segunda-feira, 30 de julho de 2012

«Lisboa – única, genuína, nossa!»

Lisboa – única, genuína, nossa!
Por todo o lado, num teimoso absurdo, crescem novos empreendimentos, sempre “de luxo” com nomes impantes com Príncipes e Duques à mistura com Palaces, Places, Residences e Terraces.
A Baixa deserta, as grandes avenidas dia-a-dia destruídas; as lojas antigas dão lugar a assépticas cadeias, sítios de comer-a-correr; Lounges e Chill Outs, com ambientes importados que se dizem sofisticados.
Lisboa abafa, roubam-lhe o ar, roubam-lhe a luz, roubam-lhe o rio, roubam-lhe a memória e a vida. E agoniza perante uma modernidade bruta e parola que a ignora, que lhe é imposta.
É urgente travar a destruição desta cidade assombrosa e milenar.
É urgente protege-la e proteger quem aqui vive.
É urgente amá-la e oferece-la como ela é, única, genuína, nossa!

Ana Alves de Sousa
Nota: opinião chegada por email da parte de uma cidadã com olhar crítico sobre a situação actual da  nossa cidade - que bem se aplica ao nosso bairro aqui em redor do Jardim Botânico onde abundam cada vez mais os estrangeirismos. Novo riquismo? Complexo de inferioridade? Em Portugal uma "casa" é uma casa e não "home" ou "flat" (pior e mais perigoso ainda são os "luxury flats"!). Foto: Rua Rosa Araújo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dia do Fundador do Jardim Botânico: Conde de Ficalho nasceu a 27 de Julho de 1837


CONDE DE FICALHO - Botânico português, Francisco Manuel de Melo Breyner nasceu a 27 de Julho de 1837, em Serpa, e faleceu a 19 de Abril de 1903, em Lisboa. Além dos diversos cargos que exerceu como Par do Reino e Mordomo da Casa Real, distinguiu-se como escritor e professor catedrático da Escola Politécnica de Lisboa, onde estimulou o estabelecimento de museus anexos. Apaixonado pela Botânica, foi director do Instituto Agrícola e fomentou o desenvolvimento e apetrecho do Jardim Botânico de Lisboa.

Como homem de letras, notabilizou-se como escritor, foi amigo de Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins e pertenceu ao famoso grupo dos Vencidos da Vida.

As suas obras versaram não só sobre a botânica como também temas ligados à História de Portugal, como é o caso das Viagens de Pêro da Covilhã, publicadas em 1898, onde Ficalho relata a viagem do emissário de D. João II. Da obra ligada à sua especialidade maior, a botânica (num contexto histórico), destacam-se: a Flora dos Lusíadas, de 1880; Memória da Malagueta de 1883, que deveria ser o primeiro de muitos títulos da colecção Plantas Úteis da África Portuguesa, que infelizmente não continuaram; Garcia de Orta e o seu Tempo de 1886, que serviu de preparação aos dois volumes de Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, editados em 1891 e 1895.

Deixou uma única obra de ficção, Uma eleição perdida (1888), conjunto de uma novela e cinco contos integrável na tendência realista do conto regional.

Bibliografia do Conde de Ficalho: Flora dos Lusíadas, 1880; Memória da Malagueta, 1883; Plantas úteis da África portuguesa, 1884; Garcia da Orta e o seu tempo, biografia, 1886; Uma eleição perdida, novela e contos, 1888; Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, 2 vol., 1891 e 1895; As viagens de Pêro da Covilhã, 1898; As rosáceas de Portugal, 1899

No dia dos 175 anos do nascimento do Conde de Ficalho, os Amigos do Jardim Botânico prestam homenagem ao fundador.

FOTO: monumento na Classe do Jardim Botânico

quarta-feira, 25 de julho de 2012

uma mensagem da revista "The New Yorker"


O Plano de Pormenor do Parque Mayer, aprovado pela CML e AML, irá fazer algo de semelhante ao nosso Jardim Botânico. Mas será um cenário inverso ao que mostra esta imagem: o Jardim Botânico passará a ser uma espécie de "grande vaso" [como afirmou o Arq. Ribeiro Telles] com plantas exóticas para gozo visual do enxame de apartamentos e hotéis de luxo previstos dentro da zona Especial de Protecção (ZEP) do Monumento Nacional... e mais um estacionamento subterraneo (em jardim na R. do Salitre), muitas lojas e outros espaços comerciais a apenas 1,20m de distância da cerca histórica do Jardim. Talvez um dia o nosso Jardim Botânico seja capa da revista The New Yorker.

