oficial do ano comemorativo terá lugar no próximo dia 27 de Fevereiro, Sábado, às 10h30 da manhã. A cerimónia pública consiste na plantação, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, de 40 árvores e arbustos junto à ponte “Gonçalo Ribeiro Telles”, no corredor verde de Monsanto, em Lisboa.   

Segue em anexo o convite geral da cerimónia e esperamos poder contar com a sua presença.   

Será servido um porto de honra aos sócios e amigos que queiram estar presentes. A todos os participantes será ainda oferecida uma das publicações da APAP.   

Agradecemos a confirmação da V. disponibilidade até ao dia 19 de Fevereiro.   

Acompanhe o programa das comemorações em

http://apapeventos.wix.com/40anos.   

Com amizade,     

A Direcção     

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS ARQUITECTOS PAISAGISTAS  PORTUGUESE ASSOCIATION OF LANDSCAPE ARCHITECTS 

Calçada Marquês de Abrantes nº 45, 2º Dto | 1200-718 Lisboa 
apoio.tecnico@apap.pt | www.apap.pt

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

CONVITE: 1 de Fevereiro às 11:30h plantação de 2 árvores no Cemitério do Alto de São João


CONVITE: Na próxima 2ª feira dia 1 de Fevereiro às 11:30h terá lugar uma cerimónia de plantação de 2 árvores no Cemitério do Alto de São João no âmbito do Projecto 100 ANOS 100 ÁRVORES - CENTENÁRIO DA GRANDE GUERRA. O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina, e o Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues irão plantar as árvores Nº 6 e Nº 7 em duas novas caldeiras abertas na entrada do Portão dos Combatentes. Gostariamos de contar com a vossa presença.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

«Regulamento para árvores de Lisboa vai ser aprovado, mas com fortes críticas»

















Depois de um ano cheio de polémicas, surge a esperança de que, a partir de agora, as coisas serão diferentes. O corte, a poda e os tratamentos das árvores da capital portuguesa, que recentemente ficaram sob a alçada das juntas de freguesia, estarão sujeitos a novas regras. Mas há quem ache que elas não serão ainda suficientes e, em alguns aspectos, pecam por falta de clareza. O que se poderá revelar contraproducente relativamente à tentativa de estabelecer uma actuação uniforme na forma de lidar com as árvores da cidade. [...]  
Às juntas de freguesia – cuja actuação tem sido, ao longo de 2015, muito contestada pelos frequentes abates e podas substanciais realizadas um pouco por toda a cidade – fica vetada, porém, a capacidade de decidirem sozinhas sobre o corte de exemplares para os substituir. Num dos pontos do artigo relativo ao “plano para substituição do arvoredo” (19º), é mesmo referido que “o plano de substituição de arvoredo é aprovado pelo presidente da CML ou pelo responsável com competência delegada”. Depois de apresentado à câmara, esta tem um prazo de 15 dias para se pronunciar sobre o mesmo. Mas todas as outras intervenções estarão sujeitas ao arbítrio dos serviços das juntas.  
E isso está a deixar preocupados os membros da Plataforma em Defesa das Árvores, que agrega diversos indivíduos e associações em torno de um mesmo propósito. “Algumas das nossas sugestões, que consideramos importantes, não foram consideradas, sobretudo no que se refere à falta da apresentação de um plano de intervenções a realizar pelas juntas”, critica Rosa Casimiro, porta-voz da plataforma, lamentando a inexistência de “regras claras” sobre que tipo de tratamentos e podas as juntas podem ou não fazer sem informar os serviços técnicos da CML. “Isso era essencial”, considera.  
Em todo o caso, diz este elemento do colectivo de cidadania, o aparecimento do regulamento – sobre o qual a câmara terá recebido uma dúzia de sugestões durante a consulta pública – é algo a celebrar. Mas isso não garante nada, se não se fizer um acompanhamento e fiscalização sérios da aplicação do mesmo. Rosa Casimiro diz-se apreensiva. “Em reuniões que tivemos na Assembleia Municipal de Lisboa, alguns presidentes de juntas disseram-nos que não estavam dispostos a cumprir com todas as regras do regulamento”, revela a activista, mostrando cepticismo sobre a capacidade de fiscalização da câmara face à actuação das juntas.  
Apesar das dúvidas, Rosa Casimiro saúda o aparecimento do regulamento, que ainda terá de ser apreciado pela assembleia municipal. E dá como um bom exemplo do que vai mudar o facto de, a partir de agora, ser obrigatório para a CML indicar um local para a recolha da madeira resultante dos cortes e podas nas árvores. “Isso é muito positivo. Tenho visto coisas inacreditáveis, com pessoas a levarem a lenha para casa”, diz a responsável da Plataforma em Defesa das Árvores, para quem “é imprescindível que o regulamento seja respeitado, caso contrário não haverá uniformidade na abordagem à macha arbórea da cidade”.» 
In O Corvo (15.12.2015) Por Samuel Alemâo

