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sábado, 12 de março de 2016

Os Amigos do Botânico no Palácio Palmela!

O nosso muito obrigado à Procuradoria-geral da República pela forma calorosa como nos recebeu na manhã do passado sábado dia 12 de Março. Foi igualmente uma satisfação constatar que a Procuradoria-geral da República faz um esforço na manutenção e restauro do belíssimo património cultural que tem à sua guarda. Um agradecimento especial à Dra. Sandra Belo que nos guiou pelos belos espaços interiores e exteriores deste belo palácio lisboeta.
Nota: foto tirada pela nossa associada Cristina Girão.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Palácio Palmela, c. 1900 (autor desconhecido)


















É já amanhã a visita guiada ao Palácio Palmela, na Rua da Escola Politécnica. Actividade organizada pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa numa parceria com a Procuradoria-Geral da República.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Visita dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa ao Palácio Palmela: sábado 12 Março 11:30

VISITA GUIADA AO PALÁCIO PALMELA
                    
DATA: 12 de MARÇO - 11H30M

GUIA DA VISITA: Sandra Belo

LOCAL DE ENCONTRO: Entrada da Rua da Escola Politécnica 201

ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa

LOTAÇÃO: Visita limitada a 30 participantes.
Inscrição obrigatória para: amigosdobotanico@gmail.com
Transportes públicos: Metro estação Rato e autocarros 758, 720

Palácio Palmela (actualmente Procuradoria-Geral da República)

Edifício de finais do século XVIII, foi projectado em 1792 pelo arquitecto Manuel Caetano de Sousa para sua residência pessoal. Adquirido em 1823 pelo primeiro conde da Póvoa, Henrique Teixeira de Sampaio, que encarrega a arquitecto Luigi Chiari de efectuar uma campanha de obras. Dessa fase, resulta o actual aspecto da construção, bem como a capela e a escadaria nobre. Em 1837, por ocasião do casamento de D. Maria de Sousa, irmã do proprietário, com o filho do duque de Palmela, D. Domingos de Sousa Holstein, é despoletada uma nova campanha de obras, centrada na consolidação do andar superior. O Pavilhão Escultórico no jardim, concebido pelo escultor francês A. Calmels, assumiu um papel importante na ambiência artistico-criativa da excelente escultora que foi D. Maria de Sousa Holstein, duquesa de Palmela. A fachada principal, virada a Oeste, compõe-se de um corpo único, onde uma cornija saliente marca a passagem para o último piso. Rasgam-se ao longo desta fachada, janelas de secção rectangular, que ao nivel do terceiro e quarto piso (ao centro) são percorridas por varandas com gradeamento em ferro forjado. A ladear a porta principal encontramos duas esculturas alegóricas, aludindo à Força Mental e ao Trabalho, da autoria de Calmels, sendo o remate da entrada coroado por um frontão curvo com as armas dos duques de Palmela (Sousas do Prado). 
O imóvel foi adquirido pelo Estado Português em 1977 para aí ser instalada a Procuradoria Geral da República.
O comjunto formado pelo Palácio Palmela e seu Jardim-terraço está classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público.
Foto: Palácio Palmela por Joshua Benoliel em 1917 (Arquivo Municipal de Lisboa)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Núcleo principal da antiga Escola Politécnica: Monumento de Interesse Público

Portaria nº 287/2013. D.R. nº 92, Série II de 2013-05-14
Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura
Classifica como monumento de interesse público o Núcleo principal da antiga Escola Politécnica - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, 56, em Lisboa, freguesia de São Mamede, concelho e distrito de Lisboa: 

terça-feira, 22 de março de 2011

Universidade de Lisboa nasceu há 100 anos

O Movimento Republicano assentou numa teia multimodal de centros, escolas, associações, grémios e ligas - formando uma rede de estruturas nominalmente variadas, mas que funcionalmente convergiam na prossecução das grandes linhas do ideário republicano: a educação, a cidadania, a solidariedade social, a laicidade, o livre pensamento, a participação democrática. A actividade educativa, nas vertentes de formação escolar e cívica, era o elemento comum à quase totalidade desta rede onde, para além das associações que a tinham por objecto específico, predominavam os centros políticos e escolares que ministravam aulas a crianças e adultos. E porque a educação era um dos esteios do ideário republicano, coube à República criar, logo em 1911, a Universidade de Lisboa.