O Jardim Botânico de Lisboa foi seleccionado pela World Monuments Fund para o Observatório Mundial de Monumentos - WATCH 2012: www.wmf.org

segunda-feira, 23 de julho de 2012

The Jardim Botanico: A Hidden Gem in Lisbon

The Jardim Botanico: A Hidden Gem in Lisbon        
by Hansel Hernandez
Historic Preservation and Cultural Heritage Consultant
To be honest, when I came to Lisbon last summer to work on a conservation project, the last thought in my mind was to visit gardens. My priority was to discover the vast and rich architectural heritage of this capital city, learn about their rare and large museum collections, and of course savor the succulent Portuguese cuisine with an emphasis on desserts. The Jardim Botánico de Lisboa was not even listed in my traveler’s guidebook; something to be completely overlooked. But fate had something else planned for me.
I was living in the Rato neighborhood and to get to downtown Lisbon I had to walk down Rua da Escola Politécnica, which stretches one kilometer and borders the trendy neighborhoods of Principe Real and Barrio Alto. Today this up-and-coming streetscape is filled with bars, restaurants, pastry shops, boutiques, parks, and lookout terraces.
After several weeks of seeing the sign at the entrance gates, I decided to go in and explore. Entrance fee was only 1 Euro. I am glad I did. Behind the former university buildings fronting the street, the gardens are laid out in contained terraces following the slope of the hill—Lisbon is all hill crests and valleys—which winds down towards Avenida Liberdade, the Champs-Élysées of Lisbon. But the avenue is completely shut out: the depth of the topography and lushness of the gardens act as an invisible, magical screen. You find yourself in this very peaceful, verdant environment conducive to rest and quiet contemplation.
The history of Lisbon’s Botanical Gardens harkens back not to the nineteenth century, but to the sixteenth century. In Portugal history and heritage is made up of many, many layers. When you think something belongs to one era further research reveals a different story.
The garden makes up the former grounds of the Quinta do Monte do Olivete, a sixteenth-century estate founded by Dom Fernão Telles de Menezes, former governor of India and later of the Algarve region in southern Portugal. Dom Fernão ceded his estate to the Jesuits in 1589 so they could build their Cotovia Novitiate.
Between 1609 and 1759 the Jesuits undertook a thorough study of botany in the gardens of their novitiate. The research gathered for almost two centuries laid the groundwork for the eventual creation of a botany department at the school.
In 1837, the Polytechnic School of Lisbon opened in the former buildings of the novitiate, on what is now the Rua da Escola Politécnica. Its mission was to give scientific training to officer candidates to the national army and navy. In fact, the army school shared the space with the polytechnic for a number of years.
In 1843 the building burned to the ground and a new building was projected only for the polytechnic. Work began in 1857. In 1911 the University of Lisbon was created and it was decreed that it should have a school of science. The polytechnic became the new School of Science, and it operated as such until 1985, when the school moved to new headquarters at the University City.
I very much enjoyed coming to the gardens, this magnificent, peaceful, and open green space right smack in the middle of the city; I could not help but think of the same effect and feeling one has when visiting Central Park in New York. I returned to the gardens several times. There are fountains (in disuse), small greenhouses, some outbuildings, and even an elegant astronomical observatory building. And of course, there are old-fashion benches so you can take the weight off your feet, snack on something, perhaps nap, relax, contemplate while under a cozy bamboo screen, or a giant weeping willow. The gardens have a large variety of tropical plant species namely from New Zealand, Australia, China, Japan, and South America. These plants thrive here in Lisbon’s temperate climate and the many micro-climates found in the gardens.
Presently the former academic buildings on the site house the National History Museum, the National Science Museum, the National Natural History Museum, and the Teatro da Politécnica. The University of Lisbon has a big ambition to transform this place into an important scientific, artistic, and cultural center for the city. But the economic reality of Portugal, as in the rest of southern Europe, is a harsh one. Some government assistance the university had received for the maintenance of the buildings has ceased. An imminent threat has been temporarily halted: a out of scale condo development adjacent to the gardens which would have obstructed views and completely alter the open verdant surroundings has been nixed.
It is behind these historic buildings fronting Rua da Escola Politécnica that the Botanical Gardens are located. The 6 acres in the center of Lisbon are waiting for its inhabitants to re-discover it.

