Mostrar mensagens com a etiqueta Baixa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Baixa. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

As Árvores e a Cidade: Sobreiro no Palácio da Independência


 
Quantos de nós já reparam que há um belo sobreiro em frente do Palácio da Independência, a poucos metros do Rossio? Porque não recorremos mais a esta árvore para arborizar a nossa cidade?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abate de Árvores na Ribeira das Naus em Lisboa





É com grande indignação que publicamos aqui estas imagens do horrendo crime perpetrado pela Câmara Municipal de Lisboa na Ribeira das Naus. Trata-se de uma visão horrenda, imprópria de uma capital da Europa do séc. XXI - imagens que deveriam correr todos os países do Mundo onde exista respeito e amor pela Natureza. Fotos: cortesia da Associação Lisboa Verde.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TREES ARE GOOD: International Society of Arboriculture

 
Why Topping Hurts Trees
 
Topping is perhaps the most harmful tree pruning practice known. Yet, despite more than 25 years of literature and seminars explaining its harmful effects, topping remains a common practice. This brochure explains why topping is not an acceptable pruning technique and offers better alternatives.
 
What is Topping?
 
Topping is the indiscriminate cutting of tree branches to stubs or lateral branches that are not large enough to assume the terminal role. Other names for topping include “heading,” “tipping,” “hat-racking,” and “rounding over.”
The most common reason given for topping is to reduce the size of a tree. Home owners often feel that their trees have become too large for their property. People fear that tall trees may pose a hazard. Topping, however, is not a viable method of height reduction and certainly does not reduce the hazard. In fact, topping will make a tree more hazardous in the long term. This brochure is one in a series published by the International Society of Arboriculture as part of its Consumer Information Program.                               
 
Developed by the International Society of Arboriculture (ISA), a non-profit organization supporting tree care research around the world and is dedicated to the care and preservation of shade and ornamental trees. For further information, contact:
ISA, P.O. Box 3129, Champaign, IL 61826-3129, USA
 
E-mail inquires: isa@isa-arbor.com
 
FOTO: plátano decepado no logradouro da entrada lateral da Igreja de S. Domingos (MN) em Lisboa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

As Árvores e a Cidade: plátano decepado

Imagem de mais uma vítima de poda violenta e incorrecta: um plátano que dava sombra ao logradouro nas traseiras da Igreja de São Domingos foi recentemente decepado.
 
Este crime contra as árvores aconteceu bem no centro de Lisboa, na Baixa, no cruzamento da Rua de Barros Queiroz e Rua da Palma. Faz muita falta uma pedagogia de boas práticas de arboricultura. Não podemos continuar a fazer isto às nossas árvores!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

As Árvores e a Cidade: Tílias na Baixa

É no Verão que mais damos conta da triste realidade da Baixa em matéria de arborização. Podemos contar pelos dedos das mãos, literalmente, as árvores existentes na Baixa. Uma feliz excepção é este sector da Rua de Santa Justa, entre a Rua dos Fanqueiros e a Rua dos Douradores. Seis belas jovens tílias transformaram aquele espaço numa pequena "praça" enriquecida por tecto de folhas para nos resgatar do calor quase infernal que atinge a Baixa no verão. Infelizmente não foram ainda instalados bancos de jardim... Como o conforto ambiental da Baixa seria bem mais propício às actividades humanas se mais ruas estivessem assim inteligentemente arborizadas!

terça-feira, 15 de março de 2011

Visita guiada: Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros

Estimado(a) associado(a),

No próximo dia 2 de Abril (Sábado) terá lugar a visita ao Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros:

Local e hora: Rua Augusta, 96 - 09H30

Visita guiada: limitada a20 participantes

Informação: disponibilizadas brochuras NARC a cada visitante

Custo: gratuito

Acessos: Metro Baixa-Chiado; Autocarros/Eléctricos Baixa

Inscrições: ldbotanico@fc.ul.pt

ou pelo 96 00 34 118 (Tm do Secretário Artur Páris).

