Mostrar mensagens com a etiqueta Hortas Urbanas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hortas Urbanas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Um projecto de Hortas Urbanas para o antigo Hospital Miguel Bombarda?
















Para quem estiver interessado em hortas urbanas (100% biológicas) na cidade de Lisboa, informamos que está agendada uma reunião para amanhã, Quarta-feira, dia 17 de Setembro, às 18.30 h, nas instalações do CIDAC com o objetivo de formular uma proposta concreta para a criação de uma horta urbana em terreno devoluto existente no complexo do antigo Hospital Miguel Bombarda, que serviu de horta até praticamente ao fecho do hospital.  

A reunião terá lugar nas instalações do CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral, Rua Tomás Ribeiro, nº 3 a 9, 1em Lisboa (junto à saída Norte do Metro/Picoas).  

Para mais informações ligar: 93 3207951.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Inauguração do Jardim Alexandra Escudeiro na Escola Damião de Góis em Chelas









Inauguração do Jardim Alexandra Escudeiro, que teve lugar no dia Mundial do Ambiente a 5 de Junho na Escola Damião de Góis, Chelas, em Lisboa. A LAJB foi convidada e esteve representada pela Presidente da Direcção, Manuela Correia.  Lisboa tem mais um espaço verde graças à iniciativa e trabalho de um grupo de cidadãos. Parabéns a todos os que contribuiram para a concretização  deste sonho! A Bióloga Alexandra Escudeiro é uma das fundadoras da Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Obrigado!

terça-feira, 8 de maio de 2012

As Árvores e os Livros: Mary Hewitt

Yes, in the poor man's garden grow

Far more than herbs and flowers -

Kind thoughts, contentment, peace of mind,

And joy for weary hours.


Mary Elizabeth Hewitt (1807-1884) poeta americana nascida em Malden, Massachusetts.

Foto: quintal cultivado na Colina do Castelo em Lisboa

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

«Um novo papel para os jardins botânicos»


Cinco jardins botânicos espalhados pelo Reino Unido integram a segunda fase de “Growing the Social Role of Botanic Gardens”, um projeto que tem como objetivo redefinir a missão social destes jardins. A iniciativa da Botanic Gardens Conservation International (BGCI), apoiada pela delegação londrina da Fundação Gulbenkian, foi desenvolvida pela primeira vez entre o outono de 2010 e o verão de 2011, período em que esteve associada a três jardins. A sua origem remonta ao relatório da BGCI Towards a New Social Purpose: Redefining the Role of Botanic Gardens, também apoiado pela Fundação, que recomendava aos jardins botânicos que cumprissem o seu papel social dentro de um quadro moderno de valores, missão e visão, de modo a manterem a sua relevância.

Os cinco jardins selecionados para integrar a segunda fase do projeto são os Bristol Zoo Gardens, o Royal Botanic Garden Edinburgh, os Royal Botanic Gardens, Kew, o University of Leicester Botanic Garden e Westonbirt, the National Arboretum, e a sua diversidade em termos de localização, escala e projetos é considerada importante para o desenvolvimento da iniciativa. Durante os próximos seis meses, através de workshops e apoio personalizado, o BGCI irá monitorizar a implantação de projetos-piloto que reformem a relação dos jardins com as comunidades locais e reforcem o seu compromisso para com a sociedade. Numa lógica de aperfeiçoamento de um modelo aplicável globalmente, o BGCI desenvolverá um handbook que documente o projeto e possa ser consultado por outros jardins que desejem rever o seu papel social.

Os três jardins abrangidos na primeira fase do programa foram a Winterbourne House and Gardens, o National Botanic Garden of Wales, e o Ness Botanic Garden. O caso da Winterbourne House and Gardens é o de um jardim convidado a associar-se a este projeto com a condição de trabalhar com a comunidade islâmica local, um setor pouco envolvido com as questões ambientais. O que se pretendia era fomentar não só a educação ambiental dos participantes, mas também a integração destes na sociedade britânica. O National Botanic Garden of Wales, um esforço do governo galês para a investigação e para a conservação, tem revelado dificuldades em passar a mensagem à comunidade rural e envelhecida em que está inserido. A sua proposta de integração social, baseada num projeto artístico, foi entendida pelo BGCI como desfasada do programa e, depois de algumas iniciativas, o NBGW abandonou o projeto. Já no programa Engaging Secondary Schools, alunos de algumas das zonas mais pobres de Liverpool integraram atividades relacionadas com a agricultura, a ecologia e a conservação no Ness Botanic Garden. Esta experiência foi considerada pelos participantes como motivadora, atribuindo-lhes responsabilidades e contribuindo para a sua negligenciada educação ambiental.

Este projeto desempenha um importante papel na educação das comunidades para as práticas agrícolas sustentáveis, promovendo uma relação mais saudável e consciente da sociedade com o ambiente.

Leonor Vaz
Serviço de Comunicação

Fundação Calouste Gulbenkian

in Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian, nº 130, Fevereiro 2012

Foto: Planting out seedlings and seed sowing. Winterbourne Gardens, Reino Unido

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

LISBOA: Abriu primeiro parque hortícola

«Parque junto ao Colombo tem 38 talhões com 150 metros quadrados. Seguem-se os Jardins de Campolide

"Está muito melhor." Moisés Soares, morador em Carnide, não esconde a satisfação ao olhar para o parque hortícola ontem inaugurado na freguesia vizinha de Benfica. O espaço, às portas do Centro Comercial Colombo, é o primeiro da capital e tem 38 talhões com 150 metros quadrados, 20 dos quais atribuídos num concurso que contou com cerca de 350 participantes. Os restantes 18 talhões foram distribuídos por hortelões que cultivavam aquele terreno há vários anos - então sem condições. Um cenário bem diferente do actual, no qual todos os agricultores têm acesso a água potável e casas de arrumos, paredes meias com o resultado da primeira fase da intervenção no Parque da Quinta da Granja, que dotou a área de uma ciclovia, um quiosque e várias áreas ajardinadas. Inaugurados vão ser ainda um parque infantil (Março) e uma cafetaria instalada numa casa do século XVIII que está neste momento a ser recuperada (Agosto). "Este bocado foi arrumado", sintetizou na cerimónia de inauguração José Sá Fernandes (na foto), vereador do Ambiente Urbano e Espaços Verdes, sem esconder a sua satisfação por ver em funcionamento o primeiro parque hortícola da Lisboa.

A este, seguir-se-á outro nos Jardins de Campolide a inaugurar ainda este ano e cujas candidaturas aos 22 talhões (com áreas entre os 80 e os 100 metros quadrados) também já decorreram. Os candidatos foram mais de 150, o que significa um total de mais de 500 lisboetas a quererem cultivar os seus próprios alimentos nas duas primeiras zonas criadas para o efeito. "Isso demonstra bem a apetência que as pessoas têm e como, nesta época de crise, para muitas famílias a questão da sustentabilidade não é só teórica", considerou António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, frisando que "não há cidade sem alimentação e não há alimentação sem produção".

