segunda-feira, 5 de março de 2012

Exposição: Jardins Japoneses

Inauguração dia 8 de Março na Av. Almirante Reis, 74 em Lisboa

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Em Floração: Wigandia caracasana



Família: Hydrophyllaceae
Nome científico: Wigandia caracasana H. B. K.
Nome vulgar: "Ortiga", "Ortiga-de-Montana"
Nota: A Wigandia caracasana é endémica do Sul do México, Colômbia e Venezuela. As belas flores azul-violeta podem ser admiradas na Classe, junto ao Lago de Cima.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DORYANTHES PALMERI

Uma planta da Austrália (Queensland). Já aqui publicámos as espectaculares flores... mas mesmo durante o Inverno vale a pena vê-la!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lançamento do portal FLORA-ON

A 25 de Fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Botânica lança o portal Flora-On, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. Para mais informações consultar o sítio na internet da Sociedade Portuguesa de Botânica: http://www.spbotanica.pt/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

«100 coisas que tem de ver antes de morrer»

Na revista Time Out Lisboa da última semana (nº 229, página 20) a figueira da Austrália Ficus macrophylla, na entrada do nosso Jardim Botânico, aparece como uma das «100 coisas que tem de ver antes de morrer» em Lisboa!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Três Araucaria heterophylla no Arboreto

Os belos exemplares de Araucaria heterophylla, da Ilha de Norfolque, banhados do sol de Inverno lisboeta. Para ver no nosso Arboreto.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

LER NO JARDIM BOTÂNICO

Ler à sombra de uma Tipuana do Brasil. O Inverno no nosso Arboreto...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Em Floração: ALOE CILIARIS

ALOE CILIARIS Haw. no Arboreto. Planta originária da África do Sul. Família: Asphodelaceae

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A Praga das Palmeiras no Jardim do Torel

Mais uma vítima do "escaravelho das palmeiras", desta vez uma Palmeira das Canárias no Jardim do Torel. A CML já fez o abate deste exemplar. Lisboa está a peder as suas emblemáticas palmeiras!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Escaravelho ameaça três centenas de palmeiras no Jardim Botânico

Balanço mais recente dá conta do abate de 57 exemplares e da necessidade de eliminação de mais 65 só na cidade de Lisboa

O escaravelho da palmeira está a ameaçar as três centenas de exemplares desta planta existentes no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, que não tem dinheiro para proteger todas as plantas em risco.

Oriunda da Ásia, a praga espalhouse pelos países do Mediterrâneo e já dizimou muitas centenas de palmeiras no Algarve, tendo alastrado a vários pontos do território português. “O Jardim Botânico está ameaçado e de que maneira”, diz a responsável pela colecção viva da instituição, Teresa Antunes. “Estamos muito assustados porque o escaravelho anda aqui à nossa volta. O Instituto Britânico tem uma planta morta desde Dezembro e no jardim do Príncipe Real também já foram detectadas duas infectadas”. Das três centenas de exemplares, o Jardim Botânico decidiu mandar aplicar um tratamento preventivo a 23, que correspondem às espécies mais apetecíveis para a enorme e voraz larva do escaravelho. Mas nada garante que o insecto não ataque as restantes espécies – como acabou, aliás, por fazer no Algarve. “Não temos dinheiro para tratar mais palmeiras”, admite Teresa Antunes, explicando que não é fácil aceder à parte superior das copas das enormes plantas, única forma de saber se existe ou não infecção.

O balanço mais recente do avanço da praga em Lisboa data de meados de Janeiro e dá conta do abate de 57 exemplares e da necessidade de eliminar mais 65, entre espaços públicos e jardins particulares. “E ainda a procissão vai no adro”, observa a chefe de divisão da inspecção fito-sanitária do Ministério da Agricultura, Clara Serra. Só a Câmara de Lisboa tem espalhadas pela cidade mais de três mil palmeiras. Quando os efeitos da praga se tornam visíveis, como aconteceu com vários exemplares no Campo das Cebolas, muitas vezes já é tarde de mais para salvar a planta. Só muito depois de ser invadida pelas larvas, que se alimentam das palmas e do coração da planta, a palmeira começa a dar sinais. Primeiro fica ligeiramente despenteada. A seguir cai-lhe a parte superior da copa.

