quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dia de Voluntariado no Jardim Botânico: sábado dia 20 de Junho no canteiro 30-B do Arboreto
















No próximo sábado dia 20 de Junho a Liga dos Amigos do Jardim Botânico irá voltar ao Jardim para terminar os trabalhos de manutenção e limpeza do canteiro 30-B iniciados no passado sábado. 

Desta vez faremos 2 turnos para permitir uma escolha mais conveniente aos voluntários:  

I- Manhã das 9:30 às 13:00  

II- Tarde das 15:00 às 18:30  

O ponto de encontro será junto da bilheteira do Jardim.  
Quem desejar poderá trazer as suas próprias tesouras de poda e luvas.  A LAJB disponibiliza água e fruta a todos os participantes.
A inscrição é obrigatória: amigosdobotanico@gmail.com

Obrigado e até sábado!

Saudações Botânicas da LAJB

domingo, 14 de junho de 2015

Voluntariado dos Amigos do Jardim Botânico II























O belo Taxodium mucronatum ficou livre dos infestantes de rebentos de choupo branco. Também se procedeu à varredura das folhas secas acumuladas desde o inverno passado. O nosso muito obrigado ao grupo de voluntários da Liga dos Amigos do Jardim Botânico pelo óptimo trabalho. Infelizmente não foi possível terminar todo o canteiro - viemos a descobrir que o sector nascente está muito infestado com "erva da fortuna" pelo que teremos de regressar para terminar a limpeza do canteiro 30 B. Até breve!

Voluntariado dos Amigos do Jardim Botânico I


 o canteiro 30 B conforme o encontrámos antes do início dos trabalhos
O nosso já bem conhecido canteiro 30 B - onde se situa o monumental Taxodium mucronatum -gravemente infestado de rebentos de choupo branco. Já de seguida as imagens do aspecto final após uma manhã inteira de trabalho de um grupo de voluntários da Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Dia 13 de Junho de 2015.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

MONUMENTO NACIONAL: O PINHEIRO DE TIBÃES

Existem 3 árvores classificadas na Cerca Monástica de Tibães. Mas nenhuma delas tem a presença e majestade do Pinheiro de Tibães, com os seus 47 metros de altura. Este é o pinheiro-bravo mais alto de Portugal, e o segundo com maior Perímetro à Altura do Peito (PAP). Para saber mais consultar o website do ICNF: 
http://www.icnf.pt/portal/florestas/ArvoresFicha?Processo=KNJ1/555&Concelho=&Freguesia=&Distrito=

FETO REAL na Cerca Monástica de Tibães

















Observámos em vários locais da Cerca Monástica de Tibães belos exemplares de Feto Real - Osmunda regalis L. - como este na imagem, nas paredes do Grande Lago. Uma vez que esta espécie de feto não existe ainda na colecção viva do nosso Jardim Botânico, a Arquitecta Maria João Dias Costa irá oferecer um exemplar. Muito obrigado Tibães!

terça-feira, 9 de junho de 2015

LAJB visita a Cerca Monástica de Tibães com a Arquitecta Paisagista Maria João Dias Costa

Jardim de S. João, início da visita pela Arq. Maria João Dias Costa
 Pavimentos com lajes de granito e xisto nas portas para a Cerca
 As vinhas de Tibães e a ligação às escolas da região...
 Junto do Lago dos Peixes alimentado por uma fonte barroca
 A descoberta de uma rã em cima dos nenúfares do Lago dos Peixes
 A Capela de S. Bento no topo da Rua das Fontes
 A descoberta do "Selo de Salomão" no Carvalhal de Tibães













A vida que existe mesmo nos troncos de carvalhos mortos..
O Grande Lago barroco, de planta elíptica, em Tibães!

