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terça-feira, 7 de julho de 2015
sábado, 2 de novembro de 2013
Por uma Lisboa com Jardins de relvados limpos!
Finalmente, e após muitas reclamações/sugestões de cidadãos (onde se inclui a LAJB!) a Câmara Municipal de Lisboa procedeu à colocação de sinalética nos parques e jardins públicos alertando os cidadãos para os seus direitos e deveres enquanto proprietários de animais de estimação, nomeadamente o cão. A sinalética está bem feita, é clara e agora só resta esperar que haja mais civismo nos jardins públicos por parte de quem passeia com o seu cão! Obrigado CML! O exemplo na imagem foi fotografado no Miradouro do Torel.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Continuam a morrer as Palmeiras de Lisboa!
Rua de São Bento e Torel
Continuam a morrer as palmeiras das canárias em Lisboa.
Alguns exemplares emblemáticas da nossa cidade estão a desaparecer da nossa paisagem, como a belíssima, alta, palmeira no Miradouro das Portas do Sol - não sobrevieu e morreu este verão. Agora é importante unirmos esforços para que pelo menos as palmeiras que morrerem em jardins municipais sejam substituídas por outras plantas para que a perda não seja tão grave para Lisboa.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
PATRIMÓNIO: Um projecto que contempla a morte de uma Árvore
No dia 19 de Março de 2012 a Associação Lisboa Verde escreveu à Autoridade Florestal Nacional a pedir a classificação de uma árvore num logradouro de um palácio no Torel em Lisboa. Esta foi a resposta recebida (ver documento original em anexo) e que nos faz pensar no futuro incerto dos logradouros/jardins em volta do nosso Jardim Botânico. Com processos muitas vezes mal instruídos pela CML e IGESPAR, os interesses dos promotores imobiliários acabam, facilmente, por se sobrepor ao interesse público. Parece que em Lisboa as árvores, o nosso património natural, é que se tem de «adaptar» aos projectos imobiliários e não o contrário. A leitura atenta desta carta dispensa mais comentários:
Ministério da Agricultura, Mar Ambiente e Ordenamento do Território
Autoridade Florestal Nacional
Data: 25 de Julho de 2012
Assunto: Indeferimento de pedido de classificação de Interesse Público de um Cipreste
Local: Palácio Silva Amado
Freguesia: Pena
Concelho: Lisboa
No seguimento do pedido de classificação de interesse público de uma árvore da espécie Cupressus sempervirens L., vulgarmente conhecida por cipreste, existente no local acima indicado, a após vista ao local constatou-se:
- O edifício é um antigo Chalet que está devoluto e completamente fechado, existindo no pátio um cipreste que, lamentamos informar, não vamos proceder à respectiva classificação de Interesse Público, uma vez que estão a decorrer obras de requalificação do espaço, cuja operação urbanística foi já aprovada pela CML e pelo IGESPAR.
- Qualquer plano para a salvaguarda desta árvore teria que passar por uma alteração ao projecto (já aprovado) o que traria consequências judiciais e monetárias muito elevadas a pagar ao promotor da obra.
- Foi constatado ainda que no decorrer das obras foi injectado betão no subsolo junto à árvore encontrando-se esta a viver com dificuldade. Foi-nos referido que a obra contempla o arranjo paisagístico do exterior com a colocação de outras árvores que se vão adaptar melhor ao espaço.
Os nossos cumprimentos,
O Director da Unidade de Defesa da Floresta
domingo, 17 de junho de 2012
Visita da LAJB ao Palácio e Jardim Sousa Leal
PALÁCIO DOS PEDROSAS
(1831-1860)
Data do ano de 1800 a primeira notícia que há da construção de um "palácio" pelo Comendador Manuel José da Silva Franco. O imóvel foi por sua vez comprado em 1831 pelo desembargador José António da Silva Pedrosa que aqui
viveu até ao ano de 1842 altura em que faleceu. A viúva e os filhos ficaram na
posse do palácio e nele habitaram até 1856 ano da morte da viúva D. Rita
Camila. Os interiores do palácio receberam importantes remodelações pela
família Pedrosa: do Brasil vieram madeiras valiosas para sobrados e tectos.
