terça-feira, 9 de junho de 2015

LAJB visita a Cerca Monástica de Tibães com a Arquitecta Paisagista Maria João Dias Costa

Jardim de S. João, início da visita pela Arq. Maria João Dias Costa
 Pavimentos com lajes de granito e xisto nas portas para a Cerca
 As vinhas de Tibães e a ligação às escolas da região...
 Junto do Lago dos Peixes alimentado por uma fonte barroca
 A descoberta de uma rã em cima dos nenúfares do Lago dos Peixes
 A Capela de S. Bento no topo da Rua das Fontes
 A descoberta do "Selo de Salomão" no Carvalhal de Tibães













A vida que existe mesmo nos troncos de carvalhos mortos..
O Grande Lago barroco, de planta elíptica, em Tibães!

Belos exemplares de "Feto Real" nos muros do Lago Grande

Esta visita guiada à Cerca Monástica de Tibães através do olhar bem informado da Arquitecta Paisagista Maria João Dias Costa foi um autêntico privilégio para a LAJB. A Arquitecta Maria João dirige desde 1988 todas as intervenções de limpeza, manutenção, restauro e também de construção de novos espaços verdes, na Cerca e Mosteiro de Tibães. Aprendemos muito sobre as boas práticas de intervenção em bens culturais desta importância e como é vital alicercar todas as decisões num conhecimento profundo do bem cultural. E o respeito pela herança monástica como valor maior a orientar as decisões. 

Mais uma vez devemos um agradecimento especial ao Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães por nos oferecerem esta oportunidade única de conhecer Tibães pela mão de tão qualificados e sábios guias - muito obrigado!  



A LAJB visita TIBÃES com a Dra. Aida Mata




























Portaria do Carro, início da nossa visita guiada pela Dra. Aida Mata
















Antigas cavalariças transformadas em bilheteira e loja do Mosteiro
















Dra. Aida Mata e os painéis de azulejo (1770) Claustro do Cemitério
















A sacristia construída em 1680-83 com tecto de granito pintado
















Tabuões de soalho antigo, de pinheiro manso, com 80 cm de largura!
















Coro Alto de 1665 com grande estante para livros das horas litúgicas

















A "Casa das Pinturas" em fase de execução na Hospedaria Monástica
















A Dra. Aida Mata mostrando a Cerca Monástica com 40 hectares.

A bela Sala do Capítulo de 1700 onde terminou a nossa visita guiada.

Foi um verdadeiro privilégio para a LAJB ter a Dra. Aida Mata como guia da visita ao Mosteiro de Tibães. A Dra. Aida Mata dirigiu a equipa multidisciplinar que resgatou da ruína o complexo monumental de Tibães entre 1987 e 2009. Os nossos sinceros parabéns pelo belo trabalho realizado apesar dos complexos desafios de um monumento desta escala e diversidade patrimonial, e das dificuldades financeiras de que sofre cronicamente a área da Cultura em Portugal. 

O nosso agradecimento também ao Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães pela preciosa ajuda na organização desta "Viagem a Tibães"! Esta foi uma visita perfeita e por isso ficará gravada na memória de todos!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Próximo sábado dia 13 de Junho às 9:30: Voluntariado no Jardim Botânico




Estimada/o associada/o    
A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) tem o prazer de informar que se realizará no próximo sábado dia 13 de Junho às 9:30 uma acção de voluntariado, para manutenção do Jardim Botânico, através da oferta de trabalho voluntário dos associados da Liga dos Amigos do Jardim Botânico.   
Saudações botânicas,   
A DIRECÇÃO      

DIA DE VOLUNTARIADO NO JARDIM BOTÂNICO    
DATA: 13 de Junho - 9:30 HORAS ( sábado )  
PONTO DE ENCONTRO - Junto à Ficus macrophylla  da entrada
ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB)  
INSCRIÇÃO: Limitada a 10 participantes - amigosdobotanico@gmail.com

NOTA: Os participantes deverão trazer roupa e calçado confortáveis, chapéu/boné e luvas de jardinagem. Quem desejar poderá trazer a sua própria tesoura de poda. Serão tratados os canteiros 18B e 25B no Arboreto.  A LAJB disponibilizará águas e fruta para todos os voluntários.

