terça-feira, 27 de março de 2012

As Árvores e a Cidade: Lodãos na Estefânia

Os Lodãos, nossos companheiros de longa data, já se começaram a vestir de frescas folhas... para admirar nos arruamentos do Bairro da Estefânia em Lisboa.

domingo, 25 de março de 2012

F de FLORES

Não, não é engano. Está a ler o dicionário dos alimentos e esta semana em comemoração da chegada (oficial) da Primavera vamos falar de flores. Há cada vez mais pratos e chefs que utilizam flores comestíveis - mais do que ornamentação, pertencem ao domínio dos sabores.
Em rigor, a incorporação de flores na nossa alimentação não é uma ideia propriamente nova, uma vez que brócolos e couve-flor já nos acompanham há algum tempo e que muitas infusões foram feitas, ao longo dos anos, com flores como a camomila, a rosa ou a alfazema. No que concerne às flores, o primeiro passo é mesmo saber se são comestíveis. O simples facto de ser apresentada num prato não é sinónimo de comestibilidade. E duas espécies idênticas podem ter sofrido tratamentos distintos que tanto as podem tornar comestíveis ou única e exclusivamente aptas para efeitos de ornamentação. A solução passa por adquiri-las em locais adequados para o efeito, que já não são assim tão escassos. Passada a barreira da comestibilidade, todo um mundo de vantagens floresce aos nossos olhos - e já agora no nariz, pois as flores, não entrando na categoria das ervas aromáticas, são efectivamente alimentos que se cheiram, mais do que alimentos que se comem. Sendo este interesse na sua vertente gastronómica relativamente recente, é expectável que poucos dados existam relativos ao seu valor nutricional. Ainda assim, como seria de esperar, as flores são genericamente pouco calóricas uma vez que são compostas por mais de 90% de água. Os macronutrientes que se destacam (ainda que em pequena quantidade) são naturalmente os hidratos de carbono, fruto dos açúcares existentes no néctar e pólen. Estes, juntamente com as pétalas, são fonte de diversas vitaminas (A e C em grande destaque) e fitoquímicos que variam consoante a flor. Assim, não existem grandes dúvidas em afirmar que as flores são provavelmente as mais sublimes fontes de antioxidantes presentes na nossa alimentação, não sendo de esperar que, quer pela quantidade quer pela frequência de consumo, possuam um grande impacto na nossa saúde. Vencida a reticência inicial em provar flores, a sua versatilidade só tem os limites da nossa imaginação. Saladas, risotto, piza, crepes, geleias, cubos de gelo, chás ou vinagres ganham assim um ingrediente novo que dá aroma, beleza e também saúde. in Público 20.03.2012

Por Pedro Carvalho, nutricionista, Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Foto: Chef Vincent Farges na apanha de flores.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Visita à exposição «Memórias da Politécnica»

Estimado(a)s amigo(a)s associado(a)s,

A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) tem o prazer de informar que a visita em epígrafe terá lugar no dia 22 de Abril próximo (Domingo) às 11H00. A visita será guiada exclusivamente para os associados da LAJB. O ponto de encontro será na entrada dos Museus. Será necessária inscrição em virtude de haver limitação a 25 participantes, através de ldbotanico@fc.ul.pt ou em alternativa pelo 96 00 34 118 (Secretário-Páris).

A DIRECÇÃO DA LAJB

Foto: Portão do Jardim Botânico na Rua da Escola Politécnica nº 58. Imagem de João Brito Geraldes, 1967. Arquivo Fotográfico da CML. Este portão, tal como o gémeo a sul, foi alargado para permitir a entrada e estacionamneto de viaturas automóveis - um cenário lamentável que ainda hoje se mantém e que não é digno de um Monumento Nacional.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Visita de alunos do British Council ao Jardim Botânico

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) colabora com o Jardim Botâncio para ajudar a cumprir com uma das missões mais importantes de qualquer Jardim Botânico: contribuir para o aumento da cultura botânica dos cidadãos. Para isso a LAJB cria pontes entre o Jardim Botânico e a cidade de Lisboa, suas instituições e cidadãos.

