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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

«Grupo aponta ilegalidades no Parque Mayer»

Grupo aponta ilegalidades no Parque Mayer

In Jornal "DESTAK"18/01/2012

"Representantes da Plataforma em Defesa do Jardim Botânico, Lisboa, continuam a apontar ilegalidades no Plano de Pormenor do Parque Mayer, considerando que a clasificação do jardim como monumento nacional obriga a um documento de salvaguarda do espaço. Num debate organizado pelo Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, membros da Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios e da Associação Portuguesa de de Arquitectos Paisagistas, que integram a Plataforma, discutiram o Plano de Pormenor aprovado terça-feira pela Assembleia Municipal.

Nota: O PPPM prevê construções que distam apenas 1,20 metros da cerca pombalina que delimita o Jardim Botânico, desrespeitando a Lei do Património. Também esta contemplada a impermeabilização de alguns logradouros (ex: Rua da Alegria) com a construção de caves para estacionamento "coladas" à cerca pombalina do Jardim Botânico.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Visita e Debate: “A Cisterna ou a Árvore”

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) e o Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico (GEOCORPA), organizam uma visita-debate “A Cisterna ou a Árvore”, a realizar no dia 16 de Abril, pelas 14.00h, no Jardim Botânico, no âmbito das Comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, subordinado ao tema “Água: Cultura e Património”.

Este evento consiste numa visita à cerca, ao sistema de rega e cisterna do Jardim Botânico, seguida de uma conversa aberta à participação do público. Irá debater-se a problemática da sustentabilidade de património construído vs. património vivo e património privado vs. património público.

“A Cisterna ou a Árvore” Jardim Botânico, 16 de Abril de 2011

Rua da Escola Politécnica, 58, Lisboa

PROGRAMA:

13h30 - Chegada dos participantes (entrada principal)

14h00 - Visita guiada à cisterna e ao Jardim

16h00 - Debate público (Auditório Aurélio Quintanilha)

Foto: Um dos Contrafortes pombalinos que sustentam a Classe. A cerca pombalina está ameaçada pelos projectos defendidos na última versão do Plano de Pormenor de iniciativa municipal. A equipa projetista propõe a construção de duas novas frentes urbanas que irão obstruir visualmente na totalidade o belo muro pombalino, estrutura monumental que define o espaço do Jardim Botânico desde a sua génese. Acresce ainda ressalvar que a cerca pombalina é uma das estruturas construídas mais antigas do complexo monumental do Museu Nacional de História Nacional. Com cereteza que que merece per si, ser rigorosamente restaurado para usufruto de todos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DEBATE: Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente

Exmos. Senhores,

A Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas vai promover uma sessão aberta/mesa redonda de apresentação do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e envolvente.

A sessão inclui a apresentação do Plano pela equipa projectista Aires Mateus/PROAP, seguida de debate, no dia 14 de Dezembro, pelas 18h00, na sede da APAP.

Pretende-se, desta forma, estabelecer um diálogo técnico, alargado e franco, de modo a perspectivar o futuro daquela área de Lisboa.

Sendo da maior importância o contributo dos sectores intervenientes no processo - a Ordem dos Arquitectos, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, o Sr. Director do Departamento de Planeamento Urbano, o Sr. Chefe da Divisão de Controle de Instrumentos de Planeamento e o Sr. Professor Luís Ribeiro (IST), vimos convidar V. Exª a estar presente nesta sessão/debate de esclarecimento.

Com os melhores cumprimentos,

Margarida Cancela d’Abreu

Presidente

Pede-se confirmação da presença através do endereço:


Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas
Calçada Marquês de Abrantes, 45 – 1º Dtº
1200-718 Lisboa

Tel: 21 395 00 25

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tertúlia «Falar Lisboa»: Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico

O próximo "Falar Lisboa", iniciativa do OPRURB - Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana terá como tema o Plano de Pormenor do Parque Mayer e do Jardim Botânico. As alterações ao PDM previstas são bastante controversas sendo por isso importante a contribuição de todos, uma vez que o Plano se encontra em Discussão Pública até ao próximo dia 23 de Novembro.

