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quarta-feira, 13 de março de 2013

O Jardim Botânico no 2012 World Monuments WATCH

O Jardim Botânico está no 2012 World Monuments WATCH desde o dia 5 de Outubro de 2011.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Portugal entre os seis piores gestores da água

Cada português gasta em média 2,26 milhões de litros de água por ano. Um resultado muito mais elevado do que a média mundial – 1,24 milhões de litros anuais por pessoa – e que coloca Portugal no sexto lugar dos que pior gestão fazem deste recurso vital.

A pegada da água foi um índice novo introduzido neste relatório e que alerta para a forma insustentável como se consome água. Os países mediterrâneos são os que ocupam os primeiros lugares da tabela e aqueles em que os problemas de escassez se colocarão com maior gravidade.

Na origem do consumo desmesurado de água pelos portugueses está a agricultura de regadio, altamente utilizadora de água, e a degradação das infra-estruturas de rega que permitem grandes perdas, considera Luís Silva, da WWF Portugal. Por isso, é urgente alterar os padrões de consumo agrícola, ainda mais tendo em conta que a falta de água será agravada, no futuro, pelas alterações climáticas.

Outro resultado interessante desta análise é a contabilização, para a pegada nacional de cada país, da quantidade de água consumida na produção de produtos importados. Ou seja, contabiliza-se a água consumida internamente mas também a gasta nos países de origem dos quais importamos produtos. Em Portugal este consumo reparte-se em 50% para cada tipo.

O relatório da pegada da água mostra ainda que 50% países estão a enfrentar uma situação de stress hídrico moderado ou elevado e que o número de pessoas afectadas pela escassez tenderá a aumentar devido às mudanças climáticas.
in DN, 29-10-2008

FOTO: Lisboa, Cais das Colunas. Tejo continua a receber esgotos sem tratamento.

Portugal: 40% dos nossos recursos naturais estão na floresta

Os recursos naturais de Portugal são pobres e escassos e é na nossa floresta que está 40% da capacidade biológica do País. Um dado que pode ser preocupante se tivermos em conta a forma como tem sido gerida a mancha florestal nacional e a vulnerabilidade a que tem estado sujeita nos últimos anos. Esta conclusão vai ao encontro daquilo que já era conhecido, embora coloque desafios importantes à gestão florestal. Recorde-se que nos últimos anos foram consumidos milhares de hectares de floresta pelos incêndios e que, actualmente, o território florestal atravessa graves problemas sanitários.

Luís Silva, da WWF Portugal, refere o problema do nemátodo, doença que afecta grande parte do pinhal nacional e condiciona a sustentabilidade da indústria de produção de papel. «Além disso, continuamos sem uma solução para a gestão do minifúndio», sublinha ainda o técnico português, referindo-se ao retalho em que se encontra a propriedade florestal. «Temos de alterar os modelos de gestão associados à nossa floresta».
in DN, 29-10-2008

FOTO: Bosque de Carrasco - Quercus coccifera - em Monsaraz.

Mundo está à beira de um colapso ecológico

O mundo está à beira de um colapso pois os recursos naturais consumidos pelo homem em muitos países são muito superiores à capacidade de regeneração da natureza. Se não houver alterações drásticas nas atitudes humanas, a ruptura pode ser irreversível, alerta a WWF

Recursos estão a ser gastos a um ritmo alucinante
Se todos os habitantes da terra fossem como os portugueses, seriam necessários dois planetas para assegurar a sobrevivência da população mundial. Isto porque, em Portugal, o consumo de recursos naturais é quatro vezes superior à capacidade biológica do nosso território. Um deficit ecológico preocupante, extensível a muitos países do mundo. O futuro avizinha-se ainda mais dramático, pois se a situação não se inverter drasticamente, o planeta entrará em crash ecológico. O alerta é da WWF, o Fundo Mundial para a Natureza, e consta do relatório Planeta Vivo 2008, ontem divulgado. Numa altura em que a crise financeira domina a agenda mediática, a WWF sublinha o risco de viver acima das possibilidades. E lembra que consumir recursos naturais acima daqueles que a natureza é capaz de produzir torna-se ainda mais perigoso pois coloca--no à beira de um colapso irreversível. O problema é global, pois mais de três quartos das pessoas vivem em zonas onde o consumo de recursos excede a capacidade biológica de produção e de mitigação de desperdícios. Ou seja, a base natural que suporta a vida desaparece à medida que cresce a pressão humana sobre os ecossistemas.

Nesta análise à sustentabilidade do planeta, Portugal não sai bem na fotografia. Nos três índices analisados, o País aparece em posições preocupantes. Quando se avalia a pegada ecológica - a pressão do homem sobre a natureza - aparece em 28.º lugar numa contagem de 151 países, com uma pegada ligeiramente inferior à dos europeus que utilizam o equivalente a dois, três planetas. As emissões de carbono resultantes do consumo de combustíveis fósseis (poluição automóvel, industrial, consumo energético de fontes não renováveis) são os principais responsáveis pelo retrato. Mas a contribuir para o desastre estão também as alterações climáticas.Na avaliação da quantidade de recursos naturais disponíveis, o País aparece no final da lista, mas nesta contagem os melhores ascendem aos primeiros lugares. Conclusão: os nossos recursos são escassos, e servimo-nos deles de forma desastrosa.

A biocapacidade do planeta encontra-se distribuída de forma desigual e mais de metade dos recursos estão na mão de apenas oito países. Apesar de Estados Unidos, Índia e China constarem da lista dos mais abastados em recursos naturais, apresentam deficits ecológicos pois o seu consumo é ainda maior do que a riqueza. Cada americano precisa de quatro planetas e meio para viver, enquanto que a pegada indiana e chinesa são mais moderadas porque aqui os padrões de consumo ainda não são tão desenfreados. Na avaliação da pegada da água, as notícias também não são animadoras. A escassez elevada ou moderada de água já afecta 50 países. in DN, 29-10-2008

Foto: Lisboa, longe de ser um modelo de sustentabilidade