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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

«Regulamento para árvores de Lisboa vai ser aprovado, mas com fortes críticas»

















Depois de um ano cheio de polémicas, surge a esperança de que, a partir de agora, as coisas serão diferentes. O corte, a poda e os tratamentos das árvores da capital portuguesa, que recentemente ficaram sob a alçada das juntas de freguesia, estarão sujeitos a novas regras. Mas há quem ache que elas não serão ainda suficientes e, em alguns aspectos, pecam por falta de clareza. O que se poderá revelar contraproducente relativamente à tentativa de estabelecer uma actuação uniforme na forma de lidar com as árvores da cidade. [...]  
Às juntas de freguesia – cuja actuação tem sido, ao longo de 2015, muito contestada pelos frequentes abates e podas substanciais realizadas um pouco por toda a cidade – fica vetada, porém, a capacidade de decidirem sozinhas sobre o corte de exemplares para os substituir. Num dos pontos do artigo relativo ao “plano para substituição do arvoredo” (19º), é mesmo referido que “o plano de substituição de arvoredo é aprovado pelo presidente da CML ou pelo responsável com competência delegada”. Depois de apresentado à câmara, esta tem um prazo de 15 dias para se pronunciar sobre o mesmo. Mas todas as outras intervenções estarão sujeitas ao arbítrio dos serviços das juntas.  
E isso está a deixar preocupados os membros da Plataforma em Defesa das Árvores, que agrega diversos indivíduos e associações em torno de um mesmo propósito. “Algumas das nossas sugestões, que consideramos importantes, não foram consideradas, sobretudo no que se refere à falta da apresentação de um plano de intervenções a realizar pelas juntas”, critica Rosa Casimiro, porta-voz da plataforma, lamentando a inexistência de “regras claras” sobre que tipo de tratamentos e podas as juntas podem ou não fazer sem informar os serviços técnicos da CML. “Isso era essencial”, considera.  
Em todo o caso, diz este elemento do colectivo de cidadania, o aparecimento do regulamento – sobre o qual a câmara terá recebido uma dúzia de sugestões durante a consulta pública – é algo a celebrar. Mas isso não garante nada, se não se fizer um acompanhamento e fiscalização sérios da aplicação do mesmo. Rosa Casimiro diz-se apreensiva. “Em reuniões que tivemos na Assembleia Municipal de Lisboa, alguns presidentes de juntas disseram-nos que não estavam dispostos a cumprir com todas as regras do regulamento”, revela a activista, mostrando cepticismo sobre a capacidade de fiscalização da câmara face à actuação das juntas.  
Apesar das dúvidas, Rosa Casimiro saúda o aparecimento do regulamento, que ainda terá de ser apreciado pela assembleia municipal. E dá como um bom exemplo do que vai mudar o facto de, a partir de agora, ser obrigatório para a CML indicar um local para a recolha da madeira resultante dos cortes e podas nas árvores. “Isso é muito positivo. Tenho visto coisas inacreditáveis, com pessoas a levarem a lenha para casa”, diz a responsável da Plataforma em Defesa das Árvores, para quem “é imprescindível que o regulamento seja respeitado, caso contrário não haverá uniformidade na abordagem à macha arbórea da cidade”.» 
In O Corvo (15.12.2015) Por Samuel Alemâo

sábado, 22 de agosto de 2015

«Regulamento para as árvores de Lisboa em consulta pública até ao fim de Setembro»

A Plataforma em Defesa das Árvores lançou uma petição, que recolheu 375 assinaturas, na qual se pede que nenhuma poda ou abate seja feito na cidade até este regulamento entrar em vigor.
 
O Projecto de Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa já se encontra em consulta pública, podendo os interessados apresentar sugestões sobre o documento até ao dia 30 de Setembro, presencialmente ou no site da Câmara de Lisboa.
 
A versão agora sujeita a discussão pública prevê que qualquer “intervenção que implique o abate, o transplante ou outra operação que de algum modo fragilize as árvores” seja “previamente sujeita a parecer vinculativo” da câmara, “de forma a determinar os estudos a realizar, medidas cautelares e modo de execução dos trabalhos”. Há no entanto uma excepção: “as juntas de freguesia podem proceder ao abate urgente de árvores que representem um risco para pessoas e bens atento o seu estado de conservação fitossanitária”.  
 
