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quinta-feira, 21 de março de 2013

As Árvores e os Livros: António Vieira Borges


«O que seria uma Pátria sem Árvores? Um deserto sem fim, um corpo sem alma, um planeta sem luz solar, uma mãe desolada sem filhos! Mas... sabeis vós bem, meus meninos, o que seja a Pátria? A Pátria sois vós mesmos e os vossos jogos infantis, os vossos passeios à beira-mar e ao campo, é o vosso pai, a vossa mãe e os vossos irmãos; é este torrão do litoral, onde o mundo acaba e o mar começa.»

António Vieira Borges, Árvore e Pátria, 1914, pp. 12-13

Foto: Parque Eduardo VII. O que seria Lisboa sem Árvores? Para imaginar tal cenário basta passar por um dos muitos arruamentos sem árvores que Lisboa infelizmente ainda mostra... e são na ordem das centenas as ruas, largos, pracetas, praças e até avenidas sem árvores.

terça-feira, 22 de março de 2011

Universidade de Lisboa nasceu há 100 anos

O Movimento Republicano assentou numa teia multimodal de centros, escolas, associações, grémios e ligas - formando uma rede de estruturas nominalmente variadas, mas que funcionalmente convergiam na prossecução das grandes linhas do ideário republicano: a educação, a cidadania, a solidariedade social, a laicidade, o livre pensamento, a participação democrática. A actividade educativa, nas vertentes de formação escolar e cívica, era o elemento comum à quase totalidade desta rede onde, para além das associações que a tinham por objecto específico, predominavam os centros políticos e escolares que ministravam aulas a crianças e adultos. E porque a educação era um dos esteios do ideário republicano, coube à República criar, logo em 1911, a Universidade de Lisboa.

Por decreto de 22 de Março de 1911, foi constituída a Universidade de Lisboa, agregando as unidades de ensino já existentes: a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e a Escola de Farmácia deram lugar à Faculdade de Medicina (repartida entre o Campo de Santana e o Hospital Escolar de Santa Marta, mantendo anexa a Escola Superior que só em 1921 ascenderia a Faculdade de Farmácia); a Escola Politécnica (na rua do mesmo nome) tornou-se Faculdade de Ciências, mantendo-se esta a funcionar no mesmo edifício da sua antecessora; o Curso Superior de Letras passou a designar-se Faculdade de Letras, mantendo-se o funcionamento, até 1958, nas instalações da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1913, foi criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas, dirigida por Afonso Costa, a qual dará lugar, em 1918, à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que funcionará, até 1957, no Palácio Valmor, no Campo dos Mártires da Pátria.

Foto: Jardim Botânico visto da Colina de Santana/Miradouro do Torel

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cinema em Portugal - os primeiros anos

Inauguração: "Cinema em Portugal - os primeiros anos"
Dia 9 Dez de 2010, 19h00

Museu de Ciência da Universidade de Lisboa

Rua da Escola Politécnica 56

Lisboa

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Orçamento Participativo 2011: VOTE na proposta da LAJB!

No dia em que celebramos o Centenário da República, sugerimos que aproveite o simbolismo da data para votar no projecto apresentado pela LAJB, e Associação Lisboa Verde, para o Orçamento Participativo 2011: Arborização da Rua Borges Carneiro

Área: Espaço Público e Espaço Verde
Título: Reperfilamento da Borges carneiro incluindo arvoredo de alinhamento.
Prazo de execução: 24 meses
Local: Freguesia da Lapa
Custo: 1.000.000 €
Nº de Propostas: 1
Proposta(s): (795) Arborização da Rua Borges Carneiro

Para votar visite o sítio oficial do OP: www.cm-lisboa.pt/op


Foto: A nossa visão? Jacarandás na Rua Borges Carneiro!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exposição: Biodiversidade em Portugal

Inaugurou hoje a exposição "Biodiversidade em Portugal" organizada pelo Museu Nacional de História Natural em parceria com a Assembleia da República e que estará patente de 17 a 21 de Maio de 2010 na Assembleia da República.

quarta-feira, 10 de março de 2010

«A Árvore do Centenário» da República

A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República promove uma iniciativa intitulada A Árvore do Centenário no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore, no próximo dia 21 de Março de 2010, recordando a Festa da Árvore e evocando as campanhas pela sua protecção levadas a cabo durante a I República.
Este projecto, desenvolvido pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República com o Ministério da Educação – Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território – Instituto Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, com o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas – Autoridade Florestal Nacional tem por objectivo promover, divulgar e apoiar iniciativas relacionadas com a preservação do património florestal nacional, lançando o desafio para a identificação global deste património, acompanhado por uma evocação histórica que deverá ser assinalada pela plantação de árvores a nível nacional.

Convida-se a comunidade em geral, e o público escolar em particular a participar nestas actividades, nomeadamente através:

- da plantação da árvore do centenário, a promover pelos municípios e pelas escolas, celebrando o centenário da República;

- da realização de trabalhos escolares de investigação que compreendam a identificação, registo e divulgação das principais espécies autóctones no território nacional;

- de trabalhos escolares sobre a celebração da Festa da Árvore e outras evocações do Dia da Árvore;

- de outras iniciativas relacionadas com a divulgação da importância da árvore no quadro de preservação da natureza, tendo em conta o seu valor pedagógico e de formação para uma cidadania responsável, considerando ainda a celebração em 2010 do Ano Internacional da Biodiversidade.


