quinta-feira, 19 de abril de 2012

British Council substitui palmeiras mortas pela praga do escaravelho por árvore do Jardim Botânico

COMUNICADO DE IMPRENSA

British Council substitui palmeiras mortas pela praga do escaravelho por árvore do Jardim Botânico

Dia 21 de Abril de 2012 às 11h no Jardim do British Council em Lisboa.

Uma iniciativa da Liga dos Amigos do Jardim Botânico.

É mais uma acção meritória de conservação e renovação dos espaços verdes da cidade de Lisboa, penalizados actualmente pela terrível praga do escaravelho vermelho. O British Council e a Liga dos Amigos do Jardim Botânico colaboraram neste projeto “Árvores do Jardim Botânico para a cidade de Lisboa”.

O seu objetivo é continuar a criar pontes de afecto entre o Jardim Botânico e a cidade de Lisboa, suas instituições e cidadãos. À semelhança de anteriores acções deste projeto plantam-se árvores que possam ser visitadas em jardins ou outros espaços de acesso público. Estas árvores são seleccionadas entre as que se encontrem em viveiro e que não sejam necessárias para replantação no Jardim Botânico.

No âmbito da missão dos Jardins Botânicos – promover a cultura botânica e ambiental e conservar os espaços verdes - os jardins como sistemas vivos, devem ser sustentabilizados e renovados, à luz de critérios ambientais e de mudança climática.

No caso do Jardim do British Council que perdeu este ano duas palmeiras, vitimadas pelo escaravelho vermelho, vamos compensar com a plantação de uma árvore majestosa e lindíssima. É a sumaúma, a planta escolhida, árvore das mais emblemáticas do Jardim Botânico e que já confere à paisagem de Lisboa um deslumbrante efeito visual no outono, época da sua floração.

Este evento terá a participação activa dos alunos mais novos do British Council.
A data escolhida remete simbolicamente para o Dia Mundial da Terra (22 de Abril).

Contactos:
British Council – R. Luis Fernandes, 1-3 Lisboa – T 213214541 - Sofia.leitao@pt.britishcouncil.org
Jardim Botânico - T 919256973
Liga dos Amigos do Jardim Botânico - T 935587982

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Em Floração: Choisya ternata

Família: Rutaceae
Nome científico: Choisya ternata H. B. & K
Distribuição: México
Nota: esta planta pode ser observada na Classe; o exemplar foi oferecida pelos alunos do Externato "A Árvore" no dia 21 de Março de 2001

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Praga das Palmeiras no Campo de Santa Clara

Exmo. Sr. Vereador José Sá Fernandes

Assunto: Praga das Palmeiras no Miradouro do Campo de Santa Clara

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) verificou que um exemplar de "Palmeira das Canárias" no Miradouro do Campo de Santa Clara morreu, vítima da "Praga das Palmeiras". Para além dos sinais exteriores evidentes, podemos ver muitos casulos junto da base da palmeira (ver imagens em anexo). Ainda há cerca de 3 semanas podiam ser vistos os próprios escaravelhos segundo fomos informados pelos funcionários do quiosque de bebidas "Clara Clara".

A LAJB vem por este meio saber se a CML já tem conhecimento deste caso e em caso afirmativo, se já tem planeada uma intervenção para evitar o alastramento da praga às restantes palmeiras centenárias do jardim.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO

domingo, 8 de abril de 2012

Em Floração: Paeonia broteroi

Família: Paeoniaceae

Nome científico: Paeonia broteroi Boiss. & Reuter

Distribuição: S. & W. Peninsula Ibérica. Endémica

Nome vulgar: Rosa-albardeira

Votos de uma Boa Páscoa! Visitem o Jardim Botânico, aproveitando a época de floração de muitas plantas no nosso jardim!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

«Câmara de Lisboa perdeu a posse do Parque Mayer»

Tribunal Central Administrativo desfez permuta através da qual município trocou Feira Popular por antigo recinto do teatro de revista. “É péssimo para Lisboa”, reage vereador do PSD
Por Ana Henriques com Lusa in Público

A Câmara de Lisboa perdeu a posse do Parque Mayer, tendo, em compensação, ficado outra vez proprietária da Feira Popular. A reviravolta no intricado processo de permuta dos dois terrenos deu-se no final do mês passado. O Tribunal Central Administrativo anulou o negócio firmado pelo município com o grupo Bragaparques há sete anos, confirmando assim uma sentença proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa em 2010. Autarquia vai ter de negociar a posse do Capitólio com a Bragaparques

E agora?

Poucos arriscam prever o que se pode passar daqui em diante, numa altura em que a Câmara de Lisboa já iniciou obras de recuperação do teatro Capitólio, situado no Parque Mayer – propriedade que, por via desta sentença do Tribunal Central Administrativo, deixou de ser sua e passou a pertencer outra vez à Bragaparques. “As consequências desta sentença são péssimas para Lisboa”, observa o vereador Victor Gonçalves (PSD), dos poucos a tirar ilações deste desenvolvimento no processo de permuta. “Com o tribunal a decretar a nulidade do negócio, a Câmara de Lisboa será obrigada a devolver à Bragaparques os cerca de 60 milhões de euros que esta lhe pagou pela Feira Popular”.

O que pode não lhe ser fácil, dado que a autarquia não atravessa uma situação financeira folgada. Por outro lado, acrescenta o autarca, “a recuperação do Parque Mayer será adiada para as calendas”, uma vez que para voltar a ser proprietária do antigo recinto do teatro de revista só resta à Câmara de Lisboa expropriar o grupo de Braga – pagando-lhe o valor que vier a ser fixado – ou comprarlhe o terreno.

“Está tudo embrulhado”, diz Victor Gonçalves, reconhecendo como única consequência positiva da anulação do negócio o regresso às mãos da câmara dos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos. “Podem valer bastante dinheiro”, nota o vereador, ciente, no entanto, de que os negócios imobiliários estão neste momento em baixa.

“Se a permuta tivesse sido desfeita há cinco anos não havia problema”, corrobora o vereador Ruben de Carvalho. “A câmara declarava o interesse público do Parque Mayer e expropriava-o. O terreno da Feira Popular vale mais do que a Bragaparques deu por ele. Mas o facto de estarmos em crise muda tudo”, prossegue o autarca da CDU. Nem Ruben de Carvalho nem Victor Gonçalves criticam o facto de a câmara ter enveredado pela reabilitação do Capitólio quando já sabia que podia ficar sem o Parque Mayer. “Foi uma intervenção necessária, dado o estado de degradação deste imóvel de interesse público”, salienta o socialdemocrata. Para Ruben de Carvalho, encontrar uma solução para todo o imbróglio passa de agora em diante por o município entrar em conversações quer com a Bragaparques quer com potenciais investidores.

A declaração da nulidade da permuta pelos tribunais resulta de uma acção popular do hoje vereador José Sá Fernandes, que entendeu em 2005 que o negócio firmado com a Bragaparques era ruinoso para o município. Ontem o autarca escusou-se a prestar declarações. Disse apenas que o acórdão é “uma grande vitória”. Victor Gonçalves critica a iniciativa do então advogado e hoje vereador: “Interveio de uma forma que não beneficiou em nada a cidade, como já tinha feito no caso da interrupção das obras do túnel do Marquês”

Não entendem nada

Ainda mais parcos em palavras do que Sá Fernandes foram o vereador social-democrata Pedro Santana Lopes e António Carlos Monteiro, do CDS-PP. Este último alegou não ter dados suficientes para se pronunciar, uma vez que ainda não conhecia a sentença, enquanto o ex-primeiroministro não disse mesmo nada.

Já o administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, remeteu para segunda-feira, em hora e local ainda a designar, esclarecimentos sobre o acórdão do Tribunal Central Administrativo. “Já tenho conhecimento do que está a dar na comunicação social e só posso concluir que não estão a entender nada de nada do acórdão”, disse Domingos Névoa à agência Lusa. Quando o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa desfez o negócio, em 2010, a Bragaparques recorreu da sentença.

Além da anulação da permuta, este tribunal decidiu também cancelar a hasta pública através da qual a restante área da Feira Popular ficou na posse da Bragaparques. Mais tarde, em 2011, a Câmara de Lisboa aprovou um plano de pormenor para o Parque Mayer que reduziu significativamente o volume de construção autorizado para o interior do recinto.

Câmara de Lisboa perde Parque Mayer em tribunal e recupera Feira Popular

Permuta de terrenos
Câmara de Lisboa perde Parque Mayer em tribunal e recupera Feira Popular

A Câmara de Lisboa perdeu a posse do Parque Mayer, tendo, em compensação, ficado outra vez proprietária da Feira Popular. O Tribunal Central Administrativo anulou o negócio firmado pelo município com o grupo Bragaparques há sete anos, confirmando assim uma sentença proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa em 2010. A decisão do tribunal surge numa altura em que a Câmara de Lisboa já iniciou obras de recuperação do teatro Capitólio, situado no Parque Mayer – propriedade que, por via desta sentença do Tribunal Central Administrativo, deixou de ser sua e passou a pertencer outra vez à Bragaparques. A declaração da nulidade da permuta de terrenos pelos tribunais resulta de uma acção popular do hoje vereador José Sá Fernandes, que entendeu em 2005 que o negócio firmado com a Bragaparques era ruinoso para o município. O porta-voz do autarca disse ao PÚBLICO que o vereador considera o acórdão “uma grande vitória”. Já o administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, remeteu para segunda-feira, em hora e local ainda a designar, esclarecimentos sobre o acórdão do Tribunal Central Administrativo. “Já tenho conhecimento do que está a dar na comunicação social e só posso concluir que não estão a entender nada de nada do acórdão”, disse Domingos Névoa à agência Lusa. Quando o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa desfez o negócio, em 2010, a Bragaparques recorreu da sentença.

in Público 3-4-2012, por Ana Henriques

quinta-feira, 29 de março de 2012

As Árvores e os Livros: Gertrude Jekyll

The purpose of a garden is to give its owner the best and highest kind of earthly pleasure.

Gertrude Jekyll (1843-1932) foi uma importante designer inglesa de jardins, sendo da sua autoria mais de 400 jardins na Europa e EUA; escreveu também mais de 1000 artigos para revistas como Country Life e The Garden.

Foto: Jardim desenhado por Gerturde Jekyll em 1908 para uma das figuras mais importantes do movimento Arts and Crafts, Charles Holme, em Upton Grey no Reino Unido.

terça-feira, 27 de março de 2012

As Árvores e a Cidade: Lodãos na Estefânia

Os Lodãos, nossos companheiros de longa data, já se começaram a vestir de frescas folhas... para admirar nos arruamentos do Bairro da Estefânia em Lisboa.

domingo, 25 de março de 2012

F de FLORES

Não, não é engano. Está a ler o dicionário dos alimentos e esta semana em comemoração da chegada (oficial) da Primavera vamos falar de flores. Há cada vez mais pratos e chefs que utilizam flores comestíveis - mais do que ornamentação, pertencem ao domínio dos sabores.
Em rigor, a incorporação de flores na nossa alimentação não é uma ideia propriamente nova, uma vez que brócolos e couve-flor já nos acompanham há algum tempo e que muitas infusões foram feitas, ao longo dos anos, com flores como a camomila, a rosa ou a alfazema. No que concerne às flores, o primeiro passo é mesmo saber se são comestíveis. O simples facto de ser apresentada num prato não é sinónimo de comestibilidade. E duas espécies idênticas podem ter sofrido tratamentos distintos que tanto as podem tornar comestíveis ou única e exclusivamente aptas para efeitos de ornamentação. A solução passa por adquiri-las em locais adequados para o efeito, que já não são assim tão escassos. Passada a barreira da comestibilidade, todo um mundo de vantagens floresce aos nossos olhos - e já agora no nariz, pois as flores, não entrando na categoria das ervas aromáticas, são efectivamente alimentos que se cheiram, mais do que alimentos que se comem. Sendo este interesse na sua vertente gastronómica relativamente recente, é expectável que poucos dados existam relativos ao seu valor nutricional. Ainda assim, como seria de esperar, as flores são genericamente pouco calóricas uma vez que são compostas por mais de 90% de água. Os macronutrientes que se destacam (ainda que em pequena quantidade) são naturalmente os hidratos de carbono, fruto dos açúcares existentes no néctar e pólen. Estes, juntamente com as pétalas, são fonte de diversas vitaminas (A e C em grande destaque) e fitoquímicos que variam consoante a flor. Assim, não existem grandes dúvidas em afirmar que as flores são provavelmente as mais sublimes fontes de antioxidantes presentes na nossa alimentação, não sendo de esperar que, quer pela quantidade quer pela frequência de consumo, possuam um grande impacto na nossa saúde. Vencida a reticência inicial em provar flores, a sua versatilidade só tem os limites da nossa imaginação. Saladas, risotto, piza, crepes, geleias, cubos de gelo, chás ou vinagres ganham assim um ingrediente novo que dá aroma, beleza e também saúde. in Público 20.03.2012

Por Pedro Carvalho, nutricionista, Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Foto: Chef Vincent Farges na apanha de flores.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Visita à exposição «Memórias da Politécnica»

Estimado(a)s amigo(a)s associado(a)s,

A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) tem o prazer de informar que a visita em epígrafe terá lugar no dia 22 de Abril próximo (Domingo) às 11H00. A visita será guiada exclusivamente para os associados da LAJB. O ponto de encontro será na entrada dos Museus. Será necessária inscrição em virtude de haver limitação a 25 participantes, através de ldbotanico@fc.ul.pt ou em alternativa pelo 96 00 34 118 (Secretário-Páris).

A DIRECÇÃO DA LAJB

Foto: Portão do Jardim Botânico na Rua da Escola Politécnica nº 58. Imagem de João Brito Geraldes, 1967. Arquivo Fotográfico da CML. Este portão, tal como o gémeo a sul, foi alargado para permitir a entrada e estacionamneto de viaturas automóveis - um cenário lamentável que ainda hoje se mantém e que não é digno de um Monumento Nacional.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Visita de alunos do British Council ao Jardim Botânico

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) colabora com o Jardim Botâncio para ajudar a cumprir com uma das missões mais importantes de qualquer Jardim Botânico: contribuir para o aumento da cultura botânica dos cidadãos. Para isso a LAJB cria pontes entre o Jardim Botânico e a cidade de Lisboa, suas instituições e cidadãos.

É nesse âmbito que se insere a iniciativa «Árvores do Jardim Botânico para Lisboa» que consiste na plantação de árvores que possam ser visitadas em jardins ou outros espaços de acesso público. Estas árvores são seleccionadas entre as que se encontrem em viveiro e que não sejam necessárias para replantação no Jardim Botânico. Assim, por iniciativa da LAJB, foi proposto à Direcção do British Council (BC) a plantação de uma árvore nos seus jardins, localizados aqui bem perto de nós. A ideia foi acolhida com grande entusiasmo tendo sido solicitada a organização de uma actividade de divulgação e sensibilização relacionada com a espécie a ser plantada.

Após considerações de ordem ambiental, sustentabilidade, estética e até de concordância com o perfil patrimonial dos jardins e palacete onde está instalado o British Council (Palacete Romântico do séc. XIX), foi seleccionada uma Ceiba sp. (árvore de sumaúma) originária da América Tropical, nomeadamente o Brazil (sendo o seu habitat a caatinga).

A Dra. Alexandra Escudeiro do Serviço Educativo e de Acção Cultural (SEAC) do Museu Nacional de História Natural e da Ciência propôs um périplo pelas possíveis "mães" da árvore a plantar, com uma pequena introdução sobre o papel dos Jardins Botânicos, a História Natural da espécie escolhida e a sua relação com o Homem.

No passado sábado, dia 17 de Março, às 10h da manhã a Dra. Alexandra Escudeiro e a LAJB deram as boas vindas aos 33 alunos que tinham entre 6 e 7 anos de idade e estavam acompanhados por 6 membros do pessoal do British Council incluindo 3 professores. A visita durou cerca de 30 minutos.

Plantação de uma árvore de sumaúma no British Council

No próximo dia 21 de Abril (Sábado) às 10h30 da manhã terá lugar a cerimónia de plantação da árvore com a participação dos alunos do British Council, encarregados de educação, professores, Jardim Botânico e LAJB.

terça-feira, 20 de março de 2012

Reabilitação da Fonte Monumental da Alameda D. Afonso Henriques

Está em curso a reabilitação da Fonte Monumental da Alameda D. Afonso Henriques, com vista a retomar os “jogos de água” que caracterizam esta fonte emblemática da cidade, e, no futuro, a abrir o edifício ao público.

Nesse sentido, além da intervenção no interior que visa reparar os sistemas eletromecânicos e repor o equipamento danificado, para permitir a abertura do edifício ao público foi estabelecido o respetivo percurso de visita. As estruturas de apoio a visitantes e a entrada de público serão efetuadas pelo torreão sul, onde serão instalados alguns equipamentos de apoio: receção, instalações sanitárias, arrumos e acesso à galeria. Este acesso estará dotado de meio mecânico para garantia da acessibilidade, sendo que a galeria ficará livre, constituindo o percurso de ligação à área central do complexo que é uma zona de especial interesse para os visitantes. Nesta área será colocada uma plataforma que funcionará como miradouro.

Especial cuidado mereceu também o projeto de iluminação decorativa da área dos visitantes, em particular a galeria, uma vez que foi prevista a sua ocupação por exposições permanentes ou temporárias.

Esta obra terá a duração estimada de 180 dias e tem financiamento do PIPARU (Programa Prioritário em Ações de Reabilitação Urbana).

A Fonte Monumental, construída para celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade, foi solenemente inaugurada em 30 de Maio de 1948. As esculturas são da autoria de Maximiano Alves e de Diogo de Macedo e os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas. O conjunto da Fonte Monumental da Alameda Afonso Henriques foi objeto de reparações, no interior e exterior, há cerca de sete anos. in http://www.cm-lisboa.pt/, 5 Mar 2012

Foto: Agosto de 2007 (último ano em que a fonte funcionou...).

sexta-feira, 16 de março de 2012

Lisboa: apenas 10m2 de espaços verdes por lisboeta...

Só Monsanto dá a Lisboa uma área verde que permite à cidade atingir o valor recomendado

Lisboa terá perto de 600 mil árvores de 200 espécies, tidas como fundamentais para a promoção de condições bioclimáticas favoráveis, tal como o arrefecimento. Nesse sentido, os espaços verdes urbanos deveriam ser de 30m2 por habitante, entre as estrutura verde principal e secundária, o que não seria possível, em Lisboa, sem o contributo do perímetro florestal de Monsanto. Segundo dados camarários de 2003, com aquela mancha de 900 hectares Lisboa disporia de 26,8m2/h. Se não fosse considerada, a cidade teria apenas 10,8m2/h. A câmara tem em curso um plano de reflorestação e revitalização vegetal da cidade, através da plantação de 1120 árvores em arruamentos, acção que deverá estar concluída até Abril. C. F.
in Público, 15 de Março de 2012

Foto: Rua de Santa Justa, uma das raras presenças de árvores na Baixa, zona urbana ainda sem plano de plantações de árvores de alinhamento.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Reclamo ilgeal continua no topo do Hotel Vintage Lisboa

Será Lisboa uma cidade corrupta e fora da lei?! Aqui está o reclamo ilegal junto ao Jardim Botânico. Ao fim de mais de dois anos de protestos da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, e mais de dois meses depois de a Câmara de Lisboa ter anunciado a remoção do enorme reclamo giratório ilegalmente montado em cima deste hotel de 5 estrelas na Rua Rodrigo da Fonseca/Rua do Salitre, o dispositivo publicitário continua no local, e sempre a rodar!


A Sycamore é a empresa proprietária deste hotel (do grupo Carlos Saraiva). O dispositivo luminoso, de 3,5 metros de altura, é visível de vários locais do Jardim Botânico (Monumento Nacional). O Vereador José Sá Fernandes afirmou que a notificação para desmonte voluntário do reclamo ilegal foi entregue a 24 de Janeiro de 2012 - o prazo terminou na passada 3ª feira, dia 6 de Março de 2012.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cipreste em risco no Palácio Silva Amado na Travessa do Torel?

Exmo Vereador do Espaço Público e Espaços Verdes

Lisboa, 12 de Março de 2012

Exmo. Sr. Vereador,

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem por este meio chamar atenção para uma notável árvore que poderá estar em risco no pátio do antigo Palácio Silva Amado na Travessa do Torel, Freguesia da Pena.

Recentemente deu-se início a uma grande operação urbanística neste palácio e, porque já é quase regra nestas situações, receamos que o dono da obra não tenha acautelado a protecção desta árvore. Estará este cipreste fisicamente protegido contra as actividades agressivas de uma obra desta natureza (grandes demolições em curso)?

Por último, receamos que a árvore seja abatida - atitude cada vez mais corrente, como infelizmente temos observado, em tantos outros logradouros de Lisboa quando o seu coberto vegetal é destruído para impermeabilização e abertura de caves de estacionamento.

Solicitamos assim que nos esclareça se os nossos receios são infundados e se este cipreste está protegido pelo PDM, sendo cuidadosamente integrado no projecto arquitectonico em desenvolvimento.

Enviamos em anexo imagens que mostram como esta árvore é um marco naquela zona urbana antiga de Lisboa.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Liga dos Amigos do Jardim Botânico

CC: Assembleia Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia da Pena, Associação Lisboa Verde, Quercus Lisboa, Fórum Cidadania Lx

domingo, 11 de março de 2012

O que Mudaria em Lisboa? João Belard Correia, Eng. do Território

O que Mudaria em Lisboa - João Belard Correia, Eng. do Território

Mudava o modo como se faz reabilitação. É preciso mais do que apenas deixar fachadas e destruir os interiores, e por vezes adicionar pisos novos com claras dissonâncias do edifício original. Também não podemos apenas reabilitar com projectos de gentrificação. É preciso que exista o cuidado de preservar a alma dos sítios, dos bairros e das diferentes Lisboas, e onde as pessoas são um activo fundamental. A regeneração urbana não visa apenas a vertente material ou socioeconómica, visa a concretização da ideia de qualidade de vida e sustentabilidade dos espaços adaptados às actividades humanas. Deve ser vista como um processo que concretize os diversos objectivos, nas várias dimensões e horizontes temporais, e não apenas a intervenção material. A maior parte destas operações serão complexas, por envolverem uma grande heterogeneidade de proprietários, sendo necessárias equipas multidisciplinares. É precisa uma conjugação virtuosa de soluções que permitam os diversos tipos de reabilitação e regeneração urbana, e que permitam que Lisboa seja alvo de verdadeiras reabilitação e regeneração. in PÚBLICO, 11 Mar 2012 Edição Lisboa

Foto: Chiado, epicentro da gentrificação. Rua Ivens, 1-15, um exemplo, entre muitos da pobre cultura de "fachadismo" cada vez mais incentivada pela CML.

sábado, 10 de março de 2012

«Hotel ignora ordem para tirar reclamo ilegal junto ao Jardim Botânico»

Hotel ignora ordem para tirar reclamo ilegal junto ao Jardim Botânico - Por José António Cerejo in Público, 10 de Março de 2012.

Prazo para a remoção do reclamo terminou terça-feira. Câmara diz que vai tratar da remoção coerciva

Empresa teve como vice-presidente, até ao mês passado, uma ex-vereadora da Câmara de Lisboa. José Sá Fernandes anunciou a remoção do reclamo em Dezembro, mas a notificação só foi feita no fim de Janeiro.

Ao fim de dois anos de protestos dos Amigos do Jardim Botânico, e mais de dois meses depois de a Câmara de Lisboa ter anunciado a remoção do enorme reclamo giratório ilegalmente montado em cima de um hotel da Rua Rodrigo da Fonseca, o dispositivo continua no local.

O prazo de 30 dias dado pelos serviços tutelados pelo vereador Sá Fernandes para que o anúncio fosse retirado voluntariamente terminou na terça-feira, mas a empresa proprietária do hotel, a Sycamore, do grupo Carlos Saraiva, nada fez. O caso seria banal, não fossem os antecedentes e o contexto que o tornam exemplar. O dispositivo luminoso, de 3,5 metros de altura, foi montado no início de 2010 e só em Maio foi requerida a respectiva licença municipal. Remetido ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), cujo parecer é vinculativo por o hotel se encontrar a poucos metros do Jardim Botânico, o projecto foi chumbado uma primeira vez e, após algumas alterações, voltou a sê-lo em Agosto.

Já em Outubro de 2010, sem nunca ter retirado o reclamo, a Sycamore remeteu à câmara e ao Igespar uma nova proposta que previa um dispositivo estático (não rotativo) e de menores dimensões, declarando à autarquia que o Igespar já o havia aprovado informalmente. O Igespar indeferiu-o no fim de Novembro, mas, nessa altura, sem esperar pela resposta do instituto, a câmara já o tinha aprovado.

Remoção coerciva?

No final de 2010, a Sycamore ficou assim com um projecto aprovado pela câmara, mas que contrariava a decisão do Igespar e nada tinha a ver com o reclamo instalado. Foi a discrepância entre o que tinha sido aprovado e aquilo que ainda hoje lá está que levou a então chefe de Divisão do Espaço Público da câmara, que por acaso passara na Rodrigo da Fonseca, a mandar instaurar, em Fevereiro de 2011, um processo de contra-ordenação contra a Sycamore, determinando que a fiscalização tomasse conta do caso. Logo a seguir a chefe de divisão foi transferida de serviço e só em Agosto é que os fiscais se deslocaram ao local. E informaram, contra todas as evidências, que o dispositivo estava "em conformidade" com a licença.

Noticiada pelo PÚBLICO esta sucessão de factos, o vereador José Sá Fernandes ordenou em Novembro uma averiguação que conduziu ao anúncio, no fim de Dezembro, da instauração de um processo de contra-ordenação contra a Sycamore (o anterior não tinha ido por diante) e de um "inquérito disciplinar" aos fiscais que haviam subscrito a informação de Agosto. Simultaneamente, informou, através do seu porta-voz, que tinha ordenado a remoção do dispositivo ilegal.

A 15 de Janeiro o PÚBLICO mandou um email ao gabinete do vereador a pedir a data da notificação camarária à Sycamore e, uma semana depois, foi informado de que a notificação tinha sido emitida a 18 de Janeiro (três dias depois da pergunta). No final do mês, o assessor de José Sá Fernandes afirmou que a notificação tinha sido entregue a 24 de Janeiro e que o prazo terminava a 6 de Março.Ontem à tarde o reclamo continuava a girar no local. Confrontado com a situação o assessor de Sá Fernandes, afirmou que, perante o incumprimento, "foi dada indicação ao departamento jurídico da câmara para abrir o procedimento necessário para se proceder à remoção coerciva".

Quando o pedido de licença foi entregue à câmara, a Sycamore tinha como administradores Margarida Magalhães e Tomás Vasques, ambos ex-vereadores do PS na Câmara de Lisboa. Margarida Magalhães renunciou no mês passado às funções de vice-presidente da empresa. Em resposta ao PÚBLICO, a Sycamore disse apenas que "nada tem a comentar de momento".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Exposição: Jardins Japoneses

Inauguração dia 8 de Março na Av. Almirante Reis, 74 em Lisboa

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Em Floração: Wigandia caracasana



Família: Hydrophyllaceae
Nome científico: Wigandia caracasana H. B. K.
Nome vulgar: "Ortiga", "Ortiga-de-Montana"
Nota: A Wigandia caracasana é endémica do Sul do México, Colômbia e Venezuela. As belas flores azul-violeta podem ser admiradas na Classe, junto ao Lago de Cima.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DORYANTHES PALMERI

Uma planta da Austrália (Queensland). Já aqui publicámos as espectaculares flores... mas mesmo durante o Inverno vale a pena vê-la!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lançamento do portal FLORA-ON

A 25 de Fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Botânica lança o portal Flora-On, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. Para mais informações consultar o sítio na internet da Sociedade Portuguesa de Botânica: http://www.spbotanica.pt/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

«100 coisas que tem de ver antes de morrer»

Na revista Time Out Lisboa da última semana (nº 229, página 20) a figueira da Austrália Ficus macrophylla, na entrada do nosso Jardim Botânico, aparece como uma das «100 coisas que tem de ver antes de morrer» em Lisboa!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Três Araucaria heterophylla no Arboreto

Os belos exemplares de Araucaria heterophylla, da Ilha de Norfolque, banhados do sol de Inverno lisboeta. Para ver no nosso Arboreto.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

LER NO JARDIM BOTÂNICO

Ler à sombra de uma Tipuana do Brasil. O Inverno no nosso Arboreto...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Em Floração: ALOE CILIARIS

ALOE CILIARIS Haw. no Arboreto. Planta originária da África do Sul. Família: Asphodelaceae

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A Praga das Palmeiras no Jardim do Torel

Mais uma vítima do "escaravelho das palmeiras", desta vez uma Palmeira das Canárias no Jardim do Torel. A CML já fez o abate deste exemplar. Lisboa está a peder as suas emblemáticas palmeiras!