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

“Os Verdes” querem saber para quando está prevista a realização do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico

“Os Verdes” querem saber para quando está prevista a realização do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico 

O Jardim Botânico de Lisboa foi declarado Monumento Nacional pelo Decreto 18/2010, de 28 de Dezembro, o que obriga, nos termos do artigo 53º da Lei de Bases do Património Cultural, ao estabelecimento de um plano de pormenor de salvaguarda para a área a proteger, no qual se estabelecem as orientações estratégicas de actuação necessárias à sua preservação e valorização.  
Por outro lado, o Município de Lisboa e a Universidade de Lisboa celebraram um protocolo, em 14 de Junho de 2012, no âmbito do qual a Câmara Municipal de Lisboa comprometia-se a promover junto dos órgãos municipais competentes a aprovação de um subsídio anual consagrado à manutenção, valorização e funcionamento do Jardim Botânico de Lisboa.  
Desta forma, o Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes», através deste requerimento, pretende saber para quando a CML prevê a apresentação dos termos de referência referentes ao Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa, bem como a apresentação de uma proposta pela autarquia que consagre a atribuição de um subsídio anual destinado à sua manutenção, valorização e funcionamento.   

REQUERIMENTO  
O Jardim Botânico de Lisboa foi declarado Monumento Nacional pelo Decreto 18/2010, de 28 de Dezembro, o que obriga, nos termos do artigo 53º da Lei de Bases do Património Cultural, ao estabelecimento de um plano de pormenor de salvaguarda para a área a proteger, no qual se estabelecem as orientações estratégicas de actuação necessárias à sua preservação e valorização;  
Considerando que foi celebrado um protocolo, em 14 de Junho de 2012, entre o Município de Lisboa e a Universidade de Lisboa, no âmbito do qual a Câmara Municipal de Lisboa se comprometia a promover junto dos órgãos municipais competentes a aprovação de um subsídio anual consagrado à manutenção, valorização e funcionamento do Jardim Botânico de Lisboa;  
Considerando ainda que o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, com o seu notável conjunto de espécies botânicas, representa um património de inegável interesse do ponto de vista histórico, cultural, científico e paisagístico, que urge reabilitar e recuperar para usufruto da Humanidade;  
Considerando que, em 2013, «Os Verdes» questionaram o executivo sobre esta matéria e, uma vez, que não se sabe os termos de referência referentes ao Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa e o valor do subsídio anual da CML consagrado à sua manutenção, valorização e funcionamento.  
Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:  

1 – Quais as diligências levadas a cabo pela Direcção Municipal de Planeamento, Reabilitação e Gestão Urbana para iniciar os procedimentos necessários à elaboração do Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa?  
2 – Para quando prevê o executivo a apresentação dos termos de referência referentes ao Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa?  
3 – Para quando prevê o executivo camarário a apresentação de uma proposta que consagre um subsídio anual destinado à manutenção, valorização e funcionamento do Jardim Botânico de Lisboa?  

Lisboa, 30 de Novembro de 2015  
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