No projecto de regulamento diz-se que essas situações devem ser “devidamente certificadas por técnico da freguesia ou do município, do laboratório público ou instituição de ensino superior ou de empresa com certificação para o efeito”. Acrescenta-se ainda que do abate se deve “dar nota” à câmara “com a maior brevidade possível”.
 
Na primeira versão do regulamento que foi levada a reunião camarária, e que a oposição criticou por não ter sido previamente sujeita à apreciação das juntas, não havia qualquer excepção à obrigatoriedade de os abates de árvores serem objecto de parecer do município.
 
Nas intervenções que tem feito sobre a matéria, o vereador da Estrutura Verde tem desvalorizado essa questão, frisando que “o mais importante do regulamento” é o facto de ele indicar “em que alturas se deve podar e plantar, seja a câmara ou as juntas” a fazê-lo. “É isto que no fundo interessa para a gestão do arvoredo”, afirmou José Sá Fernandes na última reunião do executivo, em Julho.
 
Particularmente crítico da proposta de regulamento tem sido o PCP, cujos vereadores consideram que a sua elaboração é um reconhecimento de que, ao nível da gestão do arvoredo, a transferência de competências da câmara para as freguesias “foi um falhanço”. “As juntas não têm em termos técnicos know-how nesta área nem capacidade de intervenção”, afirmou recentemente Carlos Moura.
 
Já o seu colega de bancada João Ferreira notou que o regulamento prevê “soluções incongruentes, susceptíveis de vir a perpetuar algum tipo de conflitos” entre os diferentes órgãos autárquicos. “Este regulamento surge perante a constatação dos efeitos negativos da passagem da gestão do arvoredo para as juntas mas não resolve os problemas da melhor forma”, concluiu o vereador comunista na reunião pública em que o assunto foi discutido.
 
O projecto de regulamento que está agora em discussão pública inclui dois anexos: um com as “normas técnicas para implantação e manutenção do arvoredo de Lisboa” e outro sobre as “árvores recomendadas para utilização nos arruamentos de Lisboa”. Em relação à poda, diz-se no primeiro desses anexos que “a poda de manutenção deverá ocorrer quando os serviços competentes da autarquia indicarem, sendo preferencialmente executada entre Novembro e Abril, podendo no entanto ocorrer noutros meses de acordo com circunstâncias devidamente justificadas”. Como se constata através das muitas notícias que sobre o assunto têm vindo a público nos últimos meses, esse período preferencial nem sempre tem sido respeitado pelas juntas de freguesia.  
 
À espera de ser apreciada na Assembleia Municipal de Lisboa está uma petição, entregue a 23 de Julho pela Plataforma em Defesa das Árvores, na qual se pede a “suspensão imediata das operações de poda e abate de árvores na cidade de Lisboa até à entrada em vigor do novo regulamento”. Para justificar esse pedido, os 375 signatários invocam “recentes e múltiplas operações de poda mal sucedidas e o abate mal justificado de árvores um pouco por toda a cidade de Lisboa” e elencam um conjunto de exemplos disso mesmo, entre os quais os do Jardim Cesário Verde (Arroios) e da Avenida Guerra Junqueiro (Areeiro).
 
Na petição, fala-se também na “forma desrespeitosa como são tratadas as árvores de Lisboa, sobretudo as de alinhamento e as de grande porte”, criticando-se igualmente a “falta de informação prestada pela autarquia” e a realização de “intervenções que em muito ultrapassaram os pareceres técnico-fitossanitários que justificavam/justificariam a sua poda ou abate”.  
Nos últimos meses, a Plataforma em Defesa das Árvores, que integra cidadãos individuais e várias organizações não governamentais, endereçou a vários presidentes de junta de Lisboa pedidos de informação escrita sobre as intervenções de poda ou abate que estão previstas para as suas freguesias. Face à ausência de respostas de 12 autarcas, a plataforma dirigiu em Junho uma queixa ao Provedor de Justiça, na qual alega ter sido violada a Lei de Acesso aos Documentos Administrativos. 
 