Belos exemplares de "Feto Real" nos muros do Lago Grande

Esta visita guiada à Cerca Monástica de Tibães através do olhar bem informado da Arquitecta Paisagista Maria João Dias Costa foi um autêntico privilégio para a LAJB. A Arquitecta Maria João dirige desde 1988 todas as intervenções de limpeza, manutenção, restauro e também de construção de novos espaços verdes, na Cerca e Mosteiro de Tibães. Aprendemos muito sobre as boas práticas de intervenção em bens culturais desta importância e como é vital alicercar todas as decisões num conhecimento profundo do bem cultural. E o respeito pela herança monástica como valor maior a orientar as decisões. 

Mais uma vez devemos um agradecimento especial ao Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães por nos oferecerem esta oportunidade única de conhecer Tibães pela mão de tão qualificados e sábios guias - muito obrigado!  



A LAJB visita TIBÃES com a Dra. Aida Mata




























Portaria do Carro, início da nossa visita guiada pela Dra. Aida Mata
















Antigas cavalariças transformadas em bilheteira e loja do Mosteiro
















Dra. Aida Mata e os painéis de azulejo (1770) Claustro do Cemitério
















A sacristia construída em 1680-83 com tecto de granito pintado
















Tabuões de soalho antigo, de pinheiro manso, com 80 cm de largura!
















Coro Alto de 1665 com grande estante para livros das horas litúgicas

















A "Casa das Pinturas" em fase de execução na Hospedaria Monástica
















A Dra. Aida Mata mostrando a Cerca Monástica com 40 hectares.

A bela Sala do Capítulo de 1700 onde terminou a nossa visita guiada.

Foi um verdadeiro privilégio para a LAJB ter a Dra. Aida Mata como guia da visita ao Mosteiro de Tibães. A Dra. Aida Mata dirigiu a equipa multidisciplinar que resgatou da ruína o complexo monumental de Tibães entre 1987 e 2009. Os nossos sinceros parabéns pelo belo trabalho realizado apesar dos complexos desafios de um monumento desta escala e diversidade patrimonial, e das dificuldades financeiras de que sofre cronicamente a área da Cultura em Portugal. 

O nosso agradecimento também ao Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães pela preciosa ajuda na organização desta "Viagem a Tibães"! Esta foi uma visita perfeita e por isso ficará gravada na memória de todos!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Próximo sábado dia 13 de Junho às 9:30: Voluntariado no Jardim Botânico




Estimada/o associada/o    
A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) tem o prazer de informar que se realizará no próximo sábado dia 13 de Junho às 9:30 uma acção de voluntariado, para manutenção do Jardim Botânico, através da oferta de trabalho voluntário dos associados da Liga dos Amigos do Jardim Botânico.   
Saudações botânicas,   
A DIRECÇÃO      

DIA DE VOLUNTARIADO NO JARDIM BOTÂNICO    
DATA: 13 de Junho - 9:30 HORAS ( sábado )  
PONTO DE ENCONTRO - Junto à Ficus macrophylla  da entrada
ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB)  
INSCRIÇÃO: Limitada a 10 participantes - amigosdobotanico@gmail.com

NOTA: Os participantes deverão trazer roupa e calçado confortáveis, chapéu/boné e luvas de jardinagem. Quem desejar poderá trazer a sua própria tesoura de poda. Serão tratados os canteiros 18B e 25B no Arboreto.  A LAJB disponibilizará águas e fruta para todos os voluntários.

JARDIM BOTÂNICO  Rua da Escola Politécnica, 58  1250-102 Lisboa

Fotos: Imagens do voluntariado no dia 20 de Julho de 2014

sábado, 6 de junho de 2015

«Lisboa Entre Séculos, A Arquitectura Ameaçada dos séculos XIX e XX» pelos Urban Sketchers