JARDIM BOTÂNICO  Rua da Escola Politécnica, 58  1250-102 Lisboa

Fotos: Imagens do voluntariado no dia 20 de Julho de 2014

sábado, 6 de junho de 2015

«Lisboa Entre Séculos, A Arquitectura Ameaçada dos séculos XIX e XX» pelos Urban Sketchers



“Lisboa Entre Séculos, A Arquitectura Ameaçada dos séculos XIX e XX, vista pelo olhar dos Urban Sketchers”, é uma exposição a não perder. Uma iniciativa do Fórum Cidadania Lx, com o apoio da CML, que terá lugar no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, de 6 a 30 de Junho, com inauguração dia 5, às 18h. Um gesto de cidadania face à persistente destruição daquele património edificado e dos seus interiores. O que resta das grandes avenidas de Novecentos projectadas para colocarem Lisboa no mapa das capitais da Europa, ou dos bairros e vilas operárias, dos palacetes de uma burguesia que então se afirmava, das inovadoras instalações científicas, das lojas de referência da sociedade, das casas de espectáculos de uma Lisboa boémia? Um desafio e um apelo a uma verdadeira salvaguarda e valorização da Lisboa Entre Séculos. A entrada é livre.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Visita guiada ao JB, por Fernanda Botelho, no dia do aniversário de Alexandra Escudeiro






















Tema da Visita Guiada: Plantas de interesse medicinal do Jardim Botânico. Foi a nossa homenagem a Alexandra Escudeiro, no dia do seu aniversário. Obrigado Fernanda Botelho e até breve!

terça-feira, 2 de junho de 2015

«O mais belo sorriso da Sétima Colina de Lisboa»
















O mais belo sorriso da Sétima Colina de Lisboa   

Há notícias felizes com sabor a dia ganho. Ganhei o dia, e muito mais do que isso, ao saber da homenagem a Alexandra Escudeiro, planeada para a próxima quarta-feira, dia 3, pelas 18h00, no nosso Jardim Botânico da Sétima Colina. Haverá uma visita guiada por Fernanda Botelho, que foi aluna da Alexandra no Curso de Guias deste Jardim. Alexandra Escudeiro era um ser imensamente especial. Inesquecível o seu sorriso radiante, um sorriso franco e animado em permanência por paixões e descobertas. Paixões de vida eram, em primeira linha, as iniciativas de valorização e divulgação do Jardim Botânico. Fora de discussão se haveria um outro tão formoso no sistema solar e circunvizinhanças. Admirava-a. (Não ouso um vocábulo que seria verdadeiro mas eventualmente equívoco). Tanto que lhe dediquei um capítulo de um dos meus romances, incorporando na terceira edição do livro uma historieta maluca e cumpliciada com o apelido «Escudeiro». Como jornalista do “Diário de Notícias” beneficiei das suas sugestões de temas que deram interessantíssimas reportagens, algumas das quais publicadas com enorme destaque, porque o diretor ao tempo tinha um “fraquinho” pelos mistérios do mundo natural, circunstância que eu explorava com indecorosa matreirice…   

Respondo pois à chamada e tentarei estar presente nessa visita-homenagem, na esperança de poder ter dois dedos de conversa com uma certa árvore brasileira, com brasão imperial, porém tagarela como nenhuma outra, com a qual a Alexandra e eu partilhámos segredos. Nessa época costumava vir ao nosso encontro o fundador Francisco Malagueta (professor catedrático, tratado em público, respeitosamente, por Conde de Ficalho), que passava o tempo todo a trocar correspondência com um amigo de além-mar, o Pedro das Barbas (idem, respeitosamente: Imperador Pedro II). Essa árvore havia sido, precisamente, oferta pessoal do Pedro das Barbas. Uma árvore não menos especial. Ao ver-me, sempre recria para os meus olhos velhos e sentimentais o sorriso mais belo da Sétima Colina. Só ela, essa árvore, consegue fazê-lo, talvez porque acolheu a Alexandra como parte integrante da sua contextura arbórea, da sua seiva, da alegria que as árvores transmitem quando estão felizes.   PEDRO FOYOS

«Arroios plantou até a data de hoje 109 novas árvores»

Recebemos a informação, da Junta de Freguesia de Arroios, que foram plantadas até a data 109 novas árvores. Muitas delas vieram substituir cepos que se encontarvam nas caldeiras há vários anos.  