É nesse âmbito que se insere a iniciativa «Árvores do Jardim Botânico para Lisboa» que consiste na plantação de árvores que possam ser visitadas em jardins ou outros espaços de acesso público. Estas árvores são seleccionadas entre as que se encontrem em viveiro e que não sejam necessárias para replantação no Jardim Botânico. Assim, por iniciativa da LAJB, foi proposto à Direcção do British Council (BC) a plantação de uma árvore nos seus jardins, localizados aqui bem perto de nós. A ideia foi acolhida com grande entusiasmo tendo sido solicitada a organização de uma actividade de divulgação e sensibilização relacionada com a espécie a ser plantada.

Após considerações de ordem ambiental, sustentabilidade, estética e até de concordância com o perfil patrimonial dos jardins e palacete onde está instalado o British Council (Palacete Romântico do séc. XIX), foi seleccionada uma Ceiba sp. (árvore de sumaúma) originária da América Tropical, nomeadamente o Brazil (sendo o seu habitat a caatinga).

A Dra. Alexandra Escudeiro do Serviço Educativo e de Acção Cultural (SEAC) do Museu Nacional de História Natural e da Ciência propôs um périplo pelas possíveis "mães" da árvore a plantar, com uma pequena introdução sobre o papel dos Jardins Botânicos, a História Natural da espécie escolhida e a sua relação com o Homem.

No passado sábado, dia 17 de Março, às 10h da manhã a Dra. Alexandra Escudeiro e a LAJB deram as boas vindas aos 33 alunos que tinham entre 6 e 7 anos de idade e estavam acompanhados por 6 membros do pessoal do British Council incluindo 3 professores. A visita durou cerca de 30 minutos.

Plantação de uma árvore de sumaúma no British Council

No próximo dia 21 de Abril (Sábado) às 10h30 da manhã terá lugar a cerimónia de plantação da árvore com a participação dos alunos do British Council, encarregados de educação, professores, Jardim Botânico e LAJB.

terça-feira, 20 de março de 2012

Reabilitação da Fonte Monumental da Alameda D. Afonso Henriques

Está em curso a reabilitação da Fonte Monumental da Alameda D. Afonso Henriques, com vista a retomar os “jogos de água” que caracterizam esta fonte emblemática da cidade, e, no futuro, a abrir o edifício ao público.

Nesse sentido, além da intervenção no interior que visa reparar os sistemas eletromecânicos e repor o equipamento danificado, para permitir a abertura do edifício ao público foi estabelecido o respetivo percurso de visita. As estruturas de apoio a visitantes e a entrada de público serão efetuadas pelo torreão sul, onde serão instalados alguns equipamentos de apoio: receção, instalações sanitárias, arrumos e acesso à galeria. Este acesso estará dotado de meio mecânico para garantia da acessibilidade, sendo que a galeria ficará livre, constituindo o percurso de ligação à área central do complexo que é uma zona de especial interesse para os visitantes. Nesta área será colocada uma plataforma que funcionará como miradouro.

Especial cuidado mereceu também o projeto de iluminação decorativa da área dos visitantes, em particular a galeria, uma vez que foi prevista a sua ocupação por exposições permanentes ou temporárias.

Esta obra terá a duração estimada de 180 dias e tem financiamento do PIPARU (Programa Prioritário em Ações de Reabilitação Urbana).

A Fonte Monumental, construída para celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade, foi solenemente inaugurada em 30 de Maio de 1948. As esculturas são da autoria de Maximiano Alves e de Diogo de Macedo e os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas. O conjunto da Fonte Monumental da Alameda Afonso Henriques foi objeto de reparações, no interior e exterior, há cerca de sete anos. in http://www.cm-lisboa.pt/, 5 Mar 2012

Foto: Agosto de 2007 (último ano em que a fonte funcionou...).

sexta-feira, 16 de março de 2012

Lisboa: apenas 10m2 de espaços verdes por lisboeta...