“A disseminação está a acontecer a uma velocidade assustadora”, diz Filomena Caetano, do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo d’almeida. Aqui estudam-se os fungos que podem ser usados para matar o Rhynchophorus ferrugineus, nome que os cientistas escolheram para designar este escaravelho.

Carlos Gabirro, sócio- gerente da Biostasia, firma que o município de Lisboa contratou para tratar e monitorizar 300 palmeiras, explica que enquanto no Algarve o escaravelho levou mais de cinco anos a causar grandes danos, na Grande Lisboa isso está a suceder em apenas dois anos. Porquê? “O insecto dá-se melhor com este clima”, deduz. Seja com for, uma fêmea pode dar origem a cem ou mais indivíduos por semana. “E torna-se fértil uma semana depois de ter saído do casulo”, acrescenta. Para agravar as coisas, um escaravelho consegue voar cinco a dez quilómetros.

“Estamos a agir, mas se o Estado não actua e se os privados não abatem as palmeiras infectadas é complicado”, refere por seu turno o vereador dos Espaços Verdes de Lisboa, José Sá Fernandes. “Batemos sempre no mesmo problema: a câmara quer dinheiro para aguentar as despesas de tratamento. Mas o Ministério da Agricultura não o tem. O município vai ter de seleccionar as palmeiras com valor histórico que quer preservar”, contrapõe Clara Serra.

Na Av. da Liberdade já foi necessário proceder a um abate, tendo o problema sido identificado em locais tão distintos como a Quinta das Conchas, no Lumiar, o Jardim do Torel ou a Feira da Ladra. Carlos Gabirro insiste em que a lentidão com que as diferentes entidades estão a agir pode deitar tudo a perder.
in Público 10/FEV 2012

«Um novo papel para os jardins botânicos»


Cinco jardins botânicos espalhados pelo Reino Unido integram a segunda fase de “Growing the Social Role of Botanic Gardens”, um projeto que tem como objetivo redefinir a missão social destes jardins. A iniciativa da Botanic Gardens Conservation International (BGCI), apoiada pela delegação londrina da Fundação Gulbenkian, foi desenvolvida pela primeira vez entre o outono de 2010 e o verão de 2011, período em que esteve associada a três jardins. A sua origem remonta ao relatório da BGCI Towards a New Social Purpose: Redefining the Role of Botanic Gardens, também apoiado pela Fundação, que recomendava aos jardins botânicos que cumprissem o seu papel social dentro de um quadro moderno de valores, missão e visão, de modo a manterem a sua relevância.

Os cinco jardins selecionados para integrar a segunda fase do projeto são os Bristol Zoo Gardens, o Royal Botanic Garden Edinburgh, os Royal Botanic Gardens, Kew, o University of Leicester Botanic Garden e Westonbirt, the National Arboretum, e a sua diversidade em termos de localização, escala e projetos é considerada importante para o desenvolvimento da iniciativa. Durante os próximos seis meses, através de workshops e apoio personalizado, o BGCI irá monitorizar a implantação de projetos-piloto que reformem a relação dos jardins com as comunidades locais e reforcem o seu compromisso para com a sociedade. Numa lógica de aperfeiçoamento de um modelo aplicável globalmente, o BGCI desenvolverá um handbook que documente o projeto e possa ser consultado por outros jardins que desejem rever o seu papel social.

Os três jardins abrangidos na primeira fase do programa foram a Winterbourne House and Gardens, o National Botanic Garden of Wales, e o Ness Botanic Garden. O caso da Winterbourne House and Gardens é o de um jardim convidado a associar-se a este projeto com a condição de trabalhar com a comunidade islâmica local, um setor pouco envolvido com as questões ambientais. O que se pretendia era fomentar não só a educação ambiental dos participantes, mas também a integração destes na sociedade britânica. O National Botanic Garden of Wales, um esforço do governo galês para a investigação e para a conservação, tem revelado dificuldades em passar a mensagem à comunidade rural e envelhecida em que está inserido. A sua proposta de integração social, baseada num projeto artístico, foi entendida pelo BGCI como desfasada do programa e, depois de algumas iniciativas, o NBGW abandonou o projeto. Já no programa Engaging Secondary Schools, alunos de algumas das zonas mais pobres de Liverpool integraram atividades relacionadas com a agricultura, a ecologia e a conservação no Ness Botanic Garden. Esta experiência foi considerada pelos participantes como motivadora, atribuindo-lhes responsabilidades e contribuindo para a sua negligenciada educação ambiental.