Árvores de Alinhamento:

Avenida Almirante Reis | Tilia cordata | 3 exemplares
Praça Ilha do Faial | Celtis australis | 5 exemplares
Rua Angra do Heroísmo | Celtis australis | 6 exemplares
Rua do Mindelo | Celtis australis | 7 exemplares
Rua Dona Estefânia | Celtis australis | 7 exemplares
Rua Escola do Exército | Celtis australis | 6 exemplares
Rua Jacinta Marto | Celtis australis | 7 exemplares
Rua José Estevão | Prunus avium | 7 exemplares
Rua Pascoal de Melo | Celtis australis | 25 exemplares
Rua Passos Manuel | Celtis australis | 16 exemplares

Jardim Henrique Lopes de Mendonça | 11 exemplares [4 Magnolia grandiflora, 4 Liquidambar styraciflua, 2 Erythina crista-galli, 1 Prunus pissardi]  

Jardim Braamcamp Freire | 9 exemplares [5 Prunus pissardi, 2 Jacaranda mimosifolia, 1 Tilia cordata, 1 Erythina crista-galli]  = 109 novas árvores

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ÁRVORES DE LISBOA: «Podas e decretos de abate inflamaram ânimos em Lisboa»

"Diz-me, minha alma, pobre alma enregelada, que acharias de ir viver para Lisboa? Deve lá fazer calor, deleitar-te-ias como um lagarto. É uma cidade à beira de água; dizem que é construída em mármore e que o seu povo tem uma tal raiva ao vegetal que arranca todas as árvores. Eis uma paisagem de acordo com o teu gosto: feita de luz e de mineral, com o líquido para a refletir!" 

Poucas coisas agradam tanto aos portugueses como citar observações desagradáveis de estrangeiros, de preferência ilustres, sobre o seu país, e estas palavras do francês Charles Baudelaire, publicadas em 1869 em Le Spleen de Paris, parecem dar razão aos que veem na sequência recente de podas e abates o testemunho de uma aversão atávica. Cunharam até, para a caracterizar, o termo "arboricídio" - como em homicídio, ou genocídio, de árvores. 

A palavra não é usada na carta-aberta ao novo presidente da autarquia, Fernando Medina, que a recém-criada plataforma Em Defesa das Árvores - que congrega vários grupos e associações (incluindo Fórum Cidadania Lisboa, Quercus Lisboa, Amigos do Jardim Botânico, Plataforma por Monsanto, etc.) - tornou pública na quarta-feira. Mas fala-se em "onda de intervenções radicais e devastadoras que as árvores de Lisboa têm sofrido nas últimas semanas". A saber, "empreitadas de poda, abate e substituição de árvores de alinhamento e de jardim um pouco por toda a cidade, de Alvalade à Estrela, das Avenidas Novas a Arroios, da Graça à Ajuda, com menor ou maior grau de intensidade e número de árvores objeto das mesmas, com mais ou menos gravidade e grau de irreversibilidade, sob esta ou aquela justificação, não poucas vezes caricata, e outras tantas por razões que a razão desconhece". 

A ideia da plataforma, que pondera ações em tribunal para impedir abates anunciados, é de que as intervenções descritas não se devem a motivos sérios e ponderados, antes a caprichos e interesses talvez suspeitos: "Cultiva-se a ignorância, acenando com pragas e alergias, velhice excessiva das árvores (quando árvores com 60 anos devem ser consideradas jovens), cataclismos inevitáveis e a corrosão da chapa. Alimenta-se o ódio instalado ao choupo, cipreste, plátano, freixo e, quiçá a breve trecho, à tília, à tipuana e ao jacarandá! Não se percebe de onde vêm os novos espécimes que se plantam, mirrados e sem copa frondosa previsível que não por várias décadas, nem para onde vai a lenha que resulta de tudo isto. De uma assentada, como no caso recente da Guerra Junqueiro, destrói-se a imagem até agora inalterável de um arruamento histórico com 60 anos." in DN, 31 Maio 2015 por Fernanda Câncio

quinta-feira, 28 de maio de 2015

23 de Maio: LAJB visita o Jardim Gulbenkian!






Algumas imagens da visita da LAJB ao Jardim Gulbenkian no passado sábado 23 de Maio. O nosso guia foi Carlos Carrilho, um associado da LAJB!