Já Gonçalo Ribeiro Telles, arquitecto paisagista e um dos maiores defensores, há já várias décadas, da existência de parques hortícolas em cidades, afirmou que a capital é agora "uma boa referência para o futuro" da área metropolitana que integra. De acordo com a autarquia, em 2011 e 2012 vão ser inaugurados, ao todo, 11 novos terrenos de cultivo, sendo os parques do Vale de Cheias e de Telheiras Nascente aqueles que estão em fase mais adiantada. Há ainda outras cinco localizações em estudo.» In Diário de Notícias, 31/10/2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hortas Urbanas: «Hortas mais caras e com menos área na Quinta da Granja»

«Câmara de Lisboa espera concluir intervenção nos terrenos em Outubro. Gabinete do vereador José Sá Fernandes prepara proposta para baixar preços da renda definidos na nova tabela municipal

Nas mãos calejadas, João dos Santos leva os pimentos - viçosos, verdes e vermelhos - acabados de colher. Às 11 da manhã já este agricultor de 73 anos cumpriu duas horas de trabalho, debaixo de sol, na horta da Quinta da Granja de Baixo, em Benfica, Lisboa. Num terreno com cerca de 80 metros quadrados cultiva uma lista imensa de hortaliças e tem árvores de fruto carregadas. Está ali há quase 40 anos e até hoje nunca pagou nada por isso. A partir de Outubro, porém, o septuagenário e os vizinhos vão ter de pagar uma renda anual por cada parcela de terra, cujo valor ainda não está definido. Na horta já se ouvem as críticas e teme-se pelo futuro. A Câmara de Lisboa está desde Maio a remodelar as hortas da Quinta da Granja de Baixo e a refazer a divisão das parcelas. No final serão 38, cada uma com 175 metros quadrados e com acesso a pontos de água. Quem já ocupa os terrenos tem lugar garantido e a autarquia pretende abrir concursos para quem quiser cultivar os espaços livres. Mas o que mais preocupa os agricultores são os preços que poderão ter de pagar pelos terrenos, cuja ocupação era até agora gratuita. Em princípio, os hortelões estarão sujeitos à nova Tabela de Preços e Outras Receitas Municipais, em vigor desde Julho, que estabelece o pagamento de 1,50 euros por metro quadrado em terrenos com menos de 200 metros quadrados. Se assim for, João dos Santos terá de desembolsar uma renda anual de mais de 100 euros. Mas no gabinete do vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, está "em estudo" a possibilidade de alterar os preços. Segundo a adjunta do vereador, Rita Folgosa, aquelas hortas vão ser classificadas como sociais, ou seja, reservadas a pessoas carenciadas que se dedicam ao cultivo para subsistência, o que justifica a aplicação de preços mais baixos. No entanto, a proposta tem antes de ser aprovada em reunião de câmara. Ao "senhor João" - é assim que é cumprimentado pelos vizinhos - uma técnica municipal disse já que a renda ia ser de 50 euros por ano, mas não deu certezas. "Acho muito caro, são dez contos. Ainda por cima, se não fôssemos nós, os terrenos estavam ao abandono", critica.

Um abrigo para quatro

Uma grande parte das pessoas que cultivam a Quinta da Granja de Baixo está reformada, em situação de pré-reforma ou desempregada. "Ao todo somos uns 12 e pelo menos seis trabalharam na polícia", conta João dos Santos, que é também reformado da polícia municipal. É natural de Almeida, do distrito da Guarda. Foi daí que transportou o "bichinho" da horta para Lisboa, onde se casou. Como nas aldeias, na quinta quase todos se conhecem. João dos Santos sabe de cor o nome dos vizinhos, sobretudo dos que estão ali desde o 25 de Abril de 1974, a convite do antigo proprietário da quinta, da família Canas da Silva, que mantém a Quinta da Granja de Cima. "O antigo dono é que pediu para ocuparmos isto, para não se encher de barracas", afirma. Em vez de barracas, o terreno com mais de um hectare foi-se enchendo de couves, batatas, abóboras, cebolas, tomates, feijões, ervas aromáticas e girassóis altos que se destacam no meio do verde. Aqui e ali, erguem-se pequenos barracões onde os hortelões guardam ferramentas e algumas colheitas. Há até uma casa de banho improvisada. O barracão que João dos Santos construiu é que já não existe. "Deitaram tudo abaixo, até as minhas figueiras, para fazer um jardim", lamenta. Mas as cedências que teve de fazer à câmara por causa das obras não ficam por aqui. Há cerca de dois meses, as retroescavadoras avançaram sobre um bocado sua parcela. "Tive de arrancar as batatas todas para poderem passar", recorda com mágoa. As máquinas abriram caminhos, remexeram nas terras da colina que fica por detrás e substituíram o muro, que tinha sido arranjado no ano passado, por uma parede de pedras envoltas em arame. A autarquia pretende construir pequenos abrigos de madeira, destinando um para cada quatro agricultores. No caminho junto à parede de pedras já foi instalado um abrigo, que não tem mais do que seis metros quadrados. "Estamos todos contra, porque não chega para quatro pessoas. Eu tenho muitas batatas e abóboras. E agora, levo tudo para casa?", questiona João dos Santos. "Isto é para quatro?", diz João Conceição, outro agricultor, de 58 anos, reformado da polícia. Aponta para o abrigo e ri-se, com ironia. João Conceição não estava em Lisboa quando a câmara municipal começou as obras. "Quando cá cheguei, o senhor João é que me disse que eles já tinham andado aí e que deitaram tudo abaixo. Disseram que vinham depois falar comigo, mas ainda não vi ninguém", reclama. O terreno que João Conceição cultivava há mais de 15 anos está lavrado, as hortaliças desapareceram e ninguém o avisou. Espera agora pela reunião marcada para Setembro, entre os hortelões e os responsáveis da câmara, para saber o seu futuro. Enérgico, João Conceição gesticula e continua com as críticas. "Então e se vem para aqui uma pessoa de que a gente não gosta, como é que se faz? Olhe que às vezes há aqui desavenças", avisa, dando como exemplo algumas lutas pela água do poço e da mina que abastece os terrenos. "Isto tem água que chegue, mas no Verão alguns abusam." Na semana passada, seis mangueiras ligavam os terrenos à mina, que estava praticamente sem água. "Antes, só cá estavam três mangueiras", nota.

Ao lado do Colombo

As ferramentas de João Conceição ainda estão guardadas na casa de tijolo construída ao pé do poço. "Fui eu que lhe pus o telhado, quando para cá vim", sublinha. Não quer largar a quinta por nada e nem se importa de pagar. Até prefere que a câmara ponha ordem na ocupação. Mas vaticina: "Quando for para pagar, alguns vão sair, isso é certinho." Joaquim Nabais, de 61 anos, é outro dos agricultores resistentes. Cultivava há dez anos uma parcela da quinta que teve de abandonar em Maio, a mando da câmara. "Enviaram-me uma carta para casa a dizer que tinha de sair." Acatou a ordem e foi-se instalar num bocado de terra "emprestado pelo senhor Carvalho". É carpinteiro, mas está desempregado e as hortaliças que cultiva fazem a diferença na factura mensal da alimentação. "Quando estiver tudo pronto, volto para o meu lugar", afirma. Por agora, ainda andam por lá as máquinas a remexer a terra. Além de requalificar as hortas, a autarquia está a acabar o parque urbano da Quinta da Granja, que fica paredes-meias. Tem já um quiosque com esplanada, é atravessado por uma ciclovia e por um passeio pedonal, pontuado por bancos de madeira. Quem aproveita o dia de Verão para passear no parque com vista para as hortaliças até esquece que do outro lado das pequenas colinas que ladeiam o jardim está o centro comercial Colombo. Na terra de João dos Santos, ninguém acredita. "Como é que tens uma horta no meio da cidade?", perguntam-lhe. "Lisboa não é só betão", responde.» In Público (29/8/2011)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ribeiro Telles contra urbanização na Caparica

O arquitecto paisagista Ribeiro Telles é o primeiro signatário de uma petição contra a urbanização dos terrenos com hortas que existem nas chamadas Terras da Costa da Caparica.