Nota da LAJB: apesar de pequenos erros, como por exemplo o equivoco do National History Museum, divulgamos este interessante texto de um profissional do Patrimonio (consultor da WMF) publicado a 31 de Maio: http://www.wmf.org/journal/jardim-bot%C3%A1nico-hidden-gem-lisbon

sábado, 21 de julho de 2012

O Jardim Botânico visto por Joshua Benoliel


Título: "Rua do Jardim: bambus e canas índicas começando a florir, com guarnição de 'Pyrethrum'" 
Imagem integrada na reportagem "Os jardins de Lisboa: na Escola Politécnica".
Ilustração Portuguesa. Lisboa: Empresa do Jornal O Século. N.º 88 (28/10/1907), p. [554].
Autor: Joshua Benoliel. Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Nota: os nossos agradecimentos à Maria João Torgal pela descoberta e envio desta imagem de arquivo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

CURSO DE GUIAS DO JARDIM BOTÂNICO 2012

CURSO DE GUIAS DO JARDIM BOTÂNICO 2012

O curso de Guias do Jardim Botânico do MNHN, ministrado por Alexandra Escudeiro, Bióloga do Jardim Botânico do MNHNC terá lugar de 3 de Setembro a 1 de Outubro de 2012.

O seu objetivo é a formação de Guias habilitados a orientar visitas temáticas ao Jardim Botânico.

As aulas, teórico-práticas, serão leccionadas segundas e quintas, das 18h00 às 19h30 e das 18h00 às 20h00, respectivamente.

Este curso é direccionado aos licenciados em Biologia e áreas afins ou aprovados em cadeiras de Botânica do Ensino Superior. Ainda assim, outros candidatos serão, previamente, sujeitos a entrevistas para admissão no curso. O período de inscrições no curso decorrerá a partir de agora até 17 de Agosto; os candidatos devem enviar o Curriculum Vitae com uma foto para geral@museus.ul.pt e preencherem o formulário de inscrição em:


O investimento na inscrição é de 110€ por pessoa.

Os melhores alunos deste curso serão laureados com o prémio «Brotero 2012». Este foi instituído pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico para comemorar o centenário da edição da primeira Flora de Portugal dos tempos modernos.

O Jardim Botânico situa-se no centro histórico de Lisboa e o seu ambiente constrói-se em torno de plantas repletas de significado e provenientes de todo o mundo.

Lisboa, 16 de Julho de 2012

Alexandra Escudeiro
Jardim Botânico da Universidade de Lisboa
Morada: Rua da Escola Politécnica, 58
1250-102 Lisboa
Tel.: 213921896
E-mail: maescudeiro@museus.ul.pt

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Em Floração: ECHINOPS RITRO

A bela ECHINOPS RITRO L. está em floração num canteiro da Classe do nosso Jardim Botânico.

terça-feira, 17 de julho de 2012

LAJB: «coluna dorsal» e «coragem para defender o património natural e cultural»

À Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico

Venho por este meio felicitar a Direcção actual da LAJB pela coragem, frontalidade e muitíssima competência com que tem defendido o Jardim Botânico!! Os meus sinceros parabéns!!

Num país onde, demasiadas vezes, as pessoas não defendem publicamente o que é correcto, por receio de represálias ou por qualquer outra razão, é um enorme prazer ver que ainda existem portugueses(as) com "coluna dorsal" que se levantam e apoiam o que é correcto, que têm a coragem para defender o património natural e cultural, i.e. a herança que os nossos antepassados, também com eles com visão e coragem, nos legaram!!

É para mim um enorme orgulho ser sócia de uma Liga que, simultaneamente, se preocupa com a biodiversidade - base da vida - e com o património cultural- base da memória social!

Lamento não poder ir à próxima Assembleia Geral, dado estar de férias, mas gostaria que esta minha mensagem fosse lida durante a mesma como forma de apoio à Direcção da Liga.

Os meus sinceros parabéns e o meu muito obrigada a todos os membros da Direcção!