Só Monsanto dá a Lisboa uma área verde que permite à cidade atingir o valor recomendado

Lisboa terá perto de 600 mil árvores de 200 espécies, tidas como fundamentais para a promoção de condições bioclimáticas favoráveis, tal como o arrefecimento. Nesse sentido, os espaços verdes urbanos deveriam ser de 30m2 por habitante, entre as estrutura verde principal e secundária, o que não seria possível, em Lisboa, sem o contributo do perímetro florestal de Monsanto. Segundo dados camarários de 2003, com aquela mancha de 900 hectares Lisboa disporia de 26,8m2/h. Se não fosse considerada, a cidade teria apenas 10,8m2/h. A câmara tem em curso um plano de reflorestação e revitalização vegetal da cidade, através da plantação de 1120 árvores em arruamentos, acção que deverá estar concluída até Abril. C. F.
in Público, 15 de Março de 2012

Foto: Rua de Santa Justa, uma das raras presenças de árvores na Baixa, zona urbana ainda sem plano de plantações de árvores de alinhamento.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Reclamo ilgeal continua no topo do Hotel Vintage Lisboa

Será Lisboa uma cidade corrupta e fora da lei?! Aqui está o reclamo ilegal junto ao Jardim Botânico. Ao fim de mais de dois anos de protestos da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, e mais de dois meses depois de a Câmara de Lisboa ter anunciado a remoção do enorme reclamo giratório ilegalmente montado em cima deste hotel de 5 estrelas na Rua Rodrigo da Fonseca/Rua do Salitre, o dispositivo publicitário continua no local, e sempre a rodar!


A Sycamore é a empresa proprietária deste hotel (do grupo Carlos Saraiva). O dispositivo luminoso, de 3,5 metros de altura, é visível de vários locais do Jardim Botânico (Monumento Nacional). O Vereador José Sá Fernandes afirmou que a notificação para desmonte voluntário do reclamo ilegal foi entregue a 24 de Janeiro de 2012 - o prazo terminou na passada 3ª feira, dia 6 de Março de 2012.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cipreste em risco no Palácio Silva Amado na Travessa do Torel?

Exmo Vereador do Espaço Público e Espaços Verdes

Lisboa, 12 de Março de 2012

Exmo. Sr. Vereador,

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem por este meio chamar atenção para uma notável árvore que poderá estar em risco no pátio do antigo Palácio Silva Amado na Travessa do Torel, Freguesia da Pena.

Recentemente deu-se início a uma grande operação urbanística neste palácio e, porque já é quase regra nestas situações, receamos que o dono da obra não tenha acautelado a protecção desta árvore. Estará este cipreste fisicamente protegido contra as actividades agressivas de uma obra desta natureza (grandes demolições em curso)?

Por último, receamos que a árvore seja abatida - atitude cada vez mais corrente, como infelizmente temos observado, em tantos outros logradouros de Lisboa quando o seu coberto vegetal é destruído para impermeabilização e abertura de caves de estacionamento.

Solicitamos assim que nos esclareça se os nossos receios são infundados e se este cipreste está protegido pelo PDM, sendo cuidadosamente integrado no projecto arquitectonico em desenvolvimento.

Enviamos em anexo imagens que mostram como esta árvore é um marco naquela zona urbana antiga de Lisboa.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Liga dos Amigos do Jardim Botânico