Foto: bosque de pinheiros mansos na Tapada de Mafra

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Exposição: Portugal nas Trincheiras – a I Guerra da República

No próximo dia 23 de Fevereiro, às 18h30, será inaugurada uma nova exposição no antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres. Intitulada Portugal nas trincheiras – a I Guerra da República, é uma iniciativa do Museu da Presidência da República integrada nas comemorações do I Centenário da República Portuguesa. A inauguração da exposição contará com a presença do Senhor Presidente da República. A exposição poderá ser visitada até 23 de Abril de 2010.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Celebrar os 100 anos da República demolindo o nº 46 da Av. da República?

Estes três prédios de rendimento foram destacados na recente exposição dedicada ao Arquitecto Ventura Terra (1866-1919) que esteve patente na Assembleia da República entre 26 de Março e 31 de Julho de 2009.

A exposição foi «uma homenagem da Assembleia da República ao autor do projecto original do Hemiciclo inaugurado em 1903». De facto, este será sem dúvida um dos mais importantes criadores de arquitectura para a jovem República Portuguesa, nomeadamente para a capital. Afinal, Ventura Terra foi candidato, e eleito, Vereador Republicano para a Câmara de Lisboa em 1908.

Os edifícios que projectou para Lisboa foram verdadeiros modelos, pois fundaram um padrão de qualidade que faltava à capital. Muitos construtores civis copiaram elementos da sua arquitectura ajudando assim a criar uma determinada imagem de prédios de rendimento nas primeiras duas décadas do séc. XX.

Lisboa já demoliu várias obras suas (ex: Av. António Augusto de Aguiar e Rua Duque de Palmela 35-37) mas ainda sobrevivem cerca de 26. Destas, algumas estão em sério risco de demolição como a Casa de Júlio Gualberto Costa Neves na Rua Rosa Araújo 37 e o conjunto de três prédios erguidos pelo republicano Joaquim dos Santos Lima na Av. da República 46 / Av. Elias Garcia 62.

A 11 de Julho de 2005 a CML, mais precisamente a Vereadora Eduarda Napoleão, aprovou a demolição integral dos interiores. Apenas ficam as fachadas principais pois as posteriores serão também demolidas.

Obras com projecto de 1906, constituiem exemplos raros dos prédios de rendimento de luxo da Av. da República. Os interiores, perfeitamente recuperáveis, são de grande qualidade espacial e construtiva. Apresentam tectos de estuques artísticos, paineis de azulejo Arte Nova e portas de madeiras exóticas. A entrada do prédio de gaveto, marcada com um grande arco de cantaria, é um trabalho notável. Após transposto o átrio circular (que se repete em todos os pisos), uma elegante escadaria elíptica ainda mantém o elevador de origem (que já teve oferta de compra da parte de estrangeiros!). Na fachada podemos observar barras de azulejos Arte Nova da famosa Fábrica das Devezas.

Vergonhosamente, e em vésperas do centenário da primeira vereação republicana, a CML aprovou a demolição destes imóveis de autor. A sua qualidade aquitectónica e construtiva foram ignoradas apesar da sua protecção estar consagrada na Carta Municipal do Património anexa ao PDM. Estes não são meros prédios de pato-bravo do princípio do séc. XX. São testemunhos do que melhor se fazia na capital da jovem República Portuguesa. São obras de Arquitectura criadas por Ventura Terra.

Mais do que lançar foguetes e tocar a banda, celebrar o centenário da República é salvaguardar testemunhos arquitectónicos notáveis, como este, para as próximas gerações.

Mas será que Lisboa vai passar pela vergonha extrema de assistir à demolição deste conjunto arquitectonico de Ventura Terra na Av. da República e no ano do centenário da República?

Fórum Cidadania Lx

NOTA: A Av. da República faz parte do primeiro edital de alteração de toponímia da vereação republicana datado de 5 de Novembro de 1910. A Câmara republicana alterou a toponímia de 10 arruamentos, substituindo os nomes das individualidades demasiado comprometidas com o regime anterior e os topónimos de cariz religioso por outros evocativos dos novos ideais republicanos. Da lista do primeiro edital fazia parte a Av. da República (para substituir a artéria até aí designada por Av. Ressano Garcia) e a Av. Elias Garcia (propagandista e jornalista republicano, para substituir a artéria até aí designada por Av. José Luciano).

FOTO: Os três prédios de luxo levantados por Joaquim de Santos Lima numa fotografia de c. 1910. Notar os jovens plátanos da avenida. Arquivo Fotográfico Municipal

As Árvores e a Cidade: Av. da República 46

As Tipuanas em frente do prédio do Arquitecto Ventura Terra vão perder a sua distinta e fiel companhia arquitectonica. Esta obra pioneira na Avenida da República 46 (com projecto de 1906) vai ser demolida em 2010. Tudo aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, apesar do imóvel fazer parte da Carta Municipal do Património anexa ao PDM. É mais um crime contra o nosso património arquitectónico. Lisboa vai ficar mais pobre.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Programa de estímulo ao desenvolvimento da História da Ciência

Caro investigador:

No âmbito do programa de estímulo ao desenvolvimento da História da Ciência em Portugal promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia vai abrir em 2009 concursos para financiamento de projectos de investigação e de bolsas individuais no domínio da História da Ciência.

O programa tem como objectivos promover o desenvolvimento e reforço de competências no domínio da História da Ciência em Portugal, concorrer para a valorização do património cultural e científico do País e apoiar a especialização da comunidade científica nesta área, tornando-a mais competitiva no contexto nacional e internacional.

Este programa integra uma componente específica dedicada à História da Ciência nos últimos cem anos coincidindo com a preparação da celebração do Centenário da República, 100 anos de República, 100 anos de Ciência.

Estas iniciativas dirigem-se aos investigadores, instituições científicas e universidades, assim como a todas as outras entidades relevantes e pretende estimular a constituição e reforços de redes nacionais e internacionais de cooperação em História da Ciência.

João Sentieiro
Presidente
Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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