Com os meus sinceros e respeitosos cumprimentos,

Cristina Girão Vieira (sócia nº 65 e madrinha de algumas plantas)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Jardim Botânico visto por Joshua Benoliel


Título: "Guarita de guarda, sob palmeiras"
Imagem integrada na reportagem "Os jardins de Lisboa: na Escola Politécnica".
Ilustração Portuguesa. Lisboa: Empresa do Jornal O Século. N.º 88 (28/10/1907), p. [554].
Autor: Joshua Benoliel. Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Nota: os nossos agradecimentos à Maria João Torgal pela descoberta e envio desta imagem de arquivo.

CRITICAL: LISBON. FALAR À CIDADE, FALAR COM A CIDADE (16 a 21 Julho)




Workshop coordenado por Lev Bratishenko, Frederico Duarte e Becky Quintal (inserido no programa Distância Crítica da Trienal de Arquitectura de Lisboa)

CRITICAL: Lisbon é um workshop de uma semana dedicado à expressão, discussão, escrita e publicação crítica sobre arquitetura. Concebido como um projeto editorial especulativo, este workshop confronta a noção de que o arquiteto e o público operam em universos ideologicamente díspares na sua procura e desejo comuns de melhorar a cidade.
 
Tomando a cidade de Lisboa como base de trabalho e inspiração, serão explorados os desafios e obstáculos que os críticos de arquitetura devem enfrentar, mas também as estratégias, táticas e ferramentas que utilizam para os ultrapassar.
 
No workshop serão analisados os muitos meios e mensagens disponíveis aos críticos de hoje: desde ensaios, vídeos, artigos de opinião, fotografias, entrevistas com arquitetos e outros agentes-chave da cidade até recensões descritivas de edifícios ou controvérsias atuais sobre espaços públicos. 
 
Este workshop destina-se a estudantes e jovens profissionais interessados em questões de design, arquitetura e assuntos urbanos. Os candidatos a participantes devem ter o desejo de exercitar e difundir as suas observações, análise e opinião junto de um determinado público, dos seus pares ao público em geral.
 
Aspetos práticos:
- O idioma de trabalho do workshop é o inglês. 
- Cada participante deve trazer o seu próprio caderno e material de escrita, computador portátil e máquina fotográfica ou câmara de vídeo digitais.
 
Horário do workshop: 09h30 - 18h00
Local do workshop: Sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, Campo de Santa Clara, 142-145, 1100-474 Lisboa


FOTO: demolição integral de imóvel na R. do Monte Olivete, em zona histórica consolidada.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Convocatória: Assembleia Geral Ordinária


CONVOCATÓRIA

Convocam-se os associados da Liga dos Amigos do Jardim Botânico para uma Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no próximo dia 17 de Julho às 17H30, no Anfiteatro de Botânica Professor Aurélio Quintanilha, na Rua da Escola Politécnica, nº.58, em Lisboa. Não havendo quorum a Assembleia realizar-se-á 30 minutos depois com o número de associados presentes.

ORDEM DE TRABALHOS

1 – Leitura e aprovação da acta da Assembleia Geral anterior;
2 – Discussão e aprovação das Contas dos Exercícios de 2009, 2010 e 2011;
3 – Relatórios de Actividades de 2009, 2010 e 2011;
4 – Apresentação do Plano de Actividades para 2012;
5 – Informações.

Lisboa, 26 de Junho de 2012

A Presidente da Direcção

Maria Manuela Soares Correia, Drª.
Associada nº.149

Notas:

1 – No sentido de privilegiármos a utilização dos transportes público indicamos os seguintes meios: Metro – linha amarela/estação Rato; Carris – carreiras nºs 758 e 773.

2 - A fim de actualizarmos a nossa base de dados, agradecemos que nos seja indicado o endereço electrónico dos associados que o possuírem. 

Foto: Campsis radicans L. em floração na Classe

sábado, 7 de julho de 2012

CHORISIA SPECIOSA

Uma das "estrelas" do nosso jardim, esta maravilha da América do sul (Brasil, Argentina, Bolívia). Da família das Bombacaceae. Para ver no nosso Arboreto, junto da entrada do Borboletário.