«LISBOA ENTRE SÉCULOS» Conferência, sábado dia 30 de Maio de 2015

DATA: sábado 30 de Maio 2015  
LOCAL: Sala dos Actos, Escola Médica - Campo dos Mártires da Pátria  
PROGRAMA:  
9:30 Boas-vindas e introdução - Fórum Cidadania Lx  

I PARTE - Conhecimento para Reabilitar  

9:45 Carlos Bessa, Chefe da Divisão de Salvaguarda do Património Arquitetónico e Arqueológico DGPC 
10:00 Reabilitação Urbana em Lisboa: estratégia, protecção e casos práticos - Teresa Duarte, Divisão de Reabilitação Urbana CML  
10:15 Do campo do curral ao “campus” das ciências: cidade, arquitectura e síntese das artes - Paula André  
10:30 Mobiliário Urbano de Lisboa Entre Séculos: “habitar” a rua - Pedro Bebiano Braga  

11:00 Pausa  

II PARTE - Reabilitar com Conhecimento  

11:15 Casa na Rua da Alegria, Porto - Arqª Inês Pimentel  
11.30 A “Casa Verde” em Alcântara, Lisboa - Arq. José Adrião  
11:45 "Gaioleiro” nas Avenidas Novas, Lisboa - Eng. Filipe Ferreira  
12:00 A Casa do Jardim, Lisboa - Arq. João Soares  

12:15 Debate e encerramento da Conferência LES 2015  

Moderador: Luís Maio  
ENTRADA LIVRE

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Plataforma Em Defesa das Árvores: Carta Aberta ao Presidente da CML Dr. Fernando Medina

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina  

Face à onda de intervenções radicais e devastadoras que as árvores de Lisboa têm sofrido nas últimas semanas - empreitadas de poda, abate e substituição de árvores de alinhamento e de jardim um pouco por toda a cidade, de Alvalade à Estrela, das Avenidas Novas a Arroios, da Graça à Ajuda, com menor ou maior grau de intensidade e número de árvores objecto das mesmas, com mais ou menos gravidade e grau de irreversibilidade, sob esta ou aquela justificação, não poucas vezes caricata, e outras tantas por razões que a razão desconhece - considera esta Plataforma recém-constituída ser seu imperativo dirigir-se ao novo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que nos parece ser tempo de se virar de página e da cidade partir para outro paradigma.  

Porque entendemos que quando estão em causa valores tão nobres e elementares como a preservação de um património que temos a obrigação de legar às gerações vindouras, o direito à informação, os afectos, o respeito por todas as formas de vida, a qualidade de vida e o bem-estar da população; ficar-se calado não serve!  

É verdade que esta insensibilidade e este menosprezo pelo indispensável contributo dado pela árvore à cidade e por aqueles que as defendem não são de agora. Todos nos lembramos da destruição massiva de jacarandás nas transversais à Avenida da República e dos 153 plátanos abatidos nem há 10 anos no Campo Pequeno porque havia que implementar determinado projecto de paisagismo. Ou do “vendaval” no Vale do Silêncio, as “desmatações” de Monsanto e a “requalificação” do Príncipe Real, só para enumerarmos algumas reconhecidas más práticas. Mas é neste preciso momento que o flagelo assume proporções inauditas, com o confluir de uma série de constatações e de procedimentos menos claros (por exemplo, ajustes directos através dos quais é diagnosticado o estado do arvoredo - que compete aos serviços municipais e após parecer do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida – e se procede aos abates e às podas, e posteriormente ainda dentro do mesmo ajuste, se vendem os espécimes de substituição - cuja determinação a competência continua na esfera do Município e não das Juntas), a que importa obviar de uma vez por todas, Senhor Presidente, a saber:  

As árvores não são podadas nem conservadas nem tratadas, quando doentes. Antes se mutilam, agridem, abatem e substituem como se fossem objectos de decoração descartáveis e sujeitos à ditadura da última moda, nem sequer respeitando a época mais propícia para as árvores e para a bio-diversidade que albergam. Há árvores de primeira (as estruturantes) e de segunda (as de alinhamento). 