PALÁCIO SOUSA LEAL
(1885-1911)
Após um período em que o palácio esteve desabitado, de
1858 a 1860, foi adquirido pelo capitalista JOSÉ DE OLIVEIRA DE SOUSA LEAL que fez
fortuna nas colónias de África. José de Sousa Leal fundou em Lisboa uma importante
organização comercial com o objectivo de fazer transações com o continente
Africano, para o que possuía uma frota de barcos para transporte de
mercadorias. O Comendador José de Oliveira de Sousa Leal faleceu em
Outubro de 1881 e a propriedade passou por herança para o filho ALFREDO DE OLIVEIRA DE SOUSA LEAL. Herdando a enorme fortuna paterna, Alfredo Leal foi também
figura de relevo na época, ocupando lugares de importância
tais como os de Director da Companhia do Gás e Director do Banco de Portugal.
Em harmonia com a situação financeira e social, e casando por
volta de 1884 com Dona Adelaide Carolina
Lambruschini-Rapeto, descendente de família nobre genovesa, Alfredo Leal
toma a decisão de se instalar no Palácio dos Pedrosas. Situado a dois passos da
luxuosa Avenida da Liberdade (inaugurada em 28 Abril 1886) e com mais de 600m2
de área de jardim, os interiores iriam
ser alvo de um complexo processo de remodelação de modo a transformá-lo numa
luxuosa habitação.
Alfredo Leal submete à Câmara Municipal de Lisboa um
«Projecto para as modificações exteriores e interiores» no dia 11 de Fevereiro de 1885 – que foi
deferido logo a 25 de Fevereiro de
1885 (obra nº 9460, Arquivo Municipal de Lisboa). As obras decorreram pelo
menos até finais de 1886 pois a 3 de Março desse ano é entregue um pedido de
prorrogação da licença de obras por mais 8 meses. Mas os últimos detalhes de
decoração estariam ainda a decorrer em 1887 pois essa data surge em várias
telas a óleo dos tectos do andar nobre.
Para além da decoração que foi realizada em
todo o interior, também há a destacar as seguintes alterações: a escadaria e
entrada nobre passou para o pátio norte; foi criada uma nova escadaria em
espiral para ligar todos os pisos; no piso das lojas, com entrada directa para
a Rua de S. José, para além das cocheiras foram criadas instalações para os
escritórios com casa-forte, espaços ainda hoje existentes. Os dois pátios que
ladeiam a fachada do Palácio a norte e sul foram remodelados com a substituição
dos antigos muros e portais por gradeamento de ferro, ao centro do qual se
abrem portões de ferro fundido com pares de lampadários para a novidade da iluminação a gás. Nos interiores foram redecorados
mais de 4000m2 de área, com destaque para os espaços do andar nobre: Sala de Entrada, Sala de Música, Sala de Visitas, Sala de Baile, Sala de Bilhar, Sala de Fumo e a Sala de Jantar.
Sousa Leal deve ter estreado a sua nova residência e parque
em 1888, justamente na época em que se lançava num grande novo empreendimento:
por contrato com o Governo aprovado em 4 de Junho de 1887 assumiu, juntamente
com António de Sousa Lara, o encargo de estabelecer carreiras regulares de
navios entre a Metrópole e as colónias em África. Foi constituída uma sociedade
constituída por 35 indivíduos e firmas comerciais sob a designação de Mala Real Portuguesa, de que Alfredo de
Sousa Leal era o principal capitalista.
JARDIM e PARQUE SOUSA LEAL
Para além dos cerca de 600m2 de jardim e pátios, Alfredo de
Sousa Leal comprou em 1885 o parque que se estende pela íngreme colina que vai
das traseiras do edifício até ao Torel. Toda esta área, que veio valorizar
muito o Palácio, recebeu um traçado orgânico de caminhos, canteiros e foi
plantada com palmeiras e diversas árvores ornamentais como era moda na época.
Referência ainda ao precioso Roseiral
que Alfredo de Sousa Leal cultivava com especial carinho no jardim formal atrás
do andar nobre do Palácio.
A Mala Real Portuguesa acabou por falir em 1891 e Sousa Leal perdeu mais de metade da fortuna que herdara de seu pai – uma perda que
não conseguiria recuperar. Os bailes e festas pararam e não vieram a dar-se no palácio
mais do que festas íntimas com poucos convidados. Em 1911, Alfredo de Sousa Leal abandona o palácio indo residir para um banal apartamento na Rua Andrade na freguesia dos Anjos.
PALÁCIO sede da
Administração dos CTT (1912-2010)
A 30 de Dezembro de 1911 assinava-se o contrato de
arrendamento do palácio à ADMINISTRAÇÃO
GERAL DOS CORREIOS E TELÉGRAFOS. Alguns dias depois Alfredo de Sousa Leal morre, a 5 de JANEIRO de 1912, com 57
anos. A viúva, D. Adelaide de Sousa Leal, viria a falecer em Janeiro de 1923.
Depois de ter sido vendido ao comerciante Joaquim dos Santos Lima em 1916, o paláciopassou para a posse dos CTT por doação na segunda metade do séc. XX. No final de 2010 a Administração dos CTT deixa o Palácio Sousa Leal passando a sua sede para um novo edifício no Parque das Nações em Lisboa. Actualmente restam na antiga sede histórica alguns serviços como a Provedoria.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Cipreste em risco no Palácio Silva Amado na Travessa do Torel?
Lisboa, 12 de Março de 2012
Exmo. Sr. Vereador,
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem por este meio chamar atenção para uma notável árvore que poderá estar em risco no pátio do antigo Palácio Silva Amado na Travessa do Torel, Freguesia da Pena.
Recentemente deu-se início a uma grande operação urbanística neste palácio e, porque já é quase regra nestas situações, receamos que o dono da obra não tenha acautelado a protecção desta árvore. Estará este cipreste fisicamente protegido contra as actividades agressivas de uma obra desta natureza (grandes demolições em curso)?
Por último, receamos que a árvore seja abatida - atitude cada vez mais corrente, como infelizmente temos observado, em tantos outros logradouros de Lisboa quando o seu coberto vegetal é destruído para impermeabilização e abertura de caves de estacionamento.
Solicitamos assim que nos esclareça se os nossos receios são infundados e se este cipreste está protegido pelo PDM, sendo cuidadosamente integrado no projecto arquitectonico em desenvolvimento.
Enviamos em anexo imagens que mostram como esta árvore é um marco naquela zona urbana antiga de Lisboa.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
CC: Assembleia Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia da Pena, Associação Lisboa Verde, Quercus Lisboa, Fórum Cidadania Lx
Exmo. Sr. Vereador,
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem por este meio chamar atenção para uma notável árvore que poderá estar em risco no pátio do antigo Palácio Silva Amado na Travessa do Torel, Freguesia da Pena.
Recentemente deu-se início a uma grande operação urbanística neste palácio e, porque já é quase regra nestas situações, receamos que o dono da obra não tenha acautelado a protecção desta árvore. Estará este cipreste fisicamente protegido contra as actividades agressivas de uma obra desta natureza (grandes demolições em curso)?
Por último, receamos que a árvore seja abatida - atitude cada vez mais corrente, como infelizmente temos observado, em tantos outros logradouros de Lisboa quando o seu coberto vegetal é destruído para impermeabilização e abertura de caves de estacionamento.
Solicitamos assim que nos esclareça se os nossos receios são infundados e se este cipreste está protegido pelo PDM, sendo cuidadosamente integrado no projecto arquitectonico em desenvolvimento.
Enviamos em anexo imagens que mostram como esta árvore é um marco naquela zona urbana antiga de Lisboa.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
CC: Assembleia Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia da Pena, Associação Lisboa Verde, Quercus Lisboa, Fórum Cidadania Lx
domingo, 12 de fevereiro de 2012
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