Em Floração: Strelizia nicolai

Em floração desde junho no canteiro da escadaria do Arboreto do Jardim Botânico.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Nosso Bairro: R. do Monte Olivete 55-57

O edifício na Rua do Monte Olivete 55-57 foi totalmente DEMOLIDO no mês de Junho. Lisboa continua a destruir, de forma irresponsável, o seu património arquitectónico. Receamos também que neste caso o logradouro seja impermeabilizado com a construção de uma cave para estacionamento como é cada vez mais habitual. De ano para ano cresce a área impermeabilizada na envolvência urbana do Jardim Botânico. O novo PDM de Lisboa vai incentivar este tipo de intervenções, insustentáveis, com efeitos muito negativos para o futuro da nossa cidade. Porque razão continuamos a rejeitar a reabilitação e restauro em favor da construção nova? Nesta área o atraso de Portugal no contexto europeu é muito preocupante. 

sábado, 30 de junho de 2012

O Jardim Botânico visto por Joshua Benoliel


Título: Entrada da rua das Palmeiras
Imagem integrada na reportagem "Os jardins de Lisboa: na Escola Politécnica".
Ilustração Portuguesa. Lisboa: Empresa do Jornal O Século. N.º 88 (28/10/1907), p. 558. 
Autor: Joshua Benoliel. Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Nota: os nossos agradecimentos à Maria João Torgal pela descoberta e envio desta imagem de 1907.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Em Floração: Cynara cardunculus L


Cynara cardunculus L. Está em floração, na Classe do Jardim Botânico, o "cardo do coalho", pertencente à nossa flora. É infestante na Austrália e nas Pampas argentinas, onde também é usado para coalhar leite para fazer queijo. A alcachofra que se come é um cultivar desta espécie. 

domingo, 24 de junho de 2012

O Jardim Botânico na «Ilustração Portuguesa»





Ilustração Portuguesa de 24 de Junho de 1907. Quando o nosso jardim ainda tinha Estufas de Exibição dignas de tal nome e completamente operacionais... Arquivos Nacionais da Torre do Tombo. Agradecemos a descoberta e envio deste interessante documento à Maria João Torgal.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

SEMINÁRIO EDUCAÇÃO PARA O RISCO


SEMINÁRIO EDUCAÇÃO PARA O RISCO
27 de Junho de 2012  |  Pavilhão do Conhecimento

O Conselho Nacional de Educação e a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica têm o prazer de convidar Vª Exª para o Seminário Educação para o Risco, dia 27 de Junho às 9h30 no auditório do Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, Lisboa. No mesmo dia vai ter lugar a inauguração da Exposição de fotografia noterreno.açores, às 18h15 no átrio do Pavilhão do Conhecimento.


O PROJECTO Cidadania e sustentabilidades para o séc. XXI. Caminhos para uma comunidade sustentável nos Açores nasceu da necessidade de educar para a compreensão dos riscos de degradação da natureza e do património e para a intervenção cívica. Este projecto deu origem à EXPOSIÇÃO de fotografia noterreno.açores, no quadro da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Destas intervenções resultou a RECOMENDAÇÃO 5/2011, emanada pelo Conselho Nacional de Educação, e publicada no DR 2.ª série - N.º 202 - 20 de Outubro de 2011. O SEMINÁRIO Educação para o Risco nasce de todo esse trabalho.

As Árvores e a Cidade: Tílias na Baixa

É no Verão que mais damos conta da triste realidade da Baixa em matéria de arborização. Podemos contar pelos dedos das mãos, literalmente, as árvores existentes na Baixa. Uma feliz excepção é este sector da Rua de Santa Justa, entre a Rua dos Fanqueiros e a Rua dos Douradores. Seis belas jovens tílias transformaram aquele espaço numa pequena "praça" enriquecida por tecto de folhas para nos resgatar do calor quase infernal que atinge a Baixa no verão. Infelizmente não foram ainda instalados bancos de jardim... Como o conforto ambiental da Baixa seria bem mais propício às actividades humanas se mais ruas estivessem assim inteligentemente arborizadas!