A Câmara de Almada quer prédios de habitação social nesta faixa de mais de 200 hectares de terra cultivada que abastece de produtos frescos todo o concelho de Almada, sustenta a petição, que tinha ontem à tarde 373 assinaturas. "Numa altura em que os produtos hortícolas sobem de preço todos os dias, estamos a destruir as fontes de alimentação da área metropolitana de Lisboa", indigna-se Ribeiro Telles. "É escandaloso."O documento assegura que as Terras da Costa detêm "a maior produção de produtos hortícolas por unidade de superfície da Europa", graças às condições particulamente favoráveis de que beneficiam: uma falésia que funciona como barreira natural, protegendo as culturas de batatas, cenouras, couves e outros géneros das agressões meteorológicas, e ainda a existência de lençóis de água no subsolo, a pouca profundidade. "E agora querem fazer habitação social defronte da praia da Caparica, com uns quadradinhos de relva entre os prédios?! É uma aldrabice", alega o arquitecto.

O texto da petição diz o mesmo, embora de forma mais branda: "A Câmara de Almada pretende expropriar esses terrenos por uma soma irrisória a fim de implementar um projecto Polis de habitação social, com edifícios de seis a sete pisos com frente para a praia da Caparica, mas que tem vindo a ser denunciado como fachada para condomínios de luxo".

O mesmo documento relata como uma providência cautelar interposta pelos produtores agrícolas no Tribunal de Almada já não foi a tempo de evitar que a GNR arrancasse o sistema de rega. Desde o tempo do marquês de Pombal que as Terras da Costa são cultivadas por uma população vinda de vários pontos do país. "Por volta de 1830, a ocupação foi legalizada mediante arrendamentos. As dezenas de agricultores actuais são bisnetos e trinetos dos rendeiros originais, a que se juntaram outros", refere ainda a petição.


in Público 7-7-2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Morango, maracujá e groselha nas hortas do Museu do Traje

Espaço de hortas aberto à comunidade conquista cada vez mais adeptos

Isabel Santos há muito que tinha o "bichinho da terra, mas confessa que ser "agricultora" é um trabalho mais duro do que pensava A nova vaga de jovens agricultores que cultiva as hortas do Museu do Traje está a dar um novo colorido aos talhões. Há morangos, maracujás, groselhas e ervas aromáticas. E os espantalhos de trapos, para afugentar as aves, foram trocados por dezenas de CD"s.

É a irreverência de quem pouco ou nunca pegou numa enxada, mas que, pelo prazer de mexer na terra numa cidade cada vez mais betonizada , escolheu ser agricultor nos tempos livres e não tem medo de experimentar, errar e de voltar a tentar até acertar. São recém-aposentados, professores universitários, arquitectos, famílias inteiras.

Onde antes só havia batatas, cenouras, couves, cebolas e alfaces, há agora uma variedade de espécies novas nas hortas do Museu. Há morangos, maracujás, groselhas, cebolinho, manjericão e muitas outras ervas aromáticas.

Mas há outras marcam que atestam a presença de sangue novo a amanhar a terra. Entre os espantalhos, os trapos pendurados em paus ou os sacos de plástico para manter os pássaros ao largo, existem também talhões com CD"s a rodopiar ao vento. E, à primeira vista, os reflexos criados pelo sol, parecem resultar mais do que o boneco de palha, estático, de braços abertos e vestido com roupas XXL.

Isabel Santos faz parte da nova vaga de agricultores inexperientes, mas com muita vontade de proporcionar a si própria alguns momentos ao ar livre, dentro da capital, mas sem sentir uma ponta sequer do bulício normal - e tantas vezes infernal - de uma cidade.

"Nasci e cresci no campo, mas nunca cheguei a colocar as mãos na terra. Mas o bichinho ficou cá", confessa Isabel Santos, natural de Penamacor, na Beira Baixa. O pequeno talhão no Museu do Traje pertence a uma amiga, mas Isabel ajuda sempre que pode.»

In Jornal de Notícias (8/2/2011)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Parque hortícola urbano avança no Vale de Chelas

«A autarquia lisboeta já iniciou no Vale de Chelas a construção de um espaço urbano criado para albergar hortas, um projecto que contempla acções de formação para munícipes sobre horticultura, incluindo agricultura biológica.

Segundo o gabinete do vereador do Ambiente Urbano e Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, citado pela Lusa, o parque hortícola terá cerca de 15 hectares, dos quais 6,5 serão destinados às hortas. Para já, serão criados cerca de 400 talhões, cada um com 150 m2 de área. Uma parte deles será atribuída directamente aos cerca de 100 hortelãos que já ocupavam o local, ficando os restantes reservados para um concurso público, a realizar no próximo ano.

No segundo semestre de 2011 a autarquia conta ter concluída a primeira fase do projecto - a obra iniciou-se há dias e inclui a modelação do terreno, reforço e protecção das encostas, abertura de caminhos e uma rede com bocas de rega. "O fornecimento de água adequada à rega dos produtos hortícolas é a acção primordial deste projecto, pois vem acabar com as situações graves de saúde pública provocadas pela rega das culturas com águas do saneamento público em épocas de seca", refere o gabinete camarário. A autarquia vai disponibilizar alfaias e casas de arrumo e, posteriormente, instalar "um equipamento infantil e um quiosque com esplanada".»

in In Público, 29/11/2010

sábado, 14 de agosto de 2010

«Estacionamento ameaça liquidar horta popular»


Há mais de dez anos que um terreno camarário no bairro da Graça, em Lisboa, tem sido aproveitado por alguns populares para plantação de legumes. Mas há quem queira deitar tudo abaixo e construir ali um parque de estacionamento. A polémica está instalada.

O terreno em causa situa-se numa encosta junto ao cruzamento da Calçada do Monte com a rua Damasceno Monteiro, a cerca de uma centena de metros do Largo da Graça. É uma encosta onde o sol bate várias horas por dia, com três pinheiros mansos e duas oliveiras. Há mais de uma década que idosos do bairro da Mouraria – ali a poucos metros – aproveitam o pedaço de terra para fazerem uma pequena horta. Mais recentemente, jovens do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (Gaia), tomaram a iniciativa de colaborar com os populares e começaram, também eles, a plantar legumes vários.