"WORKSHOP" ADAPTAÇÕES CLIMÁTICAS LISBOA: 3 de Novembro de 2015 - 14:30

















Exmos. Senhores,   
Vimos por este meio apresentar o projeto ClimAdaPT.Local, na sua fase atual, bem como convidá-lo(a) para participar numworkshop de debate sobre a adaptação deste município às Alterações Climáticas.     
A Câmara Municipal de Lisboa é parceira do Projeto ClimAdaPT.Local, coordenado pela Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (MFEEE/EEA-Grants) e pelo Fundo Português de Carbono.     
O projeto, de acordo com a Estratégia Europeia de Adaptação às Alterações Climáticas (AC) e a Estratégia Nacional de Adaptação às AC, tem cinco grandes objetivos:  
1-Promoção e disponibilização do conhecimento local sobre AC;  
2-Criação de uma comunidade de agentes municipais sensibilizados para o tema e capacitados para utilizar ferramentas de apoio à decisão em adaptação;  
3-Redução de barreiras e constrangimentos ao envolvimento de agentes locais em processos de adaptação às AC;  
4-Integração da adaptação nos processos de planeamento e decisão dos agentes municipais e sectoriais; 
5-Definição de medidas de adaptação às AC a nível local.     
O ICS ULisboa - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, enquanto parceiro do projeto, ficou responsável pelo envolvimento dos atores-chave (sob a coordenação do Prof. João Ferrão e da Profª Luísa Schmidt). Nesse âmbito, tem vindo a colaborar com a autarquia na identificação de atores-chave locais, cujos contributos possam ser utilizados na elaboração de uma estratégia municipal especificamente dedicada à adaptação às AC.     
É nesse sentido que o(a) contactamos para o(a) convidar a participar num workshop dedicado à apresentação e debate das Opções de Adaptação do município. Nesta sessão serão também recolhidos contributos para a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC).     
As EMAAC constituirão um significativo avanço no processo de adaptação local às alterações climáticas, nas suas vertentes ambientais, sociais e económicas, tendo impacte nos sectores da Energia e Indústria, Biodiversidade, Agricultura e Florestas, Segurança de pessoas e bens, Ordenamento do território, Recursos hídricos, Saúde humana, Turismo e Zonas costeiras.     Assim, consideramos muito importante a sua participação.     
O workshop contará com a participação dos técnicos autárquicos responsáveis pela identificação das vulnerabilidades locais às Alterações Climáticas, bem como de decisores políticos da autarquia, para além de outras entidades parceiras do projeto, estando a sua moderação sob a responsabilidade da equipa ClimAdaPT.Local.     
Este evento realizar-se-á no dia 3 de Novembro de 2015, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, entre as 14h30 e as 19h30, e incluirá apresentações e mesas de debate. Será servido um lanche. 
Em breve será contactado(a) pela equipa do ICS-ULisboa via email (climadapt.local.workshops@ics.ulisboa.pt) ou telefone (21 780 47 97), para lhe fornecer os detalhes logísticos necessários.        
Agradecendo a sua disponibilidade para participar no workshop,     
Com os melhores cumprimentos,           
José Sá Fernandes

sábado, 22 de agosto de 2015

«Regulamento para as árvores de Lisboa em consulta pública até ao fim de Setembro»

A Plataforma em Defesa das Árvores lançou uma petição, que recolheu 375 assinaturas, na qual se pede que nenhuma poda ou abate seja feito na cidade até este regulamento entrar em vigor.
 
O Projecto de Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa já se encontra em consulta pública, podendo os interessados apresentar sugestões sobre o documento até ao dia 30 de Setembro, presencialmente ou no site da Câmara de Lisboa.
 
A versão agora sujeita a discussão pública prevê que qualquer “intervenção que implique o abate, o transplante ou outra operação que de algum modo fragilize as árvores” seja “previamente sujeita a parecer vinculativo” da câmara, “de forma a determinar os estudos a realizar, medidas cautelares e modo de execução dos trabalhos”. Há no entanto uma excepção: “as juntas de freguesia podem proceder ao abate urgente de árvores que representem um risco para pessoas e bens atento o seu estado de conservação fitossanitária”.  
 
No projecto de regulamento diz-se que essas situações devem ser “devidamente certificadas por técnico da freguesia ou do município, do laboratório público ou instituição de ensino superior ou de empresa com certificação para o efeito”. Acrescenta-se ainda que do abate se deve “dar nota” à câmara “com a maior brevidade possível”.
 
Na primeira versão do regulamento que foi levada a reunião camarária, e que a oposição criticou por não ter sido previamente sujeita à apreciação das juntas, não havia qualquer excepção à obrigatoriedade de os abates de árvores serem objecto de parecer do município.
 
