Mostrar mensagens com a etiqueta Ano Internacional da Astronomia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ano Internacional da Astronomia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Exposição na BN: «Estrelas de Papel»

A exposição «Estrelas de Papel: Livros de Astronomia dos séculos XIV ao XVIII» inaugurou no passado dia 29 de Abril na Biblioteca Nacional de Portugal. Estará aberta ao público até 31 de Julho.

Trata-se de mais uma exposição apresentada pela BN e comissariada por Henrique Leitão, do Centro Interuniversitário de História das Ciências e Tecnologia. Apresenta um conjunto excepcional de obras de astronomia só muito raramente expostos ao público: manuscritos medievais, os célebres livros de Copérnico, Galileu, Kepler e Newton, grandiosos atlas celestes dos séculos XVII eXVIII, e obras fundamentais da astronomia portuguesa (de Pedro Nunes, Manuel Bocarro, Castro Sarmento, Eusébio da Veiga, Monteiro da Rocha, etc.).

A exposição apresenta também dois instrumentos do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa que nunca foram expostos: um telescópio do séculoXVIII construído por Thomas Nairne & Edward Blunt, proveniente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e um extraordinário quadrante construído em Lovaina em 1573.

A Exposição «Estrelas de Papel» está integrada nas Comemorações de 2009: Ano Internacional da Astronomia.

Mais informações no site do CIUHCT: http://chcul.fc.ul.pt/

e no site da BNP: www.bnportugal.pt

terça-feira, 14 de abril de 2009

Visita guiada: «Monumentos com Raízes»

Visita a algumas plantas cuja história se contará. Grandes ou pequenos, oriundos de longe ou de perto, crescem no Jardim Botânico, onde cada exemplar é um monumento à sua espécie - testemunha a sua história natural e a história da sua relação com o Homem.

Local: Jardim Botânico - R. da Escola Politécnica 58
Dia: 18 de Abril de 2009
Início: 11:00h - junto da figueira de folhas grandes
Duração 1:30 h
Público: para todos
Inscrições: limitadas a 25
Telefone: 213921808 ou 213921883 das 10h às 17h

Visita guiada no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios de 2009.

Criado pelo ICOMOS em 18 de Abril de 1982, e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, constitui um marco comemorativo do património nacional e celebra, também, a solidariedade internacional em torno da salvaguarda e da valorização do património de todo o mundo.

Em complemento à declaração, pelas Nações Unidas, de 2009 como o Ano Internacional da Astronomia, o ICOMOS elegeu o tema Património e Ciência como o objectivo de proporcionar uma oportunidade de reflexão e de reconhecimento do papel da ciência (e das tecnologias) no património cultural e, ainda, de incentivar a discussão sobre o seu potencial para a protecção e a conservação do património.

FOTO: Ficus macrophylla, ponto de partida da visita

domingo, 5 de abril de 2009

2009 - Ano Internacional da Astronomia

Em 2009 comemora-se o Ano Internacional da Astronomia. Dentro do Jardim Botânico existe um notável Observatório Astronómico, que, infelizmente, está abandonado e em avançado estado de degradação. Este teria sido o ano ideal para o ver restaurado...

A Astronomia em Portugal surgiu no tempo dos Descobrimentos principalmente com a atitude do Infante D. Henrique, principal impulsionador das Descobertas Portuguesas e convincente o suficiente para levar o seu pai o rei D. João I a lançar-se na conquista da praça de Ceuta em 1415. Terá sido na fortaleza de Sagres e na escola por ele formada, que se iniciaram os primeiros estudos sobre a astronomia, observação das estrelas e a preparação dos navegadores portugueses para as futuras viagens marítimas.

No século XVI, Pedro Nunes (1502-1578), o matemático e cosmógrafo dos reis D. João III e D. Sebastião, considerado o pai da actividade ciêntífica em Portugal, deu um novo impulso no estudo da cartografia, na arte da navegação e na astronomia. Foi o autor do instrumento de medida chamada “nónio”, dado que o nome do autor em latim era Petrus Nonius, que permitia ler uma fracção de um grau no astrolábio e no quadrante e consequentemente melhorar a precisão na localização dos navios.

Mais tarde, no século XVII ensinava-se a cadeira de astronomia no colégio e convento de Santo Antão em Lisboa, actual hospital de São José, ministrada pelos Jesuítas. Este ensino funcionou até 1759, altura em que as reformas pombalinas do reinado de D. José I se implementaram, sobretudo em Coimbra, na revisão dos estatutos da Universidade de 1772, data em que se pensa pela primeira vez na criação do primeiro observatório astronómico do país.

É porém e ainda no século XVIII no reinado de D. Maria I que surgem os primeiros observatórios astronómicos em Lisboa. O observatório astronómico é um edifício onde se observam os astros e se estuda a meteorologia. Embora já existissem na Antiguidade, no Egipto e em Alexandria, na Europa os observatórios astronómicos surgiram no século XVI, na Alemanha em Hesse e pelo patrocínio de príncipes como Guilherme IV.

Em Lisboa o primeiro que se tem notícia foi o da Academia de Ciências, instalado no Castelo de São Jorge e inaugurado a 3 de Janeiro de 1787, seguindo-se o Real Observatório da Marinha criado a 18 de Março de 1798, mas que por razões da sua localização, junto ao Tejo, não tornou viável a correcta observação dos astros. Em 1854, no jardim botânico na Escola Politécnica foi criado o observatório meteorológico Infante D. Luís e em 1875 o observatório astronómico real , ambos integrados actualmente no Museu da Ciência da Faculdade de Ciências de Lisboa. Também desta época foi concebido o observatório da rua da Bempostinha, localizado em frente ao Paço da Bemposta, onde já funcionava a escola do exército.

Será no reinado de D. Pedro V, a 11 de Março de 1861, que se lança a primeira pedra para a construção do Observatório da Tapada, na Ajuda, em terrenos cedidos pelo rei, designado oficialmente como Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), iniciando-se um novo período ciêntífico na área da astronomia a par do desenvolvimento e progresso social, coincidente com a também expansão urbanística de novas zonas na cidade.

Finalmente em 1972, foi construído o observatório astronómico do planetário Calouste Gulbenkian ou comandante Conceição Silva situado em Belém, recuperado recentemente e que realiza sessões de observação astronómica.Actualmente o Observatório Astronómico de Lisboa, na Ajuda, tem como missão o acerto da hora legal, a investigação científica da Astronomia e Astrofísica, o ensino e a divulgação junto do público do seu património e acervo documental, fornecendo os necessários pareceres e esclarecimentos sobre acontecimentos astronómicos. in http:/revelarlx.cm-lisboa.pt

FOTO: Fotografando o eclipse do sol na varanda do Observatório Astronómico da Tapada da Ajuda, foto atribuída a Joshua Benoliel, 1912-04, Arquivo Fotográfico Municipal.