Mesmo ao centro da imagem, ao fundo, vemos a fachada simétrica do antigo Noviciado da Cotovia que mais tarde, após a expulsão dos Jesuítas do nosso país, seria transformado em Colégio dos Nobres. Do lado direito, vemos o longo muro da cerca onde se destacam algumas árvores altas. Num plano mais próximo do observador, vemos um outro grande edifício conventual (com igreja e torre sineira) dominando a paisagem. Era o Convento das Terceiras de Jesus, cuja igreja, mais conhecida como das Mercês, encerra na abóbada de uma das suas antigas capelas, a da Imaculada, um dos mais notáveis conjuntos azulejares da cidade e que resistiu ao desastre de 1755. Toda a zona envolvente era essencialmente rural, pois podemos ver o que parecem ser olivais, hortas e campos de cultivo.
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sábado, 27 de junho de 2009
O Jardim Botânico no Museu do Azulejo
domingo, 14 de junho de 2009
Os Jardins de Faiança da Fábrica de Miragaia
«A Fábrica de Louça de Miragaia, fundada em 1775 por João da Rocha e pelo sobrinho João Bento da Rocha, foi uma das fábricas mais influentes na produção de faiança em Portugal entre a segunda metade do séc. XVIII e a primeira do séc. XIX. Os seus proprietários, que regressaram do Brasil para se instalar no Porto, onde aplicaram os seus vastos recursos angariados com o comércio do açucar e os navios, distinguiram-se na vida da cidade como homens de negócios e políticos. Sucedeu-lhes Francisco da Rocha Soares, também ele regressado do Brasil, que deu um grande impulso à fábrica, diversificando os mercados e os produtos. No início do séc. XIX, a fábrica de Miragaia esteve ligada às fábricas de Massarelos, de Santo António do Vale de Piedade e Cavaquinho, quer por laços familiares, quer por arrendamento.
O último proprietário, Francisco da Rocha Soares como o pai, destacou-se essencialmente pela sua intervenção política como liberal convicto. Durante a sua administração, promoveu uma maior industrialização da produção da fábrica, expandindo os negócios no continente e ilhas.
Ao longo dos cerca de setenta e cinco anos em que laborou, a fábrica de Miragaia teve uma produção considerável de peças em faiança, que podemos dividir basicamente em dois períodos. O primeiro entre 1775 e 1822 e o segundo entre 1822 e 1850, data em que deixou de ser explorada pela família Rocha e foi arrendada à firma Teixeira e Cª, no seguimento da falência do proprietário, Francisco da Rocha Soares.»
FOTO: Figura Decorativa para jardim - América. Faiança. Fábrica de Miragaia, 1830-1850 (colecção Eduardo Lencastre).
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