CC: Assembleia Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia da Pena, Associação Lisboa Verde, Quercus Lisboa, Fórum Cidadania Lx

domingo, 11 de março de 2012

O que Mudaria em Lisboa? João Belard Correia, Eng. do Território

O que Mudaria em Lisboa - João Belard Correia, Eng. do Território

Mudava o modo como se faz reabilitação. É preciso mais do que apenas deixar fachadas e destruir os interiores, e por vezes adicionar pisos novos com claras dissonâncias do edifício original. Também não podemos apenas reabilitar com projectos de gentrificação. É preciso que exista o cuidado de preservar a alma dos sítios, dos bairros e das diferentes Lisboas, e onde as pessoas são um activo fundamental. A regeneração urbana não visa apenas a vertente material ou socioeconómica, visa a concretização da ideia de qualidade de vida e sustentabilidade dos espaços adaptados às actividades humanas. Deve ser vista como um processo que concretize os diversos objectivos, nas várias dimensões e horizontes temporais, e não apenas a intervenção material. A maior parte destas operações serão complexas, por envolverem uma grande heterogeneidade de proprietários, sendo necessárias equipas multidisciplinares. É precisa uma conjugação virtuosa de soluções que permitam os diversos tipos de reabilitação e regeneração urbana, e que permitam que Lisboa seja alvo de verdadeiras reabilitação e regeneração. in PÚBLICO, 11 Mar 2012 Edição Lisboa

Foto: Chiado, epicentro da gentrificação. Rua Ivens, 1-15, um exemplo, entre muitos da pobre cultura de "fachadismo" cada vez mais incentivada pela CML.

sábado, 10 de março de 2012

«Hotel ignora ordem para tirar reclamo ilegal junto ao Jardim Botânico»

Hotel ignora ordem para tirar reclamo ilegal junto ao Jardim Botânico - Por José António Cerejo in Público, 10 de Março de 2012.

Prazo para a remoção do reclamo terminou terça-feira. Câmara diz que vai tratar da remoção coerciva

Empresa teve como vice-presidente, até ao mês passado, uma ex-vereadora da Câmara de Lisboa. José Sá Fernandes anunciou a remoção do reclamo em Dezembro, mas a notificação só foi feita no fim de Janeiro.

Ao fim de dois anos de protestos dos Amigos do Jardim Botânico, e mais de dois meses depois de a Câmara de Lisboa ter anunciado a remoção do enorme reclamo giratório ilegalmente montado em cima de um hotel da Rua Rodrigo da Fonseca, o dispositivo continua no local.

O prazo de 30 dias dado pelos serviços tutelados pelo vereador Sá Fernandes para que o anúncio fosse retirado voluntariamente terminou na terça-feira, mas a empresa proprietária do hotel, a Sycamore, do grupo Carlos Saraiva, nada fez. O caso seria banal, não fossem os antecedentes e o contexto que o tornam exemplar. O dispositivo luminoso, de 3,5 metros de altura, foi montado no início de 2010 e só em Maio foi requerida a respectiva licença municipal. Remetido ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), cujo parecer é vinculativo por o hotel se encontrar a poucos metros do Jardim Botânico, o projecto foi chumbado uma primeira vez e, após algumas alterações, voltou a sê-lo em Agosto.

Já em Outubro de 2010, sem nunca ter retirado o reclamo, a Sycamore remeteu à câmara e ao Igespar uma nova proposta que previa um dispositivo estático (não rotativo) e de menores dimensões, declarando à autarquia que o Igespar já o havia aprovado informalmente. O Igespar indeferiu-o no fim de Novembro, mas, nessa altura, sem esperar pela resposta do instituto, a câmara já o tinha aprovado.

Remoção coerciva?

No final de 2010, a Sycamore ficou assim com um projecto aprovado pela câmara, mas que contrariava a decisão do Igespar e nada tinha a ver com o reclamo instalado. Foi a discrepância entre o que tinha sido aprovado e aquilo que ainda hoje lá está que levou a então chefe de Divisão do Espaço Público da câmara, que por acaso passara na Rodrigo da Fonseca, a mandar instaurar, em Fevereiro de 2011, um processo de contra-ordenação contra a Sycamore, determinando que a fiscalização tomasse conta do caso. Logo a seguir a chefe de divisão foi transferida de serviço e só em Agosto é que os fiscais se deslocaram ao local. E informaram, contra todas as evidências, que o dispositivo estava "em conformidade" com a licença.