terça-feira, 19 de junho de 2012

O Jardim Botânico visto por Joshua Benoliel


Título: 'Cactus peruvianus', da América Central, e 'C. Serpentinus', do México"
Imagem integrada na reportagem "Os jardins de Lisboa: na Escola Politécnica".
Empresa Pública do Jornal O Século, Joshua Benoliel, cx. 287, negativo 12
Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Nota: os nossos agradecimnentos à Maria João Torgal pelo envio desta imagem de arquivo

domingo, 17 de junho de 2012

Visita da LAJB ao Palácio e Jardim Sousa Leal











O Palácio e Jardim Sousa Leal, juntamente com os dois palácios a norte e sul, é um conjunto classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público desde 1977 (Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977).
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico agradece mais uma vez à Direcção dos CTT a generosa oferta  desta visita. De facto, a LAJB teve o privilégio de ser o primeiro grupo organizado a receber autorização para visitar a antiga sede dos CTT. Especial agradecimento é devido à Sra. Fátima Almeida e ao Sr. Álvaro Godinho dos CTT que nos receberam e guiaram pelos espaços do Palácio e Jardim. O nosso agradecimento também às nossas associadas Alexandra Escudeiro e Cristina Girão pela ajuda na interpretação das espécies do jardim e parque. Esperamos que o sucesso desta visita inspire a Direcção dos CTT a planear visitas regulares a este desconhecido mas belíssimo palácio oitocentista de Lisboa - foi esse desafio que lançamos com esta nossa visita...

Visita da LAJB ao Palácio e Jardim Sousa Leal








PALÁCIO DOS PEDROSAS (1831-1860)
Data do ano de 1800 a primeira notícia que há da construção de um "palácio" pelo Comendador Manuel José da Silva Franco. O imóvel foi por sua vez comprado em 1831 pelo desembargador José António da Silva Pedrosa que aqui viveu até ao ano de 1842 altura em que faleceu. A viúva e os filhos ficaram na posse do palácio e nele habitaram até 1856 ano da morte da viúva D. Rita Camila. Os interiores do palácio receberam importantes remodelações pela família Pedrosa: do Brasil vieram madeiras valiosas para sobrados e tectos.

PALÁCIO SOUSA LEAL (1885-1911)
Após um período em que o palácio esteve desabitado, de 1858 a 1860, foi adquirido pelo capitalista JOSÉ DE OLIVEIRA DE SOUSA LEAL que fez fortuna nas colónias de África. José de Sousa Leal fundou em Lisboa uma importante organização comercial com o objectivo de fazer transações com o continente Africano, para o que possuía uma frota de barcos para transporte de mercadorias. O Comendador José de Oliveira de Sousa Leal faleceu em Outubro de 1881 e a propriedade passou por herança para o filho ALFREDO DE OLIVEIRA DE SOUSA LEAL. Herdando a enorme fortuna paterna, Alfredo Leal foi também figura de relevo na época, ocupando lugares de importância tais como os de Director da Companhia do Gás e Director do Banco de Portugal.

Em harmonia com a situação financeira e social, e casando por volta de 1884 com Dona Adelaide Carolina Lambruschini-Rapeto, descendente de família nobre genovesa, Alfredo Leal toma a decisão de se instalar no Palácio dos Pedrosas. Situado a dois passos da luxuosa Avenida da Liberdade (inaugurada em 28 Abril 1886) e com mais de 600m2 de área de jardim, os interiores iriam ser alvo de um complexo processo de remodelação de modo a transformá-lo numa luxuosa habitação.

Alfredo Leal submete à Câmara Municipal de Lisboa um «Projecto para as modificações exteriores e interiores» no dia 11 de Fevereiro de 1885 – que foi deferido logo a 25 de Fevereiro de 1885 (obra nº 9460, Arquivo Municipal de Lisboa). As obras decorreram pelo menos até finais de 1886 pois a 3 de Março desse ano é entregue um pedido de prorrogação da licença de obras por mais 8 meses. Mas os últimos detalhes de decoração estariam ainda a decorrer em 1887 pois essa data surge em várias telas a óleo dos tectos do andar nobre.

Para além da decoração que foi realizada em todo o interior, também há a destacar as seguintes alterações: a escadaria e entrada nobre passou para o pátio norte; foi criada uma nova escadaria em espiral para ligar todos os pisos; no piso das lojas, com entrada directa para a Rua de S. José, para além das cocheiras foram criadas instalações para os escritórios com casa-forte, espaços ainda hoje existentes. Os dois pátios que ladeiam a fachada do Palácio a norte e sul foram remodelados com a substituição dos antigos muros e portais por gradeamento de ferro, ao centro do qual se abrem portões de ferro fundido com pares de lampadários para a novidade da iluminação a gás. Nos interiores foram redecorados mais de 4000m2 de área, com destaque para os espaços do andar nobre: Sala de Entrada, Sala de Música, Sala de Visitas, Sala de Baile, Sala de Bilhar, Sala de Fumo e a Sala de Jantar.

