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sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Nosso Bairro: Palácio Pombal

Também conhecido como Solar dos Carvalhos da Rua Formosa, antiga denominação da Rua de O Século, foi possivelmente mandado construir na segunda metade do séc. XVII pelo avô de Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, que aqui nasceu e habitou. É um típico solar urbano seiscentista, com três pisos e águas-furtadas, sendo as fachadas rasgadas por fiadas regulares de janelas, idênticas em cada registo. No rés-do-chão abrem-se janelas rectangulares de peitoril, o andar nobre é pontuado por janelas de sacada, e o segundo andar por pequenas janelas quadradas. Sobre uma das janelas do primeiro piso encontra-se a pedra de armas dos Carvalhos (estrela de oito pontas entre quatro crescentes), encimada pela coroa de marquês.

O palácio foi melhorado e ampliado por Pombal, em obras efectuadas entre 1760 e 1770, quando foi valorizado com azulejos, estuques e uma escadaria nobre em pedra, com dois patamares. Aqui figuram duas esculturas mitológicas em mármore e duas pedras de armas dos Carvalhos, sustentadas por leões. O tecto da escadaria possui um impressionante estuque decorativo, com uma representação alegórica do Amor e da Morte (Eros e Thanatos). Os tectos de estuque, com representações alegóricas e temas mitológicos, são atribuídos a Grossi, estucador e escultor italiano, e repetem-se em várias salas do palácio, juntamente com silhares de azulejos azuis e brancos ou policromos (possivelmente oriundos da Fábrica do Rato). Conserva-se ainda um pequeno oratório decorado com estuques, e uma tela representando Nossa Senhora das Mercês.


Nota: O notável Palácio Pombal, propriedade Municipal, encontra-se em mau estado de conservação e sem um uso ainda defenido pelo Pelouro da Cultura. O palácio e o que resta dos jardins está classificado como Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 45/93, DR n.º 280, de 30-11-1993). O Marquês de Pombal nasceu a 13 de Maio de 1699 e faleceu em Pombal a 8 de Maio de 1782.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

AS ÁRVORES E A CIDADE: desaparecimento da Erythrina do Palácio Braamcamp

Exmo. Vereador José Sá Fernandes

Assunto: Desaparecimento da Erythrina do Palácio Braamcamp

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB), na sequência de ter verificado o desaparecimento da Erythrina dos jardins do Palácio Braamcamp (Propriedade Municipal), vem por este meio solicitar um esclarecimento sobre as razões que levaram à sua destruição. A notável copa desta árvore, que se desenvolvia pelo alto muro do jardim na Travessa do Conde de Soure, era um dos exemplares arbóreos mais característicos do ambiente urbano do Bairro Alto. Enviamos em anexo uma imagem, datada de Outubro de 2007, do arquivo fotográfico da LAJB. Lamentamos muito que esta árvore tenha desaparecido do Bairro Alto.

Com os nossos melhores cumprimentos,

LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO

Nota: carta enviada hoje ao Vereador dos Espaços Verdes da CML, com conhecimento da Junta de Freguesia de Santa Catarina.

sábado, 1 de novembro de 2008

Faltam 100 árvores de alinhamento na envolvente urbana do Jardim Botânico

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB), na sequência do projecto municipal de substituir todos os cepos da cidade por novas árvores, escreveu no dia 31 de Outubro uma carta ao Vereador José Sá Fernandes a informar dos arruamentos na envolvente do Jardim Botânico onde faltam árvores.

Segundo um inventário, realizado durante o verão por sócios da LAJB, na envolvente urbana do Jardim Botânico faltam 100 árvores de alinhamento - entre cepos, árvores mortas, caldeiras vazias e tapadas (foi entregue a listagem dos locais de cada freguesia).

A LAJB aguarda ansiosamente pela resolução deste problema que tem privado Lisboa de uma importante fonte de qualidade de vida.

FOTO: um dos vários cepos na Rua Braamcamp