Nas intervenções que tem feito sobre a matéria, o vereador da Estrutura Verde tem desvalorizado essa questão, frisando que “o mais importante do regulamento” é o facto de ele indicar “em que alturas se deve podar e plantar, seja a câmara ou as juntas” a fazê-lo. “É isto que no fundo interessa para a gestão do arvoredo”, afirmou José Sá Fernandes na última reunião do executivo, em Julho.
 
Particularmente crítico da proposta de regulamento tem sido o PCP, cujos vereadores consideram que a sua elaboração é um reconhecimento de que, ao nível da gestão do arvoredo, a transferência de competências da câmara para as freguesias “foi um falhanço”. “As juntas não têm em termos técnicos know-how nesta área nem capacidade de intervenção”, afirmou recentemente Carlos Moura.
 
Já o seu colega de bancada João Ferreira notou que o regulamento prevê “soluções incongruentes, susceptíveis de vir a perpetuar algum tipo de conflitos” entre os diferentes órgãos autárquicos. “Este regulamento surge perante a constatação dos efeitos negativos da passagem da gestão do arvoredo para as juntas mas não resolve os problemas da melhor forma”, concluiu o vereador comunista na reunião pública em que o assunto foi discutido.
 
O projecto de regulamento que está agora em discussão pública inclui dois anexos: um com as “normas técnicas para implantação e manutenção do arvoredo de Lisboa” e outro sobre as “árvores recomendadas para utilização nos arruamentos de Lisboa”. Em relação à poda, diz-se no primeiro desses anexos que “a poda de manutenção deverá ocorrer quando os serviços competentes da autarquia indicarem, sendo preferencialmente executada entre Novembro e Abril, podendo no entanto ocorrer noutros meses de acordo com circunstâncias devidamente justificadas”. Como se constata através das muitas notícias que sobre o assunto têm vindo a público nos últimos meses, esse período preferencial nem sempre tem sido respeitado pelas juntas de freguesia.  
 
À espera de ser apreciada na Assembleia Municipal de Lisboa está uma petição, entregue a 23 de Julho pela Plataforma em Defesa das Árvores, na qual se pede a “suspensão imediata das operações de poda e abate de árvores na cidade de Lisboa até à entrada em vigor do novo regulamento”. Para justificar esse pedido, os 375 signatários invocam “recentes e múltiplas operações de poda mal sucedidas e o abate mal justificado de árvores um pouco por toda a cidade de Lisboa” e elencam um conjunto de exemplos disso mesmo, entre os quais os do Jardim Cesário Verde (Arroios) e da Avenida Guerra Junqueiro (Areeiro).
 
Na petição, fala-se também na “forma desrespeitosa como são tratadas as árvores de Lisboa, sobretudo as de alinhamento e as de grande porte”, criticando-se igualmente a “falta de informação prestada pela autarquia” e a realização de “intervenções que em muito ultrapassaram os pareceres técnico-fitossanitários que justificavam/justificariam a sua poda ou abate”.  
Nos últimos meses, a Plataforma em Defesa das Árvores, que integra cidadãos individuais e várias organizações não governamentais, endereçou a vários presidentes de junta de Lisboa pedidos de informação escrita sobre as intervenções de poda ou abate que estão previstas para as suas freguesias. Face à ausência de respostas de 12 autarcas, a plataforma dirigiu em Junho uma queixa ao Provedor de Justiça, na qual alega ter sido violada a Lei de Acesso aos Documentos Administrativos. 
 
in PÚBLICO 14 Agosto 2015
 
Foto: Caldeira com cepo de árvore abatida na Rua Luciano Cordeiro

sábado, 25 de julho de 2015

«Contestação na apresentação do projecto de reabilitação do Jardim Botânico»

A recuperação do espaço verde criado em 1873, a arrancar em meados do próximo ano, será feita com recurso ao meio-milhão de euros ganhos pela proposta vencedora do Orçamento Participativo 2013/2014. Mas a sessão de apresentação do plano ficou marcada por duríssimas críticas dos membros da Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Dizem que o projecto foi feito a pensar nos turistas e criticam a alegada insustentabilidade ambiental do sistema de rega. Os responsáveis pelo projecto refutam as acusações.     

