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domingo, 20 de maio de 2012

As Árvores e a Cidade: Ficus macrophylla

Um belo exemplar de Ficus macrophylla na Calçada da Cruz da Pedra em Lisboa (junto do Mosteiro de Santos-o-Novo).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

«100 coisas que tem de ver antes de morrer»

Na revista Time Out Lisboa da última semana (nº 229, página 20) a figueira da Austrália Ficus macrophylla, na entrada do nosso Jardim Botânico, aparece como uma das «100 coisas que tem de ver antes de morrer» em Lisboa!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Outono em Portugal, Primavera na Austrália!

Hoje é o primeiro dia de Outono. Mas na outra face do nosso Planeta é o primeiro dia de Primavera!

FOTO: Crimson Rosella a comer flores na capital da Austrália. Fotografia de Mark Kolbe/Getty Images.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

EM FLORAÇÃO: Eucalyptus ficifolia

O nosso Eucalyptus ficifolia está em floração! Esta é uma árvore pequena, de folha persistente, que não ultrapassa os 10-15 metros de altura. Mas o seu aspecto discreto é abandonado nesta altura do ano quando a espetacular floração a faz destacar de entre as outras árvores. As flores são vistosamente coloridas variando desde o vermelho, cor-de-rosa e laranja. As folhas são rígidas e têm duas cores, sendo verde escuro na face superior e verde pálido na face inferior. Nas flores desta variedade existente no Arboreto do Jardim Botânico (junto ao Lago do Meio, canteiro 13A) os estames são de cor escarlate. Os frutos têm a forma de pequenos figos, de coloração castanha com reflexos de cinzento. Este eucalipto é nativo da Austrália, de zonas costeiras bastante restritas, como por exemplo a zona sudeste de Perth.

Nome: Eucalyptus ficifolia F. Muell.
Família: Myrtaceae

Derivação do nome do género/espécie: Eucalyptus, do grego eu + καλύπτω ("verdadeira cobertura") / fici do latin figo, folium em referência à forma das folhas. O nome científico desta espécie passou a ser referido nos livros da especialidade por Corymbia ficifolia.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

EM FLORAÇÃO: Lagunaria patersonii

Os exemplares de Lagunaria patersonii no Jardim Botânico estão em floração! Podem ser vistos na Classe e no Arboreto (junto ao lago do meio).

Nome: Lagunaria patersonii (Andr.) G. Don
Família: Malvaceae

A Lagunaria patersonii é uma árvore de folha perene originária da Austrália, mais precisamente da Ilha de Norfolk e de Queensland. De tamanho médio e de crescimento lento, a Lagunaria pode atingir entre 10 a 15 metros de altura. De belo porte, destaca-se pela sua folhagem de cor glauca. As folhas são inteiras, de forma oval e com 7,5 / 10 cm de comprimento. No periodo da floração, que ocorre no final da Primavera / início do Verão, a copa cobre-se de atraentes flores solitárias cor-de-rosa com 5 pétalas. O clima de Lisboa e Sul de Portugal é adequado para a Lagunaria: gosta de sol e é tolerante à seca. Gostariamos de ver a Lagunaria a ser usada como árvore de alinhamento nos arruamentos da capital. Para o clima do norte de Portugal é um pouco delicada pois sofre com as geadas.

Derivação do nome do género/espécie: Andrea Laguna (1494-1560), botânico espanhol / William Patterson (1755-1810), naturalista inglês.

domingo, 10 de agosto de 2008

AS ÁRVORES E OS LIVROS: Octávio Paz

Árvore Adentro

Cresceu uma árvore à minha frente.
Cresceu para dentro.
Suas raízes são veias,
nervos, seus ramos,
Suas confusas folhas, pensamentos.
Teus olhares incendeiam-na,
e seus frutos sombras
são laranjas de sangue,
romãs feitas de lume.

Amanhece

na noite do corpo.
Ali dentro, à minha frente,
a árvore fala.

Acerca-te. Ouve-la já tu?

Octávio Paz

FOTO: Ficus macrophylla na Classe do Jardim Botânico

sábado, 12 de julho de 2008

EM FLORAÇÃO: Eucalyptus ficifolia



Esta é uma árvore pequena, de folha persistente, que não ultrapassa os 10-15 metros de altura. Mas o seu aspecto discreto é abandonado nesta altura do ano quando a espetacular floração a faz destacar de entre as outras árvores. As flores são vistosamente coloridas variando desde o vermelho, cor-de-rosa e laranja. As folhas são rígidas e têm duas cores, sendo verde escuro na face superior e verde pálido na face inferior. Nas flores desta variedade existente no Arboreto do Jardim Botânico (junto ao Lago do Meio, canteiro 13A) os estames são de cor escarlate. Os frutos têm a forma de pequenos figos, de coloração castanha com reflexos de cinzento. Este eucalipto é nativo da Austrália, de zonas costeiras bastante restritas, como por exemplo a zona sudeste de Perth.