Noticiada pelo PÚBLICO esta sucessão de factos, o vereador José Sá Fernandes ordenou em Novembro uma averiguação que conduziu ao anúncio, no fim de Dezembro, da instauração de um processo de contra-ordenação contra a Sycamore (o anterior não tinha ido por diante) e de um "inquérito disciplinar" aos fiscais que haviam subscrito a informação de Agosto. Simultaneamente, informou, através do seu porta-voz, que tinha ordenado a remoção do dispositivo ilegal.

A 15 de Janeiro o PÚBLICO mandou um email ao gabinete do vereador a pedir a data da notificação camarária à Sycamore e, uma semana depois, foi informado de que a notificação tinha sido emitida a 18 de Janeiro (três dias depois da pergunta). No final do mês, o assessor de José Sá Fernandes afirmou que a notificação tinha sido entregue a 24 de Janeiro e que o prazo terminava a 6 de Março.Ontem à tarde o reclamo continuava a girar no local. Confrontado com a situação o assessor de Sá Fernandes, afirmou que, perante o incumprimento, "foi dada indicação ao departamento jurídico da câmara para abrir o procedimento necessário para se proceder à remoção coerciva".

Quando o pedido de licença foi entregue à câmara, a Sycamore tinha como administradores Margarida Magalhães e Tomás Vasques, ambos ex-vereadores do PS na Câmara de Lisboa. Margarida Magalhães renunciou no mês passado às funções de vice-presidente da empresa. Em resposta ao PÚBLICO, a Sycamore disse apenas que "nada tem a comentar de momento".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Exposição: Jardins Japoneses

Inauguração dia 8 de Março na Av. Almirante Reis, 74 em Lisboa

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Em Floração: Wigandia caracasana



Família: Hydrophyllaceae
Nome científico: Wigandia caracasana H. B. K.
Nome vulgar: "Ortiga", "Ortiga-de-Montana"
Nota: A Wigandia caracasana é endémica do Sul do México, Colômbia e Venezuela. As belas flores azul-violeta podem ser admiradas na Classe, junto ao Lago de Cima.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DORYANTHES PALMERI

Uma planta da Austrália (Queensland). Já aqui publicámos as espectaculares flores... mas mesmo durante o Inverno vale a pena vê-la!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lançamento do portal FLORA-ON

A 25 de Fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Botânica lança o portal Flora-On, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. Para mais informações consultar o sítio na internet da Sociedade Portuguesa de Botânica: http://www.spbotanica.pt/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

«100 coisas que tem de ver antes de morrer»

Na revista Time Out Lisboa da última semana (nº 229, página 20) a figueira da Austrália Ficus macrophylla, na entrada do nosso Jardim Botânico, aparece como uma das «100 coisas que tem de ver antes de morrer» em Lisboa!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Três Araucaria heterophylla no Arboreto

Os belos exemplares de Araucaria heterophylla, da Ilha de Norfolque, banhados do sol de Inverno lisboeta. Para ver no nosso Arboreto.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

LER NO JARDIM BOTÂNICO

Ler à sombra de uma Tipuana do Brasil. O Inverno no nosso Arboreto...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Em Floração: ALOE CILIARIS

ALOE CILIARIS Haw. no Arboreto. Planta originária da África do Sul. Família: Asphodelaceae

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A Praga das Palmeiras no Jardim do Torel

Mais uma vítima do "escaravelho das palmeiras", desta vez uma Palmeira das Canárias no Jardim do Torel. A CML já fez o abate deste exemplar. Lisboa está a peder as suas emblemáticas palmeiras!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Escaravelho ameaça três centenas de palmeiras no Jardim Botânico

Balanço mais recente dá conta do abate de 57 exemplares e da necessidade de eliminação de mais 65 só na cidade de Lisboa

O escaravelho da palmeira está a ameaçar as três centenas de exemplares desta planta existentes no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, que não tem dinheiro para proteger todas as plantas em risco.

Oriunda da Ásia, a praga espalhouse pelos países do Mediterrâneo e já dizimou muitas centenas de palmeiras no Algarve, tendo alastrado a vários pontos do território português. “O Jardim Botânico está ameaçado e de que maneira”, diz a responsável pela colecção viva da instituição, Teresa Antunes. “Estamos muito assustados porque o escaravelho anda aqui à nossa volta. O Instituto Britânico tem uma planta morta desde Dezembro e no jardim do Príncipe Real também já foram detectadas duas infectadas”. Das três centenas de exemplares, o Jardim Botânico decidiu mandar aplicar um tratamento preventivo a 23, que correspondem às espécies mais apetecíveis para a enorme e voraz larva do escaravelho. Mas nada garante que o insecto não ataque as restantes espécies – como acabou, aliás, por fazer no Algarve. “Não temos dinheiro para tratar mais palmeiras”, admite Teresa Antunes, explicando que não é fácil aceder à parte superior das copas das enormes plantas, única forma de saber se existe ou não infecção.

O balanço mais recente do avanço da praga em Lisboa data de meados de Janeiro e dá conta do abate de 57 exemplares e da necessidade de eliminar mais 65, entre espaços públicos e jardins particulares. “E ainda a procissão vai no adro”, observa a chefe de divisão da inspecção fito-sanitária do Ministério da Agricultura, Clara Serra. Só a Câmara de Lisboa tem espalhadas pela cidade mais de três mil palmeiras. Quando os efeitos da praga se tornam visíveis, como aconteceu com vários exemplares no Campo das Cebolas, muitas vezes já é tarde de mais para salvar a planta. Só muito depois de ser invadida pelas larvas, que se alimentam das palmas e do coração da planta, a palmeira começa a dar sinais. Primeiro fica ligeiramente despenteada. A seguir cai-lhe a parte superior da copa.

“A disseminação está a acontecer a uma velocidade assustadora”, diz Filomena Caetano, do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo d’almeida. Aqui estudam-se os fungos que podem ser usados para matar o Rhynchophorus ferrugineus, nome que os cientistas escolheram para designar este escaravelho.

Carlos Gabirro, sócio- gerente da Biostasia, firma que o município de Lisboa contratou para tratar e monitorizar 300 palmeiras, explica que enquanto no Algarve o escaravelho levou mais de cinco anos a causar grandes danos, na Grande Lisboa isso está a suceder em apenas dois anos. Porquê? “O insecto dá-se melhor com este clima”, deduz. Seja com for, uma fêmea pode dar origem a cem ou mais indivíduos por semana. “E torna-se fértil uma semana depois de ter saído do casulo”, acrescenta. Para agravar as coisas, um escaravelho consegue voar cinco a dez quilómetros.

“Estamos a agir, mas se o Estado não actua e se os privados não abatem as palmeiras infectadas é complicado”, refere por seu turno o vereador dos Espaços Verdes de Lisboa, José Sá Fernandes. “Batemos sempre no mesmo problema: a câmara quer dinheiro para aguentar as despesas de tratamento. Mas o Ministério da Agricultura não o tem. O município vai ter de seleccionar as palmeiras com valor histórico que quer preservar”, contrapõe Clara Serra.

Na Av. da Liberdade já foi necessário proceder a um abate, tendo o problema sido identificado em locais tão distintos como a Quinta das Conchas, no Lumiar, o Jardim do Torel ou a Feira da Ladra. Carlos Gabirro insiste em que a lentidão com que as diferentes entidades estão a agir pode deitar tudo a perder.
in Público 10/FEV 2012

«Um novo papel para os jardins botânicos»


Cinco jardins botânicos espalhados pelo Reino Unido integram a segunda fase de “Growing the Social Role of Botanic Gardens”, um projeto que tem como objetivo redefinir a missão social destes jardins. A iniciativa da Botanic Gardens Conservation International (BGCI), apoiada pela delegação londrina da Fundação Gulbenkian, foi desenvolvida pela primeira vez entre o outono de 2010 e o verão de 2011, período em que esteve associada a três jardins. A sua origem remonta ao relatório da BGCI Towards a New Social Purpose: Redefining the Role of Botanic Gardens, também apoiado pela Fundação, que recomendava aos jardins botânicos que cumprissem o seu papel social dentro de um quadro moderno de valores, missão e visão, de modo a manterem a sua relevância.