Texto: Samuel Alemão     

A reabilitação do Jardim Botânico de Lisboa deverá arrancar no próximo ano, mas a contestação e a polémica em torno do projecto começaram logo na sessão de apresentação pública, ocorrida ao princípio da noite desta quinta-feira (23 de Julho), no palmário ali existente. Tudo porque a Liga dos Amigos do Jardim Botânico contestou no local, e de forma veemente, a forma como se materializará a obra de recuperação daquele espeço verde, que será levada a cabo com recurso a um financiamento camarário de meio-milhão de euros resultante da proposta 121 ter sido a mais votada no Orçamento Participativo de Lisboa 2013/2014. “Este é um projecto virado para os turistas, que desvirtua a essência do jardim”, acusam os membros da liga.     
Estava-se quase no fim de uma sessão de detalhada apresentação, mas também de autêntica celebração e elogio mútuo por parte dos intervenientes na elaboração do projecto – que foi esmiuçado tanto por José Pedro Sousa Dias, diretor do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MNHNC) da Universidade de Lisboa, entidade responsável pelo espaço, como por João Castro, arquitecto paisagista que liderou a equipa da Câmara Municipal de Lisboa responsável pelo plano de recuperação do jardim nascido em 1873. E quando chegou a vez de serem feitas perguntas, vieram também as fortes críticas dos membros da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, sobretudo da sua presidente Manuel Correia, para quem “o projecto não resolve o problema de base do Jardim Botânico”.     
O projecto ontem apresentado contempla a reabilitação do jardim, a recuperação dos edifícios de apoio, a implementação de um sistema informativo e de comunicação e ainda a remodelação das redes de infra-estruturas de apoio ao jardim e edifícios. Será realizado em duas fases, privilegiando na primeira fase um plano de recuperação do jardim na zona do Arboreto, isto é, a zona inferior daquele espaço verde, onde se concentram espécies de estratos arbóreos, arbustivos e herbáceos. Aí serão privilegiadas infra-estruturas como os caminhos, os sistemas de rega e também da rede de escoamento de águas pluviais. Nessa zona será também construído um pequeno anfiteatro ao ar livre, que será utilizado para espectáculos.     
“Nesta fase, reduziremos drasticamente a intervenção na Classe” – parte superior do Jardim Botânico, onde se concentram as famílias das dicotiledóneas e gimnospérmicas, mas no qual se concentra sobretudo “património edificado a necessitar de cuidados especiais” -, explicou o director do MNHNC. Antes, já havia dito que “estes 500 mil euros parecem muito dinheiro, mas, quando se trata de um jardim de cinco hectares e com o valor histórico e natural deste, haveria sempre que fazer-se opções”. Daí o facto de o responsável esperar que, numa fase posterior, se venha a conseguir captar mais dinheiro para recuperar outras partes do jardim que está classificado como Monumento Nacional.     
Atento a esse estatuto, o arquitecto João Castro, da Direcção Municipal de Ambiente Urbano da CML, frisou que a principal preocupação do projecto desenvolvido pela equipa por si liderada era o de manter quase intacta a imagem do jardim, “ que mudou muito pouco desde a sua criação”. “Há áreas onde não vamos mexer, porque possuem características tão identitárias que qualquer intervenção as descaracterizaria”. “Não estamos a tratar este jardim como outro jardim qualquer. Tivemos esse cuidado”, sublinhou.     
Uma apreciação que não se revelou suficiente para travar as críticas contundentes, que viriam logo depois – e quando o vereador José Sá Fernandes ainda estava na sala. Falando em nome individual, Jorge Teixeira Pinto confessou não perceber o destaque dado na apresentação aos arranjos das infraestruturas, “quando diversas árvores do jardim estão doentes e a morrer”. Mas foi Manuela Correia, presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, quem mais criticou, e com maior intensidade, o projecto ali revelado ao público. “Este não é um jardim como os outros e neste projecto de reabilitação privilegia-se o visitante, o turista, e não a faceta de botânica, que é a principal deste Monumento Nacional”.     
A dirigente da associação foi mais longe e criticou também José Pedro Sousa Dias por não ter convidado a Liga a dar a sua opinião sobre o plano que ali se apresentava. O director do museu respondeu-lhe que havia sido “uma opção”, fundada no facto de as relações entre as duas partes estarem longe de ser amistosas. Na contra-resposta, Manuela Correia recordou “obras ilegais” realizadas no Jardim Botânico, em 2012, e “denunciadas pela Liga” à Direcção-Geral do Património Cultural. Além disso, apontou ainda a existência de “três painéis ilegais na fachada do edifício do museu” – situação que deixou visivelmente incomodado José Pedro Sousa Dias e outros elementos presentes na assistência.     
Mas Manuela Correia e outros elementos da referida associação criticaram também o facto de, alegadamente, o projecto de reabilitação não garantir a sustentabilidade total do sistema de rega. Actualmente, quase toda a rega é feita com recurso à água da rede pública. “É um crime ambiental”, acusou a presidente da Liga. Uma afirmação contestada tanto por José Pedro Sousa Dias e João Castro, que apesar de admitirem a impossibilidade em garantir um aproveitamento integral da água proveniente das chuvas, rejeitaram a ideia de que pouco foi feito para alterar tal situação.     
“A água da EPAL vai continuar a ser utilizada, a alimentar o jardim, porque este não tem água suficiente”, admitiu João Castro, o arquitecto paisagista camarário. Por seu lado, o director do museu disse ter sido “com muita tristeza que se assumiu que o Jardim Botânico não tem capacidade de armazenamento da água e que o nível freático é quase nenhum”. Ainda assim, o técnico responsável pela elaboração do projecto de rega, Francisco Manso, disse que aquele que irá ser implementado no Jardim Botânico “está ao nível do melhor que se faz no mundo” e tentará aproveitar ao máximo a água que puder ser aproveitada.     
No final da sessão, Manuela Correira reiterou ao Corvo tudo o que havia dito. “Tenho sérias dúvidas que, com a implementação do projecto que foi apresentado, isto continue a ser um jardim botânico. O que se quer é trazer para aqui turistas”, afirmou. 
in O CORVO, 24 Julho 2015