Não existem jardineiros, mas abundam os curiosos e os madeireiros de serra em punho, cujas intervenções deveriam ser adjudicadas com transparência, critério e sem conflitos de interesse, tantas vezes ao arrepio dos pareceres fitossanitários de entidade idónea e, ultimamente, ao abrigo do não exercício da prorrogativa de declarar esta temática como estruturante, delegando nas Juntas de Freguesia de forma a nosso ver errada e contraproducente, transferindo direitos a nível da gestão do arvoredo, mas esquecendo-se de transferir as boas práticas já regulamentadas, logo agora que aquelas ainda estão numa fase de auto-afirmação e de delimitação de território.  Continuam a não ser aplicados e cumpridos o Regulamento aprovado pela AML (51/AM/2012), que resultou da deliberação 102/CM/2009, nem o Despacho do 60/P/2012 do Senhor Presidente de CML de então, mas quando há um parecer sério que indica a necessidade de abater determinada árvore, logo esse mesmo parecer serve para uma dúzia de outras sãs.  

Perdeu-se a boa-prática de consulta preferencial ao LPVVA, preferindo-se o parecer de empresas que depois procedem elas próprias à poda e ao abate no que se configura como procedimento a carecer de sindicância.  Cultiva-se a ignorância, acenando com pragas e alergias, velhice excessiva das árvores (quando árvores com 60 anos devem ser consideradas jovens), cataclismas inevitáveis e a corrosão da chapa. Alimenta-se o ódio instalado ao choupo, cipreste, plátano, freixo e, quiçá a breve trecho, à tília, à tipuana e ao jacarandá! Não se percebe de onde vêm os novos espécimenes que se plantam, mirrados e sem copa frondosa previsível que não por várias décadas, nem para onde vai a lenha que resulta de tudo isto. De uma assentada, como no caso recente da Av. Guerra Junqueiro, destrói-se a imagem até agora inalterável de um arruamento histórico com 60 anos.  

Por isso esta nossa carta dirigida a V. Exa., Senhor Presidente, porque temos esperança que a sua juventude signifique irreverência, sensibilidade e vontade indómita em querer mudar o status quo que muitos presidentes antes não conseguiram mudar, pelas razões que cada qual saberá.  

Os regulamentos existem e bastará cumpri-los, pois têm matéria suficiente para que os procedimentos de poda, abate e substituição de arvoredo se traduzam em boas práticas de arboricultura, motivo de orgulho para esta cidade, em contraponto com tantas outras onde continuam a aceitar práticas retrógradas, baseadas em mitos e inverdades. Não aceitamos que Lisboa possa ser referida como um dos piores exemplos de gestão do arvoredo do país, quando tem todas as condições para ser exactamente o oposto, desde que corrija o que é preciso corrigir.  Estamos, como sempre estivemos, disponíveis e empenhados em colaborar com a CML e com o seu Presidente e os seus Serviços para que consigamos esse desiderato.  Conte connosco!  

Lisboa, 26 de Maio de 2015   

A recém-formada "Plataforma em Defesa das Árvores": Associação Árvores de Portugal, Associação Lisboa Verde, Fórum Cidadania Lx, GEOTA-Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, Grupo de Amigos do Príncipe Real, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Grupo Ecológico de Cascais, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Plataforma por Monsanto, Quercus

terça-feira, 26 de maio de 2015

Visita guiada ao Jardim Botânico: Homenagem a Alexandra Escudeiro

Estimada/o associada/o  
A Direcção da Liga dos Amigos do Jardim Botânico informa todos os associados que irá realizar uma visita guiada de homenagem a Alexandra Escudeiro, no dia do seu aniversário, a 3 de Junho de 2015, pelas 18H, no Jardim Botânico de Lisboa. A bióloga Alexandra Escudeiro, funcionária do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, foi sócia fundadora da LAJB e presidente da direcção da mesma.  A visita será guiada por Fernanda Botelho que foi aluna da Alexandra Escudeiro no Curso de Guias do Jardim Botânico de Lisboa.

VISITA GUIADA AO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA   

Data - 3 de Junho - 18h00m   
Tema da Visita  - "Plantas de interesse medicinal do Jardim Botânico"     
Guia da Visita - Fernanda Botelho   
Inscrições - amigosdobotanico@gmail.com; TM: 962112171   
Número de participantes - 30 pessoas   
Local do encontro - Bilheteira da entrada do Jardim Botânico             
Saudações botânicas         
A DIRECÇÃO da LAJB

segunda-feira, 25 de maio de 2015

PARABÉNS!

O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles faz hoje 93 anos.

Distinguido em 2013 com o "Nobel" da Arquitectura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, reconhece "um arquitecto paisagista cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão".

Este galardão, considerado o "Nobel" da arquitectura paisagista, tem paralelo no Prémio Pritzker de arquitectura e comemora a contribuição extraordinária do arquitecto paisagista britânico Sir Geoffrey Jellicoe (1900-1996), fundador da IFLA.

Gonçalo Pereira Ribeiro Telles, nascido em Lisboa, a 25 de Maio de 1922, licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitectura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital do país.

Iniciou a vida profissional em Lisboa, como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no século XX, que também presidiu à Associação Mundial dos Arquitectos Paisagistas.

São da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles, entre outros projectos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa.

sábado, 23 de maio de 2015

VIAGEM DA LAJB A TIBÃES
















A Liga dos Amigos do Jardim Botânico vai realizar um passeio ao Mosteiro de São Martinho de Tibães em Braga no fim de semana de 6 e 7 de Junho de 2015. Este passeio conta com o apoio do Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães: http://amigosdetibaes.blogspot.pt/

Com fundação anterior à própria nacionalidade (recebeu Carta de Couto de D. Henrique e Dª Teresa em 1110), Tibães tornou-se em 1567 na Casa-Mãe da Congregação Beneditina de Portugal e do Brasil. No séc. XVII deu-se início a uma grande campanha de reedificação e ampliação que se prolongaria até ao final do séc. XVIII altura em que se viria a transformar num dos mais originais centros de produção artística do Barroco nacional. 
Propriedade do Estado desde 1986, tem recebido desde então profundas e diversas obras de restauro e reabilitação - foi objecto de 3 fases de Candidatura a Fundos Comunitários (FEDER) de 1994 a 2009. Em 1998 venceu o Prémio Internacional Carlo Scarpa per il Jiardino. Classificado, desde 1944, como Imóvel de Interesse Público, está actualmente em vista a sua reclassificação como Monumento Nacional.

Tibães é um antigo e maravilhoso conjunto patrimonial criado ao longo de quase 1 milénio pelo Homem e a Natureza:   http://www.mosteirodetibaes.org/

Nota: esta viagem já se encontra com todos os lugares reservados; em virtude do grande interesse e procura por parte dos nossos asociados estamos a considerar repeti-la em 2016. Até lá, muito obrigado a todos! 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

VISITA GUIADA: O papel dos jardins botânicos na preservação da biodiversidade.
















Visita guiada sobre o papel dos jardins botânicos na preservação da biodiversidade.

Dia 22 de Maio de 2015 - 16:00  

Jardim Botânico - Museu Nacional de História Natural e da Ciência  

Para celebrar o Dia Internacional da Biodiversidade, o Jardim Botânico oferece uma visita orientada de participação gratuita sobre o papel dos jardins botânicos na preservação da biodiversidade.  

Horário: 16h00  

As marcações, de forma a garantir vaga, devem ser feitas para: geral@museus.ulisboa.pt

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Hoje, 18 de Maio - Dia Internacional do Fascínio das Plantas















O Dia Internacional do Fascínio das Plantas é uma iniciativa lançada pela European Plant Science Organization e promovida em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Fisiologia Vegetal. Tem como objectivo despertar o maior número de pessoas em todo o mundo, para o verdadeiro fascínio das Plantas, sensibilizando para a importância do seu estudo para melhorar a agricultura e a produção sustentável de alimentos, a horticultura, a silvicultura e a produção de bens não alimentares (papel, madeira, químicos, fármacos e energia), não esquecendo a importância das plantas para a conservação do meio ambiente.

Foto: Paeonia broteri, Rosa-albardeira: encontra-se agora em floração nos maciços calcáreos de Portugal, e é sem duvida uma das maiores e mais bonitas flores da nossa flora espontânea.


O epíteto específico broteri foi criado em homenagem a Félix de Avelar Brotero, botânico português, contemporâneo de Carolus Linnaeus. A espécie aparece frequentemente referida pelo sinónimo taxonómico Paeonia broteroi.