Alguns moradores, todavia, parecem não gostar da ideia. “Aquilo é um mictório para levarem os cães”, diz José António, aposentado de 60 anos, que se mostrou bastante céptico com a utilidade da horta. “É uma brincadeira de meia dúzia de putos”, defendeu José António, comentando que “não se faz um cozido à portuguesa com as couves que lá estão”. Na sua óptica, o terreno devia ser utilizado para “um parque de estacionamento”. Tal opinião é corroborada pela proprietária de uma loja de têxteis situada a escassos metros do terreno. Maria de Fátima, 51 anos, admite que costuma lá ver “jovens que limpam o lixo que as pessoas lá metem” mas também defende a reconversão do espaço em estacionamento.

Já Gualter Baptista, investigador em Economia Ecológica na Faculdade de Ciências e Tecnologia, solta uma gargalhada quando ouve falar em parque de estacionamento no local, um espaço verde com magnífica uma vista panorâmica para a Baixa e o Tejo. “Naturalmente há pessoas que tem um sentido mais utilitarista e que querem estacionar o carro à porta de casa mas penso que Lisboa tem muitos mais lugares de estacionamento do que espaços verdes para os seus cidadãos”, afirma.

O investigador em economia ecológica admite que a horta nem sempre tem o melhor aspecto mas lembra que “somos um país com um défice hídrico muito elevado no Verão e é normal que a paisagem agora fique amarela”. Ressalva, porém, que há alturas do ano em que naquela horta “está tudo verde e arranjado”. "É um espaço que é dado aos cidadãos do bairro para que possam usufruir de forma activa”, afirma, sublinhando que ali existem casos de pessoas “necessitam da agricultura para sustentar as suas necessidades mais básicas e em tempos de crise, isso é importante”.

A opinião é confirmada por uma moradora da zona, Cátia Fernandes, de 33 anos. “Os agricultores são idosos da Mouraria que por vezes tem na horta a única fonte de legumes frescos, a par de jovens ambientalistas”, diz ao JN. Aliás, segundo este testemunho, “a horta devia ser incentivada pela própria Câmara e pelas Juntas de Freguesia”.

In Jornal de Notícias (12/8/2010)

Nota: A LAJB lamenta que a nossa cidade ainda tenha esta atitude mercantilista perante os espaços públicos livres; este modelo, quase obsessivo, de impermeabilizar os solos disponíveis para a construção de silos ou caves de estacionamento pertence ao passado. Lisboa já possui um grande número de praças e largos históricos completamente artificializados por via do estacionamento subterrâneo (ex: Praça da Figueira). É tempo de mudar para o paradigma da sustentabilidade - o do respeito efectivo pelo Ambiente.

Foto: Horta na sede da Junta de Freguesia da Graça

sábado, 8 de maio de 2010

LaGuardia Corner Gardens em Nova Iorque


Um exemplo de Hortas Urbanas em Nova Iorque:

LaGuardia Corner Gardens is an award-winning community garden in the heart of NYC’s Greenwich Village. It is a place of natural beauty, where the visitor can find an oasis of calm in urban surroundings. During the growing season visitors can enjoy a dazzling display of daffodils, tulips, irises, peonies, roses, and other perennials, as well as shrubs and fruit trees.

The garden was created in 1981 by volunteers on a strip of barren land. It is maintained and supported by volunteer members. LCG is registered with GreenThumb and is a designated Backyard Wildlife Habitat and Monarch Waystation. The garden has trees, shrubs, and perennials that attract birds, butterflies, and bees.

In the spring members conduct programs for local school-children. Garden events include seasonal celebrations, events for children, and a variety of musical offerings. LCG is proud to be among the LaGuardia Gardens and the Time Landscape in forming the “ribbon of green,” a flow of green spaces along the east side of LaGuardia Place, from West 3d to Houston Street.

The garden’s location, between Washington Square Park and Soho attracts visitors from around the world. LCG is easily reached by public transportation.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EDIBLE and ELEGANT

Cabbages, chard, peas and pumpkins can bring as much variety to a garden as flowers can, says Hazel Sillver

Functional rows of leeks and lettuces, with soil in between, are not as kind on the eye as the rose tumbling over the pergola or the drift of pink poppies filtering the light. Veg is just veg. Or is it?

Judging by a series of new kitchen gardens – and the French potagers that inspired them – it seems productivity can be beautiful.

In the Chef’s Kitchen garden at The Royal Horticultural Society’s Hampton Court Palace Flower Show in London this month, flowers such as roses, echinops and sedum grew among good-looking vegetables and herbs such as fennel, round-headed leeks (Allium sphaerocephalon), artichokes, cabbages and red orach.

Designed by Karen Rogers, the plot was created to demonstrate that a garden can be both edible and elegant. “You don’t have to have lines of veg,” says Rogers, who planted hers higgledy-piggledy in among the flowers. “A kitchen garden can be beautiful to sit in.” The focal point was a wood-burning stove (for outdoor cooking), around which sat box topiary and raised beds of blue-grey-painted wood that were filled with a stunning mixture of flowers, fruit and vegetables.

The interest in decorative vegetables is widespread. People now want to grow their own food on such a scale that their garden (if it is attached to a small townhouse, for instance) is often dominated by edibles. Why not? The allotment can look as pretty as the rose garden and attractive vegetables can be grown in borders amid the flowers. Once upon a time if vegetables were labelled “ornamental” it meant they were grown for looking at, not eating; nowadays people want them to be ornamental and edible.

"The desire for productive gardens is now immense,” says garden and landscape designer Helen Westendorp. “Last year only a handful of my clients wanted me to incorporate a vegetable garden but this year everybody has asked for one and they all want it to be ornate.”

Westendorp has created a kitchen garden at The Bell, a hotel and gastro-pub at Skenfrith in Gwent, south Wales. To fulfil the owner’s brief of “pretty productivity”, she put beds of ornate edibles such as horned cucumber, lavender and asparagus pea around a gazebo covered in blackberries and apples.

In these eco-friendly and health-conscious times, plucking food from the backyard instead of buying greens that have been flown in from another continent can help our bodies – and the planet. At Hampton Court Palace, the award for Best in Show went to the Winchester Growers’ Growing Tastes Allotment Garden and it is likely this was because of its timely theme.

At the moment, horticultural bodies and politicians cannot do enough to encourage us to harvest our own crops. Boris Johnson, mayor of London, and the Royal Horticultural Society recently paired up to create Capital Growth, a scheme that will oversee the development of 2,012 new food growing spaces in the capital by 2012. In San Francisco, Mayor Gavin Newsom has just ordered an audit of unused land, including rooftops and windowsills, that could be turned into community gardens or farms supplying locals with vegetables.

At the White House, Michelle Obama, first lady, has had an ornamental vegetable garden installed while Queen Elizabeth’s acres at Buckingham Palace now have their first edible garden since the second world war. There are rare crops, such as the climbing bean Blue Queen, strawberries growing out of a large stone vase and a round bed of eye-catching vegetables, such as rainbow chard, planted in concentric circles.