A Drª Manuela Correia, Presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, é a oradora convidada para falar das críticas a este Plano de Pormenor por parte da Plataforma de Defesa do Jardim Botânico. Ver petição aqui:

http://www.gopetition.com/petition/39771/signatures.html

O jantar tertúlia será dia 17 de Novembro, às 20h, no restaurante "A Berlenga", na Rua Barros Queiroz 35 (atrás da Igreja de S. Domingos).

Foto: Maquete do Plano de Pormenor. Dois novos arruamentos, quase paralelos à Rua da Alegria e à Rua do Salitre, limitados por novas construções para actividades terciárias, é uma das propostas para a zona de protecção do Jardim Botânico. Parece inofensivo nesta maquete monocromática e inócua mas será uma obra nefasta para o ecosistema do jardim em particular e desta encosta em geral.

domingo, 3 de outubro de 2010

Que Jardim Botânico queremos para Lisboa?

Realizou-se no passado dia 25 de Setembro, no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2010, uma visita guiada e debate no Jardim Botânico da Escola Politécnica de Lisboa sob a organização da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) e Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB), contando com a presença de cerca 100 pessoas, incluindo três Deputados Municipais - Partido Comunista Português, Partido os Verdes e Movimento Cidadãos por Lisboa.

Estiveram também presentes representantes de várias ONG (Quercus, Associação Árvores de Portugal, Associação Lisboa Verde, Fórum Cidadania Lx), empresas ligadas ao ordenamento do território e ambiente (Quaternaire Portugal), e Jornalistas.

O evento visou chamar a atenção, quer para o interesse cultural e histórico do Jardim, bem como debater o Jardim Botânico do Futuro. Ao longo do debate, moderado por Luísa Schimdt, e, onde foram oradores, Gonçalo Ribeiro Telles e Manuela Raposo Magalhães, houve diversas intervenções sobre o Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e envolvente, as quais suscitaram diversas questões e dúvidas quanto às consequências ecológicas e sociais da proposta, que entrará em discussão pública durante o mês de Outubro – destacando-se como mais problemáticas a drenagem hídrica e atmosférica, que exigem aprofundamento urgente, mediante estudos rigorosos e independentes, com vista à preservação do Jardim Botânico e da sua biodiversidade, bem como aos impactos negativos que o actual Plano de Pormenor terá na geografia humana da zona envolvente.

A Direcção da LAJB

3 de Outubro de 2010

Fotos: Visita guiada ao Jardim Botânico no dia 29 de Setembro

O Debate “Jardim Botânico do Futuro” – Mais uma Requalificação Para Pior?

No segui­mento dos tex­tos rela­ti­vos às “Jor­na­das Euro­peias do Patri­mó­nio 2010″, e depois de ter­mos dado conta de como cor­reu a visita ao Jar­dim Botâ­nico da Uni­ver­si­dade de Lis­boa (JBUL), no pas­sado dia 25, apre­sen­ta­mos aqui algu­mas notas sobre o debate que lhe sucedeu. Este debate, orga­ni­zado pela Liga dos Ami­gos do Jar­dim Botâ­nico (LAJB) e pela Asso­ci­a­ção Por­tu­guesa de Arqui­tec­tos Pai­sa­gis­tas (APAP), visava apre­sen­tar alguns dos pro­ble­mas que, actu­al­mente, afec­tam o JB, bem como aque­les que pode­rão vir a pre­ju­di­car gra­ve­mente este espaço se a actual pro­posta do Plano de Por­me­nor do Par­que Mayer (PPPM) for aprovada.