Os cinco jardins selecionados para integrar a segunda fase do projeto são os Bristol Zoo Gardens, o Royal Botanic Garden Edinburgh, os Royal Botanic Gardens, Kew, o University of Leicester Botanic Garden e Westonbirt, the National Arboretum, e a sua diversidade em termos de localização, escala e projetos é considerada importante para o desenvolvimento da iniciativa. Durante os próximos seis meses, através de workshops e apoio personalizado, o BGCI irá monitorizar a implantação de projetos-piloto que reformem a relação dos jardins com as comunidades locais e reforcem o seu compromisso para com a sociedade. Numa lógica de aperfeiçoamento de um modelo aplicável globalmente, o BGCI desenvolverá um handbook que documente o projeto e possa ser consultado por outros jardins que desejem rever o seu papel social.

Os três jardins abrangidos na primeira fase do programa foram a Winterbourne House and Gardens, o National Botanic Garden of Wales, e o Ness Botanic Garden. O caso da Winterbourne House and Gardens é o de um jardim convidado a associar-se a este projeto com a condição de trabalhar com a comunidade islâmica local, um setor pouco envolvido com as questões ambientais. O que se pretendia era fomentar não só a educação ambiental dos participantes, mas também a integração destes na sociedade britânica. O National Botanic Garden of Wales, um esforço do governo galês para a investigação e para a conservação, tem revelado dificuldades em passar a mensagem à comunidade rural e envelhecida em que está inserido. A sua proposta de integração social, baseada num projeto artístico, foi entendida pelo BGCI como desfasada do programa e, depois de algumas iniciativas, o NBGW abandonou o projeto. Já no programa Engaging Secondary Schools, alunos de algumas das zonas mais pobres de Liverpool integraram atividades relacionadas com a agricultura, a ecologia e a conservação no Ness Botanic Garden. Esta experiência foi considerada pelos participantes como motivadora, atribuindo-lhes responsabilidades e contribuindo para a sua negligenciada educação ambiental.

Este projeto desempenha um importante papel na educação das comunidades para as práticas agrícolas sustentáveis, promovendo uma relação mais saudável e consciente da sociedade com o ambiente.

Leonor Vaz
Serviço de Comunicação

Fundação Calouste Gulbenkian

in Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian, nº 130, Fevereiro 2012

Foto: Planting out seedlings and seed sowing. Winterbourne Gardens, Reino Unido

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Em Floração: Camelia japonica L.

Camelia japonica L. em floração no Arboreto.

"Praga das Palmeiras" já chegou ao Jardim do Princípe Real

Exmo. Sr. Vereador José Sá Fernandes

Assunto: sinais da Praga das Palmeiras no Jardim do Princípe Real
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) verificou que um exemplar de "Palmeira das Canárias" no Jardim do Príncipe Real mostra sinais de estar infectada pela "praga das palmeiras" (imagens em anexo).

A LAJB vem por este meio perguntar se a CML já tem conhecimento deste exemplar e em caso afirmativo, se já tem planeada uma intervenção para evitar o alastramento às palmeiras que existem na vizinhança desta, onde se incluem as da colecção do Jardim Botânico.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da LAJB

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Ciclo das Estações - O Primeiro Olhar: 9 Feveriero às 19h na Cinemateca

O Ciclo das Estações - O Primeiro Olhar Esta 5ª feira, dia 9 de Fevereiro ás 19H na Cinemateca Portuguesa.
Este projecto contou com a colaboração da LAJB e do Jardim Botânico.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Em Floração: Senecio petasites

Senecio petasites do sul do México, em floração. Uma planta da família das Asteraceae.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Em Floração: Justicia aurea

Justicia aurea Schltdl. da família ACANTHACEAE. Na Classe, perto do Jacarandá.