Com os nossos agradecimentos, enviamos saudações botânicas,

A Direcção da LAJB

Foto: Praça do Comércio, 1957. Mark Kauffman. Arquivo LIFE.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa: a opinião da LAJB e da ALV

Exmo. Sr. Presidente da CML,

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) e a Associação Lisboa Verde (ALV)

Vem apresentar junto de V. Exa., ao abrigo do artigo 77.º n.º3 do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, no âmbito do período de Participação Pública do Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina, as seguintes observações, reclamações e sugestões:

1-Introdução:

Embora a intenção deste Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina (PPSBP) seja a de promover e garantir uma reabilitação integrada, qualificada e sustentável desta zona histórica central da cidade, a redacção do texto está demasiado centrada nas questões de regulamento e licenciamento de operações urbanísticas. É notória a grande desproporção entre os capítulos e artigos dedicados às operações urbanísticas em imóveis privados e aqueles que dizem respeito ao bem comum, como por exemplo, Espaço Público, Espaços Verdes, Espaços Culturais, Transporte Colectivo e Sustentabilidade Ambiental. Na opinião da LAJB e da ALV o Plano de Pormenor deve desenvolver melhor o seguinte:

2-Medidas de salvaguarda das especificidades patrimoniais da Baixa pombalina

Em vários pontos o texto do PPSBP assemelha-se demasiado aos regulamentos para as operações urbanísticas convencionais. Por exemplo, nos imóveis que já não possuem a sua estrutura de gaiola ou esta não é recuperável, é proposto que não seja obrigatório a reconstrução de nova estrutura em gaiola ainda que numa versão devidamente actualizada. Esta hipótese afigura-se demasiado perigosa considerando que Lisboa não tem ainda uma cultura de reabilitação e conservação do património arquitectónico. O sector imobiliário português é muito insustentável pois prefere claramente a construção nova à reabilitação como provam as estatísticas. A Baixa corre o risco de ficar vítima da promoção imobiliária que apenas pretende desenvolver projectos de construção nova atrás de fachadas pombalinas. Este risco é real, bastando contabilizar a rápida perda de interiores pombalinos a que temos assistido nos últimos anos no Chiado. Na base das demolições integrais dos interiores do Chiado está uma cultura instalada de desprezo das técnicas de construção em madeira.

Falta ao texto deste PPSBP a valorização da madeira enquanto material de construção sustentável, de qualidade e apto a responder às expectativas de projectos imobiliários contemporâneos. Ao demitir-se de exigir a reconstrução estrutural em madeira, a CML corre o risco de, indirectamente, apoiar a destruição do rico património de engenharia de estruturas contido na Baixa pombalina. Porque para cumprir objectivos estritamente lucrativos bastará aos proprietários aguardar pela degradação irreversível da gaiola pombalina para erguerem mais construção nova com a redutora manutenção de fachada.

Ao possibilitar a reconstrução de imóveis em estrutura de betão armado a CML estará a contribuir para a progressiva erosão dos conteúdos patrimoniais que são a base de sustentação não só da Baixa enquanto Monumento Nacional como a futura candidatura a Património Mundial da Humanidade.

Na perspectiva de um planeamento urbano e de edificações sustentáveis, a manutenção e promoção de edifícios já construídos é a solução mais ecológica e sustentável. A demolição de uma gaiola pombalina e a sua substituição por uma estrutura em betão armado terá sempre uma pegada ecológica muito superior à do restauro. Uma construção já existente é sempre mais “verde” que uma construção nova.

3-Medidas para uma Estratégia Ambiental na Baixa Pombalina

Notamos uma grande desproporção entre os capítulos e artigos dedicados às regras de intervenção no edificado – o domínio privado - e aqueles que dizem respeito ao bem comum, como por exemplo o Espaço Público e o Ambiente.

Aplaudimos o artigo de protecção das espécies vegetais existentes na Baixa assim como o artigo onde se expressa a intenção de promover a mobilidade suave. Mas estes dois artigos são insuficientes para se poder afirmar que o Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina tem uma Estratégia Ambiental clara e definida. Compreendemos que a redacção do Plano de Pormenor tenta responder, acima de tudo, às expectativas do sector imobiliário pois é concebido como o grande motor da reabilitação da Baixa pombalina. Mas é com certeza justo que os cidadãos também vejam neste PPSBP a devida identificação de todos os elementos constituintes do Espaço Público da Baixa pombalina assim como as regras para futuras intervenções. Porque a Baixa não é só construção degradada a pedir reabilitação urgente. A Baixa incluiu outras realidades como arruamentos com baixos níveis de conforto ambiental e mobiliário urbano dissonante. É pois particularmente importante garantir que as regras de intervenção no Espaço Público estejam igualmente desenvolvidas e presentes na redacção final do PPSBP:

3.1-Estrutura Verde para a Baixa pombalina

Há factores diversos que contribuem para a falta de qualidade ambiental da Baixa, nomeadamente históricos e contemporâneos. Considerando que:

-Lisboa é uma das capitais da Europa com menos metros quadrados de espaços verdes por habitante e a Baixa é um dos bairros da capital com maior deficit de árvores e espaços verdes.