A mesa teve como mode­ra­dora a Dr.ª Luísa Sch­midt (Ins­ti­tuto de Ciên­cias Soci­ais da Uni­ver­si­dade de Lis­boa) e con­tou com apre­sen­ta­ções do Arqt.º Gon­çalo Ribeiro Tel­les, da Arqt.ª Manu­ela Raposo Maga­lhães (Cen­tro de Estu­dos de Arqui­tec­tura Pai­sa­gista “Pro­fes­sor Cal­deira Cabral – Ins­ti­tuto Supe­rior de Agro­no­mia) e da Dr.ª Manu­ela Cor­reia (pre­si­dente da LAJB), bem como com a pre­sença da Arqt.ª Mar­ga­rida Sá Abreu (pre­si­dente da APAP).

As apre­sen­ta­ções mos­tra­ram de que forma o PPPM irá pre­ju­di­car o jar­dim. Os prin­ci­pais pro­ble­mas relacionam-se com a cir­cu­la­ção do ar na encosta (e con­se­quente alte­ra­ção da termo regu­la­ção), com as dre­na­gens sub­ter­râ­nea e super­fi­cial de águas plu­vi­ais e com toda a hidro­ge­o­lo­gia da zona. Foi, inclu­si­va­mente, feita a apre­ci­a­ção do estudo hidro­ge­o­ló­gico cons­tante da Ava­li­a­ção de Impacto, o qual foi con­si­de­rado mani­fes­ta­mente incom­pleto e insu­fi­ci­ente. Refira-se que o dito estudo, no que refere à real aná­lise da área, ape­nas lhe dedica menos de duas pági­nas, reme­tendo para outros estu­dos ante­ri­o­res, tam­bém eles inconclusivos.

O PPPM deverá entrar em dis­cus­são pública a qual­quer momento. Embora, apa­ren­te­mente, este plano não pre­veja a cons­tru­ção de pré­dios com altura supe­rior à cerca pom­ba­lina do jar­dim, estes deve­rão ficar con­tí­guos a esta e pos­sui­rão esta­ci­o­na­men­tos com três anda­res sub­ter­râ­neos. Para além disso, prevê-se a ocu­pa­ção e/ou des­trui­ção de algu­mas áreas e equi­pa­men­tos do JB, como por exem­plo o viveiro. Aguarda-se, ainda, que a ver­são defi­ni­tiva do plano seja dis­po­ni­bi­li­zada pela Câmara Muni­ci­pal de Lis­boa (CML).

A LAJB acres­centa que o jar­dim ficará iso­lado do con­ti­nuum verde da cidade, lamen­tando que o Rei­tor da Uni­ver­si­dade de Lis­boa (UL), ao dar o seu apoio a este plano, “tenha mani­fes­tado uma ati­tude tão ultra­pas­sada e afas­tada da ciência”.

Sublinhe-se que este debate tam­bém se des­ta­cou por algu­mas ilus­tres ausên­cias ou silên­cios, uma vez que várias per­so­na­li­da­des tinham sido con­vi­da­das a par­ti­ci­par e dar o seu con­tri­buto. Entre elas, contam-se a CML [estiveram presentes três Deputados Municipais: Partido Comunista Português, Partido os Verdes e Movimento Cidadãos por Lisboa], suces­si­vos direc­to­res do JB, a UL, repre­sen­tan­tes do poder polí­tico e de órgãos públi­cos. Tam­bém a comu­ni­ca­ção social, mais uma vez, pri­mou pela ausência [esteve presente um jornalista da RTP].

Final­mente, refira-se o jar­dim está pro­posto para clas­si­fi­ca­ção como Monu­mento Naci­o­nal há cerca de 40 anos, con­ti­nu­ando à espera de pare­cer do IGESPAR (e das ins­ti­tui­ções que o precederam).

A Asso­ci­a­ção Árvo­res de Por­tu­gal apoia e tem cola­bo­rado, na medida do pos­sí­vel, nos esfor­ços que estão a ser fei­tos para pre­ser­var e melho­rar sig­ni­fi­ca­ti­va­mente as con­di­ções do JBUL. Pre­ten­de­mos que o jar­dim possa con­ti­nuar a ser um local de grande diver­si­dade bio­ló­gica de valor incal­cu­lá­vel e carac­te­rís­ti­cas únicas, um monu­mento his­tó­rico incon­tor­ná­vel e um espaço de bem-estar e fac­tor de qua­li­dade de vida, não só dos lis­bo­e­tas, mas tam­bém de todos aque­les que o visitam.