Este projeto desempenha um importante papel na educação das comunidades para as práticas agrícolas sustentáveis, promovendo uma relação mais saudável e consciente da sociedade com o ambiente.

Leonor Vaz
Serviço de Comunicação

Fundação Calouste Gulbenkian

in Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian, nº 130, Fevereiro 2012

Foto: Planting out seedlings and seed sowing. Winterbourne Gardens, Reino Unido

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Em Floração: Camelia japonica L.

Camelia japonica L. em floração no Arboreto.

"Praga das Palmeiras" já chegou ao Jardim do Princípe Real

Exmo. Sr. Vereador José Sá Fernandes

Assunto: sinais da Praga das Palmeiras no Jardim do Princípe Real
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) verificou que um exemplar de "Palmeira das Canárias" no Jardim do Príncipe Real mostra sinais de estar infectada pela "praga das palmeiras" (imagens em anexo).

A LAJB vem por este meio perguntar se a CML já tem conhecimento deste exemplar e em caso afirmativo, se já tem planeada uma intervenção para evitar o alastramento às palmeiras que existem na vizinhança desta, onde se incluem as da colecção do Jardim Botânico.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da LAJB

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Ciclo das Estações - O Primeiro Olhar: 9 Feveriero às 19h na Cinemateca

O Ciclo das Estações - O Primeiro Olhar Esta 5ª feira, dia 9 de Fevereiro ás 19H na Cinemateca Portuguesa.
Este projecto contou com a colaboração da LAJB e do Jardim Botânico.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Em Floração: Senecio petasites

Senecio petasites do sul do México, em floração. Uma planta da família das Asteraceae.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Em Floração: Justicia aurea

Justicia aurea Schltdl. da família ACANTHACEAE. Na Classe, perto do Jacarandá.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

«Duvido que a contratação de um super arquitecto resolva os graves problemas da barragem Foz Tua»

Ainda na escola secundária deixou-se deslumbrar pela História e pelo património do seu concelho, “em particular Monsaraz e o seu fantástico território”, hoje [Ana Paula Amendoeira] é uma das mais importantes especialistas de património em Portugal, presidente nacional do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), entidade a quem cabe fazer avaliação do estado dos monumentos de Évora e do Alto Douro Vinhateiro, que este ano cumprem 25 anos desde a sua classificação como património mundial.

Já há alguma avaliação preliminar do estado dos monumentos em Évora?

Não posso responder porque não tenho ainda a certeza se será possível fazer a avaliação devido a dificuldades internas do ICOMOS – poucas pessoas para muita coisa.

Qual é o património classificado, português, que se encontra em maior risco?

Em rigor, Portugal não possui nenhum dos seus bens constantes na lista do património mundial inscritos na lista do património em perigo. Outra coisa diferente é o estado de conservação do nosso património mundial e aí claro que há problemas, como de resto em muito do património português, muito para além dos 13 bens que contamos no património mundial – o recente caso da barragem do Tua é exemplar no tipo de dificuldades que podem começar a surgir neste domínio.

Há recomendações da UNESCO?

O caso mais recente de recomendação sobre um sítio português foi o relatório sobre a Barragem do Tua, no contexto da paisagem cultural do Douro, inscrita na lista do património mundial em 2001. Essas recomendações são do conhecimento público e as recomendações são muito claras e questionam seriamente o processo, o método, os fins e os meios deste projecto. O que pensa da barragem? O que penso coincide exactamente com o conteúdo do relatório do ICOMOS. É fruto de um trabalho e de uma investigação longa, muitas vezes de décadas para chegar a conclusões sérias, técnicas e científicas, ancoradas em ideais e princípios construídos ao longo do tempo e não das conjunturas efémeras dos ciclos políticos. Por isso, não se trata aqui de opiniões ou de gosto, mas de conhecimento e de respeito pelo trabalho, estudo e reflexão.