in PÚBLICO 14 Agosto 2015
 
Foto: Caldeira com cepo de árvore abatida na Rua Luciano Cordeiro

sexta-feira, 17 de abril de 2015

«Lisboa planta 100 árvores, uma por cada milhar de portugueses na Grande Guerra»
















Iniciativa lançada pela Associação Lisboa Verde prolonga-se até 2018, marcando os anos do centenário do conflito.  Em vez de mais placas evocativas ou monumentos em pedra, três associações juntaram-se para fazer uma homenagem diferente aos soldados enviados para a I Guerra Mundial. Desde o final do ano passado e até 2018, durante os anos do centenário da Grande Guerra, serão plantadas em Lisboa 100 árvores, evocando os mais de 100 mil portugueses envolvidos no conflito.  
“Cem Anos, Cem Árvores” é o nome do projecto organizado pela Associação Lisboa Verde (ALV), com o apoio da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e da Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa. O objectivo é recordar os cidadãos anónimos, soldados e enfermeiras que arriscaram a vida na I Guerra Mundial, utilizando as árvores como “símbolos de vida e renovação”, explica João Pinto Soares, presidente da Associação Lisboa Verde.  
A primeira árvore, uma oliveira, foi plantada a 11 de Novembro do ano passado na Embaixada de França, um dos países que foi palco do conflito no qual morreram cerca de dez milhões de pessoas, entre Julho de 1914 e Novembro de 1918. A 16 de Dezembro foi plantado um loureiro no Jardim do Instituto Goethe, pelo embaixador da Alemanha, Ulrich Brandenburg.  
Nesta sexta-feira será plantada a terceira árvore, na residência da embaixadora britânica, Kirsty Hayes. “Gostávamos que tivesse sido a 9 de Abril, para assinalar o aniversário da Batalha de La Lys [na Flandres, Bélgica], mas não foi possível”, afirma Pinto Soares. Porém ainda há tempo para cumprir a data, uma vez que o centenário desta batalha, da qual resultaram cerca de 600 soldados portugueses mortos e mais de 6000 prisioneiros, comemora-se a 9 de Abril de 2018.  
Segundo Pinto Soares, o objectivo é plantar árvores em espaços privados, como os cedidos pelas embaixadas, e públicos, como cemitérios, jardins ou ruas cuja toponímia esteja associada ao conflito, sempre que possível em datas simbólicas. Por exemplo, a 9 de Março de 2016 será plantada uma árvore para assinalar o centenário da entrada de Portugal na guerra.  
“Através da plantação de árvores no espaço público cumprimos a nossa missão cívica da homenagem de forma simbólica mas actual porque contribui para a qualidade de vida de todos os habitantes e visitantes de Lisboa”, lê-se no site do projecto. Para já as árvores (como oliveiras, zambujeiros, loureiros, freixos e ciprestes) são oferecidas pelas embaixadas mas Pinto Soares explica que qualquer pessoa poderá, numa segunda fase, oferecer e até plantar um exemplar.  
A iniciativa tem o apoio de entidades como a Liga dos Combatentes, as juntas de freguesia e a Câmara de Lisboa, entre outros organismos. Tem também o Alto Patrocínio da Presidência da República e inclui na Comissão de Honra nomes como o do general Ramalho Eanes e do antigo Presidente da República Jorge Sampaio. A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, apoia o projecto: no próximo dia 21 será plantada uma árvore no Jardim Fernando Pessa, ao lado do edifício da Assembleia. 
Marisa Soares, in PÚBLICO, 17/04/2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

HOJE: Plantação de Árvore na Rua da Hera









Imagens da plantação da segunda Bauhinia variegata na Rua da Hera pelos alunos da Escola Padre Abel Varzim. Todos os 16 alunos participaram de forma activa e empenhada nas duas plantações! As árvores foram oferecidas pela empresa Fitonovo. A LAJB espera que depois desta acção, os alunos da Escola das Gaivotas visitem o nosso Jardim Botânico!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia 20 de Março de 2015: Vamos plantar duas Árvores na Travessa de Santa Catarina!



















Amanhã, dia 20 de Março, pelas 14:30, haverá uma cerimónia de comemoração do Dia da Árvore, onde numa acção conjunta entre a junta de Freguesia da Misericórdia e a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, iremos plantar duas árvores, com a ajuda dos alunos da Escola Padre Abel Varzim. Vamos plantar duas Bauhinia variegata. O ponto de encontro será na Travessa de Santa Catarina, frente ao nº 13, no topo das escadinhas, junto à caldeira vazia. Contamos com a participação de todos! 