Miguel Rodrigues

«Uma Outra Visão do Jardim Botânico»

Tal como anun­ci­ado, no pas­sado Sábado decor­reu uma visita ao Jar­dim Botâ­nico da Uni­ver­si­dade de Lis­boa (JBUL), orga­ni­zada pela Liga dos Ami­gos do Jar­dim Botâ­nico (LAJB) e pela Asso­ci­a­ção Por­tu­guesa de Arqui­tec­tos Pai­sa­gis­tas (APAP).

Esta visita foi apre­sen­tada pela Dr.ª Manu­ela Cor­reia, pre­si­dente da LAJB e teve como guias a Dr.ª Ale­xan­dra Escu­deiro, coor­de­na­dora do ser­viço de exten­são peda­gó­gica do JB, e pela Arqt.ª Aurora Cara­pi­nha, da APAP.

Não se tra­tou de ape­nas mais uma visita ao JB. Foi sim, um momento para apren­der mais sobre este espaço e para ficar a conhe­cer a sua, por vezes e para alguns, insus­peita impor­tân­cia e rele­vân­cia, não só para as espé­cies botâ­ni­cas aí repre­sen­ta­das mas tam­bém para as pes­soas e para o seu bem-estar.

Mesmo para quem já conhe­cia as relí­quias aqui guar­da­das, foi toda uma sur­presa ter uma nova visão deste espaço. Isto ficou a dever à exce­lente ori­en­ta­ção das nos­sas guias que, con­so­ante a sua espe­ci­a­li­dade, nos leva­ram da botâ­nica à his­tó­ria e nos per­mi­ti­ram enqua­drar este jar­dim num con­texto euro­peu e mesmo global.

Por outro lado, tam­bém fica­mos a conhe­cer alguns dos pro­ble­mas que afec­tam o jar­dim e que é neces­sá­rio enfren­tar urgen­te­mente. Alguns des­tes pro­ble­mas são anti­gos, como a difi­cul­dade no abas­te­ci­mento de água. Outros esprei­tam num futuro pró­ximo e, se nada vier a ser feito, pode­rão vir a pre­ju­di­car gra­ve­mente esta relí­quia da nossa his­tó­ria naci­o­nal, uma jóia natu­ral e um espaço de bem-estar psí­quico e físico dos cidadãos.

Sobre os pro­jec­tos que ame­a­çam o Jar­dim Botâ­nico, foi rea­li­zado, em seguida, um debate, com dis­tin­tos par­ti­ci­pan­tes, que abor­da­re­mos no pró­ximo texto a publicar.

Miguel Rodrigues

terça-feira, 21 de setembro de 2010

CONVITE: Jornadas Europeias do Património no Jardim Botânico

A Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) e a Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) têm a honra de convidar V. Exa. para a visita guiada “Jardim Botânico - Património Vivo da História” e para o debate “Jardim Botânico do Futuro” no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2010, no próximo dia 25 de Setembro, às 10horas, no Jardim Botânico da Escola Politécnica.

Jardim Botânico, 25 de Setembro de 2010

Rua da Escola Politécnica 58, Lisboa

PROGRAMA

9.30 - Chegada dos convidados: Portão Principal

10.00 - Início da visita guiada: Aurora Carapinha (Universida de Évora), Alexandra Escudeiro e Maria Teresa Antunes (Jardim Botânico, Universidade de Lisboa)

11.30 - Pausa para café

12.00 - Debate: Gonçalo Ribeiro Telles (APAP), Luísa Schimdt (ICS) e Manuela Raposo Magalhães (ISA)

Inscrições e informações:

quinta-feira, 8 de julho de 2010

JARDIM BOTÂNICO - O ALERTA DA LAJB

No dia 30 de Junho, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico esteve presente na sessão pública da reunião da Câmara Municipal de Lisboa, onde foi aprovada, com os votos contra do CDS-PP e a abstenção do PSD, a proposta do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente.