Of course the most famous vegetable patch in history was created for a monarch – the 22-acre Potager du Roi at Versailles, designed for Louis XIV in the late 17th century to “delight the eyes”. The ornamental pattern of rectangular beds surrounding a fountain was such a spectacle it spawned a series of pretty kitchen gardens for which France is now famed. The term potager, which simply means “kitchen garden” in French, now means beautiful kitchen garden in English.

There are still many incredible potager designs in France, including colourful lines of vegetables and flowers at Château de Bosmelet in Normandy and, of course, the vast chequerboard of beds at Château de Villandry in the Loire Valley.

France is an exception in history. In most countries, the ornate kitchen gardens of the past gave way to unattractive rows of vegetables. In recent decades designers have begun to think differently. In the UK the late garden designer Rosemary Verey created various potagers; at The Old Rectory in Sudborough, Northamptonshire, for example, she mixed box-edged beds of vegetables with rose-drenched arches, lavender, delphiniums and pink willow.

Now others are following her lead. The new kitchen garden at RHS Harlow Carr in the north of England is designed to demonstrate that an organic edible garden can be decorative. A walkway of living willow walls and sweet peas curves through raised beds of attractive foodstuffs such as kale. At fashion designer Linda Allard’s huge potager in Connecticut, US, there are roses among the vegetables and a tomato walkway.

There is no reason why vegetables cannot be attractive. Either we mix them with non-edible beautiful plants or we use attractive edibles, of which there are many: the exotic-looking Turk’s Turban, the small pink sweetcorn Strawberry Popcorn, regular sweetcorn for its structural foliage, the purple-grey cabbage Red Drumhead, the burgundy artichoke Violetto di Chioggia and the dark purple bean Blauhilde, to name but a few.

The organic seed and plant company Victoriana Nursery reports an increase in people buying attractive vegetables, such as cucumber Crystal Apple and pumpkin Jack Be Little to train up a trellis or over an archway.

Vegetables can be grown in more formats than we might imagine and it is an exciting design prospect to want them as the backbone of the main garden. in Finnacial Times, 25/26 de Julho de 2009

FOTO: alfaces e outros legumes no jardim do Château de Villandry no Vale do Loire

segunda-feira, 20 de julho de 2009

«Meanwhile, back in the city»

The Meanwhile Gardens, a little urban green space not far from where I live, are not Kensington Gardens (though they lie just within the Royal Borough), let alone the hanging gardens of Babylon or the gardens of the Summer Palace in Beijing, thoughtlessly destroyed by British troops during the Opium Wars. Nor are they the gardens of Kubla Khan’s pleasure dome in Xanadu. They are decidedly modest in scale, just a four-acre ribbon of trees, walks, borders, ponds and beds hugging the south side of the Grand Union Canal as it meanders from Paddington towards Kensal Green.

All the same, they do what city gardens should do – they provide breathing space and greenery and surprising beauty in what was once a desperately poor zone and is still classified as a deprived ward. Children appreciate them; at one end there is a playhut and a skateboard park. For those requiring a quiet space for contemplation, there is a scented courtyard. The charity Mind in Kensington and Chelsea runs horticultural training schemes out of the gardens for people who have experienced mental health problems. The Meanwhile Gardens are rich in wild flowers and wildlife: the other day I heard blackcaps and chiffchaffs and willow warblers singing together in early summer concert.

I like their somehow provisional and self-deprecatory name. These are not the gardens of some glorious future, of Le Corbusier’s ville radieuse, in which all the problems of urban living have been miraculously solved, once and for all. They’ve had to eke out a place, between a council estate and one of London’s most notorious tower blocks, between the canal and the railway line. The Meanwhile Gardens do not promise salvation; salvation has not yet arrived and maybe never will, but in the meantime, life is still there to be lived.

What does it mean, the meantime or the meanwhile? It could sound like a poor time, an impoverished time. It tends to mean an interim time, the time while we are waiting (for what? for something better?). But the meantime, the meanwhile, is also where we live. Mean can also mean average, middle of the road. So the Meanwhile Gardens could be a place for dwelling as well as waiting, in between one thing and another, between the beginning and the ending, nel mezzo del cammin di nostra vita, or in the middle of the road of our lives, which are always between a beginning and an ending.

This may sound unambitious, but in their small way the Meanwhile Gardens point to something important. Our imperfect, provisional urban lives can be touched by beauty, can be open to flourishing and conviviality as well as mere survival. This was what the Roman poet Martial meant by rus in urbe (the countryside in the city), one of those phrases which has sounded through the centuries while its context has been forgotten.

In fact when Martial uses the phrase, he does so with a good deal of irony. He is writing from clamorously noisy Rome to his friend Sparsus, explaining why he has to take frequent country breaks to be able to think and be quiet. Rome gives him no rest at all. There are schoolteachers bawling in the morning and corn-grinders by night, not to mention hammering and metal-beating (it was a bit like that where I used to live in leafy St John’s Wood). Of course, Sparsus wouldn’t know about any of this; he lives in luxury and peace in his magnificent villa on the Janiculum hill complete with vineyard.

In other words, Martial’s rus in urbe is more of an aspiration than a reality, something in his day enjoyed only by the very rich and yearned for with envy by the hoi polloi. But it is a powerful aspiration, one which has caught the imagination of city-dwellers and planners for 2,000 years. For Martial, rus in urbe seems to be a private preserve in the midst of teeming public urban “noise and smog”. But what if rus in urbe could enter the public realm?

The great parks of cities such as London and Paris mostly started as royal or aristocratic playgrounds before being handed over to the public. The Meanwhile Gardens, on the other hand, were never an aristocratic preserve. Thirty-three years ago a local sculptor called Jamie McCullough had the idea that a derelict industrial area could be turned into a community garden. The council (then Westminster) gave temporary permission; a nickname was coined and it became, paradoxically, permanent.

This modest and provisional achievement, for me, may be a better guide for the cities of the present and the future than either aristocratic largesse or utopian planning. We cannot expect another Hyde Park or Bois de Boulogne; but in cities all over the world there are crannies which, with a bit of imagination and will, can be greened.

This is regeneration in its most basic form; another poet nearer our time, Gerard Manley Hopkins, saw a world already “seared with trade; bleared, smeared with toil”, but he also recognised something else: “There lives the dearest freshness deep down things.”

in Financial Times, 20 de Junho de 2009

Nota: Para saber mais, visite o site oficial do projecto www.mgca.f2s.com/index.html

domingo, 7 de junho de 2009

Lisboa vai ter mais e melhores hortas urbanas até 2011

Vereador garante ser a primeira vez que a câmara aposta mesmo nos quintais e que está disposta a criar um local de venda para os hortelões

A Câmara Municipal de Lisboa diz que vai avançar, "nos próximos meses", com uma intervenção nos cerca de 15 hectares de hortas do vale de Chelas, com o objectivo de assegurar o fornecimento de água e reordenar o espaço através da criação de caminhos pedonais de acesso. Mas o plano da autarquia é mais ambicioso e inclui, num prazo de dois anos, a criação de hortas em Campolide e Telheiras, e que tentará melhorar os espaços já existentes na Quinta da Granja, Vale Fundão e Bairro Padre Cruz.

A Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas promoveu recentemente um encontro nas hortas da zona de Chelas, onde os visitantes se depararam, "num vale cortado por dois edifícios escandalosos - um hipermercado e uma escola - que cortam a circulação de água" pelos terrenos, com "um interessante mosaico de culturas, conjugando uma produção de espécies hortícolas com algumas plantas ornamentais".

A descrição foi feita pela presidente daquela associação, Margarida Cancela d'Abreu, dizendo ao PÚBLICO que aquelas hortas são mantidas por residentes dos prédios vizinhos, "na maioria reformados", que cultivam produtos agrícolas para autoconsumo, mas também como forma de "entretém". Um dos principais problemas sentidos é o do acesso à água, recorrendo os hortelões ao expediente de a armazenar em "depósitos extraordinários" como "arcas frigoríficas e barricas", tidos como a única forma de aproveitar a água da chuva, como constatou no local Margarida Cancela d'Abreu. A Câmara Municipal de Lisboa conhece esta realidade e, segundo o vereador do Ambiente, Espaços Verdes e Plano Verde, vai resolver o problema "nos próximos meses", criando além disso caminhos pedonais. No futuro, a ideia de José Sá Fernandes é que as hortas de Chelas venham a acolher, numa ponte a unir os dois lados do vale, um mercado onde quem cultiva a terra possa vender a sua produção.

Prática comum
Esta é, aliás, uma prática comum em vários locais do globo (como Chicago ou Londres), mas pouco vista num país que, lamenta o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, "ignora pura e simplesmente as hortas" e a sua importância para as comunidades. A colega de profissão Margarida Cancela d'Abreu conta que uma das excepções ocorre em Évora, onde aos sábados e domingos há bancadas de madeira à porta do mercado para os "quintaneiros" que cultivam hortas à volta da cidade e que ali comercializam os seus produtos, por sinal muito procurados.

Os projectos da Câmara de Lisboa, que o vereador Sá Fernandes acredita que poderão estar concluídos nos próximos dois anos, incluem também a criação de um parque urbano que integrará as hortas já existentes na Quinta da Granja de Baixo, em Benfica. Em Campolide, a ideia é criar hortas que serão atribuídas por concurso a moradores da zona, surgindo também áreas para produção hortícola em Telheiras, num terreno ainda a negociar com a EPUL.

Escola de Lisboa tem terreno cultivado por centenas de mãos

Na Escola 34, na Alta de Lisboa, ao Lumiar, onde estudam 330 crianças com idades entre os três e os 14 anos, houve em tempos um matagal que deu lugar a uma horta, que rapidamente se transformou na menina-dos-olhos dos professores, auxiliares e alunos. Num terreno lavrado e cultivado por muitas mãos, na Alta de Lisboa, crescem couves, favas, feijões, ervilhas, batatas, cebolas, cenouras, pepinos, pimentos e outras espécies hortícolas.

No ano lectivo passado, as abóboras transformaram-se num doce que foi comido com tostas por todos os alunos, junto de quem se tenta, através do projecto da horta, promover uma alimentação mais saudável. É por isso que para este ano lectivo estão reservadas para a festa do dia das bruxas. Os pais contribuíram para a plantação com sementes e plantas, e são também eles os principais clientes compradores dos produtos que os alunos vendem à porta da escola sempre que há colheitas.

Também naquele bairro da Alta de Lisboa poderá nascer nos próximos tempos uma outra horta, esta comunitária, sonhada pelo morador e arquitecto paisagista Jorge Cancela, que tem vindo a recrutar futuros hortelões. O mentor da ideia adianta já que conseguiu convencer "mais de 40" e precisa que vai tentando tentar reunir o maior número de apoios para o projecto, incluindo o necessário terreno.

Uma das ambições desta horta comunitária é aproximar os moradores realojados naquela zona da cidade dos que lá compraram casa, contribuindo para uma maior harmonia entre este "mix social" e para o aumento do sentimento de pertença dos próprios ao todo da comunidade. A produção, explica o arquitecto paisagista Jorge Cancela, será biológica e a zona a cultivar terá que ter "um acesso relativamente fácil, seja de automóvel, seja pedonal", além de fornecimento de água e uma vedação.

O projecto e a eventual cedência de um terreno por parte da Câmara Municipal de Lisboa já estão a ser analisados pelos serviços da autarquia, garante aquele arquitecto paisagista.No mesmo sentido, e segundo a Câmara Municipal de Lisboa, que aponta os exemplos das hortas no Vale Fundão e no Bairro Padre Cruz, o desafio da autarquia é intervir nas hortas comunitárias já existentes, algumas das quais em espaços privados e que não têm fornecimento de água ou acessos em condições, garantindo que nenhum dos hortelões deixa de ter um espaço de cultivo."É a primeira vez que a câmara aposta mesmo nas hortas", garante Sá Fernandes, acrescentando que "antigamente" a prática era simplesmente "fechar os olhos" e ir permitindo a sua existência. in Público, 25.05.2009

FOTO: canteiro pedagógico, com alfaces, no New York Botanical Garden

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Hortas Comunitárias: «Refuge from a painful past»

John is proud of the chard, beans and fennel he has nurtured in a corner of a north London community garden. For him, the plot is more than a pretty oasis: "It gives me a sense of belonging that I don't get anywhere else. . . . it helps me forget about the past." The 21-year-old, whose woolly hat slips back to reveal the two-inch scar on his forehead from the pistol-whipping he received in 2001, is an asylum seeker. He shares this patch of ground with nine men from Kenya, the Congo, Iran, Iraq and Russia, who are also seeking refugee status.

The Ugandan fled his home five years ago after his father was killed by a gang, who also attacked John and shot him in the leg. After arriving at Heathrow airport, John, then only 16, was abandoned by the guardian who was supposed to arrange a school and home for him. He had no family in the UK (his mother died 10 years earlier) and was mistrustful of people. Eventually he made contact with social services, who found him temporary accommodation. But he suffers from depression, aggravated by the uncertainty over his status, unable to work or claim the same benefits as refugees or British citizens. "It was hard being here; I thought of all these things I'd lost and I found it hard to cope."

But he says meeting fellow asylum seekers through the Room2Heal organisation, part of the Helen Bamber Foundation, which advises and supports refugees and victims of torture, has helped him: "It gives you a family feeling. There are things I can discuss with them that I couldn't with other people." Every Friday without fail John travels across London by bus from Crystal Palace to Islington's Culpeper community garden to tend the plot of land and, especially, to look after the small fir tree he planted in memory of his father.

Psychotherapist Mark Fish set up Room2Heal 18 months ago after working in northern Uganda, where he established a retreat for religious leaders. Alongside the gardening group, Fish also runs a group counselling session that allows the members, who are aged between 20 and 50, to share their problems. Fish says the idea for a plot of land in the garden was originally to provide a space for contemplation and relaxation but its significance has grown: "These people don't have homes. This bit of land is their own. One member told me proudly 'I'm a landlord'; when he said that, he looked radiant."

Culpeper, founded in 1982, has grown from a rubbish tip into an attractive site with ponds, rose pergolas and herb gardens. It is a serene sanctuary from the surrounding traffic and busy shopping area. Dependent on charitable grants for its funding, Culpeper is home to 50 plots tended by community groups such as Room2Heal, as well as children from a local primary school and nearby residents who do not have gardens. Looking after the patch is a communal effort carried out by two garden workers, a number of plot holders and the volunteers.