EM FLORAÇÃO: Opuntia robusta





Opuntia robusta J.C. Wendl. no chamado "Jardim do México" do nosso Jardim Botânico. Esta planta é nativa do México.

sábado, 16 de maio de 2015

23 de Maio: Visita guiada ao JARDIM DA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
















DATA: 23 de MAIO - 10H30M   
GUIA DA VISITA: Carlos Carrilho   
TEMA: "Jardim Gulbenkian – um jardim de jardins"   
LOCAL DE ENCONTRO: Entrada da Fundação (Av. de Berna, 45 A). 
ORGANIZAÇÃO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB).
INSCRIÇÃO: Visita limitada a 20 participantes.   

É necessário inscrição prévia para o email: amigosdobotanico@gmail.com; TM: 962 112 171     

O conjunto formado pelo edifício-sede, museu e jardim da Fundação Calouste Gulbenkian foi classificado Monumento Nacional a 4 de Novembro de 2010 (Decreto nº 18/ 2010 - Diário da República, 1.ª série - N.º 250 - 28 de Dezembro de 2010). O edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, foi também distinguido com o Prémio Valmor em 1975.  

sexta-feira, 17 de abril de 2015

«Lisboa planta 100 árvores, uma por cada milhar de portugueses na Grande Guerra»
















Iniciativa lançada pela Associação Lisboa Verde prolonga-se até 2018, marcando os anos do centenário do conflito.  Em vez de mais placas evocativas ou monumentos em pedra, três associações juntaram-se para fazer uma homenagem diferente aos soldados enviados para a I Guerra Mundial. Desde o final do ano passado e até 2018, durante os anos do centenário da Grande Guerra, serão plantadas em Lisboa 100 árvores, evocando os mais de 100 mil portugueses envolvidos no conflito.  
“Cem Anos, Cem Árvores” é o nome do projecto organizado pela Associação Lisboa Verde (ALV), com o apoio da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e da Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa. O objectivo é recordar os cidadãos anónimos, soldados e enfermeiras que arriscaram a vida na I Guerra Mundial, utilizando as árvores como “símbolos de vida e renovação”, explica João Pinto Soares, presidente da Associação Lisboa Verde.  
A primeira árvore, uma oliveira, foi plantada a 11 de Novembro do ano passado na Embaixada de França, um dos países que foi palco do conflito no qual morreram cerca de dez milhões de pessoas, entre Julho de 1914 e Novembro de 1918. A 16 de Dezembro foi plantado um loureiro no Jardim do Instituto Goethe, pelo embaixador da Alemanha, Ulrich Brandenburg.  
Nesta sexta-feira será plantada a terceira árvore, na residência da embaixadora britânica, Kirsty Hayes. “Gostávamos que tivesse sido a 9 de Abril, para assinalar o aniversário da Batalha de La Lys [na Flandres, Bélgica], mas não foi possível”, afirma Pinto Soares. Porém ainda há tempo para cumprir a data, uma vez que o centenário desta batalha, da qual resultaram cerca de 600 soldados portugueses mortos e mais de 6000 prisioneiros, comemora-se a 9 de Abril de 2018.  
Segundo Pinto Soares, o objectivo é plantar árvores em espaços privados, como os cedidos pelas embaixadas, e públicos, como cemitérios, jardins ou ruas cuja toponímia esteja associada ao conflito, sempre que possível em datas simbólicas. Por exemplo, a 9 de Março de 2016 será plantada uma árvore para assinalar o centenário da entrada de Portugal na guerra.  
“Através da plantação de árvores no espaço público cumprimos a nossa missão cívica da homenagem de forma simbólica mas actual porque contribui para a qualidade de vida de todos os habitantes e visitantes de Lisboa”, lê-se no site do projecto. Para já as árvores (como oliveiras, zambujeiros, loureiros, freixos e ciprestes) são oferecidas pelas embaixadas mas Pinto Soares explica que qualquer pessoa poderá, numa segunda fase, oferecer e até plantar um exemplar.  
A iniciativa tem o apoio de entidades como a Liga dos Combatentes, as juntas de freguesia e a Câmara de Lisboa, entre outros organismos. Tem também o Alto Patrocínio da Presidência da República e inclui na Comissão de Honra nomes como o do general Ramalho Eanes e do antigo Presidente da República Jorge Sampaio. A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, apoia o projecto: no próximo dia 21 será plantada uma árvore no Jardim Fernando Pessa, ao lado do edifício da Assembleia. 
Marisa Soares, in PÚBLICO, 17/04/2015