No debate prévio à votação ficaram muitas incertezas, contradições e incoerências por esclarecer, revelando um Plano de Pormenor pouco aprofundado quanto à sua elaboração, pressupostos, execução e consequências.

A requalificação de toda esta área, apresenta no projecto agora aprovado, uma vocação predominantemente “mercantilista” em detrimento da cultural e científica, sendo esta totalmente ignorada no debate. Assim, no Jardim Botânico, a predominância da área comercial- 20 mil m2, e Hotel- 6mil m2, são muito superiores aos 14mil m2 destinados à cultura, quando anteriormente, se falava em 23mil m2 para as actividades culturais. O mesmo parece passar-se no Parque Mayer, em que a vertente comercial tem preponderância em relação às actividades culturais.

Por outro lado, o Plano de Execução é omisso, no que diz respeito às actividades culturais e comerciais a serem implementadas, bem como está ausente, uma reflexão sobre a gestão cultural de toda esta área. E o espaço público está mal definido.

Muitas questões gostaríamos de ver respondidas. Qual o modelo económico que garante a sustentabilidade deste projecto? Como está equacionada a sustentabilidade ecológica do tecido urbano? Qual a percentagem da área que vai ficar impermeabilizada? Qual a percentagem da área drenada? E a protecção? Quais os indicadores que vão ser valorizados, para não haver prejuízos daqui a alguns anos? E a protecção dos logradouros? Como é que se relaciona esta protecção com o que está no projecto? O que pode acontecer com a implementação deste projecto? O que queremos que aconteça?

Com este projecto, a protecção do Jardim Botânico não está eficaz. Para tal, é essencial:

- salvaguardar todos os logradouros confinantes com o Jardim; não construção de edifícios de altura superior à cota da cerca pombalina do JB; não ao aumento das cérceas de edifícios na rua do Salitre ( problema que já existe actualmente ), e nas ruas da Alegria e S. Mamede, travessa do Salitre e calçada da Patriarcal; não construção de parques de estacionamento subterrâneo no JB, nos logradouros e jardins, incluídos na Zona Especial de Protecção do JB ( 50 metros a contar da cerca pombalina do Jardim ); não impermeabilização do solo do Jardim; não ao abate de árvores da colecção viva; não destruição de partes da cerca pombalina; preservação dos canais de drenagem atmosférica e hidrológica; manutenção do gradiente de exposição solar; manutenção de anel de protecção ecológica; manutenção do sistema de vistas entre as colinas de Lisboa e o Jardim.

Projecto com visão e futuro era:

- a extensão do Jardim Botânico para o Parque Mayer, criando neste, um espaço verde com espécies da Flora de Portugal, numa interface com o Jardim, não desvalorizando a sua vocação recreativa; era dotar o Jardim Botânico de todos os equipamentos em falta e substituir os desadequados e obsoletos; era tratar do património arbóreo do Jardim ( Classe e Arboreto ) com inventariação e orçamentação já efectuadas em 2008, pela LAJB; era aumentar a cultura científica dos cidadãos e alterar os seus actuais comportamentos insustentáveis; era privilegiar a direcção de mobilidade e não de tráfego; era repor a carreira do eléctrico 24 (Cais do Sodré-Campolide, via Rua da Escola Politécnica).