Que impacto teria a desclassificação dessa zona?

Os impactos seriam desde logo a má imagem do incumprimento a que o Estado Português está obrigado a partir da altura em que ratificou a Convenção do Património Mundial, no início dos anos 80. Esse seria, claro, um dos impactos imediatos e bastante penalizadores, sobretudo na vigência de um governo que preza tanto o cumprimento dos compromissos internacionais. Não é, repito uma questão de gosto ou de acordo, é uma questão de dever, de cumprimento de regras que se aceitaram livremente. Outro impacto seria obviamente para a paisagem do Douro vinhateiro e esse seria ainda o mais grave porque se trata de facto de uma “jóia da coroa” e já não temos muitas. As autoridades locais estão a fazer muita pressão para construir a barragem.

Acha que normalmente o poder local está preparado para ver a importância da preservação do património?

Eu penso que estão preparados. Quando se trata de apresentar as candidaturas para obter os títulos e as classificações, vemos claramente que todas as pessoas atribuem um grande valor à preservação e salvaguarda do património, às vezes até com uma atitude de culto, como se o património pudesse resolver todos os problemas do momento. O caso do Douro não foi excepção.

Como se convence um presidente de câmara que não construir uma barragem será melhor do que construí-la?

Eu gostaria de perceber é como é que se convence um presidente de câmara ou de freguesia de que construir uma barragem é melhor do que não construir. Sobretudo, quando a sua utilidade é questionada abertamente por muitos especialistas. O secretário de Estado já afirmou que o projecto terá de ser equacionado.

Acha que a cultura neste governo e com a conjuntura actual de crise tem peso suficiente para impedir o projecto?

Não sei, mas a cultura nunca tem muito peso, não é só agora – houve muito poucas excepções na nossa História recente. Temos que aguardar para ver o que vai ser decidido e respondido à UNESCO e ao relatório do ICOMOS. Mas tenho dúvidas de que a contratação de um super-arquitecto de prestígio mundial (Souto Moura), consiga, como que por magia, resolver os graves problemas apontados no relatório do ICOMOS. Mais uma vez elege-se como solução, o projectista, em vez da adequação do programa!

O que pensa do desempenho deste governo e de Francisco José Viegas no que diz respeito ao património?

Não conheço o suficiente para me pronunciar. Acho que o caso do Douro foi muito mal gerido pelo governo anterior apostando na política do facto consumado e este governo não inflectiu a atitude e o comportamento errados do anterior. Qual foi o melhor ministro/secretário de Estado em relação ao património em Portugal? É difícil, porque se trata de uma área onde verdadeiramente nunca estivemos em alta, mas creio que é consensual a nota positiva para o desempenho de Manuel Maria Carrilho e das suas equipas (Rui Vieira Nery, Catarina Vaz Pinto). Lembro alguns institutos coordenados por Luís Calado, Raquel Henriques da Silva, João Zilhão, o papel fundamental de Paulo Pereira e de muitos outros. Apesar de podermos discordar de muitas coisas que fizeram, trabalharam de forma séria para dar à cultura um lugar enraizado e estrutural para a progressiva evolução inteira e livre dos indivíduos e da sociedade portuguesa. Tendo em atenção o exemplo das gravuras rupestres de Vila Nova de Foz Côa.

Visto à distância, valeu a pena impedir a construção da barragem? Se medirmos tudo por dinheiro, penso que talvez sim, porque estão por demonstrar os lucros efectivos para a região se a barragem tivesse sido construída. Teria havido certamente muitos benefícios mas talvez não para o bem comum. Aliás a convicção de que o desenvolvimento e a qualidade de vida se conseguem com construção, é claramente uma ideia em contra ciclo. Se não medirmos tudo por dinheiro e se pensarmos, como penso, que nem tudo o que tem valor tem um preço, como bem diz o professor Adriano Moreira, então a minha resposta é claramente afirmativa. Sim, valeu a pena a decisão política de impedir a construção da barragem porque temos um dos sítios de arte rupestre mais importantes do mundo que prestigia o nome de Portugal nos meios culturais e científicos internacionais. E depois, os alegados prejuízos desta decisão comparados com o prejuízo do caso BPN são, como se costuma dizer “uns trocos” e não estamos perante um crime público, apenas perante uma decisão política a favor da cultura, uma das poucas da nossa História recente. Além disso, Foz Côa não pode ser vista de forma isolada, pois integra um dos eixos (Porto, Douro, Côa, Salamanca) de maior densidade e valor patrimonial mundial, tenho a certeza de que se houver bom trabalho nesse sentido a região poderá beneficiar desse enorme potencial e por muito mais tempo do que o tempo de vida de uma barragem!

Acha que os políticos se preocupam a sério com o património ou é apenas retórica?

Acho que para uma grande maioria é retórica, mas não são só os políticos. Eles também têm muitas vezes as costas largas. Estamos numa época de crise económica, normalmente, nestas alturas, o património sofre por dois motivos, por falta de verbas e por falta de capacidade argumentativa face a necessidades consideradas mais importantes.

Teme pelo que vai acontecer ao património em Portugal nos próximos anos?

Já está a acontecer, não começou agora. Apenas vai continuar e agravar-se. Eu não temo só pelo património mas pela nossa terra, que é muito mais do que património, e pela forma como a entendemos e como a queremos ou não cuidar.

Quais são neste momento as áreas mais problemáticas em termos de preservação do património?

É difícil dizer porque há tantos problemas, talvez as nossas cidades históricas sejam as que neste momento estão mais ameaçadas, sobretudo se a nova Lei da Reabilitação não regular consistentemente os tipos de intervenção adequados aos centros históricos de maior valor.

Tem uma posição crítica em relação à classificação do património, porquê?

A minha posição é crítica porque a classificação do património neste momento tem cada vez menos sentido, a lei não é cumprida em muitos e importantes casos, quer se trate de património mundial ou de monumentos nacionais. Dou-lhe o exemplo do Douro, como património mundial, e do jardim botânico de Lisboa, como monumento nacional, em que a lei do património não é pura e simplesmente aplicada. Hoje foge-se do acompanhamento e do controlo activo dos monumentos classificados, tal como a lei obriga, porque outros valores mais baixos se levantam.

(...)
O que pensa da escolha do fado como património imaterial da humanidade?

A minha área de estudo é o património mundial cultural, não o imaterial. Mas tenho uma discordância de fundo com a divisão entre património cultural e imaterial, feita mais por razões geopolíticas do que culturais, e que na minha opinião não favorece nada o entendimento da dimensão cultural, a qual não pode ser espartilhada por imperativos artificiais de convenções. Pessoalmente, gosto muito de fado e, como portuguesa, fiquei muito contente.

Fale-me um pouco da sua tese de doutoramento.

Estou a preparar, com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia, sob direcção da professora Françoise Choay na Universidade de Paris IV Sorbonne, uma investigação sobre a evolução da noção de património mundial e da lista desde a aprovação da Convenção do Património Mundial em 1972. O objectivo é fazer uma análise crítica e contribuir para uma avaliação para o futuro. Vou defender este ano, se tudo correr bem, quando passam 40 anos da aprovação da Convenção e se estão a debater as mais importantes questões para o futuro do Património Mundial.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Em Floração: Dombeya x cayeuxii

As belas flores da Dombeya x cayeuxii André da família das Malvaceae. É assim o mês de janeiro no nosso jardim. Venham descobrir esta e outras flores de Inverno no Jardim Botânico!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Em Floração: Schefflera venulosa

Schefflera venulosa
Originária da Ásia, as belas florescências desta planta podem ser apreciadas na Classe.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Escultura no antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres

Hoje, quinta-feira, dia 26 de Janeiro, às 19h, no anti­go Picadeiro do Colégio dos Nobres, tem lugar a inauguração da exposi­ção ESCULTURA NO PICADEIRO. A exposição apresenta uma selecção de esculturas de alguns dos nomes mais sonantes da escultura portuguesa, produzida ao longo dos últimos 50 anos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

«Perder Jardim Botânico põe em causa zona da Baixa»

O que se passa no Jardim Botânico? A pergunta deu nome a uma tertúlia que decorreu ontem no Centro Nacional de Cultura em Lisboa. Para os intervenientes a questão é fulcral, pois nem todos sabem bem para que serve ou o que se está a passar nesta zona verde da capital. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico acha que merece ser esclarecido que alterações no local podem trazer consequências físicas ao vale da Avenida da Liberdade e Baixa Pombalina.