Por decreto de 22 de Março de 1911, foi constituída a Universidade de Lisboa, agregando as unidades de ensino já existentes: a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e a Escola de Farmácia deram lugar à Faculdade de Medicina (repartida entre o Campo de Santana e o Hospital Escolar de Santa Marta, mantendo anexa a Escola Superior que só em 1921 ascenderia a Faculdade de Farmácia); a Escola Politécnica (na rua do mesmo nome) tornou-se Faculdade de Ciências, mantendo-se esta a funcionar no mesmo edifício da sua antecessora; o Curso Superior de Letras passou a designar-se Faculdade de Letras, mantendo-se o funcionamento, até 1958, nas instalações da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1913, foi criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas, dirigida por Afonso Costa, a qual dará lugar, em 1918, à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que funcionará, até 1957, no Palácio Valmor, no Campo dos Mártires da Pátria.

Foto: Jardim Botânico visto da Colina de Santana/Miradouro do Torel

sábado, 6 de novembro de 2010

Jardim Botânico ameaçado pela impermeabilização da Zona de Protecção


BE "chocado" com silêncio de Sá Fernandes sobre destino do Jardim Botânico

Plano de pormenor em discussão pública repudiado por Amigos do Jardim, por causa de construção nova e abate de espécimes. Assembleia municipal pode salvar recinto, diz Bloco

A deputada municipal do Bloco de Esquerda (BE) Rita Silva declarou-se ontem chocada com o silêncio do vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, perante o destino do Jardim Botânico de Lisboa. O recinto tornou-se anteontem monumento nacional.

Em causa está o plano de pormenor para esta zona da cidade, que inclui também o Parque Mayer e que se encontra em discussão pública até 23 de Novembro. Para os bloquistas, os lisboetas não têm consciência dos perigos que o jardim corre se o plano for aprovado, por causa do aumento de construção previsto, quer para dentro do recinto verde, quer em seu redor.

Preocupações partilhadas pela Liga dos Amigos do Jardim numa visita guiada ao local. "Com o aumento da altura dos prédios em redor do jardim - que já está a começar -, o Jardim Botânico torna-se mais seco e mais quente no Verão, devido à falta de circulação do ar. E isso impede que algumas espécies sobrevivam", explicou Pedro Lérias, dos Amigos do Jardim.

A visita incluiu uma inspecção à zona do recinto virada à Rua do Salitre, onde, apesar das denúncias da associação às entidades competentes, os prédios continuam a expandir-se, contribuindo para aquilo que os seus membros designam por asfixia do jardim. Há mesmo uma piscina em construção a escassos metros do muro do recinto, apesar de todos os monumentos beneficiarem de uma zona de protecção. Neste caso, a impermeabilização em volta do recinto é mais um problema, explicam os Amigos do Jardim. "Se o plano de pormenor for por diante, crescerá uma cinta de prédios em redor do recinto", assegura Manuela Correia, dos Amigos do Jardim.

A par da construção, o BE também critica as demolições previstas de alguns edifícios antigos que fazem parte do jardim, como estufas e herbários. As promessas dos arquitectos responsáveis pelo plano de pormenor de que tudo será reconstruído em cima de um novo edifício de quatro andares não os convence. Nem a eles, nem ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que levantou obstáculos às demolições. Por outro lado, salientam os Amigos, as obras implicarão abate de espécimes vegetais, alguns deles em vias de extinção. "Gostávamos muito de conhecer a opinião de Sá Fernandes sobre isto", diz Manuela Correia. Para Rita Silva, a salvação do jardim está nas mãos da assembleia municipal, que ainda pode chumbar o plano. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, ouvir os autores do plano. in Público, 6 de Novembro de 2010

Fotos: impermeabilização da área de protecção do Jardim Botânico já está a ser feita nos logradouros dos imóveis da Rua do Salitre. Se o Plano de Pormenor avançar, a impermeabilização será em grande escala e irá incluir também os logradouros da Rua da Escola Politécnica e Rua da Alegria. Nas imagens vemos os logradouros da Rua do Salitre 143 a 157.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O nosso Bairro: R. Escola Politécnica 55-65

Defronte da Escola Politécnica construiu-se, em 1858, esta casa para habitação e comércio, num luxo desusado, na época, em imóveis de rendimento. Este imóvel é atribuído ao arquitecto francês Pierre-Joseph Pézerat encarregado dos trabalhos de construção da Escola em frente, onde era professor de desenho desde 1853. Podemos identificar na composição elegante da fachada, nomeadamente nos vãos com arcos de volta perfeita, semelhanças com a arquitectura do edifício da antiga Escola Politécnica.

Data: c.1890
Autor: Bárcia, José Artur Leitão,1871?-1945
Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O nosso Bairro: Loja de História Natural

Caros Amigos,

Chegou finalmente a hora de abrir as portas!

A Loja de História Natural tem o prazer de vos convidar para a sua inauguração no Dia Internacional da Biodiversidade Sábado, 22 de Maio de 2010, entre as 18:00 e as 21:00 na Rua do Monte Olivete, 40, em Lisboa (tranversal à Rua da Escola Politécnica, entre o Rato e o Príncipe Real). São todos bem-vindos!

Para que não faltem acepipes, pedimos que nos confirmem a vossa presença respondendo a este email. Mas é sempre possível aparecer no próprio dia, claro!

E se não for oportuno neste dia, fica o convite para uma visita a partir de 24 de Maio de 2010 de Segunda a Sexta das 12:00 às 20:00, e a partir de 1 de Junho de 2010 também aos Sábados das 10:00 às 18:00. Visitem o blog http://lojadehistorianatural.blogspot.com/ para actualizações!

Foto: Detalhe de pintura a fresco no Palácio de Seteais em Sintra

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Jardim Botânico visto por Fernando Pessoa

Going further on, and straight on, we see on the right the building of the Escola Polytechnica, where the Faculty of Sciences is now installed. This building was erected in 1884 on the ground belonging to the Novitiate of the Society of Jesus. In some buildings adjoining the Escola the Museu du Bocage (Zoological Museum) is installed. This museum is worth visiting, for it contains some curious specimens. In the Sala Portugal there are some remarkable fishes; there is a strange one, 8,40 metres long and 3,60 metres round which was caught at Paço d'Arcos by King Carlos. Ther is also an enormous tortoise caught in the Peniche coast. After the Sala Portugal, there is the Sala de África Portugueza (Portuguese Africa Room) with a very important and varied collection; the Mammals Room, with a very fair amount of specimens from all over the world; the Birds Room, the Invertebrates Room, the Skeletons Room, and such like. The number of specimens, covering mammals, birds, reptiles, fishes, etc., is over 20,000, and there are more than 50,000 insects. The shell collection, which is enormous, must also not be forgotten.

As the installation is undergoing, in so far as the building is concerned, extensive repairs, there is no definite day for visitors; but, if the due authority is requested, the palce can be visited every day between 12:30 and 6:30 p.m.

This Museum is installed in the first floor of the building; on the ground floor are the botanical Museum, and the Museum of Geology and Mineralogy. The latter is especially remarkable, one of its most interesting exhibits being a large mass of native copper, partly covered with cuprite, weighing 1224 kilos; this comes from Mamocabo stream, near the town of Cachoeira, 120 kilometres from Bahia (Brazil), and was brought to Portugal as far back as 1792.

This building has adjoining it a garden which is one of the most picturesque in Lisbon, and even in Europe; so, at least, many foreigners have said. It contains specimens of the flora of all regions of the world. The garden is in a slope, and this is one of its great points, for the incline has been put to good use to every possible effect out of the varied vegetation that everywhere rises up, giving the aggregate an Edenic splendour. The garden contains several ponds, cascades, brooks, bridges, labyrinths, a fine hot-house, etc. in its upper part stands the Meteorological Observatory named after Infante Dom Luiz, and inaugurated in 1863, and also the Astronomical Observatory.

The tourist, should he so wish it, can go right through the garden and come out at the lower door, in Praça da Alegria, going on from there to the Avenida da Liberdade; but, as we are taking another route, we shall come out again at rua da escola Polytechnica, passing a frew yards onward by the Imprensa Nacional (National Printing Office).


in Lisboa: What The Tourist Should See, 1925

FOTO: Avenida das Palmeiras vista do terraço da Classe

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

1000 Ultimate Travel Experiences: eléctrico

O Eléctrico 28 foi seleccionado pela editora inglesa ROUGH GUIDE como uma das 1000 experiências mais importantes do mundo. Segue em baixo o texto na íntegra publicado na capítulo dedicado a Portugal. Este reconhecimento internacional vem reforçar a validade do projecto de devolver a Lisboa algumas das linhas de eléctricos encerradas no passado recente de que é exemplo o 24 (Cais do Sodré / Campolide). A linha 24 foi inauguarda a 2 de Novembro de 1907. Esperemos que muito em breve a CARRIS e a CML anunciem a boa notícia do regresso do eléctrico 24 aos carris da Rua da Escola Politécnica!