Com os melhores cumprimentos,

Junta de Freguesia da Misericórdia
Liga dos Amigos do Jardim Botânico

Foto: Travessa de Santa Catarina, 19-12-1946. Fotógrafo: Fernando Martinez Pozal (1899-1971). Arquivo Fotografico Municipal.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cerimónia de Plantação de árvore na Embaixada de França: Projecto «100 Anos, 100 Árvores»



 Jean-François Blarel, Embaixador de França em Portugal
 João Pinto Soares, Presidente da Associação Lisboa Verde
 Foram todos convidados a participar activamente 
 Sabine Blarel também participou na plantação 
 Manuela Correia, Presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico
Cérémonie à l’occasion de la commémoration de l’Armistice du 11 novembre 1918  

Intervention de l’Ambassadeur  

Cette cérémonie marquant l’anniversaire de l’armistice du 11 novembre 1918 revêt une signification toute particulière cette année.2014 est en effet l’année où ont commencé les commémorations de la Première Guerre Mondiale, et particulièrement en France où le Président de la République a présidé des cérémonies internationales le 14 juillet à Paris, puis début août pour marquer le centenaire du déclenchement du conflit et le 12 septembre à l’occasion du centenaire de la bataille de la Marne. Aujourd’hui, le chef de l’Etat a ouvert cette journée commémorative au palais de l’Elysée en lançant officiellement le Grand Mémorial, base de données en ligne qui permet d’interroger les registres matricules contenant les détails du parcours militaire de chaque soldat, conservé dans les archives départementales. Le Président a également remis le prix du concours des Petits artistes de la Mémoire à ses jeunes lauréats. Puis il accueilli ce matin des invités du monde  entier à l’Arc de Triomphe, avant d’inaugurer avec eux cet après-midi l’«Anneau de la Mémoire», le Mémorial international de la Première Guerre Mondiale, sur la colline de Notre-Dame de Lorette, près d’Arras dans le Pas-de-Calais. C’est la Secrétaire d’Etat à la Défense, Madame Berta Cabral, qui représente aujourd’hui le Portugal lors des cérémonies en France.   

L’impressionnante série de cérémonies commémoratives qui marque dans nos pays le  centenaire de la Première Guerre Mondiale, vise à saluer la mémoire de ceux qui ont trouvé la mort  ou ont été blessés ou gazés au cours du conflit. Nous pensons particulièrement en ce jour au 1,4 million de jeunes Français qui sont morts dans les tranchées et aux 7700 soldats portugais morts pendant la guerre, notamment en Afrique et pendant la bataille de la Lys.  

La commémoration a également pour objectif de transmettre aux jeunes générations le mémoire de ce conflit meurtrier et de lui faire prendre conscience de l’horreur de la guerre. Enfin, ce centenaire tend à rappeler que la guerre n’est pas un recours et qu’il existe désormais des voies  internationales de règlement pacifique des conflits, à travers l’Organisation des Nations- Unies ou par le biais d’organisations régionales.  

Hoje estamos particularmente satisfeitos por concretizar uma parceria com a associação Lisboa Verde. No âmbito do projecto “Cem anos, cem árvores”, esta associação desejaria que as Embaixadas, em Portugal, dos Estados beligerantes da Grande Guerra plantassem uma árvore. A Embaixada de França aderiu imediatamente a este projecto e propôs que esta cerimónia se realizasse a 11 de Novembro. Portanto, vou agora com o Presidente da associação Lisboa Verde plantar uma oliveira em memória de todos os mortos  da Primeira Guerra Mundial e em honra da paz.  

En ce jour nous sommes heureux de concrétiser le partenariat noué avec l’association Lisboa Verde. Dans le cadre du projet «Cent ans, cent arbres» Cette association souhaiterait que les ambassades au Portugal des Etats belligérants de la Grande Guerre plantent un arbre. L’Ambassade  de France a aussitôt adhéré à ce projet et a proposé que cette cérémonie de l’arbre ait lieu le 11 novembre. C’est donc à présent que je vais avec le Président de l’association Lisboa Verde planter un olivier en souvenir de tous les morts de la Première Guerre Mondiale et en l’honneur de la paix.  