Foto: Há árvores em mau estado, ou mortas, que ficam durante anos, por vezes décadas, sem serem removidas e/ou substituídas; Haverá água nos lagos e regatos, wifi e iluminação mas parece que continuará a faltar um plano estratégico de replantações no Jardim Botânico...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Padrão dos Descobrimentos - «O mundo das plantas: valor terapêutico e circulação»

No Padrão dos Descobrimentos:

O mundo das plantas: valor terapêutico e circulação O Hospital de Todos os Santos, exemplo particular da assistência médica no século XVI, continha no seu espaço um jardim onde aglomerava as plantas necessárias à terapêutica dos seus doentes. Com o avançar do século e com a descoberta e estudo de novas espécies, o jardim torna-se rico em exemplos da flora exótica que vinha desde a Índia ao Brasil: o guaiaco e a raiz-da-china – plantas milagrosas que se acreditava curarem a sífilis – a galanga e a erva-santa, o sândalo e o dragoeiro. As plantas eram, e ainda são hoje, o maior recurso da medicina; a descoberta de novos mundos naturais vai enriquecer os saberes europeus, questionar dogmas e rigores, criar métodos e trazer nova esperança num período onde doença e saúde compunham um delicado equilíbrio. A ciência moderna conhece assim o seu prelúdio. 

Visita guiada dia 26 de Julho de 2015 às 11h.
Avenida Brasília, 1400-038 Lisboa
Telefone: 213031950 
info@padraodosdescobrimentos.pt

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Apresentação Projecto OP 2013 para o Jardim Botânico, Orçamento Participativo da CML
















O projeto de reabilitação do Jardim Botânico de Lisboa, vencedor do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em 2013, encontra-se concluído e vai ser apresentado ao público no dia 23 de julho de 2015, às 19h00, no Palmário do Jardim, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC, Rua da Escola Politécnica, 54), com a presença do vereador da Estrutura Verde, Ambiente e Energia da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes.   

Este projeto é o resultado de uma intensa e cuidada colaboração entre a Câmara Municipal, os Museus da Universidade de Lisboa e a Direção Geral do Património Cultural. Na sessão do próximo dia 23 serão tornadas públicas as intervenções a executar no futuro próximo, no âmbito específico do projeto de execução e obra no Orçamento Participativo da CML, assim como o projeto base de reabilitação do Jardim, incluindo intervenções remetidas para uma fase posterior e que obrigarão à captação de outros financiamentos.  
Convidamos todos os interessados na reabilitação do Jardim Botânico a estarem presentes nesta apresentação pública do projeto, conduzida pelas equipas do Museu e da CML responsáveis por esta proposta.

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