Nome: Eucalyptus ficifolia F. Muell.
Família: Myrtaceae

Derivação do nome do género/espécie: Eucalyptus, do grego eu + καλύπτω ("verdadeira cobertura") / fici do latin figo, folium em referência à forma das folhas. O nome científico desta espécie passou a ser referido nos livros da especialidade por Corymbia ficifolia.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

AS ÁRVORES E OS LIVROS: Nicolau Saião

Gostava de ter árvores como alguns têm flores.
Árvores, muitas árvores: laranjeiras, pinheiros, uma oliveira ao pé
do mar, se eu tivesse uma casa a sotavento das dunas
como as que se adivinham em certos quadros de Cézanne
se a luz é muito clara e permanece
com velhos nomes gregos que não sei.
Nespereiras, limoeiros, uma que outra ameixoeira
parecendo, vistas de longe, ser
de uma substância estranha e desconhecida.
Não me importava, até, de em tardes de calor
ter dentro do meu quarto um abrunheiro donde pendesse
um decente e fraternal cadáver.

A verdade é que não me assusto facilmente
e tenho confiança no reino vegetal.

Malus sieboldi, catoneaster dielsiana, vós sois
os mais exactos filhos do mundo.

Gostaria de me rodear, um dia, de videiras
- essas árvores turvas da esperança -
e quando digo rodear sei o que digo, pois
queria que se enrolassem nos meus rins, nas espáduas
me descessem pelas pernas e lançassem
perto do meu sexo folhas novas
e que, ao lusco-fusco, enquanto no céu passam
os pequenos satélites mortais e luminosos que o desespero
do Homem lá coloca, por surpresa se transformassem
em plantas de gesso de frutos impensáveis.

Chego a perturbar-me por vezes se vejo
uma árvore junto a um hospital
Não sei porquê creio que me lembro mais
ou sinto mais
agudamente os níveis dolorosos das origens
do cristal, da carne
os esponjosos tecidos da sombra e da frescura
das cores da morte pronta para o grande tumulto.

Que medo, em certas noites, ver
de noite uma árvore

Sei perfeitamente que uma árvore é um símbolo
obscuro da nossa vida, principalmente da nossa vida
que não houve. Mas mesmo assim
dentro das ruas, dentro das casas
as árvores têm um outro entendimento
um mistério muito delas
- e não completamente inventados -
pois não desprezam a agonia dos homens, o choro dos homens
o seu riso, a sua fome, os sinais todos
que o Homem podia e devia ter.

As árvores começam e acabam sem amor
e sem ódio.

Nicolau Saião

FOTO: Ficus macrophylla na Classe do Jardim Botânico

terça-feira, 24 de junho de 2008

EM FLORAÇÃO: Brachychiton acerifolius



Árvore em chamas? É assim que poderiamos talvez descrever a Brachychiton acerifolius actualmente em floração no Jardim Botânico (na Classe, junto das Estufas). A Brachychiton é um género com mais de 30 espécies, a maioria dos quais nativas das zonas tropicais da Austrália. A B. acerifolius é a mais cultivada devido à sua espectacular floração. No seu habitat natural pode atingir entre os 30 a 35 metros de altura mas quando cultivada em zonas temperadas ou mais frescas apresenta menor desenvolvimento. As folhas têm cerca de 25 cm de comprimento e a floração ocorre no início do Verão, antes da folhagem. As flores vermelhas, em forma de sino, surgem em cachos nas extremidades dos ramos e são depois seguidas por cápsulas contendo muitas sementes.
O seu nome vulgar na Austrália, Flame Tree, traduz muito bem a espectacular copa revestida de um vermelho vivo. É, justamente, considerada uma das mais espectaculares árvores australianas.

Nome: Brachychiton acerifolius (A. Cunn.) F. v. Muell.
Família: Sterculiaceae

Derivação do nome do género/espécie: brachychiton, de brachys, palavra grega para túnica, em referência ao revestimento das sementes / acerifolius, porque a folhagem lembra a do Ácer.

sábado, 14 de junho de 2008

EM FLORAÇÃO: Lagunaria patersonii


Os exemplares de Lagunaria patersonii estão em floração!
No Jardim Botânico podem ser vistos na Classe (em 1b e 14) e no arboreto, junto ao lago do meio, (no 20A). Convidamos todos a vir conhecer e apreciar este espectáculo da natureza.

Nome: Lagunaria patersonii (Andr.) G. Don
Família: Malvaceae

A Lagunaria patersonii é uma árvore de folha perene originária da Austrália, mais precisamente da Ilha de Norfolk e de Queensland. De tamanho médio e de crescimento lento, a Lagunaria pode atingir entre 10 a 15 metros de altura. De belo porte, destaca-se pela sua folhagem de cor glauca. As folhas são inteiras, de forma oval e com 7,5 / 10 cm de comprimento. No periodo da floração, que ocorre no final da Primavera / início do Verão, a copa cobre-se de atraentes flores solitárias cor-de-rosa com 5 pétalas.

O clima de Lisboa e Sul de Portugal é adequado para a Lagunaria: gosta de sol e é tolerante à seca. Gostariamos de ver esta árvore a ser usada como árvore de alinhamento nos arruamentos da capital. Para o clima do norte de Portugal é um pouco delicada pois sofre com as geadas.

Derivação do nome do género/espécie: Andrea Laguna (1494-1560), botânico espanhol / William Patterson (1755-1810), naturalista inglês.