“Lisboa Entre Séculos, A Arquitectura Ameaçada dos séculos XIX e XX, vista pelo olhar dos Urban Sketchers”, é uma exposição a não perder. Uma iniciativa do Fórum Cidadania Lx, com o apoio da CML, que terá lugar no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, de 6 a 30 de Junho, com inauguração dia 5, às 18h. Um gesto de cidadania face à persistente destruição daquele património edificado e dos seus interiores. O que resta das grandes avenidas de Novecentos projectadas para colocarem Lisboa no mapa das capitais da Europa, ou dos bairros e vilas operárias, dos palacetes de uma burguesia que então se afirmava, das inovadoras instalações científicas, das lojas de referência da sociedade, das casas de espectáculos de uma Lisboa boémia? Um desafio e um apelo a uma verdadeira salvaguarda e valorização da Lisboa Entre Séculos. A entrada é livre.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Visita guiada ao JB, por Fernanda Botelho, no dia do aniversário de Alexandra Escudeiro






















Tema da Visita Guiada: Plantas de interesse medicinal do Jardim Botânico. Foi a nossa homenagem a Alexandra Escudeiro, no dia do seu aniversário. Obrigado Fernanda Botelho e até breve!

terça-feira, 2 de junho de 2015

«O mais belo sorriso da Sétima Colina de Lisboa»
















O mais belo sorriso da Sétima Colina de Lisboa   

Há notícias felizes com sabor a dia ganho. Ganhei o dia, e muito mais do que isso, ao saber da homenagem a Alexandra Escudeiro, planeada para a próxima quarta-feira, dia 3, pelas 18h00, no nosso Jardim Botânico da Sétima Colina. Haverá uma visita guiada por Fernanda Botelho, que foi aluna da Alexandra no Curso de Guias deste Jardim. Alexandra Escudeiro era um ser imensamente especial. Inesquecível o seu sorriso radiante, um sorriso franco e animado em permanência por paixões e descobertas. Paixões de vida eram, em primeira linha, as iniciativas de valorização e divulgação do Jardim Botânico. Fora de discussão se haveria um outro tão formoso no sistema solar e circunvizinhanças. Admirava-a. (Não ouso um vocábulo que seria verdadeiro mas eventualmente equívoco). Tanto que lhe dediquei um capítulo de um dos meus romances, incorporando na terceira edição do livro uma historieta maluca e cumpliciada com o apelido «Escudeiro». Como jornalista do “Diário de Notícias” beneficiei das suas sugestões de temas que deram interessantíssimas reportagens, algumas das quais publicadas com enorme destaque, porque o diretor ao tempo tinha um “fraquinho” pelos mistérios do mundo natural, circunstância que eu explorava com indecorosa matreirice…   

Respondo pois à chamada e tentarei estar presente nessa visita-homenagem, na esperança de poder ter dois dedos de conversa com uma certa árvore brasileira, com brasão imperial, porém tagarela como nenhuma outra, com a qual a Alexandra e eu partilhámos segredos. Nessa época costumava vir ao nosso encontro o fundador Francisco Malagueta (professor catedrático, tratado em público, respeitosamente, por Conde de Ficalho), que passava o tempo todo a trocar correspondência com um amigo de além-mar, o Pedro das Barbas (idem, respeitosamente: Imperador Pedro II). Essa árvore havia sido, precisamente, oferta pessoal do Pedro das Barbas. Uma árvore não menos especial. Ao ver-me, sempre recria para os meus olhos velhos e sentimentais o sorriso mais belo da Sétima Colina. Só ela, essa árvore, consegue fazê-lo, talvez porque acolheu a Alexandra como parte integrante da sua contextura arbórea, da sua seiva, da alegria que as árvores transmitem quando estão felizes.   PEDRO FOYOS

«Arroios plantou até a data de hoje 109 novas árvores»

Recebemos a informação, da Junta de Freguesia de Arroios, que foram plantadas até a data 109 novas árvores. Muitas delas vieram substituir cepos que se encontarvam nas caldeiras há vários anos.  

Árvores de Alinhamento:

Avenida Almirante Reis | Tilia cordata | 3 exemplares
Praça Ilha do Faial | Celtis australis | 5 exemplares
Rua Angra do Heroísmo | Celtis australis | 6 exemplares
Rua do Mindelo | Celtis australis | 7 exemplares
Rua Dona Estefânia | Celtis australis | 7 exemplares
Rua Escola do Exército | Celtis australis | 6 exemplares
Rua Jacinta Marto | Celtis australis | 7 exemplares
Rua José Estevão | Prunus avium | 7 exemplares
Rua Pascoal de Melo | Celtis australis | 25 exemplares
Rua Passos Manuel | Celtis australis | 16 exemplares

Jardim Henrique Lopes de Mendonça | 11 exemplares [4 Magnolia grandiflora, 4 Liquidambar styraciflua, 2 Erythina crista-galli, 1 Prunus pissardi]  

Jardim Braamcamp Freire | 9 exemplares [5 Prunus pissardi, 2 Jacaranda mimosifolia, 1 Tilia cordata, 1 Erythina crista-galli]  = 109 novas árvores

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ÁRVORES DE LISBOA: «Podas e decretos de abate inflamaram ânimos em Lisboa»

"Diz-me, minha alma, pobre alma enregelada, que acharias de ir viver para Lisboa? Deve lá fazer calor, deleitar-te-ias como um lagarto. É uma cidade à beira de água; dizem que é construída em mármore e que o seu povo tem uma tal raiva ao vegetal que arranca todas as árvores. Eis uma paisagem de acordo com o teu gosto: feita de luz e de mineral, com o líquido para a refletir!" 

Poucas coisas agradam tanto aos portugueses como citar observações desagradáveis de estrangeiros, de preferência ilustres, sobre o seu país, e estas palavras do francês Charles Baudelaire, publicadas em 1869 em Le Spleen de Paris, parecem dar razão aos que veem na sequência recente de podas e abates o testemunho de uma aversão atávica. Cunharam até, para a caracterizar, o termo "arboricídio" - como em homicídio, ou genocídio, de árvores. 

A palavra não é usada na carta-aberta ao novo presidente da autarquia, Fernando Medina, que a recém-criada plataforma Em Defesa das Árvores - que congrega vários grupos e associações (incluindo Fórum Cidadania Lisboa, Quercus Lisboa, Amigos do Jardim Botânico, Plataforma por Monsanto, etc.) - tornou pública na quarta-feira. Mas fala-se em "onda de intervenções radicais e devastadoras que as árvores de Lisboa têm sofrido nas últimas semanas". A saber, "empreitadas de poda, abate e substituição de árvores de alinhamento e de jardim um pouco por toda a cidade, de Alvalade à Estrela, das Avenidas Novas a Arroios, da Graça à Ajuda, com menor ou maior grau de intensidade e número de árvores objeto das mesmas, com mais ou menos gravidade e grau de irreversibilidade, sob esta ou aquela justificação, não poucas vezes caricata, e outras tantas por razões que a razão desconhece". 

A ideia da plataforma, que pondera ações em tribunal para impedir abates anunciados, é de que as intervenções descritas não se devem a motivos sérios e ponderados, antes a caprichos e interesses talvez suspeitos: "Cultiva-se a ignorância, acenando com pragas e alergias, velhice excessiva das árvores (quando árvores com 60 anos devem ser consideradas jovens), cataclismos inevitáveis e a corrosão da chapa. Alimenta-se o ódio instalado ao choupo, cipreste, plátano, freixo e, quiçá a breve trecho, à tília, à tipuana e ao jacarandá! Não se percebe de onde vêm os novos espécimes que se plantam, mirrados e sem copa frondosa previsível que não por várias décadas, nem para onde vai a lenha que resulta de tudo isto. De uma assentada, como no caso recente da Guerra Junqueiro, destrói-se a imagem até agora inalterável de um arruamento histórico com 60 anos." in DN, 31 Maio 2015 por Fernanda Câncio