Sousa Leal deve ter estreado a sua nova residência e parque em 1888, justamente na época em que se lançava num grande novo empreendimento: por contrato com o Governo aprovado em 4 de Junho de 1887 assumiu, juntamente com António de Sousa Lara, o encargo de estabelecer carreiras regulares de navios entre a Metrópole e as colónias em África. Foi constituída uma sociedade constituída por 35 indivíduos e firmas comerciais sob a designação de Mala Real Portuguesa, de que Alfredo de Sousa Leal era o principal capitalista.

JARDIM e PARQUE SOUSA LEAL

Para além dos cerca de 600m2 de jardim e pátios, Alfredo de Sousa Leal comprou em 1885 o parque que se estende pela íngreme colina que vai das traseiras do edifício até ao Torel. Toda esta área, que veio valorizar muito o Palácio, recebeu um traçado orgânico de caminhos, canteiros e foi plantada com palmeiras e diversas árvores ornamentais como era moda na época. Referência ainda ao precioso Roseiral que Alfredo de Sousa Leal cultivava com especial carinho no jardim formal atrás do andar nobre do Palácio.

A Mala Real Portuguesa acabou por falir em 1891 e Sousa Leal perdeu mais de metade da fortuna que herdara de seu pai – uma perda que não conseguiria recuperar. Os bailes e festas pararam e não vieram a dar-se no palácio mais do que festas íntimas com poucos convidados. Em 1911, Alfredo de Sousa Leal abandona o palácio indo residir para um banal apartamento na Rua Andrade na freguesia dos Anjos.

PALÁCIO sede da Administração dos CTT (1912-2010)

A 30 de Dezembro de 1911 assinava-se o contrato de arrendamento do palácio à ADMINISTRAÇÃO GERAL DOS CORREIOS E TELÉGRAFOS. Alguns dias depois Alfredo de Sousa Leal morre, a 5 de JANEIRO de 1912, com 57 anos. A viúva, D. Adelaide de Sousa Leal, viria a falecer em Janeiro de 1923. 

Depois de ter sido vendido ao comerciante Joaquim dos Santos Lima em 1916, o paláciopassou para a posse dos CTT por doação na segunda metade do séc. XX. No final de 2010 a Administração dos CTT deixa o Palácio Sousa Leal passando a sua sede para um novo edifício no Parque das Nações em Lisboa. Actualmente restam na antiga sede histórica alguns serviços como a Provedoria. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Amigos do Jardim Botânico contra obras “medíocres, inadequadas e ilegais”




13.06.2012 - Lusa

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico acusou hoje a Universidade de Lisboa de ter feito “obras medíocres, inadequadas e ilegais” naquele espaço verde, à revelia das leis sobre património que o protegem.
Numa carta aberta dirigida ao reitor da Universidade, divulgada hoje, a Liga lamentou que a intervenção no Jardim Botânico, um “monumento nacional”, tenha sido “superficial” e feita como se o espaço só dissesse respeito à Universidade. 


Indicando a falta de “parecer obrigatório e vinculativo” do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, a Liga criticou as intervenções “nos lagos, gradeamentos, pontes, caminhos e pinturas dos bancos”. 

Na carta, salienta-se que o jardim “não é um simples parque urbano ou espaço verde comum”, mas um lugar “protegido pela Lei do Património Cultural” e identificado como sítio de “valor histórico, artístico e científico do mais alto grau”. 

Por isso, a Liga defende que devia ter sido seguida uma metodologia adequada a um monumento nacional e pergunta se houve de facto um “projecto formal e/ou relatório preliminar”, querendo também saber quem foram os seus autores e porque não foi sujeito à tutela um projecto para obtenção de parecer. 

A Universidade de Lisboa, defendem os Amigos do Jardim Botânico, devia ser “exemplar em todas as suas acções”, mas agindo assim perpetua a “ignorância que ainda persiste nas intervenções em imóveis do património”. 

O renovado Jardim Botânico está com entrada gratuita até ao fim do mês de Junho.