1000 ULTIMATE TRAVEL EXPERIENCES
MAKE THE MOST OF YOUR TIME ON EARTH
A Rough Guide to the World
London, 2008

PORTUGAL:

-Clearing your calendar for bacalhau
-Exploring mystical Sintra
-Learning to surf on the Atlantic coast
-In search of the perfect tart
-Stop! It's hammer time at the Festa de São João
-Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters

«Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters»

Just as you should arrive in Venice on a boat, it is best to arrive in Lisbon on a tram, from the point where many people leave it for good: at Prazeres, by the city's picturesque main cemetery. Get a taxi to the suburban terminus of tram 28 for one of the most atmospheric public-transport rides in the world: a slow-motion roller coaster into the city's historic heart.

Electric trams first served Lisbon in 1901, though the route 28 fleet are remodelled 1930s versions. The polished wood interiors are gems of craftsmanship, from the grooved wooden floors to the shiny seats and sliding window panels. And the operators don't so much drive the trams as handle them like ancient caravels, adjusting pulleys and levers as the streetcar pitches and rolls across Lisbon's wavy terrain. As tram 28 rumbles past the towering dome of the Estrela Basilica, remember the famous bottoms that have probably sat exactly where you are: the writers Pessoa and Saramago, the singer Mariza, footballers Figo and Eusebio.

You reach central Lisbon at the smart Chiado district, glimpses of the steely Tagus flashing into view between the terracotta roof tiles and church spires. Suddenly you pitch steeply downhill, the tram hissing and straining against the gradients of Rua Vitor Cordon, before veering into the historic downtown Baixa district. Shoppers pile in and it's standing room only for newcomers, but those already seated can admire the row of traditional shops selling sequins and beads along Rua da Conceicao through the open windows.

Now you climb past Lisbon's ancient cathedral and skirt the hilltop castle, the vistas across the Tagus estuary below truly dazzling. The best bit of the ride is yet to come though, a weaving, grinding climb through the Alfama district, Lisbon's village-within-a-city where most roads are too narrow for cars. Entering Rua das Escolas Gerais, the street is just over tram width, its shopfronts so close that you can almost lean out and take a tin of sardines off the shelves. »
[Foto: o eléctrico 24 em 1983 na Rua D. Pedro V]

terça-feira, 28 de julho de 2009

Largo do Rato: Carta ao Vereador do Urbanismo

Exmo. Arq. Manuel Salgado,

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) da Universidade de Lisboa vem por este meio aplaudir a intenção da Câmara Municipal de Lisboa em lançar um concurso público de ideias para o Largo do Rato.

O actual modelo de ocupação deste espaço público apenas promove uma mobilidade insustentável como o uso do transporte individual dentro da cidade. O espaço para os peões é insuficiente e hostil. O largo não tem conforto ambiental devido, em grande parte, ao número reduzido de árvores e à impermeabilização do solo. O peão foi secundarizado por iniciativa da própria câmara.

Este espaço público de referência de Lisboa é um paradigma das políticas urbanas centradas no transporte individual que ao longo das últimas quatro décadas foram responsáveis pela redução da largura de passeios e abate de árvores.

Aproveitamos para chamar atenção para o facto da área urbana envolvente ao Largo do Rato sofrer também de problemas idênticos. Assim, esperamos que sejam incluídos no futuro concurso a melhoria da mobilidade pedonal em toda esta área urbana, como por exemplo o alargamento de passeios e/ou a arborização dos seguintes arruamentos:

- Rua da Escola Politécnica
- Rua do Salitre
- Rua Alexandre Herculano
- Calçada Bento da Rocha Cabral
- Rua das Amoreiras
- Rua D. João V
- Av. Álvares Cabral
- Rua de S. Bento

Estes arruamentos estão sobrecarregados com estacionamento à superfície não oferecendo segurança nem atractividade aos peões. É preciso também melhorar a ligação pedonal às três "praças" na envolvência do Largo do Rato:

-Praça das Amoreiras
-Largo Hintze Ribeiro
-Largo de São Mamede

Por último alertamos para a necessidade de criar um novo percurso pedonal entre a Rua de S. Bento e a Rua da Escola Politécnica, nomeadamente através do Largo Hintze Ribeiro. Uma maior permeabilidade dos longos quarteirões fechados traria grandes vantagens na mobilidade pedonal do nosso bairro.

Só com uma intervenção integrada e abrangente será possível transformar a área urbana do Rato num lugar onde o andar a pé passe a ser uma opção natural de mobilidade dos cidadãos.

Liga dos Amigos do Jardim Botânico

NOTA: Carta enviada hoje ao Vereador do Urbanismo da CML.

FOTO: Área urbana do Rato na Planta nº 26 do Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, 1857. Arquivo Municipal de Lisboa.

domingo, 19 de julho de 2009

O nosso Bairro destacado na revista Monocle!

Royal privilege

For a break from Bairro Alto take a trip to the salubrious neighbourhood of Príncipe Real. The shops along Rua Dom Pedro V sell specialist Portuguese products and new businesses are quick to move in. There's also a park that's home to a farmer's market.

Given its name, Lisbon's Príncipe Real neighbourhood - "Prince Royal" in English - enjoys a privileged position. Located up the hill from Bairro Alto and the bar-hopping crowds, the district is home to leafy squares and elegant residences, many offering panoramas of the city and the Tagus river. There are many independent retailers and particularly attractive are the shops on Rua Dom Pedro V, a street on the quarter's eastern fringe punctuated by colourful townhouses in crimson and pale yellow.

Named after a 19th century Portuguese king, the 300m stretch of pavement boasts antique shops, a gourmet grocer, family pharmacist and a rather unconventional pub. Relatively flat (a godsend in a city of steep inclines), the street is run by shopkeepers who share a strong sense of community - they even throw the odd block party. "It's the most cosmopolitan place in the city," says Marcela Brunken, a Brazilian who runs Fabrico Infinito, a boutique with a garden café. "Before there were just antiques but increasingly the street is adding variety."

New arrivals this year include a Spanish retailer selling niche womenswear labels and a chef from Sarajevo who opened an upscale restaurant just off the strip. There are also rumors of a tea salon coming soon. Proprietors are mindful to keep their slice of sidewalk shipshape. "It just feels very neighbourly," says florist Maurício Fernandes of Em Nome da Rosa. "I love the older buildings and the gardens."

Heading west, Rua Dom Pedro V flows into Príncipe REal square and the picturesque park of the same name. Laid out in the 1860s to replace a rubbish heap, it is now an urban refuge where pensioners play cards and couples relax in the shade. Kiosks sell refreshments and newspapers, and the garden café has wi-fi. There is a weekly farmers' market and below ground visitors will discover a 19th century stone reservoir, now a museum, that is sometimes rented out for private functions.

in MONOCLE, Junho 2009

FOTO: Cobertura do Palacete Ribeiro da Cunha, Praça do Príncipe Real

quinta-feira, 26 de março de 2009

26 de Março de 1920: Grevistas reunidos no Jardim Botânico

Faz hoje exactamente 89 anos que esta fotografia foi tirada. Vemos a Rua da Escola Politécnica, nomeadamente o sector da fachada da escola e portão norte que dá acesso ao Jardim Botânico. No dia 26 de Março de 1920, Greve dos Correios e Telégrafos, houve cerco e assalto policial com a Guarda Nacional Republicana ao Jardim Botânico, onde estava reunido o pessoal em greve. Para saber mais sobre este acontecimento:

O Século, de 27 de Março de 1920

Ilustração Portuguesa, de 5 de Abril de 1920, p. 248

FOTO: Fotógrafo não identificado. Arquivo Fotográfico Municipal

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

LISBOA 1758: O PLANO DA BAIXA HOJE

Exposição: LISBOA 1758, O PLANO DA BAIXA HOJE
Local: Praça do Comércio - Páteo da Galé
Horário: todos os dias - 11hoo-19hoo
Entrada Gratuita aos Domingos
Visitas Guiadas: quinta-feira - 11h00 e 14hoo
Marcações: 21 798 89 96 / 21 798 85 26

NOTA: Esta boa exposição, inaugurada a 19 de Junho, foi prolongada até 28 de Dezembro.

FOTO: Um dos destaques da exposição é a interessante Maqueta de Lisboa antes do Terramoto de 1755, executada por Ticiano Violante com orientação científica de Gustavo de Matos Sequeira. Podemos ver nesta imagem a antiga Quinta do Monte Olivete onde nos finais do século XVII os Jesuítas ergueram a Casa do Noviciado da Cotovia (edifício ao centro) segundo risco do arquitecto Baltazar Álvares. Na antiga cerca do noviciado está actualmente o Jardim Botânico.