-O desenho pombalino dos quarteirões da Baixa tem saguões insalubres, muito pequenos e estreitos onde não é praticamente possível criar jardins convencionais;

-A impermeabilização maciça que foi feita nos últimos anos em praças através da abertura de caves para estacionamento inviabilizou a arborização de espaços públicos de referência como a Praça da Figueira e a Praça dos Restauradores (onde são registadas temperaturas muito elevadas que comprometem os objectivos de uma reabilitação urbana sustentável).

-O sucesso da requalificação do Rossio depende em grande parte do plano coerente de arborização implementado em 2000. Dez anos passados o Rossio apresenta passeios largos e consistentemente arborizados, onde é confortável a estadia.

-O fracasso da remodelação da Praça da Figueira está relacionado com a impossibilidade de se implementar um plano de arborização coerente devido à remoção maciça de solo para a construção do estacionamento subterrâneo. Parte da decadência desta praça é fruto do baixo nível de Conforto Ambiental, uma consequência do grande deficit de árvores.

-A circulação do ar na Baixa é dificultada pela sua malha urbana apertada e localização num vale cercado por três colinas;

-A Baixa regista um atravessamento significativo de viaturas automóveis com consequente acumular de emissões poluentes e temperatura;

A LAJB e a ALV propõem:

-Que se dê particular importância aos pavimentos das zonas públicas, como arruamentos e o interior de saguões. Para compensar a grande área de solos impermeabilizada, resultante do próprio plano de reconstrução pombalino que por natureza apresenta uma elevada densidade de construção, deve ser obrigatório o uso de materiais permeáveis na pavimentação de arruamentos e saguões, para facilitar a infiltração e retenção de águas pluviais essenciais à própria sobrevivência do edificado pombalino;

-Que faça parte deste PP um plano geral de arborização que identifique os arruamentos onde é viável e aconselhável a implementação de alinhamentos de árvores. Os arruamentos arborizados são importantíssimos pois asseguram e reforçam a continuidade da estrutura ecológica existente. Há ruas onde é possível a plantação de árvores de copa pequena para não comprometer a leitura dos alçados pombalinos da Baixa. Um dos arruamentos que reúne condições ideais é a Rua do Comércio que por ser mais larga e por constituir uma ligação directa entre dois espaços públicos de referência – Praça do Município e Campo das Cebolas – tem grande potencial para ser transformada em corredor verde de atravessamento pedonal na Baixa. E como de acordo com o mapa do novo plano de circulação viária este arruamento passará a receber mais tráfego automóvel é essencial pensar na sua arborização para mitigar o novo acréscimo de poluição;

-Apesar das dificuldades impostas pela impermeabilização provocada pelo estacionamento subterrâneo, poder-se-ia dotar as praças dos Restauradores, da Figueira e do Município de áreas ajardinadas, recorrendo à plantação de espécies xerofíticas, nomeadamente da flora autóctone. A flora autóctone em zonas áridas é habitualmente de pequeno porte, necessitando de pouca água e resistente ao calor e exposição solar. A estratégia ambiental a implementar deve procurar soluções adaptativas, ou seja, se os arruamentos não contemplam árvores devido à sua impermeabilização, devem ser implementadas soluções "verdes” para mitigar esta realidade urbana que herdámos.