Bonne journée à tous.

Nota: Decorreu ontem, dia 11 de Novembro de 2014 uma cerimónia de plantação de árvore na Embaixada de França no âmbito do jovem projecto cívico «100 Anos, 100 Árvores» que tem como objectivo plantar 100 árvores em Lisboa entre 2014 e 2018 durante os anos do centenário da Grande Guerra. Esta oliveira plantada pelo Embaixador de França é a árvore nº 001/100. O projecto «100 Anos, 100 Árvores» tem organização conjunta da Assoçiação Lisboa Verde, APAP-Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e da LAJB-Liga dos Amigos do Jardim Botânico.

sábado, 24 de maio de 2014

LAJB planta 2 árvores na Embaixada de Itália - II

 ...as crianças do Jardim Infantil da Freguesia de Arroios regando a Prunus lusitanica (Azereiro)





 ...plantando o cipreste, com a ajuda do Exmo. Sr. Embaixador
Embaixada de Itália em Lisboa no dia 15 de Maio de 2014: Plantação de um Azereiro e de um Cipreste no jardim da Embaixada de Itália, antigo Palácio Pombeiro.

LAJB planta 2 árvores na Embaixada de Itália - I







Embaixada de Itália em Lisboa no dia 15 de Maio de 2014: Plantação de um Azereiro (Prunus lusitanica) e de um Cipreste no jardim da Embaixada de Itália, antigo Palácio Pombeiro. Este evento contou com a participação de crianças do Jardim Infantil de Arroios. Esteve ainda presente a Sra. Joana Clemente da Junta de Freguesia de Arroios e o Sr. João Pinto Soares em representação da Associação Lisboa Verde.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TREES ARE GOOD: International Society of Arboriculture

 
Why Topping Hurts Trees
 
Topping is perhaps the most harmful tree pruning practice known. Yet, despite more than 25 years of literature and seminars explaining its harmful effects, topping remains a common practice. This brochure explains why topping is not an acceptable pruning technique and offers better alternatives.
 
What is Topping?
 
Topping is the indiscriminate cutting of tree branches to stubs or lateral branches that are not large enough to assume the terminal role. Other names for topping include “heading,” “tipping,” “hat-racking,” and “rounding over.”
The most common reason given for topping is to reduce the size of a tree. Home owners often feel that their trees have become too large for their property. People fear that tall trees may pose a hazard. Topping, however, is not a viable method of height reduction and certainly does not reduce the hazard. In fact, topping will make a tree more hazardous in the long term. This brochure is one in a series published by the International Society of Arboriculture as part of its Consumer Information Program.                               
 
Developed by the International Society of Arboriculture (ISA), a non-profit organization supporting tree care research around the world and is dedicated to the care and preservation of shade and ornamental trees. For further information, contact:
ISA, P.O. Box 3129, Champaign, IL 61826-3129, USA
 
E-mail inquires: isa@isa-arbor.com
 
FOTO: plátano decepado no logradouro da entrada lateral da Igreja de S. Domingos (MN) em Lisboa

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lei 53/2012: regime jurídico da classificação de arvoredo de interesse público

Publicada hoje, dia 5 de Setembro, a Lei L 53/2012 que aprova o regime jurídico da classificação de arvoredo de interesse público (revoga o Decreto-Lei nº 28 468, de 15/02/1938).

Nos termos da nova Lei, a classificação do arvoredo de interesse público pode ser proposta, entre outros, por:
 
A. Por organizações não-governamentais de ambiente;
B. Por cidadãos ou movimentos de cidadãos;
 
Passam a ser proibidas quaisquer intervenções que possam destruir ou danificar o arvoredo de interesse público (ou arvoredo que se encontre em processo de classificação), designadamente:
 
a) O corte do tronco, ramos ou raízes;

b) A remoção de terras ou outro tipo de escavação, na zona de protecção;

c) O depósito de materiais, seja qual for a sua natureza, e a queima de detritos ou outros produtos combustíveis, bem como a utilização de produtos fitotóxicos na zona de protecção;

d) Qualquer operação que possa causar dano, mutile, deteriore ou prejudique o estado vegetativo dos exemplares classificados.
 
Quando o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P., tiver disponível no seu sítio da Internet um formulário apto a acolher as propostas de classificação, não deixe de participar! Para além destas, http://www.icnf.pt/florestas/gestao-florestal/aip/aip-monumentais-pt há muitas outras árvores nacionais que aguardam classificação e a merecida protecção!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Plantação de uma árvore de sumaúma do Jardim Botânico no British Council

CONVITE

Plantação de uma árvore de sumaúma na sede do British Council de Lisboa - Palácio do Menino de Ouro ao Príncipe Real - Rua Luís Fernandes 1-3.
Amanhã, dia 21 de Abril (Sábado) às 11h da manhã terá lugar uma cerimónia de plantação de uma Ceiba sp. (árvore de sumaúma) do Jardim Botânico com a participação dos alunos do British Council, encarregados de educação, professores, Jardim Botânico e LAJB.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

«When a tree falls in the city»

THE TREE falling in a forest with no one to hear may or may not make a sound. But the tree that falls in the city has a big impact. It happened in last week’s blizzard: one of the twin trunks of our big old mulberry tree toppled over into our neighbors’ backyard, its 50 feet of soaring height suddenly transformed into 50 feet of problematic length.

Whether it is standing or, eerily, lying across someone else’s backyard, a city tree is a more social organism than a forest tree. It may grow on one piece of property, but it has relationships and it crosses boundaries. It hangs over other people’s yards. It does favors and creates nuisances. It can give rise to disputes and feuds but it can also foster diplomacy and compromise.

For us, the mulberry was a beautiful old shade tree; it gave definition and shape to a yard that was otherwise bald when we bought the house. It also gave us privacy, its leafy branches screening our view of the brick four-story apartment building just beyond our back fence. To the residents of that building, the tree was an annoyance, dropping pulpy mulberries onto their narrow back patio. (I imagined those apartment-dwellers applauding behind their frosty windows when the tree fell down.)

To our next-door neighbors the mulberry was a neutral presence, but now, lying across their yard with its massive tangled crown only inches from their kitchen door, it was harder to ignore. Not all of the tree’s neighbors and stakeholders are human. To squirrels, it has been a very successful gym and pick-up spot, and it’s a rowdy pub for robins and cedar waxwings who spend July getting snockered on fermented mulberries.

Loved or hated or simply tolerated, a city tree matters. It’s part of an ecosystem, often part of the history of a house and a family. I know my trees, in a way that I might not if I lived in the country and owned scads of them. Besides the mulberry, we have a linden, which I planted for the scent of the flowers and because it reminds me of my father, who spent his early childhood in Berlin.

Our other backyard trees aren’t in our yard at all — they belong to the neighbors, and hang their heads over our fence like shaggy, friendly ponies. If they could talk, they’d gossip. The apple trees on one side of us were planted by that house’s previous owner, who loved rare old fruit-tree cultivars and also planted the Porter apple tree in our front yard for the family named Porter who lived here before us. On the other side, our neighbors have put in crabapples (one, planted in their old yard to mark the birth of a daughter, was carefully dug up and transplanted when they moved here) and a delicate, deep bronze Japanese maple, which our mulberry narrowly missed hitting on its way down.

So whose problem is it, this no-longer-charming mulberry tree sprawled massively across our neighbors’ garden? Before we go there, let me just throw in another, not so idyllic, memory of different neighbors in a different neighborhood. Somehow we got into a dispute with them — one of those inexplicable, touchy disagreements about who had the right to do what on the boundary between our properties. It got angry and unpleasant, and what we learned was that being right wasn’t worth it.

Our reaction to last week’s fallen mulberry was to get on the phone and call a tree company to talk about removal. Meanwhile our neighbor, who is much more handy, was thinking he might just cut the tree up himself. On both sides of the (smashed) fence, we were seeing the fallen tree as something to pitch in on, rather than argue about. Both families were asking, “What can we do to help solve this problem?’’

Living in the city, we are all abutters. Our trees and our lives hang over the fences, shading, shadowing, dropping welcome and unwelcome fruit. We’ll fix the fence and cut up the mulberry for firewood (thank you, neighbors). And when the time comes we will plant another tree, one that doesn’t have berries (you’re welcome, apartment dwellers; sorry, cedar waxwings).

in IHT, 22-23 de Janeiro de 2011

Foto: Restos de "Bela Sombra" que caiu na Rua do Limoeiro em 1964. Imagem de Armando Seródio, Arquivo Fotográfico Municipal.

sábado, 24 de abril de 2010

Plantámos uma árvore do Jardim Botânico na Biblioteca Galveias!

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico, com a amável colaboração da Divisão de Bibliotecas e da Divisão de Jardins da CML, plantou uma Chorisia sp. do Jardim Botânico no antigo Palácio Galveias, sede da Biblioteca Municipal Central. Contámos ainda com a ajuda dos alunos da Escola São João de Deus que não só participaram no enchimento da cova como também ofereceram duas "cartas" à jovem árvore. Os nossos agradecimentos especiais a Filipe Casimiro (Director da Biblioteca das Galveias), Manuela Ramos (Biblioteca das Galveias), Margarida Ferreira (Divisão de Jardins da CML.) e à Teresa Antunes e Alexandra Escudeiro (Jardim Botânico). E muito obrigado também a todos os colaboradores e participantes que tornaram esta plantação possível!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Associação Árvores de Portugal - Dar mais força a quem defende as árvores

Caro(a) amigo(a) das árvores,

É com enorme satisfação que vimos informá-lo que a Associação Árvores de Portugal está, finalmente, a aceitar sócios. Tratadas que estão todas questões legais e burocráticas, podemos agora convidar todas as pessoas que se interessam e se preocupam com as árvores e bosques do nosso país a integrarem a nossa associação. Se pretende fazer algo pelas nossas árvores e está farto de palavras, passe à acção! Inscreva-se!

Mais do que pedir a sua contribuição para que possamos financiar os vários projectos que estamos a planear e a implementar, pretendemos também a sua colaboração na informação de situações que envolvam as nossas árvores. Somos poucos e não podemos estar ao corrente do que se passa com este nosso património, pelo que contamos com os nossos associados para nos ajudarem a estarmos informados, em tempo útil, de tudo o que seja importante para a divulgação e preservação da Árvore em Portugal.

Para saber mais sobre este convite que agora lhe fazemos, poderá consultar este texto http://www.arvoresdeportugal.net/2010/02/pelas-arvores-de-portugal/ da nossa página.

Se pretende auxiliar e juntar-se a este projecto, poderá inscrever-se nesta ligação http://www.arvoresdeportugal.net/about-2/tornar-se-socio/ da nossa página.

No que refere a quotas, optámos por cobrar uma quota única, a pagar no acto de inscrição, no valor que escolher de entre as possibilidades disponibilizadas, não tendo o sócio qualquer encargo posterior relativo a quotas.

Caso queira levar mais além a sua ajuda, poderá então escolher um ou mais dos projectos que iremos orçamentar individualmente e decidir o montante com que pretende contribuir. A Árvores de Portugal responsabiliza-se por dar conta, aos seus sócios e contribuidores, da aplicação destes fundos.

Obrigado pela sua colaboração.

Atenciosamente,

Associação ÁRVORES DE PORTUGAL


Foto: Araucária na Travessa do Combro, Freguesia da Lapa, Lisboa

domingo, 7 de março de 2010

Lisboa, «ódio ao vegetal»

Diz-me, minha alma, pobre alma resfriada, que pensarias tu de morar em Lisboa? Lá deve fazer calor, e lá refastelavas-te como um lagarto. Essa cidade fica à beira de água; dizem que é construída em mármore, e que o povo de lá tem um tal ódio ao vegetal que arranca todas as árvores.

(Charles Baudelaire, O spleen de Paris)

Foto: Palmeiras no Hospital de S. Luís no Bairro Alto, Lisboa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Plantação de árvores em Monchique - II

Trabalho Voluntário - SPA – Floresta SOS

Plantação de árvores (sessão extraordinária)

A plantação de árvores (pinheiros mansos e alfarrobeiras) têm avançado no Covão d'Águia, Monchique, graças à participação de voluntários. No entanto, a Fundação Kangyur Rinpoche necessita de realizar uma sessão extraordinária que decorrerá nos dias 6, 7 e 8 de Dezembro. Apelamos mais uma vez à participação. Os interessados devem contactar Dulce Alcobia através do Telemóvel 968059244 (até 6ª feira) ou do e-mail: dulcealcobia@gmail.com (até 5ª feira).