Tudo isto e muito mais, está em risco de se perder e/ou não se realizar. Esperava-se essa visão de futuro, de uma Universidade e de uma Câmara com responsabilidades educativas, cívicas e políticas. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico, consciente dessas mesmas responsabilidades para com os seus associados, a sua cidade e o seu país, tudo fará para ajudar e contribuir para esse Portugal futuro.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Jardim Botânico: «4ha de Vida»

Conversas às Quintas no Manuel Valadares

Dando seguimento ao debate interno sobre as actividades que se desenrolam nos Museus da Politécnica, na próxima quinta-feira, dia 8, Teresa Antunes, curadora do Jardim Botânico, irá abordar o tema 4ha de Vida, sobre algumas realidades do Jardim Botânico. Será no auditório Manuel Valadares, às 13h30.

Foto: Acanthus mollis L. em floração na Classe

sexta-feira, 16 de abril de 2010

UL em debate: relatório de avaliação da EUA

Na sequência do processo de avaliação institucional da Universidade de Lisboa, a European University Association (EUA) entregou em Fevereiro de 2010 o seu Evaluation Report (http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/269271.PDF). É muito importante agora, para toda a comunidade académica, conhecer e divulgar o seu conteúdo, discutir resultados e recomendações. Assim se vai construindo na UL um caminho para melhorar.

Em nome do Conselho de Garantia da Qualidade, tenho o prazer de o/a convidar a participar nas Jornadas "A UL em debate: o relatório de avaliação da EUA", que organizaremos na Reitoria no próximo dia 19 de Abril. A ideia é promover uma discussão participada do Relatório, em 3 sessões envolvendo estudantes, pessoal não docente e docentes. Contaremos com a presença do Reitor.

Saudações académicas

Ana Nunes de Almeida

Pró-Reitora

Reitoria Salão Nobre ENTRADA LIVRE

Programa

09h30-10h00 Sessão de abertura: António Sampaio da Nóvoa, Reitor

10h00-11h30 O ponto de vista dos estudantes: João Ascenso (AAUL) e Filipa Calisto (AEFF)

11h45-13h30 O ponto de vista do pessoal não-docente: António Martinho (ICS) e Célia Figueira (FP)

15h00 – 16h30 O ponto de vista dos docentes e dos investigadores: Paula Vaz Freire (FD) e Miguel Oliveira e Silva (FM)

16h30 – 17h00 Sessão de encerramento: Ana Nunes de Almeida, Pró-Reitora

terça-feira, 23 de março de 2010

ALMOÇOS COM HISTÓRIA NATURAL

Na próxima quinta-feira, dia 25 de Março, pelas 12h30 terá início um ciclo de debates organizado pelo Conselho Científico do Museu Nacional de História Natural, que pretende, desta forma, promover o intercâmbio científico interdepartamental, o conhecimento e aprofundamento da investigação em curso e das valências dos vários departamentos do MNHN.

Este Almoços com História Natural irão realizar-se nas últimas quintas-feiras de cada mês, no Palmário do Jardim Botânico, entre as 12h30 e as 13h.

O tema do primeiro debate será a Conservação de sementes no Banco de Sementes A. L. Belo Correia, e ficará a cargo da Doutora Adelaide Clemente. O debate seguinte irá realizar-se no dia 29 de Abril e será apresentado pelo Doutor José Pedro Granadeiro. Para estes encontros, que irão decorrer de uma forma informal, poderão trazer uma sandwich. Irá ser servida uma bebida quente ou fresca de acordo com a época do ano. Aconselha-se, ainda, o uso de um agasalho.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Debate: Obras no Jardim do Príncipe Real

Vai decorrer hoje, Sexta-feira 18 de Dezembro 2009 pelas 21h, um debate público sobre as obras no Jardim do Príncipe Real. O debate terá lugar no Auditório Quintanilha no Museu Nacional de História Natural à Rua da Escola Politécnica nº 58 (entrada pelo portão do Jardim Botânico). O debate é promovido por um grupo de cidadãos interessados, os "Amigos do Príncipe Real" que tem lutado para obter respostas sobre o que se passa e conseguir que as entidades que deveriam ter sido envolvidas neste processo desde o início - IGESPAR e AFN-Autoridade Florestal Nacional - sejam, conforme a lei exige, de facto supervisoras de todo o processo. Foram convidadas para esse debate as seguintes entidades: Presidente e Vereador do Pelouro dos Espaços Verdes da CML, IGESPAR, Autoridade Florestal Nacional, Junta de Freguesia das Mercês, entre outras. Foram também convidados os orgãos de comunicação social. A AFN, que deveria ter intervido porque existem várias árvores clasificadas no Jardim, só agora pediu à CML os planos de intervenção. Vamos exigir boas práticas na governação da nossa cidade. Participe!

Foto: Chorisia no Príncipe Real a 25 de Outubro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

XIX Jornadas sobre a Função Social do Museu

XIX JORNADAS SOBRE A FUNÇÃO SOCIAL DO MUSEU

PAÇOS DE FERREIRA - 13 a 15 de Novembro de 2009

"O TRABALHO COMO PATRIMÓNIO MUSEOLÓGICO"

MINOM - Movimento Internacional para uma Nova Museologia
MUSEU DO MÓVEL - Paços de Ferreira
MUSEU ARQUEOLÓGICO DA CITÂNIA DE SANFINS - Paços de Ferreira
CÂMARA MUNICIPAL DE PAÇOS DE FERREIRA

O Trabalho como Património Museológico será o tema geral das XIX Jornadas Sobre a Função Social do Museu, a terem lugar em Paços de Ferreira entre 13e 15 de Novembro de 2009, sob organização do MINOM e Câmara Municipal de Paços de Ferreira.

Estas Jornadas, abertas à participação tanto de utentes como de profissionais de museus, propõem-se ser um espaço de troca de experiências técnicas e de reflexão colectiva sobre as finalidades da museologia e da museografia. Os debates em grupos de trabalho incidirão sobre os temas específicos "Patrimónios do Trabalho", "Memórias do Trabalho" e"Economuseologia".

Em próxima circular informativa, a distribuir brevemente, serão apresentados o Programa de Trabalhos das XIX Jornadas, as condições de participação e outras informações úteis.

Pedidos de informações devem, para já, ser encaminhados para:

César Lopes, Museu Nacional de História Natural cllopes@fc.ul.pt

FOTO: Edifício da biblioteca da antiga Escola Politécnica

terça-feira, 31 de março de 2009

Debate Público sobre Lisboa: dia 4 de Abril

Amigo(a):

No âmbito da preparação das eleições autárquicas de 2009 a CDU de Lisboa, vai organizar no próximo dia 4 de Abril pelas 14:30 no Fórum Lisboa (Av. de Roma, 14) um debate aberto a todos os que desejem contribuir para um programa eleitoral que reflicta propostas concretas, para a resolução dos problemas de Lisboa. Temos o prazer de o(a) convidar a estar presente nesta iniciativa e apelar à sua participação, contribuindo para melhorar e aproximar mais as propostas da CDU daquilo que são as necessidades da população da Cidade.

O coordenador do Grupo de Trabalho para o Ambiente e Espaços Públicos,

Carlos Moura

FOTO: Um dos problemas ambientais de Lisboa - muitos kilómetros de arruamentos por arborizar. Por exemplo, todas as ruas do Bairro dos Actores (planeado na década de 20 do séc. XX) ainda não têm uma única árvore. Fotografia tirada em Março de 1941 por Eduardo Portugal (1900-1958). Arquivo Fotográfico Municipal.

terça-feira, 17 de março de 2009

«Lisboa precisa de mais uma grande sala de espectáculos?»

«Possibilidade de construção de recinto para duas mil pessoas no Parque Mayer e restrições ao uso do carro no local estiveram ontem em debate

Lisboa precisa de mais uma sala de espectáculos, qualquer coisa cujas dimensões estejam a meio caminho entre os cinco mil lugares do Coliseu e os pouco mais de mil do Centro Cultural de Belém? O assunto esteve ontem em debate, durante a apresentação dos termos de referência do plano de pormenor do Parque Mayer.

Os termos de referência são as regras pelas quais se vai orientar o planeamento urbanístico daquele pedaço de cidade, que a Câmara de Lisboa quer transformar num pólo lúdico-cultural, com teatros, bares, restaurantes, galerias de arte e um hotel. Manuel Aires Mateus foi o arquitecto que ganhou o concurso para desenvolver a reabilitação da zona. Foi ele quem, perante várias objecções da assistência sobre a viabilidade de construir um teatro para duas mil pessoas, quando os que existem raramente enchem, explicou as potencialidades da ideia: "Criar novos públicos. Quando o Centro Cultural de Belém foi projectado, havia a sensação de que quer as áreas de exposição, quer os auditórios tinham dimensões megalómanas. Hoje é pequeno para as necessidades. A grande escala induz procura."Não que esteja totalmente assente que o futuro Parque Mayer venha, de facto, a ter um equipamento cultural destas dimensões. "Há determinados espectáculos que o justificam, mas há que verificar a viabilidade de uma sala destas", acautelou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. Na realidade, como acabou por explicar aos jornalistas no final do debate, houve já vários promotores de espectáculos que fizeram saber à câmara que alinhariam num projecto deste género, algo que, segundo o vereador, poderá custar entre 18 e 24 milhões de euros, equipamento já incluído.
Mas se Aires Mateus se referiu a este novo equipamento como um teatro adaptável a várias funcionalidades, como a ópera, já Salgado vê o futuro recinto mais virado para os espectáculos musicais. O teatro de revista manter-se-á, assegurou Aires Mateus. Há boas possibilidades de isso acontecer, mas seja como for, os concessionários dos vários equipamentos culturais que a autarquia erguer no recinto, com ajuda das verbas do jogo do Casino de Lisboa, terão de se candidatar ao concurso que o município há-de lançar para o efeito, respondeu Salgado. Os mais recentes planos da autarquia para o local incluem um hotel e três teatros - o Capitólio, que vai ser reabilitado, o Variedades, feito de novo ou recuperado, e a tal terceira grande sala.

O facto de o futuro Parque Mayer ser mais um pedaço de cidade com ruas e praças, mas destinado aos peões, devendo ser ali vedada a circulação de carros e restringido o estacionamento, preocupou vários dos intervenientes do debate de ontem - funcionários do Museu de História Natural, arquitectos e moradores da zona. Mas a câmara não parece disposta a desistir de modificar os hábitos enraizados de quem leva o carro para todo o lado, até porque a zona está bem servida de transportes públicos. "Eu nunca vi carros em redor da Tate Gallery nem do Museu de História Natural de Londres", observou o vereador Manuel Salgado. "Na maioria dos centros históricos do mundo não circulam carros."» in Público

FOTO: O Cinema S. Jorge inaugurou com 1827 lugares mas no presente está dividido em 3 salas. Não seria mais urgente, e viável, recuperar a lotação original dos quase 2 mil lugares? A LAJB vê com preocupação a proposta de um super-teatro no recinto do Parque Mayer pela volumetria, impermeabilização e ruído que esse projecto vai implicar. Foto de 1959 de Armando Serôdio (1907-1978). Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Adiada sessão de debate do PP do Parque Mayer e Jardim Botânico

Foi alterada a data de apresentação dos Termos de Referência do Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico que estava agendada para hoje. A sessão de apresentação e debate presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, com a presença do Vereador Manuel Salgado, irá realizar-se na próxima segunda-feira, dia 16 de Março, às 18h00, no auditório Manuel Valadares.

domingo, 8 de março de 2009

Apresentação dos Termos de referência do Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico

Amanhã, dia 9 de Março, às 17h00, terá lugar no antigo Laboratório Chimico da Escola Politécnica a sessão pública de apresentação dos Termos de Referência do Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico. Estará presente o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa. A LAJB apela á participação de todos os interessados, em particular dos seus sócios.

FOTO: Maqueta da proposta vencedora para o Plano de Pormenor