-Que se equacionem regras que visem a melhoria ambiental dos saguões insalubres, nomeadamente através de soluções criativas como “Jardins Verticais” para os saguões muito estreitos e altos ou “Micro Jardins” para usufruto de moradores dos imóveis que definem saguões de dimensões mais generosas;

-Para além de declarar a intenção de proteger as árvores notáveis existentes na Baixa, é essencial identificar devidamente esses exemplares do património natural. Tal como foi feito um inventário das lojas da Baixa a preservar, apelamos para que seja feito um levantamento das espécies vegetais e que esse inventário faça parte da redacção final do PPSBP. Nunca é de mais sublinhar o importantíssimo papel das árvores em contexto urbano na melhoria do próprio desempenho energético dos edifícios. A presença efectiva de plantas no PPSBP deve ser entendido no contexto da racionalização de recursos naturais e energéticos.

3.2-Mobiliário Urbano (iluminação pública, Fontes e outros equipamentos)

Considerando que:

-A Baixa contém um conjunto de mobiliário urbano dos mais ricos e únicos da capital, onde se incluem peças desenhadas exclusivamente para os seus arruamentos (ex: consolas de iluminação);

-A grande maioria dos espaços públicos da Baixa são muito áridos e pouco atraentes devido à falta de árvores e de fontes, essenciais para arrefecer e humidificar o ar;

-A Baixa perdeu quase a totalidade dos quiosques históricos estando actualmente pontuada por quiosques de design moderno e banal que não se integram na paisagem urbana histórica;

-A perda do Mercado da Praça da Figueira, único que existia na Baixa, provocou um grande empobrecimento deste espaço público pois era um equipamento gerador de vida urbana;

A LAJB e a ALV propõem:

-À semelhança do inventário das lojas da Baixa a preservar, que seja feito um levantamento do mobiliário urbano a preservar e que esse inventário faça parte da redacção final do PPSBP;

-O desenvolvimento de um projecto de criação de pontos de água sob a forma de novas fontes e bebedouros para melhorar o Conforto Ambiental dos espaços públicos da Baixa. Actualmente é notória a diferença em termos qualitativos entre, por exemplo, o Rossio onde duas fontes humidificam o ar e árvores criam percursos sombreados e a inóspita Praça da Figueira.

-O estabelecimento de regras muito precisas para os quiosques a instalar na Baixa, não só para o design deste tipo de mobiliário como também para a sua implementação;

-Que se estude a ocupação parcial da placa central da Praça da Figueira com pequenos pavilhões de venda de hortícolas, flores, assim como cafés, padarias, tascas e gelatarias. Experiências destas muito bem sucedidas em praças secundárias de cidades da Europa, tanto do sul como do norte devem ser estudadas (imagens em anexo do Viktuallenmarkt em Munique). A recuperação da antiga função de mercado ajudaria a resolver o vazio e falta de orientação de que sofre a Praça da Figueira. É preciso actualizar a memória do antigo mercado.

4-Conclusão: Uma cidade gerida com os cidadãos e não para os cidadãos

Preocupa-nos que a redacção do PPSBP se concentre, quase exclusivamente, nas regras para as operações urbanísticas. Falta uma Estratégia Ambiental. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico e a Associação Lisboa Verde consideram que é vital a inclusão de uma Estratégia Ambiental no PPSBP. Para garantir a sustentabilidade de Lisboa o plano deve conter regras que contribuam para a melhoria geral do Ambiente Urbano. Só dessa forma a perspectiva de habitar na Baixa poderá ser opção atraente e viável para os cidadãos.

Tem que ser criado um novo paradigma para a estrutura ecológica da cidade de Lisboa e para uma Estratégia Ambiental que prepare o futuro: Sistema de vistas das colinas e dos vales; Sistema de sombras; Intervenções para retenção e infiltração das águas pluviais; Conservação e restauro do edificado; Cruzamento da cultura rural e urbana; Rede de Transportes Colectivos.

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico e a Associação Lisboa Verde esperam que o PPSBP se afirme pela mudança de paradigma na gestão do património arquitectónico, urbanístico e ambiental único que encontramos na Baixa pombalina. Esperamos ter contribuído para a elaboração de um PPSBP que promova uma Baixa ambientalmente mais confortável e sustentável. Mostramo-nos desde já inteiramente disponíveis para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica.