«Se o plano de requalificação do Parque Mayer avançar no futuro podemos assistir a cheias mais frequentes na baixa. Isto porque a Avenida da Liberdade está situada num vale e na colina da Cotovia a água é escoada pelo jardim. Da mesma forma, o jardim condiciona as brisas que escoam a poluição do vale da avenida», explicou Margarida Cancela D’Abreu, Presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas.

A opinião foi corroborada por Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto e antigo ministro e secretário de Estado do Ambiente. Ele que já em 1967, aquando das cheias de Lisboa, impôs-se publicamente contra as políticas de urbanização vigentes. «Com a construção nos terrenos do Parque Mayer, sendo que os novos edifícios costumam ser feitos com vários metros subterrâneos, vai haver um problema de drenagem subterrânea das águas que vão para o rio Tejo. As construções impedem a circulação de água e ar», acrescentou dando como exemplo o vale da Ribeira de Alcântara, onde há uns anos houve afundamento de estrada.

Plano do Parque Mayer ilegal?

Durante o debate, numa sala repleta de interessados, criou-se alguma polémica com a declaração de Ana Paula Amendoeira, representante da secção portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, o ICOMOS, devido ao facto de o Jardim Botânico ter recebido em 2010 a distinção como Monumento Nacional.

«O Plano de Pormenor do Parque Mayer é ilegal porque não respeitou a distinção do Jardim como Monumento Nacional. A partir do momento em que se soube que o jardim poderia integrar essa zona, a lei indica que o Plano se Salvaguarda se impõe ao Plano de Reabilitação urbana. A Câmara Municipal não cumpriu a lei, por isso o plano está repleto de ilegalidades», disse Ana Paula Amendoeira.

A declaração motivou resposta por parte de um arquiteto paisagista que estava na audiência e que fez parte do projeto do plano de pormenor. «Não houve nenhuma ilegalidade no plano. Há estudos desde os anos 40 para se pedir classificação como monumento nacional e se esta distinção tivesse sido dada há tanto tempo provavelmente agora já não a tinha. É preciso responsabilidade para manter o jardim. O plano procura fazer com que o jardim participe na revigoração da cidade», argumentou.

«Como foi possível que não tivessem tido em atenção o plano de salvaguarda? Este só termina a oito de agosto de 2012. Tudo o que se fez até lá foi contra a lei», disse a representante do ICOMOS.

À procura de uma solução

O reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, entidade responsável pelo jardim, fez-se representar na sessão transmitindo um apelo: «Se alguém tiver uma solução para o financiamento do jardim, o meu gabinete está aberto para o receber. Queremos construir um caminho para o jardim que possa ser trilhado e encontrar uma solução». in Jornal A Bola, 16 de Janeiro de 2012

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico aponta "ilegalidades" do Plano de Pormenor do Parque Mayer

http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2012/01/16/lisboa-plataforma-em-defesa-do-jardim-botanico-aponta-ilegalidades-do-plano-de-pormenor-do-parque-mayer

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico aponta ilegalidades no Plano de Pormenor

Representantes da Plataforma em Defesa do Jardim Botânico, Lisboa, apontaram hoje ilegalidades no Plano de Pormenor do Parque Mayer, considerando que a classificação do jardim como monumento nacional obriga a um documento de salvaguarda do seu espaço.

Num debate organizado pelo Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, membros da Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) e da Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas (APAP) - dois dos cerca de 15 movimentos que integram a Plataforma em Defesa do Jardim Botânico - discutiram o Plano de Pormenor do Parque Mayer (PPPM), aprovado na terça-feira pela Assembleia Municipal de Lisboa.