«Universidade de Lisboa garante que obras no Jardim Botânico estão licenciadas»



Público 14.06.2012

Todas as obras no Jardim Botânico de Lisboa, espaço que reabre oficialmente nesta quinta-feira, estão licenciadas pelas autoridades competentes, diz a Reitoria da Universidade de Lisboa, depois de acusações de intervenções “ilegais” e “medíocres”.


A Liga dos Amigos do Jardim Botânico divulgou na quarta-feira uma carta aberta ao reitor da Universidade de Lisboa, entidade que tutela o espaço, onde acusa a falta de “parecer obrigatório e vinculativo” do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) para as intervenções. "Após décadas sem investir no restauro, requalificação e gestão do Jardim Botânico, a Universidade de Lisboa decidiu agora intervir de modo superficial neste Monumento Nacional", escreve a Liga, exemplificando com as obras na fachada do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. A instalação de estruturas metálicas perfurantes em toda a fachada, para colocação de telões, "danificou-a irremediavelmente". 

Numa nota divulgada ontem à noite, a Reitoria da Universidade de Lisboa garante que todas as obras, “desde a demolição definitiva das casas em ruína junto ao Picadeiro (edifício classificado) até à fixação de telas na fachada principal do museu, foram devidamente autorizadas e licenciadas pelas autoridades competentes”.

Além disso, informou que já está constituído um grupo de trabalho conjunto com o Igespar para “acompanhamento das intervenções futuras” e que está a ser constituído o grupo de trabalho que vai elaborar o Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico.

Este foi só um primeiro passo na verdadeira requalificação do espaço, no meio da cidade de Lisboa. Para já foram arranjados “alguns caminhos e escadarias que estavam em muito mau estado”, reforçaram-se e pintaram-se pontes e gradeamentos, repôs-se o ciclo da água e espécies aquáticas nos regatos e num lago, demoliu-se a construção de plástico, “inaceitável”, que servia para as entradas no jardim, retiraram-se os carros da entrada do jardim, na Alameda das Palmeiras, fez-se a limpeza de valetas, bancos, depósitos do lixo e foi aberto um espaço de descanso para os visitantes, diz a Reitoria.

A Liga dos Amigos do Jardim acusou as obras de “medíocres”, “inadequadas” e de serem "totalmente ineficazes na resolução dos reais problemas que afectam o Jardim Botânico". Na carta, salienta-se que o jardim “não é um simples parque urbano ou espaço verde comum”, mas um lugar “protegido pela Lei do Património Cultural” e identificado como sítio de “valor histórico, artístico e científico do mais alto grau”.

A Reitoria garante que “os trabalhos de limpeza e conservação não introduziram qualquer alteração no jardim e destinaram-se, também, a proteger as colecções e espécies existentes”. “A Universidade de Lisboa continuará a valorizar o Jardim Botânico, no limite das suas possibilidades”, disse a reitoria, lembrando que este é um “tempo de grandes dificuldades”.

Para o futuro será recuperado o edifício do Observatório Astronómico e está prevista a criação de um gabinete para “promover a ligação dos cidadãos ao Jardim Botânico”. Quanto à Liga, este movimento diz-se "inteiramente disponível para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica que contribua para a salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa".

Esta tarde, a partir das 18h15, será realizada a sessão pública de reabertura do espaço.

O Nosso Bairro: Izumi Ueda Yuu


Izumi Ueda Yuu
Installation title: 1101175503112011 

15.Junho.2012

Sendo japonesa, sinto uma ligação especial a Portugal. Talvez devido ao facto de os portugueses terem sido os primeiros europeus a chegar ao Japão. E também porque simplesmente adoro Lisboa.

Quero que este trabalho seja um memorial dos Terramotos de 1755 em Lisboa e de 2011 em Tóquio. Tenho vindo a exibir o meu trabalho no Japão, E.U.A., Ásia e Europa. 

O meu trabalho é sobre as conexões entre a arte e a vida diária. Usar técnicas inovadoras e materiais únicos é muito importante para mim. O meu trabalho está representado em inúmeras colecções nos E.U.A., Canadá, Ásia, Europa e Japão.


15.06 | 19.30  Inauguração | Openning

Para mais informações contactar:
Jorge Marques | +351 934138985 
Susana Jesus | +351 962670130

Câmara Lenta | Rua da Quintinha, 31 – Espaço 1 | 1200-366 Lisboa