Liga dos Amigos do Jardim Botânico

Associação Lisboa Verde

Lisboa, 15 de Setembro de 2010

Foto: Praça do Comércio em 1950, por Sena da Silva

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Árvores e a Cidade: Lagerstroemia

Em frente da Igreja de S. Nicolau a Câmara Municipal de Lisboa plantou alguns exemplares de Lagrestroemia indica que estão em floração desde o início de Julho. Como seria diferente a Baixa se mais arruamentos estivessem arborizados. Será que o Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina - actualmente em discussão pública - prevê a arborização de algumas ruas para assim melhorar o conforto ambiental desta árida zona da nossa capital? É isso que a LAJB irá questionar, sugerir, promover.

domingo, 25 de outubro de 2009

As Árvores e a Cidade: Rua de Santa Justa

Numa zona urbana tão pobre em árvores como a Baixa, é uma delícia ver as quatro jovens tílias, em vestes quase outonais, num sector da Rua de Santa Justa. Que bom seria ver mais árvores de alinhamento na Baixa.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Lisboa inicia em Maio lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada

Dia da Terra: Lisboa inicia em Maio lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada

«A Câmara de Lisboa inicia em Maio a lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada, uma medida anunciada hoje pela autarquia e inserida das comemorações do dia da Terra.

"A Câmara Municipal de Lisboa vai iniciar, já a partir de Maio, a lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada, através de um acordo com a SIMTEJO, que vai permitir que os camiões municipais possam ser abastecidos nas ETAR de Chelas e de Beirolas", refere um comunicado enviado hoje à agência Lusa.

Na mesma nota, a autarquia anuncia ainda que "viu aprovadas duas candidaturas que garantem a aquisição e instalação de ópticas LED na Av. da Liberdade e na Baixa Pombalina, com custo zero para o município". in Lusa, 21 de Abril de 2009

FOTO: Lago do Jardim do Campo Grande

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

LISBOA 1758: O PLANO DA BAIXA HOJE

Exposição: LISBOA 1758, O PLANO DA BAIXA HOJE
Local: Praça do Comércio - Páteo da Galé
Horário: todos os dias - 11hoo-19hoo
Entrada Gratuita aos Domingos
Visitas Guiadas: quinta-feira - 11h00 e 14hoo
Marcações: 21 798 89 96 / 21 798 85 26

NOTA: Esta boa exposição, inaugurada a 19 de Junho, foi prolongada até 28 de Dezembro.

FOTO: Um dos destaques da exposição é a interessante Maqueta de Lisboa antes do Terramoto de 1755, executada por Ticiano Violante com orientação científica de Gustavo de Matos Sequeira. Podemos ver nesta imagem a antiga Quinta do Monte Olivete onde nos finais do século XVII os Jesuítas ergueram a Casa do Noviciado da Cotovia (edifício ao centro) segundo risco do arquitecto Baltazar Álvares. Na antiga cerca do noviciado está actualmente o Jardim Botânico.

Com a expulsão dos Jesuítas, em 1759, o noviciado é transformado em Colégio dos Nobres pelo Marquês de Pombal. São executadas obras de reconstrução e adaptação, pelo arquitecto Carlos Mardel, em consequência dos danos provocados pelo Terramoto de 1755.

Com a instituição do regime liberal, o Colégio foi extinto, criando-se, em 1837, a Escola Politéctnica. Por sua vez, este complexo arquitectónico foi devastado por um incêndio de grandes proporções que deflagrou em 1843. O actual edifício da Escola Politécnica, de inspiração Neoclássica, foi erguido segundo projectos de vários arquitectos como Silva e Costa, Monteiro e, por fim, Pézerat. As obras só estariam prontas por volta do ano de 1878.

Esta maqueta pertence ao Museu da Cidade (Inv. MC.MAQ.5)

domingo, 24 de agosto de 2008

Rua do Carmo: «plantem + árvores!»

Um graffiti na Rua do Carmo.
Um pedido de uma frontalidade extrema?
Um alerta pelo desconforto ambiental na Baixa pombalina?
Um grito de protesto pela ausência de árvores naquele arruamento?