"Há coisas que saltam à vista e tornam o PPPM ilegal. Quando o Jardim Botânico é classificado como monumento nacional a legislação do património cultural obriga à elaboração de um plano de salvaguarda e uma zona especial de proteção. Nenhum deles existe", disse a presidente da ICOMOS, Ana Paula Amendoeira.

A presidente da comissão recordou que estas referências "podem ser requeridas por qualquer pessoa em qualquer momento".

Ana Paula Amendoeira ironizou que "não devia haver estranheza em que se queira cumprir a lei" e que um plano de salvaguarda, "hierarquicamente", está "acima de um de pormenor".

A presidente da ICOMOS considerou ainda que "com tanta ilegalidade", a aprovação do plano por parte da assembleia "é quase nula", porque "não cumpre leis".

Por sua vez, a presidente da APAP, Margarida d`Abreu, defendeu que os arquitetos paisagistas "não estão contra a proposta", mas sim "à procura de uma melhor proposta" para o Parque Mayer e o Jardim Botânico.

Na terça-feira, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou o Plano de Pormenor do Parque Mayer, com a abstenção do PSD, que recomendou à Câmara a elaboração de um documento de salvaguarda do Jardim Botânico, uma das principais críticas ao plano.

Na altura, já a Comissão de Acompanhamento do Plano Diretor Municipal (PDM) da assembleia, liderada pelo social-democrata João Serra, apresentou o seu parecer a esta versão final do plano, considerando como "aspetos negativos a preterição pela Câmara da elaboração, obrigatória, de um plano de salvaguarda" do Jardim Botânico e a "inexistência de normas entendidas pela lei como relevantes para a preservação" daquele espaço enquanto monumento nacional, como a criação de uma zona geral e outra específica de proteção.

Em resposta, o vice-presidente da Câmara, Manuel Salgado, negou as acusações de "ilegalidade instalada", logo num parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa, e disse que o plano de pormenor "salvaguarda" o Jardim Botânico, admitindo a possibilidade de a Câmara fazer um plano "específico" neste sentido.

A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico tem apresentando várias críticas ao plano de pormenor desde o início da sua discussão na câmara e na assembleia lisboetas.

in RTP, 16 Janeiro 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Em Floração: Mahonia japonica

Mahonia japonica
Originária do Japão, esta planta pode ser vista na Classe, no canteiro 1-A

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Praga das Palmeiras no jardim do British Council de Lisboa

Assunto: Palmeira infectada no jardim do British Council (Rua Luís Fernandes, 1-3)

O Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, está muito preocupado com o rápido alastramento da praga das palmeiras no centro de Lisboa.

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem alertar para o facto de um exemplar de "Palmeira das Canárias" no jardim do British Council mostrar sinais claros de estar infectada.

A LAJB apela ao British Council para que se tomem medidas preventivas e de tratamento urgentes para evitar o alastramemnto desta praga às dezenas de palmeiras que existem nas imediações do vosso jardim - e o sério risco de alastramento para o Jardim Botânico.

O Jardim Botânico produziu um folheto sobre esta questão (http://www.mnhn.ul.pt/pls/portal/docs/1/332082.PDF) que sugere diversas medidas que visam o controle e erradicação desta parga, e que devem ser tomadas com carácter de urgência em todas as plantas e áreas afectadas.

O insecto causador é o Rhynchophorus ferrugineus, vernáculo Escaravelho-das-palmeiras, um escaravelho do grupo dos curculionídeos (gorgulhos), originário da Ásia oriental e Polinésia, tendo-se expandindo para outras regiões ocidentais, Norte de África e mais recentemente também para o sul da Europa. É um insecto de grandes dimensões em adulto, 2-5cm, e também na forma larvar. Foi sinalizado no Algarve na segunda metade da década de 2000 onde já provocou avultadas perdas e prejuízos em espaços públicos e privados. Em 2010 foi sinalizado na parte norte da cidade de Lisboa. Actualmente está a devastar palmeiras nos concelhos de Cascais, Oeiras, Moita, Seixal, Palmela e Setúbal.

A Direcção da LAJB

Nota: carta enviada hoje ao British Council de Lisboa

A fauna do Jardim Botânico: os gatos