Community gardens have, in some form or other, existed since cities , although the movement gathered pace in Britain and the US at the end of the 19th century. Then areas were cultivated by local workers with the aim of providing free food and exercise. After the second world war, many gardens were built on, or became derelict sites.

Jeremy Iles, director of the Federation of City Farms and Community Gardens, to which Culpeper belongs, says such gardens are a good way of developing community cohesion: "They have an impact that is different to the services provided by local authorities . . . There's a social value far beyond just gardening."

Culpeper holds a number of activities for locals, including a pensioners' tea party, arts projects for children and Hallowe'en parties as well as plant sales. Fish observes that the plot helps members make connections with the community and shows locals that "asylum seekers are not the dark figures they're made out to be in the press".

Last year Room2Heal members built a path on their patch of garden to symbolise the journey they had been on. At first it was straight. But, after much discussion, they reset the paving stones in a wiggly line because it better represented their struggle. At the end of the path they plan to build a small bench and hope that people from neighbouring plots as well as visiting locals will sit in their patch.

Kate Bowen, a worker at Culpeper, believes Room2Heal is an asset to the garden: "They're friendly. . . they make an effort to be part of the community, especially with their offers of barbecued chicken and tea." John says he regularly gets horticultural tips from holders of neighbouring plots.

The number of community gardens has grown recently - membership of the federation has grown from 120 groups seven years ago to 360 now - which Iles attributes in part to the recognition of their social value. But it is also due to the growing interest in food miles, organic produce and healthier lifestyles.

Health is one of the reasons James, a 46-year-old Room2Heal member, who uses a walking stick after being injured in police detention in Kenya, likes to come to the garden. Working on the plot helps to keep him mobile - he does the planting jobs so he can kneel down. But the benefits are beyond physical: "I felt dead until I came into this group. If I feel down, it transforms me to come to the garden." in Financial Times, 26 de Abril de 2008

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Câmara de Coimbra aprova quatro novas hortas urbanas

A Câmara de Coimbra aprovou hoje a criação de hortas urbanas em mais quatro zonas da cidade, afectando ao projecto terrenos municipais no Alto de S. Miguel/Ingote, S. Martinho do Bispo, Portela e Vale das Flores

A proposta do vereador com o pelouro da Habitação, Jorge Gouveia Monteiro, surge na sequência do projecto das Hortas do Ingote, desenvolvido nos últimos anos neste bairro da cidade, e que tem tido «uma avaliação muito positiva» e «grande aceitação por parte da população residente».

Em relação às novas áreas destinadas às práticas agrícolas na cidade, é referido que no caso do Alto de S. Miguel (junto à urbanização Ar e Sol) e de S. Martinho do Bispo (junto das piscinas Luís Lopes da Conceição), elas poderão funcionar como áreas de expansão das hortas já existentes no Bairro do Ingote e em terrenos da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), respectivamente.

A ESAC, em conjunto com a Junta de Freguesia de S. Martinho do Bispo, iniciou também, em Outubro de 2008, um núcleo de hortas urbanas, junto à Casa do Bispo. Segundo um documento apresentado hoje na reunião quinzenal do Executivo camarário de Coimbra, no caso da Portela (a Sul da Avenida da Boavista), o projecto poderá «conjugar a exploração útil do solo com a preservação e rentabilização dos laranjais ali existentes». Por seu turno, no Vale das Flores (na margem direita de uma ribeira e a juzante do Centro de Saúde do Bairro Norton de Matos) é esperada «uma boa adesão» da população, dado que já ali existem pequenas hortas privadas.

in Lusa/SOL 2 de Fevereiro de 2009

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

CML anuncia hortas citadinas e novos jardins para uma capital mais verde

in http://www.rtp.pt/

Passear a pé pela Avenida Duque de Ávila, cultivar uma horta urbana ou desfrutar de dez novos parques de Lisboa serão realidades possíveis até 2011, a concretizarem-se as expectativas do vereador Sá Fernandes que promete transformar a capital numa cidade verde."Lisboa tem todas as possibilidades de ser uma cidade verde, mas não é neste momento", afirmou o vereador com o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes, em entrevista à Agência Lusa.

Nos próximos anos, o autarca espera desenvolver a estrutura verde da cidade, criando corredores que vão ligar os vários parques da cidade, incluindo dez novos espaços: Quinta da Granja de Baixo (Benfica), Parque Periférico (Monsanto-Paço do Lumiar), Ameixoeira, Vale Fundão e Quinta das Flores (Marvila), Parque Hortícola de Chelas, Vale de Santo António (Penha de França), Museu da Água (Santa Apolónia), Jardim Mahatma Ghandi (Lumiar) e Casal Vistoso (Areeiro). No total serão mais 103 hectares verdes.

O investimento vai ser faseado - dois milhões de euros até 2009, mais 2,1 no ano seguinte e 2,5 em 2001 - mas as obras devem avançar em breve. "Para o ano será fácil ir a pé ou de bicicleta de Monsanto ao Palácio da Justiça, de Telheiras ao Campo Grande e à Avenida Gago Coutinho ou do Cais do Sodré a Belém. São coisas inacessíveis hoje", exemplificou José Sá Fernandes.

O projecto da Câmara não passa só pela criação de novas áreas, mas também pela revitalização das já existentes. "Hoje em dia, ninguém passeia no Vale Fundão. A Quinta das Flores é um viveiro abandonado, com três pessoas a trabalhar, que se pode transformar num parque extraordinário e situa-se numa zona carente deste tipo de espaços". A instalação de equipamentos, como casas de banho e esplanadas, é uma prioridade para o próximo ano. "Estas infra-estruturas podem trazer mais frequentadores para os jardins, aumentando a segurança. Por outro lado, as ligações através de pistas cicláveis vão permitir também distribuir a carga de uns jardins para os outros. E queremos que os concessionários garantam alguma vigilância", sublinhou o advogado. Parte do investimento de um milhão de euros que se destina a melhorar estas áreas será recuperado através destas concessões.

Outro "exemplo flagrante da mudança" será poder ir a pé de Monsanto até ao Instituto Superior Técnico, atravessando a Avenida Duque de Ávila "que, durante décadas, só teve carros e vai ser parcialmente pedonalizada e dotada de esplanadas".

Sá Fernandes quer também que os lisboetas tenham a possibilidade de cultivar uma horta e, até mesmo, de criar um pequeno negócio em torno dessa actividade. O primeiro parque hortícola, com 14 hectares, vai surgir em Chelas, "numa zona onde já existe alguma agricultura". A equipa de Sá Fernandes está a estudar a melhor forma de concretizar as infra-estruturas (distribuição de água, caminhos e mobiliário urbano) e a maneira como integrar as pessoas na produção de bens agrícolas. "A ideia é diferenciar os parques hortícolas: uns serão como o de Chelas, apostando na envolvência das pessoas em termos comunitários. Noutros, serão arrendados talhões. Queremos organizar locais onde já existem hortas, como a Quinta da Granja, Vale Fundão ou Carnide".