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico discorda em absoluto dos actos de vandalismo em propriedade pública e privada. Os graffiti, aplicados sem critério, estão a destruir o ambiente urbano da nossa cidade. Mas compreendemos o pedido expresso neste caso. Entretanto, este graffiti já foi removido. Quanto às árvores reclamadas pelo cidadão anónimo... continuam ausentes da Rua do Carmo. Em Lisboa parece ser mais fácil apagar um graffiti do que plantar uma árvore.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

HANS CHRISTIAN ANDERSEN em Lisboa: cinco dias na cidade ardente de sol

O escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875) é autor de uma centena e meia de contos para crianças e adultos. Poeta e artista, romancista, dramaturgo, pensador existencialista, jornalista, crítico, tradutor, narrador de viagens... Um rapaz que queria ser cantor, actor, bailarino. Hans Christian Andersen teve uma relação pessoal com Portugal, revelada no seu livro «Uma Viagem a Portugal em 1866».

O autor entrou em Portugal por Elvas chegando a Lisboa no dia 6 de Maio. Após ter estado quase um mês na zona da capital, passeou depois por vários locais do país desde Setúbal a Coimbra e Aveiro. No seu livro há várias referências à flora que observou em Portugal. Mas nos seus últimos cinco dias na capital, enquanto aguardava pelo navio que o havia de levar de volta à Dinamarca, Hans Christian Andersen faz uma descrição da falta de conforto ambiental de Lisboa em Agosto. A falta de sombra, isto é, a falta de árvores na envolvência do hotel da zona da Baixa/Cais do Sodré onde estava hospedado, constituiu um tormento para o autor.

«As cortinas estavam corridas, as portas das janelas fechadas para que não entrasse a luz quente do sol. Era uma verdadeira tortura sair, só se podia caminhar pela sombra minguada das casas. Isso me vi forçado a fazer, pois estar todo o dia deitado ou vaguear pelas salas semiobscuras, sem receber a visita de qualquer pessoa conhecida, seria insuportável. Dirigi-me assim aos escritórios de O'Neill, onde encontrei jornais que me deram notícias do que se passava além das fronteiras de Portugal. Cheguei atormentado pelo calor e atormentado regressei a casa, até começar a sentir algum bem estar pela noitinha. Foi, então, um alívio ir para o balcão da janela gozar a brisa fresca que soprava tão benfazejamente refrescante nos olhos, na boca, trazendo nova vida. Pude depois sair à vontade para a rua, misturar-me com o povo, entrar nos cafés e percorrer os passeios.
O dia seguinte foi quente como o anterior. O navio não chegou na data esperada e, em vez de dois, tive de ficar cinco dias na cidade ardente de sol.»

in "Uma Visita a Portugal em 1866" de Hans Cristian Andersen (Tradução de Silva Duarte, Gailivro, 2003)

Hans Christian Andersen partiu de Lisboa no dia 14 de Agosto de 1866 com sementes de flores na caixa de chapéus.

Mais de um século depois da partida do escritor Dinamarquês, toda a zona da Baixa e Chiado continua sem árvores de alinhamento. E a zona ribeirinha, que deveria ser arborizada de modo a compensar a falta de árvores no centro histórico pombalino, tem vindo a ser progressivamente ocupada com construções como é o caso dos novos edifícios para as agências europeias no Cais do Sodré.

FOTO: Panorâmica do Cais do Sodré e da Ribeira num verão da década de 1860. Fotógrafo desconhecido, negativo de gelatina e prata em vidro. Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal

segunda-feira, 30 de junho de 2008

VISITA: Percurso do Regicídio

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) promove regularmente visitas guiadas a locais de interesse botânico, ecológico e histórico. A propósito do centenário do regicídio, propomos um percurso pela Baixa da cidade para reviver, numa espécie de "viagem no tempo", os acontecimentos do dia em que o Rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, foram assassinados, a 1 de Fevereiro de 1908. A visita, guiada pela Drª Elisabete Rocha da Hemeroteca Municipal, será repartida pelos locais ligados ao regicídio, desde a espingardaria onde foram compradas as armas que mataram o Rei até ao café onde os conjurados conspiraram o regicídio.

Percurso do Regicídio
Dia: 12 de Julho de 2008 - 10H00
Ponto de encontro: Café Gelo (Rossio)
Duração da visita: 3 horas
Guia: Drª Elisabete Rocha (Hemeroteca Municipal)

Tel: 21 392 18 28
Tm: 96 038 24 17
ldbotanico@fc.ul.pt

FOTO: Cortejo fúnebre de D. Carlos e D. Luís Filipe, na Praça do Príncipe Real, no dia 8 de Fevereiro de 1908. Imagem de Joshua Benoliel (1873-1932). Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal