Mostrar mensagens com a etiqueta Praça do Comércio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Praça do Comércio. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abate de Árvores na Ribeira das Naus em Lisboa





É com grande indignação que publicamos aqui estas imagens do horrendo crime perpetrado pela Câmara Municipal de Lisboa na Ribeira das Naus. Trata-se de uma visão horrenda, imprópria de uma capital da Europa do séc. XXI - imagens que deveriam correr todos os países do Mundo onde exista respeito e amor pela Natureza. Fotos: cortesia da Associação Lisboa Verde.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Percurso pedestre inaugurado hoje convida a conhecer biodiversidade de Lisboa

«O caminho circular com cerca de 14 quilómetros une 18 pontos de interesse, da frente ribeirinha a Monsanto, nos quais podem ser observadas várias espécies de fauna e de flora

Conselhos da CML

O Jardim de Vasco da Gama (em Belém), com as suas laranjeiras-azedas, araucárias, melros-pretos e abelhas-melíferas, é o ponto de partida da Rota da Biodiversidade, que hoje é inaugurada pela Câmara de Lisboa. Trata-se de um percurso com cerca de 14 quilómetros, entre a zona ribeirinha e o Parque de Monsanto, que pretende contribuir para dar a conhecer a biodiversidade da capital.

Este trajecto circular, que pode ser feito a pé ou de bicicleta e ao longo do qual foi instalada sinalética para apoio aos utilizadores (indicando os caminhos certos e errados e as mudanças de direcção), integra 18 pontos de interesse. Em cada um, há espécies de fauna e de flora que podem ser observadas, conforme os interessados poderão constatar nos painéis informativos colocados no local. Essa e outras informações estão também patentes no Guia de Campo, que está disponível para ser descarregado no site da Câmara de Lisboa, tal como um conjunto de fichas das aves, dos mamíferos, dos répteis anfíbios e da flora. José Sá Fernandes, vereador do Ambiente e Espaços Verdes, caracteriza esta rota como um "percurso "ilustrado" que ligará o Tejo a Monsanto, local que é o maior repositório de biodiversidade do município, habitat de centenas de espécies animais e vegetais". Com a inauguração deste caminho, a autarquia pretende, como explica o vereador no Guia de Campo, "transmitir mais conhecimento, mas também dar aos lisboetas um novo caminho, ou melhor, uma nova forma de passear em Lisboa".

Já Maria da Luz Mathias, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fala do projecto como "uma valiosa contribuição para a divulgação da riqueza natural de Lisboa, associada ao não menos rico património cultural e histórico da cidade".

A professora acrescenta que, "considerando a diversificada malha urbana de Lisboa, espera-se que a Rota da Biodiversidade venha a ser reproduzida num futuro próximo noutras áreas da cidade, contribuindo para a divulgação da até agora tão pouco conhecida biodiversidade de Lisboa". Segundo Sá Fernandes, na cidade existem 100 espécies de aves, seis de peixes, quatro de anfíbios, 12 de répteis e 18 de mamíferos, além de várias espécies de artrópodes (grupo que inclui insectos e aranhas). Quanto à flora, são 123 as espécies de árvores, arbustos e herbáceas identificadas.» In Público 2/12/2010

Foto: O estuário do Tejo visto do Cais das Colunas

sábado, 15 de agosto de 2009

300 anos da «passarola» de Gusmão

Bartolomeu de Gusmão - Nasceu em Santos, S. Paulo, no Brasil, e fez estudos no Seminário jesuíta de Belém, na freguesia de Cachoeira, Capitania da Baía, onde se ordenou. Desde muito cedo se interessou pelo estudo da Física, tendo concebido uma máquina de elevação de água a 100 metros de altura, no Seminário de Belém. Em 1701 veio para Portugal, tendo regressado ao Brasil pouco depois, para voltar a Portugal em 1708 a fim de fazer o curso de Cânones da Universidade de Coimbra. Aqui desenvolveu os seus estudos de Física e Matemática. Em 1709 dirigiu uma petição a D. João V anunciando que tinha descoberto "um instrumento para se andar pelo ar da mesma sorte que pela terra e pelo mar". O rei concedeu-lhe privilégio para o seu instrumento por alvará de 19 de Abril de 1709. Fez várias experiências com balões de ar aquecido, algumas delas na presença de D. João V e da corte.

Em 1713 partiu para a Holanda onde pretendia desenvolver as suas experiências. Voltou em 1716 e concluiu em 1720 o curso universitário que tinha interrompido. Fundada a Academia Real de História em 1720, foi nomeado académico e D. João V colocou-o na Secretaria de Estado tendo-o nomeado fidalgo-capelão da casa real e concedeu-lhe rendimentos no Brasil. Foi encarregado pela Academia de escrever em português a História do Bispado do Porto. Pouco antes de morrer converteu-se ao judaísmo e em 1724 fugiu para Espanha evitando as perseguições da Inquisição de que era alvo. Faleceu num hospital de Toledo, Espanha, durante a fuga, em 1724.

Principais contributos científicos
Cognominado o "padre voador", é considerado um percursor da aeronáutica sendo dos primeiros a provar a possibilidade de criar engenhos com capacidade para voar. O projecto que apresentou a D. João V previa a possibilidade de criar um instrumento que permitisse mandar avisos a territórios longínquos, transportar produtos ultramarinos, socorrer praças sitiadas, descobrir as regiões próximas dos pólos, e resolver o problema das longitudes.

Após ter recebido do rei D. João V, em 19 de Abril de 1709, apoio e um privilégio que lhe permitiria ter o exclusivo na construção de máquinas voadoras, dedicou-se a esta tarefa. A 5 de Agosto de 1709 fez uma primeira experiência pública, na sala do Paço e na presença do rei, tentando fazer subir um globo de papel que tinha sob a abertura uma pequena barquinha com fogo, mas o balão ardeu sem voar. A segunda experiência, a 7 ou 8 de Agosto resultou. No dia 8 de Agosto de 1709, na sala dos embaixadores da Casa da Índia, diante de D. João V, da Rainha, do Núncio Apostólico, Cardeal Conti (depois papa Inocêncio XIII), do Corpo Diplomático e demais membros da corte, Gusmão fez elevar a uns 4 metros de altura um pequeno balão de papel pardo grosso, cheio de ar quente, produzido pelo "fogo material contido numa tigela de barro incrustada na base de um tabuleiro de madeira encerada". Com receio que pegasse fogo aos cortinados, dois criados destruíram o balão, mas a experiência tinha sido coroada de êxito e impressionado vivamente a Coroa. A 3 de Outubro um outro "instrumento de voar", lançado da Casa da Índia, elevou-se a grande altura.

Durante a segunda metade do século XVIII difundiu-se a ideia de que o próprio Bartolomeu de Gusmão teria efectuado um voo num aeróstato por ele construído, entre o Castelo de S. Jorge e o Terreiro do Paço, mas trata-se de uma lenda, não há documentos que registem esse acontecimento e as suas experiências teriam avivado a imaginação popular a tal ponto que ele seria alvo de chacota.

Não se conhecem outras experiências para além das que praticou na corte, sendo muito famosa a gravura que fez da "passarola", que não terá passado de um artifício de Gusmão para desviar a atenção dos seus detractores e dos curiosos.

As experiências com aeróstatos foram desenvolvidas na segunda metade do século XVIII pelos irmãos Montgolfier, Joseph Michel (1740-1810) e Étienne (1745-1799). Após várias experiências, em Setembro de 1783 fizeram subir um balão de ar aquecido que transportou três animais e em Novembro um outro balão transportou duas pessoas e sobrevoou Paris.

in Instituto Camões