Programa:

- Abertura de covas 40 x 40

- Plantação das árvores

- Controle de acácias

- Limpeza de um tanque de rega

Deslocações: De modo a que as deslocações de carro sejam do ponto de vista económico e ecológico o mais bem sucedidas, pede-se a quem tenha lugares no carro ou precise de boleia o diga de modo a gerirmos da melhor forma, a logística dos transportes.

Alojamento: Existe a possibilidade de ficar no "Abrigo da Montanha"(na estrada da Foia); o custo do quarto para duas pessoas é de 15 euros/pessoa (sem pequeno almoço) e com pequeno almoço são mais 5 euros. Existe ainda a possibilidade de ficar na "Bica Boa" e em Karuna.

Recomendações: É aconselhável levar roupas velhas, galochas e umas boas luvas de jardinagem para proteger as mãos; podem trazer tesouras de poda ou outros equipamentos que julguem adequados para este conjunto de actividades.

Fundação Kangyur Rinpoche

Av. Infante Santo, nº 366 R/c Esq.

1350-182 Lisboa

Tel: 213 904 022

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Plantação de árvores em Monchique - I

Trabalho Voluntário - SPA – Floresta SOS
Plantação de árvores

A Fundação Kangyur Rinpoche, precisa de voluntários para participar no próximo fim de semana, 22 e 23 de Novembro, na "SPA- Floresta", no C. da Águia, Monchique. A tarefa: plantar cerca de 700 árvores:

- 500 alfarrobeiras
- 200 pinheiros mansos

Programa:
- Abertura de covas 40 x 402
- Plantação das árvores
- Controle de acácias
- Limpeza de um tanque de rega

Deslocações: De modo a que as deslocações de carro sejam do ponto de vista económico e ecológico o mais bem sucedidas, pede-se a quem tenha lugares no carro ou precise de boleia o diga de modo a gerirmos da melhor forma, a logística dos transportes.

Alojamento: Existe a possibilidade de ficar no "Abrigo da Montanha" (fica na estrada da Foia); o custo do quarto para duas pessoas é de 15 euros/pessoa (sem pequeno almoço) e com pequeno almoço são mais 5 euros. Existe ainda a possibilidade de ficar na "Bica Boa" e em Karuna.

Recomendações: É aconselhável levar roupas velhas, galochas e umas boas luvas de jardinagem para proteger as mãos; podem trazer tesouras de poda ou outros equipamentos que julguem adequados para este conjunto de actividades.

Quem estiver interessado em participar, por favor, contactar Dulce Alcobia:

Telemóvel: 968059244 (até 6ª feira)

E-mail: dulcealcobia@gmail.com (até 5ª feira)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

OS AMIGOS DAS ÁRVORES: « LISBOA VERDE »

Constituída a 28 de Maio de 2002, Lisboa Verde - Associação para a Defesa dos Espaços Verdes, é uma associação cívica, sem fins lucrativos, que tem como objectivo, segundo os seus estatutos, «defender, divulgar, promover, conservar e valorizar as áreas verdes da cidade de Lisboa, bem como propor junto das entidades competentes o seu alargamento e tratamento».

«Dentro desta filosofia, e tendo em conta também a defesa da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida das populações humanas que habitam a cidade de Lisboa, apelamos a todos aqueles que verdadeiramente amam esta cidade para que entrem em contacto connosco, denunciando situações que possam comprometer os nossos espaços verdes e que gostariam de ver resolvidas.»

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico já colaborou com a Lisboa Verde, nomeadamente na proposta de criação de um novo espaço verde no Largo Hintze Ribeiro que foi apresentada ao Pelouro do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa no dia 21 de Março de 2008 (Dia Mundial da Árvore).

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico agradece à Lisboa Verde tudo o que tem feito pelas árvores e jardins da nossa cidade.

Para saber mais sobre a Lisboa Verde visite: www.lisboaverde.org

FOTO: Lago do Jardim França Borges na Praça do Príncipe Real