Com a expulsão dos Jesuítas, em 1759, o noviciado é transformado em Colégio dos Nobres pelo Marquês de Pombal. São executadas obras de reconstrução e adaptação, pelo arquitecto Carlos Mardel, em consequência dos danos provocados pelo Terramoto de 1755.

Com a instituição do regime liberal, o Colégio foi extinto, criando-se, em 1837, a Escola Politéctnica. Por sua vez, este complexo arquitectónico foi devastado por um incêndio de grandes proporções que deflagrou em 1843. O actual edifício da Escola Politécnica, de inspiração Neoclássica, foi erguido segundo projectos de vários arquitectos como Silva e Costa, Monteiro e, por fim, Pézerat. As obras só estariam prontas por volta do ano de 1878.

Esta maqueta pertence ao Museu da Cidade (Inv. MC.MAQ.5)

domingo, 2 de novembro de 2008

ELÉCTRICO 24 FARIA HOJE 101 ANOS!

Durante quase um século o 24 subiu e desceu a Sétima Colina. A sua vida foi suspensa em Agosto de 1996. Mas logo no ano seguinte foi prometido aos lisboetas o seu regresso em 1998, a tempo da Exposição Universal dos Oceanos - Expo 98. A promessa está por cumprir.

Em 2007 teve início um movimento cívico para trazer de volta o eléctrico 24. O movimento cívico aproveitou o centenário do 24 - o dia 2 Novembro de 2007 - para lançar uma campanha pública que pedia ao novo Presidente da CML e à CARRIS a devolução desta linha de eléctrico clássico.

O regresso da linha 24 beneficiaria não só a mobilidade dos lisboetas em geral, como também o sector do turismo em Lisboa. Segundo as previsões do World Travel and Tourism Council (WTTC), em 2017 a cidade de Lisboa deverá atingir os 3 milhões de hóspedes estrangeiros, ou seja, mais 1 milhão do que em 2007. Ou seja, não será possível oferecer um bom serviço público, não só aos lisboetas como também aos turistas, se em 2017 Lisboa continuar reduzida à mesma oferta de eléctricos clássicos de hoje.

Esta é a única linha que ligava a zona ribeirinha do Cais do Sodré/São Paulo à Sétima Colina: trepando a Rua do Alecrim e da Misericórdia até à Igreja de S. Roque e Jardim de São Pedro de Alcântara, seguindo depois por toda a Rua D. Pedro V e Rua da Escola Politécnica em direcção ao Rato e às Amoreiras. A sua importância para a melhoria da mobilidade da cidade, assim como o seu grande potencial para o desenvolvimento do turismo de qualidade na capital, são evidentes.

O eléctrico 24 já tem o apoio das seguintes instituições da cidade:

-Associação Turismo de Lisboa

-Associação de Valorização do Chiado

-Agência Baixa-Chiado

-Associação dos Comerciantes do Bairro Alto

-Liga dos Amigos do Jardim Botânico

-Centro Nacional de Cultura

CRONOLOGIA DO ELÉCTRICO 24:

2 Novembro 1907: inauguração da linha entre Carmo-Campolide;

13 Setembro 1936: prolongamento de Campolide à Praça do Chile;

17 Janeiro 1974: prolongamento da Praça do Chile à R. Alfândega;

21 Maio 1985: automatização da cobrança da linha 24;

1994: prolongamento ao Cais do Sodré;

27 Janeiro 1991: encurtamento da R. Alfândega ao Alto de S. João;

Agosto 1996: suspensão temporária devido à construção de um parque de estacionamento em Campolide;

20 Novembro 1997: assinado protocolo entre CARRIS e CML para o regresso do 24, Largo do Carmo-Campolide (reabertura prevista para Abril de 1998);

2 Novembro 2007: no dia do centenário o Forum Cidadania LX lança uma petição solicitando ao novo presidente da CML o seu definitivo regresso, conforme prometido aos munícipes em 1997.

FOTO: O eléctrico 24 na Rua D. Pedro V, na direcção do Jardim Botânico, em 1983. Esperamos em breve voltar a ver o 24 em frente do portão do Jardim Botânico! Fotógrafo: Bernd-Kitendorf