Para o vereador, os parques não servirão apenas para o lazer ou para a auto-suficiência. "Acreditamos que se pode desenvolver algum empreendedorismo e até criar uma marca para estes produtos que seriam escoados através de cadeias de supermercados interessadas em apoiar esta iniciativa", explicou.

Outra ideia, já em curso, é abrir alguns jardins privados ao público. As visitas estão a decorrer na Quinta da Granja de Cima, no Seminário da Luz e na Quinta do Frade, e poderão vir igualmente a ser feitas na Quinta da Buraca, do Bom Pastor e do Patriarcado, caso as negociações cheguem a bom termo.

Vários miradouros vão ser também alvo de intervenção. Torel, Santa Luzia, Botto Machado, Monte Agudo, Penha de França, Alto do Parque Eduardo VII e Senhora do Monte mostram-se com nova cara aos apreciadores das vistas panorâmicas no próximo ano.

FOTO: a surpreendente vista do Jardim do Torel...

domingo, 31 de agosto de 2008

TERRA À TERRA: um exemplo do Porto

Terra à Terra - Projecto de Compostagem Caseira

O Terra-à-Terra é um projecto criado pela Lipor que visa promover a redução dos resíduos orgânicos ao nível das habitações da área da sua intervenção.

Os Municípios associados da Lipor contribuem com mais de 500.000ton/ano de resíduos sólidos urbanos que precisam de recolha, transporte, tratamento e deposição. Todo este processo tem custos económicos e ambientais consideráveis. Cerca de 40% dos resíduos produzidos são resíduos orgânicos, que podem em parte ser valorizados através da compostagem caseira, facilmente praticada nas habitações, tendo igualmente como benefícios o exercício físico, o contacto com a natureza, a melhoria dos solos e claro, um ambiente melhor. Estima-se que o processo de compostagem caseira permite uma redução em mais de 300Kg/ano por compostor.

Com este projecto pretende-se fomentar a prevenção dos resíduos orgânicos recolhidos e tratados de forma centralizada, reduzindo assim, o impacte ambiental associado ao processo e melhorando a qualidade de vida da população afectada.

Para aderir ao projecto e receber gratuitamente um compostor, os interessados precisam apenas de preencher uma ficha de inscrição, ter idade superior a 18 anos e residir em habitação permanente com jardim na área de intervenção do projecto. Após frequentar gratuitamente uma Acção de Compostagem de 3 horas, receberão um compostor.

O projecto é dinamizado pela Lipor em parceria com os seus Municípios Associados e não tem custos para os participantes. Para saber mais: http://www.hortadaformiga.com/

HORTA NA ESCOLA: um exemplo do Porto

De modo a promover a redução de resíduos, a cidadania e a qualidade de vida nas escolas, a Lipor (Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto) iniciou em 2004 um projecto intitulado 'Horta na Escola'.

Com este projecto a Lipor pretende ajudar as escolas a instalar uma pequena horta na sua envolvente, para que os alunos, funcionários e professores possam desfrutar dos produtos que aí cultivarem.

Numa fase preparatória foi solicitádo o preenchimento e envio de um pequeno inquérito, de modo a se poder avaliar o que existia nas escolas, quais as suas necessidades e qual o interesse em desenvolver o projecto.

Em Novembro de 2004, deu-se o início às actividades nas escolas.

A 1ª sessão é uma visita à Horta da Formiga - Centro de Compostagem Caseira, um espaço criado pela Lipor para educar e sensibilizar os cidadãos, em especial a população escolar. Permite demonstrar o que é a compostagem, quais as suas vantagens e diferentes usos (tem uma horta e um pomar biológicos com espécies cuidadosamente seleccionadas, onde é utilizado o composto produzido).

A 2ª sessão é dedicada à compostagem caseira (como separar os resíduos orgânicos, como encher o compostor e como manter o compostor a funcionar).

A 3ª sessão destina-se à horta (o que semear, plantar, que utensílios usar, como utilizar o composto e como manter a horta durante o ano respeitando sempre os métodos de produção biológica).

A 4ª sessão é no final do ano lectivo, para verificar se está tudo a correr conforme previsto.

Já aderiram ao projecto 36 escolas da região do Grande Porto. A utilização do composto como fertilizante no cultivo de alimentos para consumo pessoal é uma maneira simples e directa de nos ligar com a terra e ao mesmo tempo contribui para a diminuição de resíduos orgânicos a enviar para tratamento, que correspondem a 40% do nosso saco do lixo doméstico. Para mais informações sobre o projecto visite: http://www.hortadaformiga.com/

FOTO: jovem figueira, Ficus carica, uma das árvores a crescer na 'Horta na Escola'.

sábado, 30 de agosto de 2008

HORTA À PORTA: um exemplo do Porto

Horta à Porta - hortas biológicas da região do Porto, é um projecto que visa promover a qualidade de vida da população, através de boas práticas agrícolas. Apesar de já existirem na região do Grande Porto alguns projectos de compostagem caseira, hortas pedagógicas e agricultura biológica, é ainda muito limitada a sua divulgação e acesso à população. O projecto é dinamizado pela Lipor (Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto) em parceria com as Juntas de Freguesia de S. Pedro de Rates, Aver-o-mar e Maia e os Municípios de Matosinhos, Póvoa de Varzim, Maia e Porto.

A criação de uma rede desta natureza reveste-se de enorme importância, pelo que a Lipor, na tentativa de optimizar os espaços, a informação e os meios existentes na Região, lançou o Projecto Horta à Porta. Esta iniciativa passa não só pela criação de espaços verdes dinâmicos mas também pela promoção do contacto com a Natureza e de hábitos saudáveis sem esquecer a redução de resíduos.

O projecto Horta à Porta surgiu em Julho de 2003 devido à necessidade de articular a disponibilidade de várias entidades numa rede que viabilizasse uma estratégia para a Região do Grande Porto no domínio da Compostagem Caseira, na criação de Hortas e na promoção da Agricultura Biológica.

Na prática, este projecto pretende disponibilizar talhões de aproximadamente 25 m2 a particulares interessados em praticar a agricultura biológica e a compostagem. Ao receber o talhão de terreno, os futuros agricultores recebem também formação em agricultura biológica (para amadores) e acompanhamento técnico ao longo do ano. É ainda disponibilizada água, um local para armazenar as ferramentas e um compostor comum.
Os munícipes têm a possibilidade de cultivarem a sua pequena horta, com a garantia de qualidade dos produtos, de melhor saúde e ambiente. Neste momento estão já a funcionar 10 hortas urbanas:

MAIA
Horta de Crestins – 74 talhões
Horta da Maia - 14 talhões
Horta da Quinta da Gruta - 66 talhões

PÓVOA DE VARZIM
Horta de Rates - 10 Talhões
Horta de Aver-o-mar - 29 talhões

PORTO
Horta Municipal de Aldoar - 13 Talhões
Horta Municipal da Condomínia - 25 Talhões
Horta de Aldoar - 12 Talhões

MATOSINHOS
Horta de Custóias - 32 talhões
Horta de